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Ricardo Gomes. Vasco e Avaí. Jogo fundamental para o treinador mais desacreditado do País…

divulgacao2903 Ricardo Gomes. Vasco e Avaí. Jogo fundamental para o treinador mais desacreditado do País...
O São Paulo causou um enorme trauma na carreira de Ricardo Gomes.

Sua imagem ficou muito desgastada.

Tanto que ele esteve a ponto de pensar que só saindo do País para voltar a trabalhar.

A impressão de treinador inseguro...

Sem liderança, apático...

Ficou difundida no Brasil todo...

Ainda mais porque substituiu Muricy Ramalho...

Educado até demais para um treinador de futebol...

No Morumbi todos estranharam demais suas atitudes...

As conversas com titulares e reservas...

O cuidado para não deixar os atletas deprimidos que não jogavam...

Mas o que causou péssima impressão foi seu comportamento durante os jogos...

Sua aparente omissão, falta de vibração, gritos, palavrões...

Ele aceitava as derrotas de uma maneira impressionante...

E que parecia que contagiava o time...

O São Paulo de Ricardo Gomes foi uma equipe sem vibração...

Que aceitava perder...

Justo ele que, como jogador, foi capitão da Seleção Brasileira...

Foi assim no Brasileiro de 2009, quando o título estava nas mãos do time...

No Paulista de 2010...

E na Libertadores do ano passado...

Quando chegaram as semifinais contra o Inter ele já estava completamente desacreditado...

Ninguém mais o queria perto do Morumbi...

Era só o São Paulo cair diante do Inter...

A primeira partida em Porto Alegre foi a mais acovardada da história do time tricolor...

Cavou de vez a demissão de Ricardo Gomes...

Mas veio a revanche no Morumbi...

E o time vibrou demais...

Foi eliminado, mas saiu aplaudido...

Tudo foi tarde demais...

Juvenal Juvêncio deixou o contrato do treinador acabar e, como era de se esperar, não o renovou...

O treinador que chegou até a sofrer um AVC e voltou a trabalhar antes da liberação médica...

Viu seu esforço não ser recompensado...

Gomes ficou sem trabalho e sem perspectivas...

De agosto de 2010 até fevereio de 2011...

Foram seis meses de desgosto...

De espera pelo telefone tocar...

E ele não tocava...

Até que veio o convite de Roberto Dinamite...

O desacreditado Vasco da Gama precisava de um treinador...

Com nome no mercado e barato...

Foi a chance que Ricardo Gomes agarrou de unhas e dentes...

O sofrido período no São Paulo...

E o mais ainda sem trabalho...

A dor serviu para ensinar ao técnico que o futebol brasileiro precisa de um comandante vibrante...

Ele forçou e mudou o seu estilo blazè que poderia combinar com o futebol francês...

Mas não com o Brasil...

E ele tratou de montar um Vasco lutador, brigador...

Até jogadores técnicos como Felipe tiveram de acordar e lutar pela posse de bola...

Diego Souza também está vendo em São Januário uma fundamental chance na já desacreditada carreira...

Bernardo tenta mostrar o que o Cruzeiro está jogando fora...

Dedé que pode chegar à Seleção...

Éder Luís, que é um incompreendido...

Ricardo Gomes montou um time à sua feição....

O Vasco que entrará em campo hoje contra o Avaí pela semifinal da Copa do Brasil briga pela autoestima...

O time como um todo quer ser reconhecido como grande, poderoso...

Recuperar a aura que já teve...

Assim como o clube...

Depois da sofrida classificação contra o Atlético Paranaense...

O Vasco é a mais tradicional equipe entre as semifinalistas da Copa do Brasil...

Avaí, Ceará, Coritiba não despertariam medo há 30 anos...

Pelo contrário...

Seria impensável...

Mas o mundo e o futebol mudaram demais nesses últimos 30 anos...

O Vasco e Ricardo Gomes sentem isso na pele...

