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Dói demais perder para a Argentina. Mas aproveite bem a sua primeira derrota, Mano Menezes…

gettyimages345 Dói demais perder para a Argentina. Mas aproveite bem a sua primeira derrota, Mano Menezes...

É...

Quem queria ver Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Neymar juntos, bateu palmas para Messi.

A jogada foi sensacional, linda.

Faltando um minuto para acabar o jogo no Qatar, Messi foi Messi.

Invadiu a intermediária brasileira driblando, escapou do pontapé de Lucas e chutou rasteiro.

A bola passou no meio das pernas de Thiago Silva e fugiu para o cantinho esquerdo de Victor.

O que sobrou além do gosto amargo da primeira derrota de Mano Menezes?

Do Qatar ficou algumas certezas.

O Brasil precisa ter um atacante de referência.

Alguém fixo na área para além das conclusões.

Neymar precisa de um atacante para tabelar.

Hoje esteve muito isolado.

Pena a ausência de Pato, de Luís Fabiano.

Robinho não pode jogar na posição de Ronaldinho Gaúcho.

Ele mostrou que ainda tem talento, pode ser útil.

Só que a equipe não pode se sacrificar para que ele fique esperando bolas.

Quis avisar ao mundo ainda estar vivo, avisou.

Se tivesse feito o gol de calcanhar no primeiro tempo estaria na capa do jornal Olé.

Mas não tem energia para ficar mais do que 45 minutos em um futebol rápido, envolvente que Mano Menezes pretende ver na seleção do meio para a frente.

Mas Ganso e Kaká ainda se encaixam muito bem nesse time.

Principalmente Paulo Henrique, talentoso e com dribles, toques e lançamentos inesperados.

Os laterais foram bem.

Principalmente Daniel Alves no início da partida, inclusive com um chute na trave de Romero.

A zaga também.

Os volantes deram muito espaço.

Marcaram de longe.

Ramires principalmente chegou atrasado em vários lances e se o jogo fosse sério poderia até ser expulso por excesso de faltas.

Lucas não pode nem sonhar em largar um meia como Messi com a bola dominada.

Tanto que deu no que deu.

Não há como culpar ou o que reclamar de Victor: ele inspira confiança.

O pecado brasileiro foi a indefinição de ataque.

Muita gente boa para driblar, tabelar, envolver, mas faltou alguém para chutar ao gol.

E olha que os argentinos tinham os veteranos Zanetti e Heinz facilitando as coisas.

Dói perder o jogo.

Ainda mais para os nossos rivais.

Mas tem a função de um colírio ácido.

Abre os olhos, não deixa ninguém se empolgar.

O palavrão de Mano Menezes quando Douglas perdeu a bola dominada mostrou que ele antevia a tragédia, no gol de Messi.

O jogo foi interessante.

A derrota, proveitosa.

Dói, mas amistoso para valer é isso.

Serve para trazer à tona os problemas.

Parabéns para a Argentina de Batista, que sabe ter muito para corrigir até a Copa América de 2011...

E palmas, de pé, para Messi.

Pena que ele não nasceu um pouquinho mais para cá...

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