Publicado em 11/04/2010 às 06h00
” O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou f…”

No título do post ficaria muito forte.
Agressivo.
Mas as frases de Joel Santana merecem serem escritas por inteiro.
" O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou foda..."
O desabafo do treinador do Botafogo aconteceu logo após a vitória contra o Fluminense.
Em um gol irregular de Caio, lance mais do que claro.
Ele chutou e a bola foi na direção de Herrera, mais do que impedido.
O argentino abriu as pernas e atrapalhou o goleiro Rafael.
Mais irregular do que isso só se entrasse o pai de Caio em campo e fizesse o gol.
O árbitro Péricles Bassols confirmou o 3 a 2 por uma pane mental, não há outra explicação.
Ele simplesmente tirou o Fluminense da disputa do Campeonato Carioca.
Na partida, o time de Cuca foi muito bem.
Principalmente no primeiro tempo quando trucidou o rival.
Perdeu vários gols.
Daí nasceu a história do palavrão do pacífico Joel Santana.
Durante todo o jogo ele disse que três torcedores o ficaram xingando.
Nos primeiros 45 minutos, eles até tiveram razão.
O Botafogo jogou atrás, tentando apenas ganhar a partida nos contragolpes.
No meio de campo, o medo.
Com jogadores só de marcação.
Quando Joel Santana tomou coragem, trocou Sandro Silva por Edno e Túlio Souza por Caio.
As alterações reequilibraram a partida.
O jogo continuou emocionante.
Até o gol completamente irregular de Caio.
Ao final do jogo, Joel Santana se virou para o trio que o perturbou e falou sobre as suas qualidades.
E o treinador precisa mesmo ter o seu valor reconhecido.
Quando assumiu a equipe no lugar de Estevan Soares, o Botafogo vinha de uma goleada escandalosa para o Vasco.
Derrota por 6 a 0.
Joel Santana estava ferido.
Pela demissão sumária da África do Sul, que matou o seu sonho de disputar como treinador uma Copa do Mundo.
A gozação com seu fraco inglês.
Depois, veio a recusa da direção do Vasco de contratá-lo.
Ele soube que Roberto Dinamite e companhia queriam um treinador mais jovem.
E apostaram e perderam com Mancini.
Joel tratou de dar estrutura tática ao time branco e preto.
Reestruturou a maneira de marcar.
O Botafogo privilegia o preenchimento de espaços, marcação forte, chata e o contragolpe em velocidade.
Além das muitas bolas aéreas.
O resultado foi imediato.
Vitória diante do badalado Flamengo na semifinal.
E a consagração vencendo o primeiro turno contra o Vasco.
O mesmo da humilhante goleada por 6 a 0.
Joel Santana tomou uma bela invertida com a eliminação da Copa do Brasil pelo Santa Cruz.
Mas conseguiu recuperar o time para enfrentar o Fluminense do iluminado Fred.
O atacante adversário não foi suficiente.
A caminhada do Botafogo de Joel continua.
Ele está apenas a uma partida do título carioca.
Vai esperar pelo vencedor de Vasco e Flamengo.
Basta vencer no próximo domingo e nova festa do 'rei do Rio'.
Pela reviravolta que provocou no Botafogo, o velho treinador tem o direito sim de bater no peito.
E gritar para quem quiser e para quem não quiser ouvir...
" O que vocês estão pensando? Eu sou Joel Santana. Sou foda."
E quem vai dizer que não?
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Publicado em 19/02/2010 às 19h11
Dodô e Joel Santana. Muita mágoa silenciosa no Maracanã…

Dodô e Joel Santana.
Final da Taça da Guanabara.
A ligação do atacante com o Botafogo...
E do treinador com o Vasco....
Sugere que os dois jogarão do lado errado da decisão.
Mas, por isso mesmo terão uma motivação mais do que especial: a mágoa.
No festivo futebol carioca não há porque comentar as decepções da vida.
Com tanta praia, sol, mulheres bonitas a cada canto por que falar de tristeza?
Mas Joel Santana e Dodô acalatam sua dor de maneira silenciosa.
Ninguém pergunta.
Todos querem vender o clássico.
Constrangimento, deixa para lá.
