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Meus palpites para a rodada do Brasileiro. Quais são os seus?

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O flamenguista Ricardo foi quem mais acertou os palpites na rodada passada... Só errou um jogo...

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Meus palpites para o Brasileiro. Quais são os seus?

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Meus palpites para a rodada. Quais são os seus?

rodada 30 Meus palpites para a rodada. Quais são os seus?

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Meus palpites para a rodada. Quais são os seus?

A partir dessa rodada...

Darei meus palpites sobre os jogos do Brasileiro...

De forma direta, sem enrolação...

Espero os de vocês...

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(O resultado será contabilizado, rodada a rodada.

Acertei três jogos.

Errei três...)

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A vinda de Brandão pelo Cruzeiro é constrangedora e desnecessária. Ele deveria se livrar da acusação de estupro na França antes de voltar ao Brasil…

olhos raiva1 A vinda de Brandão pelo Cruzeiro é constrangedora e desnecessária. Ele deveria se livrar da acusação de estupro na França antes de voltar ao Brasil...

É a contratação mais delicada do ano.
 
E desnecessária.
 
O Cruzeiro trouxe da França o atacante Brandão.
 
De graça.
 
Basta pagar o seu salário.
 
Parece um grande negócio.
 
Uma pechincha...
 
Só parece...
 
O jogador estava no Olympique de Marselha.
 
Era respeitado, nada indicava que o clube estava pensando em negociá-lo nesta temporada.
 
Até que protagonizou um grande escândalo.
 
A acusação é pesada, chocante.
 
Estupro.
 
Ele teria abusado de uma mulher de 23 anos ao sair de uma boate.
 
O crime teria acontecido no seu carro, à beira da estrada que liga Aix-en-Provence e Marselha.
 
Testemunhas garantem que os dois estavam embriagados.
 
Brandão chegou a ser preso de maneira provisória.
 
O Olympique resolveu mandá-lo ao Brasil para preservar o ambiente no clube.
 
A direção percebeu que ele não teria condições psicológicas para atuar.
 
E nem o restante do time para treinar, se concentrar.
 
Brandão alega total inocência.
 
Diz que a relação sexual foi de consenso.
 
E que a mulher quis o chantagear.
 
A Justiça vai definir a questão.
 
Como qualquer pessoa acusada de um crime, ele deve ser considerado inocente até que seja provado o contrário.
 
A questão é: o Cruzeiro precisava dessa contratação oportunista?
 
Não seria melhor esperar que Brandão se resolvesse com a Justiça francesa e depois o contratar?
 
Mesmo se ele for inocente, tomara que seja, a impressão que a transação transmite é péssima.
 
Por que contratar um jogador acusado de estupro?
 
Por que essa pressa de Brandão em entrar em campo em outro continente?
 
Não seria melhor resolver a questão mais importante da sua vida?
 
Limpar sua honra?
 
Até porque processos parecidos não são intermináveis.
 
Vários atletas passaram por situações idênticas...
 
Mesmo se fosse Messi ou Cristiano Ronaldo...
 
Não há justificativas para essa contratação.
 
Fica um cheiro de fuga de quem tem algo a dever.
 
Reafirma uma imagem que o Brasil é uma republiqueta sem lei, perdido na América do Sul...
 
Quantos e quantos filmes norte-americanos mostram criminosos combinando fugir para o Brasil?
 
Tomara que Brandão seja realmente inocente...
 
Mas é um absurdo ele trocar de país enquanto a sua acusação de estupro não é esclarecida.
 
Pior, o Cruzeiro lhe abrir as portas...
 
Como se o que apenas importa é o talento que o cidadão possui para jogar futebol...
 
E ninguém considere algo tão chocante como a acusação de um estupro...
 
Senador Zezé Perrela, seu clube não precisa disso...
 
O Brasil não precisava de Brandão agora...

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Elano convenceu Santos a gastar R$ 700 mil por Muricy Ramalho. Ou o contrata ou adeus Libertadores…

imagem filme o poderoso chefao 2  Elano convenceu Santos a gastar R$ 700 mil por Muricy Ramalho. Ou o contrata ou adeus Libertadores...

Elano teve uma conversa definitiva com Luís Álvaro.

Sua influência no clube é maior do que todos imaginam.

Discreto, ele participa das maiores decisões no futebol do clube.

Sua palavra não é questionada nem pelos atletas e muito menos pelos dirigentes.

Como líder do time santista, era ele quem apoiava e sustentava Marcelo Martelotte como interino.

E até já defendeu a sua efetivação.

Mas vieram as partidas e o jogador percebeu que o time não reagia.

Era fácil alvo de equipes com menor potencial técnico.

Martelotte conseguia enxergar os erros, principalmente de marcação.

Na hora de mostrar, pedir, exigir dos atletas uma mudança de comportamento durante o jogo, não havia resposta.

Vivido, Elano percebeu que o elenco precisa de uma pessoa que imponha muito mais respeito.

Com currículo que lhe dê respaldo para gritar e ser ouvido.

Não ter suas ordens questionadas.

Mesmo que no subconsciente.

Com o risco de jogar a Libertadores fora ainda na primeira fase.

E foi por isso que virou o principal cabo eleitoral de Muricy Ramalho.

Mesmo sem nunca ter trabalhado com ele.

Elano percebeu a reação de Neymar, Ganso, Arouca e os demais atletas quando souberam que Muricy pode assumir o Santos.

E tratou de levar essa posição ao presidente Luís Álvaro.

O dirigente que já estava disposto, ficou convencido.

E depois de tentar barganhar, acabou aceitando pagar os R$ 700 mil que o representante Márcio Rivellino está pedindo.

Luís Álvaro conversou com Martelotte e foi direto dizendo que não o efetivaria, mas não abriria mão dele.

O quer como auxiliar de Muricy, ao lado de Tata, que trabalha com o treinador.

O dirigente quer o encontro se possível ainda hoje.

Muricy já foi convencido por Rivellino que não há cabimento na quarentena sem trabalhar que o técnico desejava.

A contratação caminha firme para ser efetivada.

Com a bênção de Elano, o grande cabo eleitoral de Muricy...

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Palmeiras 2010. Ou Criciuma, 1991? A