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Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está ‘quase’ contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o ‘técnico dos sonhos’…

1ap7 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...
Carlos Miguel Aidar tem um modo muito peculiar de trabalhar. Sempre que há uma notícia que o interessa, aciona um intermediário para a espalhar para alguns jornalistas. Com detalhes que são favoráveis ao dirigente. Como o acordo de cinco anos para a norte-americana Under Armour substituir a brasileira Penalty, que criou problemas com Rogério Ceni. Serão R$ 122 milhões por cinco anos, comemorava Aidar.

Só que o dirigente se esqueceu de citar a maravilhosa comissão de R$ 18 milhões com o intermediário dessa negociação. Como ele se chama? "Ah...É um rapaz chamado Jack, da empresa Far East, de Hong Kong", respondeu o vice de marketing Douglas Schwartzamann. Assim mesmo, um 'rapaz chamado Jack'.

Aliás, comissão na gestão Aidar é algo muito interessante. O São Paulo esteve para dar 20% de comissão para Cinira Maturana, namorada do próprio presidente. Vale lembrar a nota divulgada pela própria Puma.

(...)Em 28 de agosto de 2014, a marca foi informada pelo SPFC que havia sido a vencedora da concorrência para o patrocínio e fornecimento de material esportivo do clube. No mesmo dia, os representantes do SPFC e da PUMA assinaram o acordo, que passaria a vigorar assim que terminado, de forma antecipada ou não, o contrato do atual fornecedor de material esportivo. A Sra. Cinira Maturana esteve presente em algumas reuniões tão somente como convidada do presidente do clube.
Este acordo previa o respeitoso término do contrato do atual fornecedor de material esportivo, uma vez que a PUMA sempre respeita os contratos vigentes dos seus concorrentes.
Somente depois de assinado o acordo, a pedido do presidente do clube, a Sra. Cinira Maturana foi indicada como pessoa de contato para a transição entre o fornecedor atual do clube e a PUMA. (...)

Por coincidência, o acordo foi desfeito depois que a notícia vazou para a imprensa.

Comissão é algo muito peculiar de verdade no Morumbi. Há uma semana o clube, que deve salários e direito de imagem aos seus jogadores, teve de pagar R$ 2.495.585,55 à Prazan Comercial Ltda. A Justiça determinou essa quantia de comissão que não foi paga pela contratação de Jorginho Paulista, em 2002.

"Não me lembro. Foi em 2002, já faz 13 anos. Comissão no futebol é a coisa mais banal. Por algum motivo, que não me lembro, não foi pago." Foi desta maneira que, Carlos Augusto Barros e Silva, se explicou. O atual presidente do Conselho Deliberativo era diretor de futebol do clube. E ele simplesmente não se lembra de não ter pago a "coisa mais banal do futebol" quando contratou Jorginho Paulista. Agora, ele se lembrou.

Para mudar o foco desse assunto desagradável, os intermediários de Carlos Miguel voltaram à carga. Passaram a informação que o presidente foi para a Colômbia contratar o seu 'técnico dos sonho', Juan Carlos Osório.

Muito irônico. Aidar é um homem de muitos sonhos. Principalmente com técnicos estrangeiros. Primeiro o homem talhado para comandar o São Paulo o português André Villas-Boas. O ex-auxiliar de José Mourinho, técnico do vitorioso Porto, do Chelsea, do Tottenham. Ele estava com problemas no Zenit da Rússia.

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O presidente são paulino era só sorrisos ao falar do português a conselheiros. Mas sua fisionomia mudaria quando André avisou o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro que mudara de ideia. Iria seguir na Europa. Provavelmente no Zenit. Tudo teria sido resolvido. Tanto parece ser verdade que seu time acaba de ser campeão russo.

Depois, o desejo passou a ser o argentino Jorge Sampaoli. O dirigente tinha a convicção que ele abandonaria a Seleção Chilena para trabalhar no Morumbi. Soube que não. Então esperaria pelo final da Copa América disputada no próximo mês no país andino. Não adiantaria. Sampaoli confirmou que ficará comandando o Chile na Copa de 2018.

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Depois veio a interminável saga Alejandro Sabella. O ex-treinador da Seleção Argentina, vice campeão do mundo. E desempregado. Deveria ser fácil convencê-lo a vir. Ele já atuou no Grêmio, foi assessor de Passarella no Corinthians. Fala muito bem português. Só que Sabella avisou. Quer trabalhar na Europa. De preferência na Inglaterra. A imprensa portenha sabia dessa preferência desde o final da Copa de 2014, quando Sabella não quis seguir comandando os argentinos.

Mas a cúpula do São Paulo e os assessores de Aidar continuaram insistindo. Sabella iria ceder. Não aceitou trabalhar no Morumbi. Mas o clube não poderia ficar por baixo. E divulgou que 'cansou de esperar'.

Agora, Aidar e seu vice Ataíde Gil Guerreiro foram para a Colômbia. Antes, representantes do São Paulo já haviam conversado com Juan Carlos Osório. O treinador do Atletico Nacional virou o novo 'técnico dos sonhos' e homem que revolucionará o futebol brasileiro.

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O presidente são paulino oferece um tapete vermelho ao colombiano. Se aceitar o convite, ele comandará todo o futebol do clube. Desde os garotos de Cotia. Adotará o trabalho que já faz com o Atletico Nacional e que segue o padrão europeu. Sob sua vigilância, todas as equipes de base jogarão taticamente como o time principal. Para que as jovens promessas não estranhem quando forem encorporadas aos profissionais.

Tempo não faltaria para colocar suas ideias em prática. A primeira ideia de Aidar é oferecer emprego ao colombiano até abril de 2017, quando termina o seu mandato. Sem falar na enorme possibilidade de o dirigente concorrer a mais três anos de poder, até abril de 2020, se vencer nova eleição.

Os informantes de Aidar insistem que foi Kaká o responsável pela escolha do colombiano. Ele alertou o presidente depois da eliminação do São Paulo da Sul-Americana no ano passado. O adversário foi Atlético Nacional. O veterano meia teria ficado impressionado pela variação tática do adversário, típica de clube europeu de ponta.

O currículo de Osório impressionou a cúpula são paulina. Ele foi auxiliar técnico por cinco anos do Manchester City. Ele é pós-graduado em futebol na Universidade de Liverpool. Como treinador foi campeão norte-americano com o New York Red Bull. Venceu quatro campeonatos colombianos. Um com o Once Caldas e três com o Atletico Nacional. Foi sondado para treinar a Costa Rica. E também interessa o Cruz Azul do México.

Osório é um treinador disciplinador, muito estudioso. Tem como característica a intensidade, a dedicação tática dos jogadores que dirige. É abertamente inspirado no futebol europeu. Tem influências alemãs, inglesas e espanholas. Costuma acompanhar as partidas com um bloquinho, onde anota, durante os 90 minutos, os erros do time. E tem muita personalidade. É exigente, firme com os atletas.

No Morumbi, se dá como praticamente certa a contratação. Aidar não divulgaria à toa sua viagem até Medellín. Mais um fracasso seria vexame enorme. O dirigente sabe muito bem disso. E há conselheiros otimistas garantindo que ainda hoje, a contratação deverá ser anunciada. Os dirigentes do Atletico Nacional querem uma compensação financeira para liberá-lo. Seu contrato vai até 2017.

Osório é agora o técnico dos 'seus sonhos'. Como já foram André Villas-Boas, Sampaoli, Sabella. Ou seja, o colombiano é a quarta opção depois da saída de Muricy. Os quatro com perfis completamente diferentes. O que só mostra a falta de rumo de Aidar.

Mas esse detalhe não interessa ser divulgado. Assim como o estranho problema que persegue o São Paulo: essas 'banais' comissões milionárias nas negociações...
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Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos…

 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...
"Idiotas." "Pau no ..."

Guerrero e Luís Fabiano reservaram essas 'edificantes' expressões a torcedores do São Paulo e do Corinthians, após as eliminações precoces, frustrantes de seus times na Libertadores. Os atacantes fizeram questão de falar e escrever em veículos que não cabem desmentidos: televisão e instagram. Assustados assessores de imprensa não tiveram como ligar para as redações tentando dizer que seus patrões foram mal interpretados.

A verdade é que ambos vivem momentos decisivos nas suas carreiras. A permanência dos dois no Morumbi e no Parque São Jorge se mostra dispensável. Experientes, vividos e muito caros, entendem o que está acontecendo.

Luís Fabiano foi chamado pela centésima vez de 'pipoqueiro' por indignados são paulinos no desembarque do time em São Paulo. Ele jogou mal na partida que tirou o São Paulo da Libertadores, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Errou um gol feito e ainda bateu pênalti em cima de Fábio. Justificou a sua fama de artilheiro de 'gols inúteis'. Nas partidas realmente importante ele se descontrola. Ou briga com adversários, juiz ou atua abaixo do seu potencial. Por isso o coro de 'pipoqueiro' o persegue há anos.

