18 de abril | às 19h53

divulgacao231 Joel Santana não tinha o direito de ironizar o fracasso do Botafogo. Ele é mais seu do que de Caio Júnior...
Joel Santana não tinha o direito.

Ele não.

Execrar o Botafogo por não ter conseguido chegar sequer às semifinais da Taça Rio.

Dizer hoje que iria mais longe se ainda estivesse comandando o time.

Ver o Campeonato Carioca acabar com uma antecedência inaceitável.

Nas manipuladas fórmulas dos estaduais, a previsão era uma semifinal disputada entre os quatro grandes.

Mas o Botafogo agora de Caio Júnior titubeou.

Já vinha mal nas mãos de Joel Santana, ninguém se esqueça.

Descambou de vez contra o Flamengo.

E o Vasco ajudou como pôde ao empatar com o Olaria.

Por coincidência, que coincidência boa..., irá enfrentar de novo o time pequeno na semifinal.

Não o Botafogo...

Mas quem deixou os vascaínos terem essa opção foi o próprio Botafogo.

O choque do defensivismo de Joel Santana com a ofensividade de Caio Júnior foi demais para o time.

A equipe se perdeu nos conceitos.

Não fez bem nem uma coisa nem outra.

Está desclassificada com toda a justiça.

Envergonhada com a perda precoce da disputa pelo bicampeonato, a diretoria vê na Copa do Brasil uma saída digna.

Fazer o time se desdobrar para não passar por novo vexame.

E buscar reforços.

Ricardinho, pedido especial de Caio Júnior, já está bem adiantado.

O clube também promete investir no interior paulista.

Enquanto isso, a polícia protegeu General Severiano.

O medo era dos próprios torcedores botafoguenses.

Mas eles não tiveram nem motivação para reclamar, xingar, cobrar.

Acharam que não valia a pena.

Neste ambiente desolador, não fica nada bem Joel Santana querer aparecer.

Foi excelente em 2010.

Começou mal demais 2011.

Não suportou as merecidas vaias que tomou.

E pediu para ir embora.

Se saiu, esqueça o clube.

Não se aproveite da tristeza, do fracasso que ele mesmo contribuiu demais para se materializar.

Joel, não era a hora.

Continue no seu exílio esperando um novo clube.

Deixe o sofrido Botafogo lamber suas feridas...

Com cerca de R$ 300 milhões em dívidas, o clube faz o que pode...

E não é muito...

Por sorte, a diretoria não é tão irresponsável quanto tantas que passaram por lá...

Seria muito fácil aumentar ainda mais as dívidas com contratações milionárias...

E deixá-las para quem vier a assumir o clube...

Maurício Assumpção pode ser atacado por várias atitudes...

Menos a de dilapidar ainda mais General Severiano...

E no atual universo de presidentes de clubes, essa postura é uma dádiva...

No futebol é evidente que o clube tem um time limitado, carente...

Você melhor do que ninguém sabe disso, Joel...

Lidou com essa dificuldade até ontem...

Respeite o sofrimento do clube que diz que ama...

E responda porque 2010 parece estar tão distante...

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21 de janeiro | às 18h49

gettyimage28 Loco Abreu se cansou mesmo do Botafogo de Joel Santana...Quer um time que tenha coragem de atacar...
Loco Abreu é um definidor de jogadas.

É incapaz de armar um atacante, sair driblando da intermediária.

Sua característica é outra, ficar ciscando de um lado para o outro na área adversária.

É tudo que seu físico e seu talento permitem.

Seu faro para o gol é indiscutível.

Mas há um detalhe fundamental.

A bola precisa chegar aos seus pés.

Do outro lado está Joel Santana.

O colecionador de Campeonatos Cariocas.

Pode não falar inglês com o sotaque de Oxford...

Mas tem uma visão privilegiada de um jogo de futebol.

Principalmente das limitações do time que lhe entregam para treinar.

Fez história e fama assim.

Sabe que o potencial do Botafogo não melhorou desde 2010.

Mesmo assim, tirou água de pedra e conquistou o Campeonato Carioca.

Desbancou o Império do Amor que dominava, em todos os sentidos, o Flamengo.

Recusou ir para a Gávea.

