gettyimages00002 1024x708 Temendo a perda do Brasileiro para o Fluminense, Adriano é cortina de fumaça para Tite. E para os dois pontos que jogou fora na Bahia, que podem custar o jejum no centenário...
Não há a mínima confiança da direção do Corinthians no Guarani.

Mesmo com a disposição de enviar uma mala branca recheada: R$ 500 mil.

E ainda a promessa de alguns jogadores emprestados para 2011.

Andrés Sanchez sabe o quanto o time é fraco.

Assim como o trabalho de Vagner Mancini.

Se o título do Brasileiro for mesmo perdido, é preciso blindar a equipe.

E principalmente Tite.

Se o Fluminense for campeão com um ponto de vantagem, a direção do Corinthians não quer que o trabalho do novo treinador seja questionado.

E que as pessoas raciocinem como Carlos Alberto Parreira.

Ele foi claro.

"A rodada que definiu o Campeonato Brasileiro foi quando o Corinthians jogou com o Vitória.

E o Fluminense com o São Paulo.

O Corinthians não poderia ter empatado com o time baiano.

Foi neste jogo que deu a vantagem ao Fluminense."

Pois bem, naquela partida em Salvador, Tite tratou de defender o empate com o time ameaçado de rebaixamento.

Mesmo sabendo que o Fluminense começava a golear o desinteressado time do rancoroso Juvenal Juvêncio.

Como evitar que a cobrança recaia sobre Tite?

O técnico que pode ter jogado o Brasileiro no ano do centenário pelo lixo?

Além do mais, será ele o comandante da Libertadores de 2011.

Se ele começar o ano desmoralizado será difícil segurar.

A melhor maneira para blindá-lo caiu do céu.

Adriano.

Se o Corinthians perder mesmo o Brasileiro, ter a perspectiva de ter o atacante da Roma ameniza a dor.

Faz o torcedor sonhar.

E esquecer o desperdício que pode ser o Brasileiro de 2010.

Lógico que Adilson Batista fez um péssimo trabalho no Parque São Jorge.

Mas Tite assumiu a equipe e ganhou de presente a primeira colocação do Brasileiro.

Só que a jogou fora empatando, por falta de coragem e ousadia, em Salvador.

De acordo com Ronaldo, Adriano quer voltar.

Está infeliz no futebol italiano, de novo.

O empresário Gilmar Rinaldi tenta convencer o impulsivo atacante a continuar na Europa.

Pelo menos até o final do Campeonato Italiano.

Se ele conseguir, o jogador não chegará para a Libertadores.

Adriano está indeciso.

Sabe que se voltar ao Brasil, aos 28 anos, e duas desistências de times grandes da Itália, adeus carreira no exterior.

Ronaldo não quer nem saber e garante que está convencendo o jogador a atuar no Parque São Jorge.

Essa indefinição serve como excelente cortina de fumaça.

Todos se esquecem do tropeço na pior hora do técnico.

E como gosta de repetir Andrés: "Vamos que vamos".

Ao final da partida em Goiânia, se o Fluminense for campeão, se prepare.

O assunto será Adriano, Adriano e mais Adriano.

A contratação é difícil.

Mesmo se ele decidir voltar, tem contrato com o time italiano.

E não quer não R$ 450 mil mensais como foi divulgado.

Ele deseja R$ 800 mil.

Só com patrocinador forte para bancar esse salário.

Quem quer ter sua imagem ligada à de Adriano depois dos acontecimentos dos últimos dois anos?

Mas não importa.

Ninguém vai pensar.

Basta repetir o nome do jogador da Roma como um mantra.

Adriano, Adriano, Adriano...

O importante será hipnotizar impresa e torcida.

Para felicidade de Adenor Leonardo Bacchi, responsável pelo desperdício de dois pontos fundamentais para o fraco Vitória de Antônio Lopes.

Que podem custar o único título no ano do centenário...

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