Vitória diante do Figueirense não adiantou nada. Vândalos recomendam a Tirone que não concorra à nova eleição. Conselho dispensável. Ele foi abandonado por todas as alas do Palmeiras. E, com medo, família quer que Frizzo deixe o futebol do clube imediatamente…

reproducao322 Vitória diante do Figueirense não adiantou nada. Vândalos recomendam a Tirone que não concorra à nova eleição. Conselho dispensável. Ele foi abandonado por todas as alas do Palmeiras. E, com medo, família quer que Frizzo deixe o futebol do clube imediatamente...
A vitória diante do Figueirense não mudou a situação do Palmeiras.

O time ainda precisa de três rodadas perfeitas para deixar a zona de rebaixamento.

As chances de queda para a Segunda Divão são imensas.

A pressão ainda é imensa, enorme.

As principais alas do clube se uniram contra Arnaldo Tirone.

A última deserção neste domingo foi de Afonso della Monica.

Ele não quer nenhuma ligação com o atual presidente.

E avisou a seus parceiro que não o apoiará de maneira alguma na próxima eleição.

Muito menos fará qualquer composição.

O mesmo já acontece com Mustafá Contursi.

E com Belluzzo.

O vice-presidente financeiro Walter Munhoz abandonou a administração.

Assim como o diretor Jorge Vacarini.

Independente de desculpas, os dois viraram as costas para seus cargos.

Eles vão apoiar qualquer outro candidato à presidência, menos Tirone.

Controlando o dinheiro do clube, eles sabem que as dívidas batem nos R$ 200 milhões.

Será um caos aprovar as contas de Tirone no final de seu mandato.

O futebol drenou dinheiro e nada de bom conseguiu.

A cúpula da WTorre mandou que o clube parasse de procurar parceiros para o estádio.

Com a vergonhosa campanha do time, nenhuma empresa séria aceitaria dar nome à arena.

Correr atrás de patrocinadores só desgastaria a WTorre.

A construtora também pediu que a venda das cadeiras cativas e camarotes fosse suspensa.

Pelo mesmo motivo: rejeição neste momento lamentável do time.

As vendas e os sonhados R$ 300 milhões para uma empresa dar nome ao estádio faziam parte dos planos de Tirone.

Só assim, entregaria o mandato com o clube com lucro.

Mas ele pode esquecer.

O que está difícil o dirigente deixar de pensar é nas ameaças de mortes.

Vândalos conseguiram seu nome e deixaram mensagem prometendo 'cuidar dele' se o Palmeiras cair.

Recomendaram a ele nem tentar nova eleição.

O mesmo vale para o vice Roberto Frizzo.

Depois que seu restaurante foi depredado nos Jardins, em São Paulo, muita coisa mudou.

Sua família quer que abandone o Palmeiras imediatamente.

Ele disse não.

Mas concordou em não ir para Florianópolis.

Depois de anunciar que iria chefiar a delegação, ele voltou atrás.

E ficou em São Paulo.

O time viajou sem um dirigente com patente.

Arnaldo Tirone também se recusou a viajar.

Não queria ter de fugir de vândalos como no Pacaembu, contra o Corinthians.

Tudo ficou por conta do gerente César Sampaio.

O supervisor de futebol, Galeano, foi demitido na sexta-feira.

Ele era considerado muito ligado a Felipão.

E pessoas ligadas ao ex-treinador ficaram muito magoadas com o time.

Não pela vitória, mas pelo comportamento de alguns jogadores.

Como Maikon Leite que nunca vibrou tanto em um partida com Felipão.

Ou Márcio Araújo, disposto do primeiro ao último minuto.

E Valdivia, muito mais interessado em jogar.

Aliás, Gilson Kleina já foi vacinado contra o meia.

E não teve medo de substituí-lo quando ele, com amarelo, passou a reclamar da arbitragem.

Kleina já soube que o maior erro no clube seria deixar fazer o chileno fazer o que quer.

Os jogadores ficaram felizes com a atitude do novo treinador.

A vitória deu esperança ao time para sair do rebaixamento.

Mas Tirone e Frizzo continuam com medo de vândalos.

Não se mostram muito dispostos a continuarem acompanhando o time.

Aliás, se dependesse da família, Frizzo abandonaria o futebol palmeirense nesta semana.

A pressão está enorme.

Tirone já prevê um enorme vexame se tentar a candidatura à presidente.

Sabe que não tem chance alguma.

O clube inteiro se voltou contra ele.

As chances são enormes de avisar que nem tentará se reeleger.

Sua família também o quer longe do Palmeiras.

Se os torcedores comemoram esperançosos a vitória diante do Figueirense...

O mesmo não acontece na política do clube.

Frizzo está a um passo de deixar o futebol do clube.

E Tirone entendeu o vexame que passará se tentar ficar mais um mandato como presidente.

A atual direção do clube nunca foi tão pressionada.

Os chefias das torcidas organizadas prometem não dar trégua.

Se o clube for rebaixado novamente, vão cobrar da dupla que comanda o clube.

Tirone e Frizzo sabem muito bem disso.

E por isso estão tão assustados, apavorados...