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O ‘grande’ trunfo do Vasco para ganhar do Flamengo no domingo. Pagar fevereiro…

euricomiranda O grande trunfo do Vasco para ganhar do Flamengo no domingo. Pagar fevereiro...

Que interessante...

O Vasco da Gama utilizou uma estratégia desenvolvida nas melhores escolas de neurolingüística dos Estados Unidos.

Graças a uma inspiração divina, o presidente Roberto Dinamite deu um golpe de mestre.

Para derrotar o favorito Flamengo no domingo, fez o que ninguém jamais havia pensado.

E deixou vazar para a imprensa carioca.

Algo que dará orgulho aos seus torcedores.

O dirigente pagou o salário de fevereiro nesta sexta feira, dia 9 de abril.

Fe-ve-rei-ro.

Sim.

Os salários já estavam atrasados quando Vagner Mancini implorava ao time uma reação.

E ela não vinha.

Roberto Dinamite posou de revolucionário para enfrentar e tirar Eurico Miranda do cargo.

Talvez perto de Eurico, Fidel Castro parecesse moderno.

Como fazer que um elenco profissional possa disputar campeonatos com salários atrasados.

Se jogador de futebol ganha em média mais do que a população, seus gastos são maiores.

Muitos deles sustentam suas famílias inteiras.

Mulher, filhos, pais, mães, sogros, avós, amantes.

Compram apartamentos, têm prestações para pagar.

Como ter a tranqüilidade para trabalhar se ao final do mês não há dinheiro?

Se o Vasco tem dívidas imensas, se não conseguiu certidões negativas para receber da Eletrobrás, não é problema dos jogadores.

A diretoria que disputasse o Campeonato Carioca com juniores.

Agora, manter um elenco competitivo e esperar que ele não se importe com os atrasos de salários é utopia.

Não há como taxar qualquer jogador do atual Vasco como mercenário.

É lógico que eles entram em campo com o uniforme do tradicional time para ganhar seu sustento.

As  pessoas que trabalham são assim.

O mais revoltante é que os salários dos funcionários mais simples do clube também estão atrasados.

E o clube fazendo festa pelo lançamento de novo uniforme.

Gaúcho, funcionário leal a Roberto Dinamite, manteve o segredo dos atrasos.

Ele só veio à tona nesta sexta-feira à noite.

Por conta da diretoria.

Essa informação vazou de propósito.

É como se avisasse aos torcedores que vão ao Maracanã que eles podem cobrar o time.

O Vasco agora 'só' deve março.

Revoltante é pouco para expressar o que qualquer amante do futebol.

Dizer que a administração Roberto Dinamite está sendo uma grande decepção é pouco.

Ele, que criticou tanto, e com razão, Eurico Miranda, não poderia jamais fazer o time passar por esse vexame.

O que há de modernidade em pagar um salário atrasado há mais de 50 dias e ficar devendo outro?

Na véspera da semifinal da Taça Rio.

Talvez esteja explicado por Mancini não quis dar entrevistas ao ser demitido.

Foi uma incrível demonstração de lealdade...

Roberto Dinamite esqueceu Abel. Quer efetivar Gaúcho já…

vascoo Roberto Dinamite esqueceu Abel. Quer efetivar Gaúcho já...

Se restava alguma dúvida sobre o péssimo relacionamento entre os jogadores do Vasco e o ex-treinador Mancini, ela acabou.

Mais do que os 3 a 0 diante do Fluminense, foi a postura do time que impressionou.

Não só ao torcedor comum.

Como toda a diretoria.

O presidente Roberto Dinamite estava sendo pressionado por conselheiros importantes e endinheirados.

Eles queriam de qualquer maneira a contratação de Abel Braga.

"Só o Abelão, com seus gritos, pode acordar esses jogadores", repetiam em um mantra que envergonharia qualquer budista.

Sem saída, Roberto cedeu.

E ficou trocando telefonemas com Abel, que está no Oriente Médio.

Está fazendo fortuna nos Emirados Árabes, no Al Jazira.

Ele respodeu que é quase impossível conseguir a liberação imediata.

Talvez, talvez consiga para o Brasileiro, depois de algumas rodadas.

Talvez.

Tem nas mãos proposta para renovação.

