Publicado em 24/07/2010 às 19h09
Lágrimas de Andrés, pó de arroz no Rio e medo de represálias. A saga Mano e Muricy Ramalho…

As lágrimas de Andrés Sanchez.
Todos que estavam na sala de entrevistas do Parque São Jorge ficaram constrangidos.
Até mesmo Mano Menezes.
Por que as lágrimas?
Porque o treinador aceitou o Corinthians na Série B?
O presidente se esquece como foi a contratação.
O gaúcho almoçou com a direção do Cruzeiro.
E jantou com Andrés.
Recebeu mais dinheiro e foi para o Corinthians.
Que favor ele fez?
O time da segunda maior torcida do Brasil...
A subida para a Série A era obrigatória, diante de adversários medíocres.
A possibilidade de montar o elenco como achasse necessário.
E a chance de seu empresário Carlos Leite colocar atletas para jogar e se valorizar no Parque São Jorge.
Leite chegou até a emprestar dinheiro para o clube contratar seus jogadores.
Nos tempos atuais não há treinadores que não tenham seus empresários favoritos.
Ninguém.
Pense em Muricy, Felipão, Parreira, Luxemburgo...
Jorginho, auxiliar de Dunga, era empresário...
As lágrimas do presidente corintiano são mais incompreensíveis quando se sabe que Mano será seu aliado.
Para sempre, onde for.
E ele vai para a CBF.
Ter o técnico da seleção brasileira ao seu lado nunca é ruim.
Ainda mais quando tem jogadores que podem ser convocados como Dentinho, Jucilei, Bruno César...
E acalenta o sonho de ser o sucessor de Ricardo Teixeira.
Do outro lado, no Rio de Janeiro..
O pó de arroz da torcida do Fluminense.
Orgulhosos por Muricy Ramalho ter cumprido a palavra.
E virado as costas para a seleção brasileira.
Não aceitou o dinheiro da CBF para romper o contrato.
Pelo contrário, até ficou ofendido.
A questão nunca foi dinheiro.
Como fica a cabeça de um treinador que disse não ao seu maior sonho de vida?
Ainda mais tendo a convicção de que com Ricardo Teixeira não deverá ter mais chance de voltar à seleção?
Muricy e sua assessoria de imprensa divulgaram um comunicado de agradecimento pelo convite.
O homem que esteve por trás do 'fica Muricy' foi Celso Barros.
Presidente da Unimed/Rio ele já havia colocado muito dinheiro no time.
Fechou recentemente com Belletti e Deco.
Ele quer ganhar o Brasileiro.
E se cansou de se aventurar com treinadores com potencial duvidoso.
Foi ele quem enfrentou a CBF.
Já foi alertado por conselheiros de possível represália dentro do campo pela ousadia de não liberar o técnico.
Teoria da conspiração?
Se houver algum lance duvidoso contra o Fluminense, a ordem da diretoria é fazer escândalo.
Os dirigentes cariocas estão de queixo caído ainda.
Contrataram alguém com ética suficiente para recusar a seleção.
Foi essa postura irredutível de Muricy que fez Ricardo Teixeira desistir de brigar por ele.
O dono do futebol brasileiro desistiu ao perceber que o treinador não compraria a briga.
Ele tinha a certeza que Muricy enfrentaria o mundo pela seleção.
Agora ele termina de preparar a equipe para enfrentar o Botafogo.
Quer continuar líder do Brasileiro.
E Mano está preocupado com sua lista de convocados de segunda-feira.
Vai poder escolher com toda a calma a seleção renovada que enfrentará os Estados Unidos.
Antes, a partida contra o Guarani.
Quer se despedir com uma vitória.
E esquecer o vexame contra o Atlético Goianiense que pesou na escolha imediatista de Muricy.
Adílson Batista tem a certeza de que na segunda-feira substituirá Mano no Parque São Jorge.
Assim como Andres no aniversário do Corinthians irá anunciar o novo estádio.
A vida segue...
