9 de dezembro | às 07h55

divulgação9227 Apesar de o Goiás suar sangue, o Grêmio vai representar muito melhor o Brasil na Libertadores. Se cuida, Independiente...
Proibição de treinar no estádio de Avellaneda.

Foguetório dos torcedores para não deixar os jogadores dormir.

Pedras no ônibus que levava o time ao jogo.

Várias janelas rompidas pelos tijolos.

Intimidação da fanática torcida no caldeirão argentino.

Humilhação do técnico El Turco depois do jogo, dizendo que o lugar do time brasileiro era a segunda divisão, enfrentando o Bragantino e não disputando a Libertadores.

E ainda jogando com desprezo a flâmula que recebeu do Goiás na mesa da sala de imprensa.

Nada que o Independiente fez deveria ser surpresa.

O time argentino arrancou a fórceps a vaga do Goiás para a Libertadores de 2011.

Nas derrotas de ontem por 3 a 1 no tempo normal e por 5 a 3 nos pênaltis, o Independiente fez exatamente o que se esperava dele.

Jogou com garra, raiva e uma boa dose de maldade.

O colombiano Oscar Ruiz mostrou de novo que não é mais o grande árbitro que já foi.

Acabou a coragem.

Permitiu que os argentinos dessem os pontapés à vontade.

O placar de 2 a 0 no Serra Dourada, tão comemorado, mostrou-se insuficiente, pequeno.

O Goiás perdeu o título em casa, quando teve a chance de golear o Independiente.

Saiu perdendo ontem por 1 a 0.

Mas deu esperança ao Brasil todo, com exceção de Porto Alegre, quando o possuído Rafael Moura empatou a partida.

Os argentinos tinham de fazer mais dois gols para levar o jogo à prorrogação.

Mas fizeram os gols, com toda a facilidade, ainda no primeiro tempo.

Parra ganhava sozinho as divididas dos três zagueiros que Arthur Neto escalou.

Rafael Tolói, Ernando e Marcão não tiveram nem personalidade para se impor.

Jogaram acuados, tensos.

Deram confiança e espaço para Parra marcar os gols que o Independiente precisava.

Harlei mostrava o velho defeito: goleiro baixo para os tempos modernos.

Facilitava para os argentinos que usaram e abusaram dos cruzamentos.

Nos chutes da entrada da área, ele se recuperava mostrando agilidade.

O Goiás se desdobrou no segundo tempo.

Não só segurou o ímpeto do maldoso adversário, como quase ganhou o título.

Rafael Moura fez sensacional jogada, driblando os zagueiros, e, na hora do chute, acertou o goleiro Navarro.

Na prorrogação, o Goiás poderia ter vencido.

Rafael Tolói, livre na pequena área, cabeceou na trave direita.

Aí vieram os pênaltis, e o jogador que mais decaiu no time goiano acertou a trave.

E o Independiente ganhou por 5 a 3.

Vitória feia, catimbada, de dar raiva, mas justa.

Não há como negar que os argentinos a buscaram.

Com toda a sujeira que a Conmebol finge não enxergar.

Nos próximos cem anos será a mesma coisa.

Rafael Moura foi sensacional e quase levou sozinho o rebaixado Goiás para a Libertadores.

Marcou nove gols na Sul-Americana.

Mas não teve companheiros à altura.

O maior castigo para toda a sujeira que o Independiente aprontou virá do Olímpico.

O melhor time brasileiro do segundo semestre está na Libertadores.

O Grêmio de Renato Gaúcho ficou com a quarta vaga do Brasil.

O ótimo time que o treinador montou será ainda muito reforçado com a vaga.

Diego Souza é o primeiro nome da lista.

Quem sabe ele não volta a ser jogador de primeira linha no Olímpico, de onde nunca deveria ter saído?

Irá fazer de tudo para repetir o feito do rival Internacional e ganhar o título.

Se os deuses da bola forem justos, esse Grêmio encontrará pela frente o Independiente.

E fará tudo o que o Goiás não teve força para fazer.

Fica a tristeza pelo incrível esforço do time goiano, que foi implodido pela política interna do clube, pela vaidade de seus conselheiros.

Mas surge a certeza de que o Brasil será muito melhor representado pelo Grêmio...

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3 de dezembro | às 09h38

gettyimages00002 1024x708 Temendo a perda do Brasileiro para o Fluminense, Adriano é cortina de fumaça para Tite. E para os dois pontos que jogou fora na Bahia, que podem custar o jejum no centenário...
Não há a mínima confiança da direção do Corinthians no Guarani.

Mesmo com a disposição de enviar uma mala branca recheada: R$ 500 mil.

E ainda a promessa de alguns jogadores emprestados para 2011.

Andrés Sanchez sabe o quanto o time é fraco.

Assim como o trabalho de Vagner Mancini.

Se o título do Brasileiro for mesmo perdido, é preciso blindar a equipe.

E principalmente Tite.

Se o Fluminense for campeão com um ponto de vantagem, a direção do Corinthians não quer que o trabalho do novo treinador seja questionado.

