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O Palmeiras tem time para não ser goleado pelo Santos?

raio O Palmeiras tem time para não ser goleado pelo Santos?

Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?

Há controvérsias.

Como se o Palmeiras também tivesse como surpreender o Santos na Vila Belmiro.

Afinal, insistem os jogadores do Palmeiras, a situação é a mesma contra o São Paulo.

E a zebra verde ganhou por 2 a 0.

Por que não o bis?

Pode até acontecer.

Mas há algumas diferenças significativas.

A começar pela maneira que o Santos encara o jogo.

Bem ao contrário do São Paulo, que a partida seguinte era pela Libertadores, os santistas terão o Remo pela Copa do Brasil.

Ou seja: há como manter toda a concentração e energia para o clássico.

O talento ofensivo do Santos é muito melhor do que o do São Paulo.

Dorival Júnior busca equilibrar a equipe, proteger um pouco melhor sua frágil zaga.

E também administrar a ansiedade, a vontade de dar show em todos os jogos dos seus meninos e mais o 'veterano' Robinho.

Neymar, Ganso, Marquinhos e André formam em uma equipe que acaba de vencer por 10 a 0.

Mesmo sendo o pobre Naviraiense, o resultado traz expectativa e pressão ao time.

Evidente que não repetirão o 10 a 0, mas de vencer, e bem, o Palmeiras.

O time do Palestra Itália entra como franco atirador neste clássico.

O que vier é lucro.

Se empatar seria um grande resultado.

Vencendo, seria espetacular.

Antônio Carlos deverá colocar em campo uma equipe fechada, compactada para atuar nos contragolpes.

E rezar para a sua estabanada zaga estar em dia inspirado.

Contra o lanterna Sertãozinho, Marcos quase teve um enfarte de raiva com os dois gols que tomou.

O Santos de Dorival Júnior aceitará o desafio e tomará a iniciativa do jogo.

O Palmeiras deverá ter a estreia do rodado Ewerthon no seu ataque.

Neymar, Robinho e André aprimoraram finalizações.

Chegar perto do gol, eles chegam.

Mas Dorival os quer chutando muito melhor.

O instável Antônio Rogério Batista do Prado será o árbitro.

Não é bom para nenhum dos lados.

O Santos não quer assumir o favoritismo.

Nem o Palmeiras a zebra.

Mas o resultado mais esperado, diante da atual situação dos clubes, é uma vitória santista.

Como era esperada a vitória do São Paulo no Palestra Itália.

Mas não dá para fechar os olhos: a lógica aponta o Santos como favorito pleno.

A não ser se o tal raio palmeirense resolver cair de novo no mesmo lugar...

“Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi, vença o Flamengo.” Jesus Lopes, do São Paulo

Jesus te ama Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi, vença o Flamengo. Jesus Lopes, do São Paulo

"Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi deve vencer o Flamengo.

Até por uma questão de simpatia."

A brincadeira do assessor especial da presidência do São Paulo, João Paulo Jesus Lopes, revela a aliviada confiança no tetracampeonato brasileiro.

Ele comanda o futebol tricolor com Juvenal Juvêncio.

Há muito alívio pelo clube não depender de resultado de nenhuma outra partida que não seja sua para ganhar o título.

Nem a de Campinas entre Corinthians e Flamengo.

Basta ao São Paulo derrotar Goiás e Sport e o inédito tetracampeonato brasileiro está garantido.

A diretoria já tem definida até a premiação pelo título.

"Mas não daremos um tostão de mala branca para ninguém.

Não demos para o Goiás empatar com o Flamengo

O São Paulo não precisa disso.

Paga e bem aos seus jogadores.

E por isso conquistamos conseguimos tantos títulos", disse o dirigente em entrevista exclusiva.

Jesus: qual é o erro que o São Paulo não pode cometer nessas duas últimas partidas do Brasileiro?

Acreditar que já é campeão. Ficar otimista demais e perder o foco. Os jogos são muito difíceis. O Goiás merecia ter vencido o Flamengo no Maracanã. E o Sport jogará sem pressão, já rebaixado. Vencer o São Paulo seria uma façanha importante para os nossos adversários. Nós da diretoria sabemos que tudo o que não se pode fazer é perder o foco. Ficar com picuinha com qualquer outra coisa que não seja a concentração total para essas duas partidas...

Vocês da diretoria estão aliviados pelo São Paulo não depender do jogo Corinthians e Flamengo?

