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O São Paulo conseguiu o que muitos duvidavam. Breno está recuperado. Mérito de Milton Cruz, Muricy, Juvenal e Osório. Que o Botafogo siga o caminho e salve a vida de Jobson…

1spfc O São Paulo conseguiu o que muitos duvidavam. Breno está recuperado. Mérito de Milton Cruz, Muricy, Juvenal e Osório. Que o Botafogo siga o caminho e salve a vida de Jobson...
Foi necessária muita coragem. De Juvenal Juvêncio, Muricy Ramalho e Milton Cruz. Se Breno voltou a jogar futebol ontem, depois de quatro anos, foi o trio o responsável.

Milton Cruz estava muito preocupado. Acompanhou o jogador desde garoto. E sabia o quanto era sensível. Quando o zagueiro chegou ao Bayern de Munique, acompanhou sua desilusão. As contusões. A depressão.

Quando, alcoolizado, queimou sua mansão na Alemanha e foi preso por colocar em risco a vida de vizinhos, Breno estava isolado do mundo. Milton conversou muito com Muricy e Juvenal.

Sabia que Breno precisava de uma motivação. Não só para enfrentar os anos de cadeia. Mas para seguir vivo. Não cometer suicídio, por exemplo.

E foi assim que, por meio de familiares, chegou o recado. O clube não só o apoiaria financeiramente enquanto estivesse preso. Como ainda reservaria um contrato para ele ao ser libertado.

Foi essa notícia que o animou. Assim como os R$ 15 mil mensais que o clube brasileiro depositava em sua conta para auxiliar seus familiares, enquanto estivesse preso.

Vale lembrar que Breno foi vendido para o Bayern por 12 milhões de euros, cerca de R$ 45,8 milhões. Tinha apenas 19 anos. Não teve estrutura psicológica para enfrentar a radical mudança. Para ajudar teve falta de sorte nas contusões. Acabou encostado. E depois emprestado ao pequeno Nuremberg.

Lá estava readquirindo a confiança, titular do time. Foi quando rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito. Operado, entrou em profunda depressão.

Foi quando acabou queimando a própria casa, bêbado. Pegou três anos e nove meses de prisão. A intervenção de Milton, Muricy e Juvenal.

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"Se nunca mais ele jogar, mas sair com dignidade do que aconteceu, está ótimo. Queremos cuidar do ser humano. Ele fez mal para ninguém. A não ser para ele mesmo", disse Muricy. Mesmo preso, ele assinou contrato com o São Paulo até outubro deste ano.

Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro fizeram questão de seguir com o plano deixado por Juvenal. É aí que entra Osório. O treinador colombiano sucedeu Muricy Ramalho. Não tinha qualquer envolvimento emocional com Breno.

Só que teve uma atitude muito corajosa. Disse que havia visto partidas antigas do jogador e confiaria. Tinha a plena certeza que não ficaria apenas treinando no Morumbi. O queria em campo.

Breno chegou no Morumbi com um enorme desequilíbrio muscular. Na cadeia, ele exercitou muito mais a parte de cima do corpo. Seu físico estava mais para lutador de MMA do que de jogador de futebol. Também passou pelo processo de reeducação alimentar. E mais: foi avisado que provavelmente teria contusões por estar há muito tempo sem treinar para jogar futebol.

3gazeta O São Paulo conseguiu o que muitos duvidavam. Breno está recuperado. Mérito de Milton Cruz, Muricy, Juvenal e Osório. Que o Botafogo siga o caminho e salve a vida de Jobson...

Foi o que aconteceu. Mas Breno não esmoreceu. Continuou firme. Não faltando um dia sequer. Fez de seu retorno ao futebol sua principal missão na vida. O empenho foi tanto e, os resultados melhores do que os esperados, que logo renovou seu contrato até dezembro de 2017.

Osório teve muita coragem de reverter a lógica. Todos no São Paulo, inclusive o jogador, acreditavam que ele voltaria a atuar contra uma equipe menor neste Brasileiro. Ou na Copa do Brasil.

Nunca ontem, diante do Corinthians. Mas o treinador colombiano mostrou toda sua coragem. E emocionou muitas pessoas ao colocá-lo no clássico. Breno atuou como volante. Errou alguns passes, mas conseguiu outras antecipações, desarmou. Voltou.

Aos 25 anos, o jogador recomeçou efetivamente sua carreira.

Empolgado, ele sente que a vida lhe deu uma segunda chance. E antes de qualquer coisa, Breno garante que ficará longe da bebida. Fez o juramento que não beberá mais. Aconteça o que acontecer.

"Para os jogadores, bebida alcoólica é uma coisa complicada. Eu não coloco mais isso na minha boca, só eu sei como foi difícil o que eu passei. Pra mim foi muito difícil na Alemanha o idioma, era muito frio, os próprios alemães são difíceis de lidar, mas não é momento de lembrar disso."

O jogador aproveitou os microfones para se lembrar da família. Do exemplo que acabou dando.

"Sou um exemplo para os meus filhos. Sei o que fiz no passado, o que errei e paguei por isso. Tem de sair de cabeça erguida sempre, porque paguei por todos os erros e agora posso pensar em coisas boas. Como reestrear com a camisa do São Paulo. O acidente foi por conta de bebida, algo exagerado, saí de mim. Nunca tive problemas psicológicos."

 O São Paulo conseguiu o que muitos duvidavam. Breno está recuperado. Mérito de Milton Cruz, Muricy, Juvenal e Osório. Que o Botafogo siga o caminho e salve a vida de Jobson...

No mundo do futebol não há respeito por nada. Para quebrar o clima de superproteção que cerca Breno no Morumbi, Wesley e suas brincadeiras pesadas. Não perde a oportunidade de ironizar a prisão do companheiro. Acredita que o deixa mais descontraído.

"Sou tranquilo, não ligo de brincadeiras assim. Pode provocar, levo numa boa. Aqui mesmo brincam, o Wesley vive falando cadeia. Não ligo, acho até legal. Hoje mesmo o Wesley comentou: "Legal que o Breno vai dar coletiva, né? Até outro dia estava preso". É uma brincadeira sadia." Lógico que não é, mas Breno tem mostrado personalidade.

Osório ficou tão impressionado com sua técnica que pretende fixá-lo como primeiro volante. Acredita ser um desperdício como zagueiro. Ou seja, Breno precisará ficar ainda mais magro, melhor condicionado.

Mas esse desafio é mínimo diante de sua ressurreição. Valeu a pena a postura digna do São Paulo. Milton Cruz, Muricy, Juvenal, Aidar, Ataíde e Osório. Todos se juntaram e conseguiram resgatar Breno Vinícius Rodrigues Borges.

Agora, o jogador é um outro capítulo. Muito menos pesado.

O São Paulo Futebol Clube deu exemplo.

E que poderia ser seguido no Rio de Janeiro.

Mesmo calado, Robson grita por ajuda.

O Botafogo precisa ajudá-lo...
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Três bolas na trave. Pressão o tempo todo. Pênalti não marcado. Mas o São Paulo não aproveitou a covardia do Corinthians. No final, o injusto empate em 1 a 1 no Morumbi…

2reproducao3 Três bolas na trave. Pressão o tempo todo. Pênalti não marcado. Mas o São Paulo não aproveitou a covardia do Corinthians. No final, o injusto empate em 1 a 1 no Morumbi...
O São Paulo acertou três bolas na trave. Teve um pênalti não marcado no último lance do jogo. Quando Uendel desviou com a mão chute de Wesley. Contou também com a covardia tática de Tite como cúmplice. Seu Corinthians jogou a partida toda atrás, sem ambição. No final, o empate em 1 a 1 muito injusto. A equipe de Osório deixou escapar a chance de uma vitória importante no Morumbi.

"Se fosse a favor deles em Itaquera, seria pênalti, sem dúvida. O empate saiu com um gosto amargo. Fizemos por merecer a vitória, mas ela não veio. Não dá para sair feliz com esse 1 a 1", resumiu, revoltado, Luís Fabiano.

Osório aproveitou a semana de treinamentos e montou seu esquema predileto. Ousado, sem dúvida. Assumiu a responsabilidade de comandar o clássico. Fez o São Paulo tomar a iniciativa do jogo desde os primeiros minutos. Três zagueiros, cinco no meio de campo e dois atacantes. Liberou Bruno e Carlinhos como pontas.

Sabia que Tite iria montar sua equipe para contragolpear. E com todos seus jogadores atrás da linha da bola. O que deixava o Corinthians recuado demais. Por mais que fossem velocistas, Malcom e Luciano, estavam isolados de mais. De novo, o treinador corintiano mostrava covardia tática exagerada.

Tudo o que conseguiu foi oferecer espaço para o São Paulo pressionar, criar chances, ganhar confiança. Osório liberava Tolói e Lucão para ajudar na frente, como elemento surpresa. Com volume de jogo, o São Paulo criou chances e mais chances. Acertou três bolas na trave. Duas com Luís Fabiano em chutes com raiva e outra com leve desvio de cabeça de Centurión.

