135 Valdivia segue sendo uma praga no Palmeiras. O empresário, que ajudou a contratar o chileno, entrou na Justiça contra o clube. Quer R$ 15 milhões por perdas e danos pela saída do meia para os Emirados Árabes...
A história é muito conhecida nos corredores do Palestra Itália. O ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo estava obcecado por resgatar os grandes nomes que defenderam o Palmeiras. Saudosista, queria Luiz Felipe Scolari, Kléber e Valdivia. Tinha certeza que, com esse trio, as glórias voltariam.

E saiu pedindo a ajuda de conselheiros milionários. Um deles, Osorio Furlan Júnior, tinha certeza que iria fazer um dos melhores negócios de sua vida. Por R$ 6 milhões teria 36% dos direitos de Valdivia. O ano era 2010. O atleta assinou por cinco anos. Osorio garantiu que Beluzzo jurou que negociaria o chileno antes disso. E ele ganharia muito dinheiro.

Só que depois de assinar seu contrato, Valdivia não jogou nem metade das partidas que o Palmeiras disputou. Suas contusões demoraram para se curar. O motivo: ia para festas e mais festas durante o tratamento. E bebia, travando a ação dos medicamentos. O chileno cansou de arrumar problemas com os dirigentes, com as organizadas. Cansou de desrespeitar o próprio Palmeiras com sua falta de responsabilidade em relação a seu corpo.

Osório foi se desesperando. Falou com Belluzzo, Arnaldo Tirone, Paulo Nobre. Implorou para os presidentes venderem o atleta. Os dias, as semanas, os meses, os anos foram passando. Até que o contrato do chileno acabou. Osório foi procurar novamente Nobre. Disse que desejava receber de volta o que deu para ajudar o clube.

Poderia até ser em porcentagens de três atletas titulares. 16% de um e 10% de outros dois. Nobre não quis nem levar a conversa adiante. Disse que ele fez um investimento e perdeu. Negócios são assim mesmo.

215 Valdivia segue sendo uma praga no Palmeiras. O empresário, que ajudou a contratar o chileno, entrou na Justiça contra o clube. Quer R$ 15 milhões por perdas e danos pela saída do meia para os Emirados Árabes...

O empresário prometeu ir à Justiça. Cumpriu.

Ele entrou com uma ação por perdas e danos, exigindo R$ 15 milhões.

A ESPN conseguiu cópia do documento. Nele há situações inusitadas. E valem a pena ser reproduzidas. Mostra todo o rancor de Osório com o seu 'melhor negócio que fez na vida.'

Sua queixa é o Palmeiras ter deixado Valdivia ir para os Emirados Árabes. Mesmo com o próprio empresário se oferecendo para pagar seus salários, em uma eventual renovação de contrato.

"Quando o Palmeiras, estranhamente, não renovou seu contrato, o atleta estava no auge de sua carreira, sagrando-se campeão da Copa América pelo Chile. O autor (Osório) ofereceu-se para pagar o salário do jogador, podendo provar essas ofertas mediante testemunhos. Mas a contestação (enviada pelo clube) reitera que Osório 'não poderia participar das reuniões entre o atleta e o clube' e que este relacionamento era sigiloso. Quanta ignorância.

"O Palmeiras não renovou por desídia ou má fé, posto emergir estranha a simples aceitação do fim do contrato, apesar da proposta do autor (o empresário Osório) de complementar a diferença entre o exigido pelo atleta e a proposta do clube. Tudo isso à distância, porque lhe fora negado o direito de participar dessas negociações. Pior: o atleta - simplesmente - queria as mesmas condições do contrato anterior, nem solicitou aumento.

319 Valdivia segue sendo uma praga no Palmeiras. O empresário, que ajudou a contratar o chileno, entrou na Justiça contra o clube. Quer R$ 15 milhões por perdas e danos pela saída do meia para os Emirados Árabes...

"(O Palmeiras) Quis obrigar o atleta a aceitar a falácia de contrato por produção. A importância (investida na contratação do meia) 'vazou pelo ralo' em fevereiro de 2015, mediante pueril administração do patrimônio do clube por funcionário bazofeiro (o executivo Alexandre Mattos).

"Néscios, com salários equivalentes à remuneração de mais de dois mil trabalhadores, contratam pela ingente soma de vinte milhões de reais um tal... Dudu, e o remuneram 50% acima do salário que Valdívia percebia, considerando-se que este já fazia parte do elenco, e - estranhamente - deixaram 'ir pelo ralo'

"Claro que a presente ação não discute o mérito de jogadores, comparar jogador adquirido 'como ouro', somente para evitar que Corinthians ou São Paulo contratasse, e remunerado 50% acima do solicitado por Valdívia à renovação do contrato, tampouco o cerne desta ação resvala em qualidades de jogadores, aliás, tão distintas

"Os néscios dirigentes da ré 'deixam escapar pelo ralo' a soma de R$ 30 milhões, patrimônio do clube e do autor. Esta história está mal-contada, o 'passe' do Valdívia foi grautitamente parar nas mãos dos árabes... Isto no 'país da corrupção'

 Valdivia segue sendo uma praga no Palmeiras. O empresário, que ajudou a contratar o chileno, entrou na Justiça contra o clube. Quer R$ 15 milhões por perdas e danos pela saída do meia para os Emirados Árabes...

"E taxam a propositura da ação mediante predicado de litigância de má fé. De quem? Por isso a inicial queda-se confusa, porque discute o direito, não homenageia fofocas tolas. Essa a qualidade dos ensinos jurídicos em nosso país. Aliás, do ensino, apanágio da famigerada 'era Lula'"

"O Palmeiras tenta impingir sinonímia aos termos investidor e investimento a risco total, como se o investimento emergisse a bilhete de loteria; quando, a melhor semântica a investimento queda-se à produção - necessária - de bons frutos. O termo investimento está mais afeto a esperança, à (do que) jogatina"

"O Palmeiras, somente após a perda dos direitos econômicos, em junho de 2015, enviou carta ao autor noticiando a sua 'intenção' de não renovar com Valdívia. Ora, naquela oportunidade Palmeiras e Osório já haviam perdido os direitos econômicos sobre o atleta, porque teriam renovar contrato seis meses antes de seu término, ou seja, até fevereiro de 2015. Por isso o Barcelona intenta renovar com Neymar três anos antes do vencimento de seu contrato, é o fenótipo profissional de seus dirigentes, inexistente no Brasil."

As acusações são pesadas. Mas Paulo Nobre já foi tranquilizado pelo departamento jurídico. A ação não tem fundamentação. É tratada apenas como uma queixa.

86 Valdivia segue sendo uma praga no Palmeiras. O empresário, que ajudou a contratar o chileno, entrou na Justiça contra o clube. Quer R$ 15 milhões por perdas e danos pela saída do meia para os Emirados Árabes...

O presidente palmeirense já adiantou que não falará publicamente sobre o caso. Mas conselheiros ligados a Nobre repetem o mesmo discurso. O dirigente está tranquilo. Acredita que foi apenas um empresário que comprou, sem o Palmeiras obrigar, 36% de Valdivia. E perdeu seu dinheiro. Se tivesse lucro, não devolveria ao clube.

E mais, desde 2015, a Fifa proíbe pessoas físicas serem donas de porcentagem de direitos de jogadores de futebol. Por isso a reivindicação de Furlan chega a ser ridicularizada.

Pessoalmente, o jogador detesta Osório.

O empresário não o suporta.

Nobre e Mattos odeiam o meia chileno.

As organizadas o abominam.

A situação é bizarra.

Valdivia é um nome amaldiçoado no Palmeiras...
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