Olha, estamos aliviados por dependermos de nós. Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi deve vencer o Flamengo. Até por uma questão de simpatia... Mas falando bem sério agora, nós estamos focados no nosso jogo. Não queremos dar a chance de nos importar o que aconteça entre Corinthians e Flamengo. São dois clubes sérios mas o Flamengo tem o seu foco que também é ser campeão. E tem dois jogadores que estão vivendo uma grande fase. O artilheiro Adriano e Petkovic, que lembra os meias do passado, ditando o ritmo da partida, lançando, fazendo gols. O Flamengo tem um interesse maior em vencer essa partida de domingo. Isso é inegável.

Mas espera aí Jesus...O Corinthians já acionou o São Paulo para jogar a Libertadores no Morumbi?

Os comentários não param de chegar até nós. Parece que há esse desejo por parte do Corinthians. E estamos dispostos a conversar. Para nós não haverá problema algum...

Você acredita em complô do STJD para fazer do Flamengo campeão?

Não. De verdade, não acredito em nada dessas bobagens de trabalho extracampo para ajudar o Flamengo. O STJD já fez inúmeros julgamentos e nunca procurou prejudicar nenhum clube para ajudar outro. Isso é bobagem, conversinha para criar um clima ruim e prejudicar a todos nessa decisão de Brasileiro.

O que você pode falar sobre a declaração do Ronaldo Angelim que o São Paulo pagou R$ 300 mil para o Goiás não perder do Flamengo?

Um grande bobagem que serve de justificativa para um time que não ganha uma partida que precisava. Conversinha que não leva a nada. A nada. Não demos mala branca para o Goiás. O São Paulo não precisa disso. O clube paga e bem aos seus jogadores. E por isso conquistamos tantos títulos.

Mas espera um pouco, Jesus, a estrela do São Paulo também é imensa.

O clube perde para o Botafogo e o Flamengo não vence o Goiás...

A nossa estrela é o trabalho competente.

Estamos na liderança pelos pontos que acumulamos, pelas vitórias e empates.

Não somos o primeiro porque o Flamengo não venceu  o Goiás.

Somos os líderes porque mostramos trabalho duro durante todo o Brasileiro.

Trouxemos um treinador muito competente que fez a nossa equipe conseguir os resultados que precisava.

O São Paulo já tetracampeão brasileiro seguido?

De jeito nenhum.

Se não mantivermos a seriedade, nossa marca registrada, poderemos perder o título.

Repito a você, Cosme, os dois jogos contra o Goiás e Sport serão duríssimos.

Comemorar alguma coisa antecipada não combina com o São Paulo.

Só fazemos a festa quando a conquista está nas nossas mãos.

Antes não adianta.

E estão certas as contratações do Marcelinho e do Carlinhos Paraíba?

Só vamos falar em novos jogadores do São Paulo quando o Brasileiro acabar.

Até lá, nenhuma palavra sobre esse assunto, Cosme...

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Marcelo Teixeira. O sacrifício eleitoral do Santos no México…

man wearing a mexican hat Marcelo Teixeira. O sacrifício eleitoral do Santos no México...

Marcelo Teixeira.

A maior prova que o presidente faz do Santos o que quer é o amistoso de logo mais no México.

Ele fez a equipe fraca que montou para o Brasileiro viajar 18 horas e meia.

Para enfrentar o Santos Laguna, que fará a inauguração do seu estádio.

Até o cabo eleitoral, Vanderlei Luxemburgo, criticou o jogo.

Como ele não cumpriu a promessa de levar o clube à Libertadores, suas palavras não foram levadas tão a sério.

A partida foi acontece por um pedido do presidente Joseph Blatter.

Marcelo Teixeira poderia ter dito não que o Mundial Feminino de futebol aconteceria da mesma maneira.

Mas ele quis dar um ar heróico.

Para os incautos, o Mundial para Marta ganhar para o Santos só acontecerá por causa do amistoso.

Pelé dará o pontapé inicial, depois de show de Ricky Martin.

A partida acontecer e o clube embolsará R$ 300 mil.

R$ 300 mil.

Serão mais 18 horas para voltar.

E o time viajará direto para Porto Alegre.

No final de semana enfrentará o Internacional.

Não importa o desgaste.

Nem as quatro partidas finais.

Nada de útil cabe ao Santos no Brasileiro.

O time não conquistará o título, não chegará à Libertadores.

