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Rogério Ceni, um senhor de 42 anos, marca seu 126º gol. Abre o caminho da vitória contra o Linense. E dá a Muricy tudo o que ele precisava antes do San Lorenzo pela Libertadores: paz de espírito…

1reproducao29 Rogério Ceni, um senhor de 42 anos, marca seu 126º gol. Abre o caminho da vitória contra o Linense. E dá a Muricy tudo o que ele precisava antes do San Lorenzo pela Libertadores: paz de espírito...
Os 5.555 torcedores que foram ao Morumbi usavam a acústica do estádio vazio, onde já ficaram amontoados 150 mil na década de 70. Seus gritos de protesto e palavrões contra o time eram ouvidos pelos jogadores. "Se quarta-feira não ganhar, o pau vai quebrar, seus filhos da..." Esse era o refrão contra o São Paulo. A referência era em relação ao duelo decisivo na Libertadores, contra o San Lorenzo, na Argentina.

O time reserva jogava muito mal e empatava em 0 a 0 com o Linense. Jogo pelo insignificante Campeonato Paulista na sua arrastada fase de classificação. O primeiro tempo já havia ido embora. 0 a 0 sem a equipe de Muricy ter criado uma chance clara de gol. O time interiorano era melhor, apesar da exagerada expulsão de Narciso, seu treinador. Mesmo com atletas mais fracos, bastou colocar todos atrás da linha de bola e desesperava o São Paulo.

Não havia coragem, atitude, firmeza para encarar com personalidade o Linense. Os atletas preferiam e ficavam trocando passes que não levavam a nada. A torcida recebia a mensagem acovardada que vinha do gramado. E retribuíac com mais palavrões e ameaças.

Acabou a proteção a Muricy. Pelo contrário, o treinador tinha de ouvir as piores ofensas. Os pedidos para que se aposentasse. Era uma tortura dos dois lados. Ver o São Paulo jogar e escutar os palavrões vindos das arquibancadas.

1futurapress1 Rogério Ceni, um senhor de 42 anos, marca seu 126º gol. Abre o caminho da vitória contra o Linense. E dá a Muricy tudo o que ele precisava antes do San Lorenzo pela Libertadores: paz de espírito...

Tudo se arrastava, o tempo parecia que parava, interminável. Jogo lastimável, como são a esmagadora maioria dos estaduais de todo o país. No intervalo, Muricy trocou o outra vez improdutivo Alexandre Pato por Alan Kardec. E adiantou a marcação para a saída de bola do time de Lins.

A partida seguia irritante. Até que o veterano Álvaro de 37 anos, que jogava há 15 anos São Paulo, furou de forma bizarra uma bola na entrada da área. Ela caiu nos pés de Alan Kardec. Precipitado como um garoto, Álvaro fez falta desnecessária. Eram sete minutos do segundo tempo.

Rogério Ceni abandonou sua meta. Ele devia muito a Muricy. Foi o treinador que confiou no 35º adiamento do fim de sua carreira. Silvio Caldas ficaria com inveja. Não poderia ver o técnico sendo massacrado pelos próprios torcedores do São Paulo. Tinha de ajudar o homem que o incentivou a cobrar faltas e pênaltis, desprezando os 'jogadores da linha'. Ainda mais agora, que cresce no Morumbi, a vontade de contratar um treinador com passagem no Exterior. O nome de Leonardo é repetido com frequência.

Não bastasse a instável campanha na Libertadores, Rogério Ceni havia sabotado o time contra o Palmeiras. Ao tentar recolocar uma bola em jogo, acertou o peito de Robinho. E tomou o primeiro gol no clássico de quarta-feira que implodiu o time. A derrota obrigou Muricy a entregar o cargo aos dirigentes. Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro não aceitaram sua demissão. Assim como Rogério Ceni, que participou do encontro, representando os jogadores. Ele tenta minimizar sua participação, mas ela teve um peso decisivo.

Ceni sabia que seria caótico se o time não vencesse hoje, derrotasse a fraca equipe de Lins. As manchetes e as notícias seriam negativas até o jogo de quarta-feira, no Nuevo Gasometro. Ele tinha de aproveitar o presente oferecido pelo ex-companheiro Álvaro.

Para provar como tudo está mudado no São Paulo, o garoto Boschilla se preparou também para cobrar. Não apenas tentar atrapalhar os reflexos de Anderson, por ser canhoto. Mas bastou uma olhada do homem de 42 anos no garoto de 19 anos, que bem poderia ser seu filho. O meia congelou. E o pé direito do goleiro atingiu a bola.

Ela saiu alta perfeita. Por cima da barreira, Anderson ainda raspou seus dedos nela, enquanto se esticava. Mas ela foi morrer no fundo das redes. Era o 126º gol de Rogério Ceni. Nenhum goleiro na história do futebol marcou tantas vezes.