E vão fazer a cruz de malta voltar a mostrar sua força hoje no Rio...

O técnico descobriu que o Brasil não é a França...

E Dinamite que camisa não ganha jogo...

Por isso essa semifinal da Copa do Brasil será especial...

Tanto Ricardo Gomes como o Vasco precisam voltar ao futuro...

E vão precisar sofrer muito...

O Avaí já fez um estrago imenso no São Paulo, o clube que maltratou Ricardo Gomes...

Silas, o treinador adversário, jogou com Gomes na Seleção Brasileira...

E também precisa vencer para voltar a ser um treinador promissor...

Sua passagem por Grêmio e Flamengo o desmoralizaram...

Mas sua situação ainda é muito melhor do que a de Gomes...

Se não será o mais importante jogo no território nacional...

Vasco e Avaí será o mais tenso...

Será uma prova de fogo para o treinador mais desprezado dos últimos tempos no País...

Ricardo Gomes um técnico gentil demais para o Vasco da Gama… para o Brasil…

divulgação53 Ricardo Gomes um técnico gentil demais para o Vasco da Gama... para o Brasil...
Acabo de falar com uma pessoa que acompanhou toda a trajetória de Ricardo Gomes no São Paulo.

Alguém vivido no futebol.

Ele me confirma que, na sua opinião, não existe homem mais "distinto e de princípios" no futebol brasileiro.

Homem de caráter, digno até na hora de dar as broncas nos jogadores.

De preferência na sua sala, com tom de voz baixo.

Ele me diz que Ricardo cobrou vários jogadores importantes e ninguém ficou sequer sabendo.

Assumiu o São Paulo no lugar de Muricy Ramalho.

Mas sem a alma de Juvenal Juvêncio.

Ele estava entregue na busca de fazer do Morumbi palco da abertura da Copa do Mundo.

E quanto mais dificuldades ele encontrou na CBF e na Fifa, o Juvenal teimou.

A ponto de deixar Ricardo Gomes entregue à frágil proteção do vice-presidente de apelido Leco.

Depois dos gritos, dos palavrões de Muricy, a educação de Ricardo Gomes foi mal interpretada.

Os jogadores se sentiram à vontade demais.

Tiveram saudade das cobranças em voz alta.

"Jogador de futebol é um ser estranho.

Detesta cobrança.

Mas não suporta mesmo é ser bem tratado."

Quem disse isso foi Cruyff.

O holandês odiou a transição de um jogador genial a um treinador ríspido.

O São Paulo sem dinheiro para contratações e sob uma pressão enorme.

Fracassou na tentativa da conquista do Brasileiro de 2010.

O que significaria a vitória da infraestrutura e não do treinador, o tricampeão Muricy Ramalho.

Depois outro vexame no Paulista.

Eliminação fácil demais para o Santos de Neymar e Ganso.

As forças ficaram para a Libertadores.

Ricardo Gomes foi o comandante na vergonhosa atuação do time contra o Inter em Porto Alegre pelas semifinais.

Poucas vezes o São Paulo foi tão covarde.

Na volta, a eliminação da final da Libertadores em pleno Morumbi.

Juvenal Juvêncio jurou que não iria demitir o "Francês", como era chamado por conselheiros poderosos no Morumbi.

E não o demitiu.

Esperou apenas definhar.

Quando acabou seu contrato foi embora do clube, em agosto.

Desde então ficou desempregado.

Foi procurado por Roberto Dinamite depois das recusas de Carlos Queiroz e Dunga.

Ele aceito o desafio de assumir um grupo fraco formado por jogadores limitados e veteranos sem comprometimento.

A dívida já passou dos R$ 400 milhões.

Dinamite quer Ricardo Gomes reconstruindo o futebol do clube.

A escolha foi controversa.

Outra vez pesou o regime presidencialista.

Dinamite definiu e ponto final.

Ricardo Gomes terá de enfrentar o problemático Carlos Alberto, como primeira missão.