"A eventual perda do Luis Fabiano será mais um golpe duro. Mas ele ultimamente tem tido reiterados problemas de saúde que não o deixam apto a jogar, e precisamos do jogador inteiro, para que cumpra seu papel. Se for para o Orlando City, se isso vier a acontecer, será porque será bom para ele. O São Paulo não vai criar obstáculos de espécie alguma para a saída dele, não ofereceríamos a renovação", disse, com todas as letras, Carlos Miguel Aidar. O presidente foi sincero em abril.

1ae14 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...

A atual diretoria do São Paulo não vê mais sentido manter um jogador caríssimo, que acumula contusões e decepções. São R$ 600 mil a um atleta que vai completar 35 anos em novembro. Com problemas financeiros graves, o clube deve salários e direito de imagem a todos os jogadores. Além disso, ele é um atleta de personalidade forte, que se impõe como titular. Mesmo lento e sem o faro de artilheiro de anos atrás. Se tornou um problema para Milton Cruz.

Enfrenta pela primeira vez a concorrência aberta de Alexandre Pato. "Esse ano não vou aceitar mais ficar no banco", disse o seu rival de posição, nove anos mais novo." Sempre estive com o grupo. Trabalhei honesto. Por tudo que passei no futebol poderia estar chiando. Aturei uma fala no momento errado do Pato, dizendo que não ficaria no banco. Engoli calado." Rebateu o veterano atacante, destacando as palavras 'grupo' e 'honesto'.

Fossem nos tempo áureos, o recado de Luís Fabiano faria Pato se desculpar em público. Ou no mínimo se calar. Não foi o que aconteceu. A resposta veio direta. ""Em momento nervoso, de final do jogo, nós temos que pensar em trabalhar, e não criticar o colega."

Kaká é amigo íntimo, de frequentar a casa de Luís Fabiano. Ele sabe de toda a situação. E está tentando levá-lo para o Orlando City. Vanderlei Luxemburgo já pediu para a direção do Flamengo estudar a contratação. Empresários tentam uma proposta importante do futebol chinês ou árabe. Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, concordam que seria muito melhor para o São Paulo sua saída.

Haveria espaço para Pato. Centurión teria mais oportunidades. Alan Kardec poderá retornar aos gramados em setembro, depois de operação no joelho direito. A sombra de Luís Fabiano ainda é muito forte.

3ae6 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...

O resumo da situação. A diretoria não quer mais o veterano, caro e problemático atacante. Já percebeu que não tem o que fazer no Morumbi. O respeito que tinha dos torcedores sumiu. Após a eliminação do time na Libertadores, nas redes sociais foi ridicularizado, principalmente por são paulinos.

Como rompeu a parceria de mais uma década com o empresário espanhol José Fuentes, caberá ao próprio jogador escolher seu melhor caminho. Tem garantido mais R$ 4,2 milhões em salários até dezembro, se quiser 'forçar a natureza'. Ou tentar ser mais feliz em outro lugar. No Morumbi, ele não é mais desejado. Por isso sua profecia depois da eliminação desta Libertadores tem tudo para durar muito tempo.

"Os idiotas que me xingam hoje, vão comemorar meus gols amanhã."

Paolo Guerrero vive uma outra situação. Mas também completamente desconfortável. Tite adoraria seguir com o jogador. Só que o Corinthians está amarrado às dívidas por causa do Itaquerão. Já deve mais de R$ 2 milhões em direito de imagem e salário ao peruano. Seu contrato termina em agosto.

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Depois que ele e seus empresários souberam das contratações de Vagner Love e Cristian por salários de R$ 500 mil mensais, decidiram não abrir mão da pedida de luvas de sete milhões de dólares, cerca de R$ 21 milhões. Mais salários de R$ 520 milhões. Por um contrato de três anos. Na verdade, eles já não haviam absorvido a contratação de Alexandre Pato recebendo R$ 800 mil mensais, fora os famosos R$ 40 mil de auxílio moradia.

Há um agravante. Paolo já tem 31 anos. Deseja passar fechar um ótimo contrato por três anos e depois encerrar sua carreira no clube de 'seu coração', Allianza Lima.

Só que o mergulho do Corinthians nas dívidas do Itaquerão coincidiu com a negociação pela sua renovação. O ex-presidente Mario Gobbi teve uma atuação péssima. Enfrentou os empresários do atleta. Logo depois da briga, como por encanto, todos os valores exigidos pelo peruano vazaram na imprensa. São mais de seis meses de exposição desnecessária, amadora. O que só desgastou a relação entre o jogador, torcida, imprensa, dirigentes, conselheiros.

Com o passar dos dias, semanas, meses, Guerrero foi ficando cada vez mais irritadiço. Considera ingratidão pela qual é tratado no Corinthians. Isso afetou diretamente seu desempenho em campo. Suas divididas passaram a ser mais duras, agressivas. Cartões amarelos e expulsões deixaram de ser exceções. Para piorar, teve até dengue.

Tite é uma das pessoas que mais o estimula a ter paciência. Quer que continue no Corinthians. O considera o atacante mais letal da América do Sul. Só que sabe que a questão financeira é pesadíssima. O Corinthians perdeu a sua maior fonte de renda de 2015. O torneio mais lucrativo acabou precocemente. Sem a Libertadores, a renovação do contrato do peruano ficou complicadíssima.

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Andrés Sanchez, o homem que realmente manda no Corinthians, já avisou ao presidente Roberto de Andrade. Não há como envolver cerca de R$ 40 milhões com um contrato de três anos com Guerrero. Ou ele e seus representantes, Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, reduzem em muito a pedida ou irá embora em agosto.

A discussão de Guerrero foi pela Internet. Um corintiano entrou no seu Instagram e disse com todas as letras o que muitos torcedores gritam nas arquibancadas. Inúmeros o criticavam nas redes sociais. Mas ninguém diretamente. Além de palavrões deste torcedor, havia o termo que o revolta: "mercenário". Ele retribuiu, chamando o corintiano de 'pau no ..." E disse que o esperava no CT na quinta-feira. Lógico que o fã não apareceu. Porém o desgaste foi exposto.

O sonho do atacante seria permanecer recebendo o que deseja ou voltar para a Europa. Só que nos últimos dias, surgiu a possibilidade de ir para a China. Ele não gostaria de ir a um mercado periférico. Mas não abre mão de receber o que acha justo. As contratações de Pato, Cristian e Vagner Love só o convencem que não tem de baixar um centavo de sua pedida.

Carlos Miguel Aidar e Roberto de Andrade sabem. Mas não externam para os torcedores. Ambos consideram melhor para São Paulo e Corinthians a saída de seus artilheiros. Com a eliminação da Libertadores não há motivos concretos lógicos para segurar esses jogadores. Aidar e Andrade só querem que as saídas aconteçam da maneira menos traumáticas possível. A alegria da convivência acabou...
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O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. “O São Paulo, clube de elite, acabou”…

1spfc O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. O São Paulo, clube de elite, acabou...
Arquibancada azul: R$ 120,00.
Arquibancada laranja: R$ 120,00.
Arquibancada vermelha: R$ 120,00.
Arquibancada visitante: R$ 120,00.
Cadeira amarela: R$ 180,00.
Cadeira especial azul: R$ 240,00
Cadeira especial vermelha: R$ 240,00
Cadeira laranja: R$ 180,00
Cadeira laranja premium: R$ 180,00.
Camarote soberano: R$ 300,00.
Cadeira cativa (somente proprietário): R$ 120 (portões 05 e 16)
Cadeira térrea P02: 180,00(portão 02)
Cadeira térrea P04: 180,00 (portão 04)
Setor PNE (acompanhante): R$ 120,00 (portão 17B)

Esses foram os preços para o torcedor comum do São Paulo na partida pela Libertadores, contra o Danúbio, no Morumbi. Público pagante: 16.689 pagantes.

Cadeira Amarela R$ 90,00 (portão 16)
Cadeira Especial Azul R$ 120,00
Cadeira Especial Vermelha R$ 120,00
Cadeira Laranja R$ 90,00
Cadeira Laranja Premium R$ 90,00
Camarote Soberano R$ 150,00
Cadeira Cativa (somente proprietário) R$ 60,00
Cadeira Térrea P02 R$ 90,00
Cadeira Térrea P04 R$ 90,00
Cadeira Térrea P17 R$ 90,00
SETOR PNE (acompanhante) R$ 60,00

Preços de ingressos para torcedores comuns do São Paulo, na partida contra o Cruzeiro, pela Libertadores, no Morumbi. Público pagante: 66.369 torcedores. Recorde no Brasil em 2015. Mais do que qualquer final de estadual: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul.

