Publicado em 27/02/2011 às 03h30
O arrependimento santista por haver contratado Adilson Batista. E renasce o desejo por Abel Braga…

Empatar com o Deportivo Tachira da Venezuela.
Perder para o Corinthians.
Empatar com o São Bernardo na Vila Belmiro.
Na três partidas não ter coragem de dizer não a Neymar.
E para complicar ainda mais a situação, a direção do Santos continua o excelente relacionamento com Abel Braga.
Em maio, ele estará livre do Oriente Médio.
Daqui a dois meses.
Nada impediria que um técnico provisório ficasse seguindo as suas determinações até que assumisse o clube.
A direção santista está tão insatisfeita com o trabalho de Adilson Batista que preferiu não dar entrevistas ontem.
Foi frustrante demais o empate com o São Bernardo.
O time não teve organização, capacidade para escapar da marcação do modesto time do ABC.
E Xuxa fez o que quis no meio de campo, sem maior dificuldade.
Incrível a falta de estrutura tática santista.
Pior as substituições.
Tirou Zé Love para colocar Maikon Leite.
A torcida o vaiou, claro.
Bastava ter um mínimo de visão e ousadia e tirar Danilo.
Deixaria Neymar, Zé Love e Maikon Leite...
Trocou Jonathan por Pará, lateral por lateral.
E Felipe Anderson por Alan Patrick.
Nada mais óbvio.
E, lógico, que a falta do bom futebol acabou irritando o desgastado e, ontem, improdutivo, Neymar.
Outra vez mostrou seu descontrole.
Seu lado mimado.
Como não conseguia se livrar da marcação, dar dribles ou chutar a gol, resolveu se vingar.
E atingiu covardemente o goleiro Marcelo Pitol.
Se não faltasse coragem para o árbitro Milton Ballerini, ele teria sido expulso.
Mas não tomou nem cartão amarelo.
Foi uma vergonha.
Como confiar que Neymar não tomará uma atitude dessas em um jogo importante da Seleção?
Na Copa do Mundo, por exemplo.
Ele tomaria cartão vermelho sem a menor dúvida.
Não seria protegido pela omissão de um árbitro inexperiente, assustado, com medo de expulsar um astro.
Por isso, talvez seja melhor para a sua carreira, para a sua vida, que vá jogar na Europa.
E deixe o paternalismo, a paparicação da Vila Belmiro.
No Santos ninguém tem coragem de educá-lo.
Principalmente Adilson, que tudo permite a Neymar.
Está indo por terra a tese de que foi demitido no Corinthians por ter enfrentado Ronaldo e Roberto Carlos.
Se ele não enfrenta sequer Neymar como se colocaria contra as duas ex-estrelas corintianas?
Adilson foi muito xingado pela torcida santista ontem.
Sabe que seu cargo está por um fio.
Os dirigentes não fizeram questão de defendê-lo publicamente.
Assim como aconteceu no Parque São Jorge, os dirigentes estão se cansando rápido do treinador.
O arrependimento da escolha já é evidente.
Ainda mais com o contato aberto e permanente com Abel Braga.
Adilson acredita que sua situação está complicada.
Mas está pior do que ele pode imaginar...
Muito pior...
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Publicado em 20/02/2011 às 18h20
Adilson Batista ofereceu a vitória ao Corinthians. Foi uma derrota primária do Santos…
Não 19 pulmões.
De que adiantou enfrentar a maratona do Campeonato Sul-Americano no Peru...
Ter ido para Caracas e jogado mal contra o Tachira...
Ainda pior hoje contra o Corinthians?
Tudo isso para terminar o jogo como lateral direito?
O que Adilson Batista fez com Neymar foi o retrato da derrota santista por 3 a 1 para o Corinthians.
Adenor nasceu e pediu a Deus um dom como treinador de futebol.
E ele foi atendido: o de armar qualquer time com 11 jogadores ele consegue colocar para contragolpear.
Sem ser mais obrigado a escalar Ronaldo e Roberto Carlos, Tite colocou o melhor time fisicamente possível.
E esperou o favoritíssimo Santos.
