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“Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo.” Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está…

1reproducao33 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...
Romário é o presidente da CPI do Futebol. O senador está empenhado. Assumiu uma missão. Fazer com que as investigações sobre o esporte mais importante do país não fiquem na superfície. E para isso está convocando para Brasília pessoas que possam mostrar a realidade, o que há de verdade nas entranhas da CBF, da Seleção, dos clubes, das Federações, dos contratos de publicidade, de transmissão.

Quem se beneficia de uma estrutura viciada, atrasada, que facilita com que pessoas tenham poder absoluto por décadas.

Para isso, Romário convocou para depor pessoas como o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-Ricardo Teixeira. Ir para Suíça ouvir José Maria Marin.

Mas também deu voz para quem há anos convive com os bastidores. E expõem falcatruas, negociatas, abusos e privilégios de quem se aproveita do futebol: os jornalistas.

Entre os chamados estavam Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr. e Leandro Cipoloni. Eles escreveram o livro "O Lado Sujo do Futebol". Sem disfarces, eles mostraram de forma crua, direta como João Havelange e Ricardo Teixeira dominaram a CBF por anos e anos. A que preço. A leitura é estarrecedora.

2ae20 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...

Leandro Cipoloni é um dos chefes de redação da TV Record. Meu amigo de anos do Jornal da Tarde. Ele fez questão de atender a convocação de Romário. E revela o que foi dar o seu depoimento aos senadores, aos políticos de Brasília. Encarar pessoas que querem limpar o futebol brasileira. E também as que querem que tudo continue a mesma coisa. O atraso, a falta de transparência, as beneficia. Os homens da 'bancada da bola'.

Aqui o relato de Leandro para o blog...

"Sentar na cadeira da CPI do Futebol foi como entrar num túnel do tempo, de volta para o início dos anos 2000. Imediatamente, vieram à lembrança as duas comissões no Congresso que investigaram a CBF, seus contratos e o então presidente, Ricardo Teixeira. Já repórter de política do Jornal da Tarde, eu assistia às sessões por interesse não apenas profissional, mas também de quem sempre foi aficionado por futebol.

"A paixão pelo esporte foi, inclusive, um dos principais motivos que me levaram a uma faculdade de Jornalismo. E foram os quadrilheiros do futebol que me tiraram da editoria. Percebi, em pouco mais de um ano no jornal A Gazeta Esportiva, que não teria estômago para a relação espúria de parte da imprensa esportiva com jogadores, empresários e dirigentes. Elo que tornava a cobertura, quase todo tempo, chapa-branca. Concomitantemente, uma estrutura corrupta fomentava aproveitadores, que contavam ainda com a leniência de autoridades. CBF, suas federações estaduais e os clubes eram blindados e não prestavam qualquer satisfação para os torcedores. Eram os donos da bola.

4ae20 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...

"Uma década depois, os ventos mudaram. A imprensa esportiva se tornou mais combativa. No embalo das acusações da promotoria suíça, que mandou chumbo em Teixeira e em seu mentor, João Havelange, repórteres brasileiros colocaram a caneta e o cérebro para funcionar. Grandes veículos de comunicação abriram espaço na sua editoria de Esporte para o jornalismo investigativo. A Rede Record entrou para o time e nos deu total autonomia para mergulhar no assunto. Ao lado de outros colegas, eu, Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Junior e Tony Chastinet fizemos uma série de reportagens que contribuiu para a queda de Teixeira. A partir dela, aprofundamos as investigações para publicar “O Lado Sujo do Futebol”, que ficou semanas entre os livros mais vendidos do País em 2014. Nossas denúncias fundamentaram o indiciamento recente de Teixeira pela Polícia Federal e nos levaram à CPI.

"Foi uma honra participar da comissão ontem. Tive a satisfação pessoal de ver o reconhecimento do nosso trabalho e, principalmente, de saber que aquela imprensa esportiva que conheci no início da carreira está perdendo espaço. Uma mudança de rumo que foi saudada na atual CPI pelo colega Juca Kfouri, que, como Cosme Rímoli, remou muitos anos contra a maré da adulação. Eu, Amaury e Azenha fechamos um ciclo de convocação de jornalistas brasileiros chamados a colaborar com as investigações dos senadores. Antes de nós, depuseram Kfouri, Jamil Chade, José Cruz, Lucio de Castro e Rodrigo Mattos, que ganharam terreno com a glasnot da imprensa esportiva.

"Espero, de alguma maneira, ter colaborado com os senadores. Fico na torcida para que os trabalhos da comissão, dessa vez, deem algum resultado prático. Abri meu depoimento afirmando que só havíamos aceitado o convite por acreditar que será diferente – e estaremos de olho. É uma chance histórica de mudar o futebol brasileiro para melhor.

"Por enquanto, a chamada “bancada da bola” ri da CPI. Seus membros veem a grave crise política monopolizar os holofotes no Congresso. Romário parece lutar sozinho. A esperança de quem deseja a moralização do futebol brasileiro é a mesma de 1994, quando o Brasil chegou desacreditado na Copa dos Estados Unidos. Convocado pela pressão popular, Romário foi lá e resolveu. Mais uma vez, a sorte do torcedor brasileiro está nas mãos dele.

"Política é um jogo difícil de decidir sozinho (a presidente Dilma pode dar um testemunho sobre o tema), e a CBF é um zagueiro bem mais preparado que qualquer um que o senador enfrentou nos gramados. Um adversário experiente, cascudo, ardiloso e desleal. Boa sorte, Romário. Você e o futebol brasileiro vão precisar."

Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin

1reproducao32 Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin
O duelo entre Romário e Marco Polo del Nero na CPI é épico. O senador pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da CBF. Mas teve de justificar. Ele foi duríssimo nas explicações.

Romário destacou o fato de haver indícios contra Del Nero na investigação movida pelos Estados Unidos contra vários dirigentes ligados à Fifa, por recebimento de propina na celebração de contratos comerciais e de marketing, o que torna necessário o acesso da CPI aos dados de Del Nero.