Difícil situação.

Ainda mais para quem não está acostumado com o enfrentamento.

No auge da crise no São Paulo, ele teve um AVC.

Voltou antes do tempo recomendado pelos médicos.

Mas nem o gesto heróico despertou a simpatia dos dirigentes.

O respeito dos jogadores.

Ricardo Gomes só dará certo como treinador quando aprender a se impor.

No teatro do futebol a liderança de um grupo é conquistada aos gritos, aos murros na mesa.

Não com elegância.

Infelizmente é assim.

Talvez não na França, onde ele venceu a Copa da França, a Copa da Liga Francesa e o Troféu dos Campeões Franceses.

E no Brasil só venceu a Copa do Nordeste em 1999.

Aqui realmente é diferente.

Broncas, cobranças só aos gritos e na frente dos outros jogadores, com preferência perto de alguém da imprensa...

Aqui é assim...

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Crueldade com Ricardo Gomes. Juvenal não tem idéia de quem contratar…

reuters671 Crueldade com Ricardo Gomes. Juvenal não tem idéia de quem contratar...

Ricardo Gomes agonizou em praça pública.

De propósito ou não, a diretoria fez isso.

Ou melhor: a diretoria, não.

Juvenal Juvêncio.

A sua obsessão por fazer do Morumbi palco da Copa de 2014 teve graves reflexos.

Na coletiva de ontem ele disse que 'queria continuar', fazer um trabalho longo.

Juvenal tinha ido até o vestiário elogiar o espírito de luta do time.

Mas não falou com Ricardo Gomes.

Uma atitude boba, sem sentido.

O treinador parecia estar pedindo um favor na entrevista após a eliminação.

A chance de continuar no clube.

Seu contrato havia terminado no dia 30 de junho.

O time voltou mal demais depois da parada da Copa do Mundo.

Mas Juvenal manteve a sua palavra e o manteve enquanto o clube disputou a Libertadores.

Os jogadores se dividiam em relação ao técnico.

Como pessoa era muito respeitado.

O problema era como treinador.

Sua insegurança, a falta de coragem de determinar um time acabou por irritar muita gente.

Nem os titulares absolutos gostavam

Diante da falta de firmeza de Ricardo Gomes, Rogério Ceni e Fernandão foram mais que jogadores.

Deram um passo além.

Foram mais do que líderes, cuidavam de cobrar os demais atletas, animá-los, pedir organização tática.

Extrapolaram.

Tinham funções que deveriam ser de treinador.

Diante desse quadro, a saída de Ricardo Gomes era recomenda por todos a Juvenal.

Só que ele havia dado a palavra ao treinador e a cumpriu.

Mesmo custando a desclassificação do São Paulo da final da Libertadores, do Mundial de Clubes.

Por enquanto o eterno auxiliar Milton Cruz comandará o time.

Mas nomes não param de ser sugeridos a Juvenal.

A lista é grande.

Vai de Sérgio Soares, Silas, Dunga, Paulo Autuori, Abel Braga, Parreira, Leonardo até Maradona.

Irônico, o vice Leco disse que na Argentina existem outras opções melhores que Maradona.

E havia motivo.

Um empresário argentino que mora no Brasil ofereceu um nome que agradou aos dirigentes.

Foi sugerido a Juvenal Juvêncio o nome de Carlos Bianchi, argentino colecionador de Libertadores.

Ele não estava mais dirigindo times.

Parou por causa de um problema de doença na família.

De acordo com esse empresário estaria disposto a voltar a trabalhar como técnico.

Era manager do Boca Juniors.

Só que ele é um treinador muito caro.

E a Seleção Argentina já o está sondando para substituir Maradona.

Mas o empresário garante que uma proposta 'forte' do São Paulo seria levada em consideração.

Juvenal Juvêncio diz que vai pensar.

Que não tem pressa.

Só se irritou de verdade quando um conselheiro tocou no nome de Luxemburgo.

