Publicado em 12/03/2011 às 18h34
A obrigação de vencer é do ferido Fluminense de Muricy Ramalho. Não do favorito Flamengo…

O jogo chave para Muricy Ramalho em 2011...
Encarar o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo.
Um dia depois da demissão de o homem que o questionava, o vice de futebol Alcides Antunes.
Ligado ao ex-presidente Roberto Horcades, Antunes reclamava da inconstância do time.
Principalmente na Libertadores.
O blog informou logo após a derrota para o America do México que ele cairia.
A queda foi adiada, mas chegou hoje, véspera do Fla-Flu.
O campeão brasileiro de 2010 entra desacreditado.
O favorito disparado é o Flamengo.
O reflexo é possível ver na venda de ingressos para os flamenguistas, certos da conquista da Taça Rio e o Carioca de uma vez.
Aos tricolores, a inconstante campanha da primeira fase da Libertadores assusta.
O time está a um passo da eliminação precoce.
Por isso Muricy Ramalho sabe da obrigação da vitória.
Chupar o sangue da felicidade do time de Ronaldinho Gaúcho.
Acabar com a invencibilidade em 2011.
E para isso promete colocar seu time no ataque.
Testar de vez a zaga de Vanderlei Luxemburgo.
O treinador do Fluminense está calejado dos confrontos com o rival.
Leva a vantagem porque costuma matar o mal pela raiz.
Trata de travar o meio de campo e as laterais de todo time que Luxemuburgo treina.
A partir daí, contragolpes em velocidade.
E bola parada muito bem treinada.
Assim entrará o Fluminense.
Faz do clássico o aquecimento para a Libertadores.
Os jogadores sabem o quanto precisam ganhar a partida.
Depois da saída de Alcides Antunes, o clima no time ficou tenso.
Acabou a paciência com o campeão brasileiro de 2010.
O título já não vale como desculpa.
Se a equipe não se classificar para a fase dos mata-matas da Libertadores...
Ou ganhar o Carioca, muita coisa vai mudar.
Já começa na próxima semana com a rescisão de contrato de Belletti.
O clube quer parar de jogar dinheiro fora.
Deco passará a ser mais cobrado.
E se não render o que se espera ou não conseguir se recuperar fisicamente, também vai partir.
A solução para que esse clima tão ruim se dissipe se chama Flamengo.
Quem acompanha o dia-a-dia do Fluminense diz que poucas vezes viu a equipe treinar com tanta raiva.
Com tanta vontade de ganhar uma partida que não decide título algum...
Mas talvez vá além disso...
Mostrará como será o futuro do campeão brasileiro...
E de seu treinador...
Aquele que um dia recusou a seleção brasileira...
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Publicado em 24/08/2010 às 17h09
Por que Kalil e Syd não enfrentam, não cobram Luxemburgo e Leão? Qual o medo?
Alexandre Kalil disse que vai cobrar forte os jogadores.
Não se conforma com a vergonhosa campanha do Atlético Mineiro.
Syd de Oliveira promete enfrentar o Conselho Deliberativo e os atletas.
Está tenso, irritado.
Promete que, se for preciso, fazer uma devassa no elenco.
Por que os dirigentes não têm coragem de enfrentar Vanderlei Luxemburgo ou Leão?
O alto investimento do Atlético Mineiro e os péssimos resultados precisam ser justificados.
O Goiás apostou na conversa do técnico que seria possível fazer uma campanha razoável.
Os dois clubes têm miseráveis 13 pontos, ocupam a zona do rebaixamento.
Conselheiros insistem para os dois presidentes enfrentarem, cobrarem os técnicos.
Uma pergunta que não quer calar...
Por que será que o severo Alexandre Kalil se transforma quando vê Luxemburgo?
E o brigador Sid de Oliveira se dobra diante de Leão?
Será que esses presidentes sabem que comandam o destino de milhões de torcedores?
Ou o medo desses dois veteranos técnicos é maior do que a paixão por Goiás e pelo Atlético?
Ou eles não souberam negociar e estão presos às multas rescisórias?
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Publicado em 19/08/2010 às 10h50
O Palmeiras não seria Palmeiras sem Marcos…

500 jogos pelo Palmeiras.
Goleiro do clube com a torcida mais exigente, sem paciência, irritada de São Paulo.
Aquela que, saudosa dos grandes times e títulos, não dá vida fácil aos seus ídolos.