E que as pessoas raciocinem como Carlos Alberto Parreira.

Ele foi claro.

"A rodada que definiu o Campeonato Brasileiro foi quando o Corinthians jogou com o Vitória.

E o Fluminense com o São Paulo.

O Corinthians não poderia ter empatado com o time baiano.

Foi neste jogo que deu a vantagem ao Fluminense."

Pois bem, naquela partida em Salvador, Tite tratou de defender o empate com o time ameaçado de rebaixamento.

Mesmo sabendo que o Fluminense começava a golear o desinteressado time do rancoroso Juvenal Juvêncio.

Como evitar que a cobrança recaia sobre Tite?

O técnico que pode ter jogado o Brasileiro no ano do centenário pelo lixo?

Além do mais, será ele o comandante da Libertadores de 2011.

Se ele começar o ano desmoralizado será difícil segurar.

A melhor maneira para blindá-lo caiu do céu.

Adriano.

Se o Corinthians perder mesmo o Brasileiro, ter a perspectiva de ter o atacante da Roma ameniza a dor.

Faz o torcedor sonhar.

E esquecer o desperdício que pode ser o Brasileiro de 2010.

Lógico que Adilson Batista fez um péssimo trabalho no Parque São Jorge.

Mas Tite assumiu a equipe e ganhou de presente a primeira colocação do Brasileiro.

Só que a jogou fora empatando, por falta de coragem e ousadia, em Salvador.

De acordo com Ronaldo, Adriano quer voltar.

Está infeliz no futebol italiano, de novo.

O empresário Gilmar Rinaldi tenta convencer o impulsivo atacante a continuar na Europa.

Pelo menos até o final do Campeonato Italiano.

Se ele conseguir, o jogador não chegará para a Libertadores.

Adriano está indeciso.

Sabe que se voltar ao Brasil, aos 28 anos, e duas desistências de times grandes da Itália, adeus carreira no exterior.

Ronaldo não quer nem saber e garante que está convencendo o jogador a atuar no Parque São Jorge.

Essa indefinição serve como excelente cortina de fumaça.

Todos se esquecem do tropeço na pior hora do técnico.

E como gosta de repetir Andrés: "Vamos que vamos".

Ao final da partida em Goiânia, se o Fluminense for campeão, se prepare.

O assunto será Adriano, Adriano e mais Adriano.

A contratação é difícil.

Mesmo se ele decidir voltar, tem contrato com o time italiano.

E não quer não R$ 450 mil mensais como foi divulgado.

Ele deseja R$ 800 mil.

Só com patrocinador forte para bancar esse salário.

Quem quer ter sua imagem ligada à de Adriano depois dos acontecimentos dos últimos dois anos?

Mas não importa.

Ninguém vai pensar.

Basta repetir o nome do jogador da Roma como um mantra.

Adriano, Adriano, Adriano...

O importante será hipnotizar impresa e torcida.

Para felicidade de Adenor Leonardo Bacchi, responsável pelo desperdício de dois pontos fundamentais para o fraco Vitória de Antônio Lopes.

Que podem custar o único título no ano do centenário...

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2 de dezembro | às 00h20

divulgação00023 1024x724 Sensacional... O Goiás renasceu... Acabou com o sono do rei e do príncipe do Rio de Janeiro...E diminuiu um pouco a vergonha dos palmeirenses...
O rei e o príncipe do Rio de Janeiro não foram dormir nada bem nesta madrugada de quinta-feira.

Joel Santana e Renato Gaúcho e grande parte da população brasileira não esperavam pela ótima partida do Goiás.

Na primeira partida das finais da Sul-Americana, o rebaixado no Brasileiro levantou a cabeça.

Com muita moral, os comandados de Artur Neto ganharam por 2 a 0 do Independiente.

Mesmo com o gigantesco gramado do Serra Dourada molhado, os goianos pressionaram.

Encurralaram os argentinos no primeiro tempo.

Jogaram com a autoridade de quem deveria estar liderando o futebol do seu país.

E não rebaixado com antecedência.

Rafael Moura e Otacílio Neto marcaram 2 a 0.

O time brasileiro poderia tem feito pelo menos mais dois gols.

A pressão foi incrível.

O técnico El Turco estava assustado.

Mas seu time não caiu na armadilha de tentar descontar de qualquer maneira.

Matreiro, tocou a bola com calma.

Ainda mais no segundo tempo quando teve o artilheiro Silvera expulso infantilmente.

Com dez jogadores, os argentinos trataram de fazer o que sabem.

'Mataram' a partida, catimbaram, fizeram o tempo passar.

O Goiás perdeu um pouco de embalo.

Diminuiu o ritmo, cansou.

Esse foi um erro.

Poderia ter conseguido mais um gol e ir para Avellaneda muito mais confiante.

Matreiro, o goleiro Navarro roubou pelo menos uns cinco minutos do jogo.

Soube como deixar o tempo passar.

Mas não há o que reclamar.

O árbitro paraguaio Carlos Torres foi muito bem, mesmo deixando os argentinos tirarem alguns minutos de bola rolando.