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Publicado em 23/07/2010 às 21h42
“Tinha que ser o Mano…” Andrés Sanchez, mais feliz que o técnico..
"Quando tem que ser, tem que ser."
Essa foi a frase que Andrés Sanchez mais falou para Mano Menezes hoje à noite.
Toda a decepção dos dois amigos com o convite a Muricy Ramalho virou festa, comemoração.
O convite de Ricardo Teixeira ao técnico corintiano já foi aceito.
Ele quer fazer o anúncio oficial amanhã de manhã no Parque São Jorge.
Tem mesmo de reconhecer que sem o Corinthians e Andrés não chegaria à seleção tão cedo.
Pessoas próximas dos dois acompanharam o constrangimento da tarde desta sexta-feira.
Tudo começou no meio-dia, quando o anúncio de Muricy Ramalho foi feito.
Eles imaginaram que tudo havia acabado.
Todas as horas que Andrés Sanchez gastou falando de Mano na África para Ricardo Teixeira.
O apoio desesperado do presidente para tentar fazer de Kléber Leite, candidado da CBF, presidente do Clube dos 13...
A aproximação de Lula de Teixeira...
Tudo isso não poderia ser em vão.
Mas depois quando Celso Barros, presidente da Unimed-Rio não liberou Muricy Ramalho, tudo mudou.
O clima de funeral virou reveillon.
Todos tinham certeza que o caminho estava aberto de novo.
Pouco importava o currículo de Mano, com uma Copa do Brasil, dois estaduais.
E as obrigatórias subidas do Grêmio e do Corinthians da Série B para a A.
O rei do Twitter.
Afável nas entrevistas.
Leal com seus patrões.
Nunca se importou ou expôs o fato do diretor corintiano Mário Gobbi não entender nada de futebol.
Não tinha problema.
Ele e Andrés dominaram o futebol corintiano.
Fizeram de tudo.
Compraram Souza.
Tentaram colocar Ronaldo nos eixos.
Jogaram a Libertadores do centenário fora vendendo André Santos, Douglas e Cristian.
Fizeram a festa na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista de 2009.
Compraram Messi e trouxeram Defederico.
Ao contrário do que sonha Ricardo Teixeira, Mano tem um estilo germânico de enxergar futebol.
Aquela história de que a seleção brasileira de 2014 será feita à brasileira não será verdadeira se Mano chegar até lá.
Andres sabe que terá um fortíssimo aliado na CBF com a escolha de Mano.
Como o presidente corintiano jura que irá suceder Ricardo Teixeira, nada mal.
Triste será a madrugada de Muricy.
Por ser tão fiel aos seus princípios, não realizou o sonho da sua vida, dirigir a seleção.
"Eu tenho de dar o exemplo para os meus filhos.
Como é que vou justificar a eles falar uma coisa e fazer outra.
Eu tinha dado a minha palavra ao Fluminense", justificou.
Ricardo Teixeira dormirá aliviado.
Primeiro sondou Felipão.
Amigos em comum disseram que ele está até mais ranzinza.
Depois investiu em Muricy.
A Unimed não deixou ele sair.
Então se voltou para quem sempre quis a seleção.
E não colocava sequer um obstáculo.
Plano C ou não, o que interessa para Mano Menezes é que ele é o novo técnico da seleção brasileira.
Adilson Batista deverá substituí-lo no Parque São Jorge.
Tudo como Andrés desejava.
Mesmo desconfiado da ambição do dirigente corintiano, Ricardo Teixeira teve de se aliar a ele.
Pensou que já havia pago o apoio na eleição do Clube dos 13 lhe dando o cargo de chefe da delegação brasileira na Copa da África.
Mas está levando o seu técnico para a seleção brasileira.
Está mais do que quite.
Só que o dirigente corintiano quer mais.
Deseja o cargo do próprio Teixeira.
"Quando tem que ser, tem que ser..."
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Publicado em 23/07/2010 às 15h23
A dor de Mano Menezes. Aquele que perdeu a seleção para Muricy Ramalho…
"Olha, a pior coisa do mundo foi eu acreditar que seria o treinador da seleção brasileira.