A equipe de Adilson Batista pareceu um pardal caindo em uma rústica armadilha montada por crianças do interior...
Bastou ver o alpiste e não percebeu que estava debaixo de uma gaiola, com a porta presa por uma corda.
Entrou para comer o alpiste, o garoto puxou a corda e o pardal foi capturado.
O Santos se ofereceu para perder o jogo.
Tentando mostra que merecia a fama de melhor time de São Paulo, a equipe partiu para o ataque.
Com seu meio de campo aberto, sem cobertura aos laterais ou proteção aos zagueiros...
Só que, com tantas opções na Vila Belmiro, seu treinador escolheu a pior.
O meia Diogo e o 19 pulmões, Neymar.
Não bastou terem jogado mal demais na Venezuela.
Para tirar a prova que Diogo não tem cacoete de atacante e que deve jogar mais atrás, como meia, outro vexame.
O Santos até se posicionou como quem iria atacar, mas não conseguiu ser produtivo.
Neymar corria por todo o campo buscando a bola.
E Diogo esqueceu que era atacante e jogou o tempo todo longe da área.
O time tocou a bola de maneira impotente na intermediária.
Já o Corinthians viveu às custas do bote, de bola roubada, como era claro que iria fazer.
E foi assim, contragolpe, atrás de contragolpe.
Para justificar o dilúvio, Fábio Santos fez pela primeira vez na vida dos dois.
Um golaço de falta.
Elano ainda havia conseguido marcar em uma tabela com a canela de Paulinho, seu marcador...
Perdendo por 2 a 1, o Santos se abriu ainda mais.
E, em uma bola roubada de Diogo, Ralf lançou Liédson.
E ele encobriu Rafael com a frieza de um matador profissional.
Exatamente como o roteiro mais tosco indicava.
Corinthians venceu como o time de Adenor, o viciado nos contragolpes.
Sem o peso de Ronaldo, as ultrpassagens de Elias e Jucilei, e ainda Roberto Carlos...
A equipe será humilde, buscará as conquistas dando campo para o adversário...
Talvez por isso que seja a única invicta do Campeonato Paulista...
Já o Santos perdeu como os times de Adilson Batista perdem...
Atacando de forma desordenada, com vários jogadores fora de posição...
Pedindo para tomar gols nos contragolpes...
O clássico em São Paulo indica dois caminhos...
O da humildade corintiana com Adenor...
E o da apreensão, medo do futuro com Adilson Batista...
Talvez por isso já seja comentado o nome de Abel Braga na Vila...
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Publicado em 17/02/2011 às 14h07
Palmeiras ou Santos. Em um deles Roberto Carlos pretende encerrar a carreira. Corinthians? Nem pensar…

Roberto Carlos vai ganhar o triplo que recebia no Corinthians.
Ele estava insatisfeito com o seu salário.
Vai ganhar cerca de R$ 900 mil a cada 30 dias.
Recém-promovido à Primeira Divisão Russa, o Anzhi Makhachkala tem sua estrela.
Fechou contrato por dois anos.
Entre luvas e salários, receberá R$ 22 milhões.
Nada mal para quem tem 37 anos.
A saída do Corinthians foi a pior da sua carreira.
Saiu mesmo pela porta dos fundos.
Sem a conquista de um mísero título.
Pior, na diretoria ninguém ficou emocionado com a sua transferência.
Pelo contrário.
Ele não foi o grande jogador que se esperava dele.
Nem o personagem capaz de movimentar o ávido marketing corintiano.
Com ligações profundas com o Brasil, ele vai para a Rússia e antes disso fez questão de dar algumas declarações.
Confirmou o que foi antecipado aqui no dia seguinte à eliminação diante do Tolima.
Disse que não 'amarelou' na partida decisiva da Pré-Libertadores.
E, como também foi escrito no blog, tascou a culpa no Tite.
Disse que poderia jogar 70 minutos, mesmo com dores na coxa direita.
E que disputou partidas contra Barcelona e as mais importantes pela Copa do Mundo jogando pelo Brasil.
Por isso não amarelou.
Só não foi claro se seguiria no Corinthians se o clube se classificasse para a fase de grupos.
