Uma das partidas mais decepcionantes de 2017. Palmeiras e Atlético Mineiro não justificaram os melhores elencos do país. 0 a 0 horroroso. Mereceram todas as vaias que receberam...

Palmeiras e Atlético Mineiro seguem sua sina neste início de 2017. Seguem decepcionando seus torcedores. De nada adiantaram Guerra, Fred, Robinho, Borja, Casares, Michel Bastos, Tchê Tchê, Valdivia. Os elencos que seriam os melhores do país, se mostraram incapazes de fazer uma partida digna. O 0 a 0 na arena palmeirense foi mais do que justo.

Cuca e Roger se mostraram treinadores preocupados mais em não perder do que ganhar. E conseguiram entediar o domingo de outono em São Paulo. Os R$ 2.118.118,74 deveria ser devolvidos aos 34.240 pessoas que tiveram a péssima ideia de pagar para ver o jogo.

O lance mais agudo da partida aconteceu aos 45 minutos do primeiro tempo. Quando Victor defendeu pênalti muito mal cobrado por Willian. O lance que deu origem à cobrança foi uma infantilidade de Fred, que empurrou Edu Dracena, em um escanteio.

Mas o resultado acabou justo.

Nenhum dos times merecia vencer o fraquíssimo confronto.

O jogo mereceu todas as vaias assim que acabou.

Deprimente.

"A gente sabia que precisava ganhar o jogo, mas infelizmente não deu. Não sei se as vaias são justas ou injustas. A gente está tentando fazer o melhor. A gente pede que a torcida apoie o tempo todo, porque no final vai dar tudo certo", dizia, constrangido, Fábio Santos.

"O futebol é feito de vários fatores. A gente vem de uma sequência muito grande de jogos. Se a gente tivesse um pouco mais de força, poderíamos ter vencido o jogo. Acredito que nós e, o Palmeiras também, nos entregamos em campo e buscamos o resultado. Não podíamos jogar de peito aberto contra o Palmeiras, na casa deles", justificava Fábio Santos, a tristeza que se viu em 90 minutos de péssimo futebol.

Assustador pensar que são dois favoritos ao título brasileiro...

Como era de se esperar, Cuca tratou de tentar impor a fantasia na coletiva. Truque comum de treinadores que não conseguem bons resultados em casa.
Mais, que não conseguem fazer suas equipes sequer jogar bem. A saída elementar é elogiar o adversário. Além disso, Cuca ficou 'magoado' com as vaias.

"Vocês (jornalistas) viram o jogo, viram que jogamos com uma das grandes equipes do campeonato, e mandamos no jogo. Criamos diversas oportunidades, fomos super organizados, não cedemos contra-ataques. Se sai 1 a 0, estava todo mundo feliz, "pronto, o Palmeiras está bem de novo". É o detalhe de não ter vencido. Se viesse de um sequência de vitórias, você seria aplaudido. Como não, você sai vaiado. Não concordo."

"O Atlético Mineiro é uma das melhores equipes, um dos melhores grupos, plantel muito bom e time muito bom, vai ser postulante ao título, assim como nós e mais uma meia dúzia de times que vocês sabem."

Cuca estava especialmente irritado. Ele queria vencer o jogo. Não só pelos motivos normais, os três pontos a mais no Brasileiro. Não. O treinador queria mostrar que o Palmeiras poderia jogar sem Felipe Melo. O jogador que foi contratado a peso de ouro para ser o líder na conquista da Libertadores.

Depois da absurda discussão entre o volante e o preparador físico Omar Feitosa, os dois estiveram a ponto de se agredirem em um rachão, Cuca e Felipe Melo se afastaram. A convivência ficou distante. Pode ser que daqui duas partidas, o volante faça um gol e corra para abraçar Cuca, 'para calar a imprensa', mas a verdade é que hoje, não há grande intimidade entre a dupla.

4sitepalmeiras Uma das partidas mais decepcionantes de 2017. Palmeiras e Atlético Mineiro não justificaram os melhores elencos do país. 0 a 0 horroroso. Mereceram todas as vaias que receberam...

Cuca decidiu mostrar hoje que pode montar o Palmeiras sem Felipe Melo como cabeça de área. Colocou Thiago Santos, sem medo. Também afastou Jean,
que vive péssima fase. Assim como Zé Roberto. Dudu não jogou por estar contundido.

A ideia era fazer seu time ter um toque de bola veloz, envolvente, desde a saída de bola. Guerra atuaria quase como um segundo volante, de frente para o o setor ofensivo. Mayke e Egídio estavam liberados para auxiliarem Roger Guedes e Keno. Willian ficaria mais à frente, para tentar abrir, usando a velocidade, a agilidade, a defesa atleticana.

O caríssimo e irritadíssimo Borja, no banco. Aliás, Cuca quer outro atacante porque não está satisfeito nem com o futebol e muito menos com o comportamento do atacante. Para evitar o rompimento brusco, o treinador fala em ajustes no grupo.

O Atlético Mineiro não tem esses problemas internos. Mas o que Roger fez hoje foi lastimável. Seu time atuou como se fosse uma equipe pequena. Só preocupada em se defender. Nem tinha postura para os contragolpes. Era só marcação atrás da linha da bola e duas linhas fixas para fechar a intermediária.

Os badalados Fred e Robinho eram meros marcadores, volantes.

Cazares e Otero só travavam a intermediária.

Um enorme desperdício.

Alex Silva e Fábio Santos travados.

O Atlético Mineiro queria o 0 a 0.

O Palmeiras, afobado, queria ganhar. Mas o time se mostrava afobado, açodado, sem raciocínio. Só corria e não tinha competência para trocar passes. E, escolha óbvia, logo apelou para o Cucabol. Cruzamentos aéreos em laterais, faltas e escanteios. O Palmeiras chegava a colocar oito jogadores na área adversária.

1reproducaopalmeiras Uma das partidas mais decepcionantes de 2017. Palmeiras e Atlético Mineiro não justificaram os melhores elencos do país. 0 a 0 horroroso. Mereceram todas as vaias que receberam...

Durante todo o jogo, o Palmeiras só conseguiu duas grandes chances com a bola rolando. Um chute no travessão com Keno e um arremate de Borja, travado pela zaga atleticana.

E o pênalti.

Egídio cruzou e Fred empurrou Edu Dracena.

Willian foi para a cobrança. Victor ficou apontando o canto direito. O atacante palmeirense bateu no meio, do lado esquerdo. Defesa muito fácil do goleiro atleticano.

"Peguei um pênalti do Willian em 2015, no clássico mineiro, mas o Willian é um cobrador muito eficiente. Daquela vez foi no canto direito. Acreditei que ele lembraria e iria querer mudar. Foi o que aconteceu. Tive a felicidade de pular no canto certo e pegar o pênalti", comemorava.

Depois deste lance, aos 45 minutos do primeiro tempo, veio o segundo tempo.

E foi mais para tortura de quem assistiu do que divertimento.

O Atlético Mineiro seguiu firme na marcação.

E o Palmeiras cada vez mais afobado.

0 a 0 não deveria ser resultado.

Mas nota para os dois times.

As vaias foram mais que merecidas.

A partida foi assustadora de tão ruim...
22 Uma das partidas mais decepcionantes de 2017. Palmeiras e Atlético Mineiro não justificaram os melhores elencos do país. 0 a 0 horroroso. Mereceram todas as vaias que receberam...

http://r7.com/407m