Publicado em 19/07/2010 às 09h17
Muricy Ramalho, o novo menino do Rio…
Foi uma questão de adaptação.
A demissão no São Paulo doeu muito.
Tricampeão brasileiro e saída pela pela porta dos fundos.
Com Ricardo Gomes já contratado antes de ter sido demitido.
Ir embora do Palmeiras foi ainda mais deprimente.
Sentiu na pele pela primeira vez o que é ter a própria torcida exigindo sua saída.
Ser vaiado, xingado, ameaçado.
Quis um tempo para se recuperar.
Precisava mudar de ares, sair de São Paulo.
Ele mesmo chegou a pensar que voltaria para o Interncional, em Porto Alegre.
Mas Fernando Carvalho demorou a admitir o fracasso com o uruguaio Jorge Fossati.
Enquanto isso, o Fluminense capengava.
Já havia sobrevivido na Série A graças a uma arrancada histórica em 2009.
Só que o comando da Unimed não quis correr o mesmo risco em 2010.
E quis montar um time forte, caro.
Mas não deixá-lo nas mãos de Cuca.
E o presidente Celso de Barros resolveu acabar com as férias forçadas de Muricy Ramalho.
Houve uma adaptação dos dois lados.
O técnico paulista amenizou seu jeito turrão, mal humorado, irritadiço.
Quem está com a moral baixa não pode exigir nada na vida.
E ainda mais no futebol, onde tudo é tão transparente.
A falta de profissionalismo, as adaptações...
Os treinos só à tarde para deixar os jogadores dormirem até o meio-dia...
Tudo isso também acabou.
O trabalho passou a ser ainda mais sério, com horários rígidos.
Não tanto quanto Muricy gostaria.
Mas a maneira de trabalhar mudou pronfundamente no Fluminense.
E dentro de campo também o clube sofreu sua metamorfose.
O toque de bola, a malemolência, a busca pelo refinamento acabou.
Chutões, correria, marcação forte, jogador perseguindo a estrela da outra equipe por 95 minutos.
Nove e mais cinco de prorrogação.
Se fosse possível, a marcação individual, por exemplo, em Robinho, aconteceria também no intervalo.
O Fluminense que derrotou o Santos com autoridade, ontem na Vila Belmiro impressionou.
Por mostrar o que a necessidade fez.
Tanto Muricy quanto o clube carioca tiveram de se reinventar.
Buscar o que cada um tinha de melhor para buscar um time forte.
Desta vez o treinador não foi enganado pelo parceiro.
E os cofres estão abertos para a contratação de jogadores.
Podem estar rodados e um tanto desgastados, mas ainda dão caldo.
Belletti e Deco podem acrescentar ao Fluminense.
Não técnica apurada, mas força, vigor pela lateral.
E mais inteligência no meio de campo.
Bronzeado, como um novo menino do Rio, Muricy está empolgado.
Mesmo com o desmoralizante boné da Unimed que é obrigado a usar nas entrevistas.
Ele sente que o mundo do futebol lhe deu outra ótima chance na carreira.
E quer aproveitar.
Muitos amigos do hipismo de Ricardo Teixeira já pediram para observar Muricy.
O Fluminense teria o maior prazer em repartir seu técnico com a seleção brasileira.
O treinador desprezado pela direção do São Paulo e pela torcida palmeirense finge que não é com ele.
Sua preocupação é outra.
E legítima.
Mostrar que está muito vivo.
E que não depende da infraestrutura do São Paulo para fazer um grande trabalho.
Situação que muita gente no Morumbi ainda duvida...
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Publicado em 27/05/2010 às 16h09
O Palmeiras parou no tempo. E não tem coragem de olhar para o presente…

Muricy Ramalho havia previsto o que esta acontecendo no Palmeiras.
O treinador quando foi demitido explicou claramente ao presidente Belluzzo que o problema do clube é jogadores.
Sem uma reestruturação de verdade no elenco, a diretoria deveria esperar o pior possível.
O ex-treinador era contrário à esta política de trazer jogadores veteranos, rodados, para tentar da experiência ao time.
"O que é barato agora, sai mais caro na frente", repetia.
A acusação de Muricy era uma defesa.
Jogadores veteranos era 0ferecido a ele às pencas.
Sobrava em idade e faltava em qualidade.
O tempo passou e o Palmeiras continua ligado ao passado.
