Publicado em 08/12/2009 às 10h20
Dirigentes do Atlético Mineiro esperam ansiosos, como meninos, por Luxemburgo…
Expectativa em Belo Horizonte e em Palmas.
Ambas as cidades mostram a devoção de quem espera a vinda de um novo Messias.
Vanderlei Luxemburgo não aceitou a proposta para treinar o Internacional.
Para fazer um trabalho marcante, inesquecível, de raízes, para revolucionar o futebol gaúcho, ele precisaria de pelo menos dois anos.
Foi isso que a diretoria do Inter divulgou.
Acontece que o mandato de Vitorio Piffero termina no final de 2010.
Com isso, restariam dois caminhos a Luxemburgo.
O primeiro é o Atlético Mineiro.
Dirigentes esperam ansiosos.
Como meninos, torcendo para o Natal chegar mais cedo.
Desde 1971, o Atlético Mineiro vem dando vexames em Brasileiros.
Telê Santana foi o iluminado a dar até agora o único título de campeão nacional do clube, há 38 anos.
A apaixonada e empolgante torcida se iludiu 38 vezes seguidas.
A última foi muito doída. Celso Roth parecia ser o homem enviado dos céus para acabar com a humilhação.
Vergonha aumentada com o desempenho dos cruéis vizinhos que jogam de azul.
O sisudo Roth ousou dizer, prever que o Atlético Mineiro seria, finalmente, campeão brasileiro.
Os torcedores ficaram encantados com a promessa e foram ao Mineirão com a convicção de quem ia à missa.
Quase mandaram ao Vaticano o pedido de beatificação de Diego Tardelli.
Mas os milagres do artilheiro do Brasil em 2009 não foram suficientes.
Os gritos de Celso Roth também.
E vieram as cinco derrotas seguidas nos últimos jogos do Atlético Mineiro no Brasileiro.
Um novo vexame.
Nem título, nem uma vaguinha na Libertadores.
Roth quase foi linchado e sua cabeça arrancada e exposta na entrada do Mineirão.
Foi demitido pela imprensa, logo após a derrota por 3 a 0 diante do desinteressado Corinthians.
Logo no sábado à noite, fogos na sede do clube.
Não eram de loucos masoquistas, mas de dirigentes: eles comemoravam a vitória da oposição santista.
Sabiam assim que os primeiros contatos com Vanderlei Luxemburgo poderiam dar certo.
Cruzaram os dedos e torceram para que ele não se acertasse com o Internacional.
E agora estão certos que ele aceitará trabalhar em Belo Horizonte.
A proposta do Atlético Mineiro é a do namorado desesperado, a que oferece tudo, inclusive o que não quer, para a namorada ficar.
Luxemburgo fará o que quiser com um dos clubes mais tradicionais do País.
Tudo será montado ou remontado a seu gosto.
Será manager, prefeito, governador, apresentador de programa de auditório, dançarino do É o Tcham...
O que quiser...
Basta dizer sim.
Ele e sua comissão técnica, que cabe em um ônibus de dois andares.
A ansiedade por parte dos dirigentes mineiros chega a ser tocante.
Poucas vezes alguém mereceu tanta confiança no futebol brasileiro.
Essa proposta escancarada chega em ótima hora, já que Palmeiras, Santos, São Paulo estão de portas fechadas a ele.
No Cruzeiro, com os Perrellas, também ele não trabalha. Mesmo tendo sido campeão brasileiro.
Para que o casamento não dê certo entre o ávido Atlético Mineiro e Luxemburgo só há uma amante sedutora: a política.
Em Tocantins estão acontecendo várias reuniões.
A cada instante o prefeito de Palmas, Raul Filho, passa um cenário ao técnico.
Uma hora o Partido dos Trabalhadores o quer como candidato ao Senado por Tocantins.
Na outra, não.
Essa inconstância não o está deixando definir seu futuro.
Pessoas ligadas a ele pararam de brincar, de o chamar de senador.
Ele fica irritado quando lembra da indefinição.
