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O Palmeiras deixará de ser ‘propriedade’ de Paulo Nobre. O bilionário terá de volta R$ 105 milhões. O Allianz Parque e os apaixonados palmeirenses fizeram o clube voltar a andar com suas pernas…

1ae12 O Palmeiras deixará de ser propriedade de Paulo Nobre. O bilionário terá de volta R$ 105 milhões. O Allianz Parque e os apaixonados palmeirenses fizeram o clube voltar a andar com suas pernas...
A nova arena do Palmeiras é capaz de milagres. Graças a ele, o faturamento do Palmeiras só aumenta. Assim como os ingressos, os planos de sócios-torcedores. Mas há um reflexo benéfico diante desta exploração do amor do fã pelo clube. Finalmente há uma previsão realista do pagamento da dívida do clube para Paulo Nobre.

O bilionário dirigente não teve dúvidas ao assumir a presidência em fevereiro de 2013. Recebeu o clube em péssima situação financeira. Dívidas que ultrapassavam R$ 236 milhões. Cotas de transmissão de tevê já haviam sido antecipadas até 2014. O Palmeiras estava sem crédito na praça. Ou seja, os gerentes de bancos viravam as costas quando dirigentes tentavam pronunciar a palavra empréstimo.

O que Nobre decidiu fazer? Usou a prerrogativa de presidente e decidiu tomar empréstimos em seu nome e repassar o dinheiro ao clube. Como se o Palmeiras fosse mais uma de suas propriedades. Desde então foi colocando quantos milhões de reais considerava necessários. Foram R$ 148 milhões, fundamentais nestes dois anos.

Os conselheiros se renderam diante da postura do bilionário. O Palmeiras vivia uma de suas piores crises financeiras. Preferiam não criar problemas.

Paulo Nobre se viu obrigado a explicar porque tomou essa atitude, quando buscava a reeleição, que conseguiu sem muito esforço.

"Os bancos não gostam de emprestar dinheiro a clubes de futebol, igrejas e hospitais. Porque, na hora de cobrar, isso arranha a imagem do banco. Executar o Paulo Nobre, na pessoa física, não tem problema nenhum para a imagem do banco.

Os clubes também têm que dar garantias, e os bancos pedem direitos de transmissão e patrocínios. As outras fontes, eles não valorizam. No meu caso, eu dei ações como garantia ao banco. Em três dias, vira dinheiro."

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Sobre a atitude ser ética ou não, Nobre nunca se importou com os julgamentos alheios. Agiu como dirigentes de clubes pequenos da década de 70. Conselheiros do próprio Palmeiras vêem semelhança na sua forma de administrar com a de Romeu Ítalo Rípoli, presidente do XV de Piracicaba. Como ele colocava dinheiro do bolso, fazia o que queria com o XV. Sem dar satisfação a ninguém. Exatamente como Nobre, que gastava os seus milhões onde desejava. Se a aplicação era correta ou não, não havia quem pudesse questioná-lo.

"Eu não considero uma falta de ética. É uma responsabilidade muito grande sentar na cadeira e não deixar a roda parar de rodar. Eu tinha que tentar encontrar uma maneira que fosse menos custosa para o clube, para sobreviver a esses dois anos dificílimos, sem receita. A melhor maneira que eu encontrei foi aportando dinheiro para o clube. Se eu fosse ao mercado, ao banco, a dívida do Palmeiras ficaria impagável."

Nobre tinha a certeza de que a situação mudaria muito quando a arena ficasse pronta. Foi o que aconteceu. Pelo acordo com a WTorre, o clube fica com a arrecadação dos jogos. E o faturamento tem sido excelente. É o clube brasileiro que mais fatura como mandante.

Foram R$ 15.216.760,77 no desestimulante Campeonato Paulista. Começou o Brasileiro faturando R$ 2.004.965,00 na partida contra os reservas do Atlético Mineiro. A briga por ingressos no novo estádio faz o número de sócios-torcedores se multiplicar de forma inacreditável. Cresceu 72% no ano passado, com o Allianz Parque terminado. Já é o segundo no país com 121.253 até terminar essa matéria. A projeção é que seja o primeiro do Brasil ainda este ano. Na sua frente, só o Internacional, com 136.980.

O preço para se tornar sócio torcedor não para de aumentar. Está entre R$ 12,99 e R$ 599,99! Há uma semana encareceu entre 30% e 57%. E a procura não diminuiu. Pelo contrário. Só cresce. A empolgação do torcedor é assustadora. O clube é o oitavo do mundo. Está no encalço do Porto com 125 mil sócios-torcedores. No ranking mundial, o Benfica lidera com 270 mil, seguido por Bayern de Munique (238 mil), Arsenal (225 mil), Real Madrid (206,5 mil), Barcelona (154 mil), Internacional, Porto e Palmeiras.

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A primeira previsão é que os sócios-torcedores poderiam render até R$ 25 milhões no final do ano. Mas já há otimistas falando em R$ 30 milhões.

A camisa do Palmeiras se tornou muito valiosa. São R$ 50 milhões por ano. Crefisa, FAM, Tim e Prevent Senior dividem essa quantia.

Depois de dois anos sem receber, finalmente acabaram os adiantamentos da tevê. E o clube receberá sua cota de transmissão.

Paulo Nobre colocou havia colocado até agora R$ 148 milhões no clube. Como um gesto de boa vontade, ficou com os direitos dos seis jogadores que o clube comprou no seu primeiro mandato. Leandro, Mendieta, Tobio, Mouche, Allione e Cristaldo. Juntos valeram R$ 43 milhões.

Ou seja, Nobre tem a receber ainda R$ 105 milhões. Há muito tempo ele dizia que receberia 10% das receitas quando o clube estivesse bem financeiramente. Agora está. Por isso foi criado o Fundo de Investimento Em Direitos Creditórios Academia Esportiva. O banco Votorantim irá administrar o pagamento da dívida. Ou seja, já começou o recolhimento do dízimo sobre todas as receitas do clube.

A previsão é que até em 2020, Nobre receberá o que o clube lhe deve. Considerando até 1% de juros anuais, que ele havia combinado. O que é excelente. Havia a previsão que o Palmeiras só conseguiria pagar o seu mecenas em 2027.

O balanço do Palmeiras de 2014 mostra que o clube tem R$ 245 milhões em dívidas. Mas a nova arena está mudando essa situação. O primeiro passo real está no fim da dependência do bolso de Paulo Nobre. Foi de uma maneira desesperada, mas muito amadora, que o clube descobriu para se reerguer.

Até que enfim esse caso único no país está deixando de existir. O bilionário Paulo Nobre ajudou até demais. Mas clube algum, sem ser sociedade anônima, tem dono no Brasil. Ainda mais um tão importante quanto a Sociedade Esportiva Palmeiras...
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Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu…

1reproducao27 Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...
"A torcida do Palmeiras é muito vibrante, apaixonada. Vai até as últimas consequências apoiando o time. Já sofreu muito. Foi motivo de chacota nos 17 anos de jejum. Por isso não aceita que ninguém mais a tripudie. A minha identificação foi imediata. Eles sabiam que tinha em campo um jogador sem medo e que enfrentaria a todos em busca de uma vitória. Esse foi o segredo do meu sucesso com a camisa verde. Era um amor enlouquecido dos dois lados."

As palavras são de Edmundo. Os três primeiros anos no Palmeiras foram inesquecíveis. Fez tudo o que tinha e o que não tinha direito. Brigou, chutou câmera, fez greve de silêncio, xingou dirigentes, protagonizou uma batalhar campal contra o time do São Paulo em pleno Morumbi. Com direito a chamar o baixinho Juninho Paulista de 'meio homem'.

Aprontou, mas jogou muito futebol. "O Edmundo tinha uma personalidade explosiva que contaminava o time. Mas seu talento com a bola nos pés era enorme. Sua capacidade de dribles, a velocidade, a visão de jogo. Eram impressionantes. Foi um dos melhores atacantes que eu vi jogar."

As declarações de Evair ganham até mais credibilidade. Afinal, os dois nunca se deram bem. Ficaram tempos sem se falar fora do campo. No gramado, juntos, foram responsáveis por muitos gols e jogadas que acabaram não só com o jejum de 1976 até 1993, como os levaram à Seleção.

Para o bem e para o mal, o atacante carioca justificou o apelido que, no início detestava, depois passou a se orgulhar. Osmar Santos foi o autor da substantivo que virou adjetivo e que o acompanhará pelo resto da vida: "Animal".

Edmundo marcou o coração dos palmeirenses. Ele costuma estar nas seleções de todos os tempos dos torcedores, jornalistas, apaixonados pelo clube. Seu carisma conseguiu convencer a maioria a cometer enorme heresia. Esquecer do genial Julinho Botelho.