Além disso, há a ser o conspirador 12 identificado pelo FBI. O presidente da CBF sempre negou veementemente ser ele. O ex-jogador esclareceu que no período que abrange o pedido da quebra (de março de 2012 a maio de 2015), Del Nero está ligado à CBF ou como vice de José Maria Marin ou como presidente cargo que exerce desde abril.

Muitos políticos estão vendo esse pedido de Romário, presidente da CPI, como uma manobra de distração. Na verdade, ele quer outra coisa.

O que interessa a Romário são as movimentações financeiras feitas pela entidade. A Comissão Parlamentar de Inquérito solicitou a demonstração de todos os repasses feitos para as federações estaduais e os dirigentes esportivos de cada uma das filiadas. Mais, os contratos com parceiros comerciais, para direitos de transmissão e acordos com empresas que cuidam ou cuidaram dos jogos da Seleção.

O inesperado. O senador exige também ter acesso aos contratos de transmissão que a CBF tem com a Globo. Marco Polo também não quer mostrar.

35 Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin

Advogados representando o presidente da CBF entraram com pedido no Superior Tribunal de Justiça. Não aceitam nada disso. Não querem que contrato algum da CBF com patrocinadores, Globo ou federações seja revelado. Além do sigilo bancário quebrado do seu contratante.

Nunca, sem ser os envolvidos, tiveram acesso aos dados do acordo financeiro entre a emissora carioca e a CBF para a transmissão do Campeonato Brasileiro. Os números sempre foram extraoficiais. Nunca assumidos pelos dois lados. Pode ser muito maior do que todos pensam.

Um dado estranho é em relação ao auxílio financeiro que a CBF dá às federações e aos seus presidentes. Teoricamente seria públcio. Entre R$ 700 mil até R$ 2 milhões mensais para as entidades e mais R$ 15 mil a cada 30 dias aos seus presidentes. Pelo menos é o que foi divulgado.

A decisão sobre os pedidos de Romário caberá ao ministro do STF, Edson Fachin...

(E Fachin começou a dar sua decisão. Aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Marco Polo del Nero...)
111 1024x576 Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin

A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a ‘gastança’ do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador…

 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...
"(...)Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco...Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. Não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze...

Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito. Para beneficiar poucas pessoas.

Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países?

Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.

São Paulo acaba de ser confirmado como a sede da abertura da Copa. Você concorda?

Como posso concordar? Colocaram lá três tijolinhos em Itaquera e pronto... E a sede da abertura é lá. Quem pode garantir que o estádio ficará pronto a tempo? Não é por ser São Paulo, mas eu não concordaria com essa situação em lugar nenhum do País. Quando as pessoas poderosas querem é assim que funcionam as coisas no Brasil.

No Maracanã também vão gastar uma fortuna, mais de um bilhão. E ninguém tem certeza dos gastos.Nem terá. Prometem, falam, garantem mas não há transparência. Minha luta é para que as obras não fiquem atrasadas de propósito. E depois aceleradas com gastos que ninguém controla.

O que você acha de um estádio de mais de R$ 1 bilhão construído com recursos públicos. E entregue para um clube particular?

Você está falando do estádio do Corinthians, não é? Não vou concordar nunca. Os incentivos públicos para um estádio particular são imorais. Seja de que clube for. De que cidade for. Não há meio de uma população consciente aceitar. Não deveria haver conversa de politico que convencesse a todos a aceitar.

Por isso repito que falta compreensão à população do que está acontecendo no Brasil para a Copa.

 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...

A Fifa vai fazer o que quer com o Brasil?

Infelizmente, tudo indica que sim. Vai lucrar de R$ 3 a R$ 4 bilhões e não vai colocar um tostão no Brasil. É revoltante. Deveria dar apenas 10% para ajudar na Educação. Iria fazer um bem absurdo ao Brasil. Mas cadê coragem de cobrar alguma coisa da Fifa? Ela vai colocar o preço mais baixo dos ingressos da Copa a R$ 240,00. Só porque estamos brigando pela manutenção da meia entrada. É uma palhaçada! As classes C, D e E não vão ver a Copa no estádio. O Mundial é para a elite. Não é para o brasileiro comum assistir.

Essas perguntas fiz para Romário em 2011, durante o Pan-americano, em Guadalajara. O então deputado federal já era obcecado com os gastos que o Brasil teve com as arenas. Sabia que assim que tivesse a oportunidade, colocaria em pratos limpos. Nem que demorasse anos.

Parecia ter previsto o futuro. A Polícia Federal mergulhou à fundo na operação Lava Jato e detalhou as propinas dadas a políticos pelas principais empreiteiras do Brasil. Mas foi além. Tratou de investigar as muitas denúncias de superfaturamento dos estádios levantados no Mundial de 2014.

A Odebrecht construiu quatro arenas. Duas sozinha. A Arena Pernambuco e o Itaquerão. O Maracanã dividiu com a Andrade Gutierrez. A Fonte Nova, com a OAS. A Arena de Dunas, em Natal, ficou só com a OAS. A Galvão Engenharia construiu o Castelão, junto com a BWA e Andrade Mendonça. A Mendes Júnior ficou com a Arena Pantanal.

3ae19 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...

Os estádios de Belo Horizonte (Mineirão), de Porto Alegre (Beira-Rio), de Manaus (Arena Amazônia), de Curitiba (Arena da Baixada) e de Brasília (Mané Garrincha) não foram construídos por empreiteiras ligadas à Lava Jato. A Andrade Gutierrez se destaca nas construções de três dessas arenas: Mané Garrincha, Beira Rio e Arena Amazônia.

A Polícia Federal deflagrou hoje a operação Fair Play, nome que ironiza a corrupção que domina a Fifa. O primeiro estádio investigado é a Arena Pernambuco. O superfaturamento pode chegar a R$ 70 milhões. Foram apreendidos documentos e computadores.

A PF já está investigando os outros estádios da Copa. Principalmente os levantados pelas construtoras envolvidas do Lava Jato.

