Publicado em 04/09/2010 às 18h01
Felipe Melo, o melhor volante do planeta. Pronto! Cadê a minha passagem para Paris?
Felipe Melo.
Pisou no holandês Robben na Copa do Mundo da África.
Foi expulso,deixou o Brasil com dez jogadores.
E veio a eliminação do Mundial nas quartas-de-final.
O volante foi a maior aposta de Dunga no time titular.
Ele prejudicou demais quem confiou nele.
Felipe Melo foi banido da seleção brasileira
Seu nome não é lembrado.
Pelo contrário, virou símbola do time fracassado montado por Dunga.
No Brasil, depois da Copa só andava com boné e óculos escuros.
Cada vez que acabou reconhecido foi um vexame para ele e seus familiares.
Gozações, palavrões e até mesmo ameaça de agressões.
Felipe Melo virou um jogador marcado.
Como acabar com esse clima ruim?
Ele teve uma idéia que considerou fenomenal.
Resolveu sortear no seu twitter passagens, hospedagem e ingressos para uma pessoa acompanhar uma partida da Juventus.
Na Itália.
Foram milhares e milhares de concorrentes.
Diante do prêmio, as ofensas se transformaram em elogios, rezas, promessas.
Houve o sorteio e uma jornalista mineira ganhou.
E ela é só elogios ao volante.
Que criativa estratégia.
De vilão da Copa do Mundo a agente de viagem.
Pena que Barbosa, Bigode, Flávio Costa, Lazaroni, Toninho Cerezo, Júnior, Zico, Júnior César, Ronaldo, Roberto Carlos, Zagallo, Parreira, Adriano, Júlio César não tiveram a mesma idéia.
Talvez não teriam sido tão criticados nas Copas que prejudicaram o Brasil.
Mas Felipe Melo mostrou o caminho.
Afundou a seleção brasileira, basta procurar a agência de viagens mais próxima.
A memória do torcedor se transforma com a chance de viajar para a Europa de graça.
Mesmo tendo a punição de vê-lo de novo em campo.
Isso se for titular da Juventus...
Mas isso é detalhe.
Viva Felipe Melo, o melhor jogador da Copa do Mundo da África!
O mais talentoso do planeta!
Viva! Viva! Viva!
Pronto...
Doeu, o nariz cresceu...
Mas tudo bem...
Cadê a minha passagem para Paris?
Que triste um mundo onde os jogadores acreditam que podem comprar tudo.
Até a opinião das pessoas...
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Publicado em 04/09/2010 às 10h02
Exclusivo. Love promete enfrentar o CSKA para voltar ao Flamengo em 2011…
O contrato de Vagner Love com o CSKA vai até julho de 2014.
Só que ele não gosta nem de se imaginar até lá na Rússia.
Já não gostava.
Mas tudo piorou depois do primeiro semestre deste ano.
Experimentou a sensação de jogar pelo clube que ama e jogar no CSKA ficou ainda mais difícil.
Foi uma das coisas que ele disse para Zico, ontem na Gávea.
Ele falou sério que deseja voltar ao Flamengo.
Mesmo com seu procurador Evandro Ferreira o aconselhando a continuar na Europa.
Zico respondeu que as portas estarão mais do que abertas no início de 2011.
O homem do futebol do Flamengo acredita que, sem Adriano, será muito tranquilo trabalhar com Love.
O atacante ouviu que o clube não dá mais mordomia, tratamento diferenciado a ninguém.
O jogador disse que isso não seria problema.
Mas deixou claro que ele precisa convencer a direção do CSKA a reemprestá-lo.
O clube carioca vive uma profunda reformulação administrativa, financeira.
Não tem nem os R$ 22 milhões parcelados que ofereceu em julho para tentar segurá-lo.
Love diz que até dezembro vai tentar convencer os dirigentes para reemprestá-lo por um ano.
A conversa animou muito Zico.
Ele reconhece que as contratações de Val Baiano, Leandro Amaral, do colombiano Borja não deram certo.
Faz nove rodadas que um atacante não marca sequer um gol.
O último foi de Diego Maurício, contra o Avaí.