Foi fiel à palavra dada e ganhou respeito e todo o espaço possível em General Severiano.

Continuou montando uma equipe traiçoeira, que permite o ataque do inimigo e vence seus jogos nos contragolpes...

Depois do título carioca, quase fica com uma das vagas para a Libertadores.

Perdeu porque não tinha elenco forte o suficente.

E todos reconheceram.

O ano foi excelente.

Do lado do portão de fora do Botafogo.

Internamente, entre os jogadores sempre houve um descontentamento.

Se gostaram do resultado, detestaram o caminho.

Principalmente os atacantes.

Eles se cansaram de precisar de sobras, escanteios, bolas paradas, erros dos zagueiros adversários.

Queria que o Botafogo tivesse coragem...

Buscasse jogar na frente, tentando encurralar o adversário...

Não pedir para ser encurralado...

Loco Abreu aproveitou o apelido e ousou desafiar Joel publicamente.

Reclamou por sair do time e da maneira que a equipe atuava, lógico, defensivamente.

Vários jogadores que foram treinados por ele dizem que ele não é tão amistoso longe das câmeras.

E Loco Abreu descobriu isso em uma conversa séria, forte, de cima para baixo...

O atacante foi enquadrado...

Mas mal começou o ano, logo no primeiro jogo do Carioca, contra o Duque de Caxias...

E tudo igual...

Botafogo passando sufoco, virando o jogo com a água no pescoço...

Pouquíssimas bolas para Loco Abreu que fez o gol de pênalti...

E não saiu satisfeito...

Reclamou do esquema tático...

Joel Santana afirmou ser uma questão de opinião...

Mas já mostrou novamente quem manda no clube.

Loco Abreu é mais racional do que deixa transparecer...

Ele sabia que reclamando na televisão, tocando no assunto que Joel detesta, haveria reação...

O uruguaio nômade já percebeu como será 2011 se ele continuar no Botafogo...

Ainda há um resquício do fugaz sucesso da Copa da África...

Ele pode arrumar uma transação...

Mais uma na sua vasta carreira...

A impressão é essa no clube...

A que ele está procurando sarna de propósito...

Por que sente que se continuar no clube que tão bem lhe acolheu, seus gols serão poucos, muito poucos...

Joel e sua teia que envolve os adversários não possibilitam a um definidor ser chamado de artilheiro...

Esse impasse tem tudo para não terminar bem...

Se Joel Santana já perdeu a paciência...

O uruguaio que de louco não tem nada, muito mais...

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2 de dezembro | às 00h20

divulgação00023 1024x724 Sensacional... O Goiás renasceu... Acabou com o sono do rei e do príncipe do Rio de Janeiro...E diminuiu um pouco a vergonha dos palmeirenses...
O rei e o príncipe do Rio de Janeiro não foram dormir nada bem nesta madrugada de quinta-feira.

Joel Santana e Renato Gaúcho e grande parte da população brasileira não esperavam pela ótima partida do Goiás.

Na primeira partida das finais da Sul-Americana, o rebaixado no Brasileiro levantou a cabeça.

Com muita moral, os comandados de Artur Neto ganharam por 2 a 0 do Independiente.

Mesmo com o gigantesco gramado do Serra Dourada molhado, os goianos pressionaram.

Encurralaram os argentinos no primeiro tempo.

Jogaram com a autoridade de quem deveria estar liderando o futebol do seu país.

E não rebaixado com antecedência.

Rafael Moura e Otacílio Neto marcaram 2 a 0.

O time brasileiro poderia tem feito pelo menos mais dois gols.

A pressão foi incrível.

O técnico El Turco estava assustado.

Mas seu time não caiu na armadilha de tentar descontar de qualquer maneira.

Matreiro, tocou a bola com calma.

Ainda mais no segundo tempo quando teve o artilheiro Silvera expulso infantilmente.

Com dez jogadores, os argentinos trataram de fazer o que sabem.

'Mataram' a partida, catimbaram, fizeram o tempo passar.

O Goiás perdeu um pouco de embalo.

Diminuiu o ritmo, cansou.

Esse foi um erro.

Poderia ter conseguido mais um gol e ir para Avellaneda muito mais confiante.