Mas também não cairá, dizem os defensores de Marcelo Teixeira.

Aliás, o que importa para ele é a eleição do dia 5 de dezembro.

E as fotos tiradas ao lado de Blatter, com a confirmação do Mundial Feminino.

Algo que Marcelo tentará espalhar que foi mérito, conquista sua.

Mas desde o início do ano, Blatter já afirmou que desejava a competição.

Sem atender a pedido de ninguém.

Fez o que a Fifa se especializou desde João Havelange: ver uma boa oportunidade comercial para o evento.

Só que em eleição vale tudo.

E posar de estadista internacional conta votos.

E o Mundial Feminino será atribuído a Marcelo Teixeira e ao jogo no distante México.

Mas não perguntem sobre o time de 2010.

Esse assunto não interessa...

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A luta de Ronaldo para voltar a ser careca…

Marcelo Tas A luta de Ronaldo para voltar a ser careca...

Ronaldo aprendeu o truque com Romário.

Sempre o ex-jogador aparecia com uma peça diferente do uniforme para treinar.

Era a certeza de flashes.

“As celebridades precisam sempre ter algo novo para os fotógrafos.

Nem que seja uma mulher”, brincava o ex-jogador.

Ronaldo aprendeu rápido.

E dá-lhe corte de cabelo ‘Cascão’, calções maiores, mangas dobradas, chuteiras douradas, prateadas e outras bobagens.

A lipoaspiração já foi uma mudança drástica.

Um caminho para a imagem que foi consagrada no mundo, a do ágil atacante que mereceu o apelido de Fenômeno.

Desde que chegou ao Corinthians, Ronaldo está amarrado.

Não pode fazer o que mais deseja.

Se livrar do ‘cabelo ruim’, como gosta de falar.

Ainda no Milan, ele assinou um contrato com a empresa suíça Crescina 5.

O mote da empresa foi ter feito crescer cabelo em um dos carecas mais famosos do mundo.

Só que Ronaldo cansou dos cabelos.

Tanto que seus cortes são cada vez mais curtos.

Sua vontade é voltar a ser careca, já disse às pessoas mais próximas que trabalham com ele.

E já tentou duas vezes cancelar o contrato com a Crescina.

A empresa disse não.

Só que Ronaldo está convencido que precisa começar 2010 da maneira que o planeta o conheceu.

Na campanha enorme que fará para voltar à Seleção Brasileira e disputar a Copa da África, ele considera perder os cabelos muito importante.

Ele quer voltar a ser careca.

Acredita que está no subconsciente das pessoas a associação do jogador de sucesso e careca na sua melhor fase da carreira.

Sente que sua aparência fica bem mais jovem do que os atuais 33 anos.

Pode ser um desperdício, uma bobagem.

Mas faz parte do marketing pessoal que Ronaldo não quer abrir mão.

Ele sabe que será o jogador símbolo do Corinthians no centenário.

E quer estar careca.

Ronaldo nem pode confirmar publicamente que está querendo cancelar o contrato.

Mas voltar a ser careca virou sua obsessão para 2010...

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Exclusivo.”Comigo o Flamengo é Flamengo.” Andrade.

ilustração1 Exclusivo.Comigo o Flamengo é Flamengo. Andrade. 

Andrade.

Só esse nome sobrenome já valeria uma estátua na Gávea. Campeão mundial, da Libertadores, quatro vezes Brasileiro.

Foi um dos maiores jogadores da história rubro-negra. Mas ele é a prova viva que no futebol brasileiro o que vale é aparência.

Se eu andasse de terno, falasse difícil, fizesse marketing seria treinador há muito mais tempo. Há quantas pessoas que não jogaram nada e estão enganando há anos.

Eu fiquei invisível na Gávea por anos. Ninguém me enxergava, me dava uma oportunidade de verdade. Ganhava menos de um décimo do que recebiam os treinadores. Era auxiliar.

O que doía era que eu sabia que poderia fazer mais do quem estava comandando.

Esperei por 12 anos até ter a chance de ser o técnico do Flamengo. Quem é humilde no Brasil sofre...”

O treinador do Flamengo deu uma entrevista exclusiva e corajosa ao blog.

Mais do que a reviravolta que o time deu no Brasileiro, ele revela o quanto foi duro chegar no posto que já estava preparado há anos.

O motivo era tão simples quanto revoltante.