Todos na época garantiram.
Eu tinha vencido três vezes o Campeonato Brasileiro.
Duas vezes pelo Internacional, em 1975, 1976.
E a última pelo São Paulo, em 1977, em pleno Mineirão, ganhamos o título do Atlético Mineiro.
Eles tinham o melhor time, mas vencemos.
Tinha certeza que teria a minha chance no Mundial de 1978.
Era uma situação lógica.
Mas levaram o Cláudio Coutinho".
A declaração sincera é de Rubens Minelli.
Ele me confidenciou tomando um amargo café, no ano passado.
Lembrei da expressão de Minelli pensando em Mano Menezes.
Telefonei para pessoas próximas dele e de Andrés Sanchez.
O treinador vai assumir a mesma postura que Minelli adotou na época da Copa da Argentina.
O sorriso será amarelo e vai dizer que quem errou foi a imprensa.
Ele não esperava ser chamado.
E tentará fazer o melhor para o Corinthians.
"Não há pessoa que não fique abalada ao ter certeza de que iria trabalhar na seleção e não é chamado".
Mais uma frase de Minelli.
A missão de Mano é tentar esquecer que ontem estava no foco de todas as câmeras.
Ganhou mais espaço na mídia do que Ronaldo.
Andrés Sanchez também tinha certeza de que 'seu técnico' trabalharia na CBF.
Tanta que empresários ligaram ainda na semana passada para Adílson Batista.
Ele seria o novo treinador do Corinthians com a ida de Mano Menezes para a Barra da Tijuca.
Só que tudo deu errado.
Mano será o treinador que terá a velha missão de levar o Corinthians para a Libertadores de 2011.
De animar a equipe a ganhar o Brasileiro.
Fazer com que Ronaldo perca os seus muitos quilos a mais.
Que dê entrosamento ao time se Dentinho, Elias e Jucilei forem mesmo vendidos até agosto.
Com que ânimo?
Uma grande conquista pessoal foi embora hoje.
Todas, simplesmente todas as capas de jornais ou de edições de esportes de São Paulo o apontava como provável sucessor de Dunga.
Ele voltou a sua realidade.
Que também é importantíssima.
Mano é o técnico do Corinthians.
Que ele mostre força para superar a decepção.
Levante a cabeça.
Busque ânimo.
É difícil.
Depois que foi preterido na Copa de 1978, o brilhante Rubens Minelli não ganhou mais nenhum título nacional.
A decepção foi imensa.
Que Mano tenha um poder de reação maior...
(Para quem não lembra, a foto é de James Cameron fingindo esganar a ex-mulher.
Kathryn Bigelow venceu o Oscar de melhor diretor com Guerra ao Terror.
Ganhou ainda o prêmio de melhor filme.
Mano, desculpe, Cameron era o favoritíssimo nas duas categorias com o inovador Avatar.
A dor que o treinador corintiano deve estar sentido deve ser parecida...
Explicar a fotografia dessa vez foi exceção.)
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Publicado em 22/07/2010 às 11h05
Derrota do Corinthians de Mano. Desilusão no Morumbi. Tensão no Palmeiras. Motivos para Muricy sorrir aliviado…
Festa dupla para as pessoas que cuidam da carreira de Muricy Ramalho.
A derrota do Corinthians ontem para o lanterna do Campeonato Brasileiro veio em uma hora especial.
Justo na véspera do anúncio da escolha do novo treinador da Seleção.
Mano continua favorito absoluto.
Mas há pessoas amigas há décadas de Ricardo Teixeira, ligadas ao Fluminense, que defendem Muricy.
Fazer do Fluminense líder isolado vencendo o Cruzeiro de Cuca seria um representativo trunfo.
(Outro motivo para Muricy sorrir é o que está acontecendo no São Paulo).
Já faz mais de um ano que ele foi demitido do Morumbi.
Com Ricardo Gomes, o clube não ganhou absolutamente nada.