No final, o placar de 2 a 0 foi justo.

Empolgante, heróico até para um time rebaixado para a Segunda Divisão.

E que está pertíssimo da Libertadores da América em 2011.

Terá de repetir as façanhas do Uruguai, quando desbancou o Peñarol e em São Paulo, quando eliminou o Palmeiras.

Não será fácil.

O caldeirão de Avellaneda é terrível.

Mas não há como não abrir um sorriso ao analisar o comportamento da torcida goiana.

Emocionante.

Exatos 35.500 torcedores fanáticos no Serra Dourada.

Esqueceram por uma noite a vergonha do rebaixamento no Brasileiro.

Benditos R$ 912 mil de arrecadação...

Santo dinheiro para o clube com tanta dificuldade financeira.

Os torcedores testemunharam e empurraram o Goiás para a maior vitória de sua história.

Nunca o time chegou tão longe em uma competição internacional.

Quem assistiu ao jogo não teve como não torcer pelo Goiás.

Se tivesse 10% da organização tática e vontade de jogar que teve ontem o time não seria rebaixado.

Mas isso cabe a Leão, Jorginho e Jorginho explicarem...

Artur Neto fez o básico e conseguiu o maior feito do clube desde que foi fundado.

Que venham os argentinos e seu caldeirão na próxima quarta-feira...

O Goiás parece pronto para o que ninguém esperava.

Os palmeirenses podem dormir um pouco menos envergonhados.

Em compensação...

O rei e o príncipe do Rio de Janeiro estão mais tensos do que nunca.

Graças ao rebaixado Goiás, podem duelar no domingo por nada...

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25 de novembro | às 09h22

Agencia Estado56 1024x682 A primeira enorme decepção com Felipão. Para tristeza dos palmeirenses, não... Ele não é um enviado dos deuses... É só um técnico...
Se fosse qualquer treinador no mundo ontem no Pacaembu, ele seria massacrado pela torcida do Palmeiras.

Qualquer um: José Mourinho, Guardiola, Alex Ferguson, Vicente del Bosque...

Menos Luiz Felipe Scolari.

Por isso a tristeza foi maior.

A sensação de profunda decepção sem o desabafo de acusar ninguém.

Muito menos Felipão.

O treinador que deu a maior conquista da história do clube: a Libertadores de 1999.

Que orgulhou a todos com o pentacampeonato no Japão.

Aquele que os dirigentes tentavam trazer de volta há três anos.

E que trouxeram a peso de ouro.

O técnico que mais recebe na América Latina.

E que promete processar quem citar a fortuna que recebe, sem impostos.

Ele a estava justificando.

Levou o time à semifinal da Sul-Americana.

Mas mostrou ontem que ele não é um enviado dos céus.

É apenas um treinador de futebol, para desencanto dos palmeirenses.

O elenco é limitado, inseguro, com pouquíssimos jogadores com talento.

Mas todos confiaram em Felipão.

A sua estrela é tão grande que, em 2010, a fraca Sul-Americana passa a valer uma vaga à Libertadores da América.

Competição formada por times que fracassaram nos seus países, ela parecia moldada para Scolari.

Uma sequência de mata-matas, sua especialidade desde o Criciuma, em 1991.

A fé, a confiança dos palmeirenses na redenção do clube foi imensa.

Todos apostavam em Felipão.

O clube e os brasileiros largaram sem remorso o Brasileiro.

A confiança era imensa na Sul-Americana.

Aos trancos e barrancos, o time foi chegando.

Mal assessorado, o treinador mostrava uma faceta antiga, ultrapassada.

Todos fingiam não ligar porque ele estava ganhando.

Seguindo os conselhos de seu assessor de imprensa, primeiro ele calou o time.

Duvidando da capacidade intelectual dos seus jogadores, eles foram proibidos de dar entrevistas.

Ninguém fala no gramado: antes, durante ou depois da partida.

Ninguém.

Só Felipão.

Passou a ser o treinador no país que mais fechou treinos para a imprensa.

Ninguém podia ver o seu trabalho.

Depois passou a não responder perguntas que não lhe interessavam.

Até que houve o lamentável episódio de chamar os repórteres que insistiam no absurdo "caso Valdivia" de palhaços.

E a torcida, como previa o seu assessor de imprensa, ficou do lado do técnico.

Afinal, o Palmeiras estava vencendo.

Só que Felipão sonha um dia em voltar para a seleção brasileira.

Ele não poderia manter o rompimento com a imprensa de São Paulo.

Teve mais bom senso do que seu assessor e se reuniu na Aceesp.

Acabou com a má educação e birra com os jornalistas.

Não chamou mais ninguém de palhaço.

Enquanto isso, continuava manipulando as informações.

Escondendo.

Proibiu e ninguém fala de maneira aberta sobre Valdivia.

Jogador de R$ 14 milhões que teve de sair três vezes antes do primeiro tempo, sentindo um estiramento na coxa esquerda.

Por que ele entrou em campo contudido ninguém soube dizer até agora...