Provavelmente, não.
A proposta que seu empresário Fabiano Farah trouxe do Anzhi Makhachkala foi fantástica.
Andrés já havia ouvido rumores que isso poderia acontecer.
Sabia que o lateral estava sendo sondado pelo futebol norte-americano.
Tanto que buscou Fábio Santos para qualquer eventualidade.
Porque não iria aumentar o salário de quem não estava rendendo, como Roberto Carlos.
A falta de entusiasmo e força de Ronaldo em seguir jogando assustou o lateral.
Ele sabia que o amigo poderia parar a qualquer momento.
E o deixaria na mão.
Assim, aceitou jogar na Rússia.
Na primeira entrevista para a imprensa russa ele disse que ele sempre desejou jogar por lá.
Então, tá...
Mas os mesmos amigos que ouviram o seu desabafo de que não pipocou contra o Tolima têm novidade.
Eles ouviram que ao final do contrato com o time russo, Roberto Carlos vai voltar.
E promete que aos 39 anos vai encerrar a carreira em uma equipe brasileira.
Está na dúvida entre Palmeiras e Santos.
Do Corinthians, cuja camisa nunca fez questão de beijar, o jogador não vai passar nem na porta...
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Publicado em 16/02/2011 às 18h52
O desprezo ao mentor Giovanni dá força a Ganso enlouquecer diretoria santista…

Paulo Henrique Ganso não está sozinho nesta missão de enlouquecer o presidente Luís Álvaro.
Não posou sorridente com o ex-presidente e inimigo mortal, Marcelo Teixeira, por acaso.
Ele está sendo orientado.
Muito bem, por sinal.
Os executivos do grupo DIS, dono de 40% dos seus direitos federativos.
Eles estão rompidos com a atual diretoria santista.
E o ofereceram para sim para Andres Sanches.
O dirigente corintiano até poderia levantar R$ 45 milhões para depositar a parte do Santos.
A multa do meia para clubes brasileiros é de R$ 75 milhões.
R$ 30 milhões é a parte do DSI.
Conselheiros corintianos dizem que faltou coragem a Andres.
E que ele pensou antes na amizade com Luís Álvaro do que no Corinthians.
Vingativos, os executivos chegaram a flertar com o São Paulo.
Só que Paulo Henrique Ganso não quer confusão.
Acredita que se trocar o Santos por outro clube paulista não terá paz para andar na rua.
Ele pretende sair depois da Libertadores.
Não para um clube brasileiro.
Quer mesmo a Itália.
Já conversou sim com Leonardo, técnico da Inter de Milão.
E se ele continuas comandando o time em julho, o clube campeão do mundo virá tentar contratá-lo.
A multa total para o Exterior é de R$ 120 milhões.
A parte da empresa de Delcir Sondas é de R$ 48 milhões.
Ao Santos caberia R$ 72 milhões.
O motivo da raiva de Ganso foi o descaso como foi tratado enquanto esteve se recuperando da operação no joelho.
Enquanto Neymar era tratado como um rei e com os seus R$ 500 mil mensais, ele se contentava com R$ 127 mil.
A diferença é enorme.
E sempre o incomodou.
Luís Álvaro diz que estava esperando que se recuperasse para aumentar o seu salário.
E, lógico, a multa para uma eventual venda.
Nesta hora, vem do Pará outro conselheiro.
E que é muito respeitado por Ganso.
Foi ele quem o trouxe para a Vila Belmiro.
De graça.
O ex-jogador Giovanni.
Ele era apaixonado pelo Santos, por isso que levou o talentoso meia para lá.
Era apaixonado.
Porque detestou a maneira com que saiu pela porta dos fundos do clube.
Ele saiu no meio do ano passado, sem grande homenagem, sem jogo despedida.
Giovanni culpou o presidente Luís Álvaro que 'não teve tempo' de lhe dar atenção.
Se sentiu desprezado.
Foi da pior maneira que percebeu: seus tempos de idolatria, respeito por parte da diretoria haviam acabado.
Pois bem, chegou a hora da vingança.
E foi ele quem aconselhou seu pupilo a ser o mais frio com o presidente santista.