“Por anos o Flamengo fechou as portas para os seus ex-jogadores. Eu e outros atletas importantes não éramos bem-vindos na Gávea.”

Andrade, vamos logo falar o porquê de tanta demora para você virar o treinador de verdade do Flamengo...

Essa é uma história longa e triste, mas vale a pena contar. Eu parei de jogar em 1997. Procurei emprego no Flamengo. Achei que me dariam uma chance por tudo que consegui dentro de campo.

Só que ninguém abriu a porta para mim. Estava desempregado. Procurei o Zico e ele foi um irmão. Me levou para trabalhar nas categorias de base do seu clube, o CFZ Foram anos trabalhando com os garotos.

Consegui descobrir vários jogadores talentosos. Foram sete anos com ele. Aprendi muito. Me preparei para ser treinador do principal. Tanto que assumi o time principal do CFZ, que jogava com muitos jovens.

Em 2003, os dirigentes do Flamengo me chamaram. Era para trabalhar com garotos da escolinha de futebol. Se chamava Flamengolândia, não era na Gávea.

Pensei um pouco e aceitei. Tudo ficou melhor em 2004, quando Júnior virou diretor do Flamengo e me chamou para treinar o time oficial do Flamengo.

Senti que estava livre para frequentar o clube novamente.

Espere um pouco: você não podia entrar no Flamengo?

Pessoas que não fizeram nada pelo clube proibiram ex-jogadores de entrarem na Gávea.

Essa situação durou anos. Tudo mudou só em 2004. Eu tenho o Flamengo no sangue. Sei como tudo acontece no clube.

Tinha uma vontade enorme de voltar e trabalhar pela minha equipe de coração. Foram mais de sete anos esperando para voltar à Gávea.

Era muito triste sentir que o clube onde ajudei a conquistar tantas coisas me virava as costas.

Aí você finalmente teve chance para trabalhar como auxiliar?

Depois de passar alguns anos trabalhando na base, tive a chance de ser auxiliar.

E me lembrei do que aconteceu com o Alcir Portela no Vasco. Eu fui auxiliar de muita gente boa como o Abel, Joe Santana, Ricardo Gomes, Cuca e tantos outros.

Sabia que tinha chance de ser técnico, mas ninguém me dava chance. Em 2004, o time estava para ser rebaixado. Tínhamos sete partidas pela frente. Não havia dinheiro no clube e resolveram apostar em mim.

Consegui evitar o rebaixamento. Tinha certeza que viraria treinador. Só que chegou janeiro o clube contratou Júlio César Leal.

E eu voltei a ser auxiliar, ganhando menos de dez vezes o que os treinadores ganhavam. Menos de dez vezes!

Fiquei com medo se ser o Alcir Portela do Flamengo. Um cara com potencial, mas que nunca seria reconhecido.

Prata da casa não tem valor?

Sinceramente? No futebol brasileiro, não. As pessoas sempre pagam mais e batem palmas para quem vem de fora.

Ainda mais nesta profissão de treinador. Muitos enganadores se dão muito bem. Se eu andasse de terno, falasse difícil, fizesse marketing seria treinador há muito mais tempo.

Há quantas pessoas que não jogaram nada e estão enganando há anos. Eu fiquei invisível na Gávea por anos. Ninguém me enxergava, me dava uma oportunidade de verdade.

Isso continuaria assim se não fosse o presidente Márcio Braga. Quando o Cuca saiu ele resolveu apostar em mim. E fiz o que tinha de fazer.

Qual era o problema do Flamengo?

Medo. Para mim o Flamengo nasceu, tem vocação para atacar. O time tinha medo de jogar fora de casa. Só se sentia protegido no Maracanã. Acabei com essa bobagem.

Reuni o grupo de jogadores e mostrei que só tínhamos duas vitórias fora de casa. Falei que daquele momento para frente, queria o time atacando onde quer que jogássemos.

Tratei de colocar três atacantes. E sabia que tinha cinco grandes jogadores no elenco que precisavam ser ouvidos.

Precisavam ganhar confiança. Tratei de conversar com cada um em separado.

O Adriano, o Petkovic, o Zé Roberto eram três quem eram os outros? E quais os problemas que os cinco tinham?

Os outros dois eram o Leonardo Moura e o Juan. Os cinco tinham problemas diferentes que precisavam da mesma solução: confiança.