Tanto Love quanto Zico saíram muito esperançosos da conversa séria que tiveram ontem...
Para resumir o momento...
A reaproximação de Love e Flamengo...
O frio na barriga de Zico.
A trilha sonora perfeita...
http://www.youtube.com/watch?v=oOc1cSaWcqY
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Publicado em 03/09/2010 às 20h17
Silvio Luiz: a conversa séria com um dos melhores narradores de todos os tempos…
58 anos de profissão.
Nove Copas do Mundo.
76 anos de uma vida intensa.
Alma de menino.
Narrador premiado que revolucionou a televisão brasileira.
Silvio Luiz.
Por trás de todas as brincadeiras, de todo os seus bordões, há um homem de inteligência rara.
Atualizado até demais, ele tem twitter, site, blog.
E narra a Série B do Brasileiro e o Campeonato Italiano pela Rede TV!
Em entrevista exclusiva ele mostra como tudo mudou nestes 58 anos.
No jornalismo esportivo...
No futebol...
Na vida...
Silvio, que análise você faz do jornalismo esportivo atual?
Piorou muito.
E em todos os sentidos.
Há muitos meninos que saem da faculdade, não sabem nada e são jogados em um clube de futebol.
Seus professores são mestres, têm pós graduação, mas nunca conversaram com um atleta.
E hoje há as figuras dos empresários dos jogadores, dos assessores de imprensa.
São trinta jornalistas participando de coletivas que não rendem nada.
O jogador é orientado a não falar nada de verdade.
A situação é falsa, boba.
O jornalista como não tem uma declaração que valha a pena se vinga na hora de escrever.
O atleta fica irritado quando lê o jornal, a Internet.
Os dois lados, o dos jornalistas e o dos jogadores mal se suportam.
A situação é ruim e só piora a cada dia.
Eu sei bem do que estou falando porque fui repórter.
E como era trabalhar como repórter?
Estamos falando de 50 anos atrás.
Havia intimidade, amizade com o jogador.
Ia para o restaurante, para o puteiro, para todos os lugares.
Éramos amigos, mas todos se respeitavam.
A confiança era grande.
Se no dia do jogo, ele fosse mal, não havia perdão: cacete nele.
A relação era verdadeira.
Não essa falsidade de hoje.
Havia jornalistas que estavam na lista de pagamento dos clubes?
Repórteres que ganhavam para falar bem de um time, de um jogador?
Sim. Infelizmente, sim.
Todos nós sabíamos que isso ac0ntecia, mas fingíamos que não percebíamos.
Eram pessoas fracas que contavam com esse dinheiro dos dirigentes.
Ficaram ganhando anos e anos.
Mas hoje também acontece.
Ou não há jornalista ainda hoje viajando e se hospedando por conta da CBF?
Isso é tão sujo quanto ganhar dinheiro de clube de futebol.
Eu fico muito triste, indignado quando penso a sério sobre essa situação.
Você está satisfeito com o jornalismo esportivo na tevê?
Não. Por um simples motivo: não há jornalismo.
Há entretenimento, diversão.
Algo para passar o tempo, com muitas brincadeiras e nenhuma profundidade.
O importante é manter a pessoa assistindo, ter audiência.
E também muita gente que está na televisão hoje não mereceria estar.
Pena que poucas pessoas saibam.
Como assim?
Tem muita gente que está diante das câmeras por causa dos patrocínios que leva.
Leva dois, três patrocinadores e vira o rei.
Hoje, meu filho, o que vale é o dinheiro.
Em todo o lugar.
O valor da pessoa, o talento fica em segundo plano.
Eu vejo, lamento, mas entendo.
Percebo muito bem o que está acontecendo ao meu redor.
Eu brinco, ironizo, mas não sou bobo.
Entendo bem demais o atual jogo da sobrevivência na tevê, no jornalismo.
E tudo está ainda mais pesado.
Como o Faustão me disse.
Quando comecei na Globo dava 35 pontos.
Mas não tinha celular, os shoppings não abriam aos domingos, internet, tevê a cabo, porra nenhuma.
Hoje há inúmeras possibilidades de divertimento além da tevê.
E a briga é mais pesada.