Luxemburgo não esperava a resistência de políticos profissionais de Tocantins, que há anos esperam ser indicados como candidatos ao Senado.
Essa postura está frustrando Raul Filho. E a sonhada candidatura do amigo Luxemburgo tem grande chance de dar em nada.
Ainda há os devotos do treinador que defendem: se ele anunciar querer a vaga de candidato, tudo se reverte.
Mas há a grande preocupação dele e de Raul Filho.
E se Luxemburgo assumir, largar o futebol e brigar pela vaga de candidato e não conseguir?
Há muita insegurança.
Esse é o quadro atual de Luxemburgo.
As chances de se tornar o todo poderoso no Atlético Mineiro são muito grandes.
A não ser que, como nas novelas mexicanas, no último momento surja um novo e inesperado interessado.
E aí...
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Publicado em 06/12/2009 às 19h15
O Flamengo eu já sabia… Parabéns ao Flu e Botafogo. A vergonha ficou com o Coritiba. Com o Palmeiras… E com o Santos de Luxemburgo…

Uma rodada de arrepiar.
De calar quem defende mata-matas.
Na disputa do título e do rebaixamento foi taquicardia para todos os cantos do País.
A começar pela belíssima festa do Maracanã.
Depois de 17 anos, os torcedores do clube mais popular do Brasil passaram da agonia ao êxtase.
Os reservas do Grêmio tiveram dignidade muito maior do que seus dirigentes.
E se desdobraram em campo.
Os cariocas se mostraram surpresos com o garoto Douglas Costa conduzindo os gaúchos como maestros.
E tremeram.
Os gaúchos saíram na frente do placar com toda a justiça.
Parecia que um novo Maracanazo aconteceria.
Petkovic e Adriano não conseguiam jogar bem.
No último toque, na hora do gol, os dois falhavam.
Até que vieram os beques, os zagueiros.
De quem nada se esperava.
Deivid e Ronaldo Angelim marcaram.
Viraram o jogo e reviraram os corações dos flamenguistas, que estavam de ponta cabeça.
Foi a consagração de Andrade.
O ex-eterno auxiliar da Gávea.
"Comigo o Flamengo joga como Flamengo", disse Andrade ao blog.
E ele cumpriu a promessa. O time foi campeão tocando a bola, fazendo os gols que a torcida esperava.
Enquanto Palmeiras liderou por 19 rodadas o Brasileiro, ao Flamengo bastaram duas rodadas.
Justo as mais importantes e veio o merecido (por que não?) título brasileiro.
Enquanto isso, perto dali, um time atormentado teve o final que merecia.
Com seu presidente pedindo para matar bambi (sic) e seus jogadores se envolvendo em crises de ciúme por aumento de salário, vaidade.
Com o caríssimo Muricy Ramalho não justificando de maneira alguma a sua contratação.
Esse time bateu de frente com o Botafogo do milagroso Estevam Soares.
Quando precisou o treinador fez a equipe ter coragem de esquecer sua ruindade, sua dificuldade financeira e, no coração, suplantou a riqueza da Traffic.
Ganhou o jogo e a sobrevivência na Série A.
Os solteiros do Botafogo ficaram de jejum sexual desde quarta-feira passada vão poder ter uma fama homérica.
E o Palmeiras não chegou nem à Libertadores.
O quinto lugar que poderia ser visto com inveja pela maioria dos clubes brasileiro será traduzido em uma só palavra: fracasso.
O Internacional e o São Paulo fizeram seu papel.
Derrotaram o Santo André e o Sport.
Do outro lado, Luxemburgo teve a sua despedida exata do que representou no Santos.
Perdeu para o Cruzeiro e ajudou como pode a tirar a vaga da Libertadores do Palmeiras, do clube que o demitiu.
Heróica a participação de Adílson Baptista.
Só ele conseguiu recuperar um clube que perdeu a decisão da Libertadores em casa...
E no mesmo ano levou esse clube à competição mais importante da América do Sul de novo.