A postura de Roberto Dinamite foi colocar o treinador de juniores, Gaúcho no comando da equipe.

Roberto colocou no automático, sem pensar muito.

Ninguém ficou emocionado, ansioso ou animado ao ver Gaúcho como treinador interino.

Ninguém na imprensa, no comando do clube.

Mas os jogadores se assanharam.

Sabiam que Gaúcho é uma pessoa de fácil trato e muito mais simples, mais claro do que Mancini.

Sua palestra simples, eficiente, juntou-se ao desejo do time de mostrar seu valor.

Deixar claro o quanto o péssimo relacionamento com o ex-treinador contribuiu para a descrença na equipe em 2010.

E contra o Fluminense, o Vasco parecia outro time.

Foi um enorme susto até para Roberto Dinamite.

O empenho, a luta, o comprometimento.

Tudo isso surpreendeu a boa equipe do Fluminense, que acabou de joelhos.

Como conselheiros endinheirados são mais volúveis do que políticos apoiando candidatos a presidente, São Januário amanheceu outro.

Pela manhã, só se  fala na efetivação de Gaúcho.

Bastou uma partida.

Roberto Dinamite está animadíssimo com a possibilidade de economizar muito com ele.

O 'Andrade de São Januário'.

É assim que todos se referem a Gaúcho.

Tudo pode se precipitar ainda hoje.

Mas a situação ficou clara.

Os jogadores são os mesmos.

Bastou Mancini sair.

E o Vasco da Gama voltou a ser o Vasco da Gama...

O Vasco jogou dinheiro fora com Mancini. E busca outro técnico barato…

vasco 1024x682 O Vasco jogou dinheiro fora com Mancini. E busca outro técnico barato...

Mancini soube que foi demitido do Vasco 1h30 da manhã desta quinta-feira.

Roberto Dinamite comandou uma reunião que levou mais de um hora.

O presidente conversou com seus dirigentes sobre segurar ou não mais um pouco o técnico do Vasco.

Mas a derrota para o Americano ontem por 3 a 2 em pleno São Januário foi a gota d'água.

E veio a demissão.

Mancini foi contratado por economia e birra.

Roberto Dinamite não aceitou dar o aumento que Dorival Júnior queria.

E ficou irritadíssimo ao saber que ele conversou com a direção do Grêmio.

Resolveu dispensá-lo.

Mesmo sabendo que ele tinha o time nas mãos.

E que havia tirado o máximo da equipe na volta da Série B para a A do Brasileiro.

Sem Dorival, foi atrás de um técnico barato.

E encontrou Mancini.

Desprezou os conselhos de que o treinador acumula sérios problemas de relacionamentos nos elencos onde trabalha.

Foi assim no Vitória e no Santos.

No Vasco ele não conseguiu se impor.

Outra vez, acabou sendo maleável demais.

Deu explicações para chefes de torcida.

Aceitou Dodô desrespeitá-lo no clássico contra o Flamengo, batendo pênalti que ele havia mandado Jéferson.

Não conseguiu dar alma ao time, como fez Dorival Júnior.

A sua insegurança contagiou o elenco.

E vieram a derrota para o Flamengo, o empate com o ASA, a derrota para o Olaria e o fracasso contra o Americano.

O vexame ficou pior porque cerca de 200 torcedores dos pouco mais de 700, sim só 700, que pagaram para ver o jogo, tentaram invadir o vestiário vascaíno.

Foi vergonhoso, constrangedor.

A economia de Roberto Dinamite se mostrou boba, sem sentido.

O time tem chances reais de ainda conseguir chegar às semifinais da Taça Rio.

O América que está na sua frente deve perder para o Flamengo.

Depois de demitir Mancini, Roberto e seus auxiliares pensavam em um nome para entrar no seu lugar.

O sonho é Muricy Ramalho.

O problema está na falta de dinheiro.

Mas há outras opções mais realistas que serão discutidas hoje: Leão, sim ele mesmo, PC Gusmão e o favorito, Celso Roth.

Só que se alguém surgir com um nome mais barato, pode ficar com o importante cargo.

Essa é a realidade do grande Clube de Regatas Vasco da Gama...

Se quiser ser um grande técnico, Mancini tem de enfrentar Dodô, Fábio Costa e quem vier pela frente…

familia Se quiser ser um grande técnico, Mancini tem de enfrentar Dodô, Fábio Costa e quem vier pela frente...

