1bahiatwitter 1024x673 Vexame. São Paulo termina o primeiro turno na zona do rebaixamento. Derrota para o fraco Bahia por 2 a 1. O principal responsável por essa situação tem nome Leco. O homem que transformou o Morumbi em um balcão de negócios...

Aconteceu o que Dorival Júnior temia. O São Paulo inseguro, tenso, nervoso perdeu para fraco o Bahia, em Salvador, por 2 a 1. E terminou o primeiro turno do Brasileiro na zona do rebaixamento. Outra vez o time jogou muito mal. A péssima campanha é de total responsabilidade de Leco, presidente que transformou o Morumbi em um balcão de negócios. Em um entra e sai de jogadores de maneira muito estranha.

O São Paulo que estava programado para conseguir R$ 90 milhões em vendas de atletas em 2017, já conseguiu R$ 181 milhões e não sossega. Ninguém duvida que, se puder, vai tentar negociar mais atletas, com a janela para a Europa aberta. Omissos, os conselheiros acompanharam o desmanche do time.

Rogério Ceni foi sabotado e Dorival Júnior chegou com tudo já despencando, tendo de formar uma equipe em pleno Brasileiro, com os jogadores pressionados, com medo da Segunda Divisão. Leco e seu auxiliar Pinotti venderam e compraram sem critério, como se estivessem administrando uma quitanda, nunca comandando um clube tricampeão do mundo.

Dessa maneira fica impossível para qualquer treinador montar um time confiável.

Na péssima partida de hoje, em Salvador, reunindo dois times horríveis, o Bahia se aproveitou do péssimo posicionamento da defesa são paulina. Rodrigo Caio não jogou, suspenso. Com Éder Militão e Arboleda na zaga, o sufoco foi constante. Aos 23 minutos do segundo tempo, o péssimo árbitro João Batista de Arruda não marcou pênalti de Edson em Militão. O jogador do Bahia segurou o do São Paulo pela camisa, após rebote do goleiro Jean.

"Quando entramos em campo, precisamos ter atenção em pequenos detalhes. Estamos levando muitos gols, aí fica difícil. Precisamos corrigir isso. Começamos muito bem o jogo, aí tivemos uma pequena desatenção no primeiro gol. Dominamos o segundo tempo, mas não conseguimos empatar", dizia, abatido, Hernanes. Outra vez, marcado, quase nada pôde produzir.

Dorival Júnior tentava esconder o desânimo.

Mas se traía nas palavras.

"Quando começa a faltar confiança, o jogador acaba evitando algumas jogadas, aparecer, dar opção para o companheiro. Você vai dando tempo para que a confiança volte, para que o próprio grupo adquira uma consistência maior. É natural que se comece a procurar opções. Vamos pensar em situações para melhorar nossa equipe de um turno para o outro", declarações de um treinador que pressionado e que precisa montar um time durante a competição. Com o clube na zona do rebaixamento.

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O São Paulo hoje foi, mais uma vez, um arremedo de equipe. Enfrentava outra adversária direta na luta para tentar escapar da Segunda Divisão. O Bahia, com treinador interino, com a demissão de Jorginho, que fracassou na substituição de Guto Ferreira. Sem dinheiro, montou um elenco com jogadores descartados de seus times, como Rodrigão, Régis, Mendoza, Allione, Armero, Renê Júnior e outros. Atletas fracos, limitados foram equipes fracas.

Mas não adianta juntar Lucas Pratto, Hernanes, Petros, Rodrigo Caio, Cueva, Jucilei, atletas de qualidade, e se exija uma grande rendimento. Isso sem dar tempo para entrosar. Leco vendeu Thiago Mendes, Maicon, Luiz Araújo, David Neres, Lyanco, Centurión, Luisão, Galván, entre outros. Nessa postura de porta giratória de banco fica impossível montar uma equipe confiável. Entrosamento leva tempo. Isso é básico do básico. Mas os gananciosos Leco e Pinotti não tiveram a menor preocupação com o time em campo.