A esmagadora maioria dos dirigentes do Brasil merece ser crucificada. Egoísta, irresponsável, gananciosa. Raramente alguém acerta.

Mas foi o que aconteceu no São Paulo. O Morumbi voltou a tremer, a torcida voltou a ter o 'espírito' da Libertadores contra o Cruzeiro por um motivo óbvio. Os preços dos ingressos baixaram para os torcedores comuns. Foram eles que fizeram enormes filas para garantir o estádio cheio diante dos mineiros.

1ae7 O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. O São Paulo, clube de elite, acabou...

O acerto na verdade foi uma correção. E partiu do mecenas do São Paulo, Vinicius Pinotti. O homem que tirou do bolso R$ 12,7 milhões e emprestou o dinheiro para o clube comprar Centurión. O empresário que tem participação na Natura entre outros negócios surgiu quando Carlos Miguel mais precisava.

O presidente ficou tão feliz com o mecenas que o nomeou seu diretor adjunto e assessor do presidente. Muitos conselheiros ligados a Juvenal Juvêncio ironizaram. Afirmaram que Pinotti havia comprado o cargo. Mas o campo de sua atuação aumentou. O que revoltou ainda mais a oposição. Desde março ele passou a ser diretor de marketing.

E enfrentou a ganância de Aidar. O presidente queria de qualquer maneira manter os preços altos no Morumbi. Acreditava que a Libertadores seria uma maneira de tornar o ultrapassado Morumbi atraente para os torcedores. Como o Corinthians faz no Itaquerão. E os palmeirenses estão fazendo no seu novo estádio, mesmo sem a competição sul-americana.

1ae8 O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. O São Paulo, clube de elite, acabou...

Pinotti soube usar o vexame diante do Danubio como exemplo. E jurou a Aidar que lotaria o Morumbi contra o Cruzeiro. Radicalizou, baixou os preços pela metade. Contra o San Lorenzo, por sua influência, já havia feito a promoção um mais um. Ou seja, quem comprasse um ingresso inteiro teria o direito de levar um amigo. Ou seja, era uma meia entrada disfarçada. 26.236 pessoas estiveram no jogo, o que já foi um alento. A vibração dos torcedores influenciou no comportamento do time que venceu o campeão da Libertadores de 2014.

Aidar finalmente entendeu que é melhor mais gente e ingressos menos elitizados. Ou em bom português, mais baratos.

Pinotti sabe das desconfianças que despertou ao oferecer o dinheiro para contratar Centurion. E acabou se explicando a um site de torcedores do São Paulo, o Arquibancada Tricolor. A entrevista foi oportuna.

Finalmente explicou como foi a estranha transação. Afinal, ninguém sai por aí emprestando R$ 12,7 milhões para o seu time de coração ser reforçado.

"Para esclarecer esse negócio, vale salientar que para qualquer instituição, a dívida boa deve ser sempre bem vinda. Naquele momento, por exemplo, o São Paulo não tinha dinheiro para viabilizar a contratação do Centurión. Eu disponibilizei a quantia ao clube e o pagamento será em CDI (Nota: A sigla significa Certificado de Depósito Interbancário, ou seja, a modalidade econômica é utilizada quase que exclusivamente em empréstimos entre bancos algo que não existe no mercado tamanho o seu baixo rendimento).

"Além disso, ofereci duas janelas de transferência para que o clube comece a me pagar, o que significa que a primeira parcela será paga em janeiro de 2016. Minha única exigência foi que o pagamento termine até o fim do mandato do presidente Carlos Miguel Aidar, em abril de 2017.

"Não tenho participação em futuras transferências tampouco nos direitos econômicos do jogador. Sobre futuras contratações, podem sim ocorrer, desde que sejam nomes indicados exclusivamente pelo departamento de futebol, como foi o caso com o Centurión. Não entrei no São Paulo para ganhar dinheiro, graças a Deus não preciso."

4ae2 O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. O São Paulo, clube de elite, acabou...

Está claro que Pinotti é milionário. Mas o que interessa é uma visão menos elitizada do São Paulo, do futebol. O que deixa claro em relação aos preços dos ingressos.

"Inicialmente, já que haviam ingressos vendidos para os três jogos da primeira fase da Copa Libertadores pelo valor de R$ 120,00 ao torcedor comum, conseguimos melhorar a situação com promoção VC + 01, que foi um sucesso principalmente na partida contra o Corinthians. Essa é uma prioridade para mim, aproximar o torcedor do clube independentemente de sua classe social.

"Essa ideia de “São Paulo clube de elite” acabou, pelo menos enquanto eu for o diretor de marketing. Nossa massa é o torcedor que mora longe, ganha pouco e tem dificuldades para pagar qualquer quantia. A estratégia anterior estava, a meu ver, completamente equivocada. Nós devemos priorizar o sócio-torcedor, incentivá-lo a ir ao campo, mas jamais abrir mão do torcedor comum. Já nas oitavas de final contra o Cruzeiro o valor para a torcida em geral na arquibancada será de R$ 60,00."

Ou seja, Pinotti pode ter comprado o seu ingresso na diretoria. E seus investimentos em jogadores precisam ser acompanhados bem de perto. Mas o empresário de 38 anos, mexe em um ponto que estava estagnando o São Paulo. A insistência de seus dirigentes, principalmente, Carlos Miguel Aidar, em ingressos caríssimos. Postura que afastava o time do que ele mais precisava, o apoio dos torcedores.

É muito melhor ter ingressos com preços razoáveis e o estádio lotado do que bilhetes caríssimos e o Morumbi às moscas. Um pouco de bom senso e menos ganância bastaram. Recorde de público no Brasil, 2015. Ponto para o mecenas...
3 O responsável pelo recorde de público no Morumbi: Vinicius Pinotti, o mecenas de Centurión. Convenceu o aristocrático Aidar a fazer o óbvio: baixar os preços dos ingressos. O São Paulo, clube de elite, acabou...

A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê-lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão…

1ae34 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...
É uma das situações mais complicadas do futebol brasileiro. Alexandre Pato não deseja nunca mais pisar no Parque São Jorge. Quase apanhou dos jogadores, foi ameaçado pelas organizadas e só teve desprezo por parte de Tite, Mano Menezes e os dirigentes. Ou seja, não absolutamente nada que recomende seu retorno.

Só que ele tem contrato até dezembro de 2016 no Parque São Jorge. Custou R$ 43 milhões que o ex-presidente Mario Gobbi pagou com orgulho ao Milan. Depois de fracassar por todo 2013 e início de 2014, foi emprestado ao São Paulo até o final de 2015. Em janeiro de 2016, teria de retornar e cumprir um último ano de contrato no Parque São Jorge.

Só que a relação é péssima. Como o Itaquerão é responsável por uma dívida de R$ 1,3 bilhão o Corinthians paga o que é prioridade. Está devendo a seus jogadores que disputam a Libertadores. Lógico que deveria também ao que está emprestado ao rival que disputa a mesma competição. São oito meses da metade do salário que divide com os dirigentes do Morumbi. Nada menos do que R$ 3,2 milhões e mais R$ 320 mil de auxílio-moradia. Quando assinou contrato, Pato fechou acordo de R$ 800 mil mensais, o que hoje é repartido entre os dois clubes. Com os corintianos ainda bancando R$ 40 mil de auxílio-moradia.

Andrés Sanchez e Roberto de Andrade, homens que hoje mandam no Corinthians admitem ter sido uma loucura o que Gobbi combinou com Pato. E desde Andrade ganhou a presidência do clube, ele tenta negociar o atacante. Pediu a empresários a oferecê-lo ao futebol árabe, japonês, chinês, ucraniano, russo.

2ae20 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

O sonho é pelo menor recuperar 10 milhões de euros, cerca de R$ 32 milhões. E mais: se livrar dos R$ 17,06 milhões em salários que terá de pagar ao atacante, somando todos os débitos até dezembro de 2016. Lembrando que no próximo ano, o dinheiro sairá apenas do Corinthians. Portanto, se o clube se livrar dele na próxima janela, em julho e agosto, os dirigentes agradeceriam aos céus.

Só que Alexandre Pato também tem suas vontades. Ele já avisou seu empresário Gilmar Veloz. Não quer saber de mercados emergentes. E nem clubes menores da Europa. Deseja uma equipe do tamanho do Milan, de onde saiu. Ou então ficar no São Paulo.

Motivos para dor de cabeça de Andrés e Roberto de Andrade. Não há um time grande e nem médio da Europa disposto a apostar no jogador. Ele foi acompanhado de perto por representantes das equipes poderosas no país. E seu desempenho, embora tenha melhorado no São Paulo, continua pífio.