Vagner Mancini surgiu como um bálsamo.

Parecia um treinador diferenciado da nova geração.

Inteligente, articulado e sincero, ele parecia ter a fórmula do sucesso.

Fez uma campanha inesquecível com o Paulista de Jundiaí.

Foi campeão da Copa do Brasil.

Disputou a Libertadores.

Recusou várias propostas de clubes grandes antes de pegar a estrada.

Parecia preparado.

Parecia.

Vagner Mancini tem um sério problema.

Não sabe como se comportar com indisciplina no grupo.

Ele não mostra força para se impor.

Espera ganhar o grupo com conversas, reuniões, cochichos ao pé do ouvido.

Já foi assim no Santos.

Fábio Costa e Fabiano Eller brigaram no vestiário.

O zagueiro socou o goleiro.

O ex-presidente santista era muito ligado ao goleiro.

E Fabiano Eller não foi só afastado do grupo.

Foi exilado e depois negociado com o Internacional.

Mancini herdou a briga de Marcio Fernandes.

O clima estava horroroso e ele se omitiu.

Não teve a menor participação nas decisões.

O que de mais forte fez foi dizer ao grupo que havia um espião que passava as confusões do vestiário para a imprensa.

E que faria tudo para pegar o espião.

Em vez de acabar com as brigas, o desrespeito, ele queria pegar o espião.

No Vitória também a reclamação é que falta vigor, força e até um pouco de má educação para Mancini.

Assumiu o Vasco bem criado por Dorival Júnior.

Carlos Alberto estava calmo, domado.

O time tem uma base sólida, construída pelo ex-treinador.

Caberia a Mancini apenas tocar para frente o que recebeu.

Mas os problemas de relacionamento voltam a surgir.

Depois da decepcionante perda da taça Guanabara para o Botafogo, veio o Souza da Paraíba.

E outra atuação abaixo da crítica de Dodô.

Ele já havia sumido em mais uma partida decisiva.

Contra o Botafogo foi difícil ouvir o seu nome por qualquer narrador.

E diante dos paraibanos, outra atuação fraca.

Aceitou passivamente a marcação.

Foi substituído com razão.

Só que, de solidário com o grupo, Dodô não tem nada.

E foi embora antes do jogo acabar.

Estava irritado.

Se tivesse sido sorteado para o antidoping poderia até estar suspenso preventivamente.

Logo Dodô para brincar com o doping?

Ele que ficou quase dois anos longe dos gramados pego no doping,

Mas ele foi embora.

Desrespeitou o seu time.

E Vagner Mancini?

Quem falou foi o presidente Dinamite.

Garantiu que acredita no jogador e está tudo bem.

E Vagner Mancini?

Está mais do que na hora do técnico mostrar força.

Só estratégia, inteligência e educação não servem para formar um grande treinador.

Ainda há tempo de se impor no Vasco.

E recolocar sua carreira nos trilhos.

Só depende do próprio Mancini.

Não basta parecer.

Ele tem de mostrar que é o chefe da família...

Botafogo e Vasco para alegrar, e iludir, 66.957 pessoas no Maraca…

japunes Botafogo e Vasco para alegrar, e iludir, 66.957 pessoas no Maraca...

66.957 ingressos impressos.

Todos vendidos.

Fevereiro nem acabou e o Maracanã já terá o maior público de 2010.

Para dar inveja ao País.

Em disputa a Taça Guanabara.

Primeiro turno que dá direito a volta olímpica e inclusão no currículo.

Mas o bom não é pensar, vale é curtir a festa.

A celebração é de gala.

E reúne o Vasco, recém-promovido da Segunda Divisão.

E o Botafogo que se salvou por um milagre de ser rebaixado, há três meses.

Não vale a pena lembrar disso.

Os dois finalistas eliminaram o todo poderoso e carnavalesco Flamengo de Love e Adriano.

E o Fluminense da Unimed e de Fred.

A final é sui generis, diferente.

Os mesmos jogadores protagonizam um massacre.

No dia 24 de janeiro, não faz nem um mês, o Vasco goleou o Botafogo como quis.

O placar de 6 a 0 foi até modesto.

Agora eles se reencontram.