Mas o São Paulo tinha um defeito. A ansiedade em tentar marcar, deixava um grande buraco no meio campo. Sua marcação era frouxa, ao perder a bola na intermediária era desesperador. E o Corinthians aproveitou muito bem tanta liberdade.

3reproducao1 Três bolas na trave. Pressão o tempo todo. Pênalti não marcado. Mas o São Paulo não aproveitou a covardia do Corinthians. No final, o injusto empate em 1 a 1 no Morumbi...

Aos 21 minutos, Malcom deu um bom passe para Uenel. Ele driblou como quis Tolói. E cruzou para Luciano, livre pelo meio, marcar 1 a 0. Parecia que a partida contra o Atlético Mineiro se repetia. Quando o São Paulo criou, dominou, não fez. E acabou sofrendo o gol.

O time de Osório não ficou tão tenso quanto em Belo Horizonte. Conseguiu segurar os nervos. Até porque Tite depois da vantagem injusta, deixou o Corinthians ainda mais atrás. Era irritante a falta de coragem. Em vez de tocar a bola nas intermediárias, o time seguia com todos seus jogadores atrás e chutões.

É irritante pensar que o técnico corintiano sonha dia e noite com a Seleção. Como? Se contra um rival desesperado, sem entrosamento, ele monta sua equipe totalmente sem ambição. Se comporta com treinador de equipe pequena. Não havia o menor cabimento para o Corinthians ter jogado todo atrás.

Se Ganso tivesse um pouco mais de iniciativa, o São Paulo não sairia perdendo o primeiro tempo. Isso porque o Corinthians fazia duas linhas defensivas. Uma em cima da linha da sua grande área e outra na sua intermediária. Ninguém acompanhava o meia do São Paulo individualmente. Ele que fazia questão de encostar nos marcadores. Além da garra tradicional, faltava inteligência ao meia.

Quem jogou muito bem foi Luís Fabiano. Enfrentava no peito seus marcadores corintianos. Conseguia encontrar espaço para virar, chutar forte para o gol de Cássio. Se tivesse um pouco de sorte, seus dois chutes raivosos no primeiro tempo não teriam explodido na trave. Mas entrado.

O volume de jogo do São Paulo foi impressionante. No intervalo, todos esperavam alguma mudança tática no Corinthians. Mas ela não aconteceu. O mesmo medo, atraindo o rival para sua grande área.

Mas o castigo não tardou. Luiz Eduardo apoiando o ataque descobriu Luís Fabiano na entrada da área. Ele rolou para Centurión livre na esquerda. O chute não saiu forte. Cássio espalmou na direção de Luís Fabiano. O veterano atacante empurrou para as redes 1 a 1, aos dois minutos do segundo tempo. Foi o décimo gol contra o Corinthians, na carreira do jogador de 34 anos. Sua maior vítima, ao lado do Vasco.

1gazeta1 Três bolas na trave. Pressão o tempo todo. Pênalti não marcado. Mas o São Paulo não aproveitou a covardia do Corinthians. No final, o injusto empate em 1 a 1 no Morumbi...
O São Paulo partiu corajoso tentando a virada. E o Corinthians seguia obcecado. Querendo travar o ímpeto do rival. E mais nada. A mesma estratégia acovardada seguia no time de Tite. Osório queria ganhar o clássico. E liberou Bruno, depois Auro, na direita. E Carlinhos, depois Michel Bastos na esquerda.

O Corinthians se contentava em marcar. E não tinha saída de bola. Elias fez um dos seus piores jogos desde que voltou ao clube. Não acertava um passe. Irritado, tenso, nervoso. Jadson atuava como um volante de marcação. Malcom e Luciano também tinham de estar atrás da linha da bola quando o São Paulo começava a atacar. Estavam desgastados com tanta correria logo no início do segundo tempo.

Osório se sentia à vontade. A ponto de colocar Breno em campo depois de quatro anos. O jogador que chegou a ficar preso na Alemanha, voltava ao futebol profissional. O São Paulo cumpria sua promessa de recuperação do ser humano. Ele atuou no meio de campo, no lugar de Hudson. Errou muitos passes, está sem ritmo. Mas sua entrada foi significativa, simbólica.

O São Paulo seguiu pressionando, merecendo a virada.

Tudo ainda ficou pior para o Corinthians com a merecida expulsão de Felipe. Ele teve de apelar, depois de mais um erro infantil de Elias no meio de campo. Fez falta em Centurión e recebeu o segundo amarelo. O vermelho. Eram 37 minutos. Mais sufoco ainda à vista.

E aos 47 minutos do segundo tempo, Leandro Vuaden não marcou pênalti para o São Paulo. Em Belo Horizonte, Wilton Pereira Sampaio em jogada semelhante, assinalou a penalidade ao Cruzeiro. Marinho foi cruzar e Victor Ramos colocou braço esquerdo ao lado do corpo, aumentando seu raio de ação. Pênalti.

No Morumbi, depois de mais um lance de muito sufoco na área corintiana, a bola sobrou para Wesley. O chute saiu forte. E Uendel colocou seu braço aberto ao lado do corpo, aumentando seu raio de ação. Pênalti não marcado. Eram 47 minutos do segundo tempo. Erro imperdoável de Vuaden. O empate foi selado. O time de Osório merecia ter vencido.

Com o resultado, o Corinthians segue em segundo, atrás apenas do Atlético Mineiro. O São Paulo em sétimo. Mas com perspectivas diferentes. Se Tite seguir tão medroso fora de casa, seu time poderá despencar no restante do Brasileiro. Já o São Paulo está descobrindo que vale a pena ter coragem. E os nervos nos lugares. O time começa a renascer...
2ae8 Três bolas na trave. Pressão o tempo todo. Pênalti não marcado. Mas o São Paulo não aproveitou a covardia do Corinthians. No final, o injusto empate em 1 a 1 no Morumbi...

Boschilia é o sétimo no interminável desmanche no São Paulo. Mas as promessas de Aidar continuam valendo. Ele garantiu a conquista de um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Até 2017. Sua estratégia é bem estranha…

1ap1 Boschilia é o sétimo no interminável desmanche no São Paulo. Mas as promessas de Aidar continuam valendo. Ele garantiu a conquista de um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Até 2017. Sua estratégia é bem estranha...
"Eu quero construir a arena multiuso. Eu quero cobrir o Morumbi. Colocar a coroa. Já que o São Paulo é o 'soberano. Se é para ser pretensioso, vamos ser de uma vez. Vou por a coroa no rei."

"Nos três anos que o senhor for presidente do São Paulo, quantos títulos o clube vai ganhar?"

"Anote aí: um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Em três anos quatro títulos. Está bom?"

Esse foi o diálogo entre uma repórter da TV Bandeirantes e ninguém menos do que o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar.

A entrevista foi ao ar no dia 6 de maio de 2014. Gravada, com direito a sorriso, encarada, pose.

Um ano, três meses e um dia depois... O clube com Aidar não ganhou nada. Não teve capacidade de chegar sequer a uma final. O Morumbi continua 'velho e ultrapassado' como o dirigente mesmo definiu.

Pior. Acertou detalhes da saída do seu sétimo jogador. Aquele que seria o grande meia de futuro. O atleta que assumiria o lugar de Ganso como titular. Um dos pouquíssimos que empolgava a diretoria vindo da base. Boschilia.

O meia de 19 anos está indo para o Monaco. O São Paulo tem direito a 50% dos direitos do atleta. 20% é do jogador. E 30% da empresa Hard Zone, do ex-presidente do Guarani, Marcelo Mingone. Ele o repassou ao Morumbi por apenas R$ 600 mil, pouco antes de deixar a presidência. A negociação é razão de investigação em Campinas.

Os franceses conversam há mais de três meses com o vice presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro. Ele deixou claro que o São Paulo não abre mão de R$ 27 milhões por 50%. R$ 25 milhões ao clube. E R$ 2 milhões a intermediários. E assim que deverá ser feito. Com Mingone e o meia recebendo menos do que tinham direito. A transação sairá por 9 milhões de euros, cerca de R$ 34,9 milhões.

O meia já jogou 25 vezes pelas Seleções Brasileiras de base. Desde a sub 17 é convocado pela CBF. Tem mesmo um grande potencial. Mas Aidar e Ataíde não pensaram duas vezes em vendê-lo.

Ele será o sétimo jogador que Juan Carlos Osório perde. Fará companhia a Souza (Fenerbahçe), Denilson (Al Wahda), Paulo Miranda (RB Salzburg), Jonathan Cafu (Ludogorets), Ewandro (empréstimo ao Atlético-PR) e Dória (não teve empréstimo renovado). Ainda há esperança entre os dirigente que algum clube europeu leve Rodrigo Caio.

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As dívidas do clube estão batendo nos R$ 300 milhões. Na última reunião do Conselho Deliberativo, chegava a R$ 273 milhões.

O treinador colombiano está cada vez menos satisfeito. Ele sabe que foi enganado. Nunca ouviu nada a respeito de desmanche quando estava na Colômbia. Tinha certeza que chegava a um dos clubes mais poderosos não só do Brasil, mas da América do Sul.