Andrés e Roberto nutrem esperança que o rival resolva bancar os dez milhões de euros. Mas o São Paulo também tem graves problemas financeiros. São mais de R$ 150 milhões em dívidas. Carlos Miguel Aidar não tem a menor vontade de antecipar a compra. O clube pode exercer esse direito até dezembro. Faltam oito meses. O dirigente são paulino mandou recados à dupla que comanda o Corinthians que não tem pressa.

3spfcnet A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

Alexandre Pato se mantém firme. Não vai ceder. Retribuirá na mesma moeda o que passou no Parque São Jorge. Fábio Santos tornou público o que muitos sabiam. Quando o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil em 2013, na decisão por pênaltis para o Grêmio. Pato quis dar uma cavadinha. E praticamente atrasou a bola nos braços de Dida.

"É. Naquele dia, ficou difícil segurar para não baterem no Pato. O (goleiro reserva) Danilo Fernandes estava bem chateado. Uns dois ou três estavam bem bravos. A gente já sabia que ele ia apanhar muito da imprensa, a torcida já queria bater nele, jogador já queria bater nele. Se não tem dois ou três para segurar a bronca ali...", disse o lateral à Fox Sports.

Pato não pôde nem dormir na concentração naquela noite. Foi para a casa do seu empresário, que o tirou do vestiário por uma porta lateral, para fugir da imprensa. Quando as organizadas invadiram o CT corintiano, em 2014, ele foi procurado. Torcedores gritavam que, se o encontrasse, quebrariam suas pernas.

Ou seja, tudo que se refira ao Corinthians costuma arrepiar o atacante. Ele não quer nem pensar em passar por perto do clube. Sua rejeição é total.

4reproducao3 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

Dirigentes corintianos pensam como resolver o complicado caso. Ao final do empréstimo para o São Paulo, no final de dezembro, se não houver proposta de um clube importante do Exterior, o clube faria um acordo para dispensá-lo. A ideia primeira seria não pagá-lo até janeiro de 2016. E depois liberá-lo, mas desde que fosse atuar no Exterior. A liberação dessa maneira interessaria Pato. Gilmar Veloz pretende esperar. Ver o que acontece nesses próximos oito meses.

Pato tem sobrevivido, e bem, com a metade do salário que o São Paulo paga: R$ 400 mil. Mas a verdade é que legalmente a situação vai ficando constrangedora. Já são quase nove meses que não ganha a parte corintiana. A possibilidade de acionar a justiça existe. Mas Gilmar Veloz tem medo de uma ação que pode durar anos. E até travar a carreira do atacante.

Com 11 gols em 2015, Pato tem se mostrado mais confiante. Sonhando até com uma remota chance de ser chamado para a Copa América. Algo que pessoas ligadas à Comissão Técnica de Dunga consideram uma heresia. Suas chances são nulas atualmente.

Pelo menos o jogador de 25 anos se sente à vontade no Morumbi. Muito mais do que no Parque São Jorge. Sabe que não tem a obrigação de ser o grande ídolo do time, como era em Itaquera. Ideia de executivos da Nike e que foi comprada sem análise mais profunda, por Mario Gobbi. Por isso o Corinthians, precisando de dinheiro, se vê preso a um jogador caríssimo, com salários de R$ 800 mil e mais R$ 40 mil de auxílio moradia por mês. Até dezembro de 2016.

"Eu só posso dizer que aqui eu muito bem. Não tenho o que reclamar do São Paulo. Me sinto bem demais por aqui..."
3ae14 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

“Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve. Não pode e nem será pego para Cristo. Clubes interessados no seu futebol não faltam.” Giuseppe Dioguardi, empresário de Paulo Henrique Ganso…

1ae23 Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve.  Não pode e nem será pego para Cristo. Clubes interessados no seu futebol não faltam. Giuseppe Dioguardi, empresário de Paulo Henrique Ganso...
"Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve. Acabo de voltar da Itália e fui muito perguntado sobre ele. Ele é um jogador com grande mercado na Europa. Sei que o São Paulo já contatou agentes para vendê-lo no meio do ano. Mas não é possível cobrar 20, 15 milhões de euros. Basta lembrar que o Everton Ribeiro, titular da Seleção e bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, foi por 9 milhões.

"Eu não queria falar, me posicionar. Ma tenho de defender o Ganso. Ele não ser pego para Cristo, como o homem que atrapalha o São Paulo. Isso é muito injusto. Ele confia cegamente e faz tudo o que o Muricy pede. Infelizmente, o time como um todo não está correspondendo. Colocar tudo nas costas do Ganso é absurdo e não vou aceitar.

"Ele quer continuar, vencer no São Paulo. Mas tem mercado fora e para jogar em clubes de altíssimo nível. Basta o São Paulo aceitar emprestá-lo, com preço fixado. Fora internamente. As maiores equipes do país já me procuraram querendo saber se ele vai sair no meio do ano. Se o jogador não prestasse, como dizem alguns, ele não seria assim tão assediado.

"Estava quieto deixando que tudo seguisse seu rumo. Mas não posso me calar diante de tudo o que está acontecendo. Todos sabem seu potencial. É muita injustiça. Se o Ganso estiver atrapalhando o São Paulo, ele vai seguir a sua vida. Até porque quer se sentir útil, dar o melhor no Morumbi. Mas ninguém vai fazê-lo de Cristo, não."

O desabafo, exclusivo, é de Giuseppe Dioguardi, empresário do jogador. Ele tem acompanhado pela imprensa tudo o que acontece no São Paulo. E principalmente o que cerca os irregulares três primeiros meses do São Paulo. Sabe que dirigentes e conselheiros desejam ardentemente que Ganso se torne reserva. Não atue contra o San Lorenzo, quarta-feira, na Argentina. Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro devem concordar. Porque já até acionaram empresários de sua confiança para tentar vender o meia.

"Infelizmente, o São Paulo como um todo está mal. Ou não estão cobrando também o Muricy e o Rogério Ceni? Mas com o Ganso é algo recorrente. Quero dizer que fisicamente ele nunca esteve melhor. Quero lembrar que só o Ceni jogou mais do que ele em 2014. Acabaram as histórias que ficava fora das partidas. O Valdivia não jogou nem 20% do que ele no ano passado..."

Ganso vem crescendo o número de atuações. Foram 69 partidas. Em 2013, jogou 63 vezes, contra 39 de 2012, 31 em 2011, 43 de 2010, 37 de 2009 e três de 2008, ao iniciar sua carreira profissional.

1reproducao30 Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve.  Não pode e nem será pego para Cristo. Clubes interessados no seu futebol não faltam. Giuseppe Dioguardi, empresário de Paulo Henrique Ganso...

O jogador vem sendo vaiado constantemente em 2015. Foi citado no twitter oficial da torcida Independente como laranja podre no elenco. Os torcedores voltaram a xingá-lo ontem, mesmo sem ter jogado na vitória contra o Linense. O desejo é que o clube 'se livre' do meia.

Em Curitiba, não é segredo para ninguém que o São Paulo quer o meia Nathan, de 19 anos. Revelado pelo Atlético Paranaense, a péssima relação entre os clubes tem atrapalhado a negociação. Se desenha uma batalha jurídica pelo atleta. Ele viria para a vaga de Ganso.

O Grupo DIS de Delcir Sonda tem 68% dos direitos do atleta. E o São Paulo, 32%. O clube do Morumbi pagou R$ 16,5 milhões por sua parte do jogador junto ao Santos.

Há clubes acompanhando de perto a situação de Paulo Henrique Ganso. O maior interessado é o Flamengo, de Vanderlei Luxemburgo. Cruzeiro, Atlético Mineiro, Internacional também se mobilizam. Desde que o São Paulo aceitasse emprestá-lo com preço fixado.

"Clube para o Ganso jogar não falta. Tanto fora do Brasil como aqui dentro. Não é isso que me preocupa. O que me deixa decepcionado é tanta injustiça em relação a ele. O São Paulo perde e é sempre a mesma coisa. Ficou mais fácil culpá-lo pelas derrotas. Não está certo. Não aceito", desabafa Giuseppe.

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A situação está caminhando rapidamente para um rompimento. Para a saída de Ganso na janela do meio do ano. A diretoria e conselheiros importantes do clube se mostram completamente insatisfeitos com o meia. E não escondem essa postura para ninguém. A única sondagem efetiva sobre o jogador foi do Napoli, no início de 2014. Empresários garantiram que os italianos estariam decididos a pagar 12 milhões de euros por ele.

“Não acredito que o Napoli tenha essa bala toda (para comprar o Ganso do São Paulo). Sem menosprezar o Napoli, mas a Camorra ( máfia italiana) já não tem mais esse poder todo. Não vou deixar o Ganso sair e não estou preocupado com um possível caminhão de dinheiro", disse Carlo Miguel Aidar. A direção napolitana protestou, ameaçou processá-lo, romper relação com o São Paulo por ligar o clube à Máfia. A direção do clube divulgou uma nota oficial.

