Publicado em 11/11/2009 às 19h01
Marcelo Teixeira. O sacrifício eleitoral do Santos no México…
Marcelo Teixeira.
A maior prova que o presidente faz do Santos o que quer é o amistoso de logo mais no México.
Ele fez a equipe fraca que montou para o Brasileiro viajar 18 horas e meia.
Para enfrentar o Santos Laguna, que fará a inauguração do seu estádio.
Até o cabo eleitoral, Vanderlei Luxemburgo, criticou o jogo.
Como ele não cumpriu a promessa de levar o clube à Libertadores, suas palavras não foram levadas tão a sério.
A partida foi acontece por um pedido do presidente Joseph Blatter.
Marcelo Teixeira poderia ter dito não que o Mundial Feminino de futebol aconteceria da mesma maneira.
Mas ele quis dar um ar heróico.
Para os incautos, o Mundial para Marta ganhar para o Santos só acontecerá por causa do amistoso.
Pelé dará o pontapé inicial, depois de show de Ricky Martin.
A partida acontecer e o clube embolsará R$ 300 mil.
R$ 300 mil.
Serão mais 18 horas para voltar.
E o time viajará direto para Porto Alegre.
No final de semana enfrentará o Internacional.
Não importa o desgaste.
Nem as quatro partidas finais.
Nada de útil cabe ao Santos no Brasileiro.
O time não conquistará o título, não chegará à Libertadores.
Mas também não cairá, dizem os defensores de Marcelo Teixeira.
Aliás, o que importa para ele é a eleição do dia 5 de dezembro.
E as fotos tiradas ao lado de Blatter, com a confirmação do Mundial Feminino.
Algo que Marcelo tentará espalhar que foi mérito, conquista sua.
Mas desde o início do ano, Blatter já afirmou que desejava a competição.
Sem atender a pedido de ninguém.
Fez o que a Fifa se especializou desde João Havelange: ver uma boa oportunidade comercial para o evento.
Só que em eleição vale tudo.
E posar de estadista internacional conta votos.
E o Mundial Feminino será atribuído a Marcelo Teixeira e ao jogo no distante México.
Mas não perguntem sobre o time de 2010.
Esse assunto não interessa...
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Publicado em 06/11/2009 às 19h27
Denílson. “Fui enganado pelo empresário. Não fiquei com um tostão da minha venda de US$ 32 milhões para o Bétis”.
Denílson.
32 anos.
Uma das carreiras mais controversas do futebol brasileiro.
Ainda é o jogador mais caro a deixar o País.
Foi vendido em 1998 por 32 milhões de dólares.
Do São Paulo para o Bétis.
Robinho saiu por 30 milhões de dólares, do Santos para o Real Madrid.
O São Paulo vendeu Kaká por 8 milhões de dólares ao Milan.
Ronaldinho Gaúcho foi por 5 milhões de euros do Grêmio para o Paris Saint Germain.
Keirrison foi por 16 milhões de euros do Palmeiras para o Barcelona.
Denílson ainda é o mais valorizado.
“O São Paulo reformou o Morumbi e ainda terminou dois Centros de Treinamento com a minha venda”, brinca Denilson, que depois foi proibido de treinar fisicamente no clube que o revelou e, para quem deu tanto lucro.
Em corajosa entrevista exclusiva ao blog, ele revela que não ficou com um centavo da maior transação de um jogador que saiu do Brasil.
Diz ter sido enganado por seu empresário Luiz Vianna.
E antecipa que está muito perto de voltar a trabalhar com o treinador que mais o conhece na vida: Muricy Ramalho no Palmeiras.
Denílson é verdade que você não ficou com nada da sua venda milionária para o Bétis? Como pode ser isso? Foi a maior da história do futebol brasileiro...