Ele deixou amigos no clube em que ganhou três Brasileiros.
E esses amigos o informam da falta de pulso crônica de Gomes.
Os gritos, os socos na mesa de Muricy estão fazendo falta.
Ainda mais porque estão chegando as semifinais da Libertadores contra o Internacional.
Ou seja: toda a grosseiria e falta de educação, que eram tão questionadas, estão fazendo falta ao São Paulo.
Queimado de sol e animado com a paparicação que recebe nas Laranjeiras, Muricy não se envolve.
Não vai dar palpite sobre derrota do Corinthians ou fracassos seguidos do São Paulo.
Ele só quer sentir a alegria de ser um treinador respeitado novamente.
Sabe que as chances de assumir a Seleção são bem menores do as de seu amigo Mano Menezes.
Tem muita noção das mazelas de Ricardo Gomes.
Mas sua preocupação é outra.
Quer voltar a ser considerado um vencedor.
E, principalmente, alguém que não precisa da infraestrutura do São Paulo para conseguir um título.
Das discussões com o vice Leco, seu maior inimigo no Morumbi.
Nem da Traffic e seus jogadores mimados.
Muricy sorri.
Ele não era o único culpado por tudo de ruim que aconteceu nos clubes por onde passou...
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Publicado em 18/07/2010 às 10h46
As marias chuteiras fazem o que querem no futebol brasileiro…

O repórter Wanderley Nogueira da rádio Jovem Pan começou o domingo com uma revelação.
Mostrou uma história emblemática de Eliza Samudio.
Ele apurou que no final de 2007 ela esteve no Morumbi, na partida entre Brasil e Uruguai.
O Brasil venceu a partida por 2 a 1, dois gols de Luís Fabiano.
Eliza e uma amiga tiveram acesso a lugares reservados do estádio, graças a um delegado.
E esse policial chegou a tentar registrar um Boletim de Ocorrência contra um fiscal.
O motivo: se opor a que essas mulheres ficassem na área de desembarque da seleção.
Elas queriam ter contato com os jogadores.
A história revela como o mundo do futebol é permissivo às mulheres bonitas.
De todos os tipos, elas estão sempre presentes nos jogos mais importantes.
E perto dos jogadores.
Claro, há mulheres de todos os tipos.
Há as torcedoras apaixonadas pelo clube.
Como há as que sonham com a proximidade dos jogadores e seus milionários salários.
Ou simplesmente se tornarem famosas.
Sugar o que puder...
Sem julgamentos moralistas.
Cada um faz o que quiser com a sua vida.
Mas há algo muito errado nos estádios brasileiros.
O fácil acesso aos jogadores.
Eles são tão bem protegidos dos torcedores de verdade, dos jornalistas.
Mas quando a questão é mulher, até mesmo os atletas insistem para que não existam barreiras.
Os dirigentes fazem de conta que não percebem.
É problema do atleta.
Será?
E as consequências?
Ninguém é ingênuo nesta relação.
Mas a facilidade com que mulheres vividas têm acesso a garotos de 18, 19 anos, é impressionante.
Nada justifica o que Bruno e seus amigos possam ter feito.
Nada.
Ninguém merece ser agredido.
Mas o triste caso precisa abrir de vez os olhos dos dirigentes.
Eles têm sim responsabilidade com as marias chuteiras que vivem cercando seus jogadores.
Ficar atentos aos abusos.
À mudança de comportamento dos seus jogadores.
Bancar psicólogos.
Dar todo tipo de estrutura.
Junto com o dinheiro, com a fama, invariavelmente chegam as mulheres.
De todos os tipos.
Quantas carreiras de futebol não foram sabotadas, interrompidas por elas?
Por fragilidade desses jogadores.
E omissão de diretorias.
Passou da hora dos dirigentes fingirem que não enxergam as marias chuteiras profissionais.
Sim, dirigentes.
Por que quantos técnicos também não sucumbem e expõem o próprio clube?
E no mundo machista do futebol, vários apenas batem palmas, incentivam esses relacionamentos.