Na comemoração nem olhou para os torcedores que agora aplaudiam, comemoravam. Ele apenas virou o indicador em direção a Muricy Ramalho. O técnico agradecia aliviado o gol. Sabia que tudo ficaria mais fácil. Foi o que aconteceu.

O Linense teve de se abrir, tentando o empate. E virou presa fácil. A retranca havia sido estourada. Alan Kardec ainda marcou duas vezes. Não comemorou nenhuma vez com os torcedores. Como retribuição aos gols, os membros das organizadas xingavam de todos os palavrões possíveis, Luís Fabiano.

Mesmo jogando mal, a vitória classificou o São Paulo para os mata-matas do Paulista. Mas sua importância foi muito além. Deu o que Muricy e os jogadores mais desejavam. Paz para trabalhar na Libertadore. Até quarta-feira, a pressão será muito menor.

Graças a um senhor quarentão chamado Rogério Ceni...
3ae19 Rogério Ceni, um senhor de 42 anos, marca seu 126º gol. Abre o caminho da vitória contra o Linense. E dá a Muricy tudo o que ele precisava antes do San Lorenzo pela Libertadores: paz de espírito...

Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam ‘colhões’ no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão…

1ae11 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...
Foram feitas milhões de teorias para definir o São Paulo de 2014 e 2015. Por que um elenco caro, montado com jogadores importantes como Ganso, Rogério Ceni, Luís Fabiano, Alan Kardec, Michel Bastos, Pato, Centurión, Souza não se impõe? Treinados pelo tetracampeão deste país, Muricy Ramalho?

Por que tantas decepções?

Só alguém que conviveu na intimidade deste grupo pode definir. Foi o que fez Álvaro Pereira. O uruguaio acompanhou da Argentina, no seu novo clube, o Estudiantes, a derrota para o Corinthians. E não teve dúvidas no que escrever a Rogério Ceni.

"El segredo és tener más huevos que esperanza".

Não, ele não defendia as propriedades, as vitaminas dos ovos. Mas sim o que Rogério Ceni traduziu do espanhol chulo, direto. "O Álvaro disse que, no fim, (o time) tem de ter colhão."

Ficou até estranho o capitão e politicamente correto Rogério Ceni falar palavra tão pesada. Me lembrei imediatamente de Edmundo, jogador que nunca teve nada a ver com o goleiro são paulino. 22 anos atrás. O Palmeiras vinha de um jejum de 17 anos sem títulos. A Parmalat da Itália lavou o clube com dinheiro para contratar grandes jogadores. Eles foram parar nas mãos do então jovem e ambicioso Vanderlei Luxemburgo.

O clube conseguiu arrancar a grande revelação vascaína, o marrento Edmundo. O time estava ainda se entrosando e marcamos uma entrevista exclusiva. Ele resumiu a situação. Da sua maneira, espontânea, sem rodeios.

"Não adianta ter Antônio Carlos, Evair, Zinho, Sampaio, Edílson, Mazinho, Luxemburgo e a porra toda. Não adianta craque. Muito menos ficar trocando abracinho antes do jogo. Se o time não tiver 'culhão' não chega em lugar nenhum. O segredo é 'culhão'. Se assumir em campo. Somos bons e vamos ganhar essa porra."

Como estávamos há duas décadas, o chefe do jornal mandou amenizar os palavrões. O 'culhão', com u, virou raça na edição impressa. Mas como tive a sorte de cobrir aquele time bicampeão brasileiro e paulista, quando os estaduais eram importantes, entendi perfeitamente o que ele falava.

2ae9 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Edmundo detestava Antônio Carlos, que não se dava bem com Edílson, que achava Rivaldo fominha, que gostaria que Evair fosse mais rápido, que odiava os toques de lado de Zinho. Mazinho só pensava na Europa. Luxemburgo, como sempre, só pensava nele. E ninguém confiava em Tonhão.

O presidente Mustafá Contursi odiava o narcisismo de Luxemburgo. Se pudesse o demitiria, mesmo sabendo que, naquela época, era o melhor do Brasil. Apenas o suportava por causa de Gianni Grisendi, presidente da Parmalat no Brasil.

Mas quando a bola rolava, 'culhão' era o que não faltava. Os jogadores se desdobravam em campo, impunham sua qualidade, com talento, vontade. Pareciam querem sugar o sangue dos adversários. Não admitiam perder. Tinham amor próprio, raça. Não havia frescura. Todo ressentimento ficava no vestiário. Os jogadores não estavam interessados em colecionar amigos, mas títulos.

Troca de socos entre Edmundo e Antônio Carlos, palavrões, ameaças de afastamento, instruções aos gritos de Luxemburgo. Tudo ficava nos vestiários. Em campo, aquele time justificava tanto investimento, tanta esperança.