Eu vou ser bem sincero, Cosme. Não fiquei porque confiei plenamente no meu empresário da época, o Luís Vianna. Ele tinha plenos poderes para administrar as minhas coisas. E, simplesmente, ele pegou tudo para ele. Tudo. Eu confiei cegamente nele e o dinheiro que era meu da transação entre São Paulo e Bétis sumiu. Legalmente ele estava amparado porque eu assinei tudo o que ele pediu para assinar. Quando percebi o que tinha acontecido, eu não acreditei. Fiquei chocado. E só me perguntava: por quê? Por quê? Ele era o meu maior amigo, meu protetor. Mas a tentação foi maior. Meus pais me avisavam para ter cuidado com ele. Olhar de pai e mãe não se engana. Eu o defendi até o fim. E foi a grande decepção que tive na vida. Não gosto nem de falar sobre isso. Mas que sirva de alerta para quem possa passar pelo mesmo que eu vivi. Até hoje eu não sei como ele teve coragem de trocar a nossa amizade por dinheiro. Não fiquei com nada desta minha venda para o Bétis. Nada.
Mas sua vida financeira está estabilizada...
Sim. Tirando o Flamengo, sempre recebi em dia nos times onde joguei (ri). Estou tranquilo, mas tenho de trabalhar. Mas o que deveria ter recebido por direito do Bétis, não recebi.
Denílson, muita gente diz que a sua carreira poderia ter sido muito melhor se você não fosse tão individualista, que jogava mais para você do que para os times. Você concorda?
Não, de jeito nenhum. Foi assim, individualista, pegando a bola e partindo para cima dos zagueiros que fiz a minha carreira. O que acontece é muita inveja. Nem sei se inveja é a palavra. Mas sempre teve muita gente que não se conformava com a minha habilidade, meu poder de dribles. Foi assim que fui para duas Copas do Mundo. Fui campeão em uma e vice em outra. Fiz exatamente o que os treinadores me pediram. Podem falar que eu era reserva. Mas se me chamassem para cinco como reserva, eu iria feliz da vida. Quantos jogadores no mundo podem dizer que são campeão e vice em Copas? Quem não queria ter isso no currículo. Minha carreira é vitoriosa, sim.
Mas eu acredito que você poderia ter se firmado outros clubes poderosos europeus...
Fiquei nove anos no Bétis. Isso não é para qualquer um. Só saí por seis meses para jogar e não receber no Flamengo.Só tenho um arrependimento na carreira. Não ter renovado meu contrato com o Bordeaux. Eu saí do Bétis e fui para lá jogar com o Ricardo Gomes como treinador. Fui muito bem. O clube queria que eu ficasse, mas me ofereceu a mesma coisa por mais uma temporada.O Al Nassr da Arábia Saudita, que me pagava o dobro do que recebia na França. Fui pelo dinheiro e não pelo lado técnico me arrependo. Mas no resto, fiz o que tinha de fazer.
Você passou pelo Dallas dos Estados Unidos e pelo Itumbiara, clubes sem representatividade. Mas o máximo foi você ir até o Vietnã e jogar 45 minutos. Que coisa de louco foi essa?
Rapaz, foi ótimo você ter me perguntado isso. Parece a história da convulsão do Ronaldinho. Cada um tem uma versão diferente. Eu vou explicar o que aconteceu. Eu estava mal fisicamente quando recebi essa proposta de jogar no Xi Mang, do Vietnã. Fui sincero e falei que só iria se o clube tivesse fisioterapia, sala de musculação, tudo o que eu precisava para me preparar para aguentar jogar. Tinha um problema no joelho que precisava operar, mas suportaria uma temporada. Os médicos já tinham me dado autorização. Só que eu tinha de fazer esse trabalho de fisioterapia. Falei, expliquei. Disseram que não haveria problema. Mas quando cheguei lá, não tinha nada, nada. Tudo era muito amador. Falei para o presidente do clube que iria embora e devolveria os 50% que havia recebido antecipadamente. Expliquei tudo para ele. Só que o presidente disse não. Ele exigiu que eu jogasse.
Como assim?