"Sobre as declarações do presidente do São Paulo, que ofendeu a imagem e a história de uma companhia gloriosa e prestigiosa como o SSC Napoli, a única coisa que nós podemos dizer é que cada um é qualificado pelo que faz e diz."

Roberto Moreno, executivo do grupo DIS, vai direto no ponto. Falou hoje de maneira exclusiva ao blog.

"O Ganso está sendo bode expiatório no São Paulo. É um grande jogador, figura de destaque do time. A cobrança está sendo direcionada a ele de maneira injusta. Tem o melhor último passe de todo o futebol brasileiro. O problema é que ele precisa de parceiros ao lado dele. Não joga sozinho."

Roberto confirma que Carlos Miguel Aidar não cumpriu o acordo feito com Juvenal Juvêncio. O clube se comprometeu a comprar mais 10% de Ganso em 2014. "O Aidar alegou que o São Paulo não tinha dinheiro. Para evitar confusão para o atleta, eu aceitei. Deixei as coisas como estão, com o nosso grupo com 68%. Eu me preocupo com o jogador. O quero satisfeito. Eu tinha uma proposta que era muito maior do Grêmio, mas ele preferiu defender o São Paulo. Perdemos dinheiro, mas aceitamos. Agora, também faremos o que ele quiser. Se o Ganso desejar ir embora, aceitaremos. Hoje, eu te garanto que não temos nenhuma proposta. Até porque acreditava que seguiria onde está. Mas não concordo e nem aceito ele servir de bode expiatório nas derrotas do São Paulo."

4ae10 1024x576 Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve.  Não pode e nem será pego para Cristo. Clubes interessados no seu futebol não faltam. Giuseppe Dioguardi, empresário de Paulo Henrique Ganso...

A situação está realmente complicada. Paulo Henrique Ganso não aceita falar claramente sobre o tema. Mas sabe muito bem o que está acontecendo. A sua ausência como titular diante do San Lorenzo tem tudo para ser o primeiro passo de sua saída do São Paulo. A janela do meio do ano deverá ser decisiva para o seu futuro.

"Basta a direção do São Paulo nos procurar e assumir que o problema do clube é o Ganso. A gente resolve. Não há cabimento tudo cair sobre sua cabeça. E não vai cair. Eu sou contratado para protegê-lo e é o que estou fazendo", avisa Giuseppe...
5ae8 1024x682 Se o problema do São Paulo for ele, a gente resolve.  Não pode e nem será pego para Cristo. Clubes interessados no seu futebol não faltam. Giuseppe Dioguardi, empresário de Paulo Henrique Ganso...

Leonardo, Seedorf, Sabella, nomes comentados no Morumbi para substituir Muricy. Se o São Paulo for eliminado da Libertadores haverá um ‘choque de gestão’. O técnico deverá vir de fora do Brasil…

1afp1 Leonardo, Seedorf, Sabella, nomes comentados no Morumbi para substituir Muricy. Se o São Paulo for eliminado da Libertadores haverá um choque de gestão. O técnico deverá vir de fora do Brasil...
Abel Braga, Mano Menezes e Vanderlei Luxemburgo podem esquecer o Morumbi, em caso de demissão de Muricy Ramalho. Pelo menos se prevalecer a opinião de Carlos Miguel Aidar e o vice Ataíde Gil Guerreiro. Os dois disfarçam, desmentem, tentam não se aprofundar nas respostas. Mas conselheiros ligados aos dois espalhavam neste sábado. Basta o São Paulo ser eliminado da fase de grupos da Libertadores e haverá uma revolução no futebol do Morumbi.

Essas pessoas ligadas a Aidar confirmam que a ideia do presidente, em caso de saída de Muricy, é buscar um treinador estrangeiro. De preferência, europeu. Deseja repetir Cícero Pompeu de Toledo, que contratou, em 1957, o húngaro Béla Guttmann. E com quem foi campeão paulista daquele ano, revolucionando a forma do futebol brasileiro atuar. Essa ideia o dirigente acalantaria desde que voltou a ser presidente do São Paulo, em abril do ano passado.

Mas àquela altura, Muricy estava firme no cargo. Havia acabado de salvar o clube do rebaixamento em 2013. Mesmo não jogando de maneira animadora, o time se classificou para a Libertadores da América. E o treinador foi mantido para esse ano, quando em dezembro termina o seu contrato.

Só que a situação se reverteu. E de maneira rápida. Conselheiros que aplaudiam Muricy hoje imploram a Aidar pela demissão. Não é segredo que o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, é um dos que mais defendem a troca. Não suporta Muricy porque um dia ele pediu que deixasse os vestiários para conversar com os jogadores. Foi Leco quem trabalhou pela troca do atual treinador por Ricardo Gomes. O ressentimento continua.

As torcidas organizadas, principalmente a Independente, quer a saída imediata de Muricy. Vai protestar contra ele amanhã, no Morumbi, durante a partida contra o Linense. Aidar é ligado ao presidente da Independente, Negão. Ou seja, sabe muito bem o quanto o técnico é visto sem energia pelos são paulinos.

2afp Leonardo, Seedorf, Sabella, nomes comentados no Morumbi para substituir Muricy. Se o São Paulo for eliminado da Libertadores haverá um choque de gestão. O técnico deverá vir de fora do Brasil...

Diante desse quadro, Carlos Miguel pensa seriamente na possibilidade de dar um choque de gestão no futebol. Lógico que o sonho de Guardiola, Ancelotti, Mourinho, Simeone é irreal. Mas há treinadores possíveis e de impacto, como tanto gosta o presidente.

Seedorf não teria problema de idioma, conhece a realidade do futebol brasileiro, o ex-jogador do Botafogo treinou o Milan. Tem muita personalidade, gana de vencer na profissão. E nenhuma ligação com Juvenal Juvêncio.

Há um brasileiro europeizado que está no coração de muita gente. A começar pelo presidente do Conselho Deliberativo, Leco. Leonardo. O ex-jogador do próprio São Paulo e ex-treinador da Inter e do Milan, além de também ter trabalhado como executivo do PSG. Sócio de Raí no belíssimo projeto social Gol de Letra. Não há nada que o desabone. A dificuldade é a sua resistência em trabalhar no futebol brasileiro. Ele cansou de dar entrevistas dizendo que o treinador não é respeitado no país.

O próprio vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, já deixou escapar que, quando Muricy deixasse o clube, seria sim possível a investida em treinador de fora.

"O contrato do Muricy vai até dezembro. Se ele não renovar, acho que chegou a hora de o São Paulo fazer uma experiência com um técnico de ponta europeu .Lógico que não vou ter condições de contratar um Ancelotti, um Guardiola, um Mourinho, mas existem outros, na Holanda, em outros lugares", disse Ataíde, na TV Gazeta.

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Há certa resistência a técnicos sul-americanos. As experiências de Gareca no Palmeiras e de Aguirre no Internacional não estimulam. Três nomes, no entanto, são citados por conselheiros. Alejandro Sabella, treinador que não quis renovar contrato com a Argentina, depois do vice-campeonato mundial. Jorge Sampaoli, argentino, técnico da Seleção Chilena. E também outro argentino, Marcelo Bielsa, técnico do Olympique de Marselle.

Tudo ainda é muito prematuro. Mas o descontentamento em relação a Muricy Ramalho é enorme. Como ele mesmo sabe. Marco Aurélio Cunha, ex-genro de Juvenal, e ex-gerente de futebol, revelou que o abatimento do treinador tem explicação. Na sua rejeição dentro do próprio São Paulo, clube que sua família frequenta.

Há enorme expectativa para o que irá acontecer na Argentina. Na partida contra o San Lorenzo. Uma derrota deixaria a situação dramática na Libertadores. Dependendo do último jogo no grupo 2, contra o Corinthians no Morumbi. O clube foi derrotado duas vezes este ano pela equipe de Tite. Novo dissabor poderia custar a eliminação do torneio mais desejado.

Em compensação, ninguém contestaria a demissão de Muricy. Carlos Miguel Aidar ficaria à vontade para trazer o treinador que bem desejasse. Até porque há a certeza que a decisão da saída partiria do próprio técnico.

Há uma cena que foi muito lembrada hoje no Morumbi. E que demonstraria que o técnico perdeu o comando do time. Quando ele tentou segurar a bola para instruir seus jogadores contra o Palmeiras. E não pôde. Porque Michel Bastos a tomou do treinador e ainda esbravejou. Hierarquicamente foi enorme desrespeito.

