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As consequências de um terremoto chamado Palaia no Palmeiras…

reuters332 As consequências de um terremoto chamado Palaia no Palmeiras...

Quem duvidava do poder de fogo de Salvador Hugo Palaia, ficou de queixo caído.

Mal o primeiro vice foi empossado presidente e já incendiou o Palmeiras.

Destituiu toda a diretoria de futebol escolhida por Luís Gonzaga Belluzzo.

Não quis nem saber.

Foi a sua doce vingança.

Homens que, por anos, o deixaram longe do sonhado futebol perderam suas funções.

O vice-presidente Gilberto Cipullo e os diretores Savério Orlandi e Gennaro Marino.

Todos de uma vez só.

Sem choro nem vela.

Não importa se Belluzzo deve se recuperar a tempo, no final do seu mandato.

É Palaia quem manda.

Não interessa também que era Cipullo o homem de confiança no relacionamento com Felipão.

Todas as vezes que Palaia tentou se aproximar do futebol palmeirense, o vice foi um grande inimigo.

Palaia instituiu um grupo gestor.

Ele é formado por Fábio Raiola, José Cirillo, Wlademir Pescarmona, Antônio Carlos Corcione e Francisco Busico.

São seus aliados não só agora, mas também nas eleições de janeiro.

Embora tenha dado poder a todos, Palaia não abre mão da última palavra.

Será ele quem dará o "sim" ou "não" em todas as questões do futebol.

Todas.

Cipullo, Saverio e Gennaro ficaram chocados com a veemência de Palaia.

Além da reestruturação política, pensando na eleição de janeiro, há muito ressentimento no ar.

Para boa parte da diretoria palmeirense de Belluzzo, Palaia era a imagem do dirigente ultrapassado.

Centralizador, sem planos ousados, sem visão do futuro.

Ele foi escolhido como companheiro de Belluzzo apenas pelos votos da ala ultra-conservadora do clube.

Ninguém sonhava que Belluzzo teria problemas cardíacos e o poder cairia no colo de Palaia.

E chegou a hora da vendetta.

O novo presidente do clube vai mudar toda a maneira política com que Belluzzo conduzia a liberação das obras na nova arena.

Ele quer gente 'mais decidida' e que enfrente a prefeitura.

Quem vive a política palmeirense está chocado.

É como se fosse a reviravolta de um roteiro de uma novela mexicana.

O poder mudou de lado.

O progressista Belluzzo está no hospital.

O ultra conservador Palaia assumiu o Palmeiras.

E ele adora o poder.

É imprevisível supor o que acontecerá com o já instável time de Luiz Felipe Scolari.

E sua campanha para ser eleito novo presidente do Palmeiras em janeiro já está pesadíssima.

Há grande chance de Belluzzo não se recuperar a tempo de reassumir seu cargo.

Por isso, vale o aviso para todas as áreas.

Ainda mais que a eleição para presidente e governador será no domingo.

Olho bem aberto com os vices.

Lembre-se do Palmeiras...

 ( E não durou um dia o grupo gestor para cuidar do futebol.

Palaia achou mais simples nomear na noite de ontem um novo diretor.

Ele é  Wlademir Pescarmona.

Já garantiu que vai fazer tudo para entender porque o futebol do clube dá tanto prejuízo...)

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Felipão justificou seu salário de R$ 700 mil. Fez o Palmeiras ganhar e, criticando a Globo, ainda desviou a atenção dos atrasos de salários …

reuters54 Felipão justificou seu salário de R$ 700 mil. Fez o Palmeiras ganhar e, criticando a Globo, ainda desviou a atenção dos atrasos de salários ...

Luiz Felipe Scolari é um mestre.

Ele conseguiu que o limitado Palmeiras conseguisse a segunda vitória seguida no Brasileiro.

Jogando contra o desesperado Flamengo, o esquema do treinador foi letal.

Montou a equipe para explorar os contragolpes, principalmente pela direita.