O dinheiro do patrocinador fala mais alto.
É bom ter liberdade para falar isso.
Como você mudou a maneira de narrar futebol no Brasil?
Não sei se mudei, mas tenho muito orgulho da minha carreira.
Sempre fiz e faço do meu jeito.
Quando morreu o grande narrador Geraldo José de Almeida, a Record precisava de um narrador.
Havia uma dúvida.
Entre eu e o Hélio Ansaldo.
Um iria narrar e outro iria comentar.
O Hélio narrou duas partidas e acabou pedindo para comentar, dizia que eu fazia melhor.
Eu realmente gostei e acredito que fiz um bom trabalho.
Procurei seguir a minha intuição e parti para divertir o telespectador.
Narro o jogo, mas várias situações que acontecem durante a partida são ditas do meu jeito.
Os bordões vieram naturalmente, do meu poder de observação.
Eu brinco, faço quem está assistindo se envolver com o jogo.
Dar uma risada, descontrair, além de torcer.
Esquecer um pouco a dificuldade da vida.
Fico feliz demais quando percebo que as pessoas realmente se divertiram com o jogo.
Você fugiu da maneira tradicional de narrar...
Sim.
A maneira tradicional foi a que consagrou o Galvão Bueno e o Luciano do Valle.
Eles seguem a cartilha do Geraldo José de Almeida.
Acabaram ufanistas, torcedores demais.
Torcem além da conta nos jogos do Brasil.
Em nome dessa torcida distorcendo a realidade.
Isso é ruim, irrita quem está assistindo a partida.
E eu acho que o Galvão Bueno tem uma rejeição além da conta por um erro básico.
Qual?
O Galvão muitas vezes quer tanto que a sua tese prevaleça que ele briga com a imagem.
É uma postura absurda, que não tem cabimento hoje em dia.
Há 16 câmeras mostrando um lance.
Não será gritando o contrário do que todos estão vendo que terá razão.
A reação contrária ao Galvão vem daí.
Mas ele é um excelente narrador.
Assim como o Luciano, que está meio devagar, perdeu um pouco o entusiasmo.
Mas também tem muito talento.
Muita coisa foi dita sobre o fato de você não ter transmitido a Copa da África.
O que aconteceu?
Eu iria cobrir a minha décima Copa do Mundo.
Me preparei para ir.
Mas faltando uma semana, o diretor da emissora onde eu estava me chamou e disse que eu não iria mais.
Ele alegou ter recebido ordens 'de cima'.
Não admiti a situação, o desprezo com que fui tratado.
E pedi demissão.
Não me arrependo.
Fiz o certo.
Posso brincar muito e as pessoas não percebam, mas tenho minha dignidade.
Na minha lápide quero que escrevam: "Silvio Luiz, o homem das nove Copas. Quase dez..."
Mas e a do Brasil?
Não vai fazer?
Cosme, em 2014 vou completar 80 anos, será que alguma emissora vai me querer?
No Brasil, no mundo, não há espaço para as pessoas velhas.
Eu entendo, sou realista.
Tenho certeza que estará narrando, mas quero saber o que você acha da Copa no Brasil...
Eu acho que já começou de maneira errada.
Não há explicação para tirar o Morumbi da abertura da Copa do Mundo.
A não o jogo de interesse.
A amizade do Ricardo Teixeira com o Andres Sanches levou a abertura para Itaquera.
Tudo porque o Juvenal votou no Fábio Koff no Clube dos 13.
Não me conformo como as coisas acontecem por aqui.
Tudo é uma grande sacanagem.
Por isso vejo essa Copa com o pé atrás.
Qual foi o jogo mais importante que você narrou?
Cosme, eu não torço mais para um time.
De coração, torço para os meus amigos.
E torci demais pelo Brandão, que era o treinador de 1977.
O título que o Corinthians venceu depois de 22 anos foi o mais emocionante para mim.
A vibração no Morumbi foi inesquecível.
Fiquei muito feliz pelo Brandão.
Outro amigo seu acabou fracassando na Copa da África: o Dunga...
Sou amigo dele sim.
Tenho muito orgulho da nossa amizade.