Talvez, como a repórter, ouviu as promessas de Aidar de conquistas de Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial.

Só que a estratégia do presidente para essas conquistas é bem estranha. Primeiro atrasar salários e direito de imagem dos jogadores. Depois manter Muricy Ramalho adoentado, repetindo que ele seria o seu treinador até o último dia de mandato. Muricy é operado. Está recuperado. Só que Aidar decide contratar um técnico colombiano, dizendo que revolucionará o futebol brasileiro.

Depois mantém Luís Fabiano e Paulo Henrique Ganso, dois jogadores que assumiam querer ir para o México e nos Estados Unidos. Ataíde jura que não imitaria o 'Palmeiras de Gareca' e não contrataria colombianos. Nem se fosse Pelé. Contratou. Wilder Guisao. Reserva no Toluca.

Depois, Ataíde não quis Lugano. Mesmo com o uruguaio se oferecendo para jogar 'de graça'. Receberia o que o clube conseguisse levantar com publicidade. Sabe que é um ídolo para os torcedores. O vice preferiu contratar Luiz Eduardo, zagueiro de 28 anos. Ele estava no São Caetano disputando a Série D, a Quarta Divisão do Campeonato Brasileiro.

3ae8 Boschilia é o sétimo no interminável desmanche no São Paulo. Mas as promessas de Aidar continuam valendo. Ele garantiu a conquista de um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Até 2017. Sua estratégia é bem estranha...

Aidar pensou que revolucionaria o futebol mundial. Bolou um plano de colaboração para são paulinos ricos. Cada um deles deveria comprar cotas de atletas da base. O preço mínimo de cada cota, R$ 1 milhão. Em plena recessão, lógico que não apareceu qualquer interessado.

Há oito dias houve uma reunião no Conselho Deliberativo. Em vez dessa política de esmola, o empresário Abílio Diniz propôs a criação de um comitê de gestão. Nove pessoas de várias áreas determinariam o futuro do clube. O presidente ficaria abaixo delas.

Evidente que Aidar não aceitou a sugestão. Tudo o que Abílio Diniz conseguiu impor foi um CEO, espécie de diretor executivo, Alexandre Bourgeois. O presidente o contratou. E disse que estava procurando pessoas para comandar profissionalmente os departamentos de futebol, marketing, social, financeiro, os setores considerados estratégicos.

Mas no clube houve resistência à essa profissionalização. E na primeira oportunidade, Bourgeois começou a ser queimado. Na sexta-feira, ele resolveu acompanhar o treino no clube. E teria tirado fotos com os jogadores. Conselheiros ficaram revoltados com sua interferência no futebol, setor que não 'é dele'. E ainda se comportado como torcedor com os atletas. Só a muito custo Abílio Diniz evitou a demissão. Por enquanto.

A oposição, comandada por Juvenal Juvêncio, não colabora com Aidar. Pelo contrário. Mostra a cada reunião no Conselho Deliberativo que se fortalece. Já conseguiu travar o sonho da reforma do Morumbi. E segue revoltada com os rumos do futebol, principalmente com o desmanche. Mas pensa primeiro nela. E depois no clube. Sabota com gosto as ideias de Aidar.

4ae6 Boschilia é o sétimo no interminável desmanche no São Paulo. Mas as promessas de Aidar continuam valendo. Ele garantiu a conquista de um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Até 2017. Sua estratégia é bem estranha...

O São Paulo comemora um ano e um mês sem patrocínio master na sua camisa. As empresas sabem que o clube está rachado. Executivos da Under Armour ficaram assustados com o questionamento do contrato, principalmente o que foi pago de comissões. Não acreditaram quando ele apareceu publicado na imprensa.

O elenco, enfraquecido, traumatizado pelos atrasos. Luís Fabiano e Ganso continuam irritados por ter de seguir no clube. Diante desse cenário, Rogério Ceni confirmou que irá mesmo parar no final do ano. Com a dívida chegando nos R$ 300 milhões, a prioridade é vender jogadores e não comprar, para desespero de Osório.

O mandato de Aidar termina em 2017. E sua promessa de conquistas continua na memória de conselheiros e de torcedores do São Paulo.

"Um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial."

E o presidente será cobrado.

Bon voyage, Boschilia...

imagens da Internet

O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro…

1ae40 O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...
Foi bonito. Corajoso. Pressionar o líder do Brasileiro no seu estádio. Marcar a saída de bola com coragem. Ter 19 minutos de domínio. Luís Fabiano obrigado Vitor a fazer excelente defesa. Pato, livre, cara a cara, chutou fraquíssimo, nas mãos do goleiro atleticano.

O técnico Juan Carlos Osório disse que iria usar o jogo como parâmetro das pretensões do São Paulo no Brasileiro. Estava animado, feliz com o que via. Não tardaria para perceber que, na verdade, estava iludido.

Quando seu time parecia que iria marcar, veio o primeiro gol de Pratto, com muita sorte. Seis minutos depois, o argentino faria o segundo com muita qualidade. O terceiro, com oportunismo, demorou um pouco mais 17 minutos. Aos 42, a eficiência de Lucas Pratto voltaria a desequilibrar. E líder do Brasileiro marcava o terceiro e liquidava a partida. Pato ainda descontou no segundo tempo. Mas o Atlético Mineiro venceu por 3 a 1. Continua líder, só que agora abriu oito pontos do São Paulo, travado na quinta colocação.

"Foi ataque contra ataque. O São Paulo tem jogadores importantes. Mas fomos mais eficientes. Conseguimos marcar e saímos com essa importante vitória", dizia Lucas Pratto, confessando que, pela primeira vez na carreira, fez três gols em um só jogo.

"Temos qualidade para jogar. Jogamos assim contra um time bem entrosado. Podemos jogar contra qualquer time. Pena que não é todo dia que a gente tem um gramado assim bom para jogar. Mas a gente criou tudo o que tinha para fazer. Bateu bola na trave, bola para fora, o goleiro defendeu. Foi um jogo sem muita lógica", avaliou Rogério Ceni.

Osório mostrou muita coragem na montagem da equipe. Apostou em três zagueiros e com dois alas bem abertos. Cinco jogadores no meio de campo e Pato e Luís Fabiano na frente. Até parecia o 3-5-2 que Muricy Ramalho consagrou em vários títulos que conquistou no Morumbi.

A intenção do colombiano foi perfeita. Superpovoar o meio de campo, travar a troca talentosa de bola mineira. Ainda no nascedouro. Na intermediária atleticana. Foi um sufoco que realmente surpreendeu Levir Culpi. O time paulista foi muito superior no início do jogo.

Osório impediu a saída de bola com talento dos volantes mineiros. E comprou a briga como poucos sequer imaginaram. O grande problema foi que para tudo sair com perfeição, o seu time deveria fazer o primeiro gol. E tirar de vez a paz de espírito do líder do Brasileiro.

Chances apareceram. Luís Fabiano começou o jogo no ritmo do São Paulo, abrindo espaço, tabelando em velocidade, chutando a gol. Ele obrigou logo de cara Victor a uma excelente defesa, ao quatro minutos. Mas o lance capital aconteceu aos 17 minutos. Em um contragolpe, Michel Bastos deixou Pato livre, sem marcação.

O atacante desceu da intermediária, invadiu a grande área, sem ser perturbado chutou para o gol. Nem um pai, brincando com o filho de cinco anos, em uma manhã de domingo, não chutaria tão fraco. Lance ridículo para um jogador que recebe R$ 800 mil mensais. Victor se assustou até a lentidão da bola, que parecia mais recuada do que batida pelo principal atacante adversário.

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Enquanto isso, Levir tratou de reequilibrar seu time. Pediu para Thiago Ribeiro recuar para compor no meio de campo. Os mineiros passavam a jogar no 4-5-1. Sim, um esquema que primeiro marcava. Mas tinha condições de travar o 3-5-2 de Osório. Porque seu time está muito entrosado, confiante, eficiente.

E foi justamente a eficiência que mudou o rumo do jogo. Marcos Rocha se aproveitou do espaço que Reinaldo lhe proporcionou. Levantou a cabeça e fez excelente cruzamento para Lucas Pratto. O argentino se antecipou a Toloi e desviou a bola. Rogério Ceni ainda conseguiu o milagre. Mas a bola voltou e bateu no ombro do atacante e entrou. Gol do Atlético Mineiro, aos 19 minutos.

Como sempre acontece no atual São Paulo, sofrer um gol traz um peso, uma angústia transparente. A confiança se esvai. O time abaixa a cabeça. Se mostra fraco psicologicamente. E isso não se faz contra o líder do Brasileiro, diante da melhor equipe do país.

O castigo não tardou. Bastaram seis minutos. E outra vez os três zagueiros do São Paulo provaram que não valem por um bom. O excelente Giovanni Augusto desceu nas costas do improvisado Thiago Mendes e enfiou a bola entre Lucas Pratto e Lucão. Lógico que o argentino chegou primeiro. E, com muita qualidade, desviou para as redes de Rogério Ceni. 2 a 0, Atlético.