Belluzzo já liberou a procura para recontratar Valdívia e Kléber.
Seja quem for o treinador.
Não importa se os clube não queiram se livrar dos seu jogadores.
A ordem é continuar insistindo.
Belluzzo os quer ver trabalhando sob o comando de Luiz Felipe Scolari.
O técnico encerrou hoje a sua aventura no Uzbequistão.
Se desligou do time do Bunyodkor.
Dirigentes se alternam jurando que já conseguiram dele a promessa que, se voltar ao futebol brasileiro, será para o Palmeiras.
Mas ninguém tem a certeza que ele realmente queira voltar.
Ele irá comentar a Copa do Mundo para uma tevê sul-africana.
Teve vários convites para falar sobre o mundial para sites e tevês brasileiras.
Sempre negou para não ofender ou pressionar Dunga.
Palmeiras não é prioridade na sua vida.
Ele quer receber propostas de equipes européias.
Seu empresário português trabalha para isso.
Só se nenhuma delas o agradar ele vai pensar no Palmeiras.
Enquanto isso, o clube de Belluzzo está estacionado.
Parado.
Com os jogadores veteranos que Muricy não queria.
A cada derrota como ontem no clássico para o São Paulo, outra vez a hora de olhar o album de recordação.
Triste diretoria que parou no tempo e trava o Palmeiras no passado...
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Publicado em 16/05/2010 às 11h35
A maldição do rico Muricy Ramalho…

Muricy Ramalho parece estar amaldiçoado.
A praga que veio dos céus foi a seguinte:
"Você ganhará dinheiro como nunca.
Mas passará a ser visto com desconfiança como treinador da elite do futebol brasileiro."
Desde que saiu do São Paulo, está sofrendo com essa praga.
A direção do Palmeiras insistiu, implorou, pediu para que assumisse o time.
Havia mandado embora o decadente Luxemburgo.
Precisava de um técnico também de nome.
E o São Paulo havia demitido seu treinador tricampeão brasileiro.
Foi uma insistência incrível de Belluzzo até que Muricy cedeu, aceitou.
E acabou sendo um desastre.
Não conseguiu dar um mínimo padrão tático ao Palmeiras.
Encontrou um grupo vaidoso, que foi corroído de vez com a chegada de Vagner Love.
Seu alto salário incomodou a todos e a falta de união fizeram o time despencar.
De favorito ao título brasileiro, não conseguiu sequer a classificação à Libertadores.
O vexame travou as torneiras de dinheiro da Traffic.
Como valorizar seus jogadores no Paulista e na Copa do Brasil?
Os sonhos de Jota Hawilla era mostrar Diego Souza e Cleiton Xavier aos clubes europeus disputando a Libertadores.
Sem poder montar o time fortíssimo que sonhava, Muricy teve de tentar se virar com o fraco elenco palmeirense no Paulista.
Cada partida era um tormento.
Principalmente no Palestra Itália.
Muitos palavrões, irritação da torcida, decepção da imprensa, perda de prestígio.
Amigos e família preocupados.
E a demissão veio por parte da diretoria palmeirense, o que doeu mais.
Ouvir outra vez a frase 'chegou a hora de sair' o abateu.
Muricy ficou triste, irritado.
Prometeu a si mesmo e aos amigos mais próximos que não acreditaria mais em projetos, só em clubes e times estruturados.
O desejo parecia apontar para o retorno ao Internacional.
Só que a Unimed apresentou uma proposta indecente financeiramente.
E adivinhe: lógico, a promessa de grandes contratações.
E mais a vontade de mostrar seu potencial como técnico.
Desta vez no Rio de Janeiro, no Fluminense.
E ele partiu animado.
As várias pessoas que cuidam de sua carreira deveriam tê-lo avisado.
Por que assumir o cargo logo em dois jogos eliminatórios contra o entrosado e competitivo Grêmio de Silas?
E tome duas derrotas e a eliminação da Copa do Brasil como cartão de visita.
Veio a estréia no Brasileiro contra o Ceará e a sensação de perder novamente doeu.
Perder três jogos em seguida irritou a todos, principalmente os torcedores.
Eles acompanham com apreensão essa invasão paulista no tradicional clube carioca.
O clima ruim, como deveria ser, ontem para o Maracanã.
Vaias, palavrões, durante toda a partida contra o Atlético Goianiense.
Vitória magra, inconvincente.
Muricy outra vez pressionado pela própria torcida.