E bastou Joel Santana substituir Estevam Soares que tudo mudou.

Todos só falam em equilíbrio.

O Vasco continua melhor estruturado que o Botafogo.

Base que vem de Dorival Júnior na Série B e Mancini herdou.

Com jogadores mais talentosos.

Joel Santana conseguiu dar mais coração e humildade aos botafoguenses.

Não adianta pensar que basta vestir a gloriosa camisa alvinegra.

É preciso ver quem está por baixo do pano.

Joel apelou para uma retranca forte, nos contragolpes e no coração conseguiu eliminar o favoritíssimo Flamengo.

E deixou muitos jornalistas e blogueiros com cara de tacho.

Teoricamente, o mais difícil já sucumbiu.

Nem vale a pena comentar os excessos no Carnaval que a diretoria flamenguista fez que não viu.

O Vasco de Mancini foi decepcionante contra o Fluminense.

Teve medo de perder a semifinal e fez uma partida burocrática.

Poderia ter ousado mais.

Conseguiu a classificação na loteria dos pênaltis.

Mas a pergunta que domina essas horas antes da partida é: como um jogador que goleou o outro time, há menos de um mês por 6 a 0, se comporta?

Com soberba?

Ou com cabeça para perceber que a partida não era uma final?

E o que foi goleado?

A sede de dar o troco de qualquer jeito não pode atrapalhar?

O território carioca tem tido dono.

O Flamengo é tricampeão.

O Botafogo tem a estranha de ser vice-campeão nos últimos três anos seguidos.

Vários ingredientes apimentados para a maior decisão de primeiro turno do Brasil.

Não vale a pena comentar nível técnico, estratégia, currículos.

Mostrar que os dois times estão muito, mas muito abaixo dos históricos times que Vasco e Botafogo já tiveram.

O que vale é a festa de domingo no Maraca.

É a maior decisão de primeiro turno do país e ponto final.

Não há como discutir com 66.957 pessoas...

Edmundo e o Vasco merecem uma festa de despedida. Não com o presidente Dinamite…

pelle Edmundo e o Vasco merecem uma festa de despedida. Não com o presidente Dinamite...

Um clube de futebol no Brasil se oferecendo para promover a despedida de um ídolo.

Uma raridade.

Quantos e quantos e mais quantos ficaram sem um digno tchau.

Um último aplauso do seu torcedor predileto.

Vive e morre com essa mágoa.

Em uma conversa sincera, Dario foi claro.

"Não dá para perdoar o Atlético Mineiro.

Espero há anos uma despedida.

Cada presidente que entra eu fico esperançoso e nada."

Dario é extrovertido, corajoso.

Várias injustiças foram feitas em todos os clubes do País.

Todos.

Pense em um grande craque.

Rivellino, por exemplo.

Pedro Rocha.

Leão.

Clodoaldo.

Nelinho.

Falcão.

Renato Gaúcho.

Cafu.

E por aí, vai.

Fora os que morreram e cujas famílias acumulam mágoas para sempre.

Pois Edmundo não terá essa frustração.

Foi procurado três vezes pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite.

Ele colocou o clube e São Januário à disposição para a despedida que ele nunca teve.

Sincero com seus sentimentos, ele disse não.

Foi o troco para Dinamite que não o quis de volta em 2009 para encerrar sua carreira no Vasco.

Edmundo não queria despedida.

Queria ter tido a chance de jogar para valer no ano passado.

E se sentiu ofendido com esse convite mais do que digno e merecido.

O que Edmundo representou para o Vasco?

O amor da torcida palmeirense por ele é imenso.

Mas o atacante irreverente e que teve como seu maior inimigo seu gênio, fez muito mais para o clube de São Januário do que para o Palestra Itália.

Foi inesquecível o que ele fez na conquista do Brasileiro de 1997.

Artilheiro, melhor jogador do Brasil e alma do Vasco.

Talentoso e apaixonado pelos dribles e gols, não se conforma com o esquema defensivista de Mancini.

Não gosta do Vasco atual.

E não deu o braço a torcer.

Não eng0liu o último sapo.

Não aceitou abraçar Roberto Dinamite.

Ach0u o preço alto demais para se despedir do seu amado Vasco.

"Fica para a próxima", respondeu.