Mas as vitórias serviam como escudo a Scolari.

Os dirigentes se sentiam protegidos com ele.

Podiam esconder a sua falta de competência.

Scolari é e gosta de ser o centro das atenções.

Passou a ter o poder de vida e morte no Palmeiras.

Só ele para dizer não a um dos maiores ídolos da história do clube.

A grande maioria dos dirigentes queria o retorno de graça de Rivaldo.

Apenas uma voz foi contrária.

E ela prevaleceu: a de Luiz Felipe.

Constrangidos, os dirigentes não ousaram enfrentá-lo.

Nem mesmo os torcedores, que também queriam pelo menos ver em que condições físicas o talentoso jogador estava.

Mas não houve sequer a possibilidade de ele fazer um teste no clube.

Um mero coletivo com os reservas.

Não de Scolari é não.

Ai de quem ousar contestá-lo no Palmeiras.

Por isso a frustração é maior no clube.

A maneira com que o time de Felipão perdeu para o Goiás.

A falta de reação, de luta.

Se faltava talento, o time também não teve atitude.

A televisão mostrava que não houve uma mudança tática, sequer uma tentativa.

Nada.

Parecia estar atônito como um técnico comum, como existem às dezenas pelo futebol brasileiro...

E que valem bem menos...

Conselheiros ontem de madrugada choravam, atônitos.

Mal conseguiam falar ao telefone.

Só diziam que 2011 estava perdido.

Mas preservavam Felipão.

Não tinham a velha escapatória de crucificar o técnico.

Não...

Scolari continua intocável no Palmeiras.

Ele fez por onde.

E até por isso, a dor talvez seja muito maior.

A frustração de ser eliminado da semifinal da Sul-Americana em casa, diante de 38 mil torcedores.

Para o rebaixado Goiás.

"Brochante", como disse o diretor de futebol Pescarmona.

O resultado espantou investidores dispostos a montar um grande time para a Libertadores.

Para o desprestigiado Campeonato Paulista ou a Copa do Brasil, com visibilidade interna, não vale a pena.

Scolari sabe bem que perdeu o poder de barganha com a eliminação de ontem.

Sua lista de reforços passa a ter nomes bem mais fracos, mais baratos.

Pior.

Sua credibilidade como técnico do Palmeiras ainda é imensa.

Mas sofreu um baque ontem.

Silencioso, dolorido.

Durante o vexame no Pacaembu, torcedores olhavam para o banco de reservas.

Como se esperassem um milagre.

Milagre que não veio.

Scolari não conseguiu fazer seu time empatar com o Goiás.

Não era cover, nem um representante.

Muito menos seu assessor de imprensa que o transformou em uma figura antipática, rústica, agressiva.

Era o treinador que os dirigentes e a torcida sonhavam desde que foi embora, há dez anos.

O vexame foi comandado por ele.

Fosse qualquer outro técnico do mundo, estaria sendo contestado, questionado.

Seu emprego, ameaçado.

Mas Felipão ainda desfruta de uma aura no Palmeiras.

Justificada.

Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Oswaldo Brandão também já a tiveram um dia.

E a perderam.

Que Luiz Felipe Scolari trabalhe muito para continuar justificando tanta confiança.

Tantas lágrimas, tanta dor, tanta revolta silenciosa.

Ninguém está acima do bem e do mal no futebol.

Ninguém.

Nem mesmo Luiz Felipe Scolari...

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25 de novembro | às 00h23

reuters1221 24 de novembro de 2010...Pacaembuzazo... Uma só pergunta, Felipão: vai ter jogo domingo?

Aquela que deveria ser a noite mais alegre do Palmeiras em 2010 foi a mais trágica.

O ano acabou.

E pior, terá reflexos profundos em 2011.

Adeus Libertadores do próximo ano.

Adeus grandes investimentos no novo time.

Adeus participação efetiva da Traffic na busca de reforços.

"Foi brochante demais. O time amarelou.

Que investidor vai colocar dinheiro em um clube que só vai disputar a Copa do Brasil?

O nosso planejamento mudou inteiro para 2011..."

A declaração sincera é do diretor de futebol Wlademir Pescarmona...

"Foi uma vergonha o Palmeiras ter sido eliminado pelo o Goiás. Vergonha", resumiu Kléber.

Mesmo com o apoio de 38 mil pessoas no Pacaembu, o time de Scolari sucumbiu.

E diante do Goiás.

Com o mesmo time que foi rebaixado no Brasileiro no final de semana.

A equipe perdeu em casa por 4 a 1 para o Santos.

O problema foi como o Palmeiras se posicionou.

Nesta nova tragédia marcante na sua história, o descontrole e o acúmulo de erros.

A eliminação palmeirense começou com Valdivia.

Jogador de R$ 14 milhões que não poderia de jeito nenhum estar fora da semifinal.

Um raro jogador talentoso no elenco de Luiz Felipe Scolari.

Foi tratado com enorme incompetência.

Como pode ser liberado para três partidas e ter de abandonar o gramado antes do primeiro tempo?