Entre aqueles que guardam camisas verdes número 7, com dedicatória de Edmundo, há uma pessoa que se destaca. Paulo de Almeida Nobre. O presidente palmeirense é absolutamente obcecado pelo polêmico atacante. Frequentador assíduo das arquibancadas do antigo Parque Antártica, com a camisa das organizadas TUP, Inferno Verde e Mancha Verde, ele cansou de gritar, aplaudir e até chorar com as jogadas do explosivo jogador. E também via admirado as brigas, provocações.

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Por isso aprendeu a valorizar muito mais esta camisa do que a número 10. Depois do primeiro mandato, com o clube afundado em dívidas, nômade, sem estádio, Paulo Nobre jurou. Montaria um time digno em 2015. Ele teria a obrigação de chegar à Libertadores de 2016. E começar um novo ciclo vitorioso palmeirense.

Enquanto Alexandre Mattos foi comprando jogador e mais jogador, Nobre avisava. "Ninguém chegue perto da número 7." Ele buscava um jogador talentoso, especial. Vários nomes foram colocados na mesa. Mas inviáveis. Lucas do PSG, Bernard, Luis Adriano.

Mas de repente, surgiu uma oportunidade. Dudu, um dos melhores atacantes do Brasileiro de 2014, não ficaria no Grêmio. O clube gaúcho não tinha os R$ 19 milhões para comprá-lo do Dinamo de Kiev. O Corinthians conseguiu convencer o atacante e seus empresários. Acertaram salários inclusive. Só que o clube o desejava por empréstimo. Não tinha o dinheiro exigido. Além disso, os dirigentes da Ucrânia ficaram revoltados por serem os últimos a saber da transação. Diante disso, Carlos Miguel Aidar decidiu atravessar a negociação. E deixou tudo muito bem encaminhado com a diretoria. Mas Dudu não queria trair os dirigentes corintianos. Disse que desejava atuar no Parque São Jorge.

1gremio Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...

Conseguiu complicar a negociação. Diante do entrave, Paulo Nobre deu o aval a Alexandre Mattos. E ele atropelou tanto o Corinthians como o São Paulo, que havia 'roubado' Alan Kardec. E Dudu chegou ao Palestra Itália. Foi a maior contratação entre os clubes brasileiros, neste santo ano de 2015, com o país mergulhado em uma profunda recessão. Ninguém gastou tanto com um só jogador.

O mineiro Mattos conhecia muito bem a fama de Dudu. Desde a base do Cruzeiro, o atacante é tão talentoso quanto explosivo. Dono de personalidade forte, não aceitava a reserva, discutia com quem se colocava no seu caminho. Junior, provocava, não tinha medo dos zagueiros titulares, mais velhos. Desrespeitava a todos. Dentro e fora de campo. Com esse gênio, não se adaptou à Toca da Raposa. E muito menos à hierarquia do futebol russo.

3reproducao10 Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...

Ao chegar no Palmeiras, Dudu foi percebendo o que a torcida e a direção do clube, principalmente Paulo Nobre, esperavam dele. Oswaldo de Oliveira não é admirador de jogadores explosivos, provocativos. Prefere os mais politicamente corretos, como Zé Roberto. Com apenas 23 anos, o atacante tentava se adaptar, se segurar.

Mas veio o jogo contra o São Paulo. O clube que tentou comprá-lo sem se importar com sua vontade. Razão de várias discussões entre Bruno Paiva e os outros donos da OTB Sports, seus empresários, com a cúpula do Dinamo. Além do mais, sabia o quanto Paulo Nobre tem Aidar atravessado na garganta. Jogo na nova arena palmeirense.

Aí, Dudu foi Dudu. Provocou Rafael Toloi, tomou uma entrada dura do zagueiro, retribuiu com uma leve, mas desleal cotovelada, que não foi percebida pelo árbitro Vinicius Furlan. O são paulino ficou alucinado e tratou de dar um pontapé por trás no franzino, mas folgado adversário. Cartão vermelho, o time de Muricy ficou com um jogador a menos com sete minutos de partida.

Mas a camisa 7 do Palmeiras testemunharia a reencarnação de Edmundo. Dudu driblava, tocava a bola e não tirava o sorriso do rosto. E quando Furlan estava longe, xingava, irritava. Conseguiu tirar do sério até o gelado Paulo Henrique Ganso. Ele desfilava palavrões ao palmeirense até ser substituído.

4ae9 Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...

Sua maior ousadia aconteceu com Edson Silva. Zagueiro forte, 1m87, pernambucano, de gênio forte. Em uma jogada de linha de fundo, ele chegou antes de Dudu. O palmeirense que vinha correndo, não se fez de rogado ao ver a bola saindo. Deu um pulo nas costas do zagueiro e o fez de 'cavalinho'. A torcida palmeirense delirou. Conselheiros garantem que Paulo Nobre ficou entusiasmado com tanta coragem. Edson Silva nem acreditou no que acontecia. Ao perceber o papel ridículo que fazia, jogou o abusado de 1m65 no chão.

A esta altura, os palmeirenses aplaudiam, riam, provocavam. Gritavam de prazer. Tanto pela vitória humilhante diante do São Paulo como pela cena inacreditável. Ganhavam, depois de uma década, outro ídolo atrevido, provocador, talentoso, rápido e politicamente incorreto.

6ae2 Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...

Como acontecia com Edmundo, Dudu já está 'jurado'pelos jogadores do São Paulo. Esperam com ansiedade a chance de tê-lo ao alcance em um próximo clássico. O goiano sabe que isso acontecerá. Tem sido assim desde o início da carreira. Como o agora comentarista de tevê, ele tem certeza que será mais fácil. Seus marcadores entrarão abalados psicologicamente.

Nos bastidores deste novo Palmeiras, todos sabem. Dudu está rindo da situação. É assim, abusado, que deseja ser conhecido. Ganhar espaço no futebol nacional. Brigar pela Seleção. Não vai mais se sujeitar ao politicamente correto de Oswaldo. Vai fazer as loucuras que passar pela sua cabeça. Como montar de cavalinho em um zagueiro adversário.

Dudu já começa a ganhar a admiração da torcida. Que se aprendeu a esperar tudo e mais um pouco de Edmundo. Finalmente a camisa 7 verde voltou a ser admirada. Ter torcida particular. Valeu Paulo Nobre tê-la reservado.

Os palmeirenses estavam precisando de um ídolo corajoso, brigador, provocador, que não leve desaforo para casa. De sangue quente, italiano. E principalmente abusado, folgado, destemido. Ele chegou. Se chama Dudu. Seu marcadores que preparem o cangote...
2ae19 Paulo Nobre sonhava com a reencarnação de seu ídolo, Edmundo. Separou a camisa 7 que tanto admirava. E a entregou para o herdeiro mais abusado, por quem pagou R$ 19 milhões: Dudu...

Palmeiras brinca com a sorte. Gabriel Jesus e seus empresários não têm a paciência de Marcos. O clube, que não valoriza seus garotos da base, pode desperdiçar outro talento…

1ae16 Palmeiras brinca com a sorte. Gabriel Jesus e seus empresários não têm a paciência de Marcos. O clube, que não valoriza seus garotos da base, pode desperdiçar outro talento...
"O Palmeiras tem sérias dificuldades em cultivar seus talentos da base. Sempre foi assim. O clube tem na sua essência buscar grandes jogadores em outras equipes. Pode reparar, as grandes conquistas sempre foram com atletas vividos, experientes, vindos de fora. Os garotos sempre ficam em último plano para os treinadores. São desvalorizados. Isso é histórico. Foi assim e vai continuar."

As declarações foram me dadas por Pedrinho Vicençote no início dos anos 2000, quando surgiu Vagner Love. Pedrinho foi um lateral esquerdo muito bom, revelado na Copa São Paulo de 1977. Com ótimo potencial ofensivo, logo ganhou espaço, projeção no clube. Marcou 17 gols, quando os laterais eram quase proibidos de atacar. Mesmo assim, seu salário continuou muito baixo, não houve reconhecimento dos dirigentes. Suportou a situação três anos, quando foi para o Vasco da Gama.

A negociação foi péssima para o clube paulista. Em um ano ele estava no grupo que disputou a Copa do Mundo de 1982. Valorizado, acabou vendido ao Catânia da Itália. Os cariocas tiveram um enorme lucro.

As palavras de Pedrinho tiveram foram certeiras, proféticas. O Palmeiras continua com a mesma mentalidade de clube comprador, não formador. Foi assim também com Vagner Love. O atacante surgiu como um atacante oportunista, vibrante, de excelentes arrancadas, técnica suficiente para fazer tabelas inesperadas. Muito promissor.