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As conversas hoje no Morumbi, entre conselheiros, eram sobre um técnico estrangeiro. Ou de fora, no caso de Leonardo. Era a única hora que a esperança dominavam os são paulinos. Muricy é quase unanimidade. São pouquíssimas pessoas que acreditam em uma reviravolta do clube sob o comando do treinador.

O clima para o 'choque de gestão' está preparado. Carlos Miguel Aidar não será pego de surpresa se precisar contratar um novo técnico. Os 'de sempre' Mano Menezes, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo, estão no fim da fila. A vontade é alguém de fora, com outra mentalidade. Conselheiros garantem que ele saberá escolher...
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Toda a revolta de Muricy contra Aidar. O técnico avisa que continuará amigo de Juvenal Juvêncio. E, se o presidente não o quiser mais, terá de mandá-lo embora. A crise no São Paulo não acaba…

1spfcnet Toda a revolta de Muricy contra Aidar. O técnico avisa que continuará amigo de Juvenal Juvêncio. E, se o presidente não o quiser mais, terá de mandá lo embora. A crise no São Paulo não acaba...
"Tem pessoas que querem fazer o torcedor pensar diferente. Mas estou há muitos anos aqui e conheço tudo. É difícil fazer a cabeça da torcida do São Paulo. Eles gostam de mim. As pessoas tentam, mas estou atento a tudo isso aí. Estou ligado. A gente tem de ser mais São Paulo. Eu incomodo mesmo. O que me interessa é o São Paulo em primeiro lugar. Se me quiser fora, tem de mandar embora. É simples.

"Eu falo com quem eu quiser. Isso não existe. Não agrado ninguém. Vou sair daqui agora e vou para o meio do mato (Ibiúna, cidade do interior paulista, onde tem sítio). Não vou jantar com ninguém. E ninguém me proíbe de nada. O negócio é trabalhar duro, sendo sério e honesto.

"No Brasil está ruim para ser correto. Sofro com isso faz tempo e agora mais. Sei como é isso. Trabalhei muitos anos com o Juvenal e gosto dele. A vida é minha e falo com quem eu quiser. Se tiver insatisfeito, eu vou embora e tudo bem. Mas comigo, não. Sou sério para caramba e vou continuar sendo correto.

"(Depois da derrota para o Corinthians) Quer que faça o quê? Me mate? Dê um tiro na cabeça ?

"Tem muita gente fraca e que não sabe nada no futebol brasileiro, e isso atrapalha. Mas eu repito. Se me quiser fora, tem de me mandar embora."

Muricy fez um discurso duríssimo hoje no Morumbi. Suas palavras duras tinha um alvo. Carlos Miguel Aidar. O treinador já detectou que ele deseja a sua saída. Não só pelas incoerências, pelas nove escalações diferentes em nove partidas de 2015. Pela derrota contra o Corinthians na Libertadores. Nem se importava com os 4 a 0 sobre o Audax.

O treinador recebeu informações que Aidar o quer longe do São Paulo por causa de sua ligação afetiva a Juvenal Juvêncio. Os dois sempre foram muito amigos. E continuam sendo depois da batalha repleta de ódio entre o ex-presidente e o atual.

Aidar mandou embora da diretoria todas as pessoas ligadas a Juvenal. Ou as fez renunciar. Preservou Muricy. Até porque ele é adorado por grande parte da torcida, dos conselheiros, da diretoria. Carlos Miguel esperava uma aproximação do técnico e o afastamento natural do ex-presidente, a quem odeia. Mas isso não aconteceu.

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Nos bastidores, o técnico avisou que não vai se envolver. Continua muito próximo de Juvenal. Há quem garanta que os dois ainda conversam, apesar da crise política que insiste em não sair do Morumbi. Aidar não gostou nada disso.

A relação entre Muricy e o atual presidente não é nada boa. O treinador ficou muito irritado ao ser cobrado pelo dirigente pelas rádios. Ele avisou que havia contratado os jogadores que ele tanto queria. E a resposta deveria vir em títulos.

"Está devendo essa para gente. Nós montamos o time que ele quis. Ainda quer um jogadorzinho, mas com o que tem agora ele precisa ganhar. Quem vai cobrar publicamente dele sou eu. Não é mais ele que cobra da diretoria." O vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, também avisou que cobrou Muricy, por suas reclamações de elenco pequeno.

"Sentamos para conversar, mostrei o calendário e os momentos em que duas competições vão coincidir. Primeiro, será o Paulista com a Libertadores. Depois, a Libertadores com o Brasileiro. No segundo semestre, será a vez do Brasileiro com a Copa do Brasil. Disse que estaria montando um elenco para isso e que não aceitaria mais que ele reclamasse."

O tratamento dado por Aidar e Ataíde foi completamente diferente do que o treinador recebia de Juvenal. Tudo ficou muito pior depois da partida de quarta-feira contra o Corinthians. Ele acompanhou a íntima relação entre Aidar e a cúpula da principal organizada do clube, a Independente. A conversa dele com Ricardo Alves de Maia, o Negão, foi a prova. Quando ele avisou que pagaria 50 ônibus para os torcedores irem ao Itaquerão acompanhar o clássico. Aidar convenceu ainda Andrés Sanchez a pagar metade dos R$ 40 mil gastos com o transporte.

Muricy ficou tenso ao saber da postura dos torcedores após a derrota por 2 a 0. Na sua página oficial no facebook, a Independente pedia que fosse embora, deixasse o São Paulo. Que o técnico tratasse de pescar no seu sítio. Ainda pedia Vanderlei Luxemburgo no seu lugar.

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Tudo ficou muito estranho porque essa manifestação dos torcedores organizados ganhou enorme repercussão no São Paulo. Ainda mais depois de exposta a íntima relação que a Independente tem com Aidar. Pessoas ligadas a Muricy viram como um recado do presidente.

O que era ruim ficou ainda pior quando Paulo Henrique Ganso procurou o treinador. E disse que não teria 'cabeça' para jogar contra o Audax. Estava muito tenso por ter dito que o árbitro Ricardo Marques Ribeiro teria 'roubado' o São Paulo diante do Corinthians. Ganso soube que será processado pelo juiz. E preferia não atuar hoje. Muricy concordou. Conselheiros e membros da diretoria ficaram revoltados com a passividade do técnico. As reclamações chegaram aos seus ouvidos também.

Ou seja, Muricy está muito ressentido. Irritado com a falta de apoio de Aidar. Por isso fez questão de avisar. Não pedirá demissão do São Paulo. Se o presidente quiser o demita. E mais: continuará sendo amigo de Juvenal Juvêncio, queira Carlos Miguel ou não.

A situação no Morumbi não melhorou após a vitória diante do limitado Audax. Pelo contrário. Só expôs o quanto há de ressentimento entre o treinador e o presidente do São Paulo. O futuro dos dois juntos dependerá do que o São Paulo fizer na Libertadores. Há muito tempo a imunidade de Muricy acabou junto a Aidar.

E por coincidência, lógico, o nome de Vanderlei Luxemburgo, lembrado pela organizada passou a crescer no Morumbi. Justo o local onde Juvenal Juvêncio garantiu que o técnico nunca pisaria. O ex-presidente jurava que o São Paulo seria o time que ele jamais comandaria. Só que as coisas mudaram demais desde a volta de Carlos Miguel...

(Recebo mensagem do procurador de Ganso, Giuseppe Dioguardi. Ele afirma que o meia não jogou ontem por dores musculares. Embora não seja essa a versão que correu no Morumbi. Desde sexta-feira, se comenta sobre o meia não querer atuar por estar perturbado psicologicamente após a derrota para o Corinthians. Mas a versão de Dioguardi está publicada...)
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Depois do segundo ataque de diverticulite e arritmia cardíaca, a direção do São Paulo decidiu. Muricy terá de se submeter a exames médicos constantemente. Que vire moda no futebol brasileiro…

1ae21 Depois do segundo ataque de diverticulite e arritmia cardíaca, a direção do São Paulo decidiu. Muricy terá de se submeter a exames médicos constantemente. Que vire moda no futebol brasileiro...
E se em vez do torneio de Manaus, o São Paulo estivesse disputando ontem a final da Libertadores? Do Mundial de Clubes? Com o auxiliar Milton Cruz à frente do time. Enquanto Muricy Ramalho estivesse internado em um hospital? Quanto dinheiro o clube não estaria arriscado a perder? Fora toda a importância de um grande título?

Não parece, mas no dia 30 de novembro, Muricy completará 60 anos. Está milionário. Soube guardar os seus lautos salários que recebe desde 2004, quando passou pelo Internacional. São 11 anos sempre recebendo centenas de milhares de reais todos os meses. Embora tenha sido um ótimo jogador, não conseguiu ganhar nem um quinto do que recebe hoje.

