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” O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou f…”

joel  O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou f...

No título do post ficaria muito forte.

Agressivo.

Mas as frases de Joel Santana merecem serem escritas por inteiro.

" O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou foda..."

O desabafo do treinador do Botafogo aconteceu logo após a vitória contra o Fluminense.

Em um gol irregular de Caio, lance mais do que claro.

Ele chutou e a bola foi na direção de Herrera, mais do que impedido.

O argentino abriu as pernas e atrapalhou o goleiro Rafael.

Mais irregular do que isso só se entrasse o pai de Caio em campo e fizesse o gol.

O árbitro Péricles Bassols confirmou o 3 a 2 por uma pane mental, não há outra explicação.

Ele simplesmente tirou o Fluminense da disputa do Campeonato Carioca.

Na partida, o time de Cuca foi muito bem.

Principalmente no primeiro tempo quando trucidou o rival.

Perdeu vários gols.

Daí nasceu a história do palavrão do pacífico Joel Santana.

Durante todo o jogo ele disse que três torcedores o ficaram xingando.

Nos primeiros 45 minutos, eles até tiveram razão.

O Botafogo jogou atrás, tentando apenas ganhar a partida nos contragolpes.

No meio de campo, o medo.

Com jogadores só de marcação.

Quando Joel Santana tomou coragem, trocou Sandro Silva por Edno e Túlio Souza por Caio.

As alterações reequilibraram a partida.

O jogo continuou emocionante.

Até o gol completamente irregular de Caio.

Ao final do jogo, Joel Santana se virou para o trio que o perturbou e falou sobre as suas qualidades.

E o treinador precisa mesmo ter o seu valor reconhecido.

Quando assumiu a equipe no lugar de Estevan  Soares, o Botafogo vinha de uma goleada escandalosa para o Vasco.

Derrota por 6 a 0.

Joel Santana estava ferido.

Pela demissão sumária da África do Sul, que matou o seu sonho de disputar como treinador uma Copa do Mundo.

A gozação com seu fraco inglês.

Depois, veio a recusa da direção do Vasco de contratá-lo.

Ele soube que Roberto Dinamite e companhia queriam um treinador mais jovem.

E apostaram e perderam com Mancini.

Joel tratou de dar estrutura tática ao time branco e preto.

Reestruturou a maneira de marcar.

O Botafogo privilegia o preenchimento de espaços, marcação forte, chata e o contragolpe em velocidade.

Além das muitas bolas aéreas.

O resultado foi imediato.

Vitória diante do badalado Flamengo na semifinal.

E a consagração vencendo o primeiro turno contra o Vasco.

O mesmo da humilhante goleada por 6 a 0.

Joel Santana tomou uma bela invertida com a eliminação da Copa do Brasil pelo Santa Cruz.

Mas conseguiu recuperar o time para enfrentar o Fluminense do iluminado Fred.

O atacante adversário não foi suficiente.

A caminhada do Botafogo de Joel continua.

Ele está apenas a uma partida do título carioca.

Vai esperar pelo vencedor de Vasco e Flamengo.

Basta vencer no próximo domingo e nova festa do 'rei do Rio'.

Pela reviravolta que provocou no Botafogo, o velho treinador tem o direito sim de bater no peito.

E gritar para quem quiser e para quem não quiser ouvir...

" O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou foda."

E quem vai dizer que não?

Dodô e Joel Santana. Muita mágoa silenciosa no Maracanã…

dd1 Dodô e Joel Santana. Muita mágoa silenciosa no Maracanã...

Dodô e Joel Santana.

Final da Taça da Guanabara.

A ligação do atacante com o Botafogo...

E do treinador com o Vasco....

Sugere que os dois jogarão do lado errado da decisão.

Mas, por isso mesmo terão uma motivação mais do que especial: a mágoa.

No festivo futebol carioca não há porque comentar as decepções da vida.

Com tanta praia, sol, mulheres bonitas a cada canto por que falar de tristeza?

Mas Joel Santana e Dodô acalatam sua dor de maneira silenciosa.

Ninguém pergunta.

Todos querem vender o clássico.

Constrangimento, deixa para lá.

Aqui, não.

Vamos começar por Dodô.