Diego Souza, Vagner Love, Keirrison que o digam.
Mas Marcos, não.
Ele é um goleiro diferenciado, uma pessoa especial.
A primeira lembrança que tenho dele foi em 1993.
O recém-contratado Vanderlei Luxemburgo levou o Palmeiras para Atibaia.
A imprensa foi acompanhar a formação do novo time.
De repente, em uma manhã os poucos jornalistas que estavam no treino começaram a ouvir palavrões.
O treino não havia nem começado.
"P..q..p...P..q..p...P...q...p..."
"Eu não falei? Eu não falei? Eu não falei?"
Cabelos cumpridos, alto e pulando em um pé só...
Era o terceiro goleiro, jogador que ninguém havia prestado atenção.
Sérgio era o titular e Velloso o promissor reserva.
Poucos sabiam o nome dele.
Era Marcos.
Perguntei a ele o que havia acontecido.
"Eu tinha dito aos médicos que ainda não estava bem para voltar aos treinos.
Disse que sentia dores, mas não acreditaram.
Então fui treinar e agora o meu pé está inchado.
E agora?"
Foi de uma transparência absurda.
Marcos começava a sua longa trajetória de contusões.
E de declarações sinceras, que tanto atormentaram os treinadores que passaram pelo clube.
Quando as suas queixas foram parar no jornal, Marcos foi repreendido.
Mas o clube nem pensou em largar o promissor goleiro.
E o tempo passou.
Sérgio se foi.
'Gato' Fernandes também.
Velloso se machucou
E Marcos começou a mostrar quem era.
Goleiro talentoso, de personalidade forte e grande estrela.
Defendeu pênaltis fundamentais para a história do clube.
Que não saem do coração do torcedor.
Como os que tiraram duas vezes o Corinthians da Libertadores.
Fez o Palmeiras campeão da competição sul-americana pela primeira vez.
Foi o grande goleiro do pentacampeonato do Brasil, na Coréia e no Japão.
Sua identificação com o Palmeiras é algo profundo, intenso.
O que ajudou muito foi ter surgido para o futebol antes da época dos assessores de imprensa.
Manipuladores e maquiadores de opinião, não deixariam Marcos ser tão sincero como foi.
Felipão proibiu todos os jogadores falarem antes, no intervalo e depois dos jogos, pensando nele.
Foi mais esperto do que Luxemburgo do que resolveu proibir só ele.
Marcos foge dos microfones quando pode.
Porque sabe que, se começar a falar, não consegue ser falso como a grande maioria dos jogadores atuais.
Não é um santo e nunca foi bobo.
Sabe muito bem o que diz.
Quando criticou jogadores que só iam farrear no clube e não treinavam...
Ou, várias vezes, quando apontou a fraqueza do time...
Mandou recado à diretoria.
E se comportou como um jogador que deseja ganhar.
Teve inúmeras contusões.
Inclusive uma, na mão direita, que o tirou do Arsenal.
A memória do apaixonado torcedor é curta, em janeiro de 2003, ele não passou no teste físico no clube inglês.
Marcos não queria ir, a diretoria da época que desejou fazer dinheiro com ele.
Só que o destino e Marcos não quiseram.
O goleiro sabia que tinha condições de prosseguir com a carreira, mas não insistiu.
Azar do Arsenal.
Ele já fez de tudo pelo Palmeiras.
Já tomou até café durante um jogo da Libertadores.
E falhou, como todo goleiro.
Mesmo sendo um dos maiores que o Brasil já viu jogar.
A principal falha aconteceu na decisão do Mundial, contra o Manchester United.
Felipão nunca costuma dar muitos conselhos aos goleiros.
Mas naquela partida ele mudou.
Resolveu falar com Marcos.
Disse que os cruzamentos de Giggs costumavam ser baixos em velocidade.
Por isso, a estranha falha em um cruzamento banal que o encobriu no gol de Kaine.
"Deus dá a cruz do tamanho que a pessoa possa carregar.
Vão passar 30 anos e vão falar que o Palmeiras perdeu o Mundial porque o Marcos falhou.
E ninguém vai lembrar dos gols que os atacantes perderam", disse Marcos no Japão.
E foram muitos...
Marcos chocou o mundo do futebol, quando fez questão de jogar a Série B.
Foi o goleiro do Palmeiras rebaixado no Brasileiro, no time sem sangue que Mustafá Contursi montou.