O São Paulo se perturbou mais ainda. Paulo Henrique Ganso, que havia começado bem a partida, sumiu. Michel Bastos também. Luís Fabiano deveria até ter sido substituído. Se irritou profundamente com o desenho da nova derrota. Perdeu o foco. Alexandre Pato corria de um lado e do outro, buscando a chance de finalizar. E ela veio.

Luís Fabiano brigou com a zaga e a bola dobrou limpa para Pato. O chute foi fortíssimo de dentro da área. Victor conseguiu uma ótima defesa. Logo em seguida, o veterano atacante serviu Ganso. O meia colocou a bola na trave. E no rebote, livre, Pato chutou fora. Inacreditável.

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Se Pato gostava de desperdiçar, Lucas Pratto, não. Hudson deu péssimo passe no meio de campo. A bola caiu nos pés de Giovanni Augusto. Ele deu outro passe perfeito. O argentino dominou e antes que a bola batesse no gol. 3 a 0 Atlético aos 43 minutos do primeiro tempo. sem hipocrisia, todos no Mineirão sabiam que o jogo estava decidido.

No segundo tempo, o São Paulo entrou para tentar ao menos descontar o placar. Só que quem mudou foi o Atlético Mineiro. Levir sabia que teria o contragolpe à disposição. Teve mesmo. Por isso, seu time passou a ter Carlos no lugar de Cárdenas. Para ganhar na velocidade o espaço que os paulistas dariam.

O São Paulo colocava Centurión para pelo menos ter mais correria na frente.O jogo ficou muito elétrico, com chances de lado a lado. Aos 13 minutos, um raio de esperança. Paulo Henrique Ganco descobriu Pato entrando por trás da zaga. Gol que animou um pouco o descrente Osório. 3 a 1.

O jogo seguiu aberto, com chances dos dois lados. Apesar da empolgante torcida atleticana implorar por Guilherme, Levir Culpi usou o bom senso. E fechou a intermediária. Tirou Thiago Ribeiro e colocou Danilo Pires. O Atlético já controlava mais o ímpeto do São Paulo.

O time de Osório já demonstrava o recorrente cansaço de fins de partida. E o placar se manteve. Com a torcida atleticana comemorando a manutenção da liderança do Brasileiro.

Foi um jogo suado, brigado. Que revelou várias situações. Entre elas que o São Paulo tem talento suficiente para jogar no ataque, seja em que estádio for. Mas desde que o time contrate um ou dois bons zagueiros de verdade. E já o Atlético precisa marcar mais forte, apesar da sina ofensiva da equipe.

A partida também serviu para diferenciar os rumos dos dois no Brasileiro. O Atlético quer quebrar o jejum de 1971. E o São Paulo já dará volta olímpica se chegar entre os quatros primeiros e chegar à Libertadores de 2016...
111 O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...

Exclusivo. Empresário de Ganso confirmou à diretoria do São Paulo. O meia quer ir para os Estados Unidos jogar no Orlando City, atuar com Kaká. Mas os dirigentes do Morumbi não aceitam vendê-lo…

1ae33 Exclusivo. Empresário de Ganso confirmou à diretoria do São Paulo. O meia quer ir para os Estados Unidos jogar no Orlando City, atuar com Kaká. Mas os dirigentes do Morumbi não aceitam vendê lo...
O empresário de Paulo Henrique Ganso, Giuseppe Dioguardi e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, se encontraram ontem. Assunto: o interesse do jogador em ir para os Estados Unidos.

"O Ataíde foi bem claro. O São Paulo não aceita vender o Paulo Henrique para o Orlando. Nós vamos respeitar. Ele tem gosta muito do clube. E tem ainda dois anos de contrato. Só que fiz questão de deixar muito claro ao vice presidente. o Ganso aceita sim ir jogar nos Estados Unidos. O Orlando City tem ótima estrutura. E ele ficou muito próximo do Kaká. Não vou negar que a proposta financeira é ótima. Os clubes se acertando, vai para jogar sim nos Estados Unidos. É mentira que só aceita ir para a Europa.

"A liga norte-americana tem grande potencial. E não para de crescer. Cada vez mais jogadores importantes estão indo disputá-la. Se o São Paulo tiver uma oferta também importante do City, o Ganso vai", me confirma, de forma exclusiva, Dioguardi.

O empresário garante que seu jogador não criará problemas no Morumbi.

"Fui direto com o Ataíde. O Ganso não vai brigar para sair do São Paulo. Se tiver de continuar, vai se aplicar ainda mais. Não vai sabotar o time. Isso apesar dele saber que tem um proposta que quase triplica o seu salário. Ele é maduro suficiente para acreditar no seu futebol. Outras virão. Não ficará criando caso. Ou mostrando seu descontentamento pela imprensa.

"Soube que o Orlando City retirou a proposta pelo Ganso. Tudo bem. A vida vai seguir. Só quero lembrar a todos que foi o Ganso quem quis vir para o Morumbi. Quando estava no Santos, tinha outras propostas. Seu sonhos com a camisa do São Paulo era conquistar títulos. Jogar em um grande time, com elenco forte. Para ganhar tudo no Brasil. Conquistar a Libertadores. Voltar à Seleção. E ele vai continuar acreditando, esperando por isso. Enquanto o seu contrato durar", completa o agente do jogador.

1spfc4 Exclusivo. Empresário de Ganso confirmou à diretoria do São Paulo. O meia quer ir para os Estados Unidos jogar no Orlando City, atuar com Kaká. Mas os dirigentes do Morumbi não aceitam vendê lo...

A proposta do Orlando City ao jogador era realmente altíssima. São nada menos do que 15 milhões de dólares, cerca de R$ 47,5 milhões por cinco anos de contrato. Três milhões de dólares por ano, cerca de R$ 9,8 milhões. O salário do meia passaria a cerca de R$ 791 mil se fosse jogar nos Estados Unidos.

"O Paulo Henrique tem apenas 25 anos. Quem falou que ele precisaria ficar aqui até o final de sua carreira? A Liga Norte-Americana está se fortalecendo. Jogadores saem daqui para jogar na Europa e vice-versa. Poderia acrescentar muito se viesse jogar no Orlando", disse Kaká à rádio Jovem Pan.

O veterano meia foi quem indicou Ganso a Flávio Augusto da Silva. Ele fez fortuna como dono da escola de inglês, Wise Up, e comprou o Orlando City. É dono e presidente. Flávio está profundamente irritado com a diretoria do São Paulo. Ele não aceita o calote que tomou.

A história toda é vergonhosa. O dirigente emprestou Kaká para atuar no São Paulo por empréstimo por seis meses. E em contrato estava muito claro as suas exigências. Este é o contrato.

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O clube brasileiro teria de pagar R$ 1,3 milhão ao jogador, como salários. O acordo previa dois amistosos entre São Paulo e Orlando. Em janeiro no Morumbi, como despedida de Kaká. E outro em fevereiro, nos Estados Unidos, para marcar a chegada da estrela. O Orlando ficaria com 80% do lucro dos dois jogos e o São Paulo com 20%.

Mais: o São Paulo se comprometia a dar ao Orlando City a renda líquida total da estreia de Kaká no Morumbi. Foi diante do Vitória, dia 10 de agosto de 2014. O Orlando ficaria com 20% da diferença da arrecadação do São Paulo com seu ídolo.

O clube paulista teria de mandar ao norte-americano documento provando o valor médio das receitas líquidas no Morumbi, antes da estreia do jogador. Teria dez dias para isso, a partir de 26 de junho. Se não fosse enviado no prazo, correria uma multa de 10 mil dólares, R$ 32 mil a cada 24 horas de atraso.

Tudo acertado. Mas nada pago. O jogador atuou pelo São Paulo normalmente. Mas o dinheiro não chegou ao Orlando City. E nem os amistosos foram confirmados. Pelas contas do clube norte-americano, o São Paulo deve R$ 13,9 milhões. Os americanos ofereciam o perdão dessa dívida, mais R$ 6 milhões pelos 32% dos direitos que o clube do Morumbi tem de Ganso. A proposta valeria até hoje. Mas o time norte-americano desistiu.

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O presidente Carlos Miguel Aidar mandou dizer que não estava preocupado. E que devia apenas R$ 1,7 milhão, a diferença das arrecadações. Ponto final. Se o Orlando City se sentisse lesado, poderia correr atrás do que acredita ser seu direito.

E os norte-americanos não procuraram a Fifa. Os norte-americanos, de forma geral, têm seus motivos para não confiar na entidade. Preferiu a justiça brasileira. A de São Paulo, onde está sediado o clube brasileiro. E na 27ª Vara está o processo. A cobrança de R$ 13,9 milhões.

Como o São Paulo não se manifestou diante da proposta do Orlando, em relação a Ganso, os norte-americanos garantem que ela não vale mais. Vai procurar outro meia. E quer seu dinheiro.

