Tratore Tinha que ser o Mano... Andrés Sanchez, mais feliz que o técnico..

"Quando tem que ser, tem que ser."

Essa foi a frase que Andrés Sanchez mais falou para Mano Menezes hoje à noite.

Toda a decepção dos dois amigos com o convite a Muricy Ramalho virou festa, comemoração.

O convite de Ricardo Teixeira ao técnico corintiano já foi aceito.

Ele quer fazer o anúncio oficial amanhã de manhã no Parque São Jorge.

Tem mesmo de reconhecer que sem o Corinthians e Andrés não chegaria à seleção tão cedo.

Pessoas próximas dos dois acompanharam o constrangimento da tarde desta sexta-feira.

Tudo começou no meio-dia, quando o anúncio de Muricy Ramalho foi feito.

Eles imaginaram que tudo havia acabado.

Todas as horas que Andrés Sanchez gastou falando de Mano na África para Ricardo Teixeira.

O apoio desesperado do presidente para tentar fazer de Kléber Leite, candidado da CBF, presidente do Clube dos 13...

A aproximação de Lula de Teixeira...

Tudo isso não poderia ser em vão.

Mas depois quando Celso Barros, presidente da Unimed-Rio não liberou Muricy Ramalho, tudo mudou.

O clima de funeral virou reveillon.

Todos tinham certeza que o caminho estava aberto de novo.

Pouco importava o currículo de Mano, com uma Copa do Brasil, dois estaduais.

E as obrigatórias subidas do Grêmio e do Corinthians da Série B para a A.

O rei do Twitter.

Afável nas entrevistas.

Leal com seus patrões.

Nunca se importou ou expôs o fato do diretor corintiano Mário Gobbi não entender nada de futebol.

Não tinha problema.

Ele e Andrés dominaram o futebol corintiano.

Fizeram de tudo.

Compraram Souza.

Tentaram colocar Ronaldo nos eixos.

Jogaram a Libertadores do centenário fora vendendo André Santos, Douglas e Cristian.

Fizeram a festa na Copa do Brasil e  no Campeonato Paulista de 2009.

Compraram Messi e trouxeram Defederico.

Ao contrário do que sonha Ricardo Teixeira, Mano tem um estilo germânico de enxergar futebol.

Aquela história de que a seleção brasileira de 2014 será feita à brasileira não será verdadeira se Mano chegar até lá.

Andres sabe que terá um fortíssimo aliado na CBF com a escolha de Mano.

Como o presidente corintiano jura que irá suceder Ricardo Teixeira, nada mal.

Triste será a madrugada de Muricy.

Por ser tão fiel aos seus princípios, não realizou o sonho da sua vida, dirigir a seleção.

"Eu tenho de dar o exemplo para os meus filhos.

Como é que vou justificar a eles falar uma coisa e fazer outra.

Eu tinha dado a minha palavra ao Fluminense", justificou.

Ricardo Teixeira dormirá aliviado.

Primeiro sondou Felipão.

Amigos em comum disseram que ele está até mais ranzinza.

Depois investiu em Muricy.

A Unimed não deixou ele sair.

Então se voltou para quem sempre quis a seleção.

E não colocava sequer um obstáculo.

Plano C ou não, o que interessa para Mano Menezes é que ele é o novo técnico da seleção brasileira.

Adilson Batista deverá substituí-lo no Parque São Jorge.

Tudo como Andrés desejava.

Mesmo desconfiado da ambição do dirigente corintiano, Ricardo Teixeira teve de se aliar a ele.

Pensou que já havia pago o apoio na eleição do Clube dos 13 lhe dando o cargo de chefe da delegação brasileira na Copa da África.

Mas está levando o seu técnico para a seleção brasileira.

Está mais do que quite.

Só que o dirigente corintiano quer mais.

Deseja o cargo do próprio Teixeira.

"Quando tem que ser, tem que ser..."

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