Ele é uma pessoa ótima.
Mas eu sei que ele assumiu a Seleção para acabar com a farra.
Impedir que alguns jogadores que abusaram voltassem.
Ele nunca foi um grande estrategista.
Para isso, ele deixava o Jorginho pensando na tática.
Mas o maior problema do Dunga foi a sua fidelidade aos amigos.
Ele se ferrou porque insistiu nos jogadores que nunca viraram as costas quando foram convocados.
O Dunga teria de ter levado o Neymar e o Ganso.
Mas foi fiel aos jogadores que sempre chamou e dançou.
Ele errou e pagou caro por isso.
O Dunga é uma grande pessoa, mas exagerou na África.
O Mano que ficou com o cargo parece ser uma pessoa mais esperta, equilibrada.
Sabe como as coisas funciona.
E herdou um 'manjar branco'.
Não irá disputar as Eliminatórias, deverá chegar bem demais na Copa de 2014.
Como é o seu atual momento?
Muito alegre.
Estou bem na Rede TV!
Trabalho com pessoas que gosto, em quem confio.
Tenho o meu site, meu blog, o twitter.
Tenho 62 mil seguidores.
E na semana que vem serei avô, estou feliz demais.
Você trabalhou em várias tevês, por que não na Globo?
Eu tive o convite em 1981 ou 1982.
O Nilton Travesso me chamou para almoçar e disse que o Boni me queria.
Respondi com uma pergunta: quem vai narrar a final da Copa de 1982?
O Nilton não soube responder.
Estava cara que não era eu.
Percebi que a Globo estava tentando me tirar da Record só para que eu não narrasse.
Tipo de atitude que ela costuma ter até hoje.
Comprar as coisas para não mostrar.
Mas comigo não, negão.
Disse não e segui feliz da vida a minha carreira.
Que vai seguir enquanto Deus quiser...
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Publicado em 03/09/2010 às 14h10
A autonomia do goleiro/técnico/dirigente Rogério Ceni no São Paulo…
Que tem dúvida de que há anos Rogério Ceni ajuda a escalar o São Paulo?
Foi comum o que aconteceu ontem no Morumbi, quando ele mandou Cléber Santana falar para Sérgio Baresi colocá-lo contra o Atlético Goianiense.
Comum dentro do grupo, do clube.
Ele tem autonomia, liderança e liberdade para fazer isso.
Só extrapolou falando diante da imprensa, porque não pensou duas vezes.
Esse tipo de atitude ele toma no vestiário.
Os treinadores que passam pelo Morumbi abrem sua sala para Rogério Ceni há muito tempo.
Foi assim com Oswaldo de Oliveira, Paulo Autuori, Leão, Muricy Ramalho, Ricardo Gomes.
Não deixaria de ser com o improvisado Sergio Baresi.
Ceni faz porque não consegue se controlar.
Ao longo dos anos, as pessoas esperam que ele se posicione.
Que aprove ou desaprove o time.
E troque ideias.
Ceni não é capitão por acaso.
Seu futuro no São Paulo está mais do que garantido.
Será o que quiser: dirigente ou treinador.
Mesmo que Andrés Sanchez suceda Juvenal Juvêncio.
Não é justo o massacre que Baresi está sofrendo.
Não foi desmoralizado com a intervenção de Ceni.
Ela sempre aconteceu.
Apenas a necessidade de vencer fez com que o goleiro perdesse a compostura.
Mostrasse o quanto tem poder no São Paulo.
E não há nada de errado nisso.
Tanto que os dirigentes nem pensam em cobrar, reclamar com o goleiro.
Pelo contrário.
Pensam até em agradecer.
Há muito tempo Rogério Ceni deixou de ser um mero goleiro na vida do São Paulo...
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Publicado em 02/09/2010 às 17h00
O trunfo da FPF contra a denúncia do Ministério Público contra os estádios: laudos, laudos e laudos…Marco Polo não tem medo de perder a presidência…
Não há a menor preocupação no prédio da Federação Paulista de Futebol.
A ameaça do Ministério Público de afastar o presidente Marco Polo del Nero não é levada a sério.