Foi defenestrado pelo presidente.

O presidente tem até raiva de precisar procurar um treinador.

Ele estava superanimado com o empenho de Lula em manter o Morumbi na Copa de 2014.

E tratava de fazer o seu lobby por isso em Brasília.

Até que vieram a eliminação da Libertadores e a 'não renovação' do seu contrato.

A ala política do vice Leco foi a que mais perdeu com a saída de Gomes.

Foi ele quem avaliou a sua vinda, quando conseguiu que Muricy Ramalho fosse demitido.

Foram 13 meses de trabalho.

E nenhum título.

Nem uma final sequer...

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Foi a covardia no Beira-Rio que tirou o São Paulo da final da Libertadores…

divulgação411 Foi a covardia no Beira Rio que tirou o São Paulo da final da Libertadores...

Um fator  determinou a classificação do Internacional para a final da Libertadores.

E para o Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

Ele é repetido diariamente por comentaristas, jogadores, treinadores, torcedores, gandulas...

Atitude.

Mesmo no Morumbi, o time gaúcho buscou o jogo.

Tentou atacar, buscou o gol.

Não teve a postura covarde do São Paulo no Beira Rio.

É preciso enaltecer o espírito do time de Ricardo Gomes hoje.

Foi guerreiro, lutou até o último minuto.

Buscou a vitória.

No primeiro tempo, diante da forte marcação do Inter, insistiu nas bolas aéreas.

E achou seu gol.

Em uma falha absurda do bom goleiro Renan.

Agiu como um juvenil.

A bola era fácil, mas errou o tempo da bola, que bateu no seu ombro e sobrou para Alex Silva.

O acaso encheu de esperança a esmagadora maioria dos 57 mil torcedores no Morumbi.

E foi o acaso que jogou a confiança para o lado gaúcho.

D'alessandro bateu falta e Alecsandro, de costas, desviou a bola de calcanhar.

O desvio quase sem querer traiu Rogério Ceni.

Não houve nem tempo para ninguém respirar.

Quando Ricardo Oliveira aproveitou uma bobeira de Nei, que não saiu e o deixou em condições de jogo.

E ele marcou o segundo gol.

A partir daí, pressão total do São Paulo.

Expulsão de Tinga.

Contra dez, Ricardo Gomes colocou todo o time dentro da área.

Mas faltou um pouco de cérebro, tocar a bola.

O time insistiu demais em chutes de longe.

O Inter se defendeu como pôde.

O relógio correu rápido.

Não havia mais estratégia.

E o Internacional conseguiu ficar com a vaga, na derrota.

No jogo em que o time de Ricardo Gomes mais vibrou desde que ele foi contratado.

Ironia?

Não.

Castigo pela covardia em Porto Alegre.

O Internacional está na decisão da Libertadores contra o Chivas.

E como os mexicanos não podem ir para o Mundial pelo caminho da Libertadores, já está no Mundial.

Com o fim da participação do São Paulo na competição sul-americana, acaba o contrato de Ricardo Gomes.

E agora?

Depois do choro.

Da despedida de Hernanes, contratado pela Lazio.

Fica a pergunta: Ricardo Gomes merece continuar no São Paulo.

A pressão é imensa pela não renovação do contrato.

Que vai além de um ano sem conquista alguma.

A apatia nos treinos e nos jogos.

A covardia do time em Porto Alegre.

Aquela que custou a eliminação do São Paulo em pleno Morumbi diante do Internacional...

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O São Paulo que nunca jogou junto vai para a semifinal contra o Inter…

divulgação3333 664x1024 O São Paulo que nunca jogou junto vai para a semifinal contra o Inter...

A maior aposta da vida de Ricardo Gomes como técnico.

Ele percebeu que não adianta posar de racional na partida que pode ser a última sua como comandante do São Paulo.

E foi para o tudo ou nada.

Depois da absurda postura covarde de Porto Alegre, o extremo.