No Paraná, o Fluminense conseguiu a sua última façanha.
Se segurou na Série A empatando e rebaixou o Coritiba.
Fred e Cuca merecem estátuas nas Laranjeiras.
O resultado mostrou que raça, vergonha na cara e salário em dia, para todos, fazem a diferença.
O Brasileiro de 2009 deixa várias lições.
Quem tiver competência que aprenda com elas e evite repetir os mesmos erros.
O blog já sabia que o Flamengo era campeão antes mesmo da rodada começar.
Surpreendente foram os outros jogos.
Foi o campeonato de pontos corridos mais equilibrado de todos os tempos.
Não houve um supertime.
Houve o de mais coração, aquele que resgatou um aposentado, Petkovi, e fez renascer um craque, Adriano.
E o desespero dos torcedores do Coritiba.
Inconformados, bateram no trio de arbitragem e nos jogadores do Fluminense.
Uma vergonha o centenário do Coritiba.
Esses torcedores mereceram a queda para a Série B.
Uma vergonha...
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Publicado em 20/11/2009 às 15h00
Atlético Mineiro e Internacional. O jogo do sofrimento…

Atlético Mineiro e Internacional.
O confronto direto da fundamental antepenúltima rodada do Brasileiro.
Frente a frente estarão dois clubes que fizeram seus torcedores sofrer demais neste ano.
A conquista do Gaúcho e da famosa Copa Suruga não serviram de compensação aos colorados.
A expectativa era totalmente diferente no ano do seu centenário.
O caríssimo time montado por Fernando Carvalho não decolou com Tite.
Desde 2008, quando a equipe não conseguiu sequer a classificação para a Libertadores, já era possível antever o fracasso.
Não houve liga entre o treinador e o time. Várias discussões com os argentinos. Afastamento de D’Alessandro.
Equipe sem estrutura tática ou personalidade. Derrota na final da Copa do Brasil. Viu o Corinthians transformar o Beira Rio em sua casa.
O time decepcionando e o dinheiro indo pelo ralo. Decepção também na Sul-Americana. Até que a diretoria demitiu Tite.
Mas contratou Mário Sérgio. Avisando que era um contrato tampão.
Fernando Carvalho quer Luxemburgo. Se o treinador não sair como candidato ao Senado de Tocantins fará uma comparação.
Verá onde ganhará mais: no Inter e no Santos e escolherá seu destino.
Está mais interessado no time gaúcho por causa do forte elenco e do seu enorme desgaste em São Paulo.
Mas antes, Mário Sérgio tentará colocar o time na Libertadores. Da sua maneira.
Pela primeira vez no Mineirão deverá repetir uma escalação. Em oito jogos foram oito times diferentes.
Com ele é assim. Entrosamento não é com ele. Adora inovar.
Talvez por isso, o jogador tão vitorioso que foi na juventude desperte inveja ao técnico que não consegue ser campeão.
Do outro lado, Celso Roth e a apreensiva torcida atleticana. A inesquecível goleada na final do Mineiro para o Cruzeiro por 5 a 0 ainda dói.
Ter acreditado nos planos de Leão também.
O time foi eliminado pelo Vitória nas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Montou um time experiente, vivido.
Chegou a empolgar, mostrar que poderia ser campeão. Mas derrotas inexplicáveis provocaram um velho gosto que acompanha o clube desde 1971.
Parece uma praga. O Atlético Mineiro tortura sua imensa torcida. E não consegue chegar ao título.
Foi a equipe que mais ficou entre os quatro primeiros no Brasileiro, 14 vezes. E só uma conquista, a de 1971.
Depois da miragem da primeira colocação em 2000, o time luta desesperadamente para tentar chegar à Libertadores.
Tem o ‘odiado’ Cruzeiro no seu encalço. Vencer o Internacional é obrigação.
Por todos esses ingredientes, o jogo de domingo tem tudo para ser o mais emocionante da rodada.
É só esperar que não morram juntos, abraçados em um empate, desastroso para duas torcidas que já se iludiram demais em 2009...