Giovanni sabe o que sofreu quando não pôde mais jogar seu futebol exuberante.
A maneira com que foi dispensado serve para exemplo a Ganso.
Por isso, a direção santista que se prepare.
Não perca tempo fazendo chantagem emocional com o meia.
Aconselhado pelo executivos do Grupo DIS e por Giovanni ele quer é sair da Vila Belmiro.
E joga pesado para continuar no Santos.
Só ficará se receber salário superior ao de Neymar.
As cartas estão na mesa.
E na mesa, uma jarra de açaí.
Vinda de Belém do Pará.
Cortesia de Giovanni.
Bom proveito, Luís Álvaro...
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Publicado em 16/02/2011 às 13h11
Adilson Batista, mais um que não teve coragem de dizer ‘não’ a Neymar…

Valeu o sacrifício de Neymar, ontem na Venezuela?
Esgotado pelo Sul-Americano Sub-20.
Pela comemoração que varou a madrugada.
E em seguida a viagem do Peru para Caracas.
Enquanto isso, Adilson Batista tinha vários outros jogadores descansados, condicionados.
Mas cadê coragem ou percepção para colocar Neymar pelo menos no banco?
Fazer com que atuasse por 90 minutos foi um descalabro.
Não o substituiu por quê?
Trabalhou contra o próprio Santos.
Foi com certeza a pior atuação do jogador.
Prejudicou o próprio time.
Que sirva de lição a Adilson.
Empolgação, falta de enxergar um palmo à frente combina com um garoto de 19 anos.
Deslumbramento é o departamento de Neymar.
Não deveria ser do treinador do melhor elenco do Brasil.
O começo na Libertadores do Santos foi decepcionante.
Dois pontos desperdiçados diante do Deportivo Tachira.
Que podem fazer falta.
Talvez não na classificação para a próxima fase em si.
Mas na divisão dos clubes para o mata-mata.
Dois pontos na conta do seu técnico, que ninguém se esqueça.
Mais um na longa lista na Vila Belmiro que não soube dizer 'não' a Neymar...
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Publicado em 15/02/2011 às 09h18
Neymar, o James Dean de Suarão, precisa descansar. O Santos está brincando com fogo…

"Vou jogar o Campeonato Paulista, a Libertadores, pela Seleção Brasileira principal e pela Seleção Olímpica."
A frase não é "eu quero, eu gostaria, se puder..."
É direta, conclusiva, não admite dúvidas ou pede permissão a ninguém.
Esse é Neymar.
Uma dos jogadores mais talentosos do Brasil.
Ao que tudo indica, com um futuro brilhante.
Com 19 anos, ele está certo em se achar capaz de jogar todas as partidas que puder.
Quem tão novo não se sentiu acima do bem e do mal?
Adilson Batista sabe que o técnico no Brasil precisa ganhar todos os campeonatos.
No Cruzeiro, em 2010, perdeu o emprego pelas derrotas no Mineiro e na Libertadores.
Agora, quer ganhar os dois.
E vai colocar o Santos mais forte nas duas competições.
Com Neymar, é claro.
Como treinador, Adilson está tratando de salvar o próprio emprego.
Cabe à paternalista direção santista cuidar do grande talento que veste sua camisa.
Neymar acabou de disputar e ganhar o sul-americano sub-20.
Foi uma maratona, com gramados péssimos no Peru.
Escapou da maioria, mas tomou vários pontapés maldosos.
Sabia que a competição era fundamental para o seu futuro.
Se aplicou como um mouro.
Correu, ousou, tabelou, comandou a equipe.
Marcou nove gols.
Foi o melhor do torneio.
Varou a madrugada de domingo comemorando com seus jovens companheiros.
Depois, se enfiou em um avião e foi para a Venezuela.
Vai jogar hoje contra o Deportivo Tachira, na estréia do Santos na Libertadores.
Coube a Neymar decidir se está bem fisicamente.
Sua previsível resposta.
"Estou ótimo, não preciso de descanso."
A irresponsabilidade não é dele.
A fábula é clichê.
O Santos está tentando assassinar a sua galinha dos ovos de ouro.