Havia tentado a sorte no Bangu, Campo Grande e Vasco, quando menino. Mas não conseguiu vingar. Era indisciplinado. Acabou indicado aos juniores do Palmeiras. Teve grande destaque ao marcar 32 gols. Era a grande estrela do time na Copa São Paulo de 2002. O time caiu no grupo de São José dos Campos. Uma mulher mais velha se engraçou com o jovem atacante. E ele não teve dúvida, o levou para seu quarto na concentração. Foi flagrado e afastado da equipe, por Karmino Colombini.

Dirigentes palmeirenses quiseram dispensar o jogador. Só que ele era muito bom. Flávio Prado, comentarista da Rádio Jovem Pan, foi quem transformou Love no sobrenome do atacante. "Eu só levei uma vez e não recomendo para nenhum jogador que esteja começando", disse o jogador para a revista Playboy.

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Ele foi mesmo muito mal tratado no Palmeiras. O ressentimento do então presidente Mustafá Contursi nunca passou. Queria e conseguiu se livrar do jogador que desrespeitou o clube. Vagner Love foi assediado por vários clubes europeus. Mas Mustafá o vendeu pela melhor oferta. Para a Rússia. Por US$ 9 milhões. US$ 7,5 milhões ao Palmeiras e US$ 1,5 milhão ao jogador.

Os companheiros de diretoria e grande parte da imprensa criticaram impiedosamente a venda. Love tinha potencial para ser vendido por muito mais dinheiro. Bastaria ter um pouco de paciência, clamavam. Mas o irritadiço Mustafá sabia que para segurá-lo teria de aumentar o seu salário. E ele não suportava o atacante. Nunca o perdoou pela farra que fez quando era garoto na concentração em São José.

Vagner foi para a Rússia prometendo ficar apenas um ano. Acabou passando sete, as suas melhores temporadas como jogador. Voltou para o Palmeiras em 2009 porque Mustafá não era mais presidente. Mas o ressentimento e a falta de paciência de parte das organizadas em relação ao jogador nunca passaram. Depois de violenta briga na agência Bradesco da avenida Sumaré e ameaças de morte ao atacante e seus familiares, ele foi para nunca mais voltar ao Palestra Itália.

Marcos surgiu em Lençóis Paulista. Treinou três meses no Corinthians. Mas o clube não se empolgou pelo goleiro de 17 anos. Acabou indo para o Palmeiras. E de 1992 até 2012, nos vinte anos que atuou no Palestra Itália, a mesma história. Ele nunca se sentiu valorizado financeiramente. Não como deveria. Como sua personalidade é pacata. Soube investir muito bem o que ganhou. E vive bem.

Mas companheiros de Seleção e de clubes rivais, cansaram de repetir que ele deveria ter exigido muito mais do Palmeiras. Não queria briga. Conseguiu montar um patrimônio que o satisfaz. Mesmo sabendo que merecia ser melhor remunerado.

Está no DNA do Palmeiras não acreditar, não pagar bem, não valorizar seus atletas de base. Por isso o clube não é destino natural dos grandes talentos brasileiros, enquanto meninos. Santos, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Corinthians, Internacional, Grêmio são opções primeiras. O trabalho de observação nestas equipes chegou a um ótimo grau de aprimoramento. Nas últimas temporadas apenas, o Corinthians passou a olhar com mais atenção aos seus meninos. O erro de avaliação de Marquinhos, zagueiro que o PSG pagou R$ 101 milhões, foi dolorido demais.

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Agora o Palmeiras está errando feio com outra rara revelação na sua base. Gabriel Jesus. Ele surgiu no Anhanguera, clube amador. Na Copa São Paulo sub-15, marcou 29 gols. Cobiçado por vários clubes, o Palmeiras se antecipou. E fechou contrato em julho de 2013, com 16 anos até dezembro de 2015. A promessa ganhava R$ 2,5 mil. Continuou se impondo. Marcou 37 gols em 22 partidas no Campeonato Paulista de Juniores. Sua multa rescisória se tornou baixa: R$ 3 milhões. Era um risco assinar com outro clube.

O São Paulo era o principal interessado. Conselheiros garantiram que foi ofertado ao garoto uma casa no valorizado condomínio de Alphaville, em Barueri. Bastaria ele não renovar seu vínculo com o Palmeiras. Paulo Nobre ouviu essa história e resolveu oferecer um contrato de quatro anos ao jovem atacante.

A renovação não foi fácil. Os empresários do menino sabiam que havia outros interessados. Primeiro mudaram seu nome. De Gabriel Fernando, passou a Gabriel Jesus, mais marcante. E trataram de avisar à diretoria palmeirense. Queriam uma parcela maior dos direitos de Gabriel para ele ficar. Sem saída, Nobre cedeu. Renovou o vínculo até 2019. Mas o Palmeiras ficou com apenas 30% dos direitos do jogador. O clube tinha 80%. Era isso ou o jogador não renovaria.

2gazeta Palmeiras brinca com a sorte. Gabriel Jesus e seus empresários não têm a paciência de Marcos. O clube, que não valoriza seus garotos da base, pode desperdiçar outro talento...

Os salários saltaram para R$ 15 mil até o final do ano. Em 2016, pularão para R$ 25 mil. R$ 35 mil em 2017. R$ 45 mil em 2018. R$ 60 mil em 2019. Sua multa rescisória saltou de R$ 3 milhões para R$ 30 milhões.

Mesmo diante de tanto sacrifício para segurar o jogador, o Palmeiras mostra o mesmo desprezo pela prata da casa. Ainda mais depois das 19 contratações de Alexandre Mattos. Oswaldo de Oliveira não o queria nem inscrever o menino entre os 28 que disputam o Paulista. Só o colocou porque os documentos de Cleiton Xavier não chegaram a tempo.

Fábio Caran e Cristiano Simões não ficaram nada satisfeitos com a postura do treinador. Esta claro que Oswaldo não está com pressa alguma em utilizar o garoto de 17 anos. Acredita que ele poderá amadurecer ficando na reserva da reserva de jogadores com menos talento do que ele, como Maikon Leite, Rafael Marques, Leandro Pereira. Mas poderá ter uma desagradável surpresa.

Gabriel Jesus tem treinado muito bem. E impressionado até jogadores mais vivido. Como Zé Roberto e Cristaldo. Caran e Simões não ficarão de braços cruzados esperando a boa vontade de Oswaldo. Já buscam clubes europeus. Não será surpresa se no meio do ano, eles surgirem com proposta pelo atacante. Mesmo sem que ele tenha feito uma partida como titular no time principal do Palmeiras.

Parece absurdo. Mas Oswaldo de Oliveira precisa perceber o que está acontecendo. E ser justo. Se o garoto está jogando melhor do que seus titulares, deve escalá-lo. Nem que seja aos poucos. O treinador percebeu a pressão interna e de grande parte da imprensa para a escalação do atacante. A situação o irrita. É como se sua autoridade fosse questionada.

"Quem tem que medir a hora dele sou eu. Sei que existe a ansiedade, mas a responsabilidade é minha. Não adianta fazer nada de forma apressada."

Desta maneira, um grande talento da base pode ser novamente desperdiçada no Palestra Itália. Tudo dependerá da boa vontade ou não de Oswaldo de Oliveira. Um treinador como outro qualquer, que trabalha onde o salário é maior. E que não tem compromisso real com o patrimônio de um clube. Paulo Nobre que acorde.

Neste pobre cenário do futebol, o Palmeiras pode deixar escapar um talento promissor. E que poderia render muito no futuro. Mas talvez esse futuro nem chegue a acontecer. Pedrinho continua certo...

Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência…

1reproducao13 Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência...
Há uma diferença muita grande na cultura japonesa e a brasileira. Em todas as áreas. Até na esportiva. Se os torcedores são civilizados a ponto de recolher a sujeira das arquibancadas, são polidos nas derrotas de seus time. Acreditam que as decisões sobre os fracassos devem caber aos dirigentes. Não precisam ficar cobrando, xingando ninguém nos estádios. Muito menos os treinadores, que são tratados por 'mister', com toda a reverência. No máximo, diante das derrotas, os fãs sentam desolados após os jogos e choram. Como se fosse um castigo divino perder.

"Seu filho da ... Corintiano. Volta para a cachorrada. Burro! Incompetente. Tinha de ter colocado o Dudu antes, retardado."

Esses foi a maneira brasileira, paulista, palmeirense que muitos torcedores reservaram a Oswaldo de Oliveira. Não tiveram o mínimo respeito após a derrota para o Corinthians por 1 a 0. Se aproveitaram da cúmplice proximidade da nova arena e destilaram seu ódio. O técnico passou impassível, fingiu não ouvir.

Oswaldo já havia sido xingado na derrota contra a Ponte Preta. Justo ele que passou quatro anos de sua vida como técnico do Kashima Antlers. E era tratado quase como uma sumidade. Respeitado, reverenciado. Fez ótimo trabalho. Ganhou três vezes o Campeonato Japonês. Duas a Copa do Imperador, duas a Supercopa japonesa e uma vez a Copa da Liga.