Só que a situação não é simples assim. O clube virou as costas para uma proposta do Flamengo, antes da Copa América. O clube carioca pagaria R$ 15 milhões pelos 32% que o São Paulo tem do meia. Agora, recusa R$ 19,9 milhões.

Ataíde e Aidar sabe de todo o dinheiro que Ganso deixará de ganhar. O meia tem apenas 25 anos. Seu contrato terminará em setembro de 2017. Pode muito bem seguir embolsando os seus R$ 300 mil mensais até lá. E depois ir embora de graça. Ficará com seus direitos com 27 anos.

A relação de Ganso e Osório não é nada boa. O treinador tentou se aproximar. Mesmo com inúmeras críticas ao meia, ele o manteve como titular. Teve várias conversas particulares com o jogador. Contra o Coritiba, ao ser substituído, ele se recusou a cumprimentar o treinador. E depois também não quis pedir desculpas diante do grupo.

Contra o Sport, na semana passada, teve uma expulsão infantil. Seu rendimento está muito abaixo do seu potencial. Está clara que a contratação não deu certo. Ganso não fez bem para o São Paulo. E o São Paulo não fez bem para Ganso.

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Enquanto isso, o dinheiro da venda de Souza foi retido pela justiça para o pagamento de Jorginho Paulista. Lúcio processa o clube por falta de pagamento. Assim como o Orlando City. Luís Fabiano havia deixado tudo acertado com o Cruz Azul do México. Aidar não quis liberá-lo gratuitamente, embora faltem apenas cinco meses para terminar seu contrato. A tendência é que o atacante espere e saia de graça em dezembro.

Não há dinheiro para comprar Dória, apesar do pedido de Osório.

O clube tem atrasado direitos de imagem constantemente. Chegou a ficar três meses e meio sem pagar. Baixou o preço dos ingressos até R$ 10,00 para levar seu torcedor ao Morumbi, estádio que o próprio presidente considera 'ultrapassado, velho'.

Conselheiros não param de questionar a comissão de R$ 18 milhões para o clube fechar com a fabricante de material esportivo, a Under Armour.

Esta é a forma de administrar de Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro...
 Exclusivo. Empresário de Ganso confirmou à diretoria do São Paulo. O meia quer ir para os Estados Unidos jogar no Orlando City, atuar com Kaká. Mas os dirigentes do Morumbi não aceitam vendê lo...

Ganso foi a gota d’água. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador…

1reproducao21 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...
Juan Carlos Osório se cansou. Embora tenha o apelido de Lorde não quer mais levar desaforo para casa. Seu medo é perder o comando do time. Michel Bastos, Centurión e Ganso já expuseram o treinador colombiano. O caso mais dolorido, que o irritou aconteceu domingo.

Osório se aproximou de Ganso na hora da troca. Queria cumprimentá-lo. Recebeu todo o desprezo do meia. O técnico não se conformou. Desde que chegou ao São Paulo ele vem sendo aconselhado até a colocar o meia no banco. Mas o colombiano enfrentou dirigentes e garantiu que Paulo Henrique tem potencial para ser um dos melhores jogadores não só do São Paulo, mas da Seleção.

Teve várias conversas com o jogador. Algumas públicas para deixar claro que o estava não só cobrando. Mas o incentivando a mostrar todo o potencial que Osório enxerga.

2spfc1 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

Mas ao ser ignorado no domingo, Osório explodiu. Quer uma postura mais firme da diretoria. O técnico entende que está sendo exposto ao ridículo. Daqui a pouco terá de pedir permissão para um jogador na hora em que desejar o substituir.

Ao contrário do que gosta de aparentar, o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não é tão enérgico quanto gosta de aparentar para a imprensa. Ele gosta de falar alto e dizer que a diretoria se impõe diante dos jogadores. Mas nos bastidores, o dirigente é conhecido por seu comportamento dócil, amigável. O que só incentiva essa postura desrespeitosa.

Osório é vivido. Está em um país estrangeiro. Não quer e nem vai comprar uma briga pública com ídolos de um dos grandes clubes brasileiros. Por isso tratou em entrevistas após os incidentes 'fazer o jogo'. Disse que não levaria para o lado pessoal e que estava buscando ganhar a confiança dos atletas. Mas o técnico não tem outra saída a não ser enfrentar os rebeldes.

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No São Paulo, desde Muricy adoentado, passando pelo interino Milton Cruz até Osório, os jogadores têm muito espaço. Reclamam, cobram, palpitam. Talvez seja a equipe no Brasil que os atletas tenham mais autonomia. A começar por Rogério Ceni. É muito comum o goleiro procurar companheiros desanimados, com problemas, irritados, tensos.

Foi ele quem controlou os nervos do time com os quase quatro meses de atraso de direito de imagem. Ele é mais procurado para conversas particulares do que Osório e Ataíde juntos. O presidente Carlos Miguel Aidar nem é levado em consideração. Sua postura elitista o afasta dos atletas. E ele gosta disso.

Osório ainda é novo neste cenário. Sabe da liderança de Rogério Ceni. Não tem como brigar. Estuda português de forma ensandecida. Quer ganhar a amizade, a cumplicidade dos atletas. Ele era adorado na Colômbia por sua parceria com todo o elenco do Atlético Nacional. Chorou na sua despedida. Assim como vários jogadores. Mas ainda está sendo tratado como um estrangeiro pelos jogadores do São Paulo.

Seus métodos são considerados surreais. Como definir o esquema tático adversário e o que deseja com chinelos. Antes da partida contra o Coritiba, ele fez questão de se intrometer no aquecimento dos jogadores. Protegeu a bola de Jonathan Cafu. Seus recados em canetas azuis e vermelhas também fogem do normal.

Ou seja, os jogadores do São Paulo estranharam. E não foram todos que o levaram profundamente a sério. A dificuldade de idioma e a sua docilidade natural acabaram por confundir.

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Diante da falta de gritos, palavrões, socos na mesa e chutes em garrafas de água, o elenco acredita estar diante de um técnico sem pulso. Por isso tanta coragem.

Se fosse alguém explosivo como Felipão, Michel Bastos não apontaria para o próprio peito e perguntaria 'Eu? Eu? Eu?'ao ser substituído. E falaria as belas palavras 'filho da p... do cara...' Ou Centurión usaria o twitter para lembrar que não é o Mister M. "Entrando do banco, para jogar dez minutos, nem o melhor jogador do mundo pode fazer magia." Ou Ganso não daria a mão para o truculento Scolari se ele o esperasse à beira do gramado?

Jogadores de futebol agem de maneira previsível. Ainda mais quando o assunto é indisciplina. Se Michel Bastos tivesse sido punido, o exemplo teria sido dado. Ou mesmo o argentino Centurión.

Osório não quer a oportunidade passe em relação a Paulo Henrique Ganso. O técnico pode se comportar como um lorde, ser erudito. Mas quer sua autoridade sendo levada a sério pelo time. Quer que Ataíde faça sua obrigação e puna Ganso. Repreensão para a imprensa e torcida acompanhar é pouco.

14 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

Porque se, pela terceira vez nada acontecer, o treinador colombiano poderá perder de vez o seu comando. Esse é o pecado mortal para qualquer técnico. Aí não tem chinelo, canetinha, livros de autoajuda que consertem.

A omissão já passou do suportáve.

Até quando os jogadores do São Paulo vão humilhar seu treinador?

Com a palavra Ataíde Gil Guerreiro.

Chega de tietagem.

Dirigente precisa se impor diante dos jogadores.

E preservar o treinador quer foram buscar na Colômbia.

Além do desmanche, oferecer guarida à indisciplina é inaceitável.

A hora de cobrar é agora.

Quando os salários e os direitos de imagem estão em dia.

O que infelizmente já virou raridade no Morumbi...
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Sem dinheiro, São Paulo seguirá o caminho que não queria. Repetir o que o Palmeiras fez com Gareca. E contratará colombianos para agradar Osório. Com o cuidado para não ‘rachar’ o elenco…

1ae24 Sem dinheiro, São Paulo seguirá o caminho que não queria. Repetir o que o Palmeiras fez com Gareca. E contratará colombianos para agradar Osório. Com o cuidado para não rachar o elenco...
"Não falo que mentiram para mim. Mas tampouco me falaram da situação econômica tão delicada do clube. Eu não sabia. É diferente. Não me enganaram, mas também não me disseram. Agora entendo melhor.

"Mas não pensava que o problema econômico era tão grande e que tínhamos de perder três jogadores ao mesmo tempo. Eu entendia um, mas três é muito difícil."

O desabafo de Juan Carlos Osorio tem toda razão de ser. Quando o presidente Carlos Miguel Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, foram até a Colômbia, desenharam um São Paulo inexistente. O clube continua com uma história maravilhosa. Com seis conquistas de Brasileiro, três Libertadores e três Mundiais. Sua camisa é respeitada no mundo todo. Mas seu presente financeiramente é lastimável.