Uma maneira simpática para não ter de dizer 'com outro presidente'.

Tomara que tenha uma próxima.

Edmundo e a torcida vascaína merecem...

A intolerância irracional entre Vasco e Flamengo…

caimm A intolerância irracional entre Vasco e Flamengo...

Intolerância.

Essa é a palavra que define a postura do presidente do Vasco, Roberto Dinamite.

Ele disse que não há cabimento Carlos Alberto almoçar com o irmão Fernando.

A história é simples.

O meia vascaíno jogou no sábado e, de folga, no domingo, foi visitar Fernando.

Na concentração do Flamengo.

Desejou boa sorte ao irmão e almoçou com ele.

Bastou para uma grande e inútil discussão.

Nunca o vascaíno poderia ter ido na concentração do rival e almoçado com um jogador rubro-negro.

Pouco importa que fosse o seu irmão.

Uma grande bobagem.

Carlos Alberto já fez tudo de ruim que cabe a um bad boy.

Trocou tapas na cara e cusparadas com Tevez.

Fugiu de concentração.

Chegou inúmeras vezes atrasado.

Chamou para a briga o então seu treinador no Corinthians, Leão.

Se descuidou da forma física.

Chegou aos clubes várias vezes sem dormir.

Mas nos últimos tempos ele estava tranquilo.

Até demais.

E agora está sendo crucificado por ter alm0çado com o irmão.

Roberto Dinamite não pensou direito e ameaçou até multá-lo.

Tenha paciência.

Em tempos em que todos desejam a paz nos estádios, essa postura do dirigente vascaíno é digna de Eurico Miranda.

Desta vez, Carlos Alberto está completamenter inocente.

Desta vez.

O ex-jogador e agora presidente vascaíno precisa acabar com seu lado torcedor irracional.

E não dizer bobagens como a que ele nunca faria nada parecido.

Não faria mesmo porque nunca teve um irmão jogando no Flamengo.

Roberto Dinamite deveria era oferecer um almoço a Fernando em São Januário.

E deixar a rivalidade para o gramado, no dia do clássico.

Com exemplos desses há como cobrar comportamento pacífico da torcida?

Se nem irmãos podem almoçar juntos por jogarem em times diferentes...

Dorival Júnior: sair ou não sair do Vasco? Eis a questão…

growmony Dorival Júnior: sair ou não sair do Vasco? Eis a questão...

Carlos Leite.

Empresário de Dorival Júnior e Mano Menezes.

De Carlos Alberto, de Souza e de vários outros jogadores no Corinthians e no Vasco.

O presidente Roberto Dinamite confia cegamente em Carlos Leite.

Só que os dois estão com um grande problema: a renovação de Dorival Júnior.

O treinador recebe R$ 280 mil mensais.

Depois da excelente campanha na Série B, o empresário quer a valorização.

Membros influentes da diretoria garantem que ele já pediu R$ 450 mil para Dinamite.

O presidente vascaíno não sabe o que fazer.

E o pior, vários clubes já estão sondando Dorival Júnior.

Pessoas ligadas ao Internacional, Fluminense, Santos e Botafogo já falam abertamente no técnico para 2010.

Leite e Dorival querem resolver a situação até antes da Série B terminar.

Dinamite quer segurá-lo, mas precisará da aprovação do Conselho Deliberativo para pagar tanto para o treinador.

As dívidas do clube já batem nos R$ 300 milhões.

Em meio à festa pela subida para a Série A, o Vasco precisa resolver esse impasse.

Sem renovação de contrato, Dorival não indicará jogadores para reforçar o clube no próximo ano...

Veja mais:

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Exclusivo.”Será o maior orgulho levar o Vasco de novo à Série A”. Dorival Júnior

Dorival Exclusivo.Será o maior orgulho levar o Vasco de novo à Série A. Dorival Júnior

A diretoria do Vasco espera quebrar hoje o recorde de público no Maracanã, em 2009.

A promessa é de mais de 80 mil torcedores.

E fazer a tarde deste sábado entrar para a história.

Se o clube da cruz de malta vencer o Bahia estará praticamente de volta para a Série A.

Será o fim do suplício na Segunda Divisão.

Dirigentes choram de emoção pelos cantos de São Januário.

Jogadores fazem promessas.

A única pessoa que não está contaminada pela euforia é Dorival Júnior.