Matreiro, o goleiro Navarro roubou pelo menos uns cinco minutos do jogo.

Soube como deixar o tempo passar.

Mas não há o que reclamar.

O árbitro paraguaio Carlos Torres foi muito bem, mesmo deixando os argentinos tirarem alguns minutos de bola rolando.

No final, o placar de 2 a 0 foi justo.

Empolgante, heróico até para um time rebaixado para a Segunda Divisão.

E que está pertíssimo da Libertadores da América em 2011.

Terá de repetir as façanhas do Uruguai, quando desbancou o Peñarol e em São Paulo, quando eliminou o Palmeiras.

Não será fácil.

O caldeirão de Avellaneda é terrível.

Mas não há como não abrir um sorriso ao analisar o comportamento da torcida goiana.

Emocionante.

Exatos 35.500 torcedores fanáticos no Serra Dourada.

Esqueceram por uma noite a vergonha do rebaixamento no Brasileiro.

Benditos R$ 912 mil de arrecadação...

Santo dinheiro para o clube com tanta dificuldade financeira.

Os torcedores testemunharam e empurraram o Goiás para a maior vitória de sua história.

Nunca o time chegou tão longe em uma competição internacional.

Quem assistiu ao jogo não teve como não torcer pelo Goiás.

Se tivesse 10% da organização tática e vontade de jogar que teve ontem o time não seria rebaixado.

Mas isso cabe a Leão, Jorginho e Jorginho explicarem...

Artur Neto fez o básico e conseguiu o maior feito do clube desde que foi fundado.

Que venham os argentinos e seu caldeirão na próxima quarta-feira...

O Goiás parece pronto para o que ninguém esperava.

Os palmeirenses podem dormir um pouco menos envergonhados.

Em compensação...

O rei e o príncipe do Rio de Janeiro estão mais tensos do que nunca.

Graças ao rebaixado Goiás, podem duelar no domingo por nada...

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13 de setembro | às 17h50

reuters921 Os milagres de Joel Santana e o seu Botafogo, terceiro do Brasileiro...

Ficar fora da Copa do Mundo de 2010 foi a sua dor mais profunda como treinador.

Seu sonho era ter o prazer trabalhar em um Mundial como técnico.

Mas os dirigentes da África do Sul não lhe deram a chance.

A campanha foi ruim, mas o que mais pesou foi o inglês tosco, motivo de piadas aqui no Brasil e lá.

Joel Santana tinha certeza de que iria volta a trabalhar no clube que acreditava ser a sua casa: o Vasco.

Com a saída de Dorival Júnior, ele estava cotado, ao lado de Vagner Mancini.

Só que conselheiros pressionaram Roberto Dinamite e o clube apostou em Mancini.

Joel se sentiu traído.

E se calou.

Mas o time da Cruz de Malta o ajudou.

Goleou o Botafogo de Estevam Soares.

E o cargo caiu no colo de Joel Santana.

Ninguém acreditava que iria dar liga.

O time era limitado.

O Flamengo super favorito, com seu Império do Amor.

Só que o patinho feio ficou com o título.

O Botafogo ainda deve cerca de R$ 300 milhões em impostos e dívidas trabalhistas.

Por isso, mesmo campeão carioca não teve como fazer grandes investimentos para o Brasileiro.

O maior,quem diria?, foi a manutenção de Joel Santana.

Ele não cedeu à proposta do Flamengo.

E lá foi ele, sua prancheta e o elenco do Botafogo que chama de 'conta do chá'.

Ou seja: dá certinho, não tem de menos ou de mais.

O Engenhão virou armadilha mortal para os adversários.

Os empresários se assanharam com o sucesso do Botafogo e o ofereceram a um clube árabe.

Joel Santana ficou feliz como uma quarentona bem casada ao recusar convite de um garotão para jantar.

Depois, fez Loco Abreu voltar à razão com uma imensa bronca pública.

Ganhou o grupo.

E até a amizade do uruguaio, que gostou de ser confrontado.

Joel Santana fez do Botafogo a equipe que mais ganhou pontos após a Copa do Mundo.

Sua moral está nas nuvens.

Há conselheiros do São Paulo que o apontam como solução para 2011.