O motivo é o péssimo estado de conservação de nove estádios em São Paulo.
A denúncia aconteceu no início do ano.
Desde então, de acordo com o Ministério Público, nada foi efetivamente feito.
E quer afastar Marco Polo por não ter levado a cobrança a sério.
Acontece que o presidente tem vários laudos comprovando que não há problemas nestes estádios.
A questão é o confronto de opiniões.
Marco Polo já falou a aliados estar tranqüilo.
Não será afastado do comando do futebol paulista.
Representantes do Ministério Público acreditam que ele não levou a sério as denúncias.
E está buscando determinar a proibição de jogos nestes nove estádios.
A lista negra continua a mesma de janeiro.
Os estádios Atlético de Monte Azul (Monte Azul), Décio Vita (Americana), Augusto Schimidt Filho (Rio Claro), Dr. Novelli Júnior (Itu), Dr. Osvaldo Teixeira Duarte- Canindé (São Paulo), Frederico Dalmazo (Sertãozinho), Ildenor Picardi Semeghine (Itápolis), Nabi Abi Chedid (Bragança Paulista) e Santa Cruz (Ribeirão Preto).
Na FPF houve apenas surpresa com a nova denúncia do Ministério Público.
Havia a certeza de que esse assunto estava morto.
Enquanto Marco Polo se diz tranqüilo, soberano sobre o caso, o promotor Roberto Senise Lisboa promete lutar para afastar o dirigente.
De acordo com ele, nada foi feito nos estádios.
A principal queixa é em relação à segurança dos torcedores, já que há todo tipo de problema.
Desde estado de conservação, alambrados, saídas para ambulâncias, material das cadeiras.
A situação atual é essa.
O Ministério Público reclamando, denunciado, cobrando, ameaçado.
E a FPF completamente despreocupada, com seus laudos de que tudo está bem...
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Publicado em 31/08/2010 às 20h48
O amadurecimento à força de Neymar…
Quem o conhece no dia a dia nota a mudança.
As brincadeiras diminuíram muito.
Está mais contido.
Concentrado nos treinamentos.
Ouve Dorival e dedica toda a atenção à movimentação tática do time.
Os dribles são mais na vertical, para fazer a equipe titular chegar ao gol.
Está mais sério.
A maturidade e a responsabilidade chegaram de uma vez.
Neymar acordou para a vida.
Com a saída de Robinho, André, Wesley e a contusão de Ganso, Neymar sabe que é o único fora de série santista.
Os adversários o terão como alvo fixo.
Já conversou com Dorival e entendeu que terá de tocar a bola, ser mais inteligente para se livrar de um ou dois marcadores fixos.
"Tudo o que o Neymar poderia viver em um time europeu, sendo a grande e única estrela, está vivendo aqui. Acabaram as brincadeirinhas. No meio de tanta coisa ruim, isso é bom para nós", diz um dirigente santista.
Neymar sentiu que a sua importância dobrou no Santos.
Os jogadores não só o procuram mais para lhe passar a bola como para conversar.
Não mais bobagens de Twitter ou webcam.
Vão trocar ideias como vão jogar.
Se ele correr para a direita ou para a esquerda abrirá espaço para quem....
Tudo está ainda mais rápido porque o plano de valorização do presidente Luís Álvaro está em vigor.
Ele já terá um aumento significativo no salário deste mês por não ter ido ao Chelsea.
O dinheiro chegou com a responsabilidade.
Tudo isso com apenas 18 anos.
Já lhe ofereceram psicólogo.
E ele recusou.
Diz que está tudo ótimo, não vê motivo.
Só que não é bem.
É pressão demais para qualquer garoto.
Ainda mais quando ele se chama Neymar...
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Publicado em 31/08/2010 às 15h23
Toninho Cecílio mostrou quem manda no Vitória…
É o assunto da Bahia.
Foi revelada sem requinte a maneira com que os treinadores cobram seus jogadores.
É de cair o queixo a franqueza de Toninho Cecílio com o bom lateral Egídio, que não gostou da reserva.
Entre palavrões e dedo no rosto, o treinador do Vitória mostrou como é fácil perder o comando de um grupo.