Com ótimas informações sobre o rival, ele usou toda a fragilidade defensiva de Juan.

E foi por lá que o Palmeiras fez seus dois primeiros gols.

Silas não teve outra atitude a tomar a não ser substituir o jogador.

Kléber foi muito bem.

E Valdívia também parece haver despertado do estado de letargia.

Mais esses três pontos conquistados no Engenhão foram providênciais.

O assunto recuperação do time estará presente até a partida de quarta-feira, na Arena Barueri.

O mestre Felipão deu mais munição para a imprensa.

Escolheu um assunto de enorme importância.

Detonou o Engenhão, estádio onde Flamengo, Vasco e Fluminense estão condenados a jogar enquanto o Maracanã sofre sua reforma para a Copa de 2014.

Falou mal da organização do Mundial.

Da TV Globo, quem diria?, que transmite os jogos do Brasileiro para o mundo todo.

Assunto para ser debatido por horas.

Luiz Felipe Scolari justificou o seu salário de R$ 700 mil, livres de impostos.

Ganhou o jogo e atacou o Engenhão.

Por coincidência, ninguém se lembrará que o clube continua com dois meses de direito de imagem atrasados.

E um mês de salário.

Que o clube ainda não pagou o empréstimo de 1 milhão de euros a Lincoln.

Isso vale para quem ainda não entendeu o porquê de Felipão no Palmeiras...

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Por doença cardíaca, a família de Belluzzo o proíbe de tentar a reeleição no Palmeiras…

gettyimages34 Por doença cardíaca, a família de Belluzzo o proíbe de tentar a reeleição no Palmeiras...

No Palmeiras não se fala em outra coisa.

A família do presidente Belluzzo não vai permitir, 'nem em sonho' que ele concorra à reeleição.

O dirigente estava indeciso.

Mas muito pressionado por sua ala política.

Ele não poderia passar para a história com o dirigente que não conseguiu nenhum título.

Com Belluzzo na presidência, o Palmeiras não venceu um campeonato.

Apaixonado pelo clube ele se preparava para a sonhada volta por cima no novo mandato.

Só que o dirigente andava nervoso demais.

O clube endividado, contratações caríssimas com a de Kléber, Valdívia e Felipão.

Dificuldade para liberar a reforma do Palestra Itália.

Time não rendendo em campo.

E veio o cateterismo e a internação no hospital Sírio Libanês para a revascularização do miocárdio.

Não há previsão para alta.

Os familiares decidiram: Belluzzo não concorre à reeleição de jeito algum.

Essa tomada de posição provocou uma corrida eleitoral.

Salvador Hugo Palaia garante que será canditato na vaga de Belluzzo.

Gilberto Cipullo também quer a chance de representar a situação.

Seraphim del Grande também se mostra interessado.

Paulo Nobre também quer ser presidente.

Assim como Roberto Frizzo, representante de Mustafá Contursi.

A situação mais preocupante é com Luiz Felipe Scolari.

Seu contrato altíssimo de R$ 700 mil mensais foi fechado por dois anos e meio com Belluzzo.

O sonho era que ele permanecesse treinando a equipe enquando durasse o segundo mandato do presidente.

Mas a doença cardíaca mudou toda a cena.

A eleição deve acontecer logo no início de 2011.

Uma perigosa guerra política se avizinha do Palmeiras...

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Se deixarem…Palaia presidente. Boa sorte, Belluzzo. Boa sorte, Palmeiras…

divulgação442 Se deixarem...Palaia presidente. Boa sorte, Belluzzo. Boa sorte, Palmeiras...

O poder nos clubes de futebol é presidencialista.

Na maneira mais ampla do termo.

Ele é quem decide tudo.

Não há exceção no Brasil.

Todos são centralizadores.

O caminho administrativo de uma entidade depende apenas de uma cabeça.

Da vontade de um homem.

O destino de um time de futebol também.

Milhões de pessoas aguardam quem esse homem vai colocar como treinador.

Que jogadores contratará...