O São Paulo vive situação idêntica. Só que não reage. Alvaro Pereira esteve lá. O uruguaio que dava carrinho com a cabeça percebeu que só o talento dos seus companheiros, as orientações de Muricy não adiantavam. E os resultados do time são decepcionantes, pífios para o elenco que tem.

Faltam coração, raiva, vontade de se impor. Cobrança, gritos, palavrões não existem nos vestiários. Todos, sem exceção, se mostram apáticos, conformados. A cobrança de Rogério Ceni não tem ressonância.

Muricy Ramalho é um caso à parte. Por determinação médica por causa do stress, ele mudou muito. Não vibra, não chuta garrafas de água, não grita nem nos vestiários. Controla a pressão arterial, não quer saber de novas arritmias. Seus auxiliares Tata e Milton Cruz estão longe de serem agressivos.

O vestiário são paulino é gelado. O time se porta da mesma maneira nas vitórias mais difíceis como nas derrotas contra adversários frágeis. Esse comportamento já irritava profundamente Juvenal Juvêncio. Ele cobrava de Muricy mais vibração, mais autoridade do time.

Juvenal passou e a situação perdura. O explosivo vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não sabe o que fazer. Suas cobranças aos jogadores não são bem-vindas. Pelo contrário, até. Muitos já ficaram ressentidos com a tentativa de questionamento. Muricy também não o aceita de peito aberto. Resignado ou não, o vestiário é do técnico e ele não abre mão.

1spfc Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Carlos Miguel Aidar resolveu cobrar títulos de Muricy pelas rádios. E tudo o que provocou foi enorme ressentimento. Há a certeza do treinador que o presidente o quer longe por sua grande amizade com Juvenal Juvêncio. A relação entre eles não poderia ser mais fria.

Aliás, Aidar não consegue nem cumprir suas obrigações. Deve a premiação pela classificação à Libertadores conseguida em novembro do ano passado. Fora atrasar três meses de direito de imagem. Que atuação de presidente é essa?

Ataíde na semana passada piorou ainda mais as coisas. Disse que, se Muricy resolvesse se aposentar esse ano, contrataria um treinador europeu. Iria revolucionar o futebol do São Paulo.

Muricy se sentiu desprestigiado. E se distanciou ainda mais de Ataíde e Aidar. Após a pífia vitória contra o São Bento, ontem, ele fez questão de tornar público o que até os pipoqueiros do Morumbi sabem. O clube está rachado. De um lado, o técnico e seus jogadores. Do outro, a diretoria.

"Aconteceram fatos neste ano que não estão iguais ao ano passado. Está diferente. Isso não é bom e tira a tranquilidade. Não dá resultado. Prejudica muito. Mas pressão no futebol é normal. Time grande tem de jogar bem e ganhar. É assim mesmo. Temos de estar mais unidos e juntos. Não adianta separar. Estamos muito divididos. A verdade é essa e não podemos esconder. Mas ninguém chega em mim e pressiona. Tem de ter coragem e ser forte para me peitar. Eu gosto desse tipo de pessoa, que encara."

1reproducao12 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Ele foi claro. Juvenal tinha coragem de encará-lo, conversar diretamente, cobrá-lo. Ataíde e Aidar preferem os recados. A pressão vem 'de fora para dentro', como diz Muricy.

Essa pressão tem o efeito de veneno. Principalmente para uma equipe rica e acomodada. A falta de resultados significativos para tantos jogadores talentosos se explica. Pura falta de entrega. Os jogadores do São Paulo, além de chuteiras caríssimas, pose na hora de bater na bola, se abraçar diante da torcida, precisam de algo básico no futebol: vergonha na cara. Estão em um dos maiores clubes do mundo e não percebem.

O grupo é omisso, conformado, politicamente correto demais. Aceita derrotas como a coisa mais natural do futebol. Por isso Alvaro Pereira destoava. E foi defenestrado pela diretoria.

O uruguaio detectou e resumiu de maneira magistral o que falta para esse São Paulo de Muricy, Ataíde e Carlos Miguel Aidar. Time que entra em campo com a cabeça baixa, derrotado. Huevos. Ou seja o bom e velho 'culhão', como definiria Edmundo Alves de Souza Neto...

(Diante da repercussão negativa do racha no São Paulo, Aidar tentou consertar. Mais uma vez ele diz que Muricy é seu treinador. Só que o próprio técnico não se deixa enganar. Sabe que se o São Paulo for eliminado da Libertadores, esse 'apoio' público deixará de existir. Aliás, nunca existiu...)
4ae3 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Fluminense e Abel Braga querem varrer todos os vestígios de Muricy Ramalho nas Laranjeiras…Esquecer até que ele foi campeão brasileiro em 2010…

divulgacao28 Fluminense e Abel Braga querem varrer todos os vestígios de Muricy Ramalho nas Laranjeiras...Esquecer até que ele foi campeão brasileiro em 2010...Abel Braga fez exatamente o que a diretoria do Fluminense queria...