Na época de Pelé, o time só jogava tanto assim nas excursões.
Os campeonatos eram mais racionais.
Hoje não são pela voracidade das programações de tevê.
Para preencher a lacuna depois das novelas, o mais fácil é colocar futebol.
Altamente lucrativo e um espetáculo fácil de produzir.
Se pudessem, as tevês mostrariam partidas de segunda a segunda.
Estão quase chegando lá.
Os dirigentes dos clubes fingem que não percebem por causa do dinheiro das transmissões.
Ou da importância dos campeonatos, como a Libertadores, por exemplo.
O Santos deveria priorizar a competição sul-americana.
Fazer com que Neymar descansasse.
Não disperdiçasse o atleta neste longo e cansativo Campeonato Paulista.
Já que o terá de reparti-lo com a Seleção Brasileira principal.
E também com a sub-20 que irá disputar o Mundial da Colômbia.
A hora de se mostrar dirigente é agora, Luís Álvaro.
Preserve Neymar para não chorar depois.
Ninguém é de titânio.
Nem um genial garoto de 19 anos...
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Publicado em 07/02/2011 às 13h38
O choro de Corinthians, Palmeiras e São Paulo por Alex, o homem que preferiu a Turquia…

São Paulo, Palmeiras e Corinthians estão juntos, irmanados na dor.
Empresários que representam os clubes no Exterior tiveram a confirmação.
Alex renovou mesmo seu contrato com o Fenerbahce.
Depois de sete anos, ele vai ficar mais dois.
Ou seja: todos os telefonemas, promessas, rezas dos dirigentes do 'Trio de Ferro' paulista foram à toa.
Esforço desperdiçado.
A frustração é dividida de maneira igual.
Apesar de Rivaldo, Juvenal Juvêncio contava com a chegada de Alex em maio.
Ele seria fundamental ao time de Paulo César Carpegiani, que se ressente de grande meia.
O treinador sabe que será impossível depender apenas de Rivaldo.
Os 38 anos pesam.
E o fato de não ter de pagar nada além de luvas e salários.
Juvenal ficou frustrado porque tinha ótimas informações a respeito da vontade de Alex em atuar no Morumbi.
No Palmeiras, a diretoria recém-empossada no Palmeiras sonhava com o jogador.
Sonhava porque queria.
Bastava encarar a realidade.
Ele não aceita trabalhar de novo com Luiz Felipe Scolari, que não o levou para a Copa de 2002.
Politicamente correto e com o mesmo assessor de imprensa de Felipão, Alex não assume publicamente.
Mas só que nos bastidores, a verdade é que a família do atleta não tolera nem ouvir o nome de Felipão.
No Corinthians, Andres Sanches pensava em surpreender a todos buscando o meia.
E ter o praze de atropelar a negociação iniciada pelo São Paulo.
Os contatos eram ainda preliminares.
A esperança estava no envolvimento de Roberto Carlos e, sim, ele, Ronaldo.
Mas o sonho acabou.
Para Alex, o dinheiro continua ótimo.
E, quando voltar ao Brasil, aos 35 anos poderá ir direto para o Paraná.
E encerrar a carreira no clube que realmente ama: o Coritiba...
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Publicado em 01/02/2011 às 13h49
“A Fifa não vai reconhecer o pré-contrato de Maikon Leite com o Palmeiras. Eu sou o representante legal do jogador. E posso provar”, garante Angelo Pimentel
Maikon Leite.
Um único jogador foi capaz de jogar o Santos contra o Palmeiras.
A história é conhecida.
Ele surgiu como grande revelação no Santo André.
Foi contratado pelo Santos.
Mal começou a mostrar habilidade, velocidade e inteligência quando rompeu todos os ligamentos do joelho direito.
Muitos médicos diziam que seria difícil a sua volta ao futebol.
Pelo menos jogando no mesmo alto nível.
Conseguiu o 'milagre'.
Mas, logo em seguida, os ligamentos cruzados do mesmo joelho direito não suportaram e se romperam.
Mais seis meses parado.
Voltou no início de 2010.
Foi justo o ano de Neymar e Ganso.