Quem mandará embora...

Os acordos com os patrocinadores...

A renovação de um estádio...

Não há plano B.

Não há vice, não há auxiliar.

Em caso de uma emergência, o clube para.

Fica refém do seu presidente.

A grande maioria das vezes, seu vice não é uma pessoa com quem tenha afinidade política.

De pensamentos.

Essa é a situação atual do Palmeiras.

Luiz Gonzaga Belluzzo teve um problema de saúde e terá de passar por um cateterismo.

Talvez até colocar pontes de safena.

Ele errou e acertou como presidente do Palmeiras.

Tomara que tenha uma ótima recuperação no Sírio Libanês.

Mas a questão agora é outra.

Nesse período em que deverá ficar hospitalizado, os estatutos mandam que seu vice deve assumir.

O vice é Salvador Hugo Palaia.

Um homem que dedicou sua vida ao Palmeiras.

Mas que tem ideias completamente diferentes das de Belluzzo.

Principalmente para o futebol.

Foi dirigente na década de 80.

Ficou de 83 a 86.

Anos do jejum de títulos palmeirenses.

Não deu certo.

Saiu frustrado.

Mas continuou fazendo política no Palmeiras.

Sempre comandou um grupo importante, sendo muito importante nas eleições do clube.

Ocupou o departamento financeiro por anos, mas sempre sonhou em voltar ao futebol.

Rico, emprestou dinheiro ao clube várias vezes.

A mais importante foi na contratação de Valdivia.

Assumiu o departamento de futebol em 2005.

Teve uma passagem tumultuada.

Não se adaptou aos novos tempos.

Com a cobrança da imprensa, da torcida, da necessidade de conquistas.

Acostumado à hierarquia, não gostou quando ouviu o então treinador Tite se queixar das arbitragens.

E sem constrangimento o mandou 'calar a boca' pela imprensa.

Não satisfeito, estava muito pressionado quando resolveu contratar um assessor.

Por coincidência ou não, o mesmo de Luiz Felipe Scolari.

E os dois treinaram como deveria ser uma coletiva tensa que aconteceria no Palmeiras.

Palaia adorou as respostas que os dois treinaram para as prováveis perguntas dos repórteres.

Resultado: levou o papel com as perguntas.

E, sem cerimônia, tomou o microfone e fez história.

Revolucionou o jornalismo.

Em uma cena inacreditável e inesquecível, Palaia perguntava e Palaia respondia.

Foi tão vergonhosa a cena para um comandante de futebol do Palmeiras que ele teve de largar o cargo.

Saiu em 2006.

Mas continuou na sua trajetória política no Palmeiras.

Pela quantidade de votos que arrebanhava, acabou convocado para ser vice de Belluzzo.

As ideias renovadoras do presidente nunca combinaram com as antigas de Palaia.

Mas o arranjo foi feito em nome da política, do poder.

Na realidade, nunca ninguém esperava que Belluzzo se afastasse da presidência e Palaia assumisse.

Mas o cateterismo vai mudar essa situação.

Ninguém sabe por quanto tempo.

Boa sorte, Belluzzo.

Boa sorte, Palmeiras...

(Diante da pressão da opinião pública, há um movimento para que Palaia não assuma.

Ao contrário do que a própria assessoria de imprensa do clube havia informado.

Cada dirigente deve ser responsável pelo seu setor.

Só que Palaia promete brigar, fazer valer o seu direito de ser presidente...)

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O péssimo desempenho do técnico mais caro da América Latina: Felipão, o perseguido…

divulgação567 O péssimo desempenho do técnico mais caro da América Latina: Felipão, o perseguido...

Luiz Felipe Scolari.

Pentacampeão do mundo.

Vice da Eurocopa.

Campeão da Copa da Ásia.

Duas vezes vice mundial de clubes.

Bicampeão da Libertadores da América.

Campeão brasileiro.

Campeão uzbeque.

Tricampeão da Copa do Brasil.