O Itaquerão, o Maracanã e Fonte Nova. Todas as arenas em que a Odebrecht participou.

O ex-presidente Lula foi figura ativa na aproximação da Odebrecht e o Itaquerão.

"Nós, graças da Deus, arrumamos um grupo de empresários que assinou um contrato agora e finalmente, além de o Corinthians ter seu estádio, ele também receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014."

Romário, como senador, já queria investigar as empreiteiras e os gastos públicos com as arenas da Copa. Agora deflagrada a operação Fair Play, estará ainda mais à vontade para realizar seu sonho. Divulgar cada centavo que custou cada uma das 12 arenas. Quanto o BNDES deu e quanto será pago. Principalmente pelos clubes, donos de estádios particulares que usaram dinheiro público: Corinthians, Atlético Paranaense e Internacional.

 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...

O ex-presidente do Corinthians e deputado federal do PT, Andrés Sanchez, sabe que a Polícia Federal vai investigar os documentos do estádio que Lula viabilizou. O dirigente/político também deverá ser investigado pela PF. Assim como já havia sido quando o Corinthians tinha parceria com a MSI, e o dinheiro vinha dos bilionários russos exilados na Inglaterra.

O tempo passou em relação ao Pan de Guadalajara. Romário cresceu muito na política. Não é mais deputado federal. Se tornou senador. É principal favorito à prefeitura do Rio de Janeiro. Nunca se conformou com o que classificou como 'assalto da Fifa', em relação aos lucros da entidade com a Copa do Mundo. Reclamou também da falta de legado.
Se revoltou com os ingressos que nunca foram destinados aos deficientes, prometidos por Marin.

Disse que a Copa foi o 'maior roubo da história do Brasil'.

5ae4 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...

"Acreditei nos três. No Lula, na Dilma e no Ricardo Teixeira. É uma maioria bem grande que acreditou. Quem não quer uma Copa do Mundo no país? Principalmente com todos os gastos vindo de empresas privadas. Mas, infelizmente, virou totalmente contra o que era lá atrás e virou uma roubalheira."

Mas agora, como presidente da CPI do Futebol, ele poderá realizar o velho sonho e investigar a fundo a CBF de seu inimigo Marco Polo del Nero. Romário teve de pagar ao presidente da CBF, R$ 20 mil. Foi processado por dizer as seguintes frases.

"O presidente da entidade, José Maria Marin, é ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente foi detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha. São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa? Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia."

Mas além desse confronto com Marco Polo, Romário poderá ir além. E cumprir uma promessa que fez a este jornalista ainda em território mexicano. Há quatro anos. Dentro de uma van, indo comentar uma partida de futebol da Seleção Pan-americana.

"Um dia ainda vou fundo na gastança com os estádios da Copa do Mundo. Essa festa com o dinheiro público não ficará assim. Pode me cobrar, Cosme."

Estou cobrando, senador Romário...
6ae2 A operação Fair Play da Polícia Federal dá a chance que Romário esperava há anos. Investigar a gastança do dinheiro público com as arenas superfaturadas na Copa do Mundo de 2014. A hora chegou, senador...

Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília…

1ae23 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...
"Posso afirmar que essa CPI é de verdade, muitos daqueles que fazem mal ao futebol vão pagar pelos seus crimes. Tenho esperança que vai sobrar para o presidente da CBF (Del Nero). É o corrupto mor. O Ricardo Teixeira também. Merecem uma vaga ao lado de Marin em uma cela."

"A gente já tem provas suficientes para pedir o afastamento do Del Nero até antes dele se tornar presidente. Só que a CBF é uma empresa privada e tem uma bancada muito forte tanto na Câmara quanto no Senado."

Esses eram os sentimentos conflitantes de Romário em maio. O senador estava entusiasmado com a prisão de José Maria Marin na Suíça. Percebeu que o momento havia chegado. Propôs e conseguiu a CPI a CBF. Políticos prometem investigar a entidade que controla o futebol no país.

O senador pelo PSB, que é candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, estava empolgado. Sabia que deveria ser o presidente da CPI, tal foi seu empenho para que ela nascesse. Só que seus assessores se preocupavam com os outros membros. Principalmente o relator. Será ele quem definirá o que realmente acontecerá depois dos depoimentos.

O escolhido nasceu de um acordo explícito entre PT e PMDB. Ele é Romero Jucá. Senador pelo PMDB de Roraima. E muito ligado ao ex-presidente José Sarney. Um dos filhos de Sarney, Fernando, é vice da CBF. Há a certeza que foi escolhido para blindar a CBF. Evitar que a CPI chegue a fundo nas investigações. Ele tem poder para travar o ex-atacante. Romero é aliado de Renan Calheiros (PMDB Alagoas). E o presidente do Senado tem ótima ligação com a Bancada da Bola.

Antes mesmo da CPI começar, Jucá deixa claro que Romário. Ele precisa rever suas expectativas otimistas, revolucionárias, explosivas. O ex-jogador avisou que vai pedir o fim do sigilo bancário e telefônico de Marco Polo de Nero, de Ricardo Teixeira, dos dirigentes mais graduados do futebol brasileiro, das federações. Dificilmente terá sucesso na investida.

Romero, pernambucano que é senador por Roraima, já deixou claro. Ele vai desviar o foco da corrupção. Pretende insistir nos 'detalhes técnicos' do futebol, do esporte. Amarrar as investigações e depoimentos ao fracasso da Seleção Brasileira nos gramados. A fragilização dos clubes.

"É preciso retomar o futebol como paixão do povo brasileiro. Chega de 7 a 1, de Copa América (se referindo à desclassificação da seleção). A retaguarda está desorganizada", disse Jucá.

Foi até mais explícito a jornalistas de Brasília. Perguntado se iria permitir que Marco Polo e Ricardo Teixeira tivessem seus sigilos devassados, o experiente senador foi firme. "Investigaremos quem for preciso. Mas aviso que a CPI não será contra ninguém. Não se pode personalizar. Não será contra A ou B. O tema é o futebol brasileiro."