Desesperados para contratar um treinador estrangeiro, de qualquer maneira, Aidar e Guerreiro se fixaram na infraestrutura do São Paulo. No trabalho com os garotos em Cotia, no atual elenco. E na possibilidade de reforçá-lo, seguindo indicações do treinador. O plano que os dirigentes apresentaram consta a briga por títulos do Brasileiro e da Copa do Brasil. A obrigatória classificação para a Libertadores de 2016. E a montagem de um grande time para o próximo ano.

Osório tinha nas mãos uma proposta do Cruz Azul. Time grande mexicano mantido por uma cooperativa de cimento fez uma proposta concreta ao técnico colombiano. Ela chegou até antes da do São Paulo. Mas trabalhar no futebol brasileiro era um velho sonho de Osório. Os mexicanos então decidiram contratar Sergio Bueno, que era técnico do Jaguares de Chiapa.

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Ao desembarcar no Morumbi, o treinador foi entendendo a realidade do clube graças a Milton Cruz. Soube que o clube estava com dois meses de salários atrasados. As dívidas passavam dos R$ 200 milhões. E jogadores seriam vendidos. Osório acreditou que apenas um sairia. Rodrigo Caio. O assédio do zagueiro/volante era muito forte. E ele acabou indo para o Valencia.

O técnico colombiano lamentou. Mas mal sabia que tudo apenas havia começado. Paulo Miranda acabou indo para a Áustria, comprado pelo Red Bull Salzburg. Quando Osório bufava, irritado. Foi embora, no dia seguinte, Denílson, para os Emirados Árabes.

Os R$ 54 milhões arrecadados não resolveram o endividamento são paulino. Pelo contrário. O departamento financeiro quer novas vendas. Até porque a saída do trio não foi suficiente para baixar a folha salarial de R$ 8 milhões para R$ 6 milhões, como era o sonho. Os três juntos ganhavam R$ 580 mil.

Um nome que Aidar e Ataíde torcem para ter uma boa proposta é Luís Fabiano. O veterano atacante de 34 anos foi oferecido a empresários com ligação com o Oriente Médio e com a China. O clube pretende se livrar dos R$ 550 mil mensais e ainda fazer algum dinheiro. Seu contrato termina em dezembro. O zagueiro Tolói também está à disposição. Se surgir interessados, o clube não colocará obstáculos.

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Diante do atual quadro, Osório conversou com Ataíde Gil Guerreiro e se queixou. O São Paulo não não pode enfraquecer tanto seu elenco. O treinador percebeu que poderia ser o grande prejudicado diretamente. Ele tem o apelido de Lorde, por ser muito educado. Mas não é nada bobo. Sabe que será ele quem a imprensa e os torcedores irão cobrar se o time passar a fracassar.

Por isso, já fez Ataíde Gil Guerreiro ter de repensar suas promessas. Em várias entrevistas, o vice garantiu que o São Paulo não iria repetir o que o Palmeiras fez com Gareca. E, de acordo com o dirigente, rachou o elenco do rival.

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"Fizemos um acordo com o Osorio e não vamos contratar ninguém da Colômbia. Nem o Pelé de lá. Queimaram o Gareca, que é bom técnico, porque trouxeram um monte de argentino (Allione, Mouche, Tobio e Cristaldo). Depois ele caiu porque encheu o time de argentino. Os (outros) jogadores acabam ficando contra. Então, nós combinamos que ele vai olhar o mercado brasileiro."

Mas quando um dirigente no Brasil se compromete com alguma coisa, costuma não cumprir. Com a desculpa que 'mudou o cenário', Ataíde já tem nas mãos o pedido de dois atacantes colombianos. Osório pediu jogadores que conhece e confia. Além de ter certeza que cumprirá seu contrato de dois anos, no mínimo, no Morumbi.

Mas o São Paulo deverá tentar, antes comprar, emprestar esses dois jogadores. Macnelly Torres foi pedido por Osorio assim que chegou. Meio campista ofensivo, de 30 anos, que está no Al-Shabab de Arabia. Mas como Ataíde, no mês passado não queria colombianos, o Atletico Nacional da Colômbia surgiu como interessado. E pode contratá-lo nas próximas horas.

A verdade é que Osorio não está contente com o que encontrou no Morumbi. Notícias leves, como as que ele está jogando futebol, comendo churrasco e bebendo caipirinha com Milton Cruz, servem como cortina de fumaça. O treinador não quer ter o mesmo destino de Gareca. Sabe, por exemplo, que será muito cobrado clássico de amanhã, contra o Palmeiras, no campo do adversário.

"Somos um bom time, mas é muito difícil para qualquer time no mundo substituir três jogadores. Estamos tratando, sou otimista do que podemos fazer. Mas não é uma equipe tão forte como era três semanas atrás", deixou bem claro.

A enorme diferença entre ele e Gareca é que Osorio não tem medo de avisar que o time pode fracassar. Não fica tentando agradar os dirigentes, como o argentino fazia. Esse foi o seu grande erro. Alimentou uma perspectiva que o Palmeiras não teve como corresponder.

E é bom Osório se preparar. O presidente Aidar não cansa de falar a conselheiros que o clube precisa de dinheiro. Para isso, não há jogador que não possa ser vendido. A prioridade é viabilizar o time. Não deixar atrasar mais salários ou direitos de imagem.

O treinador não pode fazer nada. A não ser lamentar não ter compreendido que estava vindo para um clube muito importante.

Mas tantas dificuldades financeiras...
5ae11 Sem dinheiro, São Paulo seguirá o caminho que não queria. Repetir o que o Palmeiras fez com Gareca. E contratará colombianos para agradar Osório. Com o cuidado para não rachar o elenco...

Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê-lo. Pelo menos até dezembro…

1reproducao24 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...
Arcar com as consequências. É o que resta a Alexandre Pato. Deu errado seu plano de se livrar do Corinthians. E também do São Paulo. O jogador buscou a justiça para ficar livre nesta janela de transferências. Sem o ônus de ter de pagar 10 milhões de euros, R$ 34,6 milhões, a qualquer clube brasileiro, os interessados pagariam apenas luvas e salários ao atacante. Dessa maneira se tornaria atraente. Principalmente para a Inter de Milão, onde já havia contatos.

Mas deu tudo errado para o atacante. A justiça considerou que ele não foi prejudicado com os dez meses de direito de imagem que o Corinthians atrasou. E pagou dois dias depois do processo instaurado. A alegação é que o jogador havia vendido há muito tempo seus direitos de imagem a uma empresa que não tem ligação alguma.

Quanto às ameaças dos vândalos das organizadas corintianas, de quebrar suas pernas, foram desprezadas. O Corinthians não teria nada a ver com a situação. O São Paulo também foi processado por dever três meses de direito de imagem. O clube pagou, a questão está resolvida. A sentença final será dada em setembro, portanto depois da janela de transferência para a Europa fechada.

Pato terá de cumprir seu contrato de empréstimo ao São Paulo até dezembro. E ainda ficar até o final de 2016 no Corinthians. Assim decretou a lei.

A situação do jogador no Morumbi ficou péssima. E no Corinthians, muito pior.

Carlos Miguel Aidar sabe muito bem que o atacante desejava ir para a Europa. E, de maneira ingrata, virava as costas ao clube que o apoiou quando queria de qualquer maneira deixar o Corinthians. Ele traiu a confiança dos dirigentes são paulinos com o processo.

2reproducao15 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Ele sabe o quanto a diretoria deseja negociar o veterano e caro Luís Fabiano. Juan Osório se mostrava disposto a apostar todas as fichas na sua fixação como titular. E apostando no potencial de artilheiro que via no atacante. Dando tudo certo, o São Paulo se preparava para tentar comprar seus direitos do Corinthians. Tudo isso ficou abalado com a postura do jogador.

No Corinthians o clima é de euforia. Se o clube perdesse na justiça Pato, por falta de pagamento, havia a certeza que outros atletas poderiam ir pelo mesmo caminho. Já que virou rotina o clube atrasar meses e meses de direito de imagem. E os salários passaram a ser pagos no limite. Como a legislação alega que, com 90 dias sem pagamento o atleta está livre do clube, o Corinthians passou a atrasar dois meses.

Esta situação constrangedora financeira vem do péssimo contrato com o Itaquerão. Todo o dinheiro gerado pela arrecadação está sendo drenado para o pagamento do estádio.

Os dirigentes corintianos sabem muito bem o que Pato comentou aos jogadores do São Paulo. Ele jurou que nunca mais atuaria pelo clube. Arrumaria uma maneira de ficar no Morumbi ou ir para a Europa. Mesmo tendo compromisso assinado até o final do ano. Ele se sentiu boicotado pelo elenco campeão mundial e da Libertadores. Tite deixou bem claro que não pediu sua contratação. E foi ameaçado pelos vândalos que invadiram o CT no ano passado.

A postura de Andrés Sanchez e Roberto de Andrade é ser a mais fria, calculista. O clube investiu R$ 43 milhões para tirá-lo do Milan. E precisa recuperar o máximo que puder da transação que consideram a pior de todos os tempos no Corinthians. Ambos adorariam vendê-lo já para a Europa, Arábia, China, Japão, Marte. Mas faltam interessados.