O treinador aceitou ontem dar uma reveladora entrevista exclusiva ao blog.

E mostrou como tudo foi muito mais difícil do que parece.

Como é disputar a Série B com a obrigação de fazer o Vasco voltar à Série A?

Está sendo o maior desafio da minha carreira.

Eu entendo perfeitamente o Mano Menezes.

Ele disse que disputou a Série B com o Corinthians com uma tonelada nas costas.

E olha que ele teve muito mais facilidade do que eu.

O Vasco passou por vários problemas que não quero detalhar (atrasos de salários).

Nosso trabalho está sendo bem mais difícil.

Vou passar um dado para você entender.

Eu repeti a escalação apenas uma vez.

Isso somando as partidas do Campeonato Carioca, da Copa do Brasil e da Série B.

Um absurdo.

Fizemos três reformulações durante o ano.

Eu tive de crescer muito como técnico.

Mas a missão está quase cumprida.

Quase.

Não vou perder o foco.

Sou eu quem dou o rumo das coisas por aqui.

Dorival por que passar por esse sufoco?

Não seria melhor ter dirigido uma equipe da Série A?

Olha, eu vou ser bem sincero.

Enquanto estava no Coritiba tive propostas de clubes da Série A.

Só que o primeiro a me procurar foi o Vasco com Roberto Dinamite.

Ele me perguntou: “Você aceita trabalhar no Vasco em 2009? Na primeira ou na segunda divisão?”

Eu pensei um pouco e logo respondi: “Aceito”.

O motivo foi um só: abrir o mercado dos clubes grandes do Rio de Janeiro.

Como jogador atuei em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Para minha carreira foi ótimo estar comandando o Vasco.

O mercado do Rio de Janeiro é muito forte.

Mas Dorival, os clubes cariocas ficaram para trás.

A infraestrutura foi esquecida, ninguém gosta de treinar em dois períodos.

Parece que os clubes vivem na década de 80 do século passado...

Cosme, infelizmente eu tenho de concordar com você.

Os clubes do Rio estão acordando agora.

Perceberam que perderam muito tempo em relação a São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.

Não há um centro de treinamento de verdade por aqui.

O Vasco utiliza um que tem apenas dois campos e talvez até o perca, não vou entrar em detalhes políticos.

Já tive uma conversa séria com o Roberto Dinamite que é uma pessoa de muita visão.

Sem o Centro de Treinamento vamos continuar sempre improvisando.

Isso é péssimo.

O trabalho fica difícil, desigual em relação aos outros estados mais desenvolvidos.

É uma judiação o que acontece no Rio de Janeiro.

Há muito talento desperdiçado.

Os clubes precisam se modernizar, levar a sério os treinamentos.

Parece que você chocou o departamento de futebol do Vasco logo no início do seu trabalho...

É verdade.

Parece engraçado, mas não é.

Quando comecei a trabalhar, pessoas importantes no clube me chamaram.

E foram logo perguntando: ‘por que você dá treinamentos de manhã e de tarde? No Rio não é assim. Basta um período.’

Agradeci o conselho, mas falei que comigo o trabalho seria dobrado.

O presidente Roberto Dinamite me deu autonomia para isso.

E sem trabalho não se consegue nada no futebol.

Sei que fui contra a cultura carioca, mas quebrei um tabu.

Espero que nunca mais alguém estranhe trabalhar de manhã e de tarde.

Clubes da elite do futebol brasileiro precisam trabalhar assim.

O Rio de Janeiro pode ter praia, pode ter o que for à noite.

Mas eu quero trabalho.

Os jogadores entenderam e a resposta esta aí dentro do campo.

Estamos perto do nosso objetivo porque trabalhamos muito.

O carioca tem talento, mas para que possa mostrar o seu talento tem de suar.

Acabou o romantismo.

Futebol é trabalho físico.

Só tem a bola quem esta melhor fisicamente.

Para que você tivesse o apoio de todo o elenco foi preciso lidar com o Carlos Alberto.

Como você fez que ele trabalhasse de verdade?

Eu fui jogador e sei o que o jogador mais respeita: a sinceridade.

Eu o chamei para uma conversa.

E perguntei o que ele queria da vida.

Falei que já perdeu muito tempo na carreia.

