
Proibição de treinar no estádio de Avellaneda.
Foguetório dos torcedores para não deixar os jogadores dormir.
Pedras no ônibus que levava o time ao jogo.
Várias janelas rompidas pelos tijolos.
Intimidação da fanática torcida no caldeirão argentino.
Humilhação do técnico El Turco depois do jogo, dizendo que o lugar do time brasileiro era a segunda divisão, enfrentando o Bragantino e não disputando a Libertadores.
E ainda jogando com desprezo a flâmula que recebeu do Goiás na mesa da sala de imprensa.
Nada que o Independiente fez deveria ser surpresa.
O time argentino arrancou a fórceps a vaga do Goiás para a Libertadores de 2011.
Nas derrotas de ontem por 3 a 1 no tempo normal e por 5 a 3 nos pênaltis, o Independiente fez exatamente o que se esperava dele.
Jogou com garra, raiva e uma boa dose de maldade.
O colombiano Oscar Ruiz mostrou de novo que não é mais o grande árbitro que já foi.
Acabou a coragem.
Permitiu que os argentinos dessem os pontapés à vontade.
O placar de 2 a 0 no Serra Dourada, tão comemorado, mostrou-se insuficiente, pequeno.
O Goiás perdeu o título em casa, quando teve a chance de golear o Independiente.
Saiu perdendo ontem por 1 a 0.
Mas deu esperança ao Brasil todo, com exceção de Porto Alegre, quando o possuído Rafael Moura empatou a partida.
Os argentinos tinham de fazer mais dois gols para levar o jogo à prorrogação.
Mas fizeram os gols, com toda a facilidade, ainda no primeiro tempo.
Parra ganhava sozinho as divididas dos três zagueiros que Arthur Neto escalou.
Rafael Tolói, Ernando e Marcão não tiveram nem personalidade para se impor.
Jogaram acuados, tensos.
Deram confiança e espaço para Parra marcar os gols que o Independiente precisava.
Harlei mostrava o velho defeito: goleiro baixo para os tempos modernos.
Facilitava para os argentinos que usaram e abusaram dos cruzamentos.
Nos chutes da entrada da área, ele se recuperava mostrando agilidade.
O Goiás se desdobrou no segundo tempo.
Não só segurou o ímpeto do maldoso adversário, como quase ganhou o título.
Rafael Moura fez sensacional jogada, driblando os zagueiros, e, na hora do chute, acertou o goleiro Navarro.
Na prorrogação, o Goiás poderia ter vencido.
Rafael Tolói, livre na pequena área, cabeceou na trave direita.
Aí vieram os pênaltis, e o jogador que mais decaiu no time goiano acertou a trave.
E o Independiente ganhou por 5 a 3.
Vitória feia, catimbada, de dar raiva, mas justa.
Não há como negar que os argentinos a buscaram.
Com toda a sujeira que a Conmebol finge não enxergar.
Nos próximos cem anos será a mesma coisa.
Rafael Moura foi sensacional e quase levou sozinho o rebaixado Goiás para a Libertadores.
Marcou nove gols na Sul-Americana.
Mas não teve companheiros à altura.
O maior castigo para toda a sujeira que o Independiente aprontou virá do Olímpico.
O melhor time brasileiro do segundo semestre está na Libertadores.
O Grêmio de Renato Gaúcho ficou com a quarta vaga do Brasil.
O ótimo time que o treinador montou será ainda muito reforçado com a vaga.
Diego Souza é o primeiro nome da lista.
Quem sabe ele não volta a ser jogador de primeira linha no Olímpico, de onde nunca deveria ter saído?
Irá fazer de tudo para repetir o feito do rival Internacional e ganhar o título.
Se os deuses da bola forem justos, esse Grêmio encontrará pela frente o Independiente.
E fará tudo o que o Goiás não teve força para fazer.
Fica a tristeza pelo incrível esforço do time goiano, que foi implodido pela política interna do clube, pela vaidade de seus conselheiros.
Mas surge a certeza de que o Brasil será muito melhor representado pelo Grêmio...
Veja mais:
+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7




















Últimos comentários