A tentativa de Pato em se livrar tanto do Corinthians como do São Paulo, acabou por unir as duas diretorias. Houve telefonemas entre os dirigentes. Eles seguiram pela mesma linha de raciocínio nas alegações para travar a saída do atleta.

1spfc Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Se o clube do Morumbi quiser ficar com o jogador até dezembro terá de pagar 10 milhões de euros, cerca R$ 34,6 milhões. Aidar já afirmou a companheiros de diretoria que não disponibilizará tanto dinheiro. Estava disposto a bancar entre seis e cinco milhões de euros. Parcelados. Ou talvez até colocar algum jogador como contrapeso. A atitude de Pato deixou tudo indefinido.

Carlos Miguel não quer desperdiçar ao menos o empréstimo do jogador. Osório acredita que ele será útil na missão de tentar ganhar o Brasileiro. Ou ficar com uma das quatro vagas para a Libertadores de 2016. Se ele for escalado contra o Avaí, completará sua sétima partida pelo clube no Campeonato Nacional. E não poderá sair para qualquer outra equipe brasileira. Como também estará sem a Europa, a sua postura será mergulhar de cabeça no São Paulo.

Pelas redes sociais, os torcedores são paulinos ficaram revoltados com o processo. Insistem pelo lado da ingratidão. Palavrões e ameaças são constantes. O jogador terá de se esforçar, dar o máximo para alterar essa situação. Afagos na camisa não serão suficientes.

É bastante provável que depois de uma conversa com Aidar e Osório, Pato dê uma entrevista. E se explique. Provavelmente dizendo que ele queria se livrar do Corinthians. Para ficar no São Paulo. E que o clube do Morumbi foi citado por força das circunstâncias, já que também devia dinheiro a ele.

3ae10 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Alexandre Pato conseguiu várias façanhas. Não obteve a carta de alforria para voltar à Europa. Sua esperança de retorno a Milão, cidade que ama, não se concretizou. Os contatos com a Inter de Milão cessaram com a perda do processo.

Aumentou e muito o ódio que os dirigentes corintianos nutrem do jogador. E que está ligado umbilicalmente até dezembro de 2016. Ainda decepcionou a direção do São Paulo, revoltou os torcedores tricolores.

Rogério Ceni e Michel Bastos estão liderando um movimento de apoio ao atacante. São realistas. Já que não sairá, que tenha todo o apoio enquanto pertencer ao São Paulo. O relacionamento de Pato com seus companheiros no Morumbi é excelente. Com exceção de Luís Fabiano, ainda magoado. Entendeu que, quando Alexandre garantiu que não ficaria mais na reserva, teria sido um recado direto a ele.

A tendência é o São Paulo tentar amenizar a situação até dezembro. Depois decidir o que fazer.Dependendo do que fizer dentro do campo. Dentro desse cenário, algo continua certo. Pato não quer jogar de jeito algum no Corinthians. Os dirigentes o querem longe. Só rendendo pelo menos uma parte dos R$ 43 milhões que gastaram com o jogador midiático. Aquele que o departamento da Nike garantiu que seria o 'maior ídolo brasileiro'...
1ae18 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians. Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu ‘projeto Brasil’ foi um fracasso…

1agenciacorinthians Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...
Alexandre Pato fará 26 anos em setembro. Para o jogador de futebol moderno, com mercado internacional, essa é uma idade limite. O seu 'projeto Brasil' foi um fracasso. Suas pretensões eram altas. Traçadas com seu empresário Gilmar Veloz e Barbara Berlusconi, então sua namorada. E com o aval da Nike.

Barbara sabia da profunda crise financeira do Milan. Tinha informações privilegiadas, filha do ex-primeiro ministro italiano e dono do clube, Silvio Berlusconi. Não havia condições de montar esquadrões, capazes de dominar o mundo. O melhor para a carreira de Pato seria 'dar um passo atrás', se firmar na Seleção Brasileira e voltar à Europa, defendendo um grande clube. Talvez até o próprio Milan, recuperado.

O projeto era de três anos. 2013 volta a um grande clube popular brasileiro, ser titular da Copa das Confederações. Em 2014, disputar uma grande Copa do Mundo. E, no máximo, no meio de 2015, desembarcar de volta ao Velho Continente.

De forma discreta, o departamento de marketing da Nike apresentou o projeto ao Corinthians. O clube já havia conquistado a Libertadores e iria disputar o Mundial. Mas não tinha uma estrela midiática. No final de 2012, Pato tinha esse perfil. O acordo foi selado e Andrés Sanchez e Gobbi investiram R$ 43 milhões para ter o jogador. Foi a transação mais cara do futebol brasileiro. Nenhum clube gastou tanto para repatriar um atleta.

2reproducao9 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Tite e os jogadores campeões mundiais rejeitaram o jogador. O treinador teve de suportar a chegada de uma peça fundamental que não pediu. Seu desempenho pífio o tirou da Copa das Confederações. E também foi descartado da Copa do Mundo, Felipão acredita que ele não tinha futebol e nem personalidade para tanta pressão.

Em meio a essa sucessão de fracassos, Pato rompeu com Barbara. A herdeira de uma fortuna avaliada pela Forbes, de pelo menos 5 bilhões de euros, cerca de R$ 17,4 bilhões, era mais importante do que parece. Além de parceira, seis anos mais velha e mãe de dois filhos, Berlusconi dava estabilidade psicológica ao imaturo atacante. No Corinthians todos se lembram o quanto ele ficou abalado com o final do relacionamento.

O fim do namoro representou a impossibilidade de volta ao Milan. Tudo foi estava demolindo na vida de Pato. Sua relação com o Corinthians estava péssima. Ficou desesperado quando houve a invasão do CT pelar organizadas no início de 2014. No vestiário, segurando um armário contra a porta para evitar que os torcedores entrassem, o jogador ouviu as ameaças. Eles juravam que iriam quebrar as suas duas pernas, enquanto chutavam a porta e xingavam. Só quando a polícia chegou, a situação absurda acabou.

Mas Pato avisou seu empresário que iria sair de qualquer maneira do Corinthians. Foi quando houve a troca com Jadson. E ele foi para o São Paulo. Mal chegou, avisou os companheiros que não voltaria de maneira alguma para o Parque São Jorge.

Os dirigentes corintianos souberam dessa decisão de Pato. Mal ele saiu, estourou a crise financeira com o Itaquerão. O dinheiro começou a rarear. E a diretoria no Parque São Jorge decidiu, Pato seria o último a receber seu dinheiro. Seu salário é de R$ 800 mil: metade paga pelo Corinthians e os outros R$ 400 mil com o São Paulo. Os atrasos começaram a ser uma constante.

2ae7 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Foram dez meses de atraso do Corinthians. Somados, chegam a R$ 4 milhões. O São Paulo também enfrenta sua crise financeira. E deixou de pagar há três meses os direitos de imagem de Pato. A direção do Morumbi dividiu, são R$ 300 mil de salários e R$ 100 mil em direitos de imagem.

Já havia a suspeita que Pato e seu empresário articulavam entrar na justiça contra o Corinthians. Alegando o atraso, eles querem a reintegração total dos seus direitos. Só que foram além, processaram também o São Paulo. Eles desejam não só a liberdade, mas o dinheiro que pertenceria ao atacante.

A cúpula são paulina não esperava também ser processada pelo jogador. É uma desmoralização dos dirigentes. E pode servir como exemplo para outros atletas. Carlos Miguel Aidar está revoltado com a postura do jogador.

O plano de Pato não é apenas se livrar do Corinthians, com quem tem contrato até o final de 2016. Mas também do São Paulo, cujo empréstimo se encerra no final do ano.

O jogador quer voltar para a Europa. O mais rápido possível. O sonho é nesta janela de meio do ano. Haveria contatos com equipes médias, pequenas. Com 25 anos e dono dos seus direitos, pelo que fez no passado, poderia se encaixar.

3ae7 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Alexandre Pato é um atleta introvertido. Vaidoso, gosta de fotografias, mas detesta conflitos. Aconselhado por seu empresário, decidiu enfrentar, comprar briga no São Paulo. Não aceitaria passivamente mais a reserva de Luís Fabiano. Reclamou publicamente. Complicou o ambiente para Milton Cruz, que estava interinamente comandando o time. O novo treinador, o colombiano Osório, aposta mais no veterano atacante que no midiático Pato.

A briga pública, na Justiça, vai seguir. Não há mais como voltar atrás. A direção corintiana garante que não irá abrir mão do jogador. Quer tentar reaver pelo menos parte dos gastos absurdos com ele. A direção do São Paulo reagiu como se recebesse um balde de água fria. Não esperava esta reação do atacante.

A explicação para Pato processar também o São Paulo vai além de querer voltar à Europa. Ele ficou decepcionado ao ouvir o próprio Carlos Miguel Aidar dizer que, para continuar no Morumbi, o jogador teria de aceitar ganhar metade do seu atual salário. Ou seja, 'apenas' R$ 400 mil. O dirigente, sem sutileza alguma, deixou claro que o jogador está ganhando o dobro do que merece.