Ele escancara o São Paulo e coloca três atacantes.

O que pode parecer ousadia e vai ganhar elogios de comentaristas na tevê e rádio pode ser exagero.

Falta de equilíbrio.

O ideal seria tirar Dagoberto, manter Marlos na meia e ter na frente Fernandão e Ricardo Oliveira.

Ainda mais porque o Internacional de Celso Roth foi montado exatamente para o contragolpe.

Ele quer ser atacado e responder em velocidade quando retomar a bola.

Fernandão terá a missão de jogar na vaga de Marlos.

Será um meia.

Na frente, Ricardo Oliveira e Dagoberto.

Os três foram orientados para se preocuparem com o ataque.

4-3-1-2 nunca é 4-3-1-2 com o time Cléber Santana.

O jogador de meio-campo tem jogado um pouco mais à frente em uma tentativa de ganhar a torcida.

Sente a resistência que grande parte dos torcedores nutre por ele.

Não por ter jogado n0 Santos, como gosta de imaginar.

Mas está passando uma fase muito ruim e não gosta de admitir.

O Internacional terá cinco jogadores no meio de campo.

A ordem de Celso Roth é travar o ritmo da partida nas intermediárias.

E explorar nos contragolpes a velocidade de Taison e D'Alessandro.

Além de ter a vantagem de haver vencido a partida em Porto Alegre por 1 a 0, ele aposta na pressão da torcida tricolor para atrapalhar o time escancarado de Ricardo Gomes.

Os próprios jogadores do São Paulo estranharam a escalação e a maneira de entrar em campo.

Eles sabem que Ricardo Gomes está dando a sua última cartada.

Hernanes já foi vendido para a Lazio, mas os dirigentes não estão nem um pouco preocupados.

Têm a certeza de que ele colocará o pé, a cabeça, o pescoço nas divididas.

O medo é mesmo do que Ricardo Gomes aprontará.

Ele já sabe.

Não há salvação se o São Paulo for eliminado da competição que mais ama.

Ainda dentro do Morumbi.

E por isso aposta tudo.

Ricardo Gomes tem o seu emprego a perder.

Mas o São Paulo, muito mais.

A obsessão de Juvenal Juvêncio pelo Morumbi na Copa de 2014 acabou por expor demais o clube.

Inacreditável o time chegar à semifinal da Libertadores e improvisar...

Colocar a equipe que tem um treino.

E nunca jogou junta.

No sábado, Fernandão entrou no segundo tempo no lugar de Xandão.

Juntos, os onze só treinaram hoje no Morumbi.

Uma estratégia, digamos, revolucionária.

Nem parece que é o Ricardo Gomes que deseja Ricardo Oliveira, Fernandão e Dagoberto juntos.

Não é e nunca foi o seu estilo...

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Só mesmo você, Rogério Ceni…Duda Mendonça está com inveja…

112038 obama Só mesmo você, Rogério Ceni...Duda Mendonça está com inveja...

Está mais do que explicado porque Rogério Ceni terá estátua na entrada do Morumbi.

E será sim candidato a sério a presidente do São Paulo.

O que ele faz pelo clube extrapola a função de um jogador.

Mesmo sendo capitão do time.

Mal acabou a sofrida partida contra o Ceará, ele soube capitalizar a vitória por 2 a 1.

Ele precisava criar um fato novo.

E foi rápido.

Chamou todos os jogadores, com a autoridade que tem, e todos agradeceram a torcida.

O gesto não foi espontâneo.

É claro que o vivido Ceni sabia que, se o time voltasse a vencer depois de cinco jogos, a hora seria aquela.

O gesto foi para atingir não os poucos torcedores que foram ao Morumbi.

Mas aqueles que estão frustrados com o comportamento do time de Ricardo Gomes.

E não sabem se compram ou não ingressos para a partida contra o Inter na quinta-feira.

Rogério Ceni sabe muito bem que a fase do time não é boa.