Está claro que Romário não terá o espaço que esperava. Até porque há outros interesses na CPI, além de investigar profundamente a CBF e a maneira como administra o futebol nesse país. Como a importante eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro, marcada para o ano que vem.

2ae16 1024x681 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

O ex-jogador confirmou ontem o que todos já sabiam. Será candidato. Pesquisa divulgada há dois dias pelo jornal carioca O Dia, o coloca como segundo colocado na disputa. O primeiro é o senador Marcelo Crivella do PRB, com 32,2%. Romário, PSB, tem 27,6%. Marcelo Freixo do PSOL, 13,2%. Clarissa Garotinho do PR, 6,5%. Pedro Paulo, PMDB, 3,0%. Bernardinho, técnico da Seleção Masculina de Vôlei, sem partido, teria 2,3% dos votos. Alessandro Molon, PT, 2,0%. Índio da Costa, PSD, 1,2%. Não sabem em quem votar 5,2%. Nenhum deles 6,7%.

Ou seja, não é de interesse de ninguém que não seja do PSB, que Romário tenha grande projeção nesta CPI. E Romero Jucá pode travá-lo. Não só como representante da bancada da Bola. Como filiado do PMDB.

Entre os outros senadores que fazem parte da CPI e que não agrada os assessores de Romário. O ex-presidente Fernando Collor de Mello. Seu filho Arnon é muito ligado ao futebol. Fundou a Liga do Nordeste, que controla, com o apoio da CBF, a Copa do Nordeste.

Os membros da CPI são apontados, na sua maioria, como políticos conservadores. Romário não terá grandes aliados na revolução no futebol brasileiro que esperava comandar.

Humberto Costa (PT-PE); Zezé Perrela (PDT-MG); Ciro Nogueira (PP-PI), Donizete Nogueira (PT-TO), Gladson Caneli (PP-AC), Eunicio Oliveira (PMDB-CE), Romero Jucá (PMDB-RR), Omar Aziz (PSD-AM), Hélio José (PSD-DF), Álvaro Dias (PSDB-PR), Davi Alcolumbre (DEM-AM); Romário (PSB-RJ), Roberto Rocha (PSB-MA), Fernando Collor (PTB-AL) e Wellington Fagundes (PR-MT). Esses são os membros da CPI. Eles terão 180 dias de prazo para discutir os problemas do futebol brasileiro.

Em seis meses, o cenário poderá estar muito mais calmo, o que teoricamente seria ótimo para a cúpula da CBF. A definição da CPI já demorou absurdos dois meses. Manobra clara dos políticos para deixar 'baixar a poeira', acalmar os ânimos da prisão de Marin.

3ae10 1024x698 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Romário já ficou profundamente decepcionado com a MP que foi aprovada para refinanciamento de R$ 4 bilhões dos clubes em 20 anos. O senador percebeu que Marco Polo del Nero e a CBF foram as grandes vencedoras. Foi tirado do projeto a sua principal reivindicação.

Foi retirada da Medida Provisória a transformação da seleção brasileira de futebol em patrimônio cultural, o que permitiria o Ministério Público acompanhar a gestão e investigar a CBF, entidade responsável pela Seleção.

Além disso, o colégio eleitoral da CBF não se democratizou como esperava o senador. Nada de representantes de jogadores votando. O processo continua fechado. Além das federações e dos clubes da Série A, os da Série B terão direito a eleger o presidente da entidade. Ou seja, continua fácil para o grupo que estiver comandando a CBF se manter no poder o quanto quiser.

 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Marco Polo 'cedeu' em relação ao tempo de mandato de um presidente da entidade. Ele só poderá ter direito a ser reeleito apenas uma vez. Ele tem 74 anos. Seu mandato vai até 2019. Se reeleito, sairá em 2024. Terá, então, 83 anos. Poderá se aposentar.

Diante desse quadro, Romário não votou a favor da MP, que tanto desejava. Percebeu que foi vencido no seu principal sonho. Tornar a Seleção um patrimônio público para acabar com a blindagem da CBF. Perdeu.

O mesmo poderá acontecer com a CPI da CBF. Ser o presidente poderia ser algo marcante, dar maior visibilidade política. Mas a bancada da bola conseguiu se impor. Seus representantes são fortes. Capazes de proteger não só Marco Polo del Nero, a atual diretoria da CBF, mas também Ricardo Teixeira.

Além disso há a disputa silenciosa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Travar Romário, impedir que ele transforme a CPI em um palanque para 2016, é obrigação de Romero Jucá. Como relator, o senador de Roraima tem esse poder.

Por isso, apesar das frases provocativas, de sua revolta contra Marco Polo e Ricardo Teixeira, Romário está preocupado. Sabe que, como a MP, a CPI da CBF pode ser uma enorme decepção.

A influência da CBF é muito forte.

Marco Polo e Ricardo Teixeira são silenciosos.

Porém, muito mais poderosos do que parecem.

E juntaram força para sobreviver...
 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

1reproducao1 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?
Em 1995, há 20 anos, o Flamengo contratava Romário. Brahma, Banco Real, Rede Bandeirantes e Multiplan dividiram cotas para buscar o jogador do Barcelona. Ele havia sido o principal jogador do Brasil na Copa de 1994. "Se fomos campeões, devemos ao Romário", admite Dunga.

Desfilou em carro aberto, foi tratado como um rei. A diretoria da época contratou para ser seu parceiro Edmundo. E avisou aos quatro cantos do país. Em uma rima pobre, bradava. Com Romário, Sávio e Edmundo, o Flamengo teria o 'melhor ataque do mundo'.

Só que se esqueceu que um time não se forma só de ataque. E também não soube conduzir a incrível guerra de egos entre as estrelas da equipe. Além do descontentamento por Romário receber muito mais dinheiro e atenção do que o restante do elenco. Resultado. Um tiro na água. Vexames e dívidas.