Voou na alma de Muricy Ramalho...

A primeiras missão foi encomendada...

Varrer qualquer vestígio da treinador campeão brasileiro pelo clube...

Se fosse possível...

Como fazia Stalin, o clube apagaria fotos do treinador comemorando o título...

Mas como não é...

A decisão é menosprezar e desmentir o que reclamou na imprensa...

Abel tratou de valorizar tudo o que Muricy Ramalho detonou...

A começar pelas dependências do clube...

Onde o agora treinador do Santos viu ratos...

Abel viu modernidade...

Depois, a diretoria...

Ele se mostrou encantado com o envolvimento do presidente Pieter Siemsen...

Muricy colocou a intervenção do dirigente como desastrosa...

Nunca pronunciou o nome de Siemsen...

Mas as mensagens eram diretas...

Abel fez questão de colocar no treinamento de ontem Araújo...

Ele foi contratado sem Muricy Ramalho pedir...

Foi um 'presente' da diretoria...

E já treinou entre os titulares...

O novo técnico do Fluminense elogiou Laranjeiras...

Mandou recado ao tetracampeão brasileiro no Santos..

Afirmou que se precisar pedir qualquer melhoria falará com o presidente...

Nunca publicamente...

Muricy Ramalho já esperava algo do gênero...

Mas não tão direto..

Está muito chateado...

Até porque sempre teve bom relacionamento com Abel...

Mas não vai comprar a briga...

Apenas lamenta percebendo que o técnico está fazendo o jogo dos dirigentes...

E promete que melhor resposta será ganhando a Libertadores da América...

Competição que o Fluminense disputou e está desclassificado...

Ele não vai mais falar dos ratos nos telhados das Laranjeiras...

Santos na final do Paulista. Vitória de Muricy. O técnico que a diretoria do São Paulo batizou de ‘técnico Sabesp’…

divulgacao9393 Santos na final do Paulista. Vitória de Muricy. O técnico que a diretoria do São Paulo batizou de técnico Sabesp...
Os inimigos de Muricy no Morumbi dizem que ele é o técnico patrocinado pela Sabesp...

Só vive de 'chuveirinho'...

Ou seja: cruzamentos de longe para a área...

Ele sempre teve a sua capacidade desprezada por dirigentes do São Paulo...

Mas o treinador deu a resposta hoje...

E da maneira mais amarga possível para Leco, por exemplo...

Bastou uma substituição e Muricy destroçou o São Paulo...

E levou o Santos à final do Campeonato Paulista.

Não há desculpa para Juvenal Juvêncio dar...

Como o blog antecipou ontem à tarde, o Santos entrou em campo com todos seus titulares...

O São Paulo de Carpegiani dominou o primeiro tempo da semifinal...

Com a exceção de uma bobeada de Alex Silva, quando Neymar roubou a bola...

Invadiu a área e fez Rogério Ceni espalmar na trave...

O São Paulo dominou a partida...

Utilizando principalmente pela direita...

Para explorar Léo e a lentidão de Durval...

Carpegiani colocou Ilsinho e Jean atuando como dois ponteiros direitos...

Edu Dracena não sabia se cobria, ou confiava na dupla...

Foi um sufoco...

Além disso, o Santos se poupava...

Tentava se desgastar o mínimo possível...

Pensava na partida contra o América do México na terça...

O time tocava a bola sonolento...

Zé Eduardo atuava sozinho na frente...

A bola não chegava...

Ganso e Elano muito atrás, dando passes laterais...

Dagoberto tinha espaço para dominar a bola e escolher: tentar dribles ou chutar para o gol...

Rafael teve de trabalhar e foi muito bem...

O São Paulo foi para o intervalo com sua torcida empolgada...

Os jogadores sorridentes, certos da vitória...

Só que no intervalo, Muricy Ramalho mostrou que não é patrocinado pela Sabesp...

Tirou Zé Eduardo, de uma enorme inutilidade...

Colocou o zagueiro Bruno Aguiar...

Foi uma mexida inteligentíssima...

Deixou o Santos com três zagueiros...

E adiantou Elano e Ganso...

Carpegiani não entendia o que se passava...

Ele descobriu que não estava preparado para a inusitada troca...

E que não é só ele quem tem licença para não fazer trocas óbvias...

O Santos retomou a posse de bola na partida...

E foi encurralando o São Paulo...

Mas de maneira muito mais objetiva...

Na sua 13ª partida desde a sua volta depois da operação no joelho, Ganso mostrou todo o seu talento...

Logo aos 15 minutos, o meia colocou a bola na cabeça de Elano e gol do Santos...

O São Paulo ficou atordoado...