E que precisa demais da torcida no jogo do ano.

Vale uma vaga para a final da Libertadores da América.

Basta a vitória por 1  a 0 para pelo menos o time ter o direito de decidir a sorte nos pênaltis.

"No dia em que eu achar que o São Paulo não conseguir ganhar de qualquer time ou seleção do mundo por 1 a 0, eu abandono a carreira", disse o goleiro.

Rogério Ceni fez questão de repetir essa frase para todo microfone que chegava perto dele.

Ele quer essa frase nos jornais de amanhã.

Na boca dos comentaristas de futebol.

Dos repórteres.

Até em blogs.

Rogério Ceni é a tábua de salvação de Ricardo Gomes.

Do São Paulo, que vive uma fase ruim, sem confiança.

Hoje, depois de um primeiro tempo medíocre, conseguiu marcar dois gols na melhor defesa do Brasileiro.

O guerreiro Fernandão e o oportunista Ricardo Oliveira.

Mas tomou um gol do pior ataque da competição e tomou um sufoco desnecessário no final.

Pior, viveu um enorme clima de tensão.

Mas ao final da partida, Ceni conseguiu contornar, reverter a situação.

Com a torcida batendo no peito e gritando em coro: "Eu acredito".

Incrível.

Nem Duda Mendonça, nos seus áureos dias...

O dia começou com protestos dos torcedores contra Ricardo Gomes e o time.

Teve a confirmação que a diretoria negocia Hernanes com a Lazio.

Deve liberar Marcelinho Paraíba para jogar a Série B com o Sport.

Mas acabou com a união dos são-paulinos em torno do time.

Graças a Rogério Ceni, apoio o time terá contra o Internacional.

Agora, jogar bem e conseguir reverter a derrota por 1 a 0 é com Ricardo Gomes.

Talvez seja um pouquinho mais difícil...

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O São Paulo pode estar nas mãos de um só homem?

divulgação33 O São Paulo pode estar nas mãos de um só homem?

Juvenal Juvêncio foi a Porto Alegre.

Disse que o São Paulo foi péssimo na derrota contra o Internacional.

E que não tem a menor intenção de trocar Ricardo Gomes.

Ele sabe que ninguém tem como ir contra a sua decisão.

É ele quem manda.

Juvenal é a pessoa que está insistindo em colocar o Morumbi como abertura da Copa.

Grande parte dos seus conselheiros já pediram para desistir da ideia.

E apenas reformar o estádio para o uso do próprio clube.

Ainda mais agora que a linha do metrô está garantida.

Mas Juvenal insiste.

A grande maioria das pessoas que o cerca deseja a saída de Ricardo Gomes.

Antes insinuavam.

Agora pedem claramente.

Mas Juvenal disse que não.

A decisão é dele e ponto final.

Você acha que uma pessoa só pode ter tanto poder em um clube?

O São Paulo pode estar nas mãos de apenas um homem?

É justo?

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Alguém consegue entender Ricardo Gomes? E a diretoria do São Paulo?

reuters56 Alguém consegue entender Ricardo Gomes? E a diretoria do São Paulo?

Quando o maior orgulho de um time semifinalista da Libertadores é ficar 804 minutos sem tomar gol há algo errado.

E ontem n0 Beira Rio foi fácil perceber que ao São Paulo de Ricardo Gomes falta ambição e coragem.

O time entrou em campo preocupado apenas em se defender.

Sonhando com o empate em 0 a 0.

A escalação foi a mesma que conseguiu derrotar o Cruzeiro em Belo Horizonte.

"Só que o Internacional tem uma equipe mais forte fisicamente.

O Cruzeiro tinha vários jogadores leves e pudemos nos impor.

Aqui, não.

Não conseguimos escapar da marcação porque os jogadores do Inter são muito fortes."

A explicação é do próprio Ricardo Gomes.