Ele já havia dado a palavra dele que havia me contratado. A imprensa do mundo inteiro já tinha noticiado que eu era jogador do Xi Mang. Disse que seria um vexame grande demais para ele se eu não atuasse. Eu percebi mesmo que a coisa saiu do controle. Ficou uma loucura no clube. Então, resolvi jogar. Sou sincero, joguei como um morto. Não conseguia andar. Vi que estava muito mal fisicamente. Pior que imaginava. Mas mesmo assim, fiz um gol, dei passe para outro e sofri a falta que acabou virando o terceiro. Tudo isso em apenas 45 minutos. O time que estava mal no campeonato venceu por 3 a 2. Saí consagrado do campo. Mas eu sabia que não tinha condições de jogar. Precisava operar. Procurei o presidente para devolver o dinheiro. Ele falou que não precisava, que eu tinha sido sincero com ele. E voltei para o Brasil. Tudo foi uma grande loucura.
E agora como você está?
Eu operei o meu joelho e estou liberado há uma semana para fazer todos os exercícios físicos. Vou treinar forte e no começo do ano estarei pronto para voltar a jogar. Estou fazendo o meu trabalho de recuperação no Palmeiras. Está sendo ótimo. Todos me tratam com muito carinho, dignidade. Eu vou confessar: gostaria demais de jogar no Palmeiras em 2010. O Muricy vem sempre me pergunta como estou. Quero muito que dê certo.
Mas está tudo apalavrado?
Não. Não está, não. É só um desejo meu. Não quero atrapalhar o Muricy e o Palmeiras. O time está na fase decisiva do Brasileiro. Estou torcendo muito que o time seja campeão. E depois, se houver a possibilidade, gostaria de defender o Palmeiras. Me identifiquei muito com o clube. E adoraria trabalhar com o treinador que mais me conhece na vida. O Muricy me conhece bem mais do que o Vanderlei Luxemburgo. O Muricy me lançou no São Paulo quando dirigiu o Expressinho. Ele foi uma das pessoas que mais me incentivou a não mudar. Ser individualista mesmo. Sempre disse que assim eu ajudaria muito o meu ataque. E também falou para os dirigentes do São Paulo que eu ainda daria muito dinheiro ao clube. Ele foi visionário.
Você tem mágoa do São Paulo?
De jeito nenhum. Tenho o maior respeito e carinho pelo clube. O que aconteceu foi um problema com um diretor. Quando eu voltei dos Estados Unidos estava precisando treinar fisicamente. E fui para o São Paulo normalmente. Acreditava que era a minha casa, que ninguém me proibiria de treinar. Sempre fui bem tratado demais pelo presidente Juvenal Juvêncio. Só que fui ser humilde e não procurei o presidente. Fui falar com o diretor, um tal de João Paulo (Jesus Lopes). Ele fechou as portas do São Paulo para mim. E ainda ele e o Marco Aurélio Cunha foram dizer na imprensa que não me deixaram treinar porque eu levaria os jogadores para a balada. Uma enorme bobagem. Eu estava querendo treinar. E além disso, mostrou falta de confiança nos atletas deles. Ou eles são crianças, sem personalidade, que qualquer um leva para as baladas? Eu fiquei muito chateado com essas pessoas. Não com o São Paulo. Tudo o que consegui na vida devo ao São Paulo.
Denílson: muitas pessoas disseram várias coisas. A mais comum é que você está implorando para jogar. Já ouviu não da Portuguesa, Guarani, Ponte Preta...
Sensacional você me perguntar isso. Os presidentes dos clubes precisam saber que existem empresários me oferecendo por aí. Mas quem responde pela minha carreira só sou eu e meu irmão. Não me ofereci para a Portuguesa ou para nenhum clube. Já me colocaram no Sertãozinho, Rio Branco e vários outros clubes do Interior de São Paulo. A única proposta concreta, verdadeira, eu vou te falar. O Juninho do Ituano me ligou e disse que, se eu não arrumasse clube melhor, as portas do Ituano estariam abertas para mim. Ele é uma pessoa que gosta demais de mim. Me conhece há anos e sabe quem eu sou. Fiquei grato e fui sincero. Existem outras possibilidades. Mas se elas não se concretizarem, jogarei com o maior prazer no Ituano. E lá posso mostrar que ainda tenho muito futebol. Terei pela frente no mínimo mais três anos de carreira em alto nível. E tem outra coisa, Cosme, ninguém vai me parar. Quando eu sentir que não estou bem, eu serei o primeiro a querer parar. Não vou estragar a minha carreira que é tão vitoriosa.