Inclusive com atletas casados.
O assédio das mulheres vai continuar existindo.
Mas que os atletas estejam preparados para elas.
Saibam bem que o interesse muitas vezes está no dinheiro que o atleta possui.
Usando todas as armas que podem usar as mulheres, quando querem.
Inclusive a gravidez.
O assédio já é forte ainda nas categorias de base.
As noites de domigo e às tardes de segundas-feiras são delas.
Muitas esposas de jogadores nem sonham com isso.
A situação já fugiu do controle faz tempo...
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Publicado em 17/07/2010 às 23h12
Cinco gols em dois jogos. O que Ricardo Gomes enxerga no zagueiro Richarlyson?
Faltam 12 dias para a primeira partida semifinal da Libertadores.
Contra o Internacional.
Depois da derrota diante do Avaí, o São Paulo acaba de apanhar do Vitória.
Tomou cinco gols em três jogos.
Fora inúmeros sustos.
O time atuou com três zagueiros, hoje de novo em Salvador.
E com a preocupante escalação de Richarlyson como um deles.
O que deseja Ricardo Gomes com a sua nova descoberta?
Deslocou Miranda da esquerda para a direita para a entrada do improvisado zagueiro.
Baixo e sem senso de cobertura, ele tem sido um grande colaborador adversário.
Elkeson e Shwenck fizeram pose antes de cabecear para as redes de Rogério Ceni.
O veterano Ramon marcou como quis, livre diante do goleiro são-paulino.
Faltam 12 dias para o confronto mais esperado pelo São Paulo.
Duas derrotas seguidas.
Como já foi escrito aqui, o contrato de Ricardo Gomes acabou no dia 30 de junho.
Ele está no clube até o término da Libertadores.
Não há decisão firmada sobre a continuação ou não no São Paulo.
Enquanto ele for o comandante do time, não haverá contestação sobre suas escalações.
Mas se ele quiser sobreviver no cargo sabe qual a primeira providência que terá de tomar.
Admitir que não há como forçar a natureza e manter Richarlyson como zagueiro.
Os observadores do Werder Bremen ficaram aturdidos com outra atuação fraquíssima do jogador.
Ele está sendo oferecido insistentemente por empresários ao clube alemão.
Foi apresentado c0mo polivalente.
Pode ser atacante, meia, volante e zagueiro.
Se os alemães tiverem um mínimo de noção, não cairão nessa história de zagueiro, não.
Essa é uma aposta solitária e perdida de Ricardo Gomes.
Quantos gols o São Paulo precisa sofrer para ele se convencer do erro?
Talvez a eliminação da Libertadores seja um bom argumento?
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Publicado em 17/07/2010 às 19h48
Corinthians e Atlético Mineiro? Não. Luxemburgo e Mano. Pela Seleção…
Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes.
Os dois treinadores mal se suportam.
Sabem que brigam como candidatos à Seleção Brasileira.
Luxemburgo deveria ser o treinador se Ricardo Teixeira lembrasse bem da CPI.
O treinador teve a sua cabeça decepada depois do fracasso na Olimpíada.
Mas poderia ter continuado e ter sido o técnico na Copa de 2002.
Se não houvesse a CPI.
Luxemburgo aceitou ser o único imolado.
Gosta de dizer que nada ficou provado contra ele.
A não ser que seu nome não tinha W e Y
E que jogou futebol com a idade adulterada.
Foi gato.
Mas a sua carreira foi abalada.
Se Ricardo Teixeira tivesse sido firme e o mantido na cargo, muita coisa poderia ter mudado.
Jota Hawilla, amigo/irmão dos dois sempre insistiu que Luxemburgo deveria ter outra chance.
Mas Ricardo Teixeira não quer pressão desnecessária.
Sabe que Luxemburgo se desgastou.
Fechou a porta nos grandes clubes de São Paulo, seu reduto.
Com exceção do Corinthians.
Não ganha nada significativo desde 2004, quando foi campeão brasileiro.