Diante do Goiás, ele seria fundamental.

Ninguém prende bola e desmonta uma defesa como o chileno.

A responsabilidade cresceu demais para Kléber.

Ficou mais fácil para o time goiano marcá-lo.

Lincoln não tem a metade do talento de Valdivia.

O Palmeiras não tinha como chegar na área dos goianos, a não ser com levantamentos da intermediária.

Mesmo não jogando bem, o time de Felipão saiu na frente com um gol do esforçado Luan.

Todos lembraram dos coadjuvantes que formam o Palmeiras atual quando o Goiás empatou no último minuto.

Gol que nasceu de uma jogada irregular.

De uma falta que não aconteceu.

Marcelo Costa cobrou essa inexistente falta no travessão.

Em seguida a bola foi levantada para a área.

Houve o desvio de cabeça de Rafael Moura para o eterno "'gato" Carlos Alberto.

A cabeçada fraca que desviou em Tinga e enganou Deola...

Foi o suficiente para o time baixar a cabeça.

Não teve grito de Felipão ou de Marcos Assunção que levantasse a equipe.

Os palmeirenses sentiram a pressão.

A responsabilidade.

O peso de ser favorito até em jornais goianos.

No íntimo, eles sabiam que não tinham tanto futebol assim.

Mesmo com 38 mil torcedores desesperados, gritando por eles.

Aplaudindo cada lateral como se fosse um lance genial de Pelé.

O segundo tempo foi ainda mais desmoralizante.

Artur Neto percebeu a tremedeira generalizada no adversário e adiantou a marcação.

O Goiás começou a jogar como se estivesse em casa.

Tabelava na intermediária e buscava a linha de fundo para cruzamentos buscando Rafael Moura.

Aliás, ele parecia possuído.

Jogando bem demais.

Com a cabeça erguida, buscando tabelas, dribles e lançamentos.

Nem parecia o peso morto que passou pelo Corinthians e virou um folclórico cover do He-Man.

Luiz Felipe não conseguiu mudar o desenho tático da partida.

Não tinha jogadores para isso.

Mas pouco tentou.

Deveria ser mais ousado, tentar uma marcação especial no principal jogador goiano.

Pedir para o seu time passar a abusar das faltas.

Fazer alguma coisa.

Só gritou, gritou e não mudou o jeito do encurralado Palmeiras.

E aconteceu o que estava claro que iria se passar.

O Goiás virou.

Depois de uma bisonha furada de Márcio Araújo, Marcão foi lançado e foi até a linha de fundo.

De lá, o ex-zagueiro do Palmeiras cruzou para quem?

A bola chegou até Rafael Moura que a ajeitou para Ernando marcar 2 a 1.

O gol saiu aos 36 do segundo tempo.

Com os dois minutos de acréscimo, o Palmeiras tinha 11 minutos para empatar a partida.

Mas com os nervos travados, os jogadores não conseguiram criar sequer uma chance de gol.

Nas arquibancadas, vários torcedores choravam sentindo a impotência do time que torciam.

Ao final, a maior decepção de 2010.

O Palmeiras eliminado da Sul-Americana.

Caiu na semifinal.

Em casa, diante do time que havia acabado de ser rebaixado para a segunda divisão no Brasileiro.

Não conseguiu sequer o empate que o levaria à final.

Um desastre.

Inclusive para o futuro do time.

Para a fama de Felipão de copeiro.

O sofrido torcedor palmeirense não merecia mais esse desgosto.

Parabéns para os goianos que conseguiram superar o terrível trauma do rebaixamento.

E fizeram o Palmeiras passar por mais uma humilhação histórica.

A noite em que o time tremeu.

Felipão nada fez de útil.

Não justificou salário, fama e títulos.

Nada.

Nem avisar ao seu time que o empate servia.

Foi qualquer um...

E 38 mil torcedores ficaram abandonados à própria sorte, à própria tristeza.

À própria incompetência que domina o Palmeiras nos últimos anos.

A administração Belluzzo termina sem a conquista de um mísero título...

Um fracasso.

Nos últimos dez anos, o Palmeiras só conquistou o desprestigiado Campeonato Paulista, em 2008...

Como é que Felipão terá coragem de colocar um time reserva contra o Fluminense domingo?

"Por mim, nem entrava em campo.

Perdia por W.O.", assume Pescarmona.

"O melhor seria a diretoria nos dar férias a partir da agora", pede Kléber.

Com medo da reação das torcidas organizadas, o treino desta quinta-feira foi cancelado.

Triste Palmeiras de tantas e tantas glórias...

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24 de novembro | às 02h54

reuters29 Hoje será a noite mais feliz do Palmeiras em 2010. Tem festa marcada para o Pacaembu...

37 mil palmeirenses no Pacaembu.

Adversário abatido.

Recém-rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro em 2011.

Clube com dívidas e destroçado politicamente.

Jogadores não sabem o que será do seu futuro.

Perderam em sua casa, no Serra Dourada por 1 a 0.

O Palmeiras tem tudo para viver a sua melhor noite até agora de 2010.