Aqui, não.
Vamos começar por Dodô.
O Botafogo conseguiu magoar um nômade.
O atacante teve três passagens pelo clube.
Somando as três chegou a dois anos e meio.
Foram 124 partidas e 88 gols.
Foi o clube em que o frio Dodô mais vibrou.
E de quem esperava uma ajuda no momento mais difícil não só da carreira, como da vida.
Quando foi flagrado pelo antidoping e foi suspenso, Dodô se isolou em São Paulo.
Vivia com a família e treinava em academias e jogava futebol com amigos.
Tinha certeza de que ao final da pena, o Botafogo o iria resgatar.
A ele e ao amigo Rodrigo Beckham que se recuperava de uma operação mal feita no joelho.
Só que a atual diretoria botafoguense o enrolou.
Não mostrava confiança no seu retorno ao futebol.
E ofereceu um salário pequeno demais.
Dodô nem acreditou no que ouviu.
E tratou de fechar com o Vasco.
Mas durante toda a sua recuperação era em jogar de novo com o Botafogo que ele sonhava.
Ele terá um prazer todo especial, mórbido até em homenagear o seu clube do coração marcando quantos gols puder.
Já foi assim na goleada humilhante por 6 a 0.
Do lado de Joel Santana, o contrário.
Ele nasceu para o futebol em São Januário, como jogador.
Passou por Olaria e América do Rio Grande do Norte, mas tudo que ganhou correndo atrás da bola foi no Vasco.
Venceu o Carioca e o Brasileiro de 1974.
Seu primeiro título também como treinador o Campeonato Carioca.
Venceu o torneio João Havelange e a Mercosul histórica de 2000, quando o soberbo Palmeiras tomou até champanhe no intervalo, vencia o Vasco por 3 a 0. Perdeu por 4 a 3, em pleno Palestra Itália.
Joel Santana sempre considerou o Vasco sua casa.
Até que veio a África do Sul.
Foi esperançoso em treinar a seleção de casa na Copa do Mundo deste ano.
Quem o indicou o derrubou.
Parreira lhe deu e tirou o cargo.
Seu trabalho foi pífio mesmo no continente africano.
A dificuldade em falar inglês virou piada internacional.
Humilhado, triste, Joel Santana esperou pelo Vasco.
Dorival Júnior fez excelente campanha na Série B e subiu com a equipe.
Mas discutiu com Roberto Dinamite por pedir muito alto e negociar com o Grêmio.
Deixou o clube.
A amigos, Joel Santana tinha certeza que o seu amado Vasco o resgataria da tristeza que acumulou na África.
Nada feito.
Seu nome foi vetado.
Considerado ultrapassado.
E o jovem Mancini foi contratado.
Por isso, nada melhor do que mostrar que a prancheta ainda tem poder.
Joel Santana quer provar porque é chamado de o rei do Rio.
Esse confronto de mágoas entre Dodô e Joel Santana é um componente importantíssimo no clássico.
Mas não há porque explorá-lo.
Rio de Janeiro é festa, alegria
Mas seja quem for dos dois que sair vencedor do clássico terá um sorriso diferente.
Ninguém mais precisa saber, além dos amigos e dos familiares.
Dodô e Joel Santana guardam no fundo do criado-mudo a mágoa por terem sido rejeitados pelos clubes que amam.
E querem começar a se livrar dela domingo à noite...
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Publicado em 11/02/2010 às 10h24
Gordon Banks do Norte. Invente outra desculpa para o seu Botafogo, Joel Santana…

"Os primeiros jogos da Copa do Brasil foram feitos para dar a alegria à torcida do time pequeno da casa.
E a classificação antecipada para os grandes do país.
Quem pensar isso e não se matar em campo quebra a cara."
A dura definição sobre o início da Copa do Brasil foi dada ao blog anos atrás por Luiz Felipe Scolari.
Felipão sabe o que fala.
O grande exemplo aconteceu no Pará.
O Botafogo estava levantando sua moral.
Depois da humilhante derrota por 6 a 0 para o Vasco, trocou Estevam Soares por Joel Santana.
Ele foi contratado para fazer terapia em grupo.
Conseguiu.