O Botafogo conseguiu magoar um nômade.

O atacante teve três passagens pelo clube.

Somando as três chegou a dois anos e meio.

Foram 124 partidas e 88 gols.

Foi o clube em que o frio Dodô mais vibrou.

E de quem esperava uma ajuda no momento mais difícil não só da carreira, como da vida.

Quando foi flagrado pelo antidoping e foi suspenso, Dodô se isolou em São Paulo.

Vivia com a família e treinava em academias e jogava futebol com amigos.

Tinha certeza de que ao final da pena, o Botafogo o iria resgatar.

A ele e ao amigo Rodrigo Beckham que se recuperava de uma operação mal feita no joelho.

Só que a atual diretoria botafoguense o enrolou.

Não mostrava confiança no seu retorno ao futebol.

E ofereceu um salário pequeno demais.

Dodô nem acreditou no que ouviu.

E tratou de fechar com o Vasco.

Mas durante toda a sua recuperação era em jogar de novo com o Botafogo que ele sonhava.

Ele terá um prazer todo especial, mórbido até em homenagear o seu clube do coração marcando quantos gols puder.

Já foi assim na goleada humilhante por 6  a 0.

Do lado de Joel Santana, o contrário.

Ele nasceu para o futebol em São Januário, como jogador.

Passou por Olaria e América do Rio Grande do Norte, mas tudo que ganhou correndo atrás da bola foi no Vasco.

Venceu o Carioca e o Brasileiro de 1974.

Seu primeiro título também como treinador o Campeonato Carioca.

Venceu o torneio João Havelange e a Mercosul histórica de 2000, quando o soberbo Palmeiras tomou até champanhe no intervalo, vencia o Vasco por 3 a 0. Perdeu por 4 a 3, em pleno Palestra Itália.

Joel Santana sempre considerou o Vasco sua casa.

Até que veio a África do Sul.

Foi esperançoso em treinar a seleção de casa na Copa do Mundo deste ano.

Quem o indicou o derrubou.

Parreira lhe deu e tirou o cargo.

Seu trabalho foi pífio mesmo no continente africano.

A dificuldade em falar inglês virou piada internacional.

Humilhado, triste, Joel Santana esperou pelo Vasco.

Dorival Júnior fez excelente campanha na Série B e subiu com a equipe.

Mas discutiu com Roberto Dinamite por pedir muito alto e negociar com o Grêmio.

Deixou o clube.

A amigos, Joel Santana tinha certeza que o seu amado Vasco o resgataria da tristeza que acumulou na África.

Nada feito.

Seu nome foi vetado.

Considerado ultrapassado.

E o jovem Mancini foi contratado.

Por isso, nada melhor do que mostrar que a prancheta ainda tem poder.

Joel Santana quer provar porque é chamado de o rei do Rio.

Esse confronto de mágoas entre Dodô e Joel Santana é um componente importantíssimo no clássico.

Mas não há porque explorá-lo.

Rio de Janeiro é festa, alegria

Mas seja quem for dos dois que sair vencedor do clássico terá um sorriso diferente.

Ninguém mais precisa saber, além dos amigos e dos familiares.

Dodô e Joel Santana guardam no fundo do criado-mudo a mágoa por terem sido rejeitados pelos clubes que amam.

E querem começar a se livrar dela domingo à noite...

Gordon Banks do Norte. Invente outra desculpa para o seu Botafogo, Joel Santana…

gordon Gordon Banks do Norte. Invente outra desculpa para o seu Botafogo, Joel Santana...

"Os primeiros jogos da Copa do Brasil foram feitos para dar a alegria à torcida do time pequeno da casa.

E a classificação antecipada para os grandes do país.

Quem pensar isso e não se matar em campo quebra a cara."

A dura definição sobre o início da Copa do Brasil foi dada ao blog anos atrás por Luiz Felipe Scolari.

Felipão sabe o que fala.

O grande exemplo aconteceu no Pará.

O Botafogo estava levantando sua moral.

Depois da humilhante derrota por 6 a 0 para o Vasco, trocou Estevam Soares por Joel Santana.

Ele foi contratado para fazer terapia em grupo.

Conseguiu.