Mas teve de voltar ao Brasil. A crise mundial atingiu em cheio o Japão. Sua liga. Os maiores salários foram limados dos clubes. Só a Seleção investe em treinadores estrangeiros. Aliás, Oswaldo é sempre comentado para o cargo. Fez tanto sucesso por lá que acabou sendo um requisitado garoto-propaganda.

Ele teve seu choque de realidade no Botafogo. Sentiu toda a dureza de trabalhar em um clube que não paga seus jogadores. Ganhou dois Cariocas e classificou a equipe para a Libertadores. Desembarcou no Santos empobrecido e com diretoria querendo valorizar jogadores sem talento, como Leandro Damião. Por se negar a ser mero pau mandado, acabou demitido.

No Palestra Itália, foi contratado para trazer de volta a esperança para um clube envergonhado. Sua tradição espetacular no século 20 estava foi abalada por dois rebaixamentos em dez anos. E centenário patético. Oswaldo, campeão mundial pelo Corinthians, tem a missão de fazer o Palmeiras renascer.

 Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência...

Ainda mais depois de Alexandre Mattos contratar 19 jogadores. Com a bênção e dinheiro de Paulo Nobre, um novo elenco foi montado. Muito melhor do que o do ano passado. Que só não caiu por sorte e falta de sorte e desinteresse do Atlético Paranaense no último jogo do Brasileiro de 2014. Assim como o esquisito empenho do empobrecido Santos contra o desesperado Vitória.

Em plena crise, o Palmeiras trouxe atletas importantes como Arouca, Dudu, Zé Roberto, Cleiton Xavier. A ansiedade da torcida venceu de longe a racionalidade. Embora um grande time não se monte de uma hora para outra, Oswaldo percebeu que terá de acelerar seu trabalho.

Por essa razão vai trabalhar em duas frentes. A primeira é aproveitar qualquer entrevista para tentar domar o ímpeto dos torcedores, da imprensa, dos conselheiros e mesmo dirigentes do clube. Já nasce uma insatisfação precoce no Palestra Itália. Muito bom na argumentação, o técnico detalhou o que pensa.

"Há uma possibilidade muito boa de fazer um time muito bom, mas para o Campeonato Brasileiro. Agora é difícil. Por exemplo, no ano passado, eu tinha uma garotada e jogadores experientes no Santos, e nós fizemos um Campeonato Paulista que empolgou. Mas quase todos estavam ali já. Quando você tem essa mudança mais radical, mais volumosa, fica mais difícil, principalmente, porque há um peso muito grande pelo que se passou (má campanha no Brasileirão de 2014). A expectativa fica muito maior. Se não conseguirmos controlar essa expectativa, ela vira contra nós", disse no Sportv.

3reproducao Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência...

Falou também que espera por Valdivia no dia 28, contra o Capivariano. E Arouca talvez faça sua estreia contra o São Bento, na quarta-feira. Tentou passar tranquilidade, paz interior.

Isso foi ontem. Hoje, diante da pressão ele mudou. Embora saiba que tudo é exagerado, descabido. Não quer perder o seu emprego. E tratou de fazer o que o bom senso não indicava. Equipes em formação são montadas aos poucos. De preferência por setores. A confiança vem na repetição de pelo menos a base.

Mas Oswaldo de Oliveira sabe que está em um clube sui generis, diferente. A torcida palmeirense já é das mais angustiadas do futebol brasileiro. Fiel às origens exageradas italianas. Ou tudo é uma maravilha ou uma desgraça.

O Palmeiras mudará meio time daquele que foi derrotado pelo Corinthians no domingo. Tóbio, Amaral, Allione, Maikon Leite e Leandro Pereira perderam lugar na equipe. Entraram Jackson, Gabriel, Alan Patrick, Cristaldo e Dudu. Eles deverão estar em campo amanhã, contra o Rio Claro.

O treinador precisa não só da vitória. Mas escalar os jogadores que a torcida, diretoria e a imprensa querem ver. Virou questão de sobrevivência e não lógica. Principalmente em relação a Dudu, estrela maior da companhia. Atacante conquistado com orgulho por Paulo Nobre. Ganhou a disputa do Corinthians e do São Paulo, de Carlos Miguel Aidar, dirigente que Nobre odeia com todas as forças.

Oswaldo queria dar mais tempo ao atacante se preparar. Colocá-lo aos poucos no time. Mas percebeu que lógica, racionalidade, frieza não combinam com o Palmeiras atual.

1agenciapalmeiras1 1024x666 Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência...

"Tive muito sucesso no Japão porque trabalhei com jogadores disciplinados e obedientes, era muito mais fácil fazê-los aprender. A formação do jogador aqui no Brasil é muito superior. Era comum, no Japão, os jogadores chegarem aos clubes com 22 ou 23 anos, mas a preparação como pessoa era muito melhor, isso é da formação do japonês. É muito mais fácil trabalhar com um cara que recebe com muito mais interesse o que você tem para passar. A nossa formação é muito diferente e tem o interesse mais individual, como aconteceu no caso do Dudu. Você vê que o cara não está preparado e é obrigado a escalar porque se o time perde, você perde o emprego."

As declarações de Oswaldo após a derrota diante do Corinthians deveriam chocar. Como um técnico vai colocar certo jogador despreparado para não perder o emprego? É exatamente isso que terá de fazer contra o Rio Claro.

O presidente, a torcida, a imprensa, a diretoria querem ver Dudu como titular? É o que ele fará. Os testes estão suspensos. Logo na quarta partida do Palmeiras no Campeonato Paulista, o técnico entendeu como a banda toca. Não está mais no Japão. Ninguém abaixa a cabeça, o reverencia quando passa, o chama de mister. Nada disso.

Em um dos clubes mais pulsantes do país, Oswaldo que dê o que os palmeirenses exigem. A hora não é de birra, de ser professoral. Não há como paciência para esperar pelo Brasileiro. Todos querem resultados e um time, já! Com Dudu como titular. O que era tensão virou angústia depois da derrota para o Corinthians. No primeiro clássico da nova arena!

Esperto, Oswaldo não age como um técnico calculista. Mas como um sobrevivente. Ainda mais com a sombra de Marcelo Oliveira começando a surgir no horizonte. Esta é a irracionalidade brasileira, mister Oliveira. A calma, o respeito pelo trabalho consciente ficaram a 18.553 quilômetros, no Japão. Com o futebol mergulhado em profunda crise econômica. Não há para onde voltar...
1reuters Oswaldo de Oliveira se adapta à irracionalidade. Muda meio time do Palmeiras depois da derrota para o Corinthians. Coloca o despreparado Dudu como titular. Pela própria sobrevivência...

Palmeiras é vítima de suas 19 contratações, de Alexandre Mattos, da nova arena, do milionário patrocinador. Um time não se forma de uma hora para outra. Por isso tanta frustração…

1agenciapalmeiras Palmeiras é vítima de suas 19 contratações, de Alexandre Mattos, da nova arena, do milionário patrocinador. Um time não se forma de uma hora para outra. Por isso tanta frustração...
Ninguém contratou tanto e tão bem como o Palmeiras em 2015. Foram 19 reforços. O goleiro Aranha, os zagueiros Vitor Hugo, Victor Ramos e Jackson, os laterais Lucas, João Paulo e Zé Roberto, os volantes Amaral, Gabriel, Arouca e Andrei Girotto, os meias Robinho, Ryder, Cleyton Xavier e Alan Patrick e os atacantes Dudu, Rafael Marques, Leandro Pereira e Kelvin.

O clima antes dos estaduais começarem era de pura euforia. O Palmeiras vivia uma expectativa absurda. Mais até do que os clubes classificados para a Libertadores. Até porque seu centenário, em 2014, foi vergonhoso.

Porém. bastaram três jogos oficiais. Duas derrotas em pleno novo estádio. Contra Ponte Preta e o time misto do Corinthians. E Oswaldo de Oliveira já foi hostilizado, teve de ouvir palavrões. Foi chamado de burro, incompetente pela revoltada torcida palmeirense. Uns afobados já pediram até sua demissão. Afinal, 19 reforços, estádio e dinheiro à vontade não bastaram? A vergonha vai continuar?

O que acontece no Palmeiras é simples. Tudo é muito exagerado, precipitado. Há uma ansiedade que só é explicada pela história vitoriosa do clube no século passado. E pelos dois rebaixamentos, que estão recentes demais na memória do torcedor. Em 2002 e 2012. A ansiedade em virar a página, esquecer a frustração, voltar à época das conquistas faz com que a emoção perca para a razão.

Uma equipe não se monta de um dia para a noite. O elenco acabou de terminar a pré-temporada. Dos 19 contratados, Oswaldo não pôde colocar em campo peças fundamentais. Como Arouca e Cleiton Xavier. Fora o principal jogador do elenco. Aquele, cuja ausência, virou desculpa fácil para qualquer técnico: Valdivia.