Tricampeão gaúcho.

Campeão alagoano.

E várias outras conquistas.

Com um currículo invejável, ele só poderia ser e é o treinador mais bem pago da América Latina.

Ganha R$ 700 mil livres de impostos.

Somando imposto de renda e algumas taxas trabalhistas, o Palmeiras investe mais de R$ 1 milhão mensal.

O clube vem atrasando direito de imagem dos jogadores.

Teve de pagar rescisões altíssimas para Luxemburgo e Muricy Ramalho.

E uma baixa para Antônio Carlos.

Mas o importante é manter Felipão feliz.

Ele dita o que o clube deve fazer.

É treinador, diretor, preparador físico, psicólogo.

E o melhor chefe de imprensa do futebol brasileiro.

Inteligente, faz o que quer com os jornalistas que cobrem o Palmeiras.

E não esconde que o usa quando lhe convem.

Primeiro proibiu seus atletas de falarem antes, durante e depois das partidas.

Ficou claro que ele não confia no poder intelectual deles diante de um microfone.

Depois resolveu proibir a filmagem de inúmeros treinamentos.

O Palmeiras é o clube que mais faz treinos secretos.

Muitas vezes, quando os cinegrafistas entram no Centro de Treinamento do Palmeiras, os campos estão vazios.

Ele já respondeu que não é problema dele.

Na Europa, como gosta de frisar o assessor de imprensa particular de Scolari, é assim.

Não é assim: há pelo menos 15 respeitosos minutos liberados para ter imagens do dia dos jogadores.

Não haveria problema algum em deixar filmar o aquecimento.

Mas Scolari sabe que ninguém vai desafiá-lo.

Com o currículo que tem, e se começa a ganhar e resolve não falar mais para o órgão que o cobrar?

Esse é o medo.

Pois bem, agora Luiz Felipe resolveu outra vez usar a imprensa.

E de modo explícito.

Na coletiva de ontem, depois da sua segunda expulsão em 16 jogos, ele foi esperto.

Usou os mesmos jornalistas que não quer ver nos seus treinos.

E por meio das TVs, sites, rádios e jornais, ele protestou.

Disse que está sendo perseguido pelos árbitros.

E ameaçou sair do país para trabalhar em paz.

Todos sabem que ele não vai embora coisa nenhuma.

É mais uma maneira de intimidar os próximos árbitros.

E quando ele reclamar da distância da barreira, não será expulso mais uma vez.

Todo esse carnaval não é por acaso.

Luiz Felipe Scolari não chegou onde chegou à toa.

Ele sabe desviar o foco.

Seu time acabava de perder para o São Paulo.

Treinado pelo novato Sérgio Baresi, que no currículo tem a conquista da Taça São Paulo Juniores.

E que ganha menos do que seu assessor de imprensa pessoal.

Os números de Felipão são fraquíssimos no Palmeiras.

Dos 48 pont0s que disputou desde que assumiu o time, ganhou 17 apenas.

Perdeu 31 pontos.

Proporcionalmente, seu desempenho é pior que o de Muricy e até de Antônio Carlos.

Fosse qualquer outro treinador, mesmo como time fraco que tem, o ambiente já estaria insuportável.

É o 13º colocado.

Outra campanha decepcionante do Palmeiras.

Mas ninguém abrirá a boca.

Luiz Felipe Scolari é intocável.

Seu potencial como treinador trava, assusta a todos.

Faz o que quer no clube e pensa que pode fazer com a imprensa...

Mal orientado, ele pensa...

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O Palmeiras já se prepara para a volta de Alex da Turquia. A filosofia de Belluzzo: um eterno retorno ao passado…

divulgação83 724x1024 O Palmeiras já se prepara para a volta de Alex da Turquia. A filosofia de Belluzzo: um eterno retorno ao passado...

Valdívia recebeu uma placa pelas 100 partidas pelo Palmeiras.

O que deveria ser motivo de alegria.