Basta um titular absoluto se irritar por ficar na reserva e se isolar do grupo.
Parar de brincar.
Mostrar seu descontentamento.
Se o treinador não tomar atitude, se acovardar, os jogadores tomam conta.
O comportamento lembra o de uma criança que vai testando os limites.
Toninho foi jogador, capitão e até líder sindical do Palmeiras, na época das vacas magras, sem a Parmalat.
No bravo jejum.
Ele sempre teve personalidade forte.
De recursos técnicos limitados, mas muito brioso, acabou até tendo chance na Seleção com Falcão.
Com a carreira encerrada, começou a trabalhar como treinador.
Estava indo bem, quando cansou de não receber.
Foi ser dirigente do Palmeiras.
Até sentir que seu espaço era limitado.
Voltou a trabalhar como técnico, como deveria.
Fez um ótimo trabalho no Grêmio Prudente.
Tanto que foi convidado para o Vitória.
Encontrou um grupo de jogadores talentosos, mas mimados.
Eles tinham muito espaço com Ricardo Silva, ótimo estrategista, mas 'democrático demais'.
A diretoria procurava alguém novo e com personalidade forte.
Toninho Cecílio sabia que o grupo era mal acostumado.
E usou o desagrado de Egídio para mostrar quem manda no Vitória.
Mandou um recado direto ao bom time, que se orgulha de ser muito técnico.
Quer que os atletas 'parem de desfilar' em campo.
E façam faltas, não tenham vergonha de 'chegar junto'.
Gritou e perguntou se Egídio queria continuar jogando pelo Vitória ou não.
Se dissesse não, Toninho o afastaria do time.
O lateral abaixou a cabeça e garantiu que desejava sim continuar.
Os jogadores ficaram chocados.
A imprensa baiana também.
Só não ficou quem conhece Toninho Cecílio.
E principalmente a maneira com que os jogadores agem.
Inúmeros times no Brasil não ganharam os títulos que poderiam porque seus técnicos se acovardaram.
Não tiveram coragem de enfrentar seus jogadores.
Em São Paulo, no Rio, em Minas, no Rio Grande do Sul.
Exemplos existem às dezenas.
Pelo menos o Vitória não sofre do mal da covardia, da omissão do seu treinador...
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Publicado em 30/08/2010 às 18h06
Exclusivo. Corinthians apelou a Lula. Palmeiras apela a Serra para colocar a Arena Palestra na Copa de 2014…
O que vale para o Morumbi, para o Parque São Jorge, precisa valer para o Palestra Itália.
A direção do Palmeiras entrou em contato com o candidato José Serra.
Palmeirense apaixonado, os dirigentes querem que ele use a sua força política para colocar a Arena Palestra também na Copa de 2014.
O argumento é simples.
Nas Copas da França, da África do Sul, a mesma cidade teve duas sedes.
Em Johannesburgo, por exemplo, houve partidas no Soccer City e no Ellis Park.
Sem o menor problema.
O pedido também chegou até o prefeito Gilberto Kassab.
Não foi por acaso que ele falou da Arena Palestra Itália também em 2014.
Ele não quer ficar marcado como o prefeito são-paulino que só brigou pelo Morumbi.
Quer provar a sua versatilidade também lutando pelo Palestra Itália.
Para Kassab poderia ser uma compensação diante da derrota de tentar incluir o estádio do São Paulo na Copa.
Pode até não ser uma tarefa impossível.
Desde que a própria prefeitura autorize o início das obras da reforma do Palestra Itália, que estão empacadas.
Por problemas burocráticos, dizem os dirigentes palmeirenses.
Por problemas estruturais, respondem técnicos da Prefeitura.
A Copa no Brasil realmente já mostrou o quanto está presa a jogos políticos.
A Fifa havia recomendado que o País tivesse dez sedes.
A CBF conseguiu emplacar 12, para acomodar a pressão política dos estados.
Agora poderá ter treze se Ricardo Teixeira atender o pedido de Serra, Goldman e Kassab.
Pena para os palmeirenses que a Odebrecht não queira também fazer a reforma, assim como irá construir o estádio do time do presidente Lula...