2agenciapalmeiras Palmeiras é vítima de suas 19 contratações, de Alexandre Mattos, da nova arena, do milionário patrocinador. Um time não se forma de uma hora para outra. Por isso tanta frustração...

Oswaldo de Oliveira não é um treinador brilhante. Longe disso. Mas trouxe dos anos que passou no Japão uma característica muito interessante. Seus times são ofensivos, compactos, modernos, velozes. Botafogo e Santos foram bons exemplos. No clube carioca onde a expectativa era baixa, conquistou dois torneios estaduais e classificou o time para a Libertadores. Mesmo com salários e direitos de imagem atrasados. A ponto de emprestar dinheiro seu para atletas pagar aluguel, fazer supermercado.

No início do ano passado no Santos, as dificuldades financeiras eram um pouco menores. Mas também conviveu com atrasos salariais. Ter levado o time à final do Paulista acabou sendo sua maldição. Perdeu para o Ituano, muito bem montado por Doriva, e caiu em desgraça com a diretoria, com a torcida. Mesmo tendo ido mais longe do que Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Quando Leandro Damião e os atrasos se tornaram fardos pesados demais para carregar, ele reclamou publicamente. Foi demitido. Com três meses se salários a receber.

Qualquer treinador que assumisse o Palmeiras em 2015, com o bilionário Paulo Nobre mudando sua filosofia, abrindo os cofres para a contratação, seria pressionado. Ainda mais com o hábil novo homem do futebol, Alexandre Mattos. Ao contrário do ultrapassado Brunoro, ele sabe negociar. Conversar com jogador, procurador, dirigente adversário. É ótimo negociante. Por isso as 19 contratações de uma vez.

3agenciapalmeiras Palmeiras é vítima de suas 19 contratações, de Alexandre Mattos, da nova arena, do milionário patrocinador. Um time não se forma de uma hora para outra. Por isso tanta frustração...

Enquanto isso, o Palmeiras se livrou de 21 jogadores do time que quase rebaixou o clube em 2014. A diretoria também mandou embora Dorival Júnior, pouco importando que ele tivesse profunda identificação com o Palmeias. Tivesse sido jogador e fosse sobrinho de Dudu, o grande volante da 'segunda academia', time muito vitorioso na década de 70.

Fora isso, o Palmeiras passaria a usar a sua nova, moderna e belíssima arena. Elenco, treinador e estádio novo. Não há no Brasil clube que comece 2015 cercado de tanta expectativa.

A imprensa, de modo geral, fez matérias e matérias sobre o novo Palmeiras. Vendeu a garantia que tudo seria diferente. E deverá ser. O elenco é muito mais forte do que o do ano passado. O ansioso torcedor comprou, com prazer, a ideia de que o time começaria acumulando vitórias e mais vitórias.

Caberia a quem é o comandante desse 'novo' Palmeiras, alertar que uma equipe leva tempo para ser formada. Até lá, resultados ruins poderiam vir. Mas não havia clima, ambiente, para pés no chão.

Todos comentavam os chapéus que a diretoria deu no São Paulo e no Corinthians contratando Dudu. E mais manchetes para, em plena recessão nacional e crise mundial, Paulo Nobre dobrar o olé em Carlos Miguel Aidar. Assegurar R$ 23 milhões por temporada pelo patrocínio master da camisa.

Jogadores, estádio, apoio integral da diretoria, dinheiro e certeza de milhares de torcedores apoiando o time. Oswaldo não teve força para domar a euforia precoce. Não basta juntar 19 bons jogadores com um jogador tão talentoso quanto problemático como Valdivia. É preciso tempo, paciência. Tudo o que o palmeirense não quer oferecer.

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A pressão só aumentará. Ainda mais porque estaduais oferecem adversários fraquíssimos, que se prestam a recuperar clubes grandes. A próxima sequência do Palmeiras não assusta. Rio Claro em casa, já na quarta-feira. Depois, São Bento, Penapolense, fora. Capivariano e Bragantino em casa. Só depois destes cinco jogos, o clássico contra o Santos na Vila Belmiro.

Serão cinco jogos, 15 pontos que Oswaldo de Oliveira sabe: tem a obrigação de conquistar. Não há comparação entre os elencos. Os times não são tão arrumados quanto Ponte Preta e time misto do Corinthians. O técnico deverá conhecer muito melhor seus jogadores. Poder dar um mínimo de entrosamento necessário para começar a virar uma equipe de futebol.

Talvez até compreender que Zé Roberto é um desperdício de talento, preso no corredor da lateral esquerda. No meio de campo, ao lado de Arouca, Valdivia e Cleiton Xavier ou Robinho, pode formar um excelente meio de campo. E ainda dar chance a uma das poucas coisas boas de 2014, o ala Victor Luiz.

Só com a calma que as vitórias trazem, Oswaldo poderá fazer o gosto de Paulo Nobre. E dar chance para Gabriel Jesus, de apenas 17 anos. Ele é a maior esperança da base, desde Vagner Love.

Diante de tanta expectativa que o clube mesmo criou, tudo que o Palmeiras precisa agora é de tranquilidade. E firmeza no trabalho. Porque a euforia pode virar decepção de maneira precoce.

Tudo que precisaria ser feito, foi. Brunoro saiu. Alexandre Mattos, formador do Cruzeiro atual bicampeão do Brasil, chegou. O elenco e treinador foram trocados. Melhores desembarcaram no clube. A nova arena é excelente. O dinheiro dos patrocinadores, da TV e do bolso de Paulo Nobre garante salários e direitos de imagem em dia.

Só resta a paz para que tudo planejado seja colocado em prática. As duas derrotas foram inesperadas e doloridas. Mas é preciso compromisso com a realidade. Futebol não é videogame.

Não adianta juntar 19 bons jogadores em um clube. Uma equipe não se forma de um dia para a noite. É isso que o carente torcedor palmeirense terá que entender. Fazer o mais difícil. Domar a expectativa e a frustração que duelam no seu peito desde que o século 21 insistiu em começar...
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Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians….

1flick Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....
O Ministério Público, a Polícia Militar e alguns presidentes de clubes de São Paulo estão chegando a uma conclusão. Diante da violência sem fim das organizadas, todos querem torcida única nos clássicos. Seria a solução mais lógica. Menos soldados deixariam de servir a comunidade para trabalhar em jogos de futebol. As novas arenas seriam preservadas. Os confrontos entre torcedores rivais nos metrôs, nos terminais de ônibus, as brigas marcadas pela Internet, diminuiriam muito.

Só que a FPF é contrária à medida. Não quer esvaziado seus clássicos. Se fizer disso uma norma, quando o time mandante estiver mal no Campeonato Paulista, o estádio poderá estar vazio. O que seria péssimo para a imagem do torneio. Muito ruim para Globo e Bandeirantes que transmitem a competição.

Assim, centenas de policiais a mais deverão trabalhar por causa de 1.600 corintianos que deverão ir ao clássico no Palestra. Quase todos membros das várias facções corintianas. Os palmeirenses deverão chegar perto dos 40 mil. Se houvesse uma torcida única, tudo seria mais fácil de controlar. Menos soldados seriam deslocados para o jogo.

A direção corintiana, muito ligada às suas organizadas, já mandou avisar que não aceita. Quer seu torcedor em todos as partidas do clube. Essa postura é mais para agradar seus facções do que fruto de uma análise profunda sobre a violência.

As diretorias de Santos e São Paulo não têm a mesma preocupação que o Palmeiras. Vila Belmiro e Morumbi são estádios velhos. Estão longe de ser novas arenas com instalações modernas. E não há a preocupação em preservá-los a todo custo. Não são tão veemente contra duas torcidas. Não há medo com o que as organizadas rivais possam fazer nas suas arquibancadas. Também não existe preocupação a flor da pela dos seus presidentes sobre o que acontece nos metrôs, nas estações de ônibus e trens quando suas organizadas se confrontam com adversárias.

Vale lembrar que Marco Polo del Nero e os presidentes de clubes só vão a estádios cercados de seguranças. Muitos deles armados. Ou seja, eles estão bem protegidos até de um ataque do Estado Islâmico.

1ae6 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Paulo Nobre também acredita que isso é um problema da sociedade. E que as autoridades deveriam agir. Mas sua prioridade agora é preservar o novo estádio. Ele pediu abertamente para o presidente Marco Polo del Nero. Queria, de qualquer maneira, só a torcida do Palmeiras no clássico de domingo, contra o Corinthians.

Nobre sabe que as organizadas corintianas vão se vingar. No clássico no ano passado, em julho, no Itaquerão, vândalos infiltrados na torcida palmeirense quebraram 258 cadeiras. O Palmeiras teve de pagar R$ 45 mil ao Corinthians. A atitude dos rivais estimulou a diretoria corintiana a tomar uma atitude enérgica. Tirou as cadeiras dos setores das organizadas adversárias. E também das suas. Em todo jogo havia cadeiras quebradas por corintianos no seu estádio.