E pedindo para tomar mais gols...

Tomou...

Outra vez a genialidade de Ganso...

Ele lançou a bola em um contragolpe rápido...

Correu para receber...

Neymar dominou a bola e rolou com todo carinho para o meia...

E ele foi frio, calculista...

Viu que tinha Ceni e Miranda dentro do gol...

Tocou com convicção e malícia entre os dois: 2 a 0, aos 27 minutos...

Jogo decidido...

Santos classificado para a final de Campeonato Paulista...

Carpegiani demorou para reagir, faltou coragem de colocar Rivaldo muito antes...

Sem Lucas, não percebeu que seu time não tinha talento, objetividade...

Por ironia, sua providência foi mais voltada para o chuveirinho: a entrada do grandalhão Fernandão...

Carpegiani outra vez não mostrou ser um técnico especial em uma partida decisiva...

Ganso teve uma participação maravilhosa...

Mas a vitória foi de Muricy Ramalho...

Um técnico que deve ser caro demais para a Sabesp...

E poderia dedicar esse jogo para um dirigente de apelido Leco...

Que tanto trabalhou por sua saída no Morumbi...

Muricy Ramalho, pague seus pecados. O Santos espera por você, Supernanny…Principalmente o mimado James Dean do Suarão…

divulgacao100 Muricy Ramalho, pague seus pecados. O Santos espera por você, Supernanny...Principalmente o mimado James Dean do Suarão...
Nunca.

Nem sob tortura.

Nem se tiver de rever os jogos do Fluminense que comandou na Libertadores.

Os empates contra o Argentinos Juniors e o Nacional.

A derrota diante do América do México.

Jogos que tanto complicaram a alma do time carioca.

E que o derrubaram.

Muricy não queria assumir o Santos e ainda disputar a Libertadores.

Mas não houve jeito.

Será ele quem estará sentadinho no banco no Paraguai.

O time precisa vencer o Cerro Portenho para sobreviver.

Sem Neymar, Elano e Zé Eduardo.

Expulsos infantilmente.

Principalmente Neymar.

Por desconhecer as regras do futebol.

Não tem cabimento ele não saber que usar uma máscara vale cartão amarelo.

E como ele já tinha um, foi devidamente expulso.

Logo depois do gol maravilhoso que marcou.

Não bastasse tentar convencer Ganso a ficar no clube, o técnico terá de ensinar as regras do futebol a Neymar.

A ironia de mostrar uma máscara com seu próprio rosto não tem preço

Principalmente para quem tem dúvida da síndrome do ego carente que assola o James Dean de Suarão.

Muricy Ramalho abandonou fácil demais o Fluminense.

Terá de pagar por isso.

Vai ganhar bem demais, R$ 700 mil mensais.

Mas terá de mostrar uma capacidade além da imaginação.

Ele não é o técnico que tomba nos mata-mata?

Aquele que não consegue ir longe na Libertadores?

E que não tem paciência para conversar com os jogadores?

Que adora deixar a distância entre o comandante e os subalternos?

Ele terá de ser mais do que um mero treinador.

Mas um pai.

Firme, criterioso e inteligente

Demonstrar que sabe como ganhar uma batalha do Paraguai.

Mas desta vez uma luta justa.

Não um massacre como foi a histórica.

Mostrar que merece ser o homem está pronto para substituir Mano Menezes na Seleção.

Fazer Ganso esquecer os conselhos dos seus assessores do DIS e as ligações de Leonardo da Inter...

Convencer Neymar que ele não é o cruzamento de Justin Bieber com Messi talvez seja mais difícil...

Mas ganhar do Cerro Portenho no Paraguai é obrigação.

Mesmo que tenha de escalar o obeso Luís Álvaro como atacante.

E o fazer correr, perder calorias fugindo dos pontapés dos violentos zagueiros paraguaios.

É o mínimo que ele deveria sofrer...

O preço por ser o grande colaborador de Neymar ser tão mimado e alienado.

E atrapalhar o time no momento da vida e da morte na Libertadores...

Tomar um cartão vermelho só para fazer graça...

E mostrar uma máscara tão feia quanto ele na televisão...

É um pouco demais...

Até para o padrão tolerante da direção santista...

Bem-vindo, Muricy Ramalho...

Pegue que o filho agora é seu...

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Muricy Ramalho não aceitou questionamentos da nova diretoria do Fluminense. E pediu para sair. Não precisou falar duas vezes…

divulgação34 Muricy Ramalho não aceitou questionamentos da nova diretoria do Fluminense. E pediu para sair. Não precisou falar duas vezes...
Oito meses depois da maior demonstração de lealdade dos últimos anos, Muricy Ramalho deixa o Fluminense.

Triste, irritado, tenso...

Traído...

O técnico que disse não à Seleção para seguir no clube carioca em agosto...

Deu o título brasileiro...