O clube carioca só pagou parte do que devia para o atacante, que tirou do Barcelona, em março de 2015. Sim, este ano. Vinte anos depois, ele recebeu R$ 4,2 milhões. E mais, pagará R$ 160 mil de direito de imagem, até dezembro de 2022.

Tudo isso volta à tona porque os grandes pensadores garantem que as 'histórias se repetem'. Ou seja, o ser humano não tem muita imaginação. E por associações costuma seguir o que foi feito de certo ou errado anos, décadas ou até séculos atrás.

2ae7 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse? class="alignnone size-full wp-image-50157" />

A diretoria do Flamengo está fazendo um trabalho brilhante. Com empenho desconhecido neste país, está saldando dívidas que deixavam o clube à beira da falência. Irresponsabilidade, incompetência, falta de transparência e corrupção dominaram a Gávea. O clube mais popular do país não tem um estádio e nem mesmo um CT decente. Milhões e milhões de reais, cruzeiros, réis já passaram por lá. E mesmo assim, não se estruturou.

O clube devia mais de R$ 750 milhões. Se seguisse o mesmo ritmo de administrações passadas, quebraria facilmente a barreira do R$ 1 bilhão negativo. Eduardo Bandeira de Mello, administrador e ex-funcionário do BNDES, assumiu a presidência em 2013. Desde então priorizou o pagamento dessa dívida. Foi além.

O Flamengo virou exemplo para todo o país também por reformar os seus estatutos. A diretoria se obriga a publicar balanço trimestral na Internet e seguir regras comuns às empresas de capital aberto. O orçamento terá de ser respeitado de qualquer maneira. Sonegação de tributos e apropriação indébita serão cobrados de maneira exemplar.

Primeiro, com perda imediata de mandato. Depois, inelegibilidade por 15 anos. E depois, processo judicial para que ressarça aos cofres cada centavo desperdiçado, que tenha sumido de maneira mal explicada.

Atitudes louváveis, estimulantes diante de tantas denúncias de corrupção.

Mas só que o Flamengo é futebol na sua essência. Bandeira de Mello quer a reeleição. Sabe que precisa seguir economizando, mas sem resultados dentro das quatro linhas, seu projeito fica inviabilizado. Por um simples motivo. Não consegue apoio para seguir presidente.

3ae6 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

Daí ele cedeu à pressão de conselheiros e membros de diretoria. E entendeu que nos próximos seis meses, o Flamengo precisa de vitórias. Ganhar jogos, lutar pelo título do Brasileiro. Ter assegurada uma vaga na Libertadores.

Bandeira percebeu que o cenário na Gávea é muito preocupante. Há um elenco fraco. Treinador emergente, inteligente, honesto, mas que ainda não tem maturidade para garantir nem título ou Libertadores. Por isso Cristóvão pode ser demitido a todo o momento.

Mas a notícia mais importante para o futebol desde que assumiu no início de 2013 se concretizará nesta terça-feira, amanhã. O clube fará uma festa imensa. Como já fez um dia para Romário, Ronaldinho Gaúcho, Adriano. O dia amanhã será de Paolo Guerrero.

É a maior 'loucura' de Bandeira de Mello. Ele aceitou o clube se envolver em uma operação de R$ 41 milhões. São R$ 16 milhões em luvas. E mais R$ 650 mil mensais por três anos.

O departamento de marketing da Gávea quer atrair a atenção de todo o país. Começar a trabalhar a ideia de transformá-lo no grande ídolo deste pobre futebol brasileiro. Deseja desesperadamente usar sua boa aparência para buscar empresas que o usem como garoto-propaganda.

Mas e o time? Guerrero é muito próximo de Sheik. Os dois ex-jogadores do Corinthians tem se comunicado, conversado por telefone, trocado mensagens. O artilheiro das duas últimas Copa América pode se preocupar. E muito.

O time das 11 partidas que disputou no Brasileiro venceu três. Empatou uma. E perdeu sete vezes. Tem apenas 10 pontos e está na 15ª colocação.

Sozinho, Guerrero não tem condições de fazer absolutamente nada. Sheik é o melhor dos seus companheiros. Os dirigentes sabem disso. E buscam soluções. De nada adianta ter um artilheiro se a equipe não tem capacidade para jogar em função dele.

4reproducao Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

Em vez de animação, a chegada do peruano está trazendo preocupação. Com derrotas e ameaça de rebaixamento, os projetos de marketing não sobreviverão. Eduardo Bandeira de Mello foi avisado. O clube precisa investir. Buscar pelo menos mais três ou quatro jogadores de qualidade. Isso significa gasto, mas não há outro jeito.

Guerrero, por seu lado, também não quer passar pelo sufoco de seus últimos meses no Corinthians. O jogador percebeu na pele o que a falta de pagamento sabota uma boa equipe. Vivido, sabe também que de nada adiante receber no prazo certo e ter um time fraco, ruim. Não há como não ficar preocupado.

O dinheiro que queria e não teve do Corinthians, pelo menos o peruano recebeu.

Ele chegará à Gávea amanhã de manhã. E dará sua coletiva às 13h30. Cristóvão, desesperado, já o quer contra o Internacional, em Porto Alegre, na quarta-feira.

No domingo, ele não jogará. A diretoria do Corinthians implorou para a direção flamenguista manter um 'acordo de cavalheiros' e não colocar Guerrero no Maracanã. domingo. E houvesse protesto, depredação e até invasão de campo. Como os dirigentes corintianos até facilitaram os encontros com Guerrero e a cúpula flamenguista, e ele não estará em campo.

 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

Mas Guerrero não tem motivos paras sorrir. Essa demonstração de medo dos corintianos lhe deixou orgulhoso. Mas o fraco time que jogará, não. Aconselhado por Sheik, ele tem conversado com os dirigentes. E lembrou ter tido a promessa que o Flamengo teria uma equipe forte. Isso pesou na hora de acertar seu contrato de três anos.

Essa é a situação. Bandeira de Mello está reconstruindo o Flamengo. Mas para sua reeleição precisava do time forte. E de um grande ídolo. Se possível, o maior do futebol brasileiro. Investiu R$ 41 milhões com Guerrero. Mas é bom avisar o presidente.