Garantir, depois do Paulista de 2008, a chegada a uma final de campeonato.

Basta empatar e decidir a Copa Sul-Americana.

Ficar a duas partidas da Libertadores de 2011.

O time abandonou faz tempo o Campeonato Brasileiro pensando nessa competição.

Scolari sabe que não tem elenco para esses dois torneios.

Já não caindo para a Série B no torneio nacional, está ótimo.

O bônus que caiu do céu foi a Sul-Americana com seu prêmio inesperado em 2010: a vaga para a Libertadores.

Por pura barbeiragem do departamento médico, o time não terá seu jogador mais talentoso: Valdivia.

Mas mesmo assim, há potencial suficiente para derrotar os goianos.

Artur Neto tentará surpreender apostando na euforia palmeirense.

Afinal, o time joga em casa, com adversário mais fraco.

Só que o treinador é Luiz Felipe Scolari.

Ele sabe que não possui equipe para comprar jogo franco com ninguém.

Não pode abrir seu meio de campo, sua zaga, nas laterais.

Sabe e não fala nem sob tortura das deficiências palmeirenses.

Falhas no elenco que o obrigam a sobrecarregar o time com volantes.

Depender de cobranças de falta do mágico Marcos Assunção.

Felipão é realista.

Sabe que o empate serve.

Não tem a menor disposição de tentar dar espetáculo para os palmeirenses que lotarão o Pacaembu.

Se o Palmeiras chegar à final da Sul-Americana será do jeito brigador, do coração, da garra.

Nunca da técnica.

Não pode mostrar o que não possui.

Mas neste campeonato nonsense que premia os times que fracassaram nos seus países, não ganharam os torneios nacionais, nesta Libertadores B, é mais do que suficiente o que o Palmeiras tem para mostrar.

Correria, marcação forte e a bola parada de Marcos Assunção devem ser mais do que suficiente para eliminar o Goiás.

E chegar, depois de dez anos, à decisão de um torneio internacional.

Quem é palmeirense e também quem não é não pôde esquecer até hoje a final da Mercosul de 2000.

Uma final inédita no mundo.

Quando a equipe da casa abriu 3 a 0, tomou champanhe no intervalo, e perdeu a decisão por 4 a 3.

Foi o que o Palmeiras de Marco Aurélio fez diante do Vasco de Romário.

Mas não é bom lembrar o passado tenebroso.

Vale hoje é comemorar.

O Palmeiras tem tudo para ter a sua noite mais feliz de 2010.

O que vale é lotar o Pacaembu, comemorar.

O Goiás chega a São Paulo de cabeça baixa, morto psicologicamente.

Diante dele, o limitado Palmeiras pode ser comparado à Academia do início dos anos 70...

Hoje é para fazer festa.

E depois rezar contra LDU ou Independiente...

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14 de novembro | às 21h06

divulgação212 Se não fosse Sandro Meira Ricci, o Fluminense não estaria tão desesperado agora...
Sandro Meira Ricci mudou mesmo o Campeonato Brasileiro.

Se ele não tivesse marcado o pênalti inexistente em Ronaldo, aos 42 minutos do segundo tempo de ontem, Cruzeiro e Corinthians teriam empatado em 0 a 0.

Acontece que Sandro errou, marcou e pênalti.

Relembrando, Ronaldo recebeu a bola no peito, de frente para o árbitro.

Gil entrou para a disputa pelo alto.

O atacante mal sentiu a presença do zagueiro e se desmanchou no gramado gritando.

Intimidado, o juiz assinalou a penalidade.

Ronaldo fez gol.

O lance refletiu não só no Pacaembu, mas também no Engenhão.

O Fluminense passou a não poder empatar contra o Goiás para não ceder a liderança ao Corinthians.

Por obra e conta de Sandro Meira Ricci.

O time de Muricy Ramalho entrou pressionado.

E esteve abominável, irreconhecível.

Afobada, tensa.

Como se não tivesse meio de campo.

A bola tinha de chegar a Fred e Washington da maneira mais rápida possível.

Chutões e chuveirinhos.

Chuveirinhos e chutões.

Nem sombra de estratégia.

Muricy Ramalho só sabia reclamar de laterais, faltas não marcadas no meio de campo.

Ele não tentou nenhuma reengenharia tática.

Uma velha acusação de parte dos conselheiros são-paulinos que defendem até hoje sua demissão: a insistência nas bolas aéreas.

Faltou infiltrações, trocas de posições, tabelas, ataques em bloco.

Marcação por pressão.

O empate contra o vice lanterna e virtual rebaixado mostrou bem o que foi o jogo.

Ponto final?

Não.

Porque graças ao erro de Sandro Meira Ricci essa partida grotesca do Fluminense não teria o peso que teve.

A dor foi maior.

A decepção, mais profunda.

Largou a liderança para o Corinthians, o time que ganhou de presente um pênalti.

Sandro Meira Ricci.

Esse nome se tornou muito importante neste centenário coritiano...