O incrível é que são os mesmos que o ridicularizaram quando ele passou pelo Corinthians na década de 90.

Mas será difícil tirar Joel Santana do Botafogo.

Ele se sente bem demais.

Só ele é capaz de fazer o clube tão endividado viajar na segunda-feira para enfrentar o Goiás, na quarta-feira, por exemplo.

O que ele pede à diretoria tem.

Já falou a amigos que esta é a fase da sua vida, da sua carreira, em que está sendo mais respeitado.

Ganhou a camisa de Rogério Ceni depois do jogo de ontem.

Tem o respeito da imprensa nacional.

As brincadeiras constrangedoras com o seu fraco inglês ficaram para trás.

Ninguém tampouco ironiza a prancheta.

O mundo do futebol respeita os vencedores.

A campanha do Botafogo de Joel Santana no Brasileiro é de cair o queixo.

Levar esta equipe ao terceiro lugar, com chances reais de Libertadores e de título é uma façanha.

Ainda mais com o Botafogo tocando a bola com velocidade e inteligência.

Cada jogador fazendo até mais do que pode.

Impressionante a reviravolta na carreira de Joel.

O desprezo da África do Sul...

Ser preterido pelo Vasco...

E agora, cultuado como um rei no Botafogo...

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15 de agosto | às 02h07

divulgação39 291x300 Maicosuel e Jobson renascidos. A sorte do Botafogo é ter Joel Santana...

A recuperação do Botafogo no Brasileiro se deve a dois jogadores desacreditados.

O time com o maior poder de fogo, 25 gols, apostou em retornos desaconselháveis.

Foi para a Alemanha resgatar o meia que foi uma imensa decepção no Hoffenheim.

Maicosuel foi para a Europa como um grande artilheiro.

Seus companheir0s tinham um nível muito abaixo do aceitável.

Ele não foi bem recebido pelo time.

E não fez questão de se entrosar.

Vivia telefonando para a direção do Botafogo.

Queria voltar onde foi mais feliz na carreira, valorizado, jogando como gostaria.

Tinha contrato de cinco anos.

Suportou apenas um.

Era reserva do reserva.

Joel Santana o recebeu de braços abertos.

Disse que ele seria o grande maestro do seu time.

Foi tudo o que precisava ouvir.

Seu futebol melhora a cada partida.

Desequilibrou novamente diante do Atlético Goianiense.

Sorrindo tanto quanto ele, só Jobson.

Consumidor assumido de cocaína e crack, foi suspenso por dois anos pela Justiça Desportiva.

Foi pego quando estava praticamente vendido ao Cruzeiro no final de 2009.

Foi a grande revelação do Brasiliense que arrasou jogando pelo Botafogo.

A transação nem chegou a ser confirmada.

E Jobson se isolou do mundo.

Mas seus advogados insistiram e conseguiram uma façanha.

De dois anos, a sua pena passou a seis meses.

Livre sem esperar, ele procurou o apoio do clube onde se sente em casa.

E de novo 'Papai Joel' esticou os dois braços, feliz com o retorno do artilheiro.

Joel usou o que tem de melhor: a psicologia.

O apoiou e proibiu de ficar dando entrevistas sobre o período negro das drogas.

Jobson voltou a ser o atacante que o Botafogo precisa.

O clube carioca deu uma grande lição aos rivais do Brasil inteiro.

Existe recuperação no futebol.

Não há caso perdido.

Sorte que o Botafogo tem um homem chamado Joel Santana...

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27 de julho | às 10h07

reuters21 Choro, festa, coletiva. Tudo para o único carioca na Seleção de Mano Menezes...

A convocação para o amistoso contra os Estados Unidos foi recebida com alegria.

Mano Menezes fez 24 jogadores felizes.

E um clube eufórico.

Ainda no hotel Sheraton no Rio, os jornalistas se agitavam.

"Gente, vamos ter de correr.

Foi convocada uma coletiva no Botafogo", dizia, puxando o erre, uma repórter carioca.

Se o presidente Maurico Assumpção pudesse, ele declaria feriado.

Depois de 12 anos, o seu clube levava um jogador à seleção brasileira.

Doze anos...

Para a reserva.

O goleiro Jefferson.

Estatísticas vieram à baila.