Falei claro com cada um que para o Flamengo ser forte, eu precisava de cada um jogando tudo o que poderia. E que eu confiava em cada um deles.

Liberei o Adriano, o Pet e o Zé Roberto para fazer o que mais sabem: driblar, atacar, chutar a gol. Era isso que eles precisavam: jogar onde rendem melhor, que é o ataque.

O Adriano é um dos três melhores atacantes do mundo. Eu sei o que estou falando. O Zé Roberto estava sem moral. Só que ele tem talento para a Seleção Brasileira. E o Pet é sensacional.

O Léo vinha de problemas pessoais. E o Juan de contusões. Eles sentiram que agora existe um treinador que não tem medo de atacar, que deixa que eles façam o que sabem em campo.

Isso sem deixar o Flamengo vulnerável. O time é compactado, marca forte e ataca em bloco. Sei muito bem juntar a modernidade com o talento no toque de bola.

Não sou um romântico que pretende jogar como na década de 80. O Flamengo joga de uma maneira muito moderna.

Como você usa a torcida do Flamengo?

Primeiro agradeço o privilégio de ter a melhor torcida do Brasil. Ela te apóia do primeiro ao último minuto. E espera que o Flamengo ataque. Ela te empurra.

Não adianta ser burro e ir contra ela, tentando colocar o time na defesa. Não combina. Basta não ser covarde que você tem uma aliada invejável.

Qual a importância de vencer o Botafogo no Engenhão?

É fundamental para nós a vitória. Quando eu assumi era piada falar que o Flamengo brigaria pelo G4, pela Libertadores.

Nós estamos muito perto disso e com chances até de sonhar com o título. Para mim, o favorito ainda é o Palmeiras. Mas nós temos chances reais e vamos brigar por ela.

Vamos enfrentar o Botafogo como se fosse uma decisão. Esses três pontos são fundamentais para o que queremos. Queremos ser campeões do Brasil.

Quem trabalha no Flamengo não pode ter medo de querer o melhor, buscar sempre ser o primeiro.

Você ganha hoje o salário de um treinador de verdade?

Sim. Me sinto reconhecido em todos os aspectos. E, sinceramente, eu faço por onde merecer. Trabalho muito, muito mesmo. Os resultados não surgem do nada.

O Zico não cansa de te elogiar. Mas disse que você arriscou muito o seu status de ídolo flamenguista...

O Zico é meu irmão e quer o melhor para mim. Graças a Deus sei que sou ídolo no Flamengo como jogador. Isso ninguém irá tirar. Sou agora o técnico Andrade.

E sou uma pessoa preparada para ser treinador há muito tempo. Tive a chance agora e não vou largar. Sou mais determinado do que as pessoas aqui do Rio podem achar.

E te digo mais. É um caminho sem volta. Serei treinador até o final da minha vida. Quero fazer o máximo para o clube que eu amo que é o Flamengo.

Mas a minha vida como técnico vai seguir quando eu sair daqui. Em qualquer clube grande que aparecer. Continuo sendo uma pessoa humilde, mas sei muito bem o que quero...

“Que rebaixamento, o quê? O Avaí quer é a Libertadores.” Silas

Hula Que rebaixamento, o quê?  O Avaí quer é a Libertadores. Silas

Somem os salários de Fred, Souza do Corinthians e Obina.

O resultado é igual à toda folha salarial do Avaí, R$ 600 mil mensais.

Ou seja, um mês do que o Corinthians paga a Ronaldo é o equivalente a dois meses e meio do que recebe todo o departamento de futebol avaiano.

Mesmo com o dinheiro curto, de franco favorito ao rebaixamento, o time catarinense se transformou na sensação do Brasileiro.

Presidente, jogadores e torcedores apontam o motivo da metamorfose: Silas.

O treinador de 44 anos quer mais.

Em entrevista exclusiva ao blog, Silas assume: deseja a Libertadores.

Seu time esta a apenas seis pontos do quarto colocado do campeonato.

No mínimo, o técnico exige a Copa Sul-Americana.

Depois dos oito últimos jogos do Brasileiro, momento de definição.

“Eu tenho a proposta do Avaí para continuar.

Aqui eu me sinto em casa.

Há algumas outras possibilidades.

Eu quero crescer na vida, na carreira.

Mas só saio daqui se for para deixar as portas escancaradas para voltar um dia.”

Silas: você foi escolhido pela mídia como o melhor técnico da Série B no ano passado. Há enormes chances de ser escolhido como o melhor da Série A.