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26 de setembro | às 02h43

divulgação213 Alguém precisa dar um DVD do Soberano para Juvenal Juvêncio. Para voltar a ganhar títulos, o São Paulo precisa de um técnico de verdade...

Ao sair da sala de cinema que exibe o Soberano é difícil não chorar.

Não pelas emocionantes seis conquistas de Brasileiros do clube.

Mas pelo Juvenal Juvêncio está oferecendo para a sua torcida.

O grande problema para quem assistiu ao filme é fácil identificar.

Não está no time.

Mas no banco de reservas.

Lobo no dia em que Juvenal fez um carnaval para efetivar Sérgio Baresi, o time passou por um vexame.

Estava com todos os holofotes voltados para ele.

E não teve estrutura para suportá-los.

Não está preparado.

Não tem vivência, maturidade.

A primeira atitude foi imperdoáve.

Resolveu colocar o novato e inseguro Samuel na defesa.

Na ala, pensando que era Garrincha, Casemiro.

Jean tinha a certeza de que havia virado Raí.

O resultado foi um enorme túnel do metrô pelo lado direito da defesa paulista.

O time de Jorginho está na zona do rebaixamento, mas tem seus recursos.

Quando o ex-auxiliar de Dunga percebeu o presente que recebeu de Baresi, mandou seu time forçar pela esquerda.

E foi o suficiente.

O Goiás fez três gols.

Rafael Moura, seu atacante mais agudo, fez dois gols.

Mas se tivesse um pouquinho de qualidade, teria marcado mais dois pelo menos.

O São Paulo se mostrou inseguro, vulnerável.

Por culpa de seu jovem treinador.

Foi vaiado no intervalo pelos 18 mil frustrados são-paulinos.

Chegou ao absurdo de, na volta do intervalo, deixar a equipe com três zagueiros, três no meio e campo e quatro jogadores no atacante.

Com enorme buraco entre os setores, os goianos poderiam ter conseguido uma goleada histórica.

Mas não acreditou em um presente tão grande, afinal, Natal não é em setembro.

E o time recuou para assegurar os três inesperados pontos no Morumbi.

O São Paulo tentou, a base do coração, e não da estratégia, ao menos marcar o seu gol.

Nem isso conseguiu.

A derrota expôs o óbvio.

Talvez um dvd para Juvenal Juvêncio não faria mal.

Assim ele repararia que nas conquistas dos seis Brasileiros, o São Paulo tinha em comum: um treinador respeitado.

Rubens Minelli, no Brasileiro de 1977.

Pepe no de 1986.

Telê Santana no de 1991.

E Muricy Ramalho nos de 2006, 2007 e 2008.

Sérgio Baresi tem muito boa vontade e parece ser um treinador promissor.

Mas está longe de ser o técnico que o São Paulo precisa.

É imaturo, inexperiente.

Por isso, esses altos e baixos.

Juvenal Juvêncio quis ficar bem politicamente com a direção do Santos e não contratou Dorival Júnior.

O deixou ir para o Atlético Mineiro.

Efetivou Baresi até o final do Brasileiro.

A partir daí, vai buscar um outro treinador, alguém mais vivido.

Paulo Autuori e Abel Braga são os mais comentados.

Enquanto isso, o presidente repetirá sua inexplicável estratégia.

A mesma que utilizou com Ricardo Gomes.

Só o deixou ir embora depois que eliminou o São Paulo da Libertadores.

Com Baresi, o clube tem tudo para não atingir pela oitava vez consecutiva a competição que mais ama.

Após jogar fora a chance de disputar a Libertadores de 2011, Juvenal vai mudar.

Algo está muito errado.

Alguém precisa dar um DVD do Soberano para o presidente são-paulino.

Títulos, conquistas inesquecíveis, o São Paulo só teve quando teve um treinador de qualidade.

Baresi ainda é um novato, um aprendiz.

Que pode ter a sua carreira queimada com essa efetivação precipitada.

Juvenal, você já perdeu a abertura da Copa de 2014...

Já jogou fora a Libertadores e a chance de ganhar um novo Mundial mantendo Ricardo Gomes.

Agora vai desperdiçar a chance de disputar a oitava Libertadores seguida...

Alguém precisa acordar o atual presidente do São Paulo.

Ele se deixou levar.

Andres Sanches tem o que comemorar.

Tirou Dorival Júnior do Morumbi ao deixar no ar que ele já havia acertado com o São Paulo.

Antes de brigar com Neymar.

Suas palavras travaram a direção tricolor.

Dorival foi para o Atlético Mineiro.

E o inexperiente Baresi continua comandando o tricampeão mundial...

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25 de agosto | às 10h00

divulgação232 Confiante diante do Cruzeiro, Corinthians aposta no Goiás contra o Fluminense. E na tomada da liderança do Brasileiro hoje...

O Fluminense enfrentará o desesperado Goiás, em Goiânia.

O Corinthans, o tranquilo Cruzeiro, em Uberlândia.

Quem terá o jogo mais fácil?

Quem já pode contar com os três pontos da vitória que o manterá disparado na frente?

