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As lágrimas de Ceni secaram. E ele quer comemorar seus 40 anos como goleiro do São Paulo…

reuters90 As lágrimas de Ceni secaram. E ele quer comemorar seus 40 anos como goleiro do São Paulo...

No Ipatingão não houve espaço apenas para a frouxidão do Atlético Mineiro.

Outra vez o São Paulo deu uma lição de superação.

As viradas.

Empurradas por Rogério Ceni.

Outra vez, o goleiro mostrou sua influência no elenco.

Cobrou, animou, fez sugestões ao improvisado Sérgio Baresi.

Mas de uma maneira mais discreta.

Não mandou entrar Cléber Santana diante dos jornalistas como contra o Atlético Goianiense.

Mas foi fácil perceber no Ipatingão os olhares, os sinais trocados entre Ceni e Baresi.

Os dirigentes estão empolgados com o goleiro.

Ele passou por um período mais recluso, deprimido depois de quebrar o tornozelo no ano passado.

Ceni está de novo empolgado.

Dá palpite em tudo.

Tem liberdade e moral para isso.

E há os seus truques.

Afinal, ele tem 37 anos.

Ao contrário de Ronaldo, ele não vê dificuldade alguma em controlar sua alimentação.

E toma um complexo de vitaminas, aminoácidos, antioxidantes.

É o grande exemplo no elenco.

Carlinhos Neves tem de controlá-lo para que não treine a mais que o recomendado.

Mas não adianta, sempre faz questão de dar uma 'voltinha a mais', fazer uma seqüência além do combinado.

Ceni percebeu que conseguiu até melhorar o que costuma decair com a idade.

Seus últimos testes físicos mostram que a explosão muscular está surpreendente.

Perto de um atleta de 30 anos.

Com 20 anos de Morumbi, cada vez mais crescem os rumores de que antecipará a renovação de seu contrato.

Ele já é disparado o maior salário do clube.

Há uma lei silenciosa: nenhum jogador pode mais ganhar do que ele no São Paulo.

Fez mais de 900 partidas.

Está tão animado que se mostra disposto a quebrar a barreira dos 40 anos de idade.

Fazer mais de mil partidas.

Marcar mais de cem gols.

Um dos grandes segredos da recuperação do São Paulo é a volta da alegria de Ceni.

A dor pelo clube ter jogado fora a Libertadores mais fácil da sua história...

O medo de não ter outra vez essa chance...

O temor pela vergonha no Brasileiro...

Tudo isso passou.

As lágrimas de Rogério Ceni finalmente secaram...

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A autonomia do goleiro/técnico/dirigente Rogério Ceni no São Paulo…

reuters28 A autonomia do goleiro/técnico/dirigente Rogério Ceni no São Paulo...

Que tem dúvida de que há anos Rogério Ceni ajuda a escalar o São Paulo?

Foi comum o que aconteceu ontem no Morumbi, quando ele mandou Cléber Santana falar para Sérgio Baresi colocá-lo contra o Atlético Goianiense.

Comum dentro do grupo, do clube.

Ele tem autonomia, liderança e liberdade para fazer isso.

Só extrapolou falando diante da imprensa, porque não pensou duas vezes.

Esse tipo de atitude ele toma no vestiário.

Os treinadores que passam pelo Morumbi abrem sua sala para Rogério Ceni há muito tempo.

Foi assim com Oswaldo de Oliveira, Paulo Autuori, Leão, Muricy Ramalho, Ricardo Gomes.

Não deixaria de ser com o improvisado Sergio Baresi.

Ceni faz porque não consegue se controlar.

Ao longo dos anos, as pessoas esperam que ele se posicione.

Que aprove ou desaprove o time.

E troque ideias.

Ceni não é capitão por acaso.

Seu futuro no São Paulo está mais do que garantido.

Será o que quiser: dirigente ou treinador.

Mesmo que Andrés Sanchez suceda Juvenal Juvêncio.

Não é justo o massacre que Baresi está sofrendo.

Não foi desmoralizado com a intervenção de Ceni.

Ela sempre aconteceu.

Apenas a necessidade de vencer fez com que o goleiro perdesse a compostura.

Mostrasse o quanto tem poder no São Paulo.

E não há nada de errado nisso.

Tanto que os dirigentes nem pensam em cobrar, reclamar com o goleiro.

Pelo contrário.

Pensam até em agradecer.