Diante dos fraquísssimos clubes pequenos do Rio, assegurou a vaga para a semifinal do primeiro turno carioca.
Vale troféu e volta olímpica, convem lembrar, irmãos portugueses que acompanham o blog: a Taça Guanabara.
E foi assim que o Botafogo chegou no Pará.
Paysandu, Remo e Tuna Luso vivem gigantescas crises financeiras.
Não podem nem sonhar com a Série B.
Imagine a Série A.
A carência é tão grande que se Obina for tomar um sorvete de açaí, em Belém, pode ser entronado como imperador do futebol.
Então dá-lhe festa para todos no Botafogo.
Literalmente.
Dos reservas ao massagista.
Foram tratados como rei.
O adversário, o São Raimundo, é lanterna do Campeonato do Pará.
Dois empates em quatro partidas.
Ou seja: dois pontos em 12 disputados.
Joel Santana tinha duas preocupações.
Fazer com que seus jogadores esquecessem a semifinal contra o Flamengo.
E ganhar por dois gols de diferença para eliminar a partida da volta.
O Botafogo entrou com seu ataque arrasador, Loco Abreu e Herrera.
Vamos voltar ao capítulo "terapia de grupo".
Joel levantou o ânimo.
Seu time irá lutar contra qualquer adversário.
Mas talento não nasce em preleção, em conversas ao pé do ouvido, em carinho.
Se fosse assim, o time da igreja de padres da igreja matriz de Caconde seria imbatível.
A partida foi um clássico.
Disputada palmo a palmo.
E vitória suada do São Raimundo por 1 a 0.
Gol de Branco de cabeça, em falha generalizada da zaga.
No Colosso de Tapajós, em Santarém, os paraenses se impuseram.
Vitória festejada como se fosse jogo eliminatório para a Copa do Mundo.
Derrota doída, triste, deprimente.
Que abala a tão machucada confiança da apaixonada torcida botafoguense.
Joel Santana veio com o discurso preparado.
Como não poderia jogar a culpa no árbitro de Brasília, Wilton Pereira Sampaio, escolheu um simpático vilão.
O goleiro Labilá.
Ele foi um monstro, o Gordon Banks do Norte.
É a maneira mais suave de desviar o foco e não olhar para o próprio umbigo.
O Botafogo não conseguiu nada do que queria no Pará.
Irá fazer o segundo jogo no Rio.
E entra cabisbaixo contra o ainda mais favorito Flamengo.
O lembrete final: Luiz Felipe Scolari surgiu para o cenário brasileiro com o Criciuma.
Em 1991, ele venceu a Copa do Brasil com o time catarinense.
E havia muita festa para os adversários que iam cumprir tabela e passear na aprazível cidade...
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Publicado em 07/02/2010 às 12h39
Como é gostoso o Campeonato Carioca. Não é Joel Santana?
Basta reparar com cuidado, atenção.
A fórmula do Campeonato Carioca é a da alegria.
Da empolgação.
Da folia.
Que torneio no mundo vale festa para o primeiro turno?
Volta olímpica?
Taça?
E o direito a entrar no currículo?
Existem vários jogadores cujo maior e único mérito na vida foi ter ganho a Taça Guanabara ou a Taça Rio.
O primeiro ou o segundo turno do campeonato do Rio de Janeiro.
A fórmula é da alegria porque ainda reúne duas semifinais.
E ainda os times pequenos não são pequenos.
São minúsculos.
Ou seja, festa garantida para os torcedores do Flamengo, Vasco, Fluminense e até do Botafogo.
O glorioso alvinegro agora tem Joel Santana.
As dívidas contiuam imensas.
O elenco fraquíssimo, mas tem Joel.
Estevam Soares foi riscado do mapa depois do vexame, da goleada histórica por 6 a 0 para o Vasco.
Mesmo no paraíso tropical não se perde por 6 a 0.
Mas foi graças a essa goleada que Joel Santana voltou ao noticiário.
Depois de indicado e derrubado por Parreira da África do Sul.
Mas o que interessa é que bastaram algumas vitórias contra adversários fraquíssimos e o Botafogo voltou à crista da onda.
O Campeonato Carioca é para isso mesmo.
O time de Joel Santana hoje enfrentao Rezende.
