Publicado em 19/01/2010 às 07h07
Adriano promete a Love que o Flamengo o levará à Seleção Brasileira…

Tudo começou com as lágrimas na apresentação.
Há quanto tempo no futebol brasileiro um jogador não chorava de alegria na sua apresentação a um clube?
Ou beijou com tanto gosto o escudo da camisa de um time?
Quem lembra?
Quem pode apontar algum?
Depois vieram os treinamentos.
As conversas com os novos companheiros.
E a promessa de dedicação integral a Andrade.
As trancinhas coloridas de vermelho e preto para agradar até auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
O toque final está nas constantes ligações para a direção do CSKA antecipar a liberação da documentação.
E ele já procurou o vice de futebol Márcio Braz se oferecendo para ir até Volta Redonda, mesmo tendo mínimas chances de entrar em campo.
Quer estar com o grupo, participar.
Vagner Love tem sido sinônimo de humildade na Gávea.
Se comporta como se estivesse grato por trocar o Flamengo pelo Palmeiras.
E deixa isso claro a qualquer torcedor que se aproxime dele.
Adriano, e sua eterna bolha, já percebeu toda essa dedicação e só o tem incentivado.
Em longas conversas animadas, o atacante insiste que Love tem o direito até de sonhar com a Seleção.
Com conhecimento de causa, Adriano garante que não há no Brasil clube com maior força para levar um jogador a vestir a camisa verde e amarela.
Ainda mais quando é atacante.
E disse, se depender dele, Vagner Love voltará a Seleção.
Era tudo o que o ex-jogador do Palmeiras queria ouvir para se dedicar mais ainda.
Quanto ao seu ex-clube, o atacante vai evitar dar declarações.
Não tem a menor saudade e saiu com a impressão que a diretoria o atrapalhou, o segurou por tempo demais.
Ele acredita que deveria ter sido liberado desde antes das férias.
E não existe para ele essa história de 'um dia eu volto'.
Já se arrependeu enormemente de ter retornado ao Palestra Itália, iludido com a história que lhe venderam que o time era forte demais e iria ganhar o Brasileiro e a Libertadores de 2010.
Não foi nada disso.
Além de ter a convicção de não ter sido aceito pelo grupo por causa de vaidade, por ter roubado a atenção da mídia.
E ciúme por causa do salário.
Já jogou fora a tinta capilar verde.
Essa nunca mais estará nas suas tranças...
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Publicado em 14/01/2010 às 12h32
Vagner Love. Apaixonado. Não pelo Flamengo. Muito menos pelo Palmeiras. Ele ama. E muito. Vagner Love…

Ele já não estava relacionado para a estreia do Palmeiras no Paulista.
Acaba de ser divulgado no Rio que Vagner Love é do Flamengo.
De graça. Até o dia 31 de julho.
A ideia do CSKA é valorizá-lo com a Libertadores.
A Love há o fraco Campeonato Carioca para fazer muitos gols e ganhar a torcida.
Campeonato Paulista e Copa do Brasil não interessaram ao CSKA.
Os dirigentes palmeirenses já haviam desistido de brigar pelo jogador há muito tempo.
Conselheiros insistiam com Belluzzo que não adiantava ficar brigando para receber uma compensação para liberar o atacante.
Só a presença dele no clube estava trazendo pressão, rejeição da própria torcida.
Tudo absolutamente desnecessário.
Ele já havia dito da própria boca no Rio que não queria mais vestir a camisa verde.
Depois de ter apanhado dos três torcedores palmeirenses, ele perdeu o gosto de vez pelo clube.
Na verdade, desde que saiu do CSKA ele não desejava o Palmeiras.
O seu ex-empresário Claudio Guadagno sabia disso.
Ele aceitou o clube do Parque Antártica pelo dinheiro oferecido.
Seu desejo sempre foi o Flamengo.
Por mais que sua assessoria de imprensa tentasse convencer do contrário.
Sua identificação com o clube tinha morrido quando foi para o CSKA.
Saiu do clube indignado por não ter tido o seu salário aumentado.
Chegou a dar entrevista como jogador do Corinthians da MSI, de Kia Joorabchian.
Belluzzo resolveu não ouvir conselhos e contratou o jogador assim mesmo.
Love só queria fazer do Palmeiras uma mera ponte para voltar à Seleção Brasileira.
Jogou para ele mesmo.
Anunciou em revista que seria egoísta, iria tratar de fazer os seus gols.
E o Palmeiras?
E o esquema?
Os companheiros?
Danem-se. O importante era voltar à Seleção.
Só que seu futebol foi péssimo.
Os adversários não eram da série B.
Aqueles que o consagraram no Brasil ao comandar o rebaixado Palmeiras.
Love também desestabilizou o elenco com seu alto salário.
Despertou inveja, pedidos de aumento.
Quebrou a harmonia.
Ele se sentia rejeitado pelo grupo.
Não iria falar publicamente nunca, orientado por seus assessores.
Mas nos treinamentos do Palmeiras não era alvo de brincadeiras.
Muito pelo contrário.
Sempre tinha pressa para ir embora.
Chegava sim na hora, mas não tinha um comprometimento com o time, com o clube.
O comprometimento sempre foi individualista, com ele mesmo.
Agora chegará ao Flamengo.
Não foi por acaso que hoje, sabendo que seria o seu treino de despedida do clube que não suporta, tenha jogado bem demais.
Era pura felicidade por sair.
Mas a hora é de pensar no que falar ao chegar na Gávea.
Fará inúmeros elogios a Adriano.
Dirá que jogará por seu clube de coração.
Seguirá o script.
Mas basta observá-lo de perto.
Sua preocupação maior não é com o título da Libertadores do Flamengo.
Muito pelo contrário.
Sua razão de viver é esperar a última convocação de Dunga para a África.
Ele espera que a fabulosa torcida rubro-negra o carregue no colo...
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Publicado em 10/11/2009 às 15h41
Belluzzo, parte II. “Só falei em dar uns tapas na bunda do Simon… Não sou homem de comprar árbitros…”