Há muito tempo Rogério Ceni deixou de ser um mero goleiro na vida do São Paulo...

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O que o São Paulo ainda quer com Dagoberto, Miranda, Richarlyson, Cléber Santana e Jorge Wagner?

 amici+miei O que o São Paulo ainda quer com Dagoberto, Miranda, Richarlyson, Cléber Santana e Jorge Wagner?

Miranda, Dagoberto, Jorge Wagner, Cléber Santana e Richarlyson.

Jogadores que não conseguem render no São Paulo.

Os dirigentes sabem que eles sonham com uma transação.

Atuar em outro clube.

Miranda, Dagoberto e Richarlyson na Europa.

Jorge Wagner e Cléber Santana se contentariam até com a Série B.

E seguir o caminho de Marcelinho Paraíba que é tratado como rei no Sport.

Mas a paralisa cerebral que domina os dirigentes impediu as óbvias transações.

Quem frequenta o São Paulo sente que o quinteto é profissional.

Se aplica nos treinamentos.

Cumpre o que o treinador interino Sérgio Baresi manda.

Não reclama.

Não atrasa.

Mas também não derrama uma gota de sangue a mais pelo clube.

E tudo que o São Paulo está precisando nesta fase horrorosa é de dedicação, coração, alma.

Miranda chegou a assumir que a sua fase no clube tinha acabado.

Dagoberto deixou claro que sofria boicote de dirigentes do próprio clube.

Richarlyson já disse que não importa o que a própria torcida do São Paulo grite nas arquibancadas.

Jorge Wagner procurou duas vezes o presidente Juvenal Juvêncio para ir jogar no Bahia.

E Cléber Santana?

Finge que nada é com ele.

2010 estará marcado na história do São Paulo como o ano das decisões erradas.

A perda de tempo e energia com o Morumbi na Copa de 2014 foi imperdoável.

Assim como deixar Ricardo Gomes avisar que naufragaria com o time na Libertadores.

E realmente naufragar.

Essa inércia em nome de Paulo Autuori é inaceitável.

Ainda mais agora que acabou a desculpa.

O Morumbi não será nem caminho da abertura da Copa do Mundo.

Está na hora de Juvenal Juvêncio reagir.

Ou melhor será escrever acordar?

Lula. A justa homenagem ao Laudo Natel do Corinthians…

Governador Laudo Natel e l%C3%ADderes pol%C3%ADticos da %C3%A9poca Lula. A justa homenagem ao Laudo Natel do Corinthians...

Torcedor símbolo do Centenário é muito pouco.

A homenagem que o Corinthians fará nesta terça-feira às 18h30 ao presidente Lula é mínima.

Ele acaba de dar um estádio de verdade ao seu time de coração.

Todos sabem que no Parque São Jorge que foi ele quem sugeriu à cúpula da Odebrecht a construção do estádio corintiano para abrir a Copa do Mundo.

Que empreiteira não gosta atender o pedido de um presidente.

Até porque é um grande negócio.

Os R$ 520 milhões previstos para serem gastos em Itaquera voltarão à empreiteira de várias formas.

A primeira, na publicidade gratuita.

A segunda, nos camarotes.

A terceira, no nome do estádio que ela negociará com alguma empresa.

A quarta na grandiosidade da obra, a arena mais moderna de São Paulo, que abrirá a Copa do Mundo.

E que não ocorra a quinta: favorecimento nas futuras licitações por causa do estádio...

Mas voltemos à Lula.

Desde que saiu de Pernambuco e veio para São Paulo, ele se apaixonou pelo Corinthians.

Por coincidência, no início da sua vida política, travou amizade com a família de Andrés.

"Sempre fomos de esquerda, socialistas.

Nós demos bem de cara com o Lula", revelou o dirigente corintiano.

Os dois seguiram suas vidas e conseguiram os cargos que sonhavam.

A amigos são-paulinos, ele sempre questionou como o clube conseguiu o Morumbi.

E lembrava a participação do ex-governador de São Paulo, Laudo Natel, são-paulino apaixonado.

O político ajudou como pôde a que o Morumbi se transformasse no, na época, maior estádio particular do mundo.

Governador duas vezes do estado de São Paulo.

E presidente do São Paulo de 1958 a 1971.

Tinha o costume de acompanhar aos jogos sentado no banco de reservas.