Um chileno completar uma centena de jogos por um clube grande do futebol brasileiro.

Só que não foi.

Ele se recusou a dar entrevistas.

Não está nada feliz por ser reserva do time por não ter preparo físico.

E não quis comentar isso.

Kléber lutou, pediu, sugeriu, implorou para sair do Cruzeiro e voltar para o Palmeiras.

Mas encontrou um time limitado, decepcionante.

Espera por 90 minutos a bola sobrar para ele chutar para o gol.

Seus companheiros de ataque estão muito abaixo do seu nível.

Enquanto isso, o Cruzeiro está atropelando a todos no Brasileiro e ameaça os líderes.

Felipão já percebeu que só o seu enorme carisma e currículo não farão o time ganhar.

Pelo contrário.

Para quem já viveu tantas alegrias na época da Parmalat e da Seleção Brasileira em 2002, o técnico está pagando seus pecados no atual Palmeiras.

Ganha bem demais para isso, mas seu retono não está sendo nada do que imaginava.

Tanta nostalgia frustrada está vindo à tona porque o Palmeiras quer resgatar mais um.

Aos 32 anos, Alex quer voltar da Turquia.

E  o clube já começa a criar uma fórmula para ter o meia em 2011.

Buscar recursos.

O meia está disposto a voltar ao Palestra Itália e perdoar de vez Felipão, que não o levou para a Copa.

Mas é outro que precisa se preparar.

O Palmeiras que vai encontrar é muito diferente do que deixou.

Mas ele se mostra disposto a correr o risco.

Esta filosofia de Belluzzo chega a ser simbólica.

O Palmeiras tem saudade do Palmeiras.

Dos tempos em que o clube era campeão da Libertadores.

Que era temido pelos adversários.

E busca os antigos ídolos.

Só para lembrar que nenhum dos personagens que voltou ao Palestra Itália está feliz, leve, satisfeito.

E nem os torcedores estão encantados com o que fazem pelo futebol do Palmeiras.

Há muito mais melancolia do que alegria nesses retornos.

O Palmeiras precisa ter coragem e competência de olhar para a frente...

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Triste Palmeiras de Felipão. Que está no Brasileiro apenas para não ser rebaixado…

reuters82 Triste Palmeiras de Felipão. Que está no Brasileiro apenas para não ser rebaixado...

Para quem já comandou a Seleção Brasileira pentacampeã no mundo, Felipão sabe tem nas mãos.

O elenco do Palmeiras é limitado.

Valdívia está sim fora de forma.

Kléber não é Pelé, sozinho na frente não pode resolver nada.

Sim, porque ter como companheiros de ataque Ewerthon e Luan é estar muito sozinho.

Ainda mais diante do Vasco de PC Gusmão.

O treinador não está invicto no Brasileiro por acaso.

O ex-discípulo de Luxemburgo mostrou que superou o mestre, aquele que dá vexames com o Atlético Mineiro.

PC Gusmão montou um versátil esquema de marcação que protege muito bem a zaga.

Nilton e Rafael Carioca são jogadores desvalorizados pela mídia, mas estão se superando a cada partida.

Preenchem os espaços na intermediária, fazem com que a bola chegue mascada, sem perigo à área vascaína.

O time é seguro, organizado.

Entra em campo preparado para anular as principais armas adversárias e explorar os contragolpes.

O Vasco não teve muito trabalho hoje contra o Palmeiras.

Fernando Prass não teve de fazer os milagres costumeiros.

Felipão não tem jogadores com talento para buscar as laterais do campo.

O Palmeiras é uma equipe irritante.

Centraliza demais o jogo.

Tenta forçar tabelas só que erra passes de maneira absurda.

O torcedor que esteve no Pacaembu se mordeu para manter a promessa de apoiar Scolari até o fim.

A seco, se pudesse contrariar o seu assessor de imprensa que controla cada palavra, cada gesto, Felipão exporia a primeira missão deste Palmeiras.

O rei dos empates quer fugir da possibilidade de o time ser rebaixado.