Maikon Leite, traumatizado pelas contusões, não conseguiu jogar bem e foi muito mal aproveitado.
Foi emprestado ao Atlético Paranaense.
Foi muito bem.
Mas se sentiu desprezado pelo Santos.
Recebeu proposta do Palmeiras e assinou um pré-contrato.
A diretoria santista agiu como um namorado vaidoso prestes a ser abandonado pela chata e feia que infernizava a sua vida.
Comprou flores, o chocolate preferido, colocou perfume, acenou com muito dinheiro e pediu para ficar.
Maikon se arrependeu e não quer ir para o Palmeiras.
Só que os dirigentes do Palestra Itália não admitem liberá-lo.
A multa é de R$ 5 milhões, se ele quiser ficar na Vila Belmiro, adianta o departmento jurídico.
A saída pode vir de onde menos se espera.
"A assinatura do pré-contrato do Maikon Leite com o Palmeiras não tem validade.
O vínculo dele comigo vai até 2012.
Sou agente Fifa e não um aventureiro.
O Maikon se deixou levar por uma outra pessoa para o Palmeiras.
Esse cidadão se apresentou como representante legal do jogador, mas ele não é.
Tenho os documentos para provar."
A revelação é do empresário Ângelo Pimentel, de Belo Horizonte.
Angelo, o que aconteceu para o Maikon ir para o Palmeiras sem te consultar?
Ele foi para lá por uma pessoa que não tem a menor poder legal para isso.
Assinou o que não poderia.
Simples assim.
Você vai tomar alguma providência?
Eu só quero que o jogador cumpra o que assinou.
Nós temos uma ligação que vem desde a época que ele foi do Santo André para o Santos.
Sou um agente Fifa e não estaria falando com a imprensa e mostrando documentos à toa.
Essa negociação com o Palmeiras não poderia ter sido feita.
A empresa Luppi tem 80% dos direitos federativos do Maikon Leite?
Sim.
E fui eu o representante da empresa quando ela adquiriu essa porcentagem dos direitos do jogador.
Por isso eu posso falar com toda a certeza que a situação não está resolvida como o Palmeiras garante.
Sem a minha assinatura, a transação não tem validade legal...
Eu avisei o Palmeiras para pedir provas da pessoa que se dizia representante do Maikon.
Mas dirigentes no Brasil são fáceis de enganar.
Mandei carta para o Gilberto Cipullo.
Mandei para a diretoria santista também.
Mas ninguém quis me ouvir...
A entrevista com Ângelo Pimentel, que já foi representante de Gilberto Silva, entre outros, termina aqui.
Procurei um advogado neutro, para analisar a situação.
E ela é complicada.
"Pelo lado esportivo, o Palmeiras pode alegar que o pré-contrato é válido.
O procurador do Maikon Leite não pode ser dono dele, um jogador pertence a um clube.
Nós sabemos que vários empresários e agentes são donos de atletas.
Mas eles os registram em uma equipe e legalmente está tudo certo.
O procurador do Maikon, não.
O fato de ser agente da Fifa, ter contrato assinado e tudo mais é munição para o Santos, sem dúvida.
Mas na área esportiva, a luta será terrível, quase perdida.
Na justiça comum, o procurador pode reivindicar a sua participação financeira na transação.
Ele tem contrato assinado.
A situação continua bastante complexa para o Santos.
Mas não deixa de ser um alento o contrato em validade com outro empresário do Maikon Leite."
A análise foi feita pelo experiente advogado João Zanforlin que representa há anos o Corinthians...
As nuvens cinzentas mostram que pode chegar uma longa luta jurídica entre Palmeiras e Santos...
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Publicado em 30/01/2011 às 20h01
Elano, o homem que joga por três. E que Mano Menezes levará de volta à Seleção…

A defesa santista deu chances para São Paulo marcar.
Tomou bola na trave, Fernandinho e Dagoberto perderam gols feitos.
Mas o que marcou o clássico da Arena Barueri foi a atuação de Elano.
No clube das revelações, o veterano meia se multiplicou em campo.
Marcou, tabelou, deu carrinho, fez gol, cobrou o árbitro.