A melhor saída foi divulgar que as próprias organizadas pediram para assistir aos jogos em pé. É um atraso. A vitória da ignorância. A tendência do mundo moderno é dar conforto aos torcedores. Mas no Itaquerão isso não pode acontecer. Até porque a Polícia Militar mandou avisar que não colocaria soldados para proteger as cadeiras, diante do vandalismo dos próprios corintianos.

No novo Palestra Itália, a WTorre não vai retirar as cadeiras. Mesmo sabendo que haverá a revanche. A vingança. É esperado que membros das organizadas corintianas vão quebrar seus assentos no domingo. A polícia sabe. O Ministério Público sabe. A Federação Paulista sabe. Até a ex-presidente da Petrobrás, Maria Graça Foster, a tudo desconhece, pelo menos da quebradeira programada para domingo ela sabe.

Marco Polo del Nero disse não ao pedido de Paulo Nobre. Mandou avisar que se abrisse o precedente e colocasse torcida única no Palestra Itália, teria de fazer o mesmo em todos os clássicos. E os outros presidentes de clubes não querem. O presidente da FPF não quer.

 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

A saída encontrada por Nobre foi financeira. Ele aumentou o preço dos ingressos do setor onde ficarão as organizadas. Tanto do Palmeiras como do Corinthians. Contra o Audax, o setor Norte custava R$ 60,00. Diante da Ponte, hoje, vale R$ 80,00 a entrada. E no domingo, R$ 200,00. O dirigente queria até mais caro. A sua esperança é que o preço espante pelo menos os vândalos mais pobres.

O Palmeiras reforçará a sua segurança no setor. Pedirá o auxílio da PM para que soldados também fiquem de olho e prendam em flagrante os corintianos que quebrarem as cadeiras. Por um acordo de reciprocidade, Mario Gobbi já mandou avisar Nobre. Retribuirá o que o presidente palmeirense fez em julho, pagando as cadeiras do Itaquerão quebradas por vândalos palmeirenses.

A preocupação do Ministério Público e da Polícia Militar vai muito além das cadeiras no domingo. O medo é que corintianos resolvam vingar a morte de Felipe Augusto Oliveira. Ele foi morto na madrugada do dia 26 de janeiro. Estava em uma festa das organizadas corintianas no Anhembi. Foi capturado por cerca de 20 membros de facções palmeirenses. Foi espancado até morrer.

A morte de Felipe seria uma retaliação das mortes de Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19 anos, André Alves Lezo, 21 anos mortos a tiros por corintianos em 2012. E do professor Gilberto Torres Pereira, assassinado a pauladas, por membros de organizadas também do Corinthians.

Mas de nada adiantou o apelo do Ministério Público e da Polícia Militar paulista. Palmeiras e Corinthians no domingo terá as duas torcidas. Só hoje será definido como as organizadas corintianas chegarão ao Palestra Itália. O esquema não tem como proteger torcedores desavisados que resolvam ir sozinhos para o jogo. Eles são as vítimas prediletas de covarde vândalos infiltrados nas organizadas. O novo estádio palmeirense é cercado por terminais de ônibus e estação de metrô.

Resta o apelo do blog para que os torcedores dos dois times que forem para o clássico, principalmente os que vão sozinhos, não usem camisas de seus clubes. Elas os identificam. Os tornam alvos em potencial para criminosos travestidos de torcedores.

A Polícia Militar e o Ministério Público assumem. Não têm como proteger o cidadão que for assistir a um jogo de futebol em São Paulo, cidade mais rica da América Latina. Então, cada um que cuide de si.

O pai que deixar seu filho sair com a camisa do Palmeiras ou do Corinthians, ou de suas torcidas, no clássico de domingo é mais do que omisso. É cúmplice por tudo de ruim que vier a acontecer. Não só estádio. Principalmente, na ida e na volta até o Palestra. Depois não vá chorar, colocar a culpa no acaso.

Em 2014 houve 309.948 crimes na capital paulista. Um aumento de 20,5% em relação a 2013. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, admitindo que inúmeros de roubos, furtos, sequestros latrocínios e até mesmo assassinatos não foram registrados. Está cada vez mais perigoso andar pelas ruas. A Segurança Pública de São Paulo faliu há muito tempo...

(E a Federação Paulista acaba de ceder às ameaças do Ministério Público. Não quis ser processada e responsabilizada pelo que pudesse acontecer com os torcedores e policiais. O clássico entre Palmeiras e Corinthians só terá a torcida palmeirense. Houve bom senso. A decisão abre um precedente em São Paulo. Daqui por diante, os jogos entre times grandes talvez só tenham torcida da casa. E centenas de policiais a mais possam trabalhar nas ruas de São Paulo. Em vez de cuidar de membros de torcidas organizadas.

Diante da derrota da sociedade em proteger seus cidadãos, a decisão de hoje na sede da FPF foi mais do que acertada. Seria maravilhoso que os clássicos tivessem as duas torcidas. Nem divididas. Misturadas. Mas isso é para país civilizado. O que não é o caso ainda do Brasil. Aqui, nem duas torcidas separadas. Uma só. E está muito bom...)
1sigmapress Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita…

1ae25 Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita...
"O Aranha se precipitou em querer brigar com a torcida. Se eu fosse querer parar o jogo cada vez que me chamassem de macaco ou crioulo, todos os jogos iriam parar. O torcedor grita mesmo. Temos que coibir o racismo. Mas não é num lugar publico que você vai coibir O Santos tinha Doval, Coutinho, Pelé… todos negros. Éramos xingados de tudo quanto é nome. Não houve brigas porque não dávamos atenção. Quanto mais se falar, mais vai ter racismo."

Essas foram as palavras de Pelé, condenando a atitude de Aranha. O melhor jogador de todos os tempos pregava a surdez, a omissão diante dos racistas. Nada de confronto. Se os negros norte-americanos e sul-africanos pensassem assim, ainda estaria segregados a lugares longe dos brancos. Ônibus, banheiros, bebedouros, restaurantes, piscinas, elevadores. Sem direito inclusive a votar. Os casamentos 'mistos' seriam crimes.

Um negro fazer amor com sua namorada ou noiva poderia ser considerado estupro. Essa era a lei em várias partes dos Estados Unidos e África do Sul há menos de 50 anos. Não fosse pela revolta de pessoas como Mandela ou Martin Luther King, o racismo ainda prevaleceria.

3reproducao4 Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita...

Era esse o pensamento de Aranha ao se rebelar na partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, no dia 28 de agosto do ano passado. Resolveu chamar o árbitro, também negro, Wilton Pereira Sampaio. E apontou para os torcedores gremistas que o xingavam de macaco, preto fedido e outras injúrias raciais. Os gritos eram captados pelos microfones e as câmeras focalizaram Patricia Moreira da Silva, loira, mostrando todo o ódio que reservava ao goleiro santista. As sílabas saíam com fel de sua boca "Ma-ca-co". O árbitro fingiu que nada ouvia e exigiu que a partida recomeçasse. Uma atitude que combinaria com Pelé.

Aranha já tinha sido detido pela polícia de Campinas quando jogava na Ponte Preta. Seu crime, ser negro e estar em um carro parado. Os policiais exigiram que saísse do carro. "Falaram que era para eu ficar quieto, que eu era suspeito. Me algemaram, deitaram no chão, queriam saber de arma, mas eu não tinha nada. Tomei um tapa, um chute. Tenho a marca aqui, acho que é a bota do policia." O caso aconteceu em 2005 e foi arquivado.

1reproducao21 Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita...

O goleiro nunca se conformou com a omissão dos negros que jogam futebol. E que aceitam ser xingados de macacos. Cansado, decidiu que havia chegado a hora de dar um basta. Expôs parte da torcida gremista. Acreditou que teria retaguarda no Santos. Um clube grande. O mais conhecido fora do Brasil. Aquele que teve o melhor do mundo. Pois o apoio foi relativo. Parou na área esportiva.

Depois de 'intensa' investigação, a polícia gaúcha chegou a Patricia Moreira, Eder Braga, Fernando Ascal e Ricardo Rychter foram identificados. Quatro torcedores apenas. Eles correram o risco de pegar de quatro a um ano de prisão. Havia testemunhas e, no caso de Patricia, filmagem. Mas em vez disso, a legislação foi suave. Fez com que apenas tivessem de comparecer à uma delegacia por dez meses, no horário em que o Grêmio estivesse em campo. O 'quarteto fantástico' pôde até se recusar a usar uma tornozeleira eletrônica que denunciaria onde estivessem.