E tendo de explicar o fraco futebol de um limitado time que comanda.
Muricy nunca pensou estar tão rico.
Mas com seu prestígio tão em baixa.
Está amaldiçoado...
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Publicado em 04/05/2010 às 13h37
Por que o São Paulo de Ricardo Gomes passa tanta insegurança?

O São Paulo tem o adversário mais fácil para chegar às quartas-de-final.
Mas uma estranha insegurança domina o grupo.
O time é muitas vezes melhor do que o peruano Universitário.
Mas as declarações vão muito além do respeito obrigatório ao adversário em campo.
Há um medo enorme de Ricardo Gomes e seus atletas de despertar expectativa.
De animar demais o torcedor.
"Ah...o importante é a vitória.
Não interessa como ela venha.
Se o jogo for bonito ou feio.
Vale é passar para a próxima fase."
As frases foram de Miranda.
"O Universitário tem um grande poder defensivo.
O jogo pode ser amarrado, truncado.
Mas o que interessa para nós é ficar com a vaga."
Quem falou agora foi Ricardo Gomes, justo o treinador que deveria animar a todos.
Há uma vergonha em passar confiança.
Em dizer que o São Paulo quer vencer a Libertadores.
A situação vai muito além dos frios números.
Debater que os dois times têm a melhor defesa da Libertadores, com apenas dois gols sofridos.
Há algo de muito errado nesse São Paulo de Ricardo Gomes.
A insegurança se espalha por todo o elenco.
E, infelizmente, começa com ele, o comandante do time.
O adversário hoje é fraco.
Já mostrou isso na partida nos seus domínios.
O São Paulo tem a obrigação de vencer.
O Morumbi terá um bom público para o jogo que começará às 19h30.
O que necessariamente não signfica festa.
Basta lembrar da última partida pela Libertadores no Morumbi.
Contra o Once Caldas, o São Paulo venceu.
Mas Ricardo Gomes foi xingado de todos os palavrões possíveis.
Mas o tradicional adjetivo 'burro' prevaleceu.
A insegurança que começa com Ricardo, se espalha por jogadores e dirigentes chegou, lógico, forte na torcida.
Os torcedores do São Paulo vão para o estádio por amor ao clube.
Mas como uma insistente desconfiança.
Vão como se estivessem sempre preparados para o pior.
Situação mais do que incômoda para o maior vencedor de Libertadores no futebol brasileiro.
Uma pequena lembrança para os já nada confiantes são-paulinos...
Passando pelo Universitário, o Cruzeiro deverá esperar por eles nas quartas-de-final.
O mesmo adversário que os eliminou em 2009 e foi responsável pela demissão de Muricy Ramalho.
E a chegada de Ricardo Gomes...
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Publicado em 22/02/2010 às 07h59
O Palmeiras ainda não perdoa Muricy Ramalho…

Muricy, Muricy, Muricy.
Só se fala no treinador depois do clássico de ontem.
Pessoas importantes no Palmeiras, ligadas ao grupo do vice Gilberto Cipullo, creditaram a vitória à saída do técnico.
E, misturando alegria e raiva, diziam que o time mostrou o quanto estava cheio de suas indefinições e insegurança.
Tanto que depois de andarem contra o São Caetano, 'morderam a grama' diante do São Paulo.
Boato, verdade ou lenda, surgiu hoje pela manhã a história de que Muricy, sempre ele, teria agido como um menino.
E, irritado por ter sido demitido do Palmeiras, teria ligado para dirigentes do São Paulo pedindo a vitória no clássico.
Atitude que pessoas ligadas demais a Muricy negam.
Afirmam que não teria o menor cabimento, já que ele saiu até mais magoado com dirigentes são-paulinos do que palmeirenses.
Ser demitido do Morumbi teria doído infinitamente mais a Muricy do que do Palestra Itália.
Mais Muricy entre os que defendiam a permanência do técnico no time verde.
Os dois gols de cabeça que o Palmeiras marcou.
Robert deixou escapar enquanto vivia sua noite de herói, que Muricy tinha muito mérito.
Por ter acreditado nele e por ter treinado tanto as famosas bolas aéreas.
Foram graças a elas que Robert marcou os dois gols.
A torcida organizada do Palmeiras xingou os dirigentes, mesmo com a vitória, mas ficou constrangida em pedir Muricy de volta.