Não custa lembrar que a Fifa havia exigido o início de todas as arenas para o dia 31/1/2010.
E o final das obras no dia 31/12/2012.
Só que há a certeza de que todas as arenas irão sofrer graves atrasos.E
A situação que seria muito perigosa para qualquer país, não é para o Brasil.
Graças à forte ligação de Ricardo Teixeira e Joseph Blatter...
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Publicado em 25/08/2010 às 20h43
A falta de comando do São Paulo consegue valorizar Luxemburgo e Cuca…
O que está acontecendo com o São Paulo?
A diretoria perdeu o senso de vez?
Os dois maiores rivais de Minas Gerais resolveram protestar contra assédio aos seus treinadores.
Zezé Perrella e Alexandre Kalil deram entrevista hoje denunciando o clube paulista.
Cuca e Vanderlei Luxemburgo teriam sido sondados para trabalhar no Morumbi.
O vice-presidente do São Paulo se apressou em desmentir.
Disse que nenhum d0s dois interessa ao clube.
E que não houve nenhum contato do São Paulo.
Há muita coisa estranha no ar.
Muricy Ramalho já denunciou que um dia Cuca telefonou ao presidente Juvenal Juvêncio se oferecendo para tomar o seu lugar.
O mesmo Juvenal já deu sua palavra que enquanto fosse presidente Luxemburgo não treinaria o São Paulo.
Cuca está fazendo um trabalho no máximo mediano no Cruzeiro.
Não tem empolgado ninguém.
Foi vaiado na última derrota em Minas Gerais para o Vitória.
Luxemburgo é antepenúltimo colocado do Campeonato Brasileiro.
Sua campanha é assustadora.
Ganhou quatro partidas.
Empatou uma.
E perdeu dez jogos.
Sim...dez jogos.
Os maiores interessados na suposta sondagem do São Paulo seriam exatamente os treinadores.
Leco é um dos dirigentes que mais falam frases infelizes.
Ele classificou a denúncia como 'um delírio'.
Mas a desorganização que domina o São Paulo é tanta que abre brechas enormes.
Que pode levar a qualquer pessoa falar o que quiser.
E ser levada a sério.
É a atual incompetência administrativa do clube que proporciona essa dúvida que paira no ar no Morumbi...
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Publicado em 25/08/2010 às 16h46
Taison no Metalist? E a promessa do Inter de não vender ninguém até o Mundial?
"Nosso maior reforço será manter o time que acabou de ganhar a Libertadores."
"Vamos seguir com esses jogadores para o Mundial.
"E ainda buscar outros."
Palavras ditas pelo dono do futebol do Internacional, Fernando Carvalho, na madrugada da sexta-feira, logo após a conquista da Libertadores.
Pois bem, o clube acaba de fechar a venda de um dos seus melhores jogadores: Taison.
Cinco dias depois da promessa do dirigente.
E não foi por nenhuma fortuna: seis milhões de euros, pouco mais de R$ 14 milhões.
O atacante vai jogar no Metalist, da Ucrânia.
Foi contratado em lugar de Dagoberto do São Paulo, que se recusou a ir para o Leste Europeu.
O lamentável é que todos acreditaram na promessa de Fernando Carvalho.
Taison também não queria sair.
Mas teve de se dobrar à vontade do Inter e dos seus procuradores.
A direção do clube gaúcho resolveu aceitar porque na verdade nunca confiou em Taison.
O jovem jogador surgiu como uma das maiores promessas de todos os tempos do Inter.
Começou muito bem.
Mas depois se deixou encantar pelo sucesso e caiu muito.
No começo do ano esteve para ser emprestado para o Palmeiras.
Se recuperou e voltou a jogar bem.
Mas os dirigentes temiam outra recaída.
Sempre viram no garoto um jogador problemático, de difícil trato.
E Fernando Carvalho faz de conta que esqueceu o que prometeu e lá vai Taison.
Uma ida prematura.
Venda barata para os temp0s atuais da Europa.
O mais importante nesta transação é sempre lembrar.
A promessa de um dirigente perde o significado diante de uma proposta financeira.
Seja quem for...
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