Lógico que a sentença foi ridícula. Um incentivo a quem carrega o racismo no peito. A sociedade brasileira perdeu uma oportunidade de ouro. Ao contrário até. Mostrou como é permissiva. E que não é por acaso que na maioria dos filmes de Hollywood, os bandidos querem fugir para cá. É a terra da impunidade.

Tudo o que a justiça fez foi tranquilizar os racistas. Por isso de nada serviram os casos de Tinga, Arouca, o árbitro Márcio Chagas -- que abandonou a carreira, cansado com o preconceito, Assis do Uberlândia, Francis do Boa Esporte, em 2014. O ano da graça de 2015 começa com o desprazer de testemunhar a revolta de Fabiana, bicampeã olímpica de vôlei.

2reproducao8 Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita...

"Ele 'tava' xingando, 'tava' me insultando o tempo inteiro. Toda vez que eu ia pro saque, ele gritava, 'olha a macaca, joga a banana pra macaca'." Fabiana, chorando, acusou e identificou Jefferson Gonçalves de Oliveira. Ele, torcedor do Minas na partida contra o Sesi de São Paulo. A partida aconteceu no dia 27 de janeiro. Testemunhas, fãs do próprio Minas, confirmam as ofensas. Na delegacia, Jefferson negou e disse que a chamou de 'africana'. E saiu tranquilamente depois de seu depoimento. Assustada, Fabiana não prestou queixa contra ele. Parece não querer enfrentar o desgaste de um processo.

Quanto a Aranha, o jogador percebeu que depois do caso de racismo, seu espaço diminuiu no Santos. Muitos conselheiros se voltaram contra ele. Acreditaram que expôs o Santos desnecessariamente. Dificultou a relação com o Grêmio que sempre foi excelente. Sentia que o clima mudou. De repente, só se falava em contratar um novo goleiro. Quando vieram os quatro meses de salários atrasados, 13º e direito de imagem. Decidiu entrar na justiça para receber o que tinha direito.

4ae8 Palmeiras acolhe, com orgulho, Aranha. O goleiro negro que teve a coragem de enfrentar o racismo. Não só de alguns gremistas, como até de próprios santistas. Um exemplo neste país tão hipócrita...

Foi quando aconteceu o pior. Um grupo de torcedores santistas no Facebook fez o inesperado. Usou ofensas racistas para atacá-lo por entrar na justiça contra o clube. Aranha foi chamado insistentemente de macaco. Um absurdo. Em gremistas radicais, torcedores adversários, a atitude já era inaceitável. Quando próprios santistas apelavam para ofensas racistas, tudo se tornou ainda mais deprimente. Mas o Santos não protestou. Fez questão de ignorar. O que deu mais a certeza ao jogador que era hora de sair. Não jogaria nunca mais na equipe com racistas infiltrados.

Oswaldo de Oliveira se solidarizou com as 'injúrias raciais' contra Aranha. E gostava do seu futebol. Pediu a sua contratação para a reserva de Fernando Prass. Acredita que um dos maiores erros de 2014 foi o Palmeiras insistir nos goleiros formados na base, já que não mostravam segurança. Aranha recebeu uma proposta também da China. Mas decidiu jogar no Palestra Itália.

E no Palmeiras, com o aval de Oswaldo, Aranha terá toda a liberdade para falar sobre o que quiser. Principalmente se manifestar se sofrer novamente com o racismo. O técnico ficou muito orgulhoso com a coragem do jogador.

"A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio", disse Martin Luther King. Ele ficaria orgulhoso da força de Aranha. Um dos poucos jogadores negros com coragem de enfrentar a hipócrita sociedade brasileira.

Situação mascarada que Gilberto Gil resumiu muito bem em um show em São Paulo na década de 90. "Aqui é o país onde muitos brancas só têm prazer em abraçar um negro desconhecido no Carnaval. Na quarta-feira de Cinzas mudam de calçada quando encontram o mesmo negro pela frente"...

Aidar comemora a contratação de atacante argentino “melhor do que Dudu do Palmeiras”. Centurión é veloz, driblador e polêmico. Uma aposta de R$ 12,7 milhões para a Libertadores…

2reproducao7 Aidar comemora a contratação de atacante argentino melhor do que Dudu do Palmeiras. Centurión é veloz, driblador e polêmico. Uma aposta de R$ 12,7 milhões para a Libertadores...
Se a situação de Alexandre Pato já estava complicada no São Paulo, piorou de vez. O clube conseguiu o atacante que Muricy tanto insistia com Carlos Miguel Aidar. Acaba de efetivar a contratação de Centurión. Atacante muito veloz, driblador, especialista em assistências para um definidor, como Luís Fabiano ou Alan Kardec.

Aidar teve de investir 4,2 milhões de euros, cerca de R$ 12,7 milhões no jovem de 22 anos. Há 45 dias, ele marcava o gol contra o Godoy Cruz, que deu o título argentino ao Racing. Centurión era um grande ídolo no seu ex-clube. Por isso a dificuldade na negociação. A diretoria do São Paulo primeiro tentou o empréstimo por até dezembro. Ouviu não. A diretoria do Racing chegou a anunciar que a negociação havia sido fechada por seis milhões de euros por 100% dos direitos do atleta. A verdade veio à tona. Foram 4,2 milhões por 70% do atacante.

Foi quando Muricy teve uma longa conversa com o vice Ataíde Gil Guerreiro. O treinador foi direto. O São Paulo precisava do jogador. Eras chance rara no mercado. Um atleta veloz, driblador, capaz de abrir a defesa adversária, explorar contragolpes. Exatamente como seria com Dudu. Mas o Palmeiras ganhou o duelo. Muricy garantiu que a perspectiva de Libertadores seria outra com ele no elenco.

Ataíde ficou impressionado com a conversa com o técnico. E passou o recado a Carlos Miguel. O presidente estava em débito com o treinador. Ele havia antecipado a Muricy que Dudu estava praticamente contratado. O técnico contava com esse atleta velocista e mais inteligente do que Osvaldo, negociado com o mundo árabe. Houve enorme decepção no Morumbi quando a transação de Dudu não foi fechada. O contratou também pensando na possibilidade de ganhar dinheiro em uma possível venda à Europa, já que tem apenas 22 anos. O mesmo não aconteceria em caso de contratação de Conca. Fora os R$ 2 milhões mensais que o meia foi ganhar na China.

Centurion é um atleta promissor. Ele tem como principal característica a velocidade. Desde cedo se destacou por sua rapidez e coragem. Há jornalistas argentinos que comparam seu início de carreira com o de Carlitos Tevez. Pelos dribles e correria. Só perde na hora da finalização. Não tem medo de entradas violentas. Muitas vezes exagera na simulação. Mas era um dos principais jogadores atuando na Argentina.

Fora dos gramados, já desperdiçou uma grande chance na vida. Passou um ano emprestado ao Genoa. Abusou da noite. Não conseguiu se firmar no futebol italiano. Entrou poucas vezes para jogar, não marcou um gol. Foi devolvido ao Racing sem deixar saudades. Em entrevistas, Centurion disse que sabe ter errado. E garantiu ter amadurecido.

Foi uma das peças mais importantes no fim do jejum do Racing. O treinador Diego Cocca foi avisado ontem que não teria mais o jogador. O clube argentino também passa por dificuldades financeiras. Não teve como virar as costas à proposta brasileira.

Os salários, luvas e tempo de contrato já estavam acertado há mais tempo entre empresários do atleta e o São Paulo. Ele fechou acordo por quatro anos. Na conversa que teve com dirigentes do clube brasileiro, o atacante deu sua versão do que deu errado na Itália. Falou que o problema é que não o colocaram para jogar. Por ser jovem teve poucas chances. Quando recebeu a garantia que teria todas as chances no Morumbi é que se animou para deixar o campeão argentino.

1reproducao20 Aidar comemora a contratação de atacante argentino melhor do que Dudu do Palmeiras. Centurión é veloz, driblador e polêmico. Uma aposta de R$ 12,7 milhões para a Libertadores...

A imprensa argentina também garante que ele perdeu a chance de ir para o Manchester United. Em 2012, aos 19 anos, ele se deixou fotografar segurando um revólver. A brincadeira teria decepcionado dirigentes do clube inglês. Com medo de contratar um atleta problemático, viraram as costas ao argentino.

Diego Cocca logo após a conquista do título argentino o procurou. E pediu para que seguisse pelo menos mais um ano no Racing. O atacante estava dividido. Mas um fato inesperado fez com que decidisse sair da Argentina. No dia 14, há 16 dias, ele estava passeando com sua namorada no centro de Buenos Aires. Seu Alfa Romeo foi fechado por um Peugeot 2016. Três assaltantes fizeram o casal descer do carro. Um deles apontou o revólver para o estômago do jogador, que pediu para que não atirasse. O bandido não atirou, mas deu uma forte coronhada na sua cabeça. A criminalidade argentina consegue ser pior que a brasileira.