Antônio Carlos teve uma atitude digna repartindo o mérito da vitória com o ex-treinador do Palmeiras.
Mas foi exagerada porque o time teve ontem uma postura tática firme e simples, que não teve com Muricy.
A começar pelo bê-a-bá. Lateral foi lateral. Volante foi volante . Meia foi meia. E atacante foi atacante.
"Aqui ninguém descobriu a fórmula da Coca Cola", ironizou o novo treinador.
E é verdade.
Mérito ele teve por colocar Eduardo no time e recuperar Marquinhos e Lenny, jogadores que Muricy não acreditava.
Há ainda muito rancor no Palestra pela decepcionante campanha de Muricy Ramalho, a maior aposta do presidente Belluzzo.
O sentimento é forte.
Que só a demissão não bastou.
Há uma campanha natural para desmoralizá-lo, crucificá-lo.
Como a alegação que ele teria ligado para os dirigentes são-paulinos pedindo uma vitória no clássico.
Tudo é compreensível.
É a raiva de um amor fracassado.
A ira de quem apostou tudo mesmo sabendo que Muricy recém havia descasado com o São Paulo.
E que sente que o treinador nunca mergulhou de corpo e alma no Palmeiras.
O fracasso do casamento anterior o paralisou.
Por isso tanta decepção e raiva dos palmeirenses.
Havia a certeza de que, para melhorar o seu dia, ele dava uma olhada no velho álbum de fotos de conquistas no São Paulo.
Isso é imperdoável para quem quer começar um novo amor de verdade.
Nem a vitória de ontem diminuiu a mágoa da péssima passagem de Muricy Ramalho pelo Palmeiras.
É fácil perceber que os dirigentes não queriam fazer a festa com Antônio Carlos.
Mas com o ranzinza tricampeão brasileiro.
É a raiva do casamento desfeito...
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Publicado em 14/02/2010 às 11h39
Sem o dinheiro da Traffic, o Palmeiras é isso aí…

A diretoria do Palmeiras perdeu várias divididas no início desta temporada.
Queria Kléber Pereira.
Queria Douglas.
Queria o zagueiro Rodrigo.
Queria o meia colombiano Torres.
Queria Valdívia.
Queria Kléber.
Queria Muriqui.
E não pôde sonhar com jogadores mais talentosos.
Perdeu Vagner Love.
Trouxe atletas factíveis como Lincoln, 31 anos, que está desde maio de 2009 sem jogar uma partida oficial por ter brigado com a diretoria do Galatasaray.
O que aconteceu?
A fonte secou.
A perda do título brasileiro e a incompetência do time em ficar com uma vaga da Libertadores tiveram consequências.
A Traffic fechou a torneira do dinheiro fácil.
Nada de imitar 2008 e 2009.
Jota Hawilla não chamou Muricy na suntuosa sede da empresa, como fez com Luxemburgo.
O demitido treinador teve a chance rara de escolher os melhores jogadores brasileiros até 23 anos.
Todos que ele quisesse.
O plano era montar um grande time, ter grandes conquistas, valorizar esses atletas e fazer a Traffic ter lucro.
Só que o trabalho de Luxemburgo foi medíocre.
O clube venceu apenas o Campeonato Paulista de 2008.
Torneio decadente que não leva a nada.
Vieram o Brasileiro, a Libertadores e até outro Paulista e nada.
Depois o torneio nacional de 2009 e o grande vexame.
Resultado: prejuízo.
Jogadores desvalorizados, time que não conseguiu a classificação à obrigatória Libertadores.
Por que colocar dinheiro?
Quem pensou que o amor de Jota Hawilla ao Palmeiras fosse maior do que a razão se deu muito mal.
Colocar dinheiro para disputar o Paulista e a Copa do Brasil?
Antes da Copa do Mundo?
Copa que não terá nenhum jogador do Palmeiras?
Com que razão?
O importante é cuidar bem dos jogadores espalhados pelo Brasil.
E do império jornalístico que montou.
A fonte secou, mas o Palmeiras ainda usufrui de Diego Souza, Cleiton Xavier.
O talento do time ainda é da Traffic.
Não tem como protestar, xingar.
É como um sobrinho recebendo um pijama de uma tia rica.
Sabe que ela poderia dar um tênis importado.
Mas ela não quer.
Vai reclamar como?
O Palmeiras que suou sangue ontem para empatar com o Botafogo de Ribeirão Preto é esse de 2009.