Você sabe que não vai continuar no Avaí, não é?

Vamos com calma, Cosme.

Eu sou uma pessoa muito centrada, tenho meus pés no chão.

O meu trabalho no Avaí só deu certo porque as pessoas que comandam e os jogadores acreditaram em mim.

Tive estrutura, foi respeitado o meu planejamento.

Sei que sou a bola da vez.

Não por ser melhor do que ninguém.

O motivo é outro.

Sou novidade.

O mundo do futebol quer saber até onde vai a minha capacidade como treinador.

Só que eu quero pensar no meu futuro e no do Avaí com muita calma.

Quero crescer na carreira, na vida, mas não deixaria nunca o clube na mão.

Eu tenho a proposta para renovar.

Fui sincero.

Só vou decidir quando o Brasileiro acabar.

Antes eu tenho o sonho de brigar pela Libertadores.

Libertadores? Não é irônico? Nas primeiras rodadas você tinha de lutar para sobreviver. O Avaí perdeu vários jogos seguidos e era favorito ao rebaixamento...

Sim. A mídia do Brasil já nos dava como rebaixados.

Nós, o Santo André, o Barueri e o Náutico.

Fomos mal nas primeiras partidas, mas eu tinha a convicção que tudo melhoraria.

Eu sabia do potencial dos meus jogadores.

Tinha a nítida consciência que o nosso potencial não era pior do que muitas equipes.

A pressão foi forte, mas tive apoio de todos aqui em Santa Catarina.

O estado está muito carente de sucesso no futebol.

E fomos fortes para dar a resposta a nós mesmos.

Estamos bem porque o elenco é reduzido, mas tem qualidade.

Você acha que o Brasileiro está equilibrado?

Demais.

Não há uma grande equipe que se destaque.

Há vários ótimos elencos como o do Palmeiras, o São Paulo, o Cruzeiro, o Internacional, o Grêmio, o Atlético Mineiro.

Mas os times estão equiparados.

O sucesso do Avaí está no comprometimento dos jogadores.

E na maneira tática que o time se comporta.

Nós treinamos muito.

Há vários esquemas que podemos montar para enfrentar nossos adversários.

E importantíssimo é o atleta confiar cegamente no que o treinador fala.

Isso eu consegui no Avaí.

Ajuda muito eu ter sido um jogador da elite.

Disputei duas Copas do Mundo.

Muitas vezes eu falei em preleções como poderíamos ganhar ou perder uma partida.

Dependendo de uma jogada, um escanteio mal marcado.

E o que eu falei aconteceu.

Não porque sou mágico, mas porque já passei muitas vezes por situações que eles estão passando agora.

Foi difícil não desistir quando o Avaí estava nas últimas colocações?

Sei que seria muito mais fácil abandonar o clube.

De uma maneira até estranha, eu fui poupado pela torcida, pela imprensa.

Havia a sensação que não estava faltando seriedade e trabalho da minha parte.

E, repito, sabia quem eu tinha nas mãos.

Trabalho há quase dois anos aqui.

Peguei o time na Série B e levei para a Série A.

Depois, conseguimos vencer o Campeonato Catarinense.

Ou seja: conhecia profundamente os meus jogadores e os meus dirigentes.

Não tive medo, não larguei tudo porque acreditava na honestidade e profundidade do nosso trabalho.

Você teve várias propostas para deixar o Avaí durante o Brasileiro. E de clubes mais tradicionais do futebol brasileiro. Por que não foi?

Porque eu tenho caráter, palavra.

Meu contrato vai até o final do ano e vou cumprir.

Podem pensar que perdi oportunidades, mas eu durmo em paz.

Meu pai morreu quando eu tinha 20 anos.

A coisa mais importante que ele me ensinou foi respeitar a própria palavra.

Ser um homem correto, justo.

Eu quero continuar digno até morrer.

Olhando todos nos olhos, com a ajuda de Deus.

Depois que você parou com o futebol começou a trabalhar como empresário. Logo largou. O motivo foi o cenário desonesto?

Eu sou uma pessoa sincera.

Larguei porque senti que não iria me submeter a várias coisas para vencer como empresário.

Não vou entrar em detalhes, mas posso te dizer que não gostei do que vi e ouvi.

Então preferi mudar a minha vida de rumo.

Nós temos consciência e visão para mudar quando as coisas não nos agradam.