Imaginando que Celso Roth não distribuiu anabolizantes pa ora seus atletas, eles já eram fortes antes do jogo.

Ou seja: se o técnico do São Paulo sabia  que iria enfrentar uma equipe mais vigorosa e que a estratégia poderia não dar certo porque apostou nela?

Ou não mudou sua equipe quando no primeiro tempo o time não conseguiu chutar uma bola sequer ao gol de Renan?

Muito sincero, Ricardo Gomes demonstrou que gostou do placar.

E foi além que seus jogadores não tinham confiança para dominar a bola e apelaram para os chutões.

"Pelo que o Internacional mostrou, o placar foi justo.

Eles tiveram o domínio inteiro da partida.

Meus atletas também rifaram demais a bola.

Só deram chutões para se livrar dela.

Não tiveram confiança para tocar e o Inter se aproveitou disso."

Ricardo só fechou a cara quando um repórter perguntou qual seria o discurso para a partida decisiva de quinta-feira.

A explicação para o time estar jogando mal no Brasileiro era a expectativa dos jogos contra o Inter pela Libertadores.

Veio a partida e o São Paulo conseguiu ir ainda pior do que está mostrando no Brasileiro.

A saída de Ricardo foi a utilizada por muitos políticos:  prometer.

"No Morumbi o São Paulo será um novo time.

O jogo será completamente diferente.

Hoje foi apenas o primeiro tempo da semifinal da Libertadores.

Na nossa casa tudo vai mudar.

Vamos virar essa decisão", disse, sem convicção.

Talvez todo esse discurso de Ricardo fique minúsculo diante do que Rogério Ceni disse.

"O nosso time não criou nenhuma chance de gol.

Lógico que o São Paulo não foi bem.

Tem muita coisa errada."

Talvez só a diretoria não perceba onde está o maior erro: no banco de reservas, comandando o time...

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Quem dispensa um artilheiro antes de uma decisão? O organizado São Paulo Futebol Clube…

reuters43 Quem dispensa um artilheiro antes de uma decisão? O organizado São Paulo Futebol Clube...

Sorrisos, abraços apertados, despedida emocionada.

Agradecimentos.

Tudo teatro.

A saída de Washigton do São Paulo foi cercada de muita raiva.

Dos dois lados.

Sendo criticado, em péssima fase, ganhando o apelido de 'cone' entre os torcedore, ele marcou gols.

Fez nada menos do que 45 em um ano e meio de São Paulo.

Desde que começou sua carreira, Washington sonhava em jogar em um clube grande paulista.

Corinthians e Palmeiras lutaram muito por ele em várias ocasiões.

Mas tinha a certeza de que iria se consagrar no São Paulo.

Com a infraestrutura, com a moderna diretoria, com os companheiros de alto nível.

Tanto que, em 2009, ele me fez uma revelação importante depois de um programa de televisão.

"O Fluminense e o Grêmio me pagariam muito mais.

Escolhi o São Paulo porque sei que vou fazer história.

Não vou sair de lá tão fácil."

Só que, muitas vezes, a vida não é como a gente sonha.

Washington logo teve pela frente a concorrência de Dagoberto e Borges.

Muricy Ramalho deixou os três se matarem para colocar o que considerava os dois melhores.

Houve um grande e desnecessário desgate.

O incrível é que essa briga em três serviu para aproximá-lo de Dagoberto, com que não se dava bem no passado.

Borges percebeu que seu espaço estava reduzido demais e foi embora.

Desde a chegada de Ricardo Gomes, Washington percebeu que o treinador queria mais dele.

Não bastaria ser aquele atacante fixo na área.

O truculento goleador cuja função era apenas empurrar a bola para as redes.

Não.

Ricardo queria movimentação.

Trabalho de pivô.

Que ele saísse mais da área do que estava acostumado.

Foi assim que começou a matar, expor Washington.

Ele passou a se desgastar muito mais nos jogos.

Como não era mais um menino, o cansaço acabou por prejudicar a eficiência das conclusões.

