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O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido…

1ae15 1024x576 O novo estádio do Palmeiras é mais confortável, mais versátil e custou quase a metade do que o Itaquerão, do Corinthians. A melhor notícia, não tem dinheiro público envolvido...
Finalmente o Palmeiras inaugurará seu novo estádio amanhã. É a última arena moderna erguida no País neste ano de Copa do Mundo. Um absurdo de modernidade, comparado ao primeiro campo do antigo Parque Antárctica em 1922. E como não poderia deixar de ser, devido à rivalidade, a ressurreição do Palestra Itália está sendo comparada ao Itaquerão, do Corinthians. E há diferenças enormes.

A mais significativa está no uso de dinheiro privado. O Palmeiras não se beneficiou do dinheiro público, que jorrou fácil para o Mundial. Não teve acesso a incentivo fiscal especial e juros abaixo do mercado para a Copa. Ao contrário do estádio corintiano de mais de R$ 1,1 bilhão. Esse dinheiro deverá ser pago pelo Corinthians em 161 meses, 13 anos para quitar sua dívida com a Odebrecht. A arrecadação dos jogos no Itaquerão vai para um fundo imobiliário que administra a dívida do clube. E em junho de 2015 a primeira parcela deverá ser paga: R$ 100 milhões. Há sérias dúvidas se o dinheiro das rendas atingirá esse patamar.

A WTorre investiu R$ 660 milhões no estádio para 43 mil pessoas. O clube não pagará nada. A construtora usufruirá dos maiores lucros por 30 anos. Mas o Palmeiras terá direito à bilheteria dos jogos. 20% do aluguel do estádio para para shows. Mas o percentual vai aumentando progressivamente com o passar dos anos. Há a pendência na justiça por 35 mil cadeiras. Os camarotes são da construtora.

Já houve a venda do naming rights. São R$ 300 milhões por 20 anos. 80% desse dinheiro é da construtora. Ao Palmeiras sobrará 20%. Mas que também crescerá paulatinamente, ano a ano. O Palmeiras receberá R$ 750 mil nos três primeiros anos. R$ 1,5 milhão do quarto ao oitavo ano. R$ 2,250 milhões do nono ao 13 ano. R$ 3 milhões do 14º ao 18º ano. E finalmente R$ 3.750 milhões nos dois últimos anos. O contrato poderá ser renovado se a Allianz quiser. Por mais dez anos. E a proporção continuará a mesma: 80% a 20%.

Quando o anúncio foi feito, no ano passado, houve até uma discreta comemoração no Parque São Jorge. Os valores eram muito inferiores ao que o Corinthians deveria conseguir. O ex-presidente Andrés Sanchez falava desde 2011 em R$ 400 milhões por dez anos para o Itaquerão. A Emirates era a empresa mais mencionadas. O clube chegou a gastar R$ 350 mil em viagens de Andrés e outras pessoas ligadas ao Corinthians. Foram para a Arábia, China, Estados Unidos, Europa. E nada.

O pior é que, com o passar dos anos, Itaquerão já se firmou como nome do estádio. Como Mineirão, Morumbi, Maracanã. Está cada vez mais inviável qualquer negociação com o Exterior.

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Em compensação, uma grande derrota da Allianz. A empresa europeia de seguros acreditou que todos os veículos de comunicação citariam o seu nome ao se referir ao novo estádio. Só que a dona do direito de transmissão no Brasil, a Globo, já decidiu que, daqui para a frente, será Arena Palmeiras. O que é um golpe com efeito colateral no próprio Itaquerão. Atrapalha ainda mais a complicadíssima venda do nome do estádio.

O acesso é uma grande vantagem dos palmeirenses. O estádio fica na zona Oeste da Capital Paulista, na Água Branca. Perto do centro da capital. Fica mais perto o acesso de qualquer ponto da cidade. Há metrô e inúmeros ônibus por perto. Além da marginal Tietê. Itaquera fica distante do centro de São Paulo, no extremo da Zona Leste. Embora tenha metrô, as opções de ônibus são mais escassas.

Isso reflete nos shows. Não há nenhum de grande porte programado para o Itaquerão. Aliás, desde a sua abertura, não recebeu nenhum. O estádio do Palmeiras terá o de Paul MacCartney nos dias 25 e 26 deste mês. Rolling Stones já estão confirmados em 2015. Uma das maiores empresas de espetáculos do mundo, a EAG administrará os eventos. Bon Jovi, Beyoncé, Madonna e muitos outros artistas fazem parte do seu cardápio. O lucro de cada show deverá chegar a R$ 2 milhões.

O grande questionamento é no alvará do novo estádio palmeirense. Nele consta reforma. As taxas ficaram mais baratas. A WTorre só deixou um lance do antigo Palestra Itália. Foi pura hipocrisia, esperteza. Porque foi construída nova arena.

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O portal espanhol El Gol Digital pediu a arquitetos renomados do mundo todo que escolhessem as fachadas dos estádios mais bonitos do mundo. A avaliação chegou a apenas dez. O do Palmeiras foi o eleito como o mais espetacular de todos. O Itaquerão ficou em oitavo. Aqui a lista divulgada no ano passado.

1 - Allianz Parque, do Palmeiras - São Paulo, Brasil
2 - Stade Velodrome, do Olympique Marseille - Marselha, França
3 - Stade des Lumières, do Lyon - Lyon, França
4 - Nou Mestalla, do Valencia - Valência, Espanha
5 - Beira-Rio, do Inter - Porto Alegre, Brasil
6 - Stadion Spartak, do Spartak Moscou - Moscou, Rússia
7- Arena Pantanal, de propriedade estatal - Cuiabá, Brasil
8 - Arena Corinthians, do Corinthians - São Paulo, Brasil
9 - CSKA Moscou Stadium, do CSKA - Moscou, Rússia
10 - Vodafone Arena, do Besiktas - Istambul, Turquia

As diferenças entre os dois estádios são grandes. A capacidade do estádio palmeirense será de 43 mil pessoas. Para amanhã, foram liberados 39 mil lugares. O Itaquerão comporta 48 mil torcedores. Mas a arena que será inaugurada amanhã terá todos os seus lugares cobertos. Nem na Copa do Mundo, o Corinthians conseguiu oferecer esse conforto.

Outra diferença gritante: o preço de cada assento dos palmeirenses é de R$ 12 mil. O dos corintianos chega a R$ 23 mil. Esses números são a divisão do que foi gasto para a construção dos estádios pelo número de lugares. Logo se percebe que o do Corinthians saiu por quase o dobro do seu rival.

O tamanho do gramado também é diferente. O do Palmeiras é maior: 115 metro de cumprimento por 78 de largura e o do Corinthians chega a 105 metros por 68 metros. Significativa diferença quando o adversário tenta se defender. O efeito pressão da torcida é maior no Itaquerão. Os corintianos ficam a apenas sete metros do gramado. Já os palmeirenses mais próximos do jogo ficarão a oito metros e trinta centímetros. A acústica no Palestra Itália garantirá maior ressonância aos gritos. Como também às vaias.

Por enquanto, o Palmeiras promete manter as cadeiras para os setores das organizadas. Tanto as suas como as dos times adversários. Cansada de pagar por cadeiras quebradas pelos torcedores, a diretoria de Mario Gobbi decidiu: no Itaquerão torcedor organizado assiste aos jogos em pé. Sejam adversários ou corintianos. Se a selvageria se repetir na Água Branca, os dirigentes palmeirenses farão a mesma coisa. A WTorre construiu 160 camarotes, onde pretende faturar muito dinheiro nos shows. No Itaquerão são apenas 89, voltados especificamente para o futebol.