O Botafogo não precisa nem ganhar, até mesmo nem empatar.
Pode até perder e se classificar.
Basta o Madureira não vencer o Vasco.
E não deve vencer.
Assim não há medo algum para Joel, que não terá o artilheiro do século, Herrera suspenso.
Vai de Caio, o garoto de 19 anos.
Está ótimo, serve.
O Campeonato Carioca é assim.
Uma vaga em qualquer semifinal dá força ao treinador, aos jogadores.
E engana a torcida.
O Flamengo ganhou com todos os méritos o Brasileiro de 2009 com uma arrancada fulminante.
Mas o Fluminense e o Botafogo?
Se salvaram do rebaixamento graças aos céus.
O Vasco estava na Série B.
Mas isso não importa.
Quem pensa, questiona não aproveita a festa.
Vamos Fogão.
Vamos Joel.
A semifinal da Taça Guanabara nos espera...
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Publicado em 26/01/2010 às 16h59
Joel Santana e o Botafogo. Nascidos um para o outro…

Titio Joel.
O Botafogo demitiu Estevam Soares e não perdeu tempo: contratou Joel Santana.
Por um ano.
É o retorno do técnico que quase chegou à Copa do Mundo dirigindo a África do Sul.
Desde a sua demissão, ele esteve com um pé no Fluminense.
A arrancada absurda puxada por Fred evitou que assumisse o cargo de Cuca.
Esteve com um pé e meio no Vasco.
A ala mais 'progressista' que sustenta o presidente Roberto Dinamite quis seguir na linha de um treinador jovem, do estilo de Dorival Júnior
E o cargo caiu no colo de Mancini, mais pela certidão de identidade do que os últimos trabalhos no Santo e no Vitória.
Joel Santana e sua famosa prancheta.
Ele caiu no gosto dos dirigentes dos clubes cariocas porque os jogadores o amam.
E têm razão de amar.
Nada de bronca, cobrança violenta, multa.
Joel é o principal adepto do País do 'carinho'.
Ele entende que jogador de futebol tem de ser valorizado, adulado, empurrado para frente.
Mesmo que o seu potencial seja menos do que o limitado.
Muitas vezes isso dá certo.
Outras vezes, não.
Ele teve uma passagem fulminante no Corinthians.
Não conseguiu o mínimo sucesso.
E ainda reclamou que 'paulista é um povo sério, fechado demais'.
Isso porque Joel merece o apelido de 'paizão'.
Adora brincar com os jogadores, dirigentes e jornalistas.
Os repórteres paulistas da época, 1997, não entenderam.
Inclusive o dono do blog.
E ele durou menos de seis meses.
Os dirigentes mais modernos acreditam que o estilo de Joel está ultrapassado.
Seus treinamentos nunca foram puxados.
Com os jogadores estafados.
Muito pelo contrário.
Para ele a conversa é tão importante quanto o treinamento, os coletivos.
Já fez trabalhos incríveis assim.
Como salvar o Flamengo do rebaixamento em 2007 e ainda o classificando para a Libertadores.
Foi campeão brasileiro uma vez, com o Vasco da Gama contra o São Caetano.
Em compensação, ele é o rei dos Cariocas.
Ganhou seis vezes o título estadual.
Aos 61 anos, Joel chega ao Botafogo para fazer o que melhor aprendeu.
A diretoria não está preocupada com modernidade, palestras em 3 D.
Quer ver o time sobreviver.
Joel já sabe que estratégia adotará.
Irá recolher os cacos e conversar, conversar, conversar.
E inflar egos inseguros, descrentes do próprio futebol.
Essa é a principal arma do Titio Joel.
Ele brinca sempre dizendo que seu gênio alegre se deve à data de nascimento.
Joel tem Natalino como seu segundo nome.
Ele, que nasceu no dia 25 de dezembro, acabou ganhando com um mês de atraso o presente que sonhava.
Um clube carioca mergulhado na crise;
Pois bem: a diversão será boa.
Bom proveito, Joel...
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Publicado em 23/10/2009 às 13h13
Fluminense perto de anunciar Joel Santana…

Logo após o empate entre Fluminense e Universidad do Chile, as cúpulas da Unimed e do Fluminense trocaram telefonemas.