Eu não nasci para ser empresário de futebol no Brasil.

Quero falar que não são todas as pessoas que não são corretas.

Mas há várias que fazem o que eu não faria.

Qual o milagre que você com o Marquinhos? Ele era um jogador desacreditado depois de várias passagens frustradas em clubes tradicionais?

Não fiz milagre nenhum.

Quando o Batista saiu do Avaí eu chamei o Marquinhos para uma conversa.

Fui direto. Falei que ele seria o grande líder do meu time e o meu camisa 10.

Disse que daquele momento em diante me representaria em campo.

O Marquinhos só estava precisando de apoio para voltar a ser o grande jogador que sempre foi.

Estou muito satisfeito com ele.

Com o Muriqui.

Enfim, com todos os jogadores.

O comprometimento e a entrega desse elenco são invejáveis.

Eu sou um privilegiado.

Qual foi o treinador que mais o influenciou?

Tive a chance de trabalhar com vários muito importantes.

Mas eu quero falar agora do Antônio Lopes.

Ele faz uma coisa que os melhores técnicos do mundo fazem e ninguém percebe.

Ninguém trabalha tão bem com estatística como ele.

Quando o time que está treinando entra em campo sabe como o adversário joga.

Por onde força as jogadas.

Como faz a maioria dos gols.

Como toma os gols.

Quais jogadores cansam no segundo tempo.

Enfim, detalhes fundamentais.

Ele me passou isso e eu aplico com todo cuidado.

O Antônio Lopes me ensinou que cada adversário é mesmo um adversário diferente.

Por isso passo dias e noites estudando a maneira de anular e ganhar o nosso próximo jogo.

No futebol atual não há mais espaço para improvisos.

No Brasil não há mais Pelé...

Qual será o seu futuro, Silas?

Onde estará em 2010?

Não sei.

Só tenho certeza que farei tudo para levar o Avaí para a Libertadores.

O nosso time lutará demais nestes oito jogos.

É preciso ter objetivo na vida.

Vamos lutar.

E depois do Brasileiro analisar com calma o que será melhor.

Para mim e para o Avaí.

O balanço não está nada mal para quem era favorito ao rebaixamento, não é?

Um aviso à diretoria do Corinthians. A Libertadores de 2010 começará em três meses…

ensaio cegueira poster 450 Um aviso à diretoria do Corinthians. A Libertadores de 2010 começará em três meses...

Mano Menezes estava irritadíssimo ao final da partida de hoje, em Pernambuco.

O Corinthians foi dominado e perdeu para o Sport por 2 a 0.

“Faltou qualidade de jogo. Qualidade de jogo”, repetiu, nervoso.

Ele sabe muito bem o motivo do nervosismo.

A derrota não tem significado real ao Corinthians.

O time não tem chance de chegar ao título.

Nem é ameaçado pelo rebaixamento.

O que mexe com o humor do treinador é apatia dos dirigentes.

Ele não vai assumir publicamente nunca.

Só que ninguém melhor do que o técnico sabe que o tempo está passando.

E vem por aí o ano do centenário corintiano.

Cruzeiro pelo litoral já está marcado, a busca de um patrocinador disposto a gastar R$ 50 milhões.

Artistas estão sendo contatados para shows históricos.

Amistosos fora do Brasil com Ronaldo como garoto propaganda.

O marketing tem trabalhado muito.

Mas Mano está inquieto.

E as novas contratações?

O clube terá condições de fechar com Riquelme?

O lateral esquerdo será Júlio Cesar?

Kléber Pereira, Borges serão contratados?

Dida voltará?

Até o nome de Lugano vem sendo falado por empresários...

Mano já falou ao presidente Andres Sanches que precisa reforçar, e muito, o elenco.

Apenas Ronaldo não fará milagres.

Ele quer os reforços assim que o Brasileiro acabar.

Por isso o time terá férias antecipadamente.

Mano sabe que seu tempo será reduzido demais para entrosar o time.

As saídas de Douglas, André Santos e Cristian desmoronaram a equipe que venceu o Paulista e a Copa do Brasil.

Tudo por causa de menos de R$ 11 milhões.

“Futebol é business”, justificou o diretor Mário Gobbi, como se trabalhasse na Bolsa de Valores e não no Corinthians.

Os ingressos para a Libertadores deverão custar entre R$ 50,00 e R$ 500,00.

O Pacaembu foi esticado para 40 mil torcedores.