Diante dos fraquísssimos clubes pequenos do Rio, assegurou a vaga para a semifinal do primeiro turno carioca.

Vale troféu e volta olímpica, convem lembrar, irmãos portugueses que acompanham o blog: a Taça Guanabara.

E foi assim que o Botafogo chegou no Pará.

Paysandu, Remo e Tuna Luso vivem gigantescas crises financeiras.

Não podem nem sonhar com a Série B.

Imagine a Série A.

A carência é tão grande que se Obina for tomar um sorvete de açaí, em Belém, pode ser entronado como imperador do futebol.

Então dá-lhe festa para todos no Botafogo.

Literalmente.

Dos reservas ao massagista.

Foram tratados como rei.

O adversário, o São Raimundo, é lanterna do Campeonato do Pará.

Dois empates em quatro partidas.

Ou seja: dois pontos em 12 disputados.

Joel Santana tinha duas preocupações.

Fazer com que seus jogadores esquecessem a semifinal contra o Flamengo.

E ganhar por dois gols de diferença para eliminar a partida da volta.

O Botafogo entrou com seu ataque arrasador, Loco Abreu e Herrera.

Vamos voltar ao capítulo "terapia de grupo".

Joel levantou o ânimo.

Seu time irá lutar contra qualquer adversário.

Mas talento não nasce em preleção, em conversas ao pé do ouvido, em carinho.

Se fosse assim, o time da igreja de padres da igreja matriz de Caconde seria imbatível.

A partida foi um clássico.

Disputada palmo a palmo.

E vitória suada do São Raimundo por 1 a 0.

Gol de Branco de cabeça, em falha generalizada da zaga.

No Colosso de Tapajós, em Santarém, os paraenses se impuseram.

Vitória festejada como se fosse jogo eliminatório para a Copa do Mundo.

Derrota doída, triste, deprimente.

Que abala a tão machucada confiança da apaixonada torcida botafoguense.

Joel Santana  veio com o discurso preparado.

Como não poderia jogar a culpa no árbitro de Brasília, Wilton Pereira Sampaio, escolheu um simpático vilão.

O goleiro Labilá.

Ele foi um monstro, o Gordon Banks do Norte.

É a maneira mais suave de desviar o foco e não olhar para o próprio umbigo.

O Botafogo não conseguiu nada do que queria no Pará.

Irá fazer o segundo jogo no Rio.

E entra cabisbaixo contra o ainda mais favorito Flamengo.

O lembrete final: Luiz Felipe Scolari surgiu para o cenário brasileiro com o Criciuma.

Em 1991, ele venceu a Copa do Brasil com o time catarinense.

E havia muita festa para os adversários que iam cumprir tabela e passear na aprazível cidade...

Como é gostoso o Campeonato Carioca. Não é Joel Santana?

 

rioo Como é gostoso o Campeonato Carioca. Não é Joel Santana?Basta reparar com cuidado, atenção.

A fórmula do Campeonato Carioca é a da alegria.

Da empolgação.

Da folia.

Que torneio no mundo vale festa para o primeiro turno?

Volta olímpica?

Taça?

E o direito a entrar no currículo?

Existem vários jogadores cujo maior e único mérito na vida foi ter ganho a Taça Guanabara ou a Taça Rio.

O primeiro ou o segundo turno do campeonato do Rio de Janeiro.

A fórmula é da alegria porque ainda reúne duas semifinais.

E ainda os times pequenos não são pequenos.

São minúsculos.

Ou seja, festa garantida para os torcedores do Flamengo, Vasco, Fluminense e até do Botafogo.

O glorioso alvinegro agora tem Joel Santana.

As dívidas contiuam imensas.

O elenco fraquíssimo, mas tem Joel.

Estevam Soares foi riscado do mapa depois do vexame, da goleada histórica por 6 a 0 para o Vasco.

Mesmo no paraíso tropical não se perde por 6 a 0.

Mas foi graças a essa goleada que Joel Santana voltou ao noticiário.

Depois de indicado e derrubado por Parreira da África do Sul.

Mas o que interessa é que bastaram algumas vitórias contra adversários fraquíssimos e o Botafogo voltou à crista da onda.

O Campeonato Carioca é para isso mesmo.

O time de Joel Santana hoje enfrentao Rezende.