A vontade da patrocinadora é trocar mais uma vez o treinador do clube. Ter um novo técnico, o sexto em 2009.
Ao afirmar que ‘está pronto’ para voltar a trabalhar o mais rápido possível e que não teria medo de assumir Botafogo ou Fluminense, Joel Santana incendiou as Laranjeiras.
O trabalho de Cuca outra vez vem sendo questionado. A Copa Sul-Americana estava sendo o escudo para o treinador.
Mas depois de o time estar vencendo por 2 a 0, os dirigentes não perdoaram o empate em 2 a 2.
Os comandantes do futebol do clube reconhecem que o perfil de Joel Santana seria perfeito.
Paizão, amigo dos jogadores, engraçado, confiante, ele poderia fazer o ‘milagre’ de evitar o rebaixamento.
O tom da conversa cresceu hoje pela manhã. Há muita chance de acontecer a troca de comando no Fluminense neste final de semana.
A partida contra o Goiás, em Goiânia, é crucial para a sobrevivência da equipe.
Joel Santana pessoas ligadas à diretoria do clube pediram para Joel ficar de prontidão. Cuca já percebeu o que está acontecendo.
Mas não irá se manifestar. Diz a amigos que tudo está nas mãos da diretoria, por ele, vai até o ‘fim’.
Para o bem ou para o mal. O que Joel Santana fez foi o mesmo que Parreira.
Mesmo sabendo que uma declaração sua poderia atrapalhar o trabalho de Joel na África, Parreira falou.
Deu uma entrevista para a imprensa sul-africana se dizendo disponível para voltar à África.
Em outras palavras: pronto para tomar o lugar de Joel Santana. E deve ser o que acontecerá.
No futebol é assim. Quando um treinador deseja o lugar de outro, tudo dependerá da postura dos dirigentes.
Se estiverem pressionados, com o time perdendo, não pensam duas vezes em trocar o comando do futebol.
É o que está acontecendo no Fluminense e na África do Sul...
Cruel?
A vida como ela é...
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Publicado em 19/10/2009 às 13h49
Por que Joel Santana foi demitido da África do Sul…
Joel Santana.
A notícia acaba de ser divulgada. Ele foi demitido do comando da África do Sul. As desculpas são muitas.
A sequência de oito derrotas nas últimas nove partidas não tem desculpa.
O povo africano estava triste, inconformado. Com os resultados.
Mas principalmente com a maneira que a seleção anfitriã da Copa de 2010 estava jogando.
Joel era considerado um dos poucos brasileiros do mundo sem alegria.
O presidente da Confederação Africana, Raymond Hack, não se conformava com o esquema defensivo da África do Sul.
Joel não falava claramente, mas era óbvio que não tinha mão de obra capacitada.
Ou seja: sem jogadores talentosos, ele tentava evitar os vexames. E colocava a seleção atrás, se defendendo.
Uma coisa precisa ser bem compreendida. O futebol na África do Sul é esporte dos negros. E dos pobres.
A população branca e rica gosta de rugbi. Tanto que nem está empolgada com a Copa do Mundo.
Os protestos dos pobres demoraram mais a chegar a quem comanda o futebol na África do Sul.
Joel também perdeu o lugar por não dominar o inglês. Foi ridicularizado pela imprensa internacional.
A mais cruel foi a brasileira. Basta acessar o youtube.
Jornais sul-africanos publicaram uma entrevista de Carlos Alberto Parreira.
O título: “Estou disponível”. Foi mais ou menos o que aconteceu no começo deste ano no Fluminense.
Parreira voltou da África do Sul para enfrentar um problema de saúde da família.
Resolvido isso, se disse disponível para voltar a trabalhar no clube. Desde que não tivesse treinador.
René Simões foi demitido e Parreira assumiu o seu lugar, de consciência tranquila.
O mesmo pode acontecer na África do Sul. Lembrando que foi ele mesmo quem indicou Joel Santana.
Parreira, no entanto, não está sozinho. Há treinadores africanos e europeus interessados em assumir o cargo da seleção anfitriã de 2010.
Para Joel o sonho da Copa do Mundo acabou...
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