E enfrentou gramados piores do que campo de várzea pelo país...
Marcos talvez tenha sido o jogador nos últimos anos que mais jogou com dores no Brasil.
Qualquer conversa com os médicos do Palmeiras para valorizar ainda mais este personagem.
Já chorou de dor no aquecimento e foi campeão pelo clube que tanto ama.
As dores o fazem pensar na aposentadoria há mais de três anos.
O preparador Carlos Pracidelli o proibiu de falar em aposentadoria atualmente.
Pouca gente sabe que recusou uma proposta milionária para atuar no Corinthians.
Ele jantou com Kia Joorabchian, presidente da MSI, ouviu a proposta.
Mesmo brigado com a direção do Palmeiras, resolveu ficar.
Para ganhar muito menos.
"Não teria como me olhar no espelho e vestir a camisa do rival."
Colocou a minúscula cidade de Oriente no mapa.
Consagrou o gesto de se ajoelhar no gramado e apontar aos céus, agradecendo a Deus.
Daí o apelido de São Marcos.
O gesto não nasceu dele, começou com Taffarel e ele não esconde.
Só que virou sua marca registrada.
Marcos não gosta de falar, mas ajuda várias instituições de caridade.
Oberdan Cattani, Valdir de Moraes, Leão...
Todos sensacionais goleiros que o Palmeiras teve.
Mas nunca houve ninguém como Marcos.
Parabéns pelos 500 jogos.
Que venham mais 500...
Depois, virar uma estátua será pouco...
Aqui, uma singela e original homenagem.
Para que você, Marcos, não se sinta tão culpado em relação a um certo jogo de 1999...
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Publicado em 18/07/2010 às 20h21
Mais um passinho à frente, Mano Menezes…
Ricardo Teixeira sempre gostou de ter a opinião pública como cúmplice.
Na escolha dos treinadores da seleção brasileira ele não gosta de estar sozinho.
E nem ter argumentos fortes para qualquer entrevista.
Chapa branca ou não.
Ele prometeu um novo técnico para a seleção ainda este mês.
O dono do futebol brasileiro prometeu dar uma olhada no cenário.
Nas pesquisas de opinião pública.
E escolher alguém com respaldo para fazer profunda reformulação no time.
Plantar as sementes para o elenco que irá disputar para ganhar a Copa de 2014.
Alguém que não o surpreenda, com quem possa contar.
Em todos os momentos.
Mano Menezes deu mais um passinho nesta direção hoje.
Diante do time do 'gato mestre' Vanderlei Luxemburgo, seu Corinthians ganhou e sobrou no Pacaembu.
Com Ronaldo tirando fotografias de Messi em Indaiatuba, Mano pôde ter uma equipe ágil em campo.
Uma defesa firme.
Meio de campo com saída rápida e atacantes sem posição fixa.
O Corinthians criou inúmeras chances para ganhar bem o jogo.
Chicão cobrou pênalti para fora.
Fábio Costa trabalhou bem.
Na cadeira de rodas, Luxemburgo não conseguia fazer seu time reagir.
O gol do Corinthians foi feio, Bruno Cesar chutou e a bola desviou em Jairo Campos.
Fábio Costa acabou completamente traído.
O Corinthians venceu e disparou ainda mais na liderança do Brasileiro.
E mostrando um futebol competitivo, difícil de ser batido.
Mano Menezes, o protegido de Andrés Sanchez.
Gaúcho, comandando o segundo time mais popular do Brasil.
Rei do twitter.
Inteligente a ponto de perceber a importância de uma boa relação com a imprensa.
Principalmente com a Globo.
Sabe bem também se relacionar com o poder.
A ponto de fazer Andres seu principal cabo eleitoral.
Felipão se mostra envolvido com o projeto para reerguer o Palmeiras.
Luxemburgo cada vez mais parece fácil de ser batido.
Muricy Ramalho ainda está enrolado com o seu Fluminense.
Leonardo está livre, mas sem grande apoio dentro da CBF.
Mano só espera o convite.
Andres o reparte, o empresta, o leva de bicicleta ao Rio, se for preciso.
Seria um trunfo importantíssimo fazer do treinador do Corinthians o técnico da seleção.
Mano é esperto.
Mantem uma postura olímpica.
Se não for chamado, evita um vexame desnecessário.
Mas o sorriso confiante em cada entrevista o denuncia.