Até os seus netos que um dia virão já terão a vida tranquila. Graças ao trabalho árduo, competente do futuro avô. Sua esposa e filhos sabem muito bem disso. Não há a necessidade de passar tanto stress todos os dias. Nem de ficar viajando constantemente. E ficar se alimentando nos hotéis e aviões. Nos horários que der. E quando houver a chance.

Fora as noites insones, movidas pela adrenalina do jogo. Ou da ansiedade da decisão. "Quando o São Paulo joga à noite é um tormento. Só costumo relaxar e dormir lá pelas quatro, cinco da manhã", já confessou. Para desespero dos médicos, muitas vezes o treinador janta na madrugada.

Muricy teve problemas sérios nos joelhos na carreira de 11 anos. As contusões apressaram o fim de sua carreira. Nascido como jogador no São Paulo, passou pelo Puebla do México. Poucas pessoas sabem, mas parou no futebol no América do Rio. Era um excelente meia. E foi injustiçado. Se contundiu em 1977. Se recuperou a tempo, mas acabou desprezado por Cláudio Coutinho e não disputou a Copa de 1978, na Argentina.

Foi esquecer a mágoa no México. Foram longos seis anos no Puebla. Até que a volta para pouquíssimas partidas no América do Rio, para encerrar a carreira por causa das contusões. Nove anos depois, resolveu ser treinador. E novamente os mexicanos lhe estenderam as mãos. Trabalhando com técnico desde 1993, ele já fez 18 trocas de clubes.

Mas sua identificação é com o São Paulo. É sua terceira passagem, atingindo sete anos como treinador. E mais seis como jogador. São 13 anos, sem contar a base.

2ae10 Depois do segundo ataque de diverticulite e arritmia cardíaca, a direção do São Paulo decidiu. Muricy terá de se submeter a exames médicos constantemente. Que vire moda no futebol brasileiro...

Em 2013, havia enorme apreensão com a chance real de rebaixamento no Brasileiro. Ele chegou, apesar da resistência do então vice-presidente Carlos Augusto Barros e Silva, e salvou o time. Evitou esse vexame para Juvenal Juvêncio. O presidente, já com câncer de próstata, queria saber como estava a saúde de Muricy.

Em 2011, ele teve um grave problema de hérnia de disco. Em 2013, foi internado com diverticulite, inchaço nos intestinos. O técnico respondeu que tudo estava bem. Mas chegou outubro de 2014 e sofreu uma fortíssima arritmia cardíaca que o obrigou uma nova internação.

Jurou que mudaria seus hábitos. Emagreceria, faria caminhadas e, principalmente, ficaria mais calmo à beira do gramado. Apesar da preocupação da família, Muricy disse que não iria abandonar a carreira. Não ficaria em casa sem fazer nada, de jeito algum.

Três meses depois, novas dores abdominais. Na última quinta-feira, as conhecidas dores indicavam o caminho de volta ao hospital São Luiz no Morumbi. Sim, a diverticulite estava de volta. Ficou quatro dias internado. Enquanto o São Paulo perdia o torneio de preparação para 2015 em Manaus.

O treinador acaba de ser liberado e voltará a trabalhar amanhã. Novamente, ele prometeu que mudará ainda mais os seus hábitos alimentares. Procurará dormir mais cedo. Relaxará mais.

3ae4 Depois do segundo ataque de diverticulite e arritmia cardíaca, a direção do São Paulo decidiu. Muricy terá de se submeter a exames médicos constantemente. Que vire moda no futebol brasileiro...

Só que há uma preocupação real no São Paulo e na própria família do técnico. 2015 é um ano muito importante para a administração Carlos Miguel Aidar. O clube está sem patrocínio master. Tem dívidas altas. Precisa fazer uma grande campanha na Libertadores. Conquistar títulos. O futebol precisa ser a válvula de escape de uma batalha cruel entre Aidar e Juvenal Juvêncio.

Tudo o que o São Paulo não pode é perder seu treinador nas horas decisivas dos torneios que terá pela frente. Não pode depender apenas da boa vontade ou não de Muricy em levar uma vida saudável. Muricy passará a ter um acompanhamento diário dos médicos do clube.

Terá de fazer exames periódicos para que sua saúde esteja sempre bem. É uma medida excelente. Tomada por acaso, mas que deveria se espalhar pelos clubes brasileiros. Os treinadores são submetidos a uma rotina estressante, de muita pressão psicológica pela vitória. A iminente demissão é uma rotina diária.

Ao contrário dos jogadores que são submetidos a exames constantes, o treinadores são esquecidos, deixados de lado. O que chega a ser um erro infantil. O caso que mais chama a atenção foram os dois Acidentes Vasculares Cerebrais de Ricardo Gomes.

No dia 6 de agosto de 2010, o São Paulo perdeu do Palmeiras por 2 a 0. Ricardo era o técnico. Ele sofreu um pequeno AVC naquela partida. Se recuperou prontamente. Os médicos recomendaram cautela. Mas ele voltou a trabalhar normalmente. No dia 24 de agosto de 2011, ele sofreu um AVC gravíssimo, hemorrágico. Estava comandando o Vasco contra o Flamengo. Durante a partida, o seu lado esquerdo ficou paralisado. E perdeu a condição de falar normalmente.

Saiu do banco de reservas direto para o hospital. Correu sério risco de morte. Mesmo assim queria voltar a trabalhar como técnico. Foi proibido pelos médicos. Assumiu o cargo de diretor técnico vascaíno. Até sair em fevereiro do ano passado. Desde então não voltou a trabalhar no futebol.

Muricy acompanhou todo o caso de perto. Falou com Ricardo Gomes. Ficou muito preocupado. Já havia lembrado de Telê Santana. Seu mestre no futebol sofreu uma isquemia cerebral em 1996. Teve de abandonar o futebol. Em 1997, tentou voltar ao cargo, no Palmeiras. Não conseguiu.

Muricy jurou que não iria repetir o erro de Telê. Que, segundo ele, não viveu. Não aproveitou a vida ao lado da família. Só trabalhou até não poder mais. Jurou que teria nova vida já no primeiro ataque da diverticulite, no Santos, em 2013.

A direção do São Paulo tomará uma decisão acertada. Um homem a caminho dos 60 anos, com a responsabilidade de dezenas de milhões nas mãos e a terceira maior torcida do país, com quase 14 milhões de são paulinos, tem de ser cuidado. Queira ou não, Muricy terá de fazer exames preventivos. Que a moda se espalhe. Até que enfim, os dirigentes perceberam a carga sobre-humana que os treinadores suportam neste país. E, infelizmente, não são máquinas...
4ae2 Depois do segundo ataque de diverticulite e arritmia cardíaca, a direção do São Paulo decidiu. Muricy terá de se submeter a exames médicos constantemente. Que vire moda no futebol brasileiro...

A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa…

1reproducao13 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...
O celular toca insistentemente. Agora sim, Paulo Nobre tem motivos de sobra para comemorar. Venceu um grande duelo individual com Carlos Miguel Aidar. O maior até agora. Vai muito além de Dudu. O presidente do São Paulo que garantiu que o Palmeiras se apequenou tem motivo de arrependimento.

Pois bem, o pequeno ganhou uma batalha significativa com o gigante. Conseguiu a preferência da Crefisa. A empresa será a patrocinadora master da camisa palmeirense por dois anos. Gastará R$ 46 milhões pelo privilégio. R$ 23 milhões em cada ano.

Foi preciso José Carlos Brunoro ir embora para que o clube conseguisse fechar o patrocínio na sua camisa. A negociação aconteceu com toda a participação de Nobre, situação que Brunoro não permitia nos dois anos que passou à frente do futebol e marketing palmeirense. Mesmo fora da Libertadores, o Palmeiras conseguiu o desejado patrocínio.

Em discurso ensaiado, a cúpula do São Paulo vai parabenizar o rival. Mas na verdade, é uma derrota imensa. Aidar já contava com esse dinheiro para aliviar a dívida que já bate nos R$ 200 milhões.

1 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

A promessa de Nobre aos representantes da Crefisa é que o Palmeiras manterá sempre um elenco com jogadores importantes, forte para disputar os títulos dos campeonatos que disputar. Esse aporte financeiro estimula o clube até a pensar na contratação de mais uma estrela ainda para 2015. O sonho de Conca ainda não morreu.

