18 Vitória contra o Rosario não alivia a pressão sobre Marcelo Oliveira. Depois do sufoco contra os argentinos, conselheiros querem um choque de gestão. Paulo Nobre segue paralisado, sem saber o que fazer. E o time cada vez mais inseguro...
O Palmeiras ganhou ontem do Rosario Central por 2 a 0. É líder isolado do Grupo 2. Mas por qual razão as redes sociais estão inundadas de críticas a Marcelo Oliveira? Twitter, facebook, Instagram. Na padaria, no boteco da esquina, a sensação dos torcedores é de insegurança. E não alegria. Endeusam Fernando Prass. Não Cristaldo. Allione, os autores dos gols.

O motivo é um só.

Acabou a ingenuidade.

Todos têm acesso à informação, ao senso crítico.

Os veículos de comunicação informaram. O Rosario Central veio ao Brasil com um time misto. A prioridade dos 'canalhas' é vencer o Campeonato Argentino, que não vence há 29 anos. Libertadores não é a prioridade.

Não é 'achômetro', o clube adotou como oficial pesquisa aberta no jornal La Capital, de Rosário. Nela 67% dos torcedores priorizaram o torneio nacional. O técnico Coudet não foi liberado para colocar reservas. Foi avisado. E colocou seis reservas ontem na arena palmeirense.

Esse dado era algo que incomodava. Mas veio a ilusão: o primeiro tempo. Diante de uma equipe mista e desentrosadas, o Palmeiras se comportou muito bem. Fez seus melhores 45 minutos de todo o ano. A entrada de Cristaldo foi fundamental. O argentino tem uma grande movimentação, abre espaço nas defesas adversárias.

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O argentino é mais útil do que Alecsandro. Atacante limitado. Porém subestimado. Sua melhor qualidade atuar como pivô, usar o corpo e ajeitar a bola para quem vem de trás. Mas como se ela não chega até ele? Ninguém executa as funções básicas dos meias com Marcelo Oliveira.

Outra troca importante foi a saída de Arouca. Jogador técnico, talentoso. Mas incrivelmente omisso, perdido com a camisa verde. Sofre pelo time desprezar o meio de campo. A bola queima. Os atacantes correm como desesperados. E os zagueiros só sabem dar chutões. Não confiam em sair jogando. Porque não têm respaldo. Confiança no seu comandante. A cabeça de Leandro Almeida foi entregue com gosto pelo técnico.

Contra o time misto do Rosário Central, Marcelo Oliveira optou por três volantes. Thiago Santos, Jean e o versátil Robinho mais atrás. Assim, Dudu e Gabriel Jesus estariam liberados para se revezar pelas beiradas do campo. E o incansável Cristaldo flutuando. Lucas teria permissão para apoiar e o veterano Zé Roberto seria mais consciente, atacaria se percebesse espaço.

O melhor jogador na moderna arena é sempre o mesmo. Ainda mais nos jogos importantes. Chega a ser emocionante a vibração, a sede de conquista do torcedor. Principalmente no início da partida. Dá não só seu voto de confiança, mas a alma. Com a acústica a seu favor, os gritos de apoio são ensurdecedores. Cria uma aura de motivação que contagia, empolga. Ainda mais se a equipe está bem distribuída taticamente.

Além de seis reservas, o Rosário Central superestimou o Palmeiras. Coudet deve ter assistido teipes da academia com Ademir da Guia, Leivinha. Ou visto o times da Parmalat, com Rivaldo, Djalminha, Müller, Evair, Roberto Carlos, Cafu. O argentino tratou de colocar a equipe no 4-5-1. Encolheu seu time na defesa.

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O Palmeiras entrou motivado, com os jogadores confiantes e bem distribuídos. Empurrados pelo bafo dos torcedores. O Rosário acovardado. Melhor cenário impossível. Dudu acertou a trave. Cristaldo fez seu gol, trombando até com o presidente Macri. O placar justo seria 2, 3 a 0 para os brasileiros. Era a redenção de Marcelo Oliveira.

Mas, preste atenção, Coudet é um dos melhores treinadores da América do Sul. Percebeu a inconsistência, o espaço deixado entre os zagueiros e volantes palmeirenses. Havia uma faixa de 20 metros vazia. Trocou o zagueiro Burgos e colocou o atacante Herrera. Seu time passou a atuar no 4-2-2-2. Com uma movimentação constante. A marcação passou a ser adiantada, no campo de Marcelo Oliveira.