Mostrou que é jogador que o time precisava.
Alguém com capacidade de se multiplicar em campo.
Não ficar preocupado apenas em dar espetáculo.
Marcou seu quinto gol desde que voltou ao Brasil.
Elano está impressionando a torcida santista e outra pessoa muito importante: Mano Menezes.
O treinador da Seleção Brasileira já adiantou que ele deverá ter novas chances na Seleção.
Desde a época de Corinthians, Mano já o considerava um dos jogadores mais versáteis do futebol brasileiro.
Não foi por acaso que pediu a sua contratação por duas vezes.
Se não fosse a resistência do Manchester City e depois do Galatasaray...
A direção corintiana tem certeza que a Libertadores do centenário seria bem diferente com Elano no time.
Bem diferente...
Elano tem 29 anos.
Até a Copa de 2014 terá 33 anos.
Impossível prever como estará até lá.
Mas ele pode ter certeza que se continuar a mostrar o mesmo futebol de hoje, será um dos 23 brasileiros na Copa América.
Não há alguém tão versátil e eficiente no meio de campo como ele.
A palavra é de Mano Menezes...
Ele acertou na mosca ao retornar ao Brasil e sair do obscuro futebol turco...
Mesmo perdendo muito dinheiro.
Vai ter a sua compensação...
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Publicado em 30/01/2011 às 04h46
Se o São Paulo vencer fará um grande favor ao Santos…

Paulo César Carpegiani tem a certeza de vitória contra o Santos hoje, em Barueri.
Há quatro motivos para isso.
Rafael, Edu Dracena, Durval... E Dagoberto...
O treinador são-paulino sabe que o Santos de Adilson Batista marcou 14 gols em quatro partidas...
Mas prefere olhar e não comentar que o time sofreu seis gols em apenas quatro jogos...
Mudou o calendário, mas o Santos continua com seu problema crônico de 2010...
A defesa é muito frágil...
Exposta a contragolpes, se entrega como uma viúva carente diante de atacante velocistas...
Foi assim que Dagoberto voltou a ser respeitado, na vitória no Brasileiro por 4 a 3 do São Paulo...
Ele soube se infiltrar com a maior facilidade na zaga santista...
Luís Álvaro pensa como um torcedor na hora de contratar...
Ele gosta de ouvir empresários que falem de jogadores do meio para a frente...
E faz de conta que não sabe da lenta zaga que possui...
Finge não perceber a fragilidade de Rafael...
Contratar Aranha que estava na reserva do Atlético Mineiro foi pensar pequeno para quem deseja a Libertadores...
Em Barueri, o Santos não terá Neymar ou Ganso...
O caminho para compensar os eventuais gols que o time tomar será mais árduo...
Paulo César Carpegiani sabe que a história no futebol se repete...
E por isso fugiu da coletiva ontem...
Não queria voltar a falar como ganhou do Santos no Brasilero...
Até porque vai usar a mesma fórmula...
Usando o mesmo caminho, o mesmo atalho...
Se der certo, talvez, Carpegiani faça um grande favor ao Santos...
Vários e vários conselheiros pedem todos os dias para Luís Álvaro reforçar a zaga...
E contratar um goleiro com nível internacional...
Ele se nega...
Talvez se conscientize de que há de verdade, a necessidade, o desejo de ganhar a Libertadores...
Ainda há tempo...
Se o São Paulo fizer a sua parte, vai ajudar o Santos...
Sacudir a cabeça de Luís Paulo que busca um atacante no mercado...
E age com vergonha quando alguém diz que ele precisa contratar um ou dois zagueiros e um grande goleiro...
Talvez tudo que o presidente santista precise é de um empurrãozinho...
Cabe ao São Paulo de Paulo César Carpegiani dar a sua contribuição para a campanha...
Uma grande vitória tricolor seria o maior auxílio para o Santos de Adilson Batista....
Há decisões que só são tomadas diante de um trauma...
Só um choque acordará Luís Álvaro da letargia...
A ponto de o lembrar que um time só vence a Libertadores se tiver uma defesa eficiente...
E o Santos não tem...
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