Ele começa cada vez mais a acreditar que agosto poderá ser um mês muito importante na sua carreira...
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Publicado em 10/07/2010 às 13h13
E lá vem Keirrison. Não entregue seu coração, torcedor santista…

Foto: Divulgação
Johannesburgo...
"O Keirrison está fazendo a maior burrada.
Está indo cedo demais para a Europa.
Não está preparado.
Vai jogar fora a chance de disputar a Copa do Mundo.
Não está pronto para jogar no Barcelona.
Vai se arrepender.
É bater e voltar ao Brasil."
Desta vez, Vanderlei Luxemburgo acertou.
Como um bruxo, ele previu o futuro negro de Keirrison.
O jogador saiu do Palmeiras em 2009 da pior maneira possível.
Enquanto jurava que iria continuar no clube, já havia acertado sua ida para o Barcelona.
Havia uma cláusula no seu contrato com a Traffic que obrigava a sua liberação ao clube catalão.
A cláusula não foi colocada por acaso.
Os irmãos Malaquias, empresários do jogador, estavam negociando há muito tempo com a Espanha.
E lá foi Keirrison empolgado.
Não se deu ao trabalho de se despedir dos jogadores do Palmeiras.
Custou R$ 45 milhões aos espanhóis.
Foi apresentado, mas o Barcelona o emprestou, para ganhar experiência, ao Benfica.
Foi um fracasso.
Não teve personalidade nem corpo para enfrentar o pesado futebol português.
Acabou reserva do reserva do reserva.
"Não deu certo no Benfica?
Então vá para a Fiorentiana...", raciocinaram os Malaquias.
Voltar ao Brasil, de jeito nenhum.
Vasco, Internacional, Grêmio, Flamengo e São Paulo ouviram não.
E outro vexame, desta vez no futebol italiano.
Fez dois gols, não empolgou ninguém.
A Fiorentina avisou à diretoria do Barcelona que não tinha a menor intenção de continuar com ele.
A saída foi os catalães ouvirem os clubes brasileiros.
Dorival Júnior já tinha convencido os Malaquias de que o Santos seria a melhor solução para Keirrison.
Aconteceria o mesmo fenômeno que aconteceu com Robinho.
Os Malaquias compraram a ideia.
Keirrison precisa recuperar a sua autoestima perdida.
Na Europa, ele desabafava a sua tristeza com o grande amigo Henrique, zagueiro que também foi comprado pelo Barcelona do Palmeiras.
E não foi utilizado pelos catalães e foi repassado por empréstimo a clubes medianos da Europa.
Malaquias deram o braço a torcer
Dorival Júnior articula uma enorme blindagem para o sensível jogador.
Sua vida no Santos será ao contrário do que foi no Palmeiras.
Não será tão exposto na mídia.
Tratado como gênio.
Seus fracassos na Europa foram fortes demais.
Quatro gols em um ano...
A ordem de Dorival é proteger Keirrison.
Tratá-lo melhor do que a Robinho, Neymar e Ganso juntos.
Keirrison toma uma atitude contemplativa.
Os 'Malaquias brothers" lhe disseram que Luís Fabiano e Nilmar não deram certo no início de suas carreiras na Europa.
E voltaram para o Brasil.
K9, como adorava chamá-lo a torcida do Palmeiras, teve de aceitar.
Porque há muito tempo quem decide sua carreira, sua vida, são seus empresários.
Mas que os santistas não deem seu amor a Keirrison.
Ele não costuma ser um amante fiel.
Volta, mas com o pescoço torto, com o olhar fixo na Europa...
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Publicado em 01/07/2010 às 11h07
Diego Souza e o desfecho que ele queria: ir para bem longe do Palmeiras…

Diego Souza não queria o Palmeiras desde o ano passado, quando ele conversou com dirigentes do Flamengo.
Como foi publicado neste blog e despertou a revolta de muitos palmeirensess, ele não se animou com a contratação de Felipão.
Poderia ter sido contratada Gisele Büdchen como treinadora, o meia exigia sua saída do clube.
Não perdoou as vaias, a perseguição da torcida e, principalmente, a falta de apoio da diretoria.
Sim, queria ser apoiado publicamente, apesar de ter mostrado o dedo médio aos torcedores palmeirenses em pleno Palestra Itália.
Diego Souza não se dobrou a apelos de dirigentes.