Quando procurou a justiça, Pato e Gilmar Veloz sabiam o que estavam fazendo. Eles querem o rompimento com o futebol brasileiro. Terão de 22 de junho a 21 de julho para encontrarem um novo clube europeu. A aposta foi alta. Ambos sabem, se não der certo a briga na justiça e a transferência, o ambiente ficará insuportável não só no Parque São Jorge. Mas também no Morumbi.

Aidar é vaidoso e não aceita jogador cobrando dinheiro do São Paulo em público, nos tribunais...

Pato não se importa. Ele sabe que precisa dar uma reviravolta na carreira. Seu 'projeto Brasil' foi um fracasso...(Dois dias que o jogador entrou na Justiça, a diretoria do Corinthians se apressou em pagar os R$ 4 milhões que devia a Pato. "Foi má fé", garante João Henrique Chiminazzo, advogado do jogador. O processo vai continuar. Até porque como o blog já cansou de informar, ele alega que não pode ter ligações com o Corinthians por sua integridade física. Lembrou das ameaças dos torcedores organizados que invadiram o CT de Treinamento e ameaçaram quebrar suas pernas...)
5ae4 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está ‘quase’ contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o ‘técnico dos sonhos’…

1ap7 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...
Carlos Miguel Aidar tem um modo muito peculiar de trabalhar. Sempre que há uma notícia que o interessa, aciona um intermediário para a espalhar para alguns jornalistas. Com detalhes que são favoráveis ao dirigente. Como o acordo de cinco anos para a norte-americana Under Armour substituir a brasileira Penalty, que criou problemas com Rogério Ceni. Serão R$ 122 milhões por cinco anos, comemorava Aidar.

Só que o dirigente se esqueceu de citar a maravilhosa comissão de R$ 18 milhões com o intermediário dessa negociação. Como ele se chama? "Ah...É um rapaz chamado Jack, da empresa Far East, de Hong Kong", respondeu o vice de marketing Douglas Schwartzamann. Assim mesmo, um 'rapaz chamado Jack'.

Aliás, comissão na gestão Aidar é algo muito interessante. O São Paulo esteve para dar 20% de comissão para Cinira Maturana, namorada do próprio presidente. Vale lembrar a nota divulgada pela própria Puma.

(...)Em 28 de agosto de 2014, a marca foi informada pelo SPFC que havia sido a vencedora da concorrência para o patrocínio e fornecimento de material esportivo do clube. No mesmo dia, os representantes do SPFC e da PUMA assinaram o acordo, que passaria a vigorar assim que terminado, de forma antecipada ou não, o contrato do atual fornecedor de material esportivo. A Sra. Cinira Maturana esteve presente em algumas reuniões tão somente como convidada do presidente do clube.
Este acordo previa o respeitoso término do contrato do atual fornecedor de material esportivo, uma vez que a PUMA sempre respeita os contratos vigentes dos seus concorrentes.
Somente depois de assinado o acordo, a pedido do presidente do clube, a Sra. Cinira Maturana foi indicada como pessoa de contato para a transição entre o fornecedor atual do clube e a PUMA. (...)

Por coincidência, o acordo foi desfeito depois que a notícia vazou para a imprensa.

Comissão é algo muito peculiar de verdade no Morumbi. Há uma semana o clube, que deve salários e direito de imagem aos seus jogadores, teve de pagar R$ 2.495.585,55 à Prazan Comercial Ltda. A Justiça determinou essa quantia de comissão que não foi paga pela contratação de Jorginho Paulista, em 2002.

"Não me lembro. Foi em 2002, já faz 13 anos. Comissão no futebol é a coisa mais banal. Por algum motivo, que não me lembro, não foi pago." Foi desta maneira que, Carlos Augusto Barros e Silva, se explicou. O atual presidente do Conselho Deliberativo era diretor de futebol do clube. E ele simplesmente não se lembra de não ter pago a "coisa mais banal do futebol" quando contratou Jorginho Paulista. Agora, ele se lembrou.

Para mudar o foco desse assunto desagradável, os intermediários de Carlos Miguel voltaram à carga. Passaram a informação que o presidente foi para a Colômbia contratar o seu 'técnico dos sonho', Juan Carlos Osório.

Muito irônico. Aidar é um homem de muitos sonhos. Principalmente com técnicos estrangeiros. Primeiro o homem talhado para comandar o São Paulo o português André Villas-Boas. O ex-auxiliar de José Mourinho, técnico do vitorioso Porto, do Chelsea, do Tottenham. Ele estava com problemas no Zenit da Rússia.

2ap2 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...

O presidente são paulino era só sorrisos ao falar do português a conselheiros. Mas sua fisionomia mudaria quando André avisou o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro que mudara de ideia. Iria seguir na Europa. Provavelmente no Zenit. Tudo teria sido resolvido. Tanto parece ser verdade que seu time acaba de ser campeão russo.

Depois, o desejo passou a ser o argentino Jorge Sampaoli. O dirigente tinha a convicção que ele abandonaria a Seleção Chilena para trabalhar no Morumbi. Soube que não. Então esperaria pelo final da Copa América disputada no próximo mês no país andino. Não adiantaria. Sampaoli confirmou que ficará comandando o Chile na Copa de 2018.

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Depois veio a interminável saga Alejandro Sabella. O ex-treinador da Seleção Argentina, vice campeão do mundo. E desempregado. Deveria ser fácil convencê-lo a vir. Ele já atuou no Grêmio, foi assessor de Passarella no Corinthians. Fala muito bem português. Só que Sabella avisou. Quer trabalhar na Europa. De preferência na Inglaterra. A imprensa portenha sabia dessa preferência desde o final da Copa de 2014, quando Sabella não quis seguir comandando os argentinos.

Mas a cúpula do São Paulo e os assessores de Aidar continuaram insistindo. Sabella iria ceder. Não aceitou trabalhar no Morumbi. Mas o clube não poderia ficar por baixo. E divulgou que 'cansou de esperar'.

Agora, Aidar e seu vice Ataíde Gil Guerreiro foram para a Colômbia. Antes, representantes do São Paulo já haviam conversado com Juan Carlos Osório. O treinador do Atletico Nacional virou o novo 'técnico dos sonhos' e homem que revolucionará o futebol brasileiro.

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O presidente são paulino oferece um tapete vermelho ao colombiano. Se aceitar o convite, ele comandará todo o futebol do clube. Desde os garotos de Cotia. Adotará o trabalho que já faz com o Atletico Nacional e que segue o padrão europeu. Sob sua vigilância, todas as equipes de base jogarão taticamente como o time principal. Para que as jovens promessas não estranhem quando forem encorporadas aos profissionais.

Tempo não faltaria para colocar suas ideias em prática. A primeira ideia de Aidar é oferecer emprego ao colombiano até abril de 2017, quando termina o seu mandato. Sem falar na enorme possibilidade de o dirigente concorrer a mais três anos de poder, até abril de 2020, se vencer nova eleição.

Os informantes de Aidar insistem que foi Kaká o responsável pela escolha do colombiano. Ele alertou o presidente depois da eliminação do São Paulo da Sul-Americana no ano passado. O adversário foi Atlético Nacional. O veterano meia teria ficado impressionado pela variação tática do adversário, típica de clube europeu de ponta.

O currículo de Osório impressionou a cúpula são paulina. Ele foi auxiliar técnico por cinco anos do Manchester City. Ele é pós-graduado em futebol na Universidade de Liverpool. Como treinador foi campeão norte-americano com o New York Red Bull. Venceu quatro campeonatos colombianos. Um com o Once Caldas e três com o Atletico Nacional. Foi sondado para treinar a Costa Rica. E também interessa o Cruz Azul do México.

Osório é um treinador disciplinador, muito estudioso. Tem como característica a intensidade, a dedicação tática dos jogadores que dirige. É abertamente inspirado no futebol europeu. Tem influências alemãs, inglesas e espanholas. Costuma acompanhar as partidas com um bloquinho, onde anota, durante os 90 minutos, os erros do time. E tem muita personalidade. É exigente, firme com os atletas.

No Morumbi, se dá como praticamente certa a contratação. Aidar não divulgaria à toa sua viagem até Medellín. Mais um fracasso seria vexame enorme. O dirigente sabe muito bem disso. E há conselheiros otimistas garantindo que ainda hoje, a contratação deverá ser anunciada. Os dirigentes do Atletico Nacional querem uma compensação financeira para liberá-lo. Seu contrato vai até 2017.

Osório é agora o técnico dos 'seus sonhos'. Como já foram André Villas-Boas, Sampaoli, Sabella. Ou seja, o colombiano é a quarta opção depois da saída de Muricy. Os quatro com perfis completamente diferentes. O que só mostra a falta de rumo de Aidar.

Mas esse detalhe não interessa ser divulgado. Assim como o estranho problema que persegue o São Paulo: essas 'banais' comissões milionárias nas negociações...
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