Daí os inúmeros gols perdidos.

Ele estava cansado, irritado e passou a perder a confiança.

De jogador falante, amigo, se tornou fechado, tenso.

Já tinha recusado o Flamengo, sondagens do Palmeiras.

Mas até que chegou o Fluminense.

Justo às vésperas das semifinais da Libertadores.

Ele tinha certeza que a diretoria do São Paulo iria tentar convencê-lo a ficar pelo menos até o final da competição que o clube ama.

Como abrir mão do artilheiro faltando quatro partidas para a competição terminar.

Mesmo com a contratação de Ricardo Oliveira.

Ninguém no elenco tem o estilo e o faro de gols de Washington.

Mas foi a própria diretoria do São Paulo que o aconselhou a sair.

Ricardo Gomes disse que ele não faria falta.

E assim foi feito.

Washington foi receber mais dinheiro no Fluminense.

Sorriu na apresentação,  diz que se 'sente em casa'.

Mas as pessoas próximas a ele sabem o quanto ele saiu magoado e profundamente decepcionado com o São Paulo.

Que ele não faça falta hoje à noite em Porto Alegre.

Ou até mesmo se o clube paulista golear por 5 a 0...

A decisão inédita de mandar embora um artilheiro na véspera de uma decisão é da diretoria do São Paulo...

Com a indicação, lógico, de Ricardo Gomes...

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A insegurança de Ricardo Gomes domina o São Paulo…

reuters3 A insegurança de Ricardo Gomes domina o São Paulo...

O que aconteceu com o São Paulo?

Despencou para a 15ª posição do Campeonato Brasileiro.

Às vésperas do início da semifinal da Libertadores da América contra o Internacional.

Perdeu mais uma vez para o Santos.

Com gol contra de Renato Silva.

No primeiro tempo não conseguir chutar a gol.

O time até lutou.

Mas foi impressionante o esquema de Ricardo Gomes.

Mesmo com o time misto, ele montou a equipe com três zagueiros, seis jogadores no meio de campo e apenas Fernandinho na frente.

Além de não passar a bola nem para os seus parentes, Fernandinho atuava longe da área.

Ou seja: no primeiro tempo, o São Paulo atuou sem um atacante.

Assustador.

A postura mais raçuda dos jogadores,que brigavam mais pela posse do bola foi o único ponto a se destacar.

O time conseguiu apenas acertar o travessão do Santos em uma cabeçada esporádica de Washington.

Na verdade, o São Paulo mereceria ter perdido a partida por mais gols.

Rogério Ceni disse que o time mostrou na Vila Belmiro o espírito que precisa ter no Beira-Rio.

Voltarão os titulares.

Mas o problema do clube está no banco de reservas.

Ricardo Gomes passa por um péssimo momento.

Sua insegurança tem contaminado o grupo.

Não há um norte.

A maneira de a equipe atuar muda jogo a jogo.

Ele mistura atletas que não têm entrosamento.

O São Paulo é uma equipe confusa, intranqüila e sem confiança.

Infelizmente, o retrato fiel do momento vivido por seu treinador.

Futebol é como a vida, por vezes surpreendente.

Mas na maioria do tempo, previsível.

E a lógica não aponta o time paulista como favorito nesta disputa.

Muito, mas muito pelo contrário.

Os gaúchos chegam empolgados, entusiasmados e reforçados pela luta de ser o brasileiro na final.

Já o São Paulo reflete toda a insegurança de Ricardo Gomes.

E há tempos.

Estranha é a atitude de Juvenal Juvêncio que finge não enxergar.

Ricardo Oliveira será apresentado na tentativa de desviar o foco.

Mas o problema não está nos jogadores.

Todos no Morumbi sabem disso.

Só que será necessário o fim da Libertadores para Juvenal agir.

E a competição mais amada dos são-paulinos pode acabar precocemente por causa dessa teimosia...

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