Foi lembrado que o Botafogo é o clube com mais deu jogadores para o Brasil disputar Copas.

Foram 46 atletas.

O presidente Assupção entregou emocionado a camisa da Seleção Brasileira ao seu jogador.

Houve coletiva, palmas, lágrimas.

A imprensa carioca que adora apelidos estava orgulhosa do Homem de Gelo.

E ele mereceu.

O Botafogo se aventurou com goleiros dos mais variados níveis.

Basta lembrar que no ano passado o seu camisa 1 era o minúsculo uruguaio Castillo.

O clube campeão carioca está fazendo todos os esforços para se modernizar.

Como inúmeros outros clubes, enfrenta profunda dificuldade financeira.

As alegrias foram muitas no passado.

Elas se tornaram raras.

Mas estão voltando aos poucos.

O título estadual.

O orgulho de Joel Santana escolher o Botafogo e virar as costas para o Flamengo.

E agora, quando todo o Rio de Janeiro tem apenas um jogador na Seleção Brasileira, de onde ele é?

Sim, do sofrido, mas glorioso Botafogo.

Assumpção tem de chorar de alegria mesmo...

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8 de junho | às 09h41

gin16 Zezé Perrella tanto dinheiro para quê? Para ouvir não de Joel Santana, de Ney Franco?

Dar o Campeonato Mineiro para o Atlético.

Ser eliminado da Libertadores com toda a justiça.

Esperar Adílson Batista se cansar do clube.

Aceitar as exigências de Kléber e liberá-lo ao Palmeiras.

Receber o não de Joel Santana.

De Ney Franco.

Sonhar com Felipão, com Parreira.

Ou aceitar Cuca que está pedindo emprego?

Isso é tudo o que Zezé Perella fez para o Cruzeiro esse ano.

Os erros se acumularam.

Trocar de dirigentes subalternos e repassar a culpa não adianta.

Todo o dinheiro que está estocado...

A concentração de altíssimo nível...

Tudo isso não adianta se não há um time digno de representar o Cruzeiro.

Um treinador realmente que tenha currículo, vivência e respeito em todo o país.

Zezé Perrella precisa parar de brincar de enriquecer e não se esquecer que é graças ao puro futebol que seu clube tem tantos apaixonados.

De que adianta estar com o balanço em azul e o lugar na tabela da classificação em amarelo?

Condições não falta para o Cruzeiro voltar a ser fortíssimo.

Mas cadê aquela palavra que não está escrita em notas de reais, dólares, euros?

Planejamento...

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22 de maio | às 21h51

tr5 Joel Santana e a briga estúpida entre Herrera e Caio...

Caio domina a bola e resolve tentar o drible.

Herrera grito pedindo, livre.

Mas o passe não vem, o garoto perde a bola.

O argentino foi para cima do companheiro de time e o empurrou, xingou, tentou lhe acertar um tapa.

Tomou um empurrão forte de volta.

Resultado: foram expulsos.

O surreal é que o Botafogo já ganhava do pobre Goiás de Leão por 3  a 0.

Os dirigentes se reuniram no vestiário.

Queriam dar uma severa punição aos dois, principalmente para Herrera, por ser mais velho, vivido.

Só que entrou em cena a Joel Santana.

Ele tratou de fazer os dois se desculparem diante do time botafoguense.

E com isso amansou o coração dos dirigentes.

Se acontecer alguma punição, ela será muito mais para dar satisfação aos torcedores, à imprensa.

Mas não o que Joel temia: serem afastados do elenco.

É tudo o que ele não quer e não precisa.

O time carioca lidera o Brasileiro.

Ganhou do São Paulo no Morumbi.

E hoje se impôs fácil diante do Goiás.

Tudo está melhor do que até Joel Santana esperava.

Não vai deixar que uma briga boba, sem sentido acabasse com a ótima seqüência botafoguense.

Fazer com que o campeão carioca perca o embalo.

Os jogadores adoraram sua interferência.

Os dirigentes, disfarçaram, mas também gostaram.

Por esse tipo de atitude que Joel Santana é candidato à beatificação por dirigentes cariocas.

De todos os clubes...

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24 de abril | às 17h35

joeld1 Para não ser chamado de mercenário, Joel virou as costas para o Flamengo...