Disse que se contentar em ser apenas titular de um time grande era pouco para ele.

Falei que ele tem um talento diferenciado.

Mas estava ficando para trás.

Disse que colocaria tudo nas mãos dele: sua carreira, seu futuro, a importância para o time.

O fiz capitão do Vasco.

E ele passou a ser referência, dar exemplo.

Passou a treinar com mais vontade, ter mais importância para o grupo.

Hoje os jogadores do Vasco o respeitam porque sabem que ele se esforça tanto ou mais do que os demais.

O talento do Carlos Alberto não pode ser desperdiçado.

Ele virou um dos grandes líderes que eu precisava no elenco.

E sinto que ele voltou a sonhar com algo maior para a carreira.

Não sei se jogar na Europa ou Seleção Brasileira.

Mas o Carlos Alberto conquistou o direito de voltar a sonhar trabalhando, treinando, correndo, se cuidando.

Qual o segredo do Vasco na Série B?

Ter reconquistado a autoestima no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.

Fizemos um bom campeonato estadual.

Ficamos fora das semifinais do primeiro turno por problemas políticos, de inscrição de jogador.

Na semifinal do segundo turno, jogamos mal uma partida.

Tomamos um gol contra o Botafogo e nos abrimos, sofremos uma goleada por 4 a 0.

Saímos da competição sabendo que poderíamos ter conquistado o título.

Valeu como lição e seleção natural do grupo.

Na Copa do Brasil perdemos a semifinal para o Corinthians.

Foram dois jogos, quatro tempos.

Fomos melhores em três tempos, só no primeiro tempo da primeira partida que o Corinthians foi melhor do que nós.

Não fomos para a final de maneira injusta.

Mas a nossa participação mostrou a nós mesmos que estávamos no caminho certo.

O Vasco tinha voltado a ser respeitado.

E na Série B conseguimos ficar na liderança lutando, brigando até mais do que os demais.

Os adversários fazem o jogo da vida contra o Vasco.

O Brasil inteiro acompanha as nossas partidas.

A chance de se mostrar para o mundo é indo bem contra a gente.

Disputamos um campeonato paralelo.

E estamos mostrando mais força do que muita gente esperava.

Você foi muito leal ao Vasco.

E recusou um ótimo contrato para trabalhar no Palmeiras, depois que o Luxemburgo foi demitido.

Agora que já passou, posso falar o que aconteceu, Cosme.

Em 2007 eu tive um contato com o Palmeiras, não deu certo.

Em 2008, a mesma coisa.

E em 2009, a diretoria do Palmeiras chegou muito mais forte, decidida.

Foi quando o Luxemburgo foi demitido e antes da contratação do Muricy.

A minha ligação com o Palmeiras é forte.

Meu tio, o Dudu, jogou muito tempo ao lado do Ademir, no tempo da Academia.

Depois eu joguei lá.

Mas não iria nunca virar as costas para o Vasco.

Por dinheiro nenhum deixaria o clube no meio do trabalho.

E recusei trabalhar no Palmeiras.

Tive uma conversa sincera e os dirigentes palmeirenses entenderam e respeitaram a minha postura.

Eu sou assim, não rompo contratos.

Você tem convite para continuar no Vasco em 2010.

Mas sei que há outros clubes interessados em você.

Já tomou uma decisão?

O que vou falar para você, falei para o presidente Roberto Dinamite.

Estou orgulhoso com o fato de o Vasco querer seguir comigo.

Mas não perder o meu foco.

Quero colocar o Vasco de novo na Série A.

Trabalhar intensamente nestas últimas partidas pela Série B.

Depois definir que rumo darei à minha carreira.

Posso dizer que estou muito feliz no Vasco e no Rio de Janeiro.

Mas, sinceramente, ainda não sei o que será melhor para mim.

Minha prioridade é levar o Vasco para a Série A.

Depois eu quero pensar.

Não só em mim, mas no Vasco.

O Roberto Dinamite será a primeira pessoa a saber da minha decisão.

Só digo uma coisa: tenho a certeza que acertei demais vindo para o Vasco.

Minha carreira vai tomar outro rumo depois de tudo o que estou vivendo por aqui.

Será o maior orgulho levar o Vasco de volta para a Série A.

De onde nunca deveria ter saído...

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