E sua vida realmente está mudada. Até casar você vai...
Olha, eu aprontei tudo o que poderia e até o que não poderia. Me falavam que quando surgisse uma pessoa especial, naturalmente eu iria querer casar com ela. Demorou, mas foi o que aconteceu. Eu estou muito feliz e realizado com a Luciele (de Camargo, atriz). Minha visão da vida mudou. Não me imagino mais sozinho, sem ela. Acabo de ficar noivo e só estou dependendo da definição de onde vou jogar para organizar o casamento. Estou muito, muito feliz...
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Publicado em 31/10/2009 às 10h00
Santos se cansou de Luxemburgo…
Marcelo Teixeira.
Não foi por acaso que ele fez questão que sua assessoria trabalhasse nos últimos dias.
Todos os jornalistas que cobrem o Santos souberam que Teixeira ‘conseguiu’ a realização do Mundial Feminino de Clubes.
Teixeira viajou até a Suíça para ‘convencer’ o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
O dirigente da Fifa já havia dito que queria o mundial feminino de clubes há um ano.
Não houve convencimento.
O que Teixeira fez foi oferecer Santos como sede.
Era o que o Blatter queria ouvir.
A Fifa está livre da organização de um torneio novo, laboratório.
Como Teixeira conseguindo essa ‘vitória’, do que os conselheiros santistas tiveram a confirmação?
De mais uma candidatura sua à presidência do clube.
Teixeira vem forte.
Além do Mundial e, a mais do que provável manutenção da Seleção Feminina Brasileira com a camisa santista, Teixeira promete dois grupos de investidores.
“Investidores fortes, violentos”, vem garantindo a conselheiros.
Há a promessa de formar uma equipe forte para ganhar o Paulista e a Copa do Brasil, garantindo a Libertadores de 2011.
O problema está no treinador.
Há um clima enorme de decepção em relação ao caro Vanderlei Luxemburgo.
Desde que vem falando da disputa do senado por Tocantins, o time não deslancha.
Ele assumiu prometendo a Libertadores da América, no mínimo.
Quando o time não conseguiu os resultados, disse que o problema são os jogadores.
Afirmou que a equipe não suporta pressão.
Irritou muitos conselheiros explicando no seu blog gostar de jogar baralho.
O Santos não vence há cinco partidas.
Está engessado na 13ª posição.
Mancini, que recebia bem menos, também fez campanha semelhante.
E hoje tudo pode ainda piorar: o Santos enfrenta o time de coração de Luxemburgo: o Flamengo no Rio.
Há um clima de rejeição crescente por parte da imprensa, da torcida e de conselheiros santistas.
O contrato de Vanderlei termina com o Brasileiro.
Jurou que irá sair do clube se Marcelo Teixeira não for candidato à presidência.
Teixeira será.
Mas gente importante dos grupos de investidores do presidente não se anima com Vanderlei.
Luxemburgo garantiu a Teixeira que ele pode trazer ‘gente para colocar dinheiro forte no Santos’.
A situação pode ser resumida dessa maneira: Luxemburgo só ficará no clube se trouxer investidores para o clube.
Talvez seja melhor mesmo seguir o conselheiro do seu padrinho eleitoral, o prefeito petista de Palmas, Raul Filho.
E ir para Tocantins, onde se filiou ao PT do Estado.
Ou então aceitar o convite do vice Fernando Carvalho e ir trabalhar no Inter, onde mais da metade do Conselho Deliberativo não o quer como manager.
Porque, como aconteceu no Palmeiras e no Corinthians, acabou a unanimidade que Luxemburgo um dia já teve em Santos...
E Marcelo Teixeira sabe muito bem disso...
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Publicado em 16/10/2009 às 20h08
Ganso. O jogador de 50 milhões de euros. A maior decepção do Brasil no Mundial Sub-20…
Paulo Henrique Lima.
Ou Ganso para os íntimos.