No balanço geral, o novo estádio leva vantagem em relação ao do rival na Zona Leste. O grande problema está no time dos donos da nova casa. O Palmeiras já fará sua estreia pressionado, lutando contra o rebaixamento para a Segunda Divisão. Já o Corinthians com o seu Itaquerão luta pela Libertadores...
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Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

1reproducao31 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?
"De novo, de novo, de novo, vai cair de novo." "Ei, você aí, time pequeno que parece o Guarani." Os coros da torcida santista dominavam o Pacaembu. E não perdoavam o rival vestido de verde. Depois de três vitórias seguidas, outra fracasso. O Palmeiras atingia a assustadora marca de 15 derrotas.

Dorival Júnior estava tenso, nervoso após a derrota para o Santos por. O 3 a 1 conseguido pelo time de Enderson Moreira, o deixou seriamente preocupado. Ele contava com mais esses três pontos, precisava deles. Por um motivo muito simples. O preocupante caminho até o final do Brasileiro.

Restam nove partidas para o clube de Paulo Nobre decidir sua vida. Cruzeiro no Mineirão, Corinthians, no Pacaembu, Bahia, na Fonte Nova, Atlético Mineiro, no Pacaembu, São Paulo, no Morumbi, Sport Recife no Pacaembu, Coritiba, no Couto Pereira, Internacional, no Beira-Rio. A última partida será contra o Atlético Paranaense, em São Paulo. Pode ser no Pacaembu ou na nova arena.

Contra esses mesmos adversários, os palmeirenses conseguiram só cinco pontos no primeiro turno. Foi a 'sequência maldita'. Se o time agora de Dorival Júnior repetir a mesma atuação, deverá ser rebaixado para a Segunda Divisão. Por isso da tensão, irritação do treinador.

"A nossa realidade é essa, por isso não podemos relaxar. O Palmeiras errou muito durante a competição e agora não pode mais se dar esse luxo. Não temos mais o direto de errar nesses jogos que temos pela frente. De jeito algum."

1ae12 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

Dorival sabe o quanto o time será pressionado nestes últimos nove jogos. O treinador viu hoje no Pacaembu velhas falhas da fraca equipe montada por Brunoro. Não é por acaso que será dispensado em dezembro, sem contrato renovado. Dos 36 contratados, não há grandes jogadores de marcação. A zaga é pesada, lenta. Lúcio e Tobio não são páreo para atacantes velozes de posse da bola.

O Palmeiras não pode sair atrás do placar que é um desespero. O medo do rebaixamento domina a todos. E a equipe se abre, tentando conseguir o empate a fórceps. Fica exposta a contragolpes rápidos. O Santos marcou três, mas poderia tranquilamente marcar outros dois ou três gols. Bastaria ter um pouco mais de capricho. Não foi por acaso que o time chegou à sua 15ª derrota. Perdeu mais do que o Coritiba, lanterna do Brasileiro.

A diretoria já ofereceu ainda no primeiro turno uma premiação ao time não ser rebaixado. O bilionário Paulo Nobre pensa o que fazer. Talvez aumentar o dinheiro oferecido. Seria caótico o rebaixamento com, finalmente, a liberação do novo Palestra Itália em 2015.

3reproducao11 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

"A confiança vinha sendo demonstrada em campo. Temos que reconhecer que erramos, mas isto não quebra o que estávamos buscando ao longo da competição. Se analisarmos friamente, tivemos uma partida nota 6, 7. Não foi brilhante. O 3 a 1 é penoso, mas acho que o Palmeiras também fez um bom jogo."

Para culminar o péssimo domingo para veio a provocação de David Braz. Ele não perdoou quando viu Valdivia irritado após a derrota. O zagueiro, que já atuou no Palmeiras, fez questão de esfregar os dois olhos, imitar o chororô, marca registrada do chileno após marcar gols ou comemorar vitórias importantes. O meia ficou irritado e quase acontece uma briga.

David Braz admitiu o erro ao provocar Valdivia. Mas não perdoou o time rival que segue ameaçado pelo rebaixamento. Viu algo estranho dos juízes no clássico de hoje. Diante de tantas desgraças que podem levar o clube de volta à Segunda Divisão, eles estariam com pena.

"A 'juizada' começou a querer ajudar o Palmeiras no final, foram várias faltas que só davam pra eles. Percebi que eles ficaram com dó. Com dó", repetiu, cruel.

Pior do que tudo só a selvageria que aconteceu na via Anchieta. Organizadas palmeirenses fizeram uma emboscada para a torcida santista. Motos e carros apedrejaram dois ônibus com santistas. Houve confusão, troca de tiros. Pauladas, chutes, socos. Tiros de morteiro. Em plena estrada que liga São Paulo ao litoral. Leonardo da Mata Santos, de apenas 21 anos, morreu atropelado. Ele pertencia às organizadas do Palmeiras. Outros dois torcedores foram atropelados e um outro tomou um tiro. Apenas cinco pessoas foram detidas.

Foi o troco. No primeiro turno, houve uma tocaia de santistas a palmeirenses. E já está prometido outro conflito por parte dos palmeirenses. Vingar a morte de Leonardo será a desculpa. Foi assustador o material recolhido na briga. Revólveres, madeiras, morteiros. Fora as pedras que ficaram na rodovia.

As autoridades brasileiras precisam tomar vergonha na cara e agir de verdade. Punindo esses vândalos, arruaçeiros. Caso contrário, muita gente ainda vai morrer. Precisa ser contido o bandido que usa o futebol para satisfazer seu caráter criminoso. Deixar fluir sua vontade de ferir, de matar. E os nossos omissos governantes assistem essa matança calados, desinteressados...
1reproducaogloboesporte Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

Torcidas organizadas deveriam ser proibidas nos estádios?

  • Sim
  • Não

Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo…

1ae25 Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...
O Palmeiras festeja hoje a volta à Série A.

Humilhando seu torcedor, como se acostumou nos últimos anos.

Graças a um deprimente 0 a 0 com o São Caetano.

Em pleno Pacaembu lotado.

Empate com o penúltimo colocado da Série B.

O momento é não é de festejar, é de profunda análise.

De colocar as coisas nos seus legítimos lugares.

Foi o segundo rebaixamento em dez anos.

Uma heresia.

O clube não tem o apelido de campeão do Século XX por acaso.

Ganhou tudo o que disputou.

Sim, porque a Copa Rio não fica nada a dever, por exemplo, ao Mundial de 2000.

O Palmeiras tem uma história belíssima, de luta, de superação.

Provocava inveja por sua organização, seu potencial moderno.

Isso na década de 40, lógico.

Rivais tentaram se aproveitar da guerra.

E acabar com o clube que nasceu dos italianos.

Só que dirigentes inteligentes na época decidiram.

Acabaram com o nome Palestra Itália.

O transformaram no Palmeiras.

Entraram com a bandeira brasileira no estádio no primeiro jogo.

O time de uniforme verde já nasceu campeão.

E seu patrimônio ficou preservado de interesseiros.

Foram títulos seguidos de títulos.

O único clube capaz de parar o mágico Santos de Pelé.