Um ídolo midiático é importante. Mas não faz milagres. Muitas vezes nem um ataque inteiro. Qualquer dúvida, ele que compre uma passagem e vá até Brasília.

Ingresse no Senado e procure por um tal Romário...

(A diretoria do Flamengo teve bom senso. Sabendo que os torcedores iriam protestar pelo fraco time, tomou uma decisão. Não haverá festa amanhã na chegada de Guerrero. Triste, mas necessário...)
2reproducao3 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

“O Ricardo Teixeira vai ter se explicar para o Brasil. Ninguém está acima do bem e do mal. Nem ele”. O deputado federal Romário…

divulgacao81  O Ricardo Teixeira vai ter se explicar para o Brasil. Ninguém está acima do bem e do mal. Nem ele. O deputado federal Romário...
Goiânia...

Romário...

Ele conseguiu o inesperado.

Roubou todas atenção na concentração da Seleção Brasileira..

O deputado federal estava por coincidência perto de Goiânia...

Foi até a Rubiataba, a cerca de 200 quilômetros da capital de Goiás...

Participou com Tulio e Popó de um evento sobre as crianças deficientes...

Sua bandeira...

Mas o interesse todo dos jornalistas era a sua convocação para Ricardo Teixeira...

Ele o convidou para dar esclarecimentos na Câmara dos Deputados em Brasília..

Explicar se ele pegou dinheiro para ajudar a ISL, agência de marketing da Fifa...

E se foi verdade que ele teve de devolver o dinheiro...

Reclamou do aumento absurdo dos estádios...

E confessou que entende a 'loucura' que Neymar e Elano farão jogando contra Holanda e Romênia...

Por que você convocou o Ricardo Teixeira para se explicar?

Porque ele tem deixar claro o que aconteceu.

Pelo que li sei que não deve ser verdade o que se diz...

Mas ele precisa se explicar.

As pessoas precisam saber o que realmente aconteceu.

Quero fazer as minhas perguntas para o Ricardo Teixeira.

Essa questão não pode ficar sem esclarecimentos.

E eu tenho certeza que ele irá aceitar o meu convite.

O Ricardo Teixeira precisa falar para a população.

Ninguém está livre de explicações.

Ninguém está acima do bem e do mal. Nem ele.

O que você acha dos escândalos na Fifa?

As coisas no futebol passaram a ficar mais clara.

Muito não era explicado...

Eu só defendo que tudo seja esclarecido.

Não tem mais cabimento hoje nada ficar sem explicação.

Ainda bem que os tempos são outros...

O Blatter tem se explicar...

E sobre a Copa do Mundo no Brasil, qual é a sua impressão?

Eu estou revoltado com o aumento no preço dos estádios.

Estava lá em 2007 (em Zurique) quando ficou definido que o Brasil seria a sede da Copa.

E acreditava que poderíamos fazer a melhor Copa de todos os tempos.

Mas estou preocupado com os atrasos, com os preços dos estádios.

Não me conformo.

E vou querer saber o que está acontecendo...

Como o preço não para de subir...

O Brasil está preocupado em estádios e se esquece de hospitais, escolas...

Não gosto do jeito que tudo está andando...

As nossas prioridades estão sendo deixadas de lado por causa de estádios...

Você acredita que o Messi pode ser comparado ao Pelé?

De jeito nenhum.

Primeiro ele tem que ganhar uma Copa do Mundo para se igualar ao Maradona.

O Messi é um jogador muito talentoso, mas está abaixo do Pelé.

Não dá para comparar, não.

E sobre o Ronaldo, como você vê a sua despedida?

Depois de mim, ele foi o melhor atacante que surgiu no Brasil.

Será muito emocionante o final da sua carreira na Seleção.

Eu poderia ter continuado a jogar, mas o Ronaldo fez bem em parar.

Fico feliz que a CBF vai fazer uma festa para ele.

O Ronaldo merece....

E já aviso, depois de mim e dele, não vai surgir ninguém como nós, não...

Nem o Neymar?

Ele tem muito talento, mas como nós, não.

Eu e o Ronaldo éramos diferenciados.

Dentro da área nunca teve para ninguém...

Eu primeiro, depois o Ronaldo...

O Neymara será um grande jogador, mas não como nós...

Não acha uma loucura o Neymar e o Elano estarem nestes amistosos?

Antes das finais da Libertadores....

São jogos que não valem nada...

E se ele se contundirem e prejudicar o Santos?

Eu entendo essa 'loucura'...

O Santos tem de ficar preocupado.

Mas não havia outro jeito...

Os jogadores estavam loucos para jogar,

Não tem como segurar...

O Neymar tem 19 anos, pode entrar em campo todos os dias...

Mas o Elano tem 29 anos...

Se fosse para poupar um, deveria ser o Elano...

Ele não precisa provar mais nada na Seleção principal...

Já o Neymar, não.

Quer mostrar que pode fazer tudo o que faz no Santos com a camisa do Brasil...

O Santos tem sim de ficar preocupado...

Final de Libertadores é final de Libertadores...

Mas eu entendo...

Só que nem amarrados dava para segurar os dois...

Se eu estivesse no lugar do Neymar e do Elano faria a mesma coisa...

Seleção Brasileira é Seleção Brasileira...

Renato Gaúcho, Romário, Edmundo e suas mulheres. Sim…Esta é uma matéria muito machista…

divulgacao211 Renato Gaúcho, Romário, Edmundo e suas mulheres. Sim...Esta é uma matéria muito machista...
A ótima entrevista feita com Renato Gaúcho pela revista da ESPN me fez voltar no tempo.

Nos anos 90, fui ao Rio de Janeiro para um jornal.

Minha missão era fazer uma matéria de página inteira: jogadores, suas mulheres e o assédio das Marias Chuteiras.

Os alvos eram o mesmo Renato Gaúcho, Romário e Edmundo.

Eles estavam no auge de suas carreiras.