Os rivais reclamavam da intimidação de Laudo aos árbitros que apitavam no Morumbi.

Já o Corinthians foi ridicularizado porque ao longo dos tempos, seus dirigentes prometia um estádio digno de sua torcida.

As promessas têm mais de 50 anos.

Começaram na década de 60.

"Existe uma sala onde estão guardadas as maquetes que os presidentes mostravam para a imprensa.

Era sempre a mesma coisa: promessas, fotos e nada da maquete vira estádio.

Sempre foi vergonhoso o que acontecia com o Corinthians", diz Andres.

Nem mesmo a parceria com a MSI, com o dinheiro russo conseguiu levantar uma casa para o clube.

Andres participou efetivamente desta aliança, foi vice de futebol de Kia Joorabchian.

E nem com o rio de dinheiro que vinha do Leste europeu saiu o estádio.

Mas agora não há como.

Um presidente do Brasil está por trás da construção.

O governador de São Paulo se comprometeu com o projeto.

Assim como o prefeito de São Paulo.

Até o presidente da CBF quer o estádio de pé, melhor do que o do 'inimigo' Juvenal Juvêncio.

Por isso vale a pena repetir.

Qualquer homenagem feita a Lula nesta terça-feira no Parque São Jorge será pequena.

Este homem fez o que parecia impossível.

O Corinthians terá um estádio digno de sua torcida.

Demorou cem anos.

Foi preciso um presidente da República se envolver de corpo e alma.

Até porque além de efetivar o seu amor pelo Corinthians...

Alguém imagina como corintianos agradecidos retribuirão ao sonhado estádio nas eleições de outubro?

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Rogério Ceni faz o impossível. Finge não ver a decadência do São Paulo. E sofre calado…

divulgação393 Rogério Ceni faz o impossível. Finge não ver a decadência do São Paulo. E sofre calado...

Mais uma vez ele conseguiu o quase impossível.

Marcou um gol e defendeu um pênalti.

Que goleiro do mundo não estaria sorrindo, dando cambalhotas, comemorando um fato raríssimo.

Não Rogério Ceni.

Por culpa dele o São Paulo não voltou ontem derrotado do Maracanã.

Em um fim de semana macabro para o clube, para Juvenal Juvêncio, com a confirmação definitivo da Copa do Mundo de 2014 para o Morumbi.

Rogério Ceni evitou que tudo ficasse pior.

E por que ele não sorriu, comemorou?

Por que o maior ídolo da história do São Paulo está decepcionado.

Com a falta de cuidado da diretoria com o time.

Ninguém vai arrancar nem sob tortura uma palavra dele sobre a falta de planejamento.

Sobre o improviso.

Do apoio irracional a um treinador que não estava dando certo.

Não respeitaram as suas lágrimas na eliminação da Libertadores.

Ele chorou pela inércia da diretoria.

Pela competição mais importante para o São Paulo jogada no ralo.

Se Juvenal não estivesse tão amarrado ao Morumbi veria que bastaria um pouco de atenção.

Faltou um golzinho só para o clube conquistar o direito de decidir a Libertadores...

Decidir o Mundial de clubes...

A substituição de Ricardo Gomes era algo nítido, pedido pelos conselheiros, sugerido pelos jogadores.

Mas o presidentes resolveu bancar a sua palavra dada ao treinador.

Não importando se o São Paulo perdesse a sagrada Libertadores.

E o mais previsível aconteceu.

O time foi eliminado da competição e Ricardo Gomes perdeu o emprego.

Ceni enxergava o cenário mas não abriu a boca.

Apenas chorou.

Agora é nítido também que ele não concorda com o absurdo da torcida cobrar o time.

Da diretoria abrir o Centro de Treinamento para os atletas receberam ameaças, serem xingados.

Nem por manter um treinador interino, que está aprendendo o que é dirigir uma equipe profissional com o São Paulo.

Nada contra Baresi, mas o passo é grande demais para qualquer um.

Só que Juvenal buscou a solução mais fácil.

O São Paulo se apequenou.

Acabou a pose.

Está pior do que o Corinthians na década de 70, onde os jogadores tinham medo dos torcedores.

E sob qualquer pretexto, os dirigentes usam a torcida como ameaça.

Rogério Ceni enxerga tudo, mas não abre a boca.

Só faz o que é possível e impossível para o time não perder dentro do campo.

É ótimo ter se casado com uma psicóloga.