Felipão já comparou a visão tática de seus jogadores a amigos que disputam na várzea o tradicional 'casados contra solteiros'.

Ele não pode ousar.

Se colocou três atacantes para começar a partida, teve de postar dois jogadores pelas laterais, fixos atrás.

E seus três volantes à frente da zaga.

Ou seja: havia um enorme buraco.

O Palmeiras começou sem meia.

No segundo tempo, entrou o Valdívia cover.

Não pode ser o meia que o Palmeiras se dispôs a pagar R$ 13,7 milhões.

Os cabelos continuam os mesmos, mas no futebol, quanta diferença.

Foi facilmente contido pelos volantes vascaínos.

Se PC Gusmão respeitasse um pouco menos o Palmeiras, iria para o Rio com os três pontos.

Felipão por seu lado, continua o mesmo.

Seus jogadores são os únicos no Brasil que não falam antes e depois dos jogos, no gramado.

A idéia é do seu assessor de imprensa.

Também seguindo opinião do assessor a quem paga tão bem, o treinador não fala mais de atraso de salários.

Não importa se a diretoria do clube está devendo aos seus limitados atletas.

Ele não vai comentar isso.

As exclusivas também rarearam no Palmeiras.

Sozinho, o jogador pode se soltar.

E, por exemplo, comentar sobre Lincoln.

Ele até agora não recebeu o dinheiro que a diretoria havia prometido pagar a ele para se desligar do Galatasaray.

Que só começou a receber o que havia colocado do próprio bolso depois que a notícia vazou na imprensa.

De agora em diante disse que só vai se manifestar sobre quem entra e quem sai do time.

Coisas do jogo.

Esse é o Palmeiras.

Do fraco futebol.

Do constrangimento.

Dos 11 empates em 21 partidas.

Do clube que vai, secretamente, celebrar se salvar do rebaixamento.

Esse é o Palmeiras do silêncio.

O clube do treinador de futebol que mais recebe na América Latina: R$ 700 mil a cada 30 dias.

Não foi por acaso que a sua torcida gritou em coro "vergonha, vergonha, vergonha", ao final do 0 a 0.

A Sociedade Esportiva Palmeiras não merece o time que tem...

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Depois do décimo empate, Felipão volta a jogar a toalha. Ou alguém acha que o Palmeiras pode ser campeão do Brasil em 2010?

walt disney world Depois do décimo empate, Felipão volta a jogar a toalha. Ou alguém acha que o Palmeiras pode ser campeão do Brasil em 2010?

Ninguém fala nada ruim no Palmeiras na frente de Felipão.

Pegue medo, acrescente respeito e coloque uma dose de covardia.

É assim que conselheiros criticam o treinador que chegou como um rei ao Palestra Itália.

Além do fraco futebol que o time vem mostrando, ninguém o perdoou quando depois da virada que o time sofreu diante do Cruzeiro, ele falou que o melhor seria priorizar a Copa Sul-Americana.

Ele teve coragem de falar que o Palmeiras não será campeão brasileiro.

Ah, vamos torturá-lo.

Como ousa?

A equipe que tem jogadores brilhantes...

Todos com nível para a Seleção Brasileira, de acordo com seus pais...

Um treinador de renome, pentacampeão do mundo já jogando a toalha?

Isso não existe, disseram conselheiros e gente influente do clube.

Lógico que falaram isso bem longe dos ouvidos de Felipão.

Depois de mais um melancólico empate, ontem contra o Vitória, o técnico voltou a falar.

"Todo mundo sabe que o Palmeiras tem 99% de chances de não ser o primeiro colocado.

A situação é essa.

Não dá para mentir."

O desabafo de Felipão é realista.

O empate em 1 a 1 foi o décimo de 20 partidas.

O time ganhou cinco jogos, empatou 10 e perdeu cinco vezes.

Felipão se impôs ontem diante de Valdívia e o deixou na reserva.

E o colocou na vaga de Luan.

