1spfcnet Toda a revolta de Muricy contra Aidar. O técnico avisa que continuará amigo de Juvenal Juvêncio. E, se o presidente não o quiser mais, terá de mandá lo embora. A crise no São Paulo não acaba...
"Tem pessoas que querem fazer o torcedor pensar diferente. Mas estou há muitos anos aqui e conheço tudo. É difícil fazer a cabeça da torcida do São Paulo. Eles gostam de mim. As pessoas tentam, mas estou atento a tudo isso aí. Estou ligado. A gente tem de ser mais São Paulo. Eu incomodo mesmo. O que me interessa é o São Paulo em primeiro lugar. Se me quiser fora, tem de mandar embora. É simples.

"Eu falo com quem eu quiser. Isso não existe. Não agrado ninguém. Vou sair daqui agora e vou para o meio do mato (Ibiúna, cidade do interior paulista, onde tem sítio). Não vou jantar com ninguém. E ninguém me proíbe de nada. O negócio é trabalhar duro, sendo sério e honesto.

"No Brasil está ruim para ser correto. Sofro com isso faz tempo e agora mais. Sei como é isso. Trabalhei muitos anos com o Juvenal e gosto dele. A vida é minha e falo com quem eu quiser. Se tiver insatisfeito, eu vou embora e tudo bem. Mas comigo, não. Sou sério para caramba e vou continuar sendo correto.

"(Depois da derrota para o Corinthians) Quer que faça o quê? Me mate? Dê um tiro na cabeça ?

"Tem muita gente fraca e que não sabe nada no futebol brasileiro, e isso atrapalha. Mas eu repito. Se me quiser fora, tem de me mandar embora."

Muricy fez um discurso duríssimo hoje no Morumbi. Suas palavras duras tinha um alvo. Carlos Miguel Aidar. O treinador já detectou que ele deseja a sua saída. Não só pelas incoerências, pelas nove escalações diferentes em nove partidas de 2015. Pela derrota contra o Corinthians na Libertadores. Nem se importava com os 4 a 0 sobre o Audax.

O treinador recebeu informações que Aidar o quer longe do São Paulo por causa de sua ligação afetiva a Juvenal Juvêncio. Os dois sempre foram muito amigos. E continuam sendo depois da batalha repleta de ódio entre o ex-presidente e o atual.

Aidar mandou embora da diretoria todas as pessoas ligadas a Juvenal. Ou as fez renunciar. Preservou Muricy. Até porque ele é adorado por grande parte da torcida, dos conselheiros, da diretoria. Carlos Miguel esperava uma aproximação do técnico e o afastamento natural do ex-presidente, a quem odeia. Mas isso não aconteceu.

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Nos bastidores, o técnico avisou que não vai se envolver. Continua muito próximo de Juvenal. Há quem garanta que os dois ainda conversam, apesar da crise política que insiste em não sair do Morumbi. Aidar não gostou nada disso.

A relação entre Muricy e o atual presidente não é nada boa. O treinador ficou muito irritado ao ser cobrado pelo dirigente pelas rádios. Ele avisou que havia contratado os jogadores que ele tanto queria. E a resposta deveria vir em títulos.

"Está devendo essa para gente. Nós montamos o time que ele quis. Ainda quer um jogadorzinho, mas com o que tem agora ele precisa ganhar. Quem vai cobrar publicamente dele sou eu. Não é mais ele que cobra da diretoria." O vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, também avisou que cobrou Muricy, por suas reclamações de elenco pequeno.

"Sentamos para conversar, mostrei o calendário e os momentos em que duas competições vão coincidir. Primeiro, será o Paulista com a Libertadores. Depois, a Libertadores com o Brasileiro. No segundo semestre, será a vez do Brasileiro com a Copa do Brasil. Disse que estaria montando um elenco para isso e que não aceitaria mais que ele reclamasse."

O tratamento dado por Aidar e Ataíde foi completamente diferente do que o treinador recebia de Juvenal. Tudo ficou muito pior depois da partida de quarta-feira contra o Corinthians. Ele acompanhou a íntima relação entre Aidar e a cúpula da principal organizada do clube, a Independente. A conversa dele com Ricardo Alves de Maia, o Negão, foi a prova. Quando ele avisou que pagaria 50 ônibus para os torcedores irem ao Itaquerão acompanhar o clássico. Aidar convenceu ainda Andrés Sanchez a pagar metade dos R$ 40 mil gastos com o transporte.

Muricy ficou tenso ao saber da postura dos torcedores após a derrota por 2 a 0. Na sua página oficial no facebook, a Independente pedia que fosse embora, deixasse o São Paulo. Que o técnico tratasse de pescar no seu sítio. Ainda pedia Vanderlei Luxemburgo no seu lugar.

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Tudo ficou muito estranho porque essa manifestação dos torcedores organizados ganhou enorme repercussão no São Paulo. Ainda mais depois de exposta a íntima relação que a Independente tem com Aidar. Pessoas ligadas a Muricy viram como um recado do presidente.

O que era ruim ficou ainda pior quando Paulo Henrique Ganso procurou o treinador. E disse que não teria 'cabeça' para jogar contra o Audax. Estava muito tenso por ter dito que o árbitro Ricardo Marques Ribeiro teria 'roubado' o São Paulo diante do Corinthians. Ganso soube que será processado pelo juiz. E preferia não atuar hoje. Muricy concordou. Conselheiros e membros da diretoria ficaram revoltados com a passividade do técnico. As reclamações chegaram aos seus ouvidos também.

Ou seja, Muricy está muito ressentido. Irritado com a falta de apoio de Aidar. Por isso fez questão de avisar. Não pedirá demissão do São Paulo. Se o presidente quiser o demita. E mais: continuará sendo amigo de Juvenal Juvêncio, queira Carlos Miguel ou não.

A situação no Morumbi não melhorou após a vitória diante do limitado Audax. Pelo contrário. Só expôs o quanto há de ressentimento entre o treinador e o presidente do São Paulo. O futuro dos dois juntos dependerá do que o São Paulo fizer na Libertadores. Há muito tempo a imunidade de Muricy acabou junto a Aidar.

E por coincidência, lógico, o nome de Vanderlei Luxemburgo, lembrado pela organizada passou a crescer no Morumbi. Justo o local onde Juvenal Juvêncio garantiu que o técnico nunca pisaria. O ex-presidente jurava que o São Paulo seria o time que ele jamais comandaria. Só que as coisas mudaram demais desde a volta de Carlos Miguel...

(Recebo mensagem do procurador de Ganso, Giuseppe Dioguardi. Ele afirma que o meia não jogou ontem por dores musculares. Embora não seja essa a versão que correu no Morumbi. Desde sexta-feira, se comenta sobre o meia não querer atuar por estar perturbado psicologicamente após a derrota para o Corinthians. Mas a versão de Dioguardi está publicada...)
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