Dorival Júnior não é vítima. Assumiu um grande clube que abriu mão de 2017 em função do dinheiro. Não sonha em ganhar qualquer título. Só não ser rebaixado. A campanha neste primeiro turno é vergonhosa. Em 19 partidas, dez derrotas, quatro empates e apenas cinco vitórias. Aproveitamento de 33,3%. A situação precisa melhorar muito. O Internacional, no ano passado foi rebaixado, com 37% de aproveitamento. O primeiro a escapar foi o Vitória, com 39%.

O São Paulo mostrou fragilidade, medo da derrota desde o início até o final da partida. Os treinadores acompanharam muito bem o que Hernanes fez na sua reestreia pelo time, contra o Botafogo. E o interino Preto Casagrande sabia: a vitória começaria travando o mais cerebral jogador rival. E assim fez. Tratou de montar duas linhas próxima à área, sem a bola. E muita correria nos contragolpes. Ele também tinha outra certeza. A defesa rival é fraca e costuma ficar exposta por causa dos volantes Petros e Jucilei, que pensam que são meias.

Os laterais também são casos sérios. Bruno, que havia sido o responsável pela derrota contra o Coritiba, teve dores nas costa e não entrou em campo em Salvador. Houve um suspiro de alívio entre os torcedores. Mas durou pouco. Araruna, volante improvisado na lateral direita era o mapa da mina para os baianos. Do outro lado, Edimar. Muita correria e pouco raciocínio.

Na frente, continua a dar dó de Lucas Pratto. O artilheiro corre para todos os lados mas, muito mal acompanhado, não recebe bolas para concluir a gol. É um desperdício ter um definidor de seu quilate nesse fraco e previsível São Paulo.

A lentidão na saída de bola do time de Dorival é digna de um time da década de 80. Contra adversários bem treinados e com atletas com potencial para recompor em velocidade e contragolpear rapidamente, será difícil não seguir perdendo. O Bahia, mesmo com seu elenco de renegados, conseguiu anular a força ofensiva tricolor. Preto Casagrande colocou duas linhas atrás da linha da bola. Com 20 metros de distância entre elas. Todas no seu campo. Encalacrou o fraco São Paulo.

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Fosse uma equipe minimamente consciente, buscaria triangulações pelas beiradas, infiltrações em bloco, marcação forte na saída de bola adversária. Mas o time de Dorival não tinha nada disso. Apenas a posse de bola, sem saber o que fazer com ela.

Os gols do Bahia aconteceram no final do primeiro tempo. Em contragolpes. Mendonza descobriu Rodrigão livre na esquerda. Ele cruzou. A bola passou pelo inconstante Arbeloa e chegou nos pés de Régis, que a empurrou para as redes. Aos 40 minutos, Bahia 1 a 0.

A desvantagem atordoou o São Paulo. Três minutos depois, tomava o segundo gol. Araruna tentou sair jogando, mas Rodrigão cortou. Zé Rafael, impedido, fica com a bola e procura Régis. O jogador cruza em velocidade. Mendoza completa para as redes. 2 a 0.

O São Paulo só marcou pela bobagem de Jean. O primeiro tempo estava para acabar. A bola foi lançada para Lucas Pratto, ele estava de costas para o gol. Estabanado, o goleiro o derrubou. Pênalti que Hernanes não desperdiçou. 2 a 1, aos 48 minutos do primeiro tempo.

O segundo tempo foi de uma monotonia só. O São Paulo de posse de bola, mas sem imaginação, criatividade, talento. O Bahia se defendendo, dando chutões. Sem grandes oportunidades, o time de Dorival tinha de se conformar. Mergulhava, outra vez, na zona do rebaixamento.

A campanha precisa melhorar muito no segundo turno.

Leco e Pinotti fizeram o possível para rebaixar o time.

Cabe a Dorival e seus jogadores reverterem a lógica.

A situação é séria.

E muito preocupante.

O São Paulo namora de verdade com a Segunda Divisão...
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