Mas ele não estava feliz.

Pelo contrário, desolado.

Não foi para passar vexame que ele voltou do Exterior.

Mas será esse potencial que o time manterá até o final do Brasileiro.

Pelo menos, ele vai continuar falando a verdade.

Não há quem o cale.

Quem o impeça de enxergar.

Só ele, Valdívia, Kléber e Marcos não serão suficientes.

A briga será para evitar o rebaixamento no Brasileiro.

Por mais que palmeirenses mimados e poderosos se recusem a enxergar a realidade...

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O choque de egos entre Valdívia e Felipão. Dirigentes do Palmeiras estão apavorados…

gettyimages23 O choque de egos entre Valdívia e Felipão. Dirigentes do Palmeiras estão apavorados...

Valdívia saiu de maneira muito ruim do Palmeiras.

Vanderlei Luxemburgo disse abertamente que não havia lugar para o chileno e para Diego Souza.

E convenceu a diretoria a despachar o meia.

Valdívia foi para o mundo árabe e mesmo lá conseguiu ser chamado para a Copa do Mundo da África.

O louco Bielsa o deixou na reserva.

Nunca foi indispensável para a sua seleção.

Os fracassos seguidos palmeirenses talvez fizeram Valdívia ser maior do que ele realmente é.

Os comentários saudosistas: "ah, se o Luxemburgo não o tivesse mandado embora" eram repetidos como um mantra.

O Palmeiras queria comprar 50% dos seus direitos federativos.

Mas também há vida pensante nos Emirados Árabes.

O risco para os dirigentes do Al-Ain não compensavam.

Ou tudo ou nada.

E foi tudo.

O grupo Eternos Palmeirenses ajudou o clube a investir R$ 13,7 milhões.

Daqui um mês ele completará 27 anos.

E Valdívia chegou.

Como um enviado dos céus.

Encontrou a carência da torcida.

E uma equipe mediana, sem grande talento.

A não ser no gol, com Marcos e no ataque, com Kléber.

E Luiz Felipe Scolari.

Eles nunca haviam trabalhado juntos.

Felipão também é um enviado dos céus que retornou a peso de ouro ao Palestra Itália.

É o treinador que mais recebe no País: R$ 70o mil livres.

Ele tem um nome a zelar.

Único treinador a dar a Libertadores da América ao Palmeiras.

Pentacampeão do mundo.

Seus times sempre foram marcados por jogadores brigadores, vibrantes, atletas.

Para se superar, eles precisam correr.

Valdívia nunca foi um grande atleta.

Ele lembra os meias antigos, da década de sessenta.

Muito habilidoso, gosta de lançar, tabelar.

Mas participa menos da partida do que Felipão e Bielsa gostam.

Eles não é um jogador moderno, polivalente.

Pelo contrário.

Com o Palmeiras com uma equipe limitada, o choque era previsível.

Felipão é exigente, sabe que seu nome está em jogo.

Valdívia é mimado.

Sempre foi tratado como muito respeito.

Mas sua volta ao Palmeiras beirou a beatificação.

E em cinco partidas, nenhum gol.

Pior, rendimento abaixo do sonhado, do desejado, do necessário.

E quatro vezes Felipão não teve medo em tirá-lo de campo.

O chilen0 se segurou.

Mas hoje no Pacaembu, perdeu a calma.

Mesmo sabendo que as câmeras estavam em cima dele, fez questão de jogar um copo de água no chão.

Revoltado.

Felipão disse que não se importa com a reação do jogador.

E que ele está fora de forma.

Com a derrota de virada para o Cruzeiro, o time estava ganhando por 2 a 0 e perdeu por 3 a 2, tudo piorou.

Muito.

Os dirigentes já se telefonaram ontem à noite.

Sabem com quem estão lidando.

E vão fazer com que os dois conversem neste início de semana.

Tudo o que o Palmeiras não precisa agora é Valdívia contra Felipão.

A missão não será fácil.