E ganhar várias e várias vezes do esquadrão bicampeão mundial.

Teve dois times tão fantásticos que mereceram o justo apelido de academia.

2ae17 Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...

Sim, ensinavam os adversários a jogar futebol.

Todos tinham ensino superior, pós-graduação e mestrado em talento.

Em 1965, seus jogadores vestiram a verdadeira camisa da Seleção Brasileira.

Os mineiros exigiram que o Palmeiras estivesse nos festejos de inauguração do seu estádio.

Mais de 80 mil deles pagaram para ver o jogo contra a Seleção do Uruguai.

O Palmeiras, que quase deixou de existir por intolerância em relação aos italianos, se vingava.

Vestia as cores da bandeira brasileira.

Para inveja de todos os demais clubes do país.

Rinaldo, Tupãzinho e Germano fizeram os gols na inesquecível vitória por 3 a 0.

Esse time merece não ser esquecido.

Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario).

Como o primeiro bicampeão do Brasil.

3ae7 Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...

Assim como os esquadrões montados pela Parmalat.

O dinheiro de Parma chegou na hora certa.

O Palmeiras parece amaldiçoado fora do campo.

Teve dirigentes incompetentes aos borbotões.

E que conseguiram manchar a história do clube.

De todas as maneiras possíveis.

Todas, sem exceção.

O Palmeiras foi sabotado no final da década de 70.

Até o início dos anos 90.

A inveja, a raiva entre as famílias de descendentes de italianos fizeram o estrago.

Houve calote a jogadores, dinheiro que sumiu, brigas internas.

E muito ódio, rancor.

Isso fez o Palmeiras ficar parado no tempo nos 16 anos de jejum de títulos.

Foi necessária a tutela dos italianos da Parmalat para a reviravolta.

Voltar a dominar o Brasil, vencendo dois campeonatos nacionais.

Da Série A, de verdade.

Ganhou finalmente a Libertadores da América.

4ae2 Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...

Enquanto o dinheiro jorrava fácil, o clube não se reestruturou.

Não se modernizou.

A incompetência de novo dos dirigentes impediu que visse um palmo a frente do nariz.

Acreditavam que a ducha de dinheiro seria eterna.

Não foi.

Os oito anos de abundância acabaram.

Foi dolorido perceber que o dinheiro evaporou.

Ficaram os títulos por pura falta de visão dos dirigentes.

Mal começou o século XXI e a conta veio.

Falta de patrimônio, clube rachado, estádio ultrapassado.

Início da influência de suas violentas organizadas.

Tanta coisa ruim junto só poderia atrair coisa pior.

Em 2002 veio o primeiro rebaixamento.

A frustração e a raiva dos torcedores se explica.

É como se a sua família fosse rebaixada.

Passasse de uma hora para a outra ser de segunda categoria.

Extrema humilhação para quem foi campeão dos anos 1900.

Os dirigentes, sempre eles, juraram que isso jamais aconteceria de volta.

Serviria de lição para toda a vida.

Prometeram, choraram, juraram.

E lá foi a gloriosa camisa do Palmeiras se manchar na Segunda Divisão.

Um clube tão grande, tão poderoso, com tantas conquistas mudou seu rumo.

Passou a frequentar estádios indecentes, sem a mínima estrutura.

Em 2003 subiu, teve o melancólico título de campeão da Série B.

A diretoria não teve vergonha.

Colocou os jogadores para fazer carreata por São Paulo.

Bizarra comemoração de um título que deveria ser maldito.

Festejar Segunda Divisão é estampar a tatuagem do fracasso na testa.

2003 passou, mas os dirigentes não aprenderam.

Continuaram a se sabotar e prejudicar o Palmeiras.

O poder transformou homens respeitáveis em torcedores irresponsáveis.

A dívida do clube explodiu.

E desde lá só a conquista de um mísero Campeonato Paulista de 2008.

As desilusões se tornaram frequentadoras do Palestra Itália.

Dirigentes saudosistas resolveram reunir grandes nomes do passado.

Kléber, Vagner Love, Valdivia, Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari voltaram ao Palmeiras.

Chegaram para formar um esquadrão.

O sonho era conquistar a Libertadores, o Mundial da Fifa.

Mas o clube ficou muito longe disso.

Cada um desses ídolos fracassou.

Luxemburgo queria mandar mais do que Belluzzo e foi para a rua.

Love sentiu a violência das organizadas e desertou para o Flamengo.

Kléber se desentendeu com Felipão e foi despachado ao Grêmio.

Felipão teve o maior erro de avaliação da sua carreira.

Com um elenco medíocre, priorizou a Copa do Brasil.

Abriu mão de várias rodadas do Brasileiro colocando time misto.

Conseguiu o título nacional.

Salvou sua volta ao clube.

Mas encaminhou o Palmeiras à Segunda Divisão.

Foi demitido antes da humilhante queda se concretizar.

E Valdivia?

Foi Valdivia.

Tantas contusões e tratamentos inexplicavelmente longos que a torcida ironizou.

Criou o primeiro chinelômetro da história do futebol brasileiro.

Tanto ele não entrou em campo.

Mas ganhou salário excepcional a cada 30 dias.

Só voltou a jogar por ele.

Por causa da Copa do Mundo.

Pelo Chile, não pelo Palmeiras.

E estava machucado quando o caos dominou o Palestra Itália.

Com o presidente Tirone e seu vice Frizzo foram caçados pelas organizadas.

O vice teve seu restaurante depredado.

A loja oficial do clube foi queimada.

Misturando incompetência e terrorismo, veio o rebaixamento em 2012.

A situação que os dirigentes juraram que o Palmeiras não viveria.

Patrocinadores sumiram.

A dívida já está no caminho das três centenas de milhões de reais.

Um acordo draconiano com uma construtora garante a nova arena.

Que só será efetivamente do clube daqui a 30 anos, quando estiver ultrapassada.

E o clube entrou na disputa da Segunda Divisão.

Com a vantagem absurda de R$ 80 milhões dado pela Globo.

A média dos adversários não passa dos R$ 3 milhões.

Era lógico que o time tinha de subir, voltar para a Série A.

Com um treinador honesto, trabalhador.

Mas iniciante em conquistas.

O único título de Gilson Kleina até hoje é o Campeonato Alagoano.

Venceu com o Coruripe.

A nova diretoria ao assumir se livrou do maior ídolo do time: Barcos.

Trocou por dinheiro e por um zagueiro, Vilson.

E três atletas foram emprestados pelo Grêmio.

Um quarto, o melhor, Marcelo Moreno, se recusou a jogar no Palmeiras.

Assim como vários atletas temem enfrentar a violência de suas organizadas.

E principalmente os times fracos montados por dirigentes incompetentes.

Mesmo assim, o Palmeiras não fez mais do que sua obrigação hoje no Pacaembu.

Mas mesmo assim humilhou seu torcedor.

Acabou com a festa montada no Pacaembu.

 Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...

A transmissão pela tevê do 0 a 0 teve de apelar para imagens de jogos passados.

E mostrar torcedores festejando gols que partidas semanas atrás.

Para iludir o desatento telespectador.

Subiu, empatando diante do penúltimo colocado da Segunda Divisão.

Outra vez, as mesmas promessas dos dirigentes.

Nunca mais o Palmeiras passará pelo vexame da Série B.

Ainda mais porque 2014 será o ano do centenário do clube.