O Botafogo não precisa nem ganhar, até mesmo nem empatar.

Pode até perder e se classificar.

Basta o  Madureira não vencer o Vasco.

E não deve vencer.

Assim não há medo algum para Joel, que não terá o artilheiro do século, Herrera suspenso.

Vai de Caio, o garoto de 19 anos.

Está ótimo, serve.

O Campeonato Carioca é assim.

Uma vaga em qualquer semifinal dá força ao treinador, aos jogadores.

E engana a torcida.

O Flamengo ganhou com todos os méritos o Brasileiro de 2009 com uma arrancada fulminante.

Mas o Fluminense e o Botafogo?

Se salvaram do rebaixamento graças aos céus.

O Vasco estava na Série B.

Mas isso não importa.

Quem pensa, questiona não aproveita a festa.

Vamos Fogão.

Vamos Joel.

A semifinal da Taça Guanabara nos espera...

Joel Santana e o Botafogo. Nascidos um para o outro…

joel Joel Santana e o Botafogo. Nascidos um para o outro...

Titio Joel.

O Botafogo demitiu Estevam Soares e não perdeu tempo: contratou Joel Santana.

Por um ano.

É o retorno do técnico que quase chegou à Copa do Mundo dirigindo a África do Sul.

Desde a sua demissão, ele esteve com um pé no Fluminense.

A arrancada absurda puxada por Fred evitou que assumisse o cargo de Cuca.

Esteve com um pé e meio no Vasco.

A ala mais 'progressista' que sustenta o presidente Roberto Dinamite quis seguir na linha de um treinador jovem, do estilo de Dorival Júnior

E o cargo caiu no colo de Mancini, mais pela certidão de identidade do que os últimos trabalhos no Santo e no Vitória.

Joel Santana e sua famosa prancheta.

Ele caiu no gosto dos dirigentes dos clubes cariocas porque os jogadores o amam.

E têm razão de amar.

Nada de bronca, cobrança violenta, multa.

Joel é o principal adepto do País do 'carinho'.

Ele entende que jogador de futebol tem de ser valorizado, adulado, empurrado para frente.

Mesmo que o seu potencial seja menos do que o limitado.

Muitas vezes isso dá certo.

Outras vezes, não.

Ele teve uma passagem fulminante no Corinthians.

Não conseguiu o mínimo sucesso.

E ainda reclamou que 'paulista é um povo sério, fechado demais'.

Isso porque Joel merece o apelido de 'paizão'.

Adora brincar com os jogadores, dirigentes e jornalistas.

Os repórteres paulistas da época, 1997, não entenderam.

Inclusive o dono do blog.

E ele durou menos de seis meses.

Os dirigentes mais modernos acreditam que o estilo de Joel está ultrapassado.

Seus treinamentos nunca foram puxados.

Com os jogadores estafados.

Muito pelo contrário.

Para ele a conversa é tão importante quanto o treinamento, os coletivos.

Já fez trabalhos incríveis assim.

Como salvar o Flamengo do rebaixamento em 2007 e ainda o classificando para a Libertadores.

Foi campeão brasileiro uma vez, com o Vasco da Gama contra o São Caetano.

Em compensação, ele é o rei dos Cariocas.

Ganhou seis vezes o título estadual.

Aos 61 anos, Joel chega ao Botafogo para fazer o que melhor aprendeu.

A diretoria não está preocupada com modernidade, palestras em 3 D.

Quer ver o time sobreviver.

Joel já sabe que estratégia adotará.

Irá recolher os cacos e conversar, conversar, conversar.

E inflar egos inseguros, descrentes do próprio futebol.

Essa é a principal arma do Titio Joel.

Ele brinca sempre dizendo que seu gênio alegre se deve à data de nascimento.

Joel  tem Natalino como seu segundo nome.

Ele, que nasceu no dia 25 de dezembro, acabou ganhando com um mês de atraso o presente que sonhava.

Um clube carioca mergulhado na crise;

Pois bem: a diversão será boa.

Bom proveito, Joel...

Fluminense perto de anunciar Joel Santana…

apanhar Fluminense perto de anunciar Joel Santana...

 
Logo após o empate entre Fluminense e Universidad do Chile, as cúpulas da Unimed e do Fluminense trocaram telefonemas.