Ele foi a maior decepção no vice do Brasil no Mundial sub-20.
Quando a delegação chegou ao Egito, ele era a grande estrela.
Levou na bagagem até assessor de imprensa pessoal.
A diretoria do Santos tinha a certeza que ele despertaria a cobiça dos grandes clubes europeus.
A divulgação do seu nome entre os empresários internacionais foi bem feita.
Todos queriam ver o jogador de passe estipulado em 50 milhões de euros, ou R$ 137 milhões.
O grupo Sondas comprou 40% dos seus direitos federativos.
O Santos ficou com 50% e o jogador com os outros 10%.
A equipe santista fez até festa quando esticou seu contrato até 2014.
Só que as partidas no Cairo foram passando e Ganso não conseguia render.
O Brasil eliminando os adversários, Ganso não jogando bem, mas lá firme como titular.
“Uma hora ele explode”, sonhavam os dirigentes santistas na Vila Belmiro.
Só que veio a final de hoje contra a Gana e nova decepção.
Ganso foi mal outra vez.
Substituído, viu a Seleção perder a decisão nos pênaltis.
Há um grande constrangimento em relação ao garoto.
E a culpa não é dele.
Ele tem só 20 anos.
Não foi ele quem fez tanta propaganda do seu futebol.
Quem o pintou como um “novo Raí”.
Foram dirigentes e empresários.
Agora será ele quem terá de suportar as cobranças.
A marca do péssimo Mundial que jogou ficará para sempre.
Ele foi levado ao Santos pelo ex-jogador Giovanni.
É paraense como ele.
Giovanni foi talentoso, mas frio demais nas decisões que teve pela frente.
Na carreira.
Tomara que Ganso não tenha herdado essas características do seu ídolo.
E que o Mundial fique marcado como apenas uma passo em falso na sua carreira...
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Publicado em 15/10/2009 às 18h36
A Globo declara guerra aos patrocinadores dos clubes paulistas…
Guerra nas coletivas.
A cúpula de TV Globo de São Paulo não se intimidou.
Resolveu acabar com a festa dos microfones dos clubes.
Bem explicado.
Para não mostrar os patrocinadores dos times, a TV Globo passou a focalizar apenas o rosto do entrevistado.
‘Bem fechado’, como dizem os câmeras.
A ordem é não mostrar patrocinador que não pagar nada à tevê.
Só que os clubes contragolpearam.
Passaram a colocar minúsculas placas de ferro nos microfones.
Nas placas, o patrocinador que mais o interessar.
A Globo tolerou isso por cerca de um ano.
Muitas vezes, o câmera ‘fechava’ tanto a imagem que só mostrava o os olhos, o nariz e a testa.
A boca não era mostrada para não expor o patrocinador.
Os clubes resolveram reclamar, cobrar que a imagem fosse mais aberta.
A cúpula do esporte da Globo resolveu mostrar sua independência.
E agora todas as coletivas são feitas em plano aberto.
Ou seja: tudo é mostrado longe demais.
O entrevistado fica muito distante.
Mas a intenção foi alcançada.
É impossível distinguir os patrocinadores nos banners (placas atrás dos entrevistados) ou nos microfones.
Na verdade, mal dá para ver o entrevistado.
A ordem é manter o som e mostrar o máximo possível o entrevistado jogando ou em outra situação.
Os clubes paulistas querem novo contragolpe, mas está faltando coragem.
A idéia é seguir o que as equipes europeias fazem.
Elas permitem que as tevês filmem os treinos.
Mas nas coletivas, as imagens são obrigatoriamente as cedidas pelo clube.
E o clube mostra o entrevistado, o microfone e os patrocinadores.
Tudo muito nítido.
Os presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo ainda não sabem se adotam já a medida.
Mas devem tomar uma decisão conjunta.
E os executivos da Globo paulista não estão preocupados com a represália.
A ordem é continuar filmando o mais longe possível, para que não seja possível definir qualquer patrocinador.
É possível que as retransmissoras da Globo em outros estados acabem seguindo o mesmo caminho.
A guerra está só começando...
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