Eles já envergonharam demais os torcedores.

Resta desejar que não consigam bater o recorde de incompetência.

Vários clubes grandes como Inter, Corinthians e Grêmio fracassaram nos seus 100 anos.

Mas nenhum deles foi rebaixado.

A atual diretoria planeja 2014.

Mas não decidiu ainda com qual treinador.

Gilson Kleina, que deverá ser o campeão da B, passa pelo vexame de esperar.

Se prepara para comemorar o título com a dispensa.

Tão desorientado já até cantarola a música Emoções de Roberto Carlos.

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi."

Tragicômica situação vinda a público ontem.

E hoje a festa artificial pela volta à Série A.

Os torcedores fizeram sua obrigação.

Lotaram o Pacaembu.

E se livraram da humilhação de ver o Palmeiras na Série B.

Agora, o time promete lutar pelo constrangedor titulo.

Bicampeão da Segunda Divisão.

Pobreza de espírito?

Não, os jogadores estão muito certos.

Seu potencial é para isso.

Não têm nem ideia da gloriosa camisa que vestem.

Hoje tiveram a coragem de colocar as cores da bandeira brasileira.

Jogada de marketing da Adidas que foi um tiro no pé.

O Palmeiras que acaba de subir é um triste genérico.

Culpa de gerações e gerações de dirigentes incompetentes.

Que conseguiram sabotar o campeão do Século XX.

E que hoje não têm vergonha de comemorar a volta para a Série A.

Lugar de onde nunca o Palmeiras deveria ter saído.

Só saiu pela falta de sorte de ser tão mal comandado.

A reação travada dos torcedores depois do 0 a 0 de hoje não é nova.

Nos últimos anos é muito triste amar o Palmeiras...

(Vaiados e xingados pela própria torcida.

Os jogadores estavam revoltados no vestiário.

Foi preciso Gilson Kleina os acalmar.

E pedir para que comemorassem, por favor, a volta à Série A.

Não houve euforia, alegria.

Apenas tensão e frases artificiais dos jogadores para rádios e tevês.

A incompetência de vencer o penúltimo colocado acabou com a festa programada.

E encheu de melancolia o Pacaembu...)

6ae Subir para a Série A com um 0 a 0 diante do penúltimo colocado da Série B. Este é o Palmeiras genérico que humilha seus torcedores. Heresia esse time ter usado a camisa da Seleção. O campeão do século XX foi humilhado, outra vez, por ele mesmo...

“Dividido como está é impossível ao Palmeiras ganhar títulos. Infelizmente…” Exclusiva com Luiz Gonzaga Belluzzo…

divulgacao033 Dividido como está é impossível ao Palmeiras ganhar títulos. Infelizmente... Exclusiva com Luiz Gonzaga Belluzzo...

"Covarde?

Um truculento membro da torcida me chamou de covarde.

Não tive dúvidas.

Parti para cima dele.

Ele era muito mais forte do que eu.

Mas tiveram de me segurar.

Eu iria apanhar muito, com certeza.

Ninguém iria me chamar de covarde.

Fiz tudo o que pude pelo Palmeiras e não seria desrespeitado.

Aquela pessoa não tinha ideia o quanto estava me dedicando ao clube.

E provavelmente sofrendo mais do que ele com as derrota do time.

Por isso não ouviria desaforo de ninguém."

Esse foi um episódio revelado por Luiz Gonzaga Belluzzo.

Intelectual advogado, sociólogo, pós-graduado em Desenvolvimento Econômico.

Conselheiro econômico de vários presidentes da República.

Independente de partidos.

De Sarney, passando a Fernando Henrique até Dilma Rousseff.

Considerado um dos mais heterodoxos economistas do século XX.

Todo o lado racional é deixado de lado ao falar um nome: Palmeiras.

"Eu me transformo mesmo.

É uma das maiores paixões da minha vida.

Queria ter transformado o clube que amo em uma potência.

Mas não pude.

O sistema não me permitiu.

Tudo é amador no futebol.

Não há interesse em profissionalizar, mudar a gestão.

Há interesses por todo o lado.

O Palmeiras é uma entidade completamente dividida.

Quase ingovernável.

Dividido como está é impossível ganhar títulos.

Infelizmente.

Pense em Divórcio à Italiana.

Com direito a fofoca, carta anônima, intriga, mentira.

Traições de todos os lados.

As pessoas com poder tem um amor doentio ao clube.

Doentio e egoísta.

E não deixam ninguém trabalhar.

Há um medo insano de quem estiver no poder faça sucesso.

E apague quem já passou.

Daí a sabotagem de todos os lados.

Muitas vezes não só da oposição, mas de quem te apoia.

O Palmeiras precisa ser modernizado, mas não permitem."

Participei com Belluzzo do novo programa de Heródoto Barbeiro na Record News.

O ex-presidente do Palmeiras foi entrevistado no Brasil em Discussão.

Por uma hora foi sabatinado.

Não fugiu das respostas.

E depois, fora do ar, passou outra hora mais revelando do que viveu.

Tanto que, em primeira mão, antecipou que escreverá um livro.

Mostrará em detalhes porque seus planos não deram certo.

Mas o que mais chamou a atenção foi sua tristeza.

Lamenta demais o resultado dos dois anos no Palmeiras.

"Fiz de tudo.

Trouxe Muricy, Luiz Felipe, Valdivia, Kléber, quem pude.

Aumentei sim a dívida do clube.

Queria o Palmeiras campeão.

Mas não consegui.

Esta é uma frustração que nunca vai passar."

Por que o Palmeiras está parado no tempo?

Você foi a última grande esperança de mudanças no clube.

Ficou muita frustração com o seu mandato...

Você pode ter certeza que ninguém ficou mais frustrado do que eu. Mas tenho convicção que fui nos meus limites para tentar melhorar tudo no Palmeiras. Sei que despertei esse sentimento de frustração. Afinal, fui eu quem trouxe a Parmalat ao clube. Eu e o meu querido e falecido amigo Paulo Nicoli. Foi quando vivemos o período dourado de sucessos, conquistas. A empresa italiana nos proporcionou verdadeiras Seleções Brasileiras. Mas infelizmente não se pensou em um legado. A impressão era que o dinheiro iria chegar fácil eternamente. Não se pensou no futuro. Além disso, o Palmeiras tem uma história maravilhosa de conquistas. Desperta muita expectativa. É cobrado com um dos maiores clubes do mundo. Só que o momento atual mostra um modelo de gestão ultrapassado. A figura do presidente é muito forte. Mas ele está atrelado, amarrado politicamente. Há várias e várias facções interferindo na administração. Ex-presidentes atrelados ao poder. Eles pensam que o Palmeiras é o quintal de suas casas. Não deixam ninguém trabalhar. Em nome do ego sabotam o próprio clube. Me apliquei de corpo e alma. Tenho a consciência tranquila. Fiz o que pude. Se no campo não houve conquistas, pelo menos conseguimos uma grande vitória: o acordo para a Arena Palmeiras.

Belluzzo, há muitas críticas sobre a maneira com que a Arena será administrada pela WTorre. E que depois de 30 anos o Palmeiras terá lucro com ela...