Não vai mudar.
A situação pode até piorar na janela do meio do ano.
Diego Souza e Cleiton Xavier já cumpriram seus ciclos no clube.
E seus empresários os querem ganhando bem mais na Europa.
Para dar um toque final na ambição verde, o presidente Belluzzo vê o clube com dívidas de R$ 70 milhões.
Como um economista renomado pode passar por um vexame desses?
Ele, sutilmente, cortou em 30% o orçamento do futebol em 2010.
Só resta a Muricy fazer seus comandados lutar como uns mouros.
Palmeiras que sua para ganhar do Flamengo do Piauí.
Que comemora muito empatar com o Botafogo de Ribeirão Preto.
E tem de festejar mesmo.
Porque a fonte secou.
E o Palmeiras não aproveitou...
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Publicado em 03/11/2009 às 17h38
Desvendado o segredo. Os gols de cabeça dos times de Muricy Ramalho…

As bolas paradas de Muricy Ramalho.
Os treinadores adversários sempre reclamaram pelos cantos, questionaram, xingaram.
Eles não entendiam, precisam recorrer a teipes e, em câmera lenta, para entender.
Vinha a raiva.
Geralmente, em cada gol que a equipe adversária de Muricy tomava, vinham as reclamações.
Faltas que deveriam ter sido marcadas.
Só que tudo acabava no esquecimento porque o contato na grande área é mais do que normal.
E parecia natural, normal, pura disputa pela bola.
Só que Diego Souza acabou revelando o segredo de o porquê tantos gols de cabeça dos times de Muricy.
Ele explicou na tevê que, em todas as bolas aéreas do Corinthians, ele tinha a missão nada esportiva de travar William.
Sua ordem era para impedir a movimentação do zagueiro.
Agarrá-lo se fosse preciso.
E foi o que Diego Souza fez.
O Palmeiras fez dois gols de cabeça em Presidente Prudente.
Diego não marcou nenhum.
Mas sorria porque sabia que a sua missão tinha sido cumprida.
Só que Diego não se conteve e revelou o segredo de Muricy na tevê.
Mano Menezes provou estar certo.
Há anos, ele reclama dos times de Muricy pelo alto.
Com o alerta de Diego Souza, os árbitros estarão mais atentos.
Eles já sabem que não é por acaso que os jogadores do Palmeiras agarram tanto os zagueiros adversários.
Tudo é estudado meticulosamente antes.
Com o alerta, os gols de cabeça do Palmeiras podem sumir, desaparecer.
Ou simplesmente virarem falta de ataque.
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Publicado em 09/10/2009 às 07h16
Palmeiras e Atlético Mineiro. Os clubes acreditam que perderam pontos ontem para Dunga…

Dunga.
Treinador da Seleção Brasileira.
Seu nome foi o mais criticado nos vestiários de Palmeiras e Atlético Mineiro. O time de Muricy Ramalho ficou sem o principal jogador do Campeonato Brasileiro: Diego Souza.
Sem ele, o Palmeiras não teve como vencer o Avaí no Palestra Itália. E abrir uma vantagem de sete pontos para o São Paulo.
Silas soube como explorar as bolas paradas e travar o líder do torneio. Após a partida, dirigentes não se conformavam com a convocação de Diego para jogos que não valem nada pelas Eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela.
O Brasil já está garantido na Copa do Mundo há muito tempo. Muricy também detestou a convocação de seu meia. O Brasil está mais do que classificado para a Copa.
O Palmeiras não terá o meia na partida importantíssima contra o Náutico, em Pernambuco. Na mesma linha de raciocínio, a diretoria e Celso Roth lamentava por Diego Tardelli.
O Atlético Mineiro sentiu muito a sua falta na derrota para o Botafogo por 3 a 1. A raiva aumenta porque na segunda-feira haverá o clássico contra o Cruzeiro.
Para piorar ainda as coisas, os dirigentes sabem que Tardelli não deverá ser mais chamado. Ele conseguiu ‘se queimar’ ao não passar pelo teste do bafômetro indo para Teresópolis.
Essa atitude o treinador da Seleção Brasileira não perdoa. Dunga virou palavrão tanto em Belo Horizonte como em São Paulo.
Palmeirenses e atleticanos têm certeza que com seus jogadores teriam vencido as partidas de ontem.
Ambos sofrem com a Diegodependência...
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