Não suportou a pressão política ocasionada com a troca da presidência do clube.

E o fraquíssimo início do time na Libertadores da América.

O medo da desclassificação precoce da competição sul-americana colocou tudo a perder.

Acompanhado, é lógico, do cruel ingrediente: a eliminação da Taça Guanabara diante do Boavista.

Muricy Ramalho perdeu a aprovação total, a admiração que tinha do ex-presidente Roberto Horcades.

Peter Siemsen não tinha essa boa vontade toda.

Queria o retorno do altíssimo investimento para manter o time.

Passou a cobrar sistematicamente o departamento de futebol.

E o vice Alcides Antunes foi a primeira vítima.

Ele era amigo de Muricy Ramalho, mas nos últimos tempos os dois vinham se estranhando.

A queda de Alcides, o treinador pegou para ele.

Como se fosse uma maneira de desabonar o seu trabalho.

Para piorar, antes do clássico contra o Flamengo, o treinador fez questão de cobrar publicamente o clube.

Reclamou do gramado das Laranjeiras.

Percebeu a falta de empenho financeiro na construção de um novo Centro de Treinamento.

Muricy sentiu que não tinha mais o respeito que acreditava merecer.

A postura de Siemsen era fria demais.

O agradecimento do clube ao 'não' à Seleção Brasileira já havia virado coisa do passado.

A decisão da demissão teria acontecido ainda no sábado, quando Muricy percebeu o tom dos dirigentes.

Ele não gostou da cobrança para ganhar o clássico.

Os jogadores foram novamente cobrados pela diretoria.

Muricy se sentiu desrespeitado e resolveu pedir a demissão.

Havia avisado que depois da partida do Flamengo sairia do clube.

De maneira intrínseca, ele quis dizer que não atrapalharia mais na Libertadores.

A demissão foi aceita imediatamente.

Os dois lados, tanto o treinador como os dirigentes, insistem que o motivo foi a falta de um CT, melhorias no clube.

Mas isso é uma parte insignificante da sua saída.

O que houve na verdade foi um desgaste fulminante entre Muricy e a nova administração de Siemsen.

Muricy Ramalho desperta o interesse do Santos.

E Dorival Júnior, do Atlético Mineiro, o do Fluminense.

Mas não há como negar.

A maneira com que Muricy saiu do clube campeão brasileiro foi humilhante...

Sem propósito.

A marca absoluta da falta de planejamento.

Tudo foi um grande desperdício.

Quando o treinador colocar o rosto no travesseiro e fechar os olhos vai pensar...

"Por que eu não fui para a Seleção..."

Se arrependimento matasse, o treinador não despertaria vivo nesta segunda-feira...

Tudo foi amador demais...

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A obrigação de vencer é do ferido Fluminense de Muricy Ramalho. Não do favorito Flamengo…

divulgacao27 A obrigação de vencer é do ferido Fluminense de Muricy Ramalho. Não do favorito Flamengo...
O jogo chave para Muricy Ramalho em 2011...

Encarar o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei Luxemburgo.

Um dia depois da demissão de o homem que o questionava, o vice de futebol Alcides Antunes.

Ligado ao ex-presidente Roberto Horcades, Antunes reclamava da inconstância do time.

Principalmente na Libertadores.

O blog informou logo após a derrota para o America do México que ele cairia.

A queda foi adiada, mas chegou hoje, véspera do Fla-Flu.

O campeão brasileiro de 2010 entra desacreditado.

O favorito disparado é o Flamengo.

O reflexo é possível ver na venda de ingressos para os flamenguistas, certos da conquista da Taça Rio e o Carioca de uma vez.

Aos tricolores, a inconstante campanha da primeira fase da Libertadores assusta.

O time está a um passo da eliminação precoce.

Por isso Muricy Ramalho sabe da obrigação da vitória.

Chupar o sangue da felicidade do time de Ronaldinho Gaúcho.

Acabar com a invencibilidade em 2011.

E para isso promete colocar seu time no ataque.

Testar de vez a zaga de Vanderlei Luxemburgo.

O treinador do Fluminense está calejado dos confrontos com o rival.

Leva a vantagem porque costuma matar o mal pela raiz.

Trata de travar o meio de campo e as laterais de todo time que Luxemuburgo treina.

A partir daí, contragolpes em velocidade.

E bola parada muito bem treinada.

Assim entrará o Fluminense.

Faz do clássico o aquecimento para a Libertadores.

Os jogadores sabem o quanto precisam ganhar a partida.

Depois da saída de Alcides Antunes, o clima no time ficou tenso.

Acabou a paciência com o campeão brasileiro de 2010.

O título já não vale como desculpa.

Se a equipe não se classificar para a fase dos mata-matas da Libertadores...

Ou ganhar o Carioca, muita coisa vai mudar.