Foi o bastou. Ao perceber a coragem adversária, os jogadores recuaram. Se encolheram. Traumatizados, não queriam saber de mais pressão da imprensa, da torcida. Assumiram a postura de time pequeno. O Palmeiras abdicou de jogar. Foi revoltante. Robinho deixou escapar o motim.

"O Marcelo Oliveira pediu para a gente continuar atacando. Quando a gente fez um a zero a gente quis recuar. A gente precisava da vitória, mas precisa segurar o resultado. É complicado, sufoco, os caras vinham em cima e mais uma vez o Prass segurou o jogo e depois o Allione completou o resultado. Aquele momento é sufoco e seguramos mesmo. O importante é que a vitória veio."

Robinho deixou claro o que aconteceu no indecente segundo tempo palmeirense. E é muito grave. O técnico pediu para o time manter a postura, enfrentar o adversário na frente, mas os jogadores decidiram segurar o 1 a 0 na defesa. Por isso milhões de palmeirenses pelo Brasil viram a equipe ser massacrada. Fernando Prass fez pelo menos seis excelentes defesas. Principalmente a do pênalti, que Robinho, jogando como o sexto zagueiro, fez em Cervi.

Prass foi de uma esperteza marcante. Ele havia Marco Ruben cobrar contra o Cólon no domingo. Ele havia batido no canto esquerdo. E o mostrou ao argentino. Disse que sabia que ele batia lá. Marco resolveu inverter, como o goleiro queria e veio a fantástica defesa.

A estatística vai esclarecer a tristeza, a incerteza que domina a alma do palmeirense nesta sexta-feira. Apesar da importante vitória, não há um pingo de confiança no futuro do time.

No amaldiçoado segundo tempo foram 224 passes certos do Rosário contra 42 dos palmeirenses. Foram 12 finalizações contra duas do time de Marcelo. Os argentinos chegaram a ficar com 72% de posse de bola na etapa final. No jogo o Rosário teve 65% de posse de bola. Foi um massacre.

"Sofremos um sufoco desgraçado", deixou escapar Fernando Prass.

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A ala conservadora dos conselheiros que apoia Paulo Nobre segue insatisfeita com Marcelo Oliveira. Alega que Cuca está livre, deixou de negociar com o Fluminense. O presidente tem usado o resultado, a vitória por 2 a 0 para tentar calar as cobranças. Mas Nobre percebeu que está comemorando sozinho. A desconfiança do trabalho do técnico aumentou.

Talvez as próprias palavras de Marcelo expliquem o motivo da incrível insatisfação sobre seu trabalho. A explicação vai muito além do que aconteceu no gramado. Sem perceber, revela Deixa explícita que não é respeitado pelo time. Os jogadores não fazem o que o comandante manda. Não confiam nas suas ordens.

"Foi um sofrimento talvez desnecessário. Demos campo para o adversário e, quando retomávamos a bola, não encaixávamos o contra-ataque. O Rosario tem um grande time, toca muito a bola e se aproveitou desse espaço que não tinha, de não termos a bola quando a retomávamos. Ali fora, eu pedia para o time sair, mas perdíamos a bola rapidamente. Eu pedia para o time sair..."

Em nenhum momento Marcelo Oliveira falou que enfrentou um adversário com seis reservas. Mas não precisava. Todos que estavam no estádio sabiam.

"Éramos para ter vencido com três gols de diferença. Dominamos o Palmeiras na sua casa. Estou orgulhoso dos meus jogadores. De sua atitude. Saí orgulhoso da partida."

A declaração é de Eduardo Coudet.

Irritado por ter se preparado para um 'grande' adversário.

Não o time inseguro, tenso, amedrontado que teve pela frente.

Atuando como pequeno dentro de sua própria casa.

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Algo segue muito errado no Palmeiras.

Todos no clube sabem o quanto foi mentirosa a vitória de ontem.

Até os fanáticos comemoram constrangidos.

Paulo Nobre está na sua última Libertadores como presidente.

Visivelmente não sabe como agir.

Confiar no treinador que venceu a Copa do Brasil?

Ou faz uma revolução?

Amedrontado, o presidente está paralisado.

Não apoia até a morte o inseguro Marcelo Oliveira.

E nem dá um choque de gestão, contratando outro comandante.

Esta indecisão é a raiz dos problemas palmeirenses...
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