Luiz Gonzaga Belluzzo.
Presidente do Palmeiras.
Ele entrou no noticiário.
E parece que não quer sair.
Suas ameaças a Simon desviaram o foco do fraquíssimo futebol do Palmeiras.
Das decepções com Diego Souza, Vagner Love e Muricy Ramalho na hora da decisão do Brasileiro.
Mas o que Belluzzo tem dito não pode ser desprezado.
Na noite de ontem, ele falou à vontade com a rádio paulista 97,7 FM.
E foi fundo.
Talvez até demais.
“Estou sendo cobrado por não trabalhar nos bastidores.
Mas eu não sou homem de comprar árbitros.”
Mergulhou mais ainda ao falar das ameaças de tapas em Simon.
“Não foi apologia à violência.
Só falei em dar tapas na bunda dele.
Fazer como a minha vó: dar um corretivo para aprender.
Uns tapas na bunda e só.”
Prometeu também que não buscará um segundo mandato como presidente do Palmeiras.
“Não quero outro mandato.
É preciso ter dois estômagos para trabalhar com o futebol.
Eu não tenho.”
Do outro lado do país, Simon confirmava esperar pelo processo por perdas e danos que Beluzzo jura que irá entrar contra ele.
E garantiu que o irá processar o presidente do Palmeiras por tê-lo chamado de vagabundo...
O STJD irá julgar Belluzzo pelas ofensas.
Essa briga vai longe...
Veja mais:
+ Belluzzo confirmou ofensas e diz que vai processar Carlos Eugênio Simon
+ Traffic e Palmeiras se distanciam
+ Presidente do Palmeiras diz que não protegerá Simon da ira dos torcedores
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Publicado em 09/11/2009 às 12h22
Traffic e Palmeiras começam a se distanciar…

Traffic.
Cerca de R$ 80 milhões em investimentos no Palmeiras. Já conseguiu recuperar cerca de R$ 45 milhões com as vendas de Henrique e Keirrison.
E a empresa planeja colocar mais dinheiro se o clube conseguir a classificação para a Libertadores. O proprietário, José Hawilla, está preocupado em expandir a sua rede de comunicação.
Acabou de comprar o Diário de S. Paulo da Globo. Hawilla já tem um império montado, com retransmissoras e jornais espalhados pelo interior de paulista.
Agora acaba de adquirir um dos mais tradicionais periódicos da capital. Ele deixou o acompanhamento para o presidente da empresa, Júlio Mariz.
O blog conseguiu localizar Mariz. A intenção era pedir explicações.
Saber o que a Traffic tinha a dizer diante dos erros de Simon, que prejudicaram o Palmeiras. Perguntar sobre o fraquíssimo Diego Souza e Vagner Love.
Dois caríssimos investimentos que a empresa fez questão de bancar. Mas Júlio tinha pressa. Não queria falar sobre a parceria.
Esse foi o diálogo.
“Júlio, por favor: aqui é o Cosme do R7.
Você pode falar qual é a postura da Traffic diante dos erros do Simon?
Afinal, a sua empresa investiu muito no Palmeiras...
Olha, Cosme, eu não vou poder falar.
Estou dirigindo, estou dirigindo na serra...
Mas Júlio, por favor, a sua postura é muito importante...
O Palmeiras foi prejudicado...
Não é função da Traffic falar sobre arbitragem. Isso é com o clube. Não vou falar nada.
Espero que você entenda. Agora eu tenho de desligar porque estou dirigindo.
Tudo bem, Júlio...
Esta tem sido a postura oficial da Traffic. Mas internamente, não para os jornalistas ouvirem, há muita insatisfação.
A empresa recusou proposta da Alemanha por Diego Souza. A pedido do presidente do Palmeiras, Beluzzo, não foi aceita a lucrativa transação.
E a Traffic também aceitou ajudar a pagar o altíssimo salário de Vagner Love. Ele queria voltar do CSKA pensando em voltar para a Seleção Brasileira.
A meta era fazer o clube campeão. A perda da liderança do Brasileiro faltando apenas quatro rodadas trouxe desconforto geral.
A viagem de Belluzzo à Suíça, representando o Clube dos 13, também não foi bem recebida.
Assim como a preocupação dele em tentar montar uma maneira moderna de gestão de todos os clubes brasileiros.
A impressão é que houve perda de foco de Belluzzo. No Brasileiro, em Muricy Ramalho, no trabalho de bastidores na CBF.
A relação entre Palmeiras e Traffic ainda é sólida. Mas já foi muito mais próxima e satisfatória...
+ Craques da seleção fazem gols pelo mundo
+ Qual desses atacantes é o melhor para a seleção brasileira?
+ Todos os blogueiros do R7
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