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Publicado em 13/10/2009 às 09h00
O confuso acordo do Internacional para ter Luxemburgo em 2010…

Fernando Carvalho.
Vice do Internacional.
Homem forte do futebol.
Nada acontece sem a sua permissão.
Por isso Tite passa tanto tempo perdendo decisões, jogos importantes, não conseguindo levar o clube para a Libertadores no seu centenário.
Ele decidiu chamar Vanderlei Luxemburgo para treinar o Internacional. Luxemburgo disse não agora. Vão conversar de novo em dezembro.
O clima do contato foi que a conversa do final do ano será apenas para acertar salário. Os dois deixaram o caminho mais do que aberto para 2010.
Só que desta vez, Fernando Carvalho não teve só aplausos. Pelo contrário. Há uma ala no Internacional que não deseja Luxemburgo.
Não quer o manager andando como prefeito do Beira Rio. Como o técnico faz na Vila Belmiro.
Pela primeira vez, Fernando Carvalho encontrou resistência. E entre os conselheiros mais poderosos do Inter.
O acordo para ter Luxemburgo está sacramentado. Pelo menos nas palavras. Os dois deixaram combinado. Não assinaram nada.
O presidente Marcelo Teixeira ainda tem esperança de continuar com o treinador.
Está fechando com dois novos grupos de investidores para fortalecer a equipe para 2010.
Mas o presidente santista sente a disposição de Luxemburgo em ir para o Sul, trocar de ares. Só que não irá desistir.
Fará uma última proposta. Assim como o partido PSB de Tocantins, que o quer como candidato a senador da República.
Enquanto isso, Fernando Carvalho tenta convencer os outros dirigentes do Inter que Vanderlei não mandará em nada além do futebol.
Para tornar tudo ainda mais surreal ainda, Mário Sérgio está ganhando apoio dos jogadores.
2010 promete ser um ano que dará o que falar no Internacional. E na vida de Luxemburgo...
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Publicado em 01/10/2009 às 19h22
“Sou bicampeão do mundo. Com o Boca e com o Inter. Por que não posso ganhar o Brasileiro com o Goiás?”
Iarley.
35 anos.
De Quixeramobim para o mundo.
Literalmente.
Ninguém tem o currículo do cearense.
Bicampeão mundial.
Um brasileiro infiltrado no Boca Juniors.
Campeão vestindo a camisa 10 de Maradona.
Com direito a figurar na Galeria de Honra na Bambonera.
Um prazer reservado só aos grandes jogadores da história do Boca.
E bicampeão do planeta, com o Internacional.
Ganhou duas vezes a Libertadores pelo clube argentino e pelo gaúcho.
Para quem conseguiu tanto, fazer do Goiás campeão brasileiro está longe de ser impossível.
O time é terceiro no Brasileiro, com um jogo a menos que o São Paulo, vice.
Se ganhar do Botafogo, assume isolado a segunda colocação.
Em entrevista exclusiva ao blog, Iarley mostra a personalidade forte que o levou tão longe.
Sem rodeios: o Goiás pode ser campeão brasileiro?
Pode e vai brigar como nunca pelo título.
Nós mantivemos a base do ano passado e reforçamos muito o time.
Nenhuma equipe do Brasil tem dois alas como os nossos.
Temos uma zaga segura, um meio de campo inteligente e um ataque fortíssimo.
E além de tudo chegou o Fernandão para dar ainda mais qualidade.
O Hélio dos Anjos também está arrancando o máximo de cada um.
É terrível ganhar do Goiás aqui em Goiânia.
Temos as mesmas chances de Palmeiras, São Paulo, Inter, Atlético Mineiro.
Não duvidem do Goiás.
Você não teme um complô para ajudar os clubes mais tradicionais?
Equipes com um passado vencedor nacionalmente?
Não tenho motivo para acreditar que os juízes irão nos prejudicar.
Jogador que coloca isso na cabeça não sai do lugar na carreira.