De gênio forte e precavido com o que aconteceu na Itália, ele chega ao Morumbi para ser titular do time. Com o desejo de brilhar nesta Libertadores. Carlos Miguel está todo vaidoso. Garante a conselheiros que contratou um atacante muito melhor do que Dudu, que foi para o Palmeiras.

Pato já havia perdido a posição de titular. Muricy havia decidido escalar este ano Luís Fabiano e Alan Kardec na frente. Com pediu um atacante de velocidade, a diretoria perdeu Dudu, mas fechou com Jonathan Cafu da Ponte Preta. Ele está treinando muito melhor do que Pato. Com a chegada de Centurion, tudo se complica de vez. O atacante emprestado pelo Corinthians recebe R$ 400 mil mensais e não consegue se firmar.

Alheio a tudo isso, o atacante argentino do São Paulo está empolgado. Na despedida do Racing deixou escapar que estava muito animado com a estrutura e os planos do clube brasileiro para vencer a Libertadores. O anúncio oficial já foi feito na Argentina. O atleta deverá chegar amanhã ao Morumbi para assinar contrato e fazer exames médicos.

Conselheiros garantem que Muricy passou o dia muito feliz. Amante do futebol argentino, ele já assistiu muitas vezes o Racing e Centurion jogar. O técnico acredita que chegou o jogador que precisava para a Libertadores. Basta esperar. E cobrar...

(Fui mais um a acreditar no presidente no Racing. Acabei traído como várias agências internacionais. O São Paulo não comprou 100% de Centurión. Apenas 70%. E pagou R$ 12,7 milhões...)

A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa…

1reproducao13 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...
O celular toca insistentemente. Agora sim, Paulo Nobre tem motivos de sobra para comemorar. Venceu um grande duelo individual com Carlos Miguel Aidar. O maior até agora. Vai muito além de Dudu. O presidente do São Paulo que garantiu que o Palmeiras se apequenou tem motivo de arrependimento.

Pois bem, o pequeno ganhou uma batalha significativa com o gigante. Conseguiu a preferência da Crefisa. A empresa será a patrocinadora master da camisa palmeirense por dois anos. Gastará R$ 46 milhões pelo privilégio. R$ 23 milhões em cada ano.

Foi preciso José Carlos Brunoro ir embora para que o clube conseguisse fechar o patrocínio na sua camisa. A negociação aconteceu com toda a participação de Nobre, situação que Brunoro não permitia nos dois anos que passou à frente do futebol e marketing palmeirense. Mesmo fora da Libertadores, o Palmeiras conseguiu o desejado patrocínio.

Em discurso ensaiado, a cúpula do São Paulo vai parabenizar o rival. Mas na verdade, é uma derrota imensa. Aidar já contava com esse dinheiro para aliviar a dívida que já bate nos R$ 200 milhões.

1 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

A promessa de Nobre aos representantes da Crefisa é que o Palmeiras manterá sempre um elenco com jogadores importantes, forte para disputar os títulos dos campeonatos que disputar. Esse aporte financeiro estimula o clube até a pensar na contratação de mais uma estrela ainda para 2015. O sonho de Conca ainda não morreu.

O departamento de marketing do Palmeiras não vai deixar quieto. Estuda uma leve ironia em relação a esse importantíssimo duelo vencido contra o São Paulo. Paulo Nobre não cabe em si de tanta alegria. Primeiro pelo patrocínio fortíssimo em plena recessão. E depois por ver derrotado Carlos Miguel Aidar, o presidente que levou Alan Kardec e ainda tem tudo acertado com Wesley. Já tinha sido assim com Dudu. Desta vez, a revanche valeu R$ 46 milhões...
 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta…

1ae15 Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...
A primeira rodada do Campeonato Paulista de 2015 marca os primeiros jogos para sábado, dia 31 de janeiro. Serão três partidas às 17 horas. Rio Claro e Botafogo de Ribeirão, Bragantino e São Bernardo e o encontro mais atraente: Audax Osasco e Palmeiras.

A tabela divulgada pela Federação Paulista de Futebol no dia primeiro de dezembro era clara. O mando do primeiro confronto de um time grande seria do Audax Osasco. O presidente Marco Polo del Nero, futuro comandante do futebol brasileiro a partir de abril, avisou. O critério técnico seria respeitado. Feliz por vender o naming rights do torneio para uma cervejaria, impôs que, mesmo as equipes na Libertadores usariam a maioria dos titulares. Para garantir audiência à Globo e público nos estádios. O tom de seu discurso é que não toleraria bagunça, confusão.

Mas nem o torneio começou e já uma absurda inversão de mando. O Palmeiras ganhou de presente uma partida a mais dos concorrentes em casa. Fará sua estreia contra o Audax Osasco na sua nova arena. Aliás, de presente, não. Ao módico preço de 50% da renda líquida.

O clube que pertence ao Bradesco usou um artifício do regulamento. A equipe, que pertencia ao Pão de Açúcar, está registrada em São Paulo. E não em Osasco.

"Por isso juridicamente não há inversão de mando. Somos de São Paulo e escolhemos o estádio que queremos usar na capital paulista. Escolhemos a arena do Palmeiras. Eles estão com o time novo, a torcida empolgada. Dividiremos a renda. E com a nossa parte, vamos dar à Federação Paulista os R$ 800 mil que ela cobra para que mudemos o nosso registro para Osasco. Não há nada de irregular", explica o ex-jogador Vampeta, presidente do Audax Osasco.

Vampeta continua muito esperto, inteligente. Sabe que na prática é uma desmoralização do torneio. Nem o campeonato começou e o Palmeiras ganha a vantagem de ter uma partida em casa a mais que os rivais. "Olha, se o Audax fosse enfrentá-los em Osasco, Brasília ou Miami, o favoritismo seria deles. Então, está tudo certo. Não tem favorecimento algum."

 Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...

O acerto começou com a divulgação da tabela, no ano passado. Vampeta teve o lampejo e procurou Paulo Nobre. Ofereceu a inversão de mando. Queria 100% da arrecadação. Empolgado, o dirigente disse que o acordo seria fechado. Mas depois de pensar, enviou uma contraproposta. 50% da arrecadação líquida ao Audax. O clube de Osasco aceitou na hora. A capacidade do estádio palmeirense é de 43.600 torcedores.

A Federação Paulista de Futebol homologou a mudança. Mesmo com todos os dirigentes sabendo do absurdo. Na prática, a mudança é ótima para o torneio. Com as inúmeras contratações palmeirenses e a chegada de um novo técnico, a moderna arena deverá estar tomada. O que será excelente cartão de visitas para o torneio.

"Olha, se eu pudesse faria um acerto. O Audax jogaria suas partidas contra Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos e Ponte Preta na casa do adversário sempre. E dividiria a renda. Seria ótimo financeiramente. Porque o Paulista sem os grandes é A2 (Segunda Divisão Paulista). Não dá para comparar demais os adversários. Precisamos de dinheiro para sobreviver. Como a maioria dos clubes que disputa o Paulista, atuamos só três meses no ano. E precisamos arrecadar", assume o ex-jogador.

A participação do Audax Osasco já é controversa. O Audax pertencia ao Pão de Açúcar. O time havia conseguido a classificação para disputar a elite do futebol paulista. Como o grupo francês Cassino comprou o Pão de Açúcar, virou dono do Audax paulista e do Audax carioca. Não desejava seguir com os clubes e os vendeu para o Bradesco. A negociação aconteceu no final de 2013.

Na prática, o Osasco acabou 'comprando' uma vaga no Paulista de 2014. Ninguém reclamou. Muito menos a FPF. E a vida seguiu. "O senhor Mario Teixeira (diretor do Bradesco) evitou que mais um clube desaparecesse do cenário do futebol brasileiro. Foi ótimo para o futebol essa negociação", elogiou Vampeta na rádio Transamérica, fazendo questão de não se aprofundar na questão da 'compra da vaga'.

Tentava esquecer a estratégia adotada em 2014 para tentar levar torcedores ao estádio José Liberatti. Com capacidade para 11.780 pessoas, os jogos com os pequenos eram um tormento. O próprio Vampeta fez questão de distribuir ingressos gratuitamente para quem se dispusesse a ver os jogos. Contra o Bragantino, por exemplo, nem 900 pessoas foram ao confronto. Mesmo com as entradas sendo dadas pelo ex-ídolo corintiano.

O que Vampeta deseja é aproveitar esses nove dias que faltam para o jogo no novo Palestra Itália. E chamar a torcida do Palmeiras. Quer o estádio do adversário cheio para o jogo do dia 31. Quanto mais torcedores, mais dinheiro para o Osasco Audax. A pura e simples inversão de mando, uma injustiça técnica absurda, não interessa. E assim vai começar o Campeonato Paulista de 2015...
1reproducaoterceirotempo Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...

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