Ter a metade do salário como aumento foi motivador.

Passar de R$ 180 mil para R$ 270 mil não é para qualquer um.

Mas o que pesou na decisão de Joel Santana foi a sua reputação.

Ao contrário do que os dirigentes botafoguenses apostavam ontem no começo da madrugada, ele optou por ficar no clube.

Ele virou as costas não só aos R$ 250 mil mensais.

Mas à Libertadores.

E ao seu empresário Léo Rabello.

Ele havia garantido à presidente/vereadora Patricia Amorim que levaria Joel de novo para a Gávea.

Mas o treinador ficou com medo.

Não queria ter a marca de mercenário na testa.

Ele acabou de conseguir ser campeão com o Botafogo.

Os jogadores e os dirigentes imploraram para ele continuar.

Essa massagem no ego foi fundamental.

O não de Joel desnorteou a cúpula do Flamengo.

Ninguém acreditava neste desfecho.

Patricia logo garantiu que o ex-zagueiro Rogério Lourenço comandará o time contra o Corinthians.

Ele era o auxiliar de Andrade.

Mas o desejo de um treinador de ponta continua.

Só que a cúpula do Botafogo não quer nem saber.

O importante é comemorar a permanência de Joel como um título.

O amistoso de amanhã contra o Corinthians será todo para celebrar a sua permanência.

Joel não é bobo.

Muito pelo contrário.

Sabe que continuará comandando um elenco muito mais modesto do que o Flamengo poderia lhe oferecer.

Mas foi claro aos dirigentes do Botafogo.

Disse que ficava por sua reputação.

E ponto final.

Mas os 50% de aumento vieram a calhar...

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24 de abril | às 03h01

joel1 Joel Santana quer o Flamengo: apostam dirigentes botafoguenses...

Joel Santana.

Depois de demitido da África do Sul, ele acreditou que encontraria emprego imediatamente no Rio.

Não foi assim.

Esteve para substituir Dorival Júnior no Vasco.

A diretoria de Dinamite o considerou ultrapassado e apostou em Mancini, que acabou fracassando de forma assustadora.

Joel Santana só voltou à ativa graças ao Botafogo.

Depois da derrota por 6 a 0 para o Vasco, a direção demitiu Estevam Soares e ofereceu o cargo para Joel.

Ele aceitou, fez um trabalho sério, deu estrutura tática ao time.

E desbancou Vasco, Fluminense e o favorito ao tetracampeonato, o Flamengo.

Fez do Botafogo não vice, depois de três seguidos, mas campeão carioca.

Aí entra o mundo frio do profissionalismo.

Joel assinou com o Botafogo até o final do Carioca.

Ele está livre para assinar com quem quiser.

Havia a certeza de que a renovação seria natural.

Só que surgiu o fator Flamengo.

Andrade foi demitido e Patricia Amorim lhe ofereceu o cargo de treinador rubro-negro na Libertadores.

A proposta foi tentadora demais.

Amigos e familiares já disseram a Joel que a Gávea é o melhor caminho.

Assume a equipe sem responsabilidade alguma.

Só tem a ganhar.

Se o Flamengo conseguir eliminar o Corinthians de Ronaldo, Joel ganha uma estátua.

Se perder, não aconteceu nada demais.

Foi Andrade quem montou o time.

Joel apenas quer sair pela porta da frente do Botafogo.

Não quer ficar mal.

Parecer apenas um ingrato.

Muito pelo contrário.

Ele quer sair sabendo que um dia poderá voltar.

Essa é a estratégia de carreira e de vida de Joel Santana: ficar pulando de clube para clube no Rio de Janeiro.

A direção do Botafogo espera a notícia ruim.

No final da noite de ontem, o clube já até pensava em um substituto de Joel.

Os candidatos naturais são Cuca e o próprio Andrade.

Mas, lógico, a preferência é por Joel Santana.

Só que o sentimento no Botafogo é que este sábado deverá marcar a saída do treinador campeão carioca para o rival.

E não há dinheiro que o faça mudar de idéia.

Para os dirigentes botafoguenses não há dúvida.

Joel Santana quer tanto o Flamengo quanto o Flamengo o quer...

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