E pude entender que vida louca o futebol proporcionava ao trio e às suas famílias.

O primeiro com quem falei foi Edmundo.

Ele sempre foi uma pessoa sincera.

Quando não queria falar, nem dando um arm lock do Jon Jones.

Por sorte, aceitou mostrar o que pensava sobre essa faceta interessante da vida dos ídolos.

Perguntei sobre o assédio e como ele conseguia se divertir tanto à noite mesmo sendo casado.

"Eu sei o que significo para grande parte das mulheres.

Uma jogador famoso e com um bom dinheiro.

Não valorizo essas Marias Chuteiras, não.

Eu saio porque tudo é claro para mim.

O combinado não é caro.

Falo para a minha mulher que vou me divertir com os amigos.

Ela sabe, não preciso enganar ninguém.

E ela também sai com as amigas, tudo bem.

Sei que a minha vida é fora do normal por causa da mídia, sou uma figura conhecida.

Gosto de sair com os amigos, saio mesmo.

Não faço mal a ninguém.

Sou casado mas não vou parar de viver por causa disso.

Agora, no dia que minha mulher se cansar de mim, da casa que ela mora, da vida que eu proporciono, tudo bem.

Ela me procura e a gente se acerta."

Mal Edmundo acabou de me dar entrevista na Gávea, um grupo de pessoas queria falar com ele.

Neste grupo de fãs, três mulheres chamavam a atenção.

Duas modelos e uma atriz de novelas.

Amigas...

Romário foi ainda mais direto.

Ao saber do meu pedido de entrevista, ironizou.

"Vou falar se você colocar a minha frase literal.

Do jeito que eu falar.

Sem maneirar."

Aceitei.

A frase foi esta.

"Eu gosto é de transar.

Sem tesão eu não sei viver.

Por isso para mim não tem tempo ruim.

Concentração, carro, boate, onde for.

Não fico um dia sem."

Frases publicadas, a pergunta, digno de um monge franciscano.

'Mas Romário, e a sua mulher?'

"Eu já casei e separei.

Agora (na época) estou casado de novo.

Casamento fresquinho, daquele que me faz ir correndo para casa.

Boca nova, corpo novo, cheiro novo.

É isso que eu quero encontrar.

Vou falar a verdade.

Não sou homem de ficar perdendo tempo com esquemas para trair ninguém.

Quando começa a história de dar beijinho na bochecha, saio fora mesmo.

Minha mulher eu quero para outras coisas.

Beijo na bochecha, dou na minha mãe.

Mulher, esposa, quero para a minha cama.

Se não for assim, prefiro separar.

Amigas novas não faltam.

Por isso, mulher casada comigo tem de ter sangue quente.

Se não, me separo mesmo, parceiro."

Com Renato Gaúcho foi mais surreal possível.

Na saída de um treino importante nas Laranjeiras.

Não precisei nem perguntar para perceber como tudo ocorria.

Havia uma fila imensa para pegar autógrafos do ídolo do Fluminense.

Ele se achava o Richard Gere cover.

E não escondia de ninguém.

Adorava fazer pontas em novelas.

E vivia com uma fita prendendo os cabelos.

Propaganda de uma churrascaria carioca.

Mas vale a pena voltar para a cena inacreditável.

Antes de falar comigo, atendeu a fila de torcedoras que queriam uma foto e seu autógrafo.

Vi que tudo era estranho.

Não eram as fãs que guardavam os papéis.

Era Renato que chegava com a mão cheia de cartões e bilhetes.

Naquele início de noite deu para contar, oito novos telefones de mulheres.

Entre eles o de uma atriz global que se prestou ao papel de ficar na fila, esperando sua vez.

O nome não precisa, já que hoje ela está casada.

Na época, era noiva.

"O que eu posso dizer?

É quase todo dia isso.

Onde vou recebe telefones de mulheres.

Nos restaurantes, nos hotéis na concentração, em aviões.

O que eu vou fazer?

Eu pego, né?

E depois penso se ligo ou não.

Que homem recusaria tantas oportunidades?"

Outra vez o jornalista moralista e suas perguntas.

"Mas você não mora com a sua famosa Maristela?"

"Mas a Maristela me entende.

Ela sabe que todo o meu amor é dela.

O que faço com as outras é pura diversão.

Não vai dar em nada.

É como se fosse ir para o cinema.

Uma brincadeira de menino.

No final, volto sempre para a Maristela, sempre."

Na contabilidade de Renato Gaúcho, ele teve mais de 5.000 mulheres.

'Colecionou' capas de Playboy.

E 5.000 vezes Maristela o perdoou.

Por isso nesta entrevista mais recente, ele faz um resumo do que pensa sobre o tema.

De maneira objetiva, dá seu conselho.

"Mulher quando quer dar tem mais é que comer."

Vale a pena registrar que Edmundo e Romário se separaram das esposas que tinham no início da década de 90.

E só Renato Gaúcho ficou com a paciente Maristela...

"Ela sempre soube que eu era dela...", diz o Richard Gere dos Pampas...

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Torcedor brasileiro sabe votar?

foto tiririca 2222 Torcedor brasileiro sabe votar?

Marcelinho Carioca.

Vampeta.

Túlio.

Dinei.

Ademir da Guia.

Reinaldo, grande ídolo do Atlético Mineiro.

Esses foram os  ex-jogadores mais importantes que fracassaram nas eleições pelo Brasil.

Em compensação: Romário, Bebeto, Danrley e Marques,ex-Atlético Mineiro, foram eleitos.

Terão seus mandatos.

Afinal, fica a velha e eterna dúvida.

Torcedor brasileiro sabe ou não sabe votar?

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Romário, exclusivo. Dunga, chance de trabalhar na Seleção, candidatura a deputado, R$ 70 milhões para receber de Vasco, Fluminense e Flamengo…

5779 Romário, exclusivo. Dunga, chance de trabalhar na Seleção, candidatura a deputado, R$ 70 milhões para receber de Vasco, Fluminense e Flamengo...

Johannesburgo...

Romário.