O chileno está irritadíssimo.

Assim como Felipão ao assistir a atitude rebelde, desafiadora do seu jogador.

Ruim para o Palmeiras.

Muito pior para quem investiu seu rico dinheirinho em Valdívia.

Ele já está de fora do grupo com que Bielsa quer renovar a Seleção Chilena.

Amanhã, o time enfrentará a Ucrânia, em Kiev.

Quem no mundo pagaria R$ 13,7 milhões por esse chileno?

Só o Palmeiras...

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A covardia do Fluminense. A superação do Palmeiras, mesmo sem dinheiro…

divulgação29 A covardia do Fluminense. A superação do Palmeiras, mesmo sem dinheiro...

Duas certezas ontem no Maracanã.

O 'time de guerreiros' cantado pela tocida foi o Palmeiras de Felipão.

E o Fluminense está vivendo a 'síndrome da covardia'.

Mesmo com uma equipe muito inferior tecnicamente, Luiz Felipe conseguiu se impor no jogo.

Seus jogadores se doaram e conseguiram travar os habilidosos Conca e Deco.

E as descidas pelas laterais.

Ah, como Mariano fez falta...

O Fluminense começou melhor a partida e logo fez o seu gol, com Emerson.

Exatamente como fez contra o Vasco e São Paulo.

E Muricy Ramalho caiu no mesmo erro.

Seu time não continuou fustigando o adversário, com poderia e deveria.

Recuou.

Buscava apenas os contragolpes.

Essa estratégia refletia como covardia.

Animou o Vasco, o São Paulo e ontem o Palmeiras.

Sem refinamento, na base do coração, da entrega, o time paulista foi encurralando o carioca.

Kléber e Valdívia irritariam até Dalai Lama, se ele jogasse futebol.

Mas não se justifica a velha estratégia que os cariocas adotaram.

Diante da insegurança do árbitro gaúcho  Márcio Chagas da Silva, eles apelaram para o rodízio de faltas.

Para fugir dos cartões....

Apelaram para enfrentar as gracinhas de Valdívia e as provocações de Kléber.

Usaram um truque tão sujo quanto eficiente.

Os jogadores do Fluminense se revezavam na hora de dar pancadas nos dois.

Eles foram sim perseguindos pelos pontapés e o omisso Márcio Chagas fazia de conta que não percebia.

O ridículo gramado do Maracanã, cheio de buracos e areia pintada de verde para disfarça para a televisão, era um adversário a mais para o Fluminense.

O Palmeiras, muito menos técnico, se impunha e lutava.

Até que veio aos 48 minutos do segundo tempo, o gol que fez justiça ao placar: de Ewerthon, justo o jogador que Felipão pensava em afastar do elenco por falta de vibração.

O Fluminense não conseguiu escapar do Corinthians como gostaria.

E precisa acordar para a vida.

Esquecer a covardia.

Fazer um gol e recuar está manjado, parece mera falta de repertório, de outra estratégia.

Muricy Ramalho pode muito mais do que isso com o elenco que a Unimed lhe deu nas mãos.

E Felipão está arrancando água de pedra.

O time está além do seu limite.

Uma equipe que entra sem laterais no futebol moderno é mais do que um absurdo.

E que o Palmeiras consiga se organizar a ponto de pagar de verdade seus jogadores.

Ter o vexame de Lincoln cobrar por escrito o clube é muito feio.

Ele pagou um milhão de euros para deixar o Galatasaray.

Tinha a promessa dos dirigentes palmeirenses que receberia o dinheiro no Brasil.

Acreditou.

Só que desde fevereiro até agora, não recebeu.

Cansado de cobrar, ele mandou uma carta protocolada para a diretoria palmeirense.

E o restante do elenco está com o salário atrasado.

Com uma ajuda dessas dos dirigentes...

Como é que Felipão continuará com moral para pedir que seus jogadores deixem a alma em campo pelo Palmeiras, como aconteceu ontem diante do líder do Brasileiro?

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