E colocou claro para quem teve a coragem de pagar R$ 10 milhões por ele: Palmeiras, de jeito nenhum!
Jota Hawilla, dono da Traffic, o corajoso a pagar tanto para o Benfica, não teve saída.
Depois de ter fracassado em 2009 e no primeiro semestre de 2010, nenhuma equipe do exterior se interessou por Diego.
Só equipes de dentro do Brasil.
A Traffic não gostou do assédio flamenguista, direto ao jogador.
No aniversário de dez anos da empresa, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, pediu, insistiu, implorou.
Queria a prioridade por Diego Souza, se não houvesse proposta de fora.
Além disso, Vanderlei Luxemburgo, muito amigo de Hawilla, insistiu que seu time precisava do meia.
Isso quando o Atlético Mineiro nem estavava na zona do rebaixamento, como está.
A esperança de Hawilla era de que a contratação de Felipão mudasse o quadro.
Só que não mudou.
Pelo contrário, até.
Diego se mostrava até mais resistente.
Não queria nem conversar sobre o Palmeiras.
Com a decepção do início do Atlético Mineiro no Brasileiro, Kalil outra vez procurou Jota Hawilla.
E se mostrou a única saída viável.
O Corinthians quis o meia, mas a diretoria palmeirense implorou para que ele não fosse para o Parque São Jorge.
Para provocar, Andrés Sanchez conversou com Valdívia diante das câmeras, aqui na África do Sul.
Só para provocar.
A direção do Atlético Mineiro tem o dinheiro do patrocinador, BMG.
E a negociação, anunciada por Kalil, ontem à noite, deve girar da seguinte forma: os mineiros comprando 50% dos direitos de Diego.
Ou seja: R$ 5 milhões.
O caso já está encerrado.
Diego Souza não terá de pedir desculpas à torcida palmeirense.
Os palavrões e o dedo médio que mostrou estão mantidos.
Vai buscar vida nova em Belo Horizonte.
Quem sabe começar a se identificar e respeitar uma torcida...
E Belluzzo e Felipão precisarão buscar alguém que tenha orgulho de vestir a camisa do Palmeiras...
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Publicado em 22/06/2010 às 15h56
Dunga está oferecendo a Seleção de mão beijada a Scolari…

O cenário está para Luiz Felipe Scolari de volta para a seleção brasileira.
O treinador da cúpula da TV Globo já foi Vanderlei Luxemburgo.
Os seguidos fracassos do técnico o afastaram da briga.
Não há como justificar.
Nem com o passado na Seleção, já que sua passagem foi pífia, insignificante.
Enquanto Dunga está cometendo o harakiri brigando com todo ser vivente que passa pela sua frente, Felipão dá o primeiro passo de retorno à Seleção.
Primeiro mandando recado ao próprio Dunga para que faça como ele: se componha com a Globo, não bata de frente.
Os executivos da emissora gostaram da postura de Felipão e, relembraram, com saudade, de 2002.
Das exclusivas.
Das zonas mistas.
De Fátima Bernardes cantando e sambando no ônibus.
Felipão deu o segundo passo acertando com o Palmeiras.
A amigos ele confessou ter recusado a proposta do Inter que era, de acordo com ele, de mais de 50% a mais dos R$ 700 mil que receberá no Palmeiras.
Ou seja: passava, e muito, do R$ 1 milhão mensal.
Agora dá para entender os R$ 400 mil que o Inter paga a Celso Roth.
Felipão já avisou ao presidente Belluzzo que deseja receber sem desconto de impostos.
Fez as contas e perderia cerca de R$ 6 milhões em dois anos e meio de contrato.
E não abre mão disso.
Recusou também a proposta do Inter porque sua mulher Olga e seu filho mais novo estão voltando a Porto Alegre.
Ele mesmo disse que o ambiente seria 'um inferno' para os dois se aceitasse dirigir o Internacional, rival histórico do clube que sempre afirmou amar: o Grêmio.
Seu sonho também é voltar a dirigir a Seleção Brasileira.
Fez um ótimo trabalho em Portugal.
Fracassou no Chelsea.
Enriqueceu no Uzbequistão.
E não recebeu proposta de um clube italiano como sonhava.
Voltou ao clube que o ama desesperadamente.
E o vê como solução de todos os problemas.
Felipão quer o Palmeiras para ganhar títulos, aproveitar todos os holofotes de São Paulo e voltar à Seleção.