Esse convívio ajuda na hora de conter o desabafo.

Ele e Mano Menezes são as pessoas mais frias e calculistas ao falar no futebol brasileiro.

Mas Ceni mostra sua indignação no tom de voz.

Isso fica claro para quem o conhece há anos.

Nos anos em que o São Paulo era respeitado e invejado por seu planejamento.

Essa era passou.

E Rogério Ceni sabe...

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Arena Itaquera abrindo a Copa 2014 em São Paulo. Vitória de Teixeira e Andres. Com empurrãozinho de Lula. Derrotado? Juvenal Juvêncio…

divulgação391 Arena Itaquera abrindo a Copa 2014 em São Paulo. Vitória de Teixeira e Andres. Com empurrãozinho de Lula. Derrotado? Juvenal Juvêncio...

Governo federal, Odebrecht, ameaça, medo de sobrevivência política, amizade de Andres Sanches e Lula.

E não ao Piritubão.

Esse coquetel de interesses fez com que a arena Itaquera vire a sede da abertura da Copa do Mundo em São Paulo.

Foi uma negociação amarrada, difícil.

Feita para atender os interesses de todos.

E principalmente, afastar de vez o Morumbi da Copa do Mundo.

Travar todo lobby político que Juvenal Juvêncio estava fazendo junto a deputados e senadores em Brasília.

Suas viagens à capital do Brasil eram constantes e travaram o próprio time do São Paulo.

Era uma questão de honra e muito dinheiro confirmar 0 Morumbi na Copa.

Só que a inimizade com Ricardo Teixeira e Andres Sanches foi um inimigo mortal.

O apoio de Juvenal à candidatura Fábio Koff ao Clube dos 13.

A vontade do dirigente são-paulino de formar uma liga independente da CBF foi a gota d'água.

Se o Morumbi fosse confirmado como estádio da abertura do Mundial de 2014 seria inteiro remodelado.

E para quem ficaria a arena ultramoderna com estacionamento e metrô na porta?

O São Paulo daria um pulo de 25 anos à frente dos rivais paulistas.

Principalmente o Corinthians.

A princípio surgiu a possibilidade da construção do Piritubão, novo estádio na cidade para a Copa.

Só que o prefeito Gilberto Kassab considerou um absurdo.

Havia o Morumbi.

A cidade não gastaria tanto dinheiro reformando o estádio são-paulino.

E deu a sua palavra a Juvenal que reverteria até o veto da Fifa.

Por isso foi para a África do Sul.

Conseguiu lá o apoio do do presidente Lula.

Este apoio acabou quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter disse a Lula que o Morumbi não seria usado de jeito nenhum.

E ponto final.

Enquanto isso, Andres Sanches e Ricardo Teixeira articulavam a possibilidade de fazer a abertura da Copa na nova arena corintiana.

Eles ficaram muito íntimos depois que Andres foi o chefe da delegação brasileira na África.

Kassab soube por Lula que o melhor seria desistir do Morumbi.

O governador Alberto Goldman também havia jurado publicamente que não apoiaria a construção de uma nova arena em Pirituba.

Goldman, Kassab e Teixeira tiveram uma primeira conversa em São Paulo e não chegaram a um acordo.

O presidente da CBF ainda pensava em Pirituba.

Mas Andres Sanches levou até ele o plano de construção da Arena corintiana proposto pela Odebrecht.

A cúpula da Odebrecht está realizando um pedido especial do presidente Lula.

Até para agradar também a candidata e possível presidente, Dilma.

Teixeira viu a realização dos seus sonhos.

E chamou Kassab e Goldman para uma reunião hoje no Rio de Janeiro.

Seu argumento é que o dinheiro da nova arena corintiana será privado.

E que não haverá Pirituba, como os dois queriam.

Tanto Kassab quanto Goldman estavam temerosos em relação ao futuro político.

Seus assessores insistiam em suicídio eleitoral se ambos fossem os vilões de São Paulo não abrir o Mundial.

Teixeira ameaça levar o jogo inaugural para Belo Horizonte.

A solução foi a perfeita para todos.

Principalmente para o Corinthians, para Andres Sanches.

Ele havia jurado que o Morumbi não abriria a Copa.

Chegou a pensar apoiar Pirituba.

Mas a oferta de Odebrecht a Lula de um novo estádio para o seu time de coração caiu do céu.