Não tem porque pensar que a CBF irá nos atrapalhar.
Se continuarmos a jogar bem, a chance de ser campeão do Brasil depende do Goiás.
E já antecipo, a partida que será chave é contra o Palmeiras.
Se ganharmos, vai ser duro nos segurar.
Iarley, de onde vem tanta confiança?
De acreditar no seu potencial e trabalhar.
Tenho 35 anos, mas ninguém trabalha mais do que eu.
Foi assim que ganhei meu espaço na vida.
Quem fica de braço cruzado, com medo, deixa a oportunidade passar.
Foi assim que fui do Paysandu para o Boca Juniors.
E pensaram que eu iria me intimidar.
Me impus e ganhei tudo que tinha para o Boca ganhar.
Venci o Argentino, a Libertadores e o Mundial.
A pessoa precisa acreditar nela e trabalhar.
Eu sempre soube do que era capaz, não importava o que os outros falassem.
E só eu sei como trabalhei.
(Desde que completou 30 anos, Iarley faz questão de treinar fisicamente nas férias.
Tudo para não chegar abaixo dos companheiros mais jovens.)
Por que você saiu do Boca Juniors?
Porque na Argentina se paga muito mal.
Todos ganham bem menos do que recebemos no Brasil.
Eles me ofereceram um contrato de três anos.
Disse não e fui para o Dorados do México ganhar cinco vezes mais.
É ótimo ser ídolo no Boca Juniors, mas receber pouco, não.
Então eu tratei de ir tratar da minha carreira no México.
Depois voltei para o Internacional.
Ganhava quatro vezes mais do que recebia no Boca.
Você teve uma carreira brilhante no Inter.
Mas a saída foi triste. Você chorou muito...
Chorei porque doeu o que fizeram comigo.
Eu ajudei muito na Libertadores e no Mundial.
Ensinei e valorizei meninos como o Rafael Sóbis, o Pato.
Estava jogando bem.
Mas disseram pelas minhas costas que eu estava velho.
Que eu tirava o espaço dos jovens atacantes que surgiam.
Os dirigentes fizeram um papel muito feio.
Me disseram que eu iria renovar e depois me ofereceram para o Goiás.
Só me chamaram quando haviam fechado o negócio.
Só aceitei porque percebi que não me queriam mais.
Fiquei chocado, chateado pela maneira com que me trataram.
Foi duro.
E eu chorei mesmo.
Fui traído. Fizeram tudo pelas minhas costas.
E como foi recomeçar no Goiás?
Foi ótimo.
Eu tive propostas de clubes de São Paulo e do Rio.
Aceitei o Goiás por causa do Fernandão.
Nós somos muito amigos.
Nós e nossas mulheres.
Além de me convencer, ele convenceu a minha mulher que o melhor seria vir para cá.
E deu tudo certo demais.
Tanto que ele acabou vindo para cá no meio do ano.
Está tudo perfeito.
No final do ano terminará o seu vínculo com o Goiás.
Para onde você vai?
Tem gente que brinca dizendo que eu vou ficar com a faca e dois queijos.
Mas eu não vou fazer leilão por aí.
Há sondagens de clubes de São Paulo e Rio.
Eu quero ficar no Goiás.
Vou tentar fazer um contrato de três anos e encerrar por aqui.
Vai depender da diretoria do Goiás.
Estou feliz demais aqui.
Por que vocês têm problemas com a imprensa goiana?
Eu sou direto e vou falar a verdade.
Apenas um quarto dos jornalistas daqui torcem para o Goiás.
O restante torce para o Vila Nova, para o Atlético Goianiense e para clubes fora daqui.
Foi por isso que criaram essa coisa de ciúme do Fernandão.
Perdemos dois jogos e disseram que o time estava com ciúme dele.
Uma grande bobagem.
A começar por mim que sou um dos seus maiores amigos.
Não dá para não ficar chateado com esse tipo de imprensa.
Mas deixa para lá, o que importa é que ninguém vai apagar essa campanha maravilhosa do Goiás...
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