Só falta a ele um intermediário.
Alguém que o leve para conversar com Ricardo Teixeira e aparar as arestas que ficaram depois da conquista de 2002.
Por anos, Felipão não queria esse reencontro.
Agora deseja.
Pessoas ligadas a Ricardo Teixeira gostam muito do nome de Felipão.
Muito mesmo.
Jorginho já foi o preferido para substituir Dunga depois da Copa.
Foi.
Leonardo, ex-Milan, também.
Assim como Paulo Autuori.
O caminho está aberto.
O gênio de Dunga está sabotando o próprio trabalho.
E abrindo espaço para Luiz Felipe Scolari.
Que ele monte o Palmeiras rápido.
Por que pode ficar menos tempo do que espera...
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Publicado em 04/06/2010 às 05h47
Atlético Mineiro na zona do rebaixamento. Culpa de quem? De quem?

Seis pontos em seis partidas.
17º colocado no Brasileiro.
O primeiro da zona do rebaixamento.
Cair de divisão.
Ser rebaixado de verdade.
Ter desmontado o Palmeiras em 2002 só não vale.
Muita gente acredita que deveria.
Mas sendo justo: ainda falta um rebaixamento para a carreira de Vanderlei Luxemburgo.
Que não seja com o Atlético Mineiro.
Afinal, ele chegou ao clube prometendo um título nacional de relevância.
Tomara que ele não tenha falado o de Campeão da Série B.
Outra derrota ontem contra o Grêmio.
Velha desculpa.
Não falou do juiz.
Disse que é uma fase.
Fase de quem?
Dos jogadores?
Ou dele?
Despedido do Palmeiras.
Contrato encerrado com o Santos e com o novo presidente avisando que não o deseja nem como sócio.
A elegância continua a mesma.
O traquejo com as palavras também.
Só que elas não convencem mais como antigamente.
O problema deve ser a neurolingüística.
O Atlético Mineiro tem time para não cair.
Para brigar até por título.
O entrave, a fase ruim não é bem deles.
Mas virá a parada do Brasileiro por causa da Copa.
E adivinhe do que esse intervalo virá acompanhado?
De novas promessas, de treinamentos revolucionários na areia, de palestras de ex-árbitro.
Tudo o de mais moderno...
Atlético Mineiro: 17º colocado no Brasileiro.
Seis pontos em seis jogos...
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Publicado em 28/04/2010 às 08h04
A juventude santista contra a experiência atleticana. Faça sua aposta…

Ter pela frente o Atlético Mineiro de Vanderlei Luxemburgo, com seus jogadores experientes, no Mineirão lotado.
Esse é o grande teste que o destino colocou na frente do Santos de Dorival Júnior.
Provar a si mesmo se consegue viver bem sem Neymar, seu grande jogador.
Este é o desafio.
Com a jovem estrela se recuperando da pancada que sofreu no olho, o Santos não vai mudar a sua proposta.
Dorival treinou o seu time exigindo muita velocidade no ataque e, principalmente, nos contragolpes.
Há a certeza de que os mineiros encararão a partida em casa como a chave para tentar ficar com a vaga da Copa do Brasil.
E irá tentar repetir a estratégia do Santo André no primeiro tempo do domingo passado.
Luxemburgo tentará fazer com que seu time marque não só a saída de bola como os armadores santistas.
Travar Marquinhos e Ganso.
Esse é o segredo para provocar um colapso no Santos.
E forçar as bolas na velocidade.
Edu Dracena e Durval são lentos, têm problemas de recuperação.
Sem Neymar, caberá a Robinho a improvisação, os dribles.
O Santos fica mais objetivo, mais direto, mais efetivo com André.
A partida marcará o reencontro de Luxemburgo com o último clube que lhe fechou as portas.
Ele saiu muito mal da Vila Belmiro.
O jovem elenco não reconhecia nele um treinador com pulso firme e amigo como Dorival Júnior.
Pelo contrário.
A grande Comissão Técnica que ele sempre carrega onde vai o deixava distante, muito mais inacessível.
O relacionamento entre treinador e jogadores nunca deixou de ser frio.
Lógico que, com o sucesso do time, ele vai tentar tirar sua casquinha.
E dá-lhe beijos em todos os jogadores possíveis diante das câmeras.