O motivo: poder abrigar a final da Libertadores.

A diretoria e os torcedores têm certeza que a equipe chegará até a final.

Baseados em Ronaldo e em uma equipe imaginária, que está longe de estar montada.

Mano sabe que está na alça de mira.

O entorno está preparado.

Só falta o time.

E as folhinhas do calendário não perdoam.

2010 e o início da Libertadores estão perto demais.

No Parque São Jorge parece que só Mano Menezes está enxergando...

Corinthians se considera “livre de vez” do Morumbi. Com a liberação do Pacaembu para 40 mil pessoas…

plastic man Corinthians se considera livre de vez do Morumbi. Com a liberação do Pacaembu para 40 mil pessoas...

Golpe de mestre para seduzir o Corinthians.

E fazer com que o clube assuma a administração do Pacaembu.

Silenciosamente, o secretário municipal de esportes, Walter Feldman, pediu uma avaliação ousada ao Contru.

O pedido foi para os técnicos avaliarem se era possível liberar o estádio de 37 para 40 mil pessoas.

Tudo foi feito sem alarde.

Essa avaliação foi planejada desde que o Corinthians ganhou vaga para a Libertadores de 2010.

Se desse errado, ninguém saberia.

Acontece que os técnicos chegaram à conclusão que o estádio pode ser liberado para 40 mil pessoas.

A liberação foi feita hoje, com a publicação do laudo no Diário Oficial do Município de São Paulo.

A notícia da liberação já havia chegado à diretoria corintiana no início da semana.

A empolgação ficou por conta do vice de marketing, Luiz Paulo Rosenberg.

Ele é quem mais quer o estádio sob o controle do Corinthians.

E briga para convencer o presidente Andres Sanches a se comprometer com os R$ 100 milhões para a reforma do estádio.

Com a liberação para 40 mil pessoas, o clube poderá mandar no estádio até a decisão da Libertadores.

O prefeito Gilberto Kassab também ficou empolgado com o ‘crescimento’ do estádio.

Ele sabe o quanto é importante não perder o dinheiro que a torcida corintiana leva ao estádio nos grandes jogos.

Andres Sanches já falou a conselheiros que o Corinthians está ‘livre de vez’ com a liberação para 40 mil pessoas.

E com isso, o presidente cumprirá a sua palavra: não levar nos próximos três anos o Corinthians como mandante para o Morumbi.

Por seus cálculos, com a grande majoração dos preços dos ingressos para a Libertadores, o Pacaembu será mais lucrativo ao Corinthians do que o Morumbi lotado.

O clima na sede da prefeitura, na secretaria municipal de esportes e, principalmente, no Parque São Jorge é o mesmo.

De muita festa.

Todos comemoram o ‘crescimento’ do Pacaembu.

A liberação já vale para a próxima partida do Corinthians no estádio: contra o Cruzeiro...

Kléber entre a dor e o bisturi…

x men origens wolverine 2009 nota2 Kléber entre a dor e o bisturi...

Desta vez não é entre Palmeiras e Cruzeiro.

Mas entre diagnósticos.

O atacante cruzeirense saiu hoje de mais um treinamento sentindo dores.

No púbis.

Desde a Libertadores da América, o jogador convive com essas dores.

Só que elas aumentaram.

O departamento médico cruzeirense acredita que é possível curá-las sem operação.

O jogador veio até São Paulo se consultar.

O diagnóstico foi claro: continuar com o tratamento intensivo, mas...

Se as dores voltarem, o caminho indicado seria a operação.

A cirurgia é bem simples.

Porém, custaria ao artilheiro 30 dias de recuperação.

O atacante já se convenceu que o melhor é ser operado.

A direção do Cruzeiro fica com a opinião do seu departamento médico.

E o DM quer insistir no tratamento.

Há também o lado do desgaste do jogador e a torcida.

Os torcedores querem a sua saída.

Não o perdoaram por haver participado de uma partida com a torcida do Palmeiras.

Justo antes da partida contra o ex-clube.

Diante das vaias no estádio e protestos no clube, Kléber não tem a menor motivação para continuar jogando com dores pelo Cruzeiro.

Pela torcida que o xinga.

A situação está mais do que complicada.

Há desconfiança de ambos os lados.

O desgaste do jogador com o clube mineiro vai aumentando.

E a chance de sua permanência em 2010 diminuindo, diminuindo, diminuindo...

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