Isso é uma grande bobagem. Ninguém iria construir uma arena multiuso moderna por caridade. A WTorre passará o controle do estádio aos poucos para o clube. De cinco em cinco anos, a parte do Palmeiras será maior. Até o clube ter todo o controle. Foi um excelente negócio. O futuro dirá. Vou contar o que ouvi do Luis Paulo Rosenberg, o vice do Corinthians. Ele me propôs, brincando, uma troca com o Itaquerão. Me disse que seria ótimo ter uma arena moderna sem R$ 420 milhões de dívidas, como acontece no Itaquerão. E a Arena Palmeiras só não brigou por um lugar na Copa porque quando começou a ser construída não se levou em conta o Mundial. Quando ela ficar pronta, em uma área nobre de São Paulo, o clube será muito valorizado. E aí pessoas que não entendem a grandeza da obra atualmente, vão se render.

Só para dar uma fugida rápida do Palmeiras.

O que você acha da Copa do Mundo no Brasil?

Sinceramente, não acredito que seja bom para o País. Não concordo. Basta pensar no legado. A África do Sul está tendo prejuízos enormes até hoje. Não sabe o que fazer com os modernos estádios que teve de construir para a Copa. Será que nós precisávamos de 12 novas arenas? Estamos construindo estádios onde temos certeza que não há futebol competitivo. Há um gasto enorme em nome do quê? Uma competição de um mês? Qual será o lucro do Brasil? É preciso uma competição internacional para o país se modernizar. Se não houvesse Copa não haveria progresso? É uma visão muito pequena das coisas. Não acho bom negócio para o nosso País.

Voltando ao Palmeiras...

Você contratou Felipão, o técnico que mais ganha na América Latina.

Valdivia que não joga. O Kléber que só brigou e pouco produziu.

As dívidas aumentaram muito.

E não houve resultado algum...

Vamos por partes. Contratei o Luiz Felipe que era o treinador sonhado pelos palmeirenses. Trouxe um técnico campeão do Mundo. Os retornos do Valdivia e do Kléber eram dois sonhos da torcida. Eles deveriam ser peças fundamentais para o clube conseguir títulos. Mas não houve jeito. Fizemos de tudo. Não me conformo. Perdemos vários jogos para times mais fracos que o nosso. A dor maior é do Brasileiro de 2009. Estava em nossas mãos. Dei o time para o Muricy com sete pontos à frente dos adversários. Mas ele foi perdendo jogos inacreditáveis. Até a vaga para a Libertadores foi embora. Inacreditável.

Mas tudo tem uma explicação.

Vocês trouxeram o Vagner Love ganhando mais do que todos.

Sua contratação rachou o grupo.

O Diego Souza não suportava ganhar menos do que ele...

Não concordo. O Vagner foi um jogador injustiçado no seu retorno ao Palmeiras. Se empenhou como pôde. Assim como o Diego Souza. O time era muito bom, equilibrado. Não foi o dinheiro que fez a equipe desandar. Foi a pressão para ganhar o título. A cobrança da nossa torcida é enorme, exagerada. Há aquele sentimento vivo das grandes conquistas de décadas passadas. E por isso a cobrança chega a ser além do suportável. Tenho certeza que esse é um componente que atrapalha demais o meu clube. A colônia italiana é muito exagerada. Tanto nas vitórias como principalmente nas derrotas. Parece que vai acabar o mundo. E todos deixam de pensar racionalmente. A paixão toma o raciocínio. Com tanta pressão, os jogadores não suportam. Eles são mais vaiados pela própria torcida do que a adversária. Como podem trabalhar em paz, confiantes se olham para a arquibancada e só ouvem palavrões dos próprios palmeirenses?

Você também perdeu a paciência...

Disse que iria dar um chute na bunda do Simon...

Confesso que exagerei. Só quem montou um time com toda pressão, com todo o sacrifício, e o vê ser prejudicado sabe o que eu senti. Pelo Palmeiras eu me transformo, mesmo, tenho de confessar. Muitas vezes gritei, cobrei, saí do sério para tentar consertar as coisas dentro do clube. Eu também sou descendente de italianos. Mas tudo acabou dando certo para aquele árbitro. Como é mesmo o nome de dele? Sim, o Simon. Hoje ele está no lugar certo. Trabalhando para a tevê do Rupert Murdoch (Fox Sports). Está onde deveria estar...

Mas em relação às dívidas?

Você é uma pessoa que aconselha economicamente presidentes do Brasil.

Como pôde aumentar as dívidas do Palmeiras?

Clube de futebol não é uma instituição que visa o lucro. As dívidas do Palmeiras aumentaram mesmo comigo. Não sou homem de mentiras. Gastei tentando montar o melhor time possível. Pelo que sei, um grande clube de futebol precisa buscar títulos, conquistas. Não ficaria amarrado com jogadores medíocres. Briguei para ser presidente do Palmeiras porque queria o time vencedor. E ter ótimos treinadores e grandes jogadores é caro. Infelizmente não estava no nosso destino as conquistas. E clube de futebol que não ganha, se complica. Tudo se acumula. Assumi o Palmeiras com objetivo de fazer o clube campeão. Brigar com os rivais por conquistas. O lugar que está reservado ao Palmeiras na história é ser um clube poderoso. E é preciso ousadia. Não fui irresponsável. Deixei o clube sob controle financeiro. E com uma excelente perspectiva financeira com a construção da Arena Palestra. No campo tentei sim vencer. Não me acomodei com essa história de bom e barato. Isso nunca serviu para o Palmeiras que aprendi a amar desde a minha infância. O meu Palmeiras tem grandes jogadores e grandes técnicos. O meu Palmeiras é grande.

Qual é a sua relação com Tirone?

E o futuro que projeta para o clube?

Sou um ex-presidente que não deseja voltar a comandar o clube. Sou um conselheiro do Tirone. Sei de todas as pressões que ele está sofrendo. Sei da sua honestidade. Mas tenho consciência das enormes dificuldades para trabalhar. Há várias e várias facções trabalhando contra ele. Mesmo quem diz estar ao seu lado o sabota pelas costas. Infelizmente virou uma triste rotina no Palmeiras. Por isso as conquistas ficaram cada vez mais difíceis. Tudo ficou muito atrasado. Por egoísmo, politicagem. Não há o menor interesse em modernizar o clube. Não há espaço para novas lideranças. Pessoas há décadas mandam no Conselho Deliberativo. E não permitem a modernidade. Vou dar um exemplo. Sou muito a favor das eleições diretas. Por que não mudei os estatutos quando fui presidente? Porque sou um homem que acredita na democracia. Se desse uma 'canetada' para impor as eleições diretas não me respeitaria. Mesmo sabendo ser o certo, tentei a discussão ampla. Não houve condições. Há muita gente que não quer abrir o clube. Pensa que é dona do Palmeiras. Isso nos deixa atrasados em relação não só ao futebol. Mas ao mundo. Não há como não dizer que fiquei muito decepcionado como presidente. Muitas coisas que eu quis fazer e sei que o Tirone também quer, não há condições de fazer. Somos um clube travado, amarrado pelas pernas. E quem nos amarra somos nós mesmos. Somos nosso principal inimigo.

O grave problema cardíaco que sofreu foi culpa do Palmeiras?

De jeito nenhum. Colocar quatro pontes de safena, infelizmente, é uma tradição da família. Não quero que as pessoas pensem que o Palmeiras tem alguma coisa a ver com isso. Pelo contrário. O Palmeiras sempre trouxe alegria ao meu coração. E um dia vai voltar a trazer...