Luxemburgo sabe que suas chances são pequenas.
Mas se agarra a elas com todas as forças.
Há gente importante tentando convencer Teixeira que valeria a pena dar uma nova chance ao técnico.
Até governadores presidenciáveis que torcem para o Cruzeiro.
Mas Ricardo se mostra interessado na novidade chamada Mano Menezes.
Andres Sanches passou grande parte do seu tempo falando sobre as qualidades do gaúcho.
Como ele recuperou o Corinthians.
Ganhou a Série B.
E renovou inteiramente o elenco.
Como conseguiu evitar que Ronaldo e Roberto Carlos dominassem o elenco.
Da sua modernidade, o rei do twitter no Brasil.
De como sabe lidar com a imprensa, principalmente com a TV Globo.
Como a sua ficha corrida está limpa.
A sua ligação com o empresário Carlos Leite é minimizada.
Todos têm o seu predileto, até Luiz Felipe Scolari.
O destino e a tabela do Campeonato Brasileiro reunirão os dois amanhã no Pacaembu.
Os dois querem muito ganhar.
Sabem que o futebol dá essa chance.
De colocar os rivais frente a frente.
E ainda dá tempo.
Ricardo Teixeira promete que até o final do mês anunciará o sucessor de Dunga.
Amanhã, os jogadores de Corinthians e Atlético Mineiros estarão em segundo plano.
O jogo vale para os treinadores, rivais e que mal se toleram.
Amanhã deverão se abraçar, sorrir.
Mas o gesto não terá nada de amizade.
Será mera questão de praxe, obrigação.
Os dois sabem muito bem que o jogo poderá refletir em 2014...
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Publicado em 16/07/2010 às 17h38
Ajude Juvenal. Ricardo Gomes deve ou não ficar no São Paulo?

A admiração por Ricardo Gomes no São Paulo está sempre em uma gangorra.
Aos trancos e barrancos, o treinador completou um ano no Morumbi.
Não ganhou um título sequer.
Levou o time à Libertadores da América, no Brasileiro de 2009.
Trunfo relativo, já que o time tinha muito chance de ser campeão.
Foi eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista pelo Santos.
Levou o time à semifinal da Libertadores de 2010.
Irá enfrentar o Internacional.
Seu contrato venceu no dia 30 de junho.
Mas foi prorrogado até o final da Libertadores da América para o São Paulo.
No dia seguinte haverá uma definição.
Ou ele continuará no clube.
Ou o presidente Juvenal Juvêncio buscará um novo técnico.
Juvenal está ouvindo inúmeros conselheiros para tomar uma decisão.
Ajude o presidente.
Ricardo Gomes deve seguir comandando o São Paulo depois da Libertadores?
Por quê?
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Publicado em 09/07/2010 às 17h06
Romário, exclusivo. Dunga, chance de trabalhar na Seleção, candidatura a deputado, R$ 70 milhões para receber de Vasco, Fluminense e Flamengo…

Johannesburgo...
Romário.
Qualquer entrevista exclusiva com ele é uma surpresa.
O ex-jogador veio até a África para o lançamento da Copa do Brasil.
Mas por 45 minutos foi do que menos falou.
Sem introdução, Romário.
Você conhece muito bem o Dunga.
O que aconteceu com ele na Copa, por que tanta raiva da imprensa?
Olha, eu adoro o Dunga. Nós sempre nos respeitamos e nos demos bem demais.
Ele respeita o meu estilo e eu respeito o dele.
Eu sei o quanto ele sofreu em 1990 com aquela história idiota de geração Dunga.
O Lazaroni forma o time, todos jogam mal contra a Argentina e ele é o único crucificado?
Ele representou tudo de ruim.
Você não tem ideia como um jogador sofre quando a imprensa diz que ele foi mal em um jogo.
Ainda mais personificar o fracasso de uma Copa.
Na boa? Foi uma puta sacanagem com o Dunga.
Isso ficou atravessado na sua garganta.
Na minha também ficaria.