Mesmo com a rejeição dentro da própria CBF, ele ainda sonha com um convite do seu amigo Ricardo Teixeira para comandar a Seleção em 2014.
Para esse sonho distante ter um mínimo base, ele precisa voltar a ganhar uma competição nacional.
Por isso a promessa que fez à torcida do Atlético Mineiro de um título de Campeão Brasileiro ou Copa do Brasil.
Copa do Brasil é mais fácil, mais curta.
Seu elenco vivido já passou por várias decisões.
A chance é essa.
Como disse Diego Tardelli: "Tudo o que o Atlético Mineiro não pode fazer é ter medo do Santos."
Ou seja: a madura equipe mineira vai tentar mesmo comprar a briga.
Do outro lado, a nova diretoria santista quer aproveitar ao máximo a grande equipe que conseguiu formar.
E que pode perder jogadores importantíssimos na janela do meio do ano para a Europa.
A ordem é ganhar o que puder agora.
Se assegurar uma das vagas da Libertadores será sensacional.
Para a valorização ainda maior dos jogadores.
E ter mais argumento para arrumar dinheiro no mercado financeiro.
Depois dessa partida, os dois times vão assegurar o título paulista e o mineiro.
Nunca na Copa do Brasil de 2010 houve tantos interesses em jogo como hoje no Mineirão.
Alguém tem coragem de apontar um grande favorito?
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Publicado em 13/04/2010 às 22h37
Quem ainda acredita nas promessas de Vanderlei Luxemburgo?

Era o final do programa Bem, Amigos da Sportv.
Ninguém havia perguntado nada.
Ou provocado.
Vanderlei Luxemburgo se adiantou e fez questão de falar diretamente com a torcida atleticana.
Prometeu conquistar um título até o final do seu contrato, em dezembro de 2011.
E não o fácil Campeonato Mineiro, onde tem 50% de chances.
A outra metade é azul, do Cruzeiro.
Luxemburgo falou em conquista nacional.
Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil.
O torcedor atleticano está com o coração cheio de mágoas.
Venceu o Brasileiro em 1971, justo o primeiro.
De lá para cá, só decepções no campeonato.
Luxemburgo ganhou cinco vezes.
A última vez já faz tempo, foi em 2004, com o Santos.
Copa do Brasil só tem uma, conquistada com o maravilhoso time do Cruzeiro de 2003.
Já deu também um vexame histórico, quando o seu Palmeiras foi eliminado pelo ASA de Arapiraca...
No programa pediu Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar na Copa do Mundo.
Muito estranho.
Treinador do Santos até o ano passado, resistia o quanto podia para escalar Neymar.
Dizia que precisava amadurecer e que era um menino.
Nem seis meses depois o menino virou jogador de Copa do Mundo.
Foi fácil perceber, ao lado de Vampeta, que Luxemburgo está ficando envelhecido.
Suas palavras já não provocam tempestades na imprensa como há dez anos.
Desgastado é o termo.
Ele perdeu muito prestígio desde a CPI, desde a demissão da Seleção Brasileira, a deprimente passagem pelo Real Madrid.
O Atlético Mineiro é um clube de uma torcida maravilhosa.
Mas ficou anos sofrendo com péssimas administrações.
O clube ficou parado no tempo e luta para reconquistar todo espaço que perdeu.
Mais ou menos o caso de Luxemburgo.
Com a diferença é que os sanguessugas que cercavam o Atlético Mineiro se afastaram.
Enquanto os de Vanderlei continuam vivendo do seu sangue, grudados no seu pescoço.
Tomando vinho, Luxemburgo ainda confidencia a amigos: acredita que será o treinador da Seleção Brasileira em 2014.
Se julga muito amigo do presidente Ricardo Teixeira.
Só que talvez ele não saiba, há enorme rejeição por seu nome na CBF.
Enorme, não.
Gigantesca.
Na entidade ninguém se esquece o período perturbado que a Seleção passou sob seu comando.
E mais: não há trabalho recente que justifique o seu retorno.
Porém, ele sonha.
Tem todo o direito.
E usa tudo o que aprendeu de neurolingüística para fazer sonhar a torcida do Atlético Mineiro.
Só um detalhe: ele que cumpra sua promessa.
Luxemburgo já decepcionou muita gente que acreditou nas suas promessas.
Belluzzo e Marcelo Teixeira foram os últimos dirigentes iludidos.
Que Kalil e os torcedores atleticanos tenham melhor sorte...
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