 

Tirone já sabe. Felipão não ficará no Palmeiras depois de 2012. A promessa feita a Belluzzo termina em dezembro. Scolari e Murtosa cansaram de perder…

divulgacao3299 Tirone já sabe. Felipão não ficará no Palmeiras depois de 2012. A promessa feita a Belluzzo termina em dezembro. Scolari e Murtosa cansaram de perder...
Luiz Felipe Scolari foi bem claro com Belluzzo e Gilberto Cipullo.

"Aceito trabalhar no Palmeiras até o fim de 2012.

Depois eu saio.

Vou buscar uma seleção.

Quero estar na Copa de 2014."

Belluzzo e Cipullo quase choraram de felicidade.

Felipão iria retribuir ao clube que mudou sua vida.

Ele acredita que se continuasse no Grêmio não chegaria à seleção brasileira.

Ou comandaria Portugal.

Havia chegado a hora de pagar sua dívida.

O ano era 2010, logo após a Copa da África.

Por dois anos e meio o Palmeiras teria o melhor treinador do Brasil, na ótica da dupla.

Aceitaram pagar o maior salário da América Latina ao técnico.

Tinham certeza do retorno garantido.

Com Felipão e grandes jogadores, as conquistas seriam certas.

Brasileiro, Libertadores, Mundial.

Seria uma nova era de ouro para o Palmeiras, sonhavam.

Dinheiro não seria problema.

Os contatos de Belluzzo assegurariam investimento fortíssimo no time.

Valdivia e Kleber já haviam voltado ao Palmeiras.

O sonho era Ronaldinho Gaúcho.

O primeiro contato com Assis para o retorno do meia ao Brasil foi do clube paulista.

Antes que ele decidisse convidar Grêmio e Flamengo para um leilão, com a vitória do time da Gávea.

O problema cardíaco de Belluzzo e a queda de Cipullo acabaram com os planos da montagem de um supertime.

Tudo ficou pela metade.

Sobraram as dívidas e as brigas políticas para assumir o clube.

Felipão ficou solto no espaço com uma equipe fraca, desequilibrada.

Com Kleber e Valdivia ganhando muito mais do que os outros atletas.

Só que os dois também foram pegos no sonho da montagem de um supertime.

Sentiam-se enganados.

Por isso a constante irritação da dupla.

E vieram os fracassos.

Nos Brasileiros, Copa do Brasil, Campeonato Paulista, Copa Sul Americana.

Tudo o que o Palmeiras disputou não conseguiu sequer chegar à final.

Nem classificação para disputar a Libertadores o clube conseguiu.

Do lado frio, calculista, a passagem de Felipão no Palmeiras é um fracasso.

Mas muitas pessoas poderosas acreditam que fez milagre com os jogadores que o clube lhe deu.

Ainda mais com a pressão, com a falta de tranquilidade no Palmeiras.

E vieram os convites.

Para ganhar até mais do que recebe no Palestra Itália.

Seu salário é mais do que o dobro do que ganha Mano Menezes na seleção.

Fluminense, Flamengo, São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Sporting bateram na sua porta.

A resposta foi firme.

"Dei minha palavra ao Belluzzo que ficaria até o final de 2012."

O vice Roberto Frizzo representa Mustafá Contursi na direção do clube.

E o ex-presidente não suporta treinador independente.

Acredita que ele é um mero funcionário do clube.

Assim como Frizzo.

O vice quis dar palpite em tudo.

Desde a contratação até escalação do time.

Felipão simplesmente desprezou suas ideias.

Vingativo, Frizzo tentou derrubá-lo.

Buscou Paulo César Carpegiani para o seu lugar.

Só que não contava com Arnaldo Tirone.

O presidente disse que Felipão é o seu escudo no futebol.

Sabe que por piores que sejam os resultados, a torcida e a mídia aceitam por Scolari.

Se fosse qualquer outro técnico à frente dos fracassos palmeirenses, Tirone já estaria deposto.

Felipão ficou até mais forte com a tentativa de Frizzo de derrubá-lo.

O que o vice de Mustafá não percebeu é que há uma rede de espionagem no clube.

Tudo o que tenta fazer chega ao ouvido do assessor de imprensa de Felipão, muito bem relacionado.

E o treinador neutraliza sem sofrimento suas ações.

Esse desejo de Mustafá e Frizzo de afastá-lo só lhe deu mais gana de continuar.

O xeque-mate nos inimigos veio ao pedir a Tirone para eliminar a multa de R$ 5 milhões que o prende ao clube.

O presidente disse que de jeito nenhum.

E ainda implorou para cumprir seu contrato.

O ex-presidente e o atual vice perceberam que perderam a guerra.

Mas Felipão se cansou.

As derrotas, as críticas, a falta de perspectiva.

Ele está acordando para ver que sua carreira estagnou no Palmeiras.

Seu mercado no exterior não existe.

São quase dois anos de fracassos seguidos.

A sorte, no entanto, voltou com a queda de Ricardo Teixeira.

José Maria Marin deve tudo a Marco Polo del Nero.

Não só a medalha que embolsou na final da Copa São Paulo.

E Marco Polo quer Felipão no lugar de Mano.

O presidente da Federação Paulista é conselheiro vitalício do Palmeiras.

E já avisou a Tirone deste seu desejo.

O avisou que seria bom pensar em um substituto.

Dorival Júnior, técnico do Inter e sobrinho de Dudu, é o primeiro nome da lista.

Se Mano Menezes fracassar na Olimpíada, a vida de Felipão vai mudar, insistiu Marco Polo.

Marin também deseja a saída do atual treinador.

Só o manteve por promessa feita a Ricardo Teixeira.

Um fracasso em Londres zera a situação.

Teria mantido o treinador do Teixeira até um grande fracasso.

Aí chegaria a vez de Felipão.

E viria em boa hora.

O treinador está a oito meses de terminar sua promessa a Belluzzo.

Não tem a menor vontade de seguir trabalhando no Palmeiras em 2013.

Não há problema algum com sua família.

Murtosa também adiantou que vai seguir para onde o amigo for.

Amigos próximos garantem:

Esses quase dois anos foram o período mais longo de sofrimento de Felipão.

Nada do que sonhou aconteceu.

Garantem que ter dado sua palavra a Belluzzo travou sua carreira.

Mas ele cansou de sofrer.

Ou surge a seleção brasileira.

Ou cumprirá seu contrato cada vez mais quieto até dezembro.

Depois mudará de ares.

Dois anos e meio de Palmeiras endividado e com jogadores limitados é seu limite.

Felipão já deu sua cota de sacrifício.

Não há mais chantagem emocional que o segure.

A dívida está mais do que paga...

São Paulo consultou Malaquias Brothers e bem perto de contratar Henrique. Mais do que o Palmeiras…

divulgacao2146 São Paulo consultou Malaquias Brothers e bem perto de contratar Henrique. Mais do que o Palmeiras...
Há dois meses o Palmeiras está tentando outra repatriar Henrique.

O zagueiro foi para o Barcelona, certo que estava fazendo a transação da sua vida.

Ele surgiu no Coritiba.

Foi comprado pela Traffic por R$ 5 milhões.

Foi colocado no Palmeiras...

A vitrine funcionou...

A ponto dos espanhóis do Barcelona pagarem 10 milhões de euros...

Cerca de R$ 23 milhões...

Jota Hawilla quase dá cambalhotas na Paulista...