O estádio deverá ser construído para 60 mil pessoas.

Deverá custar R$300 milhões.

E ter o nome da construtora, pelo menos nos primeiros dez anos.

Isso e outros detalhes serão discutidos mais tarde.

O que vale é sobrevivência política de Kassad e Goldman.

O não ao Piritubão.

A vitória de Teixeira e Andres contra o Juvenal Juvêncio.

Do Corinthians sobre o São Paulo.

E Itaquera terá o Soccer City paulistano...

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Fernandão foi para a reserva porque não se chama Rogério Ceni…

reuters341 Fernandão foi para a reserva porque não se chama Rogério Ceni...

A barração de Fernandão tem explicação.

No seu registro de nascimento não está escrito Rogério Ceni.

Ele pensou que tivesse a mesma autonomia do goleiro do São Paulo.

Com a diretoria mais perdida do que Pelé dando bandeirada em GP de Fórmula 1, o atacante resolveu agir.

Começou a cobrar empenho de alguns jogadores.

Falou em comprometimento.

Respeitar o clube.

Muita gente não gostou, mas não falou nada diante dele.

E, erro maior, pensou que pudesse agir com Sérgio Baresi como cansou de fazer com Abel Braga.

Tentou questionar a maneira da equipe atuar.

No Inter, ele sempre teve espaço para trocar idéias com Abel.

Mas não deu muito certo.no Morumbi.

Além de Baresi não acatar as idéias de Fernandão, como atuar com três atacantes fixos, o técnico interino resolveu colocá-lo na reserva.

O recado estava claro.

Quem mandava na equipe era Baresi.

Fernandão não queria revolucionar, tomar o poder.

Percebendo como as coisas funcionam no São Paulo, o jogador resolveu mudar sua postura.

Será apenas mais um jogador.

Enquanto isso, a dividida diretoria busca novo treinador.

Paulo Autori ainda é o principal nome.

Mas, de maneira estranha, Juvenal Juvêncio diz a aliados que não tem pressa.

A preocupação mais imediata do clube é outra.

O encontro com Muricy Ramalho, Washington e líder Fluminense, domingo no Maracanã...

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A falta de comando do São Paulo consegue valorizar Luxemburgo e Cuca…

divulgação49 A falta de comando do São Paulo consegue valorizar Luxemburgo e Cuca...

O que está acontecendo com o São Paulo?

A diretoria perdeu o senso de vez?

Os dois maiores rivais de Minas Gerais resolveram protestar contra assédio aos seus treinadores.

Zezé Perrella e Alexandre Kalil deram entrevista hoje denunciando o clube paulista.

Cuca e Vanderlei Luxemburgo teriam sido sondados para trabalhar no Morumbi.

O vice-presidente do São Paulo se apressou em desmentir.

Disse que nenhum d0s dois interessa ao clube.

E que não houve nenhum contato do São Paulo.

Há muita coisa estranha no ar.

Muricy Ramalho já denunciou que um dia Cuca telefonou ao presidente Juvenal Juvêncio se oferecendo para tomar o seu lugar.

O mesmo Juvenal já deu sua palavra que enquanto fosse presidente Luxemburgo não treinaria o São Paulo.

Cuca está fazendo um trabalho no máximo mediano no Cruzeiro.

Não tem empolgado ninguém.

Foi vaiado na última derrota em Minas Gerais para o Vitória.

Luxemburgo é antepenúltimo colocado do Campeonato Brasileiro.

Sua campanha é assustadora.

Ganhou quatro partidas.

Empatou uma.

E perdeu dez jogos.

Sim...dez jogos.

Os maiores interessados na suposta sondagem do São Paulo seriam exatamente os treinadores.

Leco é um dos dirigentes que mais falam frases infelizes.

Ele classificou a denúncia como 'um delírio'.

Mas a desorganização que domina o São Paulo é tanta que abre brechas enormes.

Que pode levar a qualquer pessoa falar o que quiser.

E ser levada a sério.

É a atual incompetência administrativa do clube que proporciona essa dúvida que paira no ar no Morumbi...

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Rogério Ceni e Fernandão assumem o perdido São Paulo…

divulgação13 Rogério Ceni e Fernandão assumem o perdido São Paulo...

Virou motivo de chacota entre os dirigentes o que acontece no São Paulo.

Por anos, o clube teve a fama de ser o mais organizado do Brasil.

