636009 4095 it2 Tite, não acredite em nada que o ator Felipão disser. A armadilha para sua estreia no Corinthians está sendo armada...

Ter servido de coadjuvante na estreia de Ronaldo no Corinthians, em São Paulo, nunca passou pela garganta da diretoria do Palmeiras.

Ainda arde a lembrança do gol de cabeça, em Presidente Prudente, no dia 8 de março de 2009.

O alambrado caindo com a festa dos corintianos.

Foi o Palmeiras que validou a aposta, a contratação de Ronaldo.

O técnico palmeirense era Vanderlei Luxemburgo, muito amigo do atacante e com grandes ligações com o Corinthians.

Luxemburgo confessou a amigos que quase comemorou o gol que seu time sofreu.

Estava tão feliz com a recuperação do atacante adversário que o jogo ficou em segundo plano.

Mas não será com esse espírito que Luiz Felipe Scolari pretende encarar a estreia de Tite no Corinthians.

Muito pelo contrário.

Felipão passa horas imaginando como surpreender, derrubar seu adversário.

É um velho ritual desde que começou a carreira como treinador.

E adora um teatro.

Supreender os pobres setoristas de clubes.

Jornalistas dedicados a cobrir todos os dias os treinamentos e jogos de uma determinada equipe.

Scolari adora esconder a verdade deles, pois os considera espiões involuntários, ou não, dos adversários.

E para isso, o sério Felipão apela para gestos teatrais.

Final do Campeonato Brasileiro de 1996.

O seu Grêmio tinha pela frente uma forte Portuguesa.

Uma das maiores armas gaúchas era a bola parada.

Mas poucas horas antes da decisão em Porto Alegre, Felipão deu uma emocionada entrevista dizendo que Arce estava fora do jogo.

O paraguaio chegou até a aparecer com o tornozelo direito engessado.

Sim, você adivinhou.

Pura pantomima, fantasia.

Com uma atuação merecedora de Kikito, o treinador enganou a todos.

Arce jogou muito bem, sem qualquer problema.

O Grêmio foi campeão.

Mostrou já na época que não é por acaso clone perfeito de Gene Hackman.

Felipão é um ótimo ator.

A situação fica ainda mais séria quando entra a rivalidade em campo.

Ele adora Ronaldo.

O que viveram em 2002 foi inesquecível para o mundo do futebol.

A aposta certa na recuperação do atacante para a Copa da Coreia e do Japão.

Mas nem passará por sua cabeça comemorar um gol dele domingo no Pacaembu.

Até lá, ele é seu rival, seu inimigo de quintal.

Ele e todo o Corinthians.

Clube, por sinal, onde jurou nunca trabalhar.

Assim como o Internacional, que lhe fez proposta milionária, antes de chamar Celso Roth.

Para dar as péssimas vindas a Tite, Scolari já ressuscitou um Lázaro chileno.

Sem ninguém imaginar, como ele gosta, Valdivia jogou a partida toda contra o Universitario de Sucre.

Felipão não havia dado uma entrevista chorosa dizendo que havia perdido o jogador até depois do clássico contra o Corinthians?

Ah, mas foi um milagre, tchê...

Felipão teve o sangue-frio de afirmar que foi Valdivia quem apareceu dizendo estar curado da contusão.

E como treinador não teve outra saída a não ser escalá-lo.

Ah, então conta agora a do ET de Varginha, Felipão.

Folclore à parte, conselheiros e dirigentes palmeirenses ligados ao presidente interino Palaia apostam em uma grande surpresa no domingo contra o Corinthians.

Ainda mais com a revelação de que uma vitória terá um prêmio a mais, colaboração do milionário Palaia.

Felipão e seus jogadores entrarão no Pacaembu dispostos a estragar a festa de reestreia de Tite.

E atrapalhar a caminhada do Corinthians não só ao título brasileiro como à Libertadores.

Tomar os três pontos no Pacaembu.

Nem se for preciso enganar, fingir, engessar pernas e braços.

Felipão, o Gene Hackman dos pampas, está de volta...

Te cuida Tite...

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