Já começa na próxima semana com a rescisão de contrato de Belletti.

O clube quer parar de jogar dinheiro fora.

Deco passará a ser mais cobrado.

E se não render o que se espera ou não conseguir se recuperar fisicamente, também vai partir.

A solução para que esse clima tão ruim se dissipe se chama Flamengo.

Quem acompanha o dia-a-dia do Fluminense diz que poucas vezes viu a equipe treinar com tanta raiva.

Com tanta vontade de ganhar uma partida que não decide título algum...

Mas talvez vá além disso...

Mostrará como será o futuro do campeão brasileiro...

E de seu treinador...

Aquele que um dia recusou a seleção brasileira...

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Muricy Ramalho transformou o Fluminense no mais paulista dos clubes cariocas…

divulgação3900 Muricy Ramalho transformou o Fluminense no mais paulista dos clubes cariocas...
Quando Muricy Ramalho recebeu o quinto telefonema de Robero Horcades decidiu ir.

Aceitou a aventura de trabalhar no Rio de Janeiro.

Amigos próximos e pessoas que trabalham com o treinador ficaram contrariados.

O técnico já havia se desgastado demais com o fracasso no Palmeiras.

E o clube tem infraestrutura de ponta.

Como assumir o Fluminense, com inúmeros problemas estruturais?

"Carioca não gosta de treinar de manhã.

Ele prefere ficar dormindo e se recuperando da balada da noite anterior."

Essa visão preconceituosa em tom de alerta foi o que mais ouviu de amigos.

Justo ele, que virou adesivo de carro com o slogan "Aqui é trabalho, meu filho", nos tempos do tricampeonato brasileiro pelo São Paulo.

Só que Horcades lhe prometeu ótimo salário, condições de trabalho e carta branca.

E ele não estava para brincadeira.

Porque uma das primeiras exigências de Muricy para começar a conversar era o Fluminense não ter treinador.

Mesmo com a possibilidade de não dar certo com ele, Horcades demitiu Cuca, o técnico que havia salvado o Fluminense do rebaixamento em 2009.

Mandou Cuca sem dó porque queria Muricy.

E o casamento deu certo.

O Fluminense virou o 'mais paulista dos clubes cariocas'.

Com treinamento puxado de manhã e tarde.

As noitadas diminuíram muito.

Fred, por exemplo, não foi visto mais com frequência de madrugada tomando chope.

A dedicação dos treinos foi espartana.

Muricy Ramalho deu o maior exemplo, como queria que o trabalho desse certo.

Em nome do seu compromisso com o Fluminense recusou a seleção brasileira.

A dedicação espantou a todos.

Até Horcades.

E Muricy teve o direito de fazer o que bem entendeu.

Como colocar o caríssimo Belletti no banco.

E insistir até mais não poder com Washington.

Mesmo com tropeções bobos, o time engrenou na hora certa no Brasileiro.

Conseguiu chegar à última rodada com um ponto precioso de vantagem em relação ao Corinthians.

Vem de duas vitórias surreais, contra São Paulo e Palmeiras sem ímpeto de ganhar.

Não interessa.

Valem os seis pontos que o time acumulou.

E agora basta vencer o rebaixado Guarani e a consagração.

Muricy Ramalho, fiel ao seu estilo, está irritadíssimo.

Quer que a diretoria sossegue.

Pare de cantar vitória antes do tempo.

Prometer prêmios, festas, consagração.

O treinador exige o fim de comemoração antes do tempo.

Horcades sossegou com a dura do treinador.

E o técnico já avisou que não quer saber de oba-oba na concentração, nos treinamentos.

Avisou que vai treinar duro e muitas vezes pela manhã para garantir a vitória.

Nenhum jogador teve coragem de contestá-lo.

Haverá eleições no clube amanhã.

O Ministério Público estará lá para se certificar que mortos não votarão.

Seja qual for o novo presidente há uma garantia.

Ninguém mexerá no paulista.

Ninguém encostará um dedo em Muricy Ramalho.

O homem que acertou na mosca ao aceitar o Rio de Janeiro, o Fluminense.

Lá também ele conseguiu fazer valer o que pensa.

"Futebol é 90% trabalho e 10% de talento."

E mesmo jogando de uma maneira feia, sem entusiasmar ninguém o time está a uma vitória da consagração.

De repetir 1984...

É o jeito Muricy se impondo na terra do Cristo Redentor...

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“Entregar jogo não é com o São Paulo. Se é a maneira de agir de outros clubes não é problema nosso.” O recado de Juvenal Juvêncio ao Corinthians de Andrés Sanchez…

AgenciaEstado831 Entregar jogo não é com o São Paulo. Se é a maneira de agir de outros clubes não é problema nosso. O recado de Juvenal Juvêncio ao Corinthians de Andrés Sanchez...
A ordem foi de Juvenal Juvêncio.