Quando ele teve o comando da seleção, impôs o seu estilo.
E deu o troco.
Sem dar privilégios para ninguém, que foi um mérito.
Bateu em todo mundo.
Ele democratizou as pancadas.
Você aguentaria ficar confinado por quase dois meses, sem visitas íntimas?
Olha, seria difícil.
Muito difícil para mim.
Só que agora eu compreendo bem mais do que no meu tempo como jogador.
Era um sacrifício em função de um enorme objetivo que era ganhar a Copa do Mundo.
Foi a proposta que ele fez para todos os que foram trabalhar com a seleção.
Não escondeu de ninguém, mentiu.
Quem aceitou não tem do que reclamar agora.
Mas o Dunga conseguiu unir o grupo.
Todos morreriam por ele.
Isso é um grande mérito que ninguém vai conseguir tirar ou manchar.
Perdeu a Copa? Perdeu.
Mas conseguiu ganhar a Copa América, Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar das eliminatórias.
Seu trabalho foi bom, teve padrão.
Ninguém pode falar de incoerência no seu trabalho.
Por que o Brasil se desmanchou depois do empate da Holanda?
Realmente o time não teve os nervos no lugar.
A impressão foi que todos sentiram que não mataram a partida quando puderam, no primeiro tempo.
Depois o time se perdeu, começou a querer brigar e se esqueceu de jogar.
Foi uma pena, mas não sou a favor de crucificar ninguém.
Todos falharam. Todos. Não venham com essa conversa que a culpa é de um só.
Não vamos repetir o que aconteceu em 1990.
Nada disso.
Perderam todos.
Vamos formar outra seleção e acabou...
Você vai fazer parte da nova comissão técnica?
Olha, Cosme, sinceramente não sei.
Tenho um ótimo relacionamento com o presidente Ricardo Teixeira.
Eu sinto que posso ajudar de alguma maneira, com a minha experiência, vivência.
Não como treinador, que ainda não é a minha.
Mas como alguém para ficar perto dos jogadores.
Alguém que sabe como as coisas funcionam, como precisa ser o relacionamento entre comissão técnica e o time.
Ouvi alguma coisa que a estrutura da seleção brasileira vai mudar.
Há a chance de alguns ex-jogadores colaborarem.
Se me chamarem, essa função me atrai muito.
Romário, muita gente diz que você está quebrado financeiramente.
Isso é verdade?
Olha... Foi bom você me perguntar isso de frente, muito melhor do que escrever bobagens pelas costas, como muita gente fez.
Vou ser bem sincero.
O Flamengo me deve dinheiro.
O Fluminense me deve dinheiro.
O Vasco me deve dinheiro.
Somando tudo eu tenho a receber mais ou menos R$ 70 milhões.
Não está mal, não é?
O problema que eu tive foi com a minha ex-mulher.
Ela conseguiu travar a minha vida financeira na Justiça.
Tinha meus bens, minhas propriedades, mas não poderia mexer, graças a ela.
Foi um período difícil, ruim, um perrengue.
Mas eu estava tranqüilo porque sabia o que tinha.
E principalmente o que ela tinha direito.
Tudo foi resolvido e estou muito bem.
E vou ficar ainda melhor quando receber o que me devem.
Qual é o seu futuro?
Olha, sou candidato a deputado pelo Rio de Janeiro.
Desculpe, Romário candidato a deputado?
Por que entrar na política?
Tem vários ex-jogadores até eleitos que não têm nem ideia do que estão fazendo na política...
Olha, ninguém pode negar que o nível intelectual dos jogadores melhorou demais nos últimos cinco anos.
Eu sei muito bem o que quero.
Nasci na favela, lutei muito para me tornar quem eu sou.
Eu quero facilitar a vida das pessoas.
Principalmente de quem tem filhos especiais, como eu tenho.
Há cinco anos convivo com a minha filha com Síndrome de Down.
Graças a Deus, ela tem tudo.
Mas sei de inúmeros casos de pessoas que sofrem demais, sem acesso a nada.