O departamento de marketing do Palmeiras não vai deixar quieto. Estuda uma leve ironia em relação a esse importantíssimo duelo vencido contra o São Paulo. Paulo Nobre não cabe em si de tanta alegria. Primeiro pelo patrocínio fortíssimo em plena recessão. E depois por ver derrotado Carlos Miguel Aidar, o presidente que levou Alan Kardec e ainda tem tudo acertado com Wesley. Já tinha sido assim com Dudu. Desta vez, a revanche valeu R$ 46 milhões...
 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex-vice de Juvêncio, Roberto Natel…

1ae14 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...
O quanto o ódio de dois homens podem travar um dos maiores clubes da América Latina? Basta olhar com toda a atenção para o São Paulo Futebol Clube. Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio transformaram a instituição em palanque de denúncias. As acusações conseguem afastar patrocinadores, investidores, constrangem conselheiros, torcedores. O pior é que a guerra ainda está longe do fim. As denúncias são graves e intermináveis.

A denúncia do dia é estarrecedora. No estatuto do clube está muito claro. Dirigentes ou conselheiros não podem ter ligações financeiras com o clube. Daí o escândalo do mês passado quando o grupo de Juvenal divulgou a relação entre Aidar, Cinira Maturana e a Puma. O presidente estava cogitando pagar 20% do contrato da fabricante de material esportivo para a sua namorada, intermediária do negócio.

Com a comissão prevista em contrato, Carlos Miguel não teve outra saída. A não ser confirmar a história. Disse que, quando começou a negociação, ambos ainda não namoravam. Mas os conselheiros não perdoaram. A pressão foi imensa. Aidar cancelou o negócio com a Puma. E a TML Foco Consultoria e Assessoria Empresarial Limitada, empresa de Cinira, divulgou uma nota, muito bem escrita, garantindo que não negociaria mais com o São Paulo Futebol Clube.

A ala que apoia Juvenal vibrou com o vexame. Como se não importante o clube ter sido desmoralizado publicamente. O importante foi o desgaste de Aidar. O lado de Carlos Miguel prometeu troco. Ele chegaria. E logo. Pois ele veio. O presidente chegou a dizer assim que assumiu a presidência que o clube usava um certo posto de gasolina de um conselheiro. Ele seria ligado a Juvêncio.

Os detalhes vieram à tona hoje. O jornal Lance! expõe de maneira impressionante O São Paulo teria nada menos do que R$ 706 mil, no Auto Posto 2000 Ltda. Foram R$ 14 mil em 2007, R$ 55 mil em 2008, R$ 52 mil em 2009, R$ 59 mil em 2010, R$ 106 mil em 2011, R$ 133 mil em 2012, R$ 147 mil em 2013, R$ 140 mil em 2014. Nestes anos todos, o presidente era Juvenal Juvêncio.

O dono do Auto Posto 2000 tem nome e sobrenome. Roberto Natel. Ele era vice presidente e conselheiro vitalício do São Paulo. Roberto é sobrinho-neto do histórico governador de São Paulo, Laudo Natel, um dos maiores responsáveis pelo Morumbi.

Sem saída, Roberto confirma as denúncias. Seu posto fornecia combustível para os carros e ônibus do São Paulo. Eles só poderiam abastecer em São Paulo no seu estabelecimento. A única contestação é em relação aos números. Diz que foram manipulados. E que o clube gastaria apenas R$ 70 mil por ano com gasolina. Porém em seguida confirma que em 2014, a conta chegou em R$ 132 mil.

1fotoarena2 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...

De verdade, não importa a diferença nos números. O que pesa é a postura do vice presidente vendendo combustível, tendo uma relação comercial com o clube. É algo explícito no estatuto do São Paulo Futebol Clube. Tudo foi feito com a conivência de Juvenal Juvêncio.

Para piorar a situação, Roberto Natel por muito tempo esteve cotado para suceder Juvenal. Na última hora, o ex-dirigente optou por Carlos Miguel, sem imaginar que se transformaria no seu maior inimigo. Natel seguiu na diretoria. Até que Aidar começou a atacar Juvenal. Ele se afastou da cúpula do clube em solidariedade a Juvêncio.

A revolta de conselheiros com a denúncia pode até se transformar em um pedido de expulsão de Roberto Natel. Criar de vez uma guerra no São Paulo. Só que isso não deve acontecer. O caso ser abafado. Assim como foi em dezembro, quando adeptos mais radicais de Juvenal falavam em impeachment de Aidar por sua ligação com Cinira. Logo foram calados.

Os dois lados nesta batalha constrangedora não querem expulsões, impeachments. Buscam apenas a humilhação alheia. Tudo começou quando Carlos Augusto de Barros e Silva foi preterido por Aidar. E acusou Juvenal de dar o cargo a Carlos Miguel por ele ter articulado na justiça o contestado terceiro mandato do ex-presidente. Seria um presente.

"O Carlos Miguel conseguiu isso numa manobra jurídica, e sabemos que a Justiça (no Brasil) é morosa. Uma ação com foros de legitimidade se alongaria por anos, e permitiria o mandato do Juvenal. Foi o que aconteceu", disse Leco.

Juvenal pensou muito a sério em dar a presidência a Roberto Natel. Mas acabou optando por Carlos Miguel. Quando a escolha foi feita, começaram a surgir denúncias contra Aidar. A primeira é que ele já teria acertado uma construtora que faria a 'modernização' do estádio, com direito à cobertura do Morumbi. "Era algo que nunca ficou claro. Os conselheiros não tiveram acesso ao projeto com tempo para uma análise. Quiseram atropelar algo que comprometeria centenas de milhões de reais. Vetamos mesmo", disse o conselheiro Marco Aurélio Cunha.

 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...

Mesmo com a situação amarrando a eleição presidencial à votação do projeto de modernização do estádio, a manobra não deu certo. Carlos Miguel ficou revoltado. Mas sua ira cresceria demais quando foi divulgado que sua filha, Mariana, era sua assessora presidencial. E também agente Fifa. A denúncia anônima era clara. O São Paulo tinha uma empresária de jogadores trabalhando com o presidente. Mariana abandonou o cargo.

Aidar depois desabafaria. Esperava que Juvenal defendesse sua filha publicamente. A conhecia desde menina. Não foi o que aconteceu. Foi quando Aidar resolveu fazer várias denúncias contra o ex-presidente. Pouco se importando que Juvêncio estivesse em pleno tratamento de câncer na próstata. E que várias vezes deixou o hospital para ajudá-lo na campanha no Morumbi.

"Encontrei o São Paulo muito pior do que eu imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube como pacote de ingressos para shows, distribuindo para sócios. Eram viagens para conselheiros, com hotel e hospedagens. Eu vendi 20 carros que serviam para quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. O São Paulo parou no tempo", disse à Folha de São Paulo. Revelou que a dívida do clube chegava perto dos R$ 200 milhões.

E avisou que o Centro de Treinamento da base, em Cotia, estava abarrotado. Iria diminuir e muito o número de garotos. Se Juvenal, colocado para comandar o local, fosse contra a sua decisão, seria demitido. E ele realmente demitiu o ex-presidente e homem responsável pela volta ao poder no Morumbi.

As respostas de Juvêncio foram duríssimas.

"O Carlos Miguel viu que eu tinha uma força muito grande no São Paulo. Muito forte mesmo. As estatísticas mostram isso. Nas eleições, eu tinha cinco ou sete votos contra e o resto a favor. Ele ficou cabisbaixo com isso e começou fazer coisas inenarráveis. Quando ele fala das dívidas é porque ele quer vendê-las. Ele está criando um clima para poder fazer isso.

Eu fiquei quieto, mas ele contratou três advogados do escritório dele e colocou lá dentro do São Paulo. Agora vem falar que não tem dinheiro. Como ele comprou o Alan Kardec à vista sem fazer empréstimo? Ele falou que o estádio estava velho, caindo, e queria trocar o Morumbi por um terreno em Taboão da Serra.

Veio falar comigo quando eu era presidente e eu disse: 'Não venha com essa conversa'. Aí levou um tranco tão forte que mudou de ideia e agora diz que o estádio é bom e só precisa fazer a cobertura. As declarações dele são ingênuas. Ele quer me denegrir, jogar minha imagem para baixo, para ficar em alta no clube."

O que disse ao Estado de São Paulo já havia sido revelado no blog. Aliados de Aidar articulavam trocar o Morumbi por um terreno perto de Taboão da Serra e construir novo estádio.

Depois da denúncia dos R$ 706 mil em combustível comprados no posto do então vice-presidente Roberto Natel, há uma nova certeza. A ala de Juvenal já busca novo troco em Aidar. Quem perde com isso é o São Paulo, desgastado a cada denúncia. Quem ganha? As pessoas que defendem a transparência, a verdade. As entranhas de um clube nunca foram tão expostas...

(Carlos Miguel Aidar mandou avisar que o contrato com o posto de Roberto Natel foi encerrado. E que o clube diminuirá o número de carros. Vai vender metade de sua frota de 44 carros. O Corinthians tem dez e o Palmeiras 12. Do lado de Juvenal, conselheiros aliados prometem que a guerra não acabou. Novo troco contra Aidar está sendo articulado...)
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