Mal chegou à Europa em 2008 e foi emprestado para o Bayern Leverkusen...

De lá repassado para o Racing Santander...

Não se firmou como grande zagueiro de nível internacional...

Ele é jogador dos Malaquias Brothers, empresários paranaenses...

Trabalham e são mentores de Keirrison e Dagoberto...

O Palmeiras tenta trazer Henrique desde 2010...

Agora, outra vez...

Só que por empréstimo...

Não quer gastar dinheiro com ele...

Espera que Henrique convença os dirigentes do Barça a emprestá-lo.

Só que ele já chegou aos 24 anos e não se firmou no Velho Continente...

E os espanhóis querem vendê-lo...

Acreditam que o investimento não deu certo...

Diante disso, o Palmeiras recuou...

Esperava dar tempo ao tempo...

Só que depois de praticamente acertar a renovação de Dagoberto com o São Paulo...

Os Malaquias Brothers ficaram surpresos...

Receberam uma consulta de Juvenal Juvêncio a respeito de Henrique...

O São Paulo quer atravessar o negócio e colocando dinheiro.

Está disposto a pegar o dinheiro que gastaria com Alex Silva...

E contratar Henrique...

A negociação já se iniciou...

Não está fácil...

Porém mais viável do que a do Palmeiras....

A cúpula do São Paulo está confiante...

E a palmeirense, desanimada, tensa...

Luan. A importância de falar a verdade ficou evidente no gol contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas…

divulgacao396 Luan. A importância de falar a verdade ficou evidente no gol contra o Cruzeiro, em Sete Lagoas...
O chute saiu perfeito.

De canhota.

A bola foi forte, entrou perto do ângulo esquerdo.

Indefensável para Fábio.

Lindo gol do Palmeiras.

De quem?

Luan...

Jogador que a diretoria lutou para contratar...

Havia o interesse do São Paulo e do Santos...

O atacante tático que tanto potencial demonstrou no São Caetano...

Principalmente com o preciso arremate de esquerda...

Mas no Palmeiras se mostrava outro jogador...

Principalmente na hora de chutar para o gol...

Os chutes eram pavorosos...

Perdeu gols importantíssimos...

Ganhou a antipatia da torcida...

Olhares de reprovação dos companheiros...

De Felipão..

Nas poucas vezes que se dispunha a dar entrevistas, disfarçava...

Não queria explicar o que acontecia...

E fugia das respostas...

Foi assim por muito tempo...

Até perceber que estava passando a imagem de um jogador sem personalidade...

Que tremia ao chutar a bola com a camisa verde...

Era muito mais fácil com a azul do São Caetano...

Foi quando criou coragem...

Na semana passada destacou que chegava desgastado para chutar...

No time do ABC, ele tinha de se preocupar em atacar...

No Palmeiras de Felipão, precisava se desdobrar...

Acompanhando lateral, volantes adversários...

E Luan não tinha coragem de reclamar, questionar o técnico...

Não gostaria de correr o risco de perder o lugar no time...

Só que tudo poderia ser muito pior do que isso...

Ele estava se tornando um jogador mais do que dispensável...

Não só entre os titulares...

Mas no clube...

Sorte que sua queixa caiu no ouvido do irritado treinador...

Já que não tinha coragem de falar com o técnico...

A impresa pode ter salvado a sua carreira no Palmeiras...

Hoje diante do Cruzeiro, Luan pôde se poupar um pouco mais...

E chegar mais inteiro na hora de bater na bola...

Uma entrevista...

A sua vida pode ter mudado no Palmeiras...

O lindo gol tem tudo para ser um sinal...

Kléber nasceu para jogar no Palmeiras. É a faísca de talento, da raiva, do inconformismo no time previsível de Luiz Felipe Scolari…

AgenciaEstado290 Kléber nasceu para jogar no Palmeiras. É a faísca de talento, da raiva, do inconformismo no time previsível de Luiz Felipe Scolari...
Kléber.

O único alto investimento que o Palmeiras fez e não é questionado.

Não segue o caminho de Luiz Felipe Scolari...

Muita confusão, promessas e nenhum título desde que voltou no ano passado...

E nem o de Valdivia...

Considerado caro e que não sai da noite pelo próprio presidente Arnaldo Tirone...

O atacante trocou a Toca da Raposa pelo Palestra Itália...

Acreditou nas promessas vazias de Belluzzo, que formaria um grande time...

E ele seria o jogador que teria apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes...

Mesmo quando se viu diante da realidade desanimadora, Kléber se manteve firme...

Teve propostas...

A última, revelada por Tirone era excelente...

Jogar no Santos ao lado Neymar...

É para parar e pensar a diferença que ele faria no lugar do destoante Zé Eduardo...

Os dirigentes palmeirenses negaram, mas se Kléber fizesse um escândalo...

Batesse o pé...

Iria...

Mesmo com contrato, o atacante tem personalidade para enfrentar qualquer dirigente...

Ficou por amor ao clube...

E uma paixão, identificação absurda com a torcida palmeirense...

A organizada...

Se sentiu tratado realmente como um ídolo de verdade no Palestra Itália...

Foram os torcedores da tão falada Mancha Verde que o seduziram pela vida toda...

Com uma infãncia muito difícil, desprezado pelo clube onde 'nasceu', o São Paulo...

Kléber buscava o apoio irrestrito...

Compreensão não para o seu talento como jogador...

Mas para a raiva, a ira que tem no coração...

Os três segundos de revolta que domina sua alma...

E o obriga a dar cotoveladas, pontapés, xingar a mãe do zagueiro...

Os torcedores da Mancha compreendem essa raiva do mundo...

Nasceram amando um clube que enjoava de ganhar títulos...

Graças a administrações caóticas, intermináveis brigas internas, esse clube mudou...

Só conquistou torneios significativos quando teve dinheiro de uma gestora...

Com as próprias pernas, o Palmeiras não vence nada significativo...

Enquanto isso, São Paulo, Corinthians e Santos deixaram o 'campeão do século' para trás...

A raiva da torcida alimenta Kléber...

Embora com 102 partidas, como tudo na sua carreira é tumultuado...

O atacante comemorou hoje cem jogos no Palmeiras...

Não vale nem a pena lembrar que os cem para valer foram contra o Coritiba na derrota por 6 a 0...

Festa tem de ser feita hoje, com a vitória diante do Botafogo...

No Palmeiras muito seguro montado por Scolari...

Mas sem imaginação já que Tinga e Luan tinham de criar...

O talento de Kléber despontou...

Ele mesmo se presenteou com o belíssimo gol em Rio Preto...

Lucas Zen está tentando entender até agora o drible que tomou...

Antes de o atacante chutar com raiva a bola para as redes...

Raiva que o ajuda a vencer como jogador...

Raiva do mundo que a torcida palmeirense espera ver mudar um dia...

Felipão e Palmeiras de Tirone. O casamento esfriou faz tempo. O que segura é o altíssimo salário do treinador e o medo da torcida…

divulgacao2803 Felipão e Palmeiras de Tirone. O casamento esfriou faz tempo. O que segura é o altíssimo salário do treinador e o medo da torcida...
Luiz Felipe Scolari não é o treinador de Arnaldo Tirone.

Ele era de Belluzzo...

O ex-presidente palmeirense não se importou em aumentar a dívida do clube...

Nem comprometer futuras administrações...