Isso não vai ficar assim.
Tomei essa missão como minha razão de entrar para a política.
Não quero sacanear ninguém, dinheiro público.
Eu quero lei para ajudar quem está sofrendo.
Ter um filho especial no Brasil é uma das situações mais difíceis.
Ninguém pode imaginar.
Mudando de assunto, Espanha e Holanda merecem fazer a final da Copa?
Muito. Foram melhores nos momentos decisivos.
Eu fico dividido de verdade.
Fui feliz nos dois países.
Será uma grande final.
Foram os grandes times da Copa.
E merecem estar na final.
Eu já falei, mas repito.
Foi a vitória do futebol técnico, que busca o g0l.
Dói não ver o Brasil na final.
Mas Holanda e Espanha representam o melhor do futebol atual...
Romário, para terminar.
Você é uma pessoa corajosa
O que pode falar sobre o caso Bruno do Flamengo?
Olha, me desculpe.
Eu falo sobre tudo, mas não sobre esse caso.
É tudo muito chocante, pesado demais.
Não quero falar, não quero pensar, não quero me envolver...
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Publicado em 08/07/2010 às 18h11
Exclusivo.”O apoio do Lula era tudo o que eu precisava para brigar pelo Morumbi”, Kassab
Johannesburgo...
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab ficou surpreso com o apoio aberto do presidente Lula ao Morumbi.
Consegui uma entrevista exclusiva aqui sobre o assunto.
A conversa foi direta, objetiva.
O que o senhor achou do apoio de Lula ao Morumbi?
Era o apoio que eu queria.
O presidente entendeu o meu pobnto de vista.
Estou brigando com vontade para que a Fifa perceba o erro que está cometendo.
Não é justo deixar um estádio que está pronto para exigir a construção de um outro.
O presidente Lula conhece muito bem São Paulo, sabe o que está falando.
O apoio dele será fundamental para a Fifa rever o seu veto ao Morumbi.
Por que a sua obsessão pela liberação do Morumbi?
Porque São Paulo não pode se aventurar na construção de um novo estádio para a Copa.
O Morumbi é o nosso maior estádio.
Há como reformá-lo, com espaço suficiente para um centro de convenções, o que precisar.
Está tudo no projeto.
Sei que pela importância de São Paulo na América Latina é marcante para a Fifa ter a nossa cidade na abertura da Copa.
Não há obsessão nenhuma.
É uma questão de praticidade, não brincar com o dinheiro público.
Vou conversar com o presidente Ricardo Teixeira, sei que posso convencê-lo a levar nossa proposta para a Fifa.
Não há porque construir uma nova arena em Pirituba só para a Copa.
Não tem cabimento com o Morumbi podendo ser reformado.
O senhor vê politicagem por trás, interesse de algum clube, dizem do Corinthians para tirar o Morumbi da Copa.
Participação da CBF...
De jeito nenhum.
O problema é a postura da Fifa.
Alguns técnicos não abrem mão de alguns detalhes que podem ser contornados.
Não estou comprando uma briga política com ninguém.
O Corinthians não influenciaria a Fifa.
Nem a CBF tem interesse de prejudicar o Morumbi.
O problema é a resistência forte ao estádio.
Eu quero mostrar que temos todas as soluções para as questões que os técnicos levantaram.
Vou brigar até o final para que eles me ouçam.
Então o veto da Fifa não é definitivo?
Eu tenho certeza de que não é.
Vou conversar com o presidente Ricardo Teixeira.
Preciso do apoio dele nesta luta para que São Paulo participe da Copa, mas sem desperdiçar dinheiro público.
E com o apoio do presidente Lula, acho que a situação poderá ser revertida.
São Paulo vai ficar sem a Copa de 2014?
De jeito nenhum
A Fifa não fará um Mundial sem São Paulo.
E vai acabar entendendo que o estádio ideal é o Morumbi.
Como prefeito estou brigando para o será melhor para a nossa cidade.
E você viu que não estou mais sozinho nessa luta.
Não vou desistir...
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