Por incrível que possa parecer, os corintianos estão mais confiantes que os tricolores.

O Cruzeiro tem uma equipe muito mais técnica, forte do que o Goiás.

Como em todo ano, Zezé Perrella despejou vários jogadores no clube.

E colocou Cuca na vaga do agora corintiano Adilson Batista.

Entrosar uma equipe com a obrigação de classificar o time até a Libertadores não nada fácil.

Ainda mais com um treinador que acabou marcado no futebol brasileiro por sua insegurança.

Cuca é muito trabalhador, tem uma visão privilegiada dos jogos.

Mas se complica na hora de escolher as peças.

Demora a se decidir.

Os jogadores já perceberam isso.

E ele presta muito atenção a tudo que ocorre fora do campo.

De vez em quando vê fantasmas onde não existe.

Só que desta vez existe de verdade.

Adilson Batista ficou dois anos e meio na Toca da Raposa.

Era tratado a pão de ló por Zezé Perrella.

Foi vice da Libertadores.

Montou equipes eficientes, ofensivas.

E conheceu profundamente a maioria dos atletas que serão seus adversários hoje à noite...

Cuca vai tentar exorcizar Adilson colocando sua equipe no ataque, buscando a iniciativa do jogo.

É tudo o que o corintiano quer.

Vai fazer o que puder para explorar as deficiências da zaga Gil e Edcarlos.

Roberto Carlos e Jorge Henrique vão para cima de Jonathan.

Jucilei, Elias e Bruno César têm ordem de fazer o que gostam.

Contragolpear em bloco, com liberdade para invadir a área, tabelar ou chutar de fora da área.

Neste estilo de jogo é muito bom ter a inteligência de Iarley.

Chega a ser sorte que o gordo Ronaldo só possa jogar contra o Vitória, no domingo.

O jogo estará do 'jeito do Corinthians'.

O maior perigo está na bola parada de Montillo e no imprevisível Wellington Paulista.

Mas os paulistas estão convictos de que terão a partida sob controle.

Por outro lado, Muricy Ramalho sabe que o Goiás, ao contrário do Cruzeiro, não pode perder hoje.

O time de Leão estão em penúltimo lugar.

Não tem apoio de seu torcedor.

Tem jogado mal demais.

A diretoria está em pé de guerra.

O presidente Syd Oliveira emprestou seus dois melhores atacantes: Felipe e Jonanthan.

Fez para desafiar o conselho do clube, não se importando com a chance do rebaixamento.

A imprensa de Goiás pressiona, quer a demissão de Leão de qualquer maneira.

O time não vence no Brasileiro desde que acabou a Copa do Mundo.

É neste ambiente que o agressivo treinador se sente bem.

Vai tentar transformar o clima dentro de campo em guerra.

Todos contra o Goiás.

Especialista em sindrome de perseguição mostrará aos seus atletas que o mundo está contra eles.

E vai exigir um comportamento kamicaze contra o líder do Brasileiro.

A melhor chance que o destino poderia dar ao grupo.

Sob os holofotes do País inteiro, a oportunidade de uma reviravolta.

Pouco importa a técnica.

É para colocar a cabeça nas travas das chuteiras adversárias.

Morder o tornozelo dos bem pagos jogadores cariocas.

Contra adversários assim, nos últimos anos, Muricy Ramalho tem se complicado.

Ele tem sob seu comando uma equipe técnica, talentosa.

Mas contra o Vasco, time sem tantos talentos, quase sucumbe diante do coração.

Além do talento, Deco, Conca, Mariano, Júlio César, Emerson só sairão de Goiânia de cabeça alta se tiverem muita vibração, personalidade.

Se jogarem com raiva.

Aí é que está o perigo.

Talvez tudo isso faz com que os corintianos estejam tão confiantes que a liderança poderá mudar de mãos.

Será?

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2 de agosto | às 11h08

divulgação456 E o Goiás continua despencando. Graças à briga de Leão...

Depois da estúpida briga de Leão e o repórter baiano Roque Santos, o prejuízo para o Goiás.

O clube despencou no Brasileiro.

Depois da humilhante goleada de ontem para o Avaí por 4 a 1, a zona do rebaixamento.

Por causa do descontrole do treinador, o time ainda perdeu Romerito e Rafael Moura, que compraram a briga.

O Goiás tem sido orientado em campo pelo sobrinho do técnico, Fernando Leão.

E ainda está sem seus principais jogadores.

O presidente Syd de Oliveira garante que não vai punir Leão.

Só que já existe um levante de conselheiros e descontentamento dos patrocinadores.

A situação está longe de estar tranqüila.

A famosa data de validade do técnico está chegando ao final.

Só para lembrar: Leão tem 60 anos.

E ele havia prometido que quando chegasse a essa idade iria abandonar a profissão de treinador.

Talvez tenha se esquecido.

Para falta de sorte do nobre Goiás.

As imagens da estúpida briga rodaram o mundo.

Será que é desta maneira que o presidente Syd de Oliveira quer seu clube seja conhecido no Exterior?

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