O que não se submete à pressão da torcida organizada.

A invasão permitida dos torcedores ao Centro de Treinamento.

A satisfação que os jogadores tiveram de dar.

As muitas e vexatórias explicações.

O pior ainda foram os gritos exigindo a volta do afastado Dagoberto.

E ele realmente ser reintegrado ao grupo que vai jogar hoje contra o Vasco.

O treinador interino Sérgio Baresi ficou sem ter o que fazer.

Ou melhor, como funcionário do clube cumpriu ordens e Dagoberto vai a campo.

O vice-presidente Leco vai sorridente à televisão e diz que é boa essa 'integração' entre jogadores e torcida.

Dois presidentes de clubes grandes do futebol brasileiro conversaram muito por telefone ontem.

E riram às custas do que está acontecendo no São Paulo.

Sem saída, sem apoio dos dirigentes ou um treinador de verdade, os jogadores tentarão se fechar.

As lideranças do grupo, Rogério Ceni e Fernandão, tentarão conduzir o time.

Agir como se estivessem sozinhos, sem comando.

Cobrar um do outro e tentar vencer o Vasco e quem vier pela frente como se fossem um time de amigos.

E não uma equipe profissional.

Tricampeã mundial e tricampeão da Libertadores.

Sem técnico, sem patrocínio, sem comando...

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O que está acontecendo com o São Paulo Futebol Clube? Andrés Sanchez insinua que já viu esse filme em 2007…

 O que está acontecendo com o São Paulo Futebol Clube? Andrés Sanchez insinua que já viu esse filme em 2007...

Nada no São Paulo acontece por acaso.

Nenhuma noviça pisa no Centro de Treinamento sem autorização do presidente Juvenal Juvêncio.

Quando mais de 50 torcedores não só entram quando passam o tempo xingando e ameaçando jogadores, há algo por trás.

Bastaram algumas míseras ligações e a confirmação de que a diretoria queria essa "dura".

Depois do vexatório comportamento contra o Corinthians. os jogadores teriam de ser cobrados.

Não da maneira elegante, sutil de Sergio Baresi.

Nem de Juvenal, que já se cansou de cobrar, xingar, dar socos na mesa.

Depois dos 3 a 0, acabou a proteção.

Que os jogadores sentissem a pressão verdadeira.

Dos torcedores.

E com eles não houve espaço para desculpas.

O time foi eliminado da Libertadores em casa nas semifinais.

Ninguém confiava em Ricardo Gomes, mas ele ficou até o clube ser eliminado da competição mais amada por seus torcedores.

Tudo porque Juvenal Juvêncio havia dado a sua palavra ao ex-treinador que permitiria sua saída antes do final da participação do São Paulo da Libertadores.

Um absurdo.

E agora não consegue reagir no Brasileiro.

É apenas o 15º colocado em 15 rodadas.

Campanha fraquíssima.

Sem criatividade ou competência para contratar um treinador de verdade, os portões do Centro de Treinamento foram abertos para os torcedores.

Na década de 70 as invasões dos torcedores ao Parque São Jorge também tinham as autorizações da diretoria.

A estratégia que o São Paulo utilizou foi ultrapassada.

Não são palavrões e ameaças que o time vai melhorar.

Os jogadores precisam de um comandante, um técnico profissional.

A hora não é de aprendiz.

Paulo Autuori é o desejo.

Antônio Lopes foi oferecido.

Empresários insistem em lançar o nome de Luxemburgo, técnico que seria vetado pelo próprio Juvenal.

Enquanto isso Miranda diz que seu ciclo está acabando.

Dagoberto deixa claro que a diretoria o quer longe do clube.

Jorge Wagner está acreditando ser melhor jogar na segunda divisão com o Bahia.

Marcelinho Paraíba diz que está feliz demais por haver deixado o São Paulo e estar na segunda divisão com Sport.

Juvenal Juvêncio continua voltando sua atenção para Brasília, tentando ainda fazer o Morumbi o estádio da Copa de 2014 por São Paulo.

Não há patrocínio fechado na camisa por conta da indefinição em relação à Copa.

Há muitos e muitos anos, o clube não estava tão conturbado, sem rumo.

Não é à toa que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, aconselhou o rival abrir o olho, para tentar fugir do rebaixamento no Brasileiro.

Sanches sabe muito bem o que diz.

Ele conhece o caminho.

Lembra bem de 2007...

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