Quer o São Paulo jogando contra o Fluminense como se fosse uma final.

Não importa se o time não tem mais condições de chegar à Libertadores.

Nem se vai ajudar o rival Corinthians.

O clube de Andrés Sanchez, que lutou e conseguiu tirar o Morumbi da abertura da Copa.

E a levou para o estádio inexistente de Itaquera.

Juvenal quer uma grande vitória até por conta da rivalidade.

Deseja mostrar uma postura bem diferente do seu adversário.

Ele e grande parte da sua diretoria não esqueceram a maneira com que o Corinthians jogou diante do Flamengo em 2009.

A "doce derrota" como estampou o jornal "Fiel" ficou na retina de Juvenal.

A imagem do goleiro Felipe não se mexendo para defender a penalidade cobrada por Léo Moura.

O presidente quer um comportamento completamente diferente do São Paulo.

Exige a vitória em Barueri.

Quer mostrar que o seu clube não se sujeita a perder uma partida só para prejudicar o rival.

Ele não se esquece de que o São Paulo salvou o Corinthians do rebaixamento no Paulista de 2004, quando Grafite marcou os salvadores gols contra o Juventus.

Juvenal conversou sério com Paulo César Carpegiani.

Ele entendeu e repassou a mensagem aos jogadores.

É para ganhar e bem do Fluminense de Muricy Ramalho.

"Entregar jogo não combina com o São Paulo.

Se é a maneira de agir de outros clubes, não é problema nosso", repete, irritado, a todos que lhe perguntam sobre como será a postura do São Paulo no domingo.

Muricy Ramalho está avisado.

Ele e Andrés Sanchez...

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Acorde, Muricy Ramalho! Não deixe o Fluminense repetir o que o Palmeiras fez em 2009…

gettyimages94 Acorde, Muricy Ramalho! Não deixe o Fluminense repetir o que o Palmeiras fez em 2009...
Muricy Ramalho.

Tricampeão brasileiro em seguida com o São Paulo.

Feito só alcançado por Rubens Minelli, que venceu duas vezes com o Inter e outra com o São Paulo.

No ano passado teve a chance de se tornar quatro vezes seguidas com o Palmeiras.

Naufragou quando o grupo rachou com a chegada de Vagner Love e seu salário maior do que os que estavam no time.

Foi demitido de forma deprimente do Palmeiras depois de uma goleada por 4 a 1 do São Caetano.

Assumiu o Fluminense com todo apoio financeiro possível.

Ganhou Deco.

Ao contrário do que aconteceu no Palmeiras, ele tem todo o apoio da diretoria carioca.

Ainda mais depois de ter recusado a seleção brasileira pelo compromisso com o Fluminense.

Tem carta branca para escalar ou tirar do time quem quiser.

Mas mesmo assim, o Fluminense está atuando como o Palmeiras nos jogos finais do Brasileiro de 2009.

A equipe está insegura, tensa, ansiosa.

Apela para os chutões, despreza o meio de campo.

E parece viciada nos chuveirinhos.

Os inúmeros planos táticos que Muricy gosta de estudar até cair no sono de madrugada parecem não existir.

O time passa a viver de bolas cruzadas na área adversária.

Não importa a distância.

O que interessa é chutar a bola pelo alto para ver o que acontece.

Até porque não há sincronia na movimentação dos seus jogadores na área.

Situação inexplicável.

Os dois pontos que o Fluminense jogou no lixo contra o rebaixado Goiás foram de chorar.

Basta ver o vídeo da partida e perceber que a equipe consciente jogou de verde.

O Fluminense foi um apanhado de jogadores desesperados.

Não perdeu a partida por sorte.

Mas jogou a liderança do Brasileiro no colo do Corinthians.

Onde está o grande Muricy Ramalho nesta hora em que o Fluminense mais precisa dele?

Por mais contusões e suspensões, não dá para entender a falta de padrão de jogo.

Roger pede para Palmeiras e São Paulo entregarem suas partidas para tentar fazer o Flu campeão.

Talvez seja mesmo necessário.

Porque o fraco futebol que o time mostra o credencia até a perder uma vaga na Libertadores.

Não é impossível perder para os reservas palmeirenses, os desinteressados são-paulinos e os desesperados bugrinos.

Muricy precisa dar uma resposta.

Não desaforada na coletiva de imprensa.

Mas uma resposta tática.

Fazer esses jogadores mostrarem em campo o que podem.

Potencial eles têm.

Está faltando estratégia, esquema, altenativas de jogo.

Muricy Ramalho precisa mostrar o que veio fazer nas Laranjeiras.

Conca, Deco, Fred, Washington, Mariano, Diguinho não podem correr como se estivessem em uma pelada de amigos.

A hora é essa.

Aliás, já passou da hora, Muricy...

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