A vontade da patrocinadora é trocar mais uma vez o treinador do clube. Ter um novo técnico, o sexto em 2009.

Ao afirmar que ‘está pronto’ para voltar a trabalhar o mais rápido possível e que não teria medo de assumir Botafogo ou Fluminense, Joel Santana incendiou as Laranjeiras.

O trabalho de Cuca outra vez vem sendo questionado. A Copa Sul-Americana estava sendo o escudo para o treinador.

Mas depois de o time estar vencendo por 2 a 0, os dirigentes não perdoaram o empate em 2 a 2.

Os comandantes do futebol do clube reconhecem que o perfil de Joel Santana seria perfeito.

Paizão, amigo dos jogadores, engraçado, confiante, ele poderia fazer o ‘milagre’ de evitar o rebaixamento.

O tom da conversa cresceu hoje pela manhã. Há muita chance de acontecer a troca de comando no Fluminense neste final de semana.

A partida contra o Goiás, em Goiânia, é crucial para a sobrevivência da equipe.

Joel Santana pessoas ligadas à diretoria do clube pediram para Joel ficar de prontidão. Cuca já percebeu o que está acontecendo.

Mas não irá se manifestar. Diz a amigos que tudo está nas mãos da diretoria, por ele, vai até o ‘fim’.

Para o bem ou para o mal. O que Joel Santana fez foi o mesmo que Parreira.

Mesmo sabendo que uma declaração sua poderia atrapalhar o trabalho de Joel na África, Parreira falou.

Deu uma entrevista para a imprensa sul-africana se dizendo disponível para voltar à África.

Em outras palavras: pronto para tomar o lugar de Joel Santana. E deve ser o que acontecerá.

No futebol é assim. Quando um treinador deseja o lugar de outro, tudo dependerá da postura dos dirigentes.

Se estiverem pressionados, com o time perdendo, não pensam duas vezes em trocar o comando do futebol.

É o que está acontecendo no Fluminense e na África do Sul...

Cruel?

A vida como ela é...

Por que Joel Santana foi demitido da África do Sul…

goodbye bafana Por que Joel Santana foi demitido da África do Sul... 

Joel Santana.

A notícia acaba de ser divulgada. Ele foi demitido do comando da África do Sul. As desculpas são muitas.

A sequência de oito derrotas nas últimas nove partidas não tem desculpa.

O povo africano estava triste, inconformado. Com os resultados.

Mas principalmente com a maneira que a seleção anfitriã da Copa de 2010 estava jogando.

Joel era considerado um dos poucos brasileiros do mundo sem alegria.

O presidente da Confederação Africana, Raymond Hack, não se conformava com o esquema defensivo da África do Sul.

Joel não falava claramente, mas era óbvio que não tinha mão de obra capacitada.

Ou seja: sem jogadores talentosos, ele tentava evitar os vexames. E colocava a seleção atrás, se defendendo.

Uma coisa precisa ser bem compreendida. O futebol na África do Sul é esporte dos negros. E dos pobres.

A população branca e rica gosta de rugbi. Tanto que nem está empolgada com a Copa do Mundo.

Os protestos dos pobres demoraram mais a chegar a quem comanda o futebol na África do Sul.

Joel também perdeu o lugar por não dominar o inglês. Foi ridicularizado pela imprensa internacional.

A mais cruel foi a brasileira. Basta acessar o youtube.

Jornais sul-africanos publicaram uma entrevista de Carlos Alberto Parreira.

O título: “Estou disponível”. Foi mais ou menos o que aconteceu no começo deste ano no Fluminense.

Parreira voltou da África do Sul para enfrentar um problema de saúde da família.

Resolvido isso, se disse disponível para voltar a trabalhar no clube. Desde que não tivesse treinador.

René Simões foi demitido e Parreira assumiu o seu lugar, de consciência tranquila.

O mesmo pode acontecer na África do Sul. Lembrando que foi ele mesmo quem indicou Joel Santana.

Parreira, no entanto, não está sozinho. Há treinadores africanos e europeus interessados em assumir o cargo da seleção anfitriã de 2010.

Para Joel o sonho da Copa do Mundo acabou...

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