Qualquer entrevista exclusiva com ele é uma surpresa.

O ex-jogador veio até a África para o lançamento da Copa do Brasil.

Mas por 45 minutos foi do que  menos falou.

Sem introdução, Romário.

Você conhece muito bem o Dunga.

O que aconteceu com ele na Copa, por que tanta raiva da imprensa?

Olha, eu adoro o Dunga. Nós sempre nos respeitamos e nos demos bem demais.

Ele respeita o meu estilo e eu respeito o dele.

Eu sei o quanto ele sofreu em 1990 com aquela história idiota de geração Dunga.

O Lazaroni forma o time, todos jogam mal contra a Argentina e ele é o único crucificado?

Ele representou tudo de ruim.

Você não tem ideia como um jogador sofre quando a imprensa diz que ele foi mal em um jogo.

Ainda mais personificar o fracasso de uma Copa.

Na boa? Foi uma puta sacanagem com o Dunga.

Isso ficou atravessado na sua garganta.

Na minha também ficaria.

Quando ele teve o comando da seleção, impôs o seu estilo.

E deu o troco.

Sem dar privilégios para ninguém, que foi um mérito.

Bateu em todo mundo.

Ele democratizou as pancadas.

Você aguentaria ficar confinado por quase dois meses, sem visitas íntimas?

Olha, seria difícil.

Muito difícil para mim.

Só que agora eu compreendo bem mais do que no meu tempo como jogador.

Era um sacrifício em função de um enorme objetivo que era ganhar a Copa do Mundo.

Foi a proposta que ele fez para todos os que foram trabalhar  com a seleção.

Não escondeu de ninguém, mentiu.

Quem aceitou não tem do que reclamar agora.

Mas o Dunga conseguiu unir o grupo.

Todos morreriam por ele.

Isso é um grande mérito que ninguém vai conseguir tirar ou manchar.

Perdeu a Copa? Perdeu.

Mas conseguiu ganhar a Copa América, Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar das eliminatórias.

Seu trabalho foi bom, teve padrão.

Ninguém pode falar de incoerência no seu trabalho.

Por que o Brasil se desmanchou depois do empate da Holanda?

Realmente o time não teve os nervos no lugar.

A impressão foi que todos sentiram que não mataram a partida quando puderam, no primeiro tempo.

Depois o time se perdeu, começou a querer brigar e se esqueceu de jogar.

Foi uma pena, mas não sou a favor de crucificar ninguém.

Todos falharam. Todos. Não venham com essa conversa que a culpa é de um só.

Não vamos repetir o que aconteceu em 1990.

Nada disso.

Perderam todos.

Vamos formar outra seleção e acabou...

Você vai fazer parte da nova comissão técnica?

Olha, Cosme, sinceramente não sei.

Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Ricardo Teixeira.

Eu sinto que posso ajudar de alguma maneira, com a minha experiência, vivência.

Não como treinador, que ainda não é a minha.

Mas como alguém para ficar perto dos jogadores.

Alguém que sabe como as coisas funcionam, como precisa ser o relacionamento entre comissão técnica e o time.

Ouvi alguma coisa que a estrutura da seleção brasileira vai mudar.

Há a chance de alguns ex-jogadores colaborarem.

Se me chamarem, essa função me atrai muito.

Romário, muita gente diz que você está quebrado financeiramente.

Isso é verdade?

Olha... Foi bom você me perguntar isso de frente, muito melhor do que escrever bobagens pelas costas, como muita gente fez.

Vou ser bem sincero.

O Flamengo me deve dinheiro.

O Fluminense me deve dinheiro.

O Vasco me deve dinheiro.

Somando tudo eu tenho a receber mais ou menos R$ 70 milhões.

Não está mal, não é?

O problema que eu tive foi com a minha ex-mulher.

Ela conseguiu travar a minha vida financeira na Justiça.

Tinha meus bens, minhas propriedades, mas não poderia mexer, graças a ela.

Foi um período difícil, ruim, um perrengue.

Mas eu estava tranqüilo porque sabia o que tinha.

E principalmente o que ela tinha direito.

Tudo foi resolvido e estou muito bem.

E vou ficar ainda melhor quando receber o que me devem.

Qual é o seu futuro?

Olha, sou candidato a deputado pelo Rio de Janeiro.

Desculpe, Romário candidato a deputado?

Por que entrar na política?

Tem vários ex-jogadores até eleitos que não têm nem ideia do que estão fazendo na política...

Olha, ninguém pode negar que o nível intelectual dos jogadores melhorou demais nos últimos cinco anos.

Eu sei muito bem o que quero.

Nasci na favela, lutei muito para me tornar quem eu sou.

Eu quero facilitar a vida das pessoas.

Principalmente de quem tem filhos especiais, como eu tenho.

Há cinco anos convivo com a minha filha com Síndrome de Down.

Graças a Deus, ela tem tudo.

Mas sei de inúmeros casos de pessoas que sofrem demais, sem acesso a nada.

Isso não vai ficar assim.

Tomei essa missão como minha razão de entrar para a política.

Não quero sacanear ninguém, dinheiro público.

Eu quero lei para ajudar quem está sofrendo.

Ter um filho especial no Brasil é uma das situações mais difíceis.

Ninguém pode imaginar.

Mudando de assunto, Espanha e Holanda merecem fazer a final da Copa?

Muito. Foram melhores nos momentos decisivos.

Eu fico dividido de verdade.

Fui feliz nos dois países.

Será uma grande final.

Foram os grandes times da Copa.

E merecem estar na final.

Eu já falei, mas repito.

Foi a vitória do futebol técnico, que busca o g0l.

Dói não ver o Brasil na final.

Mas Holanda e Espanha representam o melhor do futebol atual...

Romário, para terminar.

Você é uma pessoa corajosa

O que pode falar sobre o caso Bruno do Flamengo?

Olha, me desculpe.

Eu falo sobre tudo, mas não sobre esse caso.

É tudo muito chocante, pesado demais.

Não quero falar, não quero pensar, não quero me envolver...

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