Até porque não pensou que fosse ter uma doença cardíaca e ficar apenas uma gestão...

Ele contratou Scolari a peso de diamante para que montasse um grande e caro Palmeiras...

Os retornos de Kléber e Valdívia eram só os primeiros jogadores que ele daria a Felipão...

Mas acontece que veio a necessidade da operação no coração...

A pressão da família para que não seguisse na direção do Palmeiras...

A enorme decepção com os fracassos...

E Belluzzo deixou Felipão e seu contrato até 2012...

O treinador encontrou a oposição no comando do clube...

Tirone, pupilo de Mustafá Contursi...

E a política do bom e barato voltou para o Palestra Itália...

Já não havia entrosamento, longas conversas entre o técnico e o presidente...

Não há afinidade...

O salário de Scolari, R$ 700 mil mensais livres de impostos, incomoda Tirone desde a eleição...

Mustafá Contursi acha um absurdo...

Salário maior do que é pago na Europa em vários clubes muito mais ricos que o Palmeiras...

"Coisa do Belluzzo", costuma resumir a conselheiros que o procuram para falar mal de Felipão...

O número aumenta a cada campeonato perdido...

Já foram o Brasileiro, a Copa Sul-Americana, o Paulista, a Copa do Brasil...

O time não conseguiu chegar na Libertadores...

Mas Felipão continua firme e forte...

Tirone diz a conselheiros que está 'casado' com Scolari porque a torcida o ama...

O treinador já percebeu a falta de entusiamo dos dirigentes com ele...

Leu a entrevista que Tirone o classificou como desequilibrado...

Por ter preparado o Palmeiras como se fosse para a guerra contra o Corinthians...

E acabou pagando com seis jogos de suspensão e R$ 40 mil pelo sugerir com gestos que Paulo César de Oliveira estaria 'roubando' seu time...

Felipão sentiu a total falta de apoio...

E já percebeu o nível de reforços que a direção contratará: como o lateral direito Paulo Henrique...

Era estava jogando no Paraná Clube, time que foi rebaixado no Campeonato Paranaense...

Foi quando Scolari entrou em contato com empresários amigos...

Eles foram a seu pedido sondar o meia argentino Martinuccio do Peñarol...

O técnico tem péssimo relacionamento com Valdivia...

Sabe que a direção quer se livrar do meia...

E quis se antecipar e trabalhar na contratação de um novo jogador e com bom nível...

Os contatos foram efetivos...

Pouco antes da direção do Palmeiras procurar a do Peñarol e os empresários do jogador...

A notícia vazou...

E atrapalhou a negociação...

Ela ficou bem mais difícil, outros clubes também assediam o jogador...

Scolari ficou irritadíssimo...

Ele tem certeza que passaram a informação de dentro do Palmeiras...

E como só ele e a direção do clube sabiam da transação, ele resolveu mudar a sua postura...

Agora não buscará jogadores para o clube...

Já avisou ao presidente que agora só irá treinar o time...

E trabalhará em campo com os atletas que a diretoria lhe der...

Esse é o primeiro passo para a saída de Scolari...

Ele adora montar o time que vai trabalhar...

Gosta de conversar com o jogador desejado, mostrar os seus planos...

Ouvir da boca do atleta a vontade de atuar com ele...

Montar a sua famosa 'famiglia'...

Só que, aos poucos, os laços estão sendo rompidos com a atual direção palmeirense...

E se o treinador pensa que os dirigentes estão preocupados ou vão chorar de desespero...

Ele está muito enganado...

Tirone e sua diretoria não cultivam a adoração que Belluzzo dedicava a ele...

Muito pelo contrário...

Querem apenas que valha o alto salário que o clube lhe paga...

E pronto...

Relação profissional, fria...

Ninguém da diretoria esqueceu a derrota por 6 a 0 para o Coritiba...

Felipão sabe que Tirone conversa com pessoas que não fazem parte da direção do clube...

E elas influenciam demais suas decisões...

Como o empresário de Kléber, Pepe Dioguardi...

Acha que é muito palpite...

Muita gente sabendo dos segredos do clube...

Como a busca de reforços...

Diante desse quadro pouco estimulante, resolveu apenas treinar o time...

Ele não está nada confortável no Palmeiras...

O clube sem Belluzzo mudou para ele...

Sabe que seu apoio diminuiu muito...

As primeiras rodadas do Brasileiro poderão ter um peso inimaginável...

O desgaste de Scolari é evidente...

Tanto logo depois de pedir reforços de primeira linha aos dirigentes..

A cúpula do Palmeiras acredita que ele agiu como se Belluzzo estivesse no poder...

Tirone se orgulha de cuidar muito melhor do dinheiro do clube do que seu antecessor...

E já avisou aos seus pares que não fará loucuras pelo zagueiro Henrique para agradar Felipão...

O excepcional contrato que assinou é o que segura o treinador ao Palmeiras...

E faz os dirigentes se sentirem amarrados, casados com ele...

Mas o casamento nunca esteve tão ruim...

Até nas aparências...

Tão sem cumplicidade...

Sem entusiasmo um pelo outro...

Pior...

Com os dois olhando para novos pretendentes...

O presidente Tirone tentou consertar os estragos que provocou no Palmeiras. Mas só conseguiu deixar tudo pior…

divulgacao222222 O presidente Tirone tentou consertar os estragos que provocou no Palmeiras. Mas só conseguiu deixar tudo pior...
Arnaldo Tirone não queria mais ser chamado de Pituca no Palmeiras...

E parecia que não teria mais motivos.

Depois de todas as suas declarações já expostas em post abaixo...

Mostrou coragem e independência...

Mas, mas...

Não suportou o dia seguinte.

Tratou ontem de minimizar o que falou.

Não negou.

Apenas disse que foi em um ambiente descontraído.

Tudo o que declarou realmente pensa.

Acredita que não vale a pena manter Valdivia.

Ele só quer saber de noites, baladas.

Sonha mesmo em trocá-lo por Dagoberto.

Muito menos Lincoln.

Tem medo do desequilíbrio de Scolari.

Não quer pagar R$ 250 mil a Marcos Assunção.

Quer Borges, Júnior César, Paulo Henrique, Rafael Toloi...

Mas sua declaração mais forte não passou despercebida.

"O problema é que o Felipão e o Frizzo falaram muito.

Se eles tivessem ficado quietos, eu conseguiria convencer a Federação a mudar a escala.

É como ter um assaltante na sua casa:

Você tem de administrar, manter a calma, tentar conversar, se não ele te mata."

O presidente da Federação Paulista de Futebol e conselheiro vitalício do Palmeiras quis explicações.

Então, Tirone tinha poder para mudar a escala da semifinal do Paulista?

Paulo César de Oliveira também.

Afinal, quem é esse 'ladrão' que ele usou como exemplo?

Tirone mandou recado aos dois...

Disse que foi mal interpretado.

Dirigentes do São Paulo disseram que não têm o menor interesse em Valdivia.

O chileno preferiu não responder, mas sabe muito bem que o presidente não o quer...

Scolari também se calou...

Mas sabe que o seu presidente o acha um descontrolado...

Tirone não parou desde a manhã de sábado de mandar recados...

Acusa a imprensa de tentar tumultuar o Palmeiras.

Mas não nega nenhuma declaração que deu.

Não tem como.

Infelizmente, Tirone voltou a ser Pituca...

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