
O último jogador a voltar ao Palmeiras declarando amor eterno foi Vagner Love.
O atacante mostrou seu coração à torcida flamenguista ontem, depois de marcar o gol da vitória do seu time contra quem?
Ah, o Palmeiras...
Kléber tem uma relação intensa, nunca vista com nenhum jogador do atual time com a torcida.
Principalmente a organizada.
Chorou com chefes torcedores quando a Traffic resolveu não investir na sua contratação.
Jota Hawilla foi aconselhado a Luxemburgo que deveria colocar seu dinheiro em Keirrison.
A patrocinadora adorou porque realmente, o jogador do Coritiba deu um lucro imenso.
Só que o Palmeiras ficou sem Kléber e Keirrison.
Kléber havia jurado aos torcedores que 'um dia voltaria'.
Ele foi um garoto com infância sofrida.
O complexo de rejeição foi uma constante.
No futebol, o São Paulo, de acordo com a sua visão, virou-lhe as costas.
Quando tinha certeza que iria ser muito utilzado, acabou sendo vendido para a Ucrânia.
Forçou situações para voltar para o futebol brasileiro.
Seu empresário o ofereceu ao Corinthians e Flamengo.
Luxemburgo o queria no Santos.
Quando foi para o Palmeiras aprovou a sua contratação.
E houve um amor imediato da torcida.
Os gols, a raiva, a força com que disputava cada bola acabaram por encantar os palmeirenses.
Era como se o amor bandido de Edmundo tivesse voltado.
No entanto, era preciso comprá-lo do Dínamo de Kiev.
E Jota Hawilla não quis gastar com um jogador de 25 anos, o limite para a Traffic é atleta de 23 anos.
Ele foi, contrariado, para o Cruzeiro.
Kléber teve até uma evolução técnica em Belo Horizonte.
Merecia brigar pela seleção brasileira.
Chegou ao vice-campeonato da Libertadores da América, em 2009.
Só que a partir daí passou a brigar constantemente com seus companheiros.
Queria neles a mesma raça que tem.
Criou um ambiente ruim para ele mesmo.
Acabou quase sendo vendido para o futebol português.
Não passou nos exames médicos.
Voltou, enfrentou o púbis e a vontade de sair do Cruzeiro.
O time foi eliminado neste ano de outra Libertadores.
E nova discussão com companheiros.
Seu empresário negociou a sua ida para o Flamengo.
A diretoria mineira queria dinheiro antecipado, conhecendo as dívidas do clube carioca.
Lógico que a resposta foi não.
Mas a obsessão palmeirense pelo jogador continuou.
Mal a diretoria conseguiu fechar com um novo patrocinador, exigiu o dinheiro para trazer Kléber de volta.
A administração de Belluzzo está sendo fracasso.
O time não conseguiu nenhum título.
Nada.
Apesar de economista, o clube está endividado.
Tem atrasado direitos de imagem dos atletas.
Perdeu Vagner Love e Diego Souza para a torcida.
Antônio Carlos e Robert para uma saída de madrugada no Rio.
A equipe é fraca.
Seu potencial é para ser rebaixada.
Marcos já deu sua sincera visão.
"Kléber não é Deus", disse, após a derrota para o Flamengo.
Não é mesmo.
Se fosse não teria vencido apenas um Campeonato Mineiro pelo Cruzeiro.
A dois meses de fazer 27 anos deverá mesmo chegar ao Palmeiras, graças ao novo patrocinador.
A diretoria promete uma festa.
Uma alegria entre tantas tristezas.
Agora, a missão de Belluzzo é trazer de volta Valdívia.
Mas o palmeirense quer muito mais do que o meia chileno.
Quer o amor próprio.
Ter um time vencedor, com um projeto profundo, que inspire confiança.
Está cansado de ser motivo de chacota.
Depois de três meses, após a derrota diante do Flamengo, o bem intencionado Seraphim del Grande deixou o comando do futebol.
Aguentou 90 dias.
Os vários grupos políticos continuam divididos e se sabotando.
Mas o presidente não vê ou finge que não vê.
Quer é comemorar a contratação do atacante.
Vai apresentá-lo, posar ao lado dele nas fotos, como sempre fizeram os presidentes com times em crise.
Alberto Dualib, do Corinthians, era especialista nestas ocasiões.
O truque não se sustenta.
Acabou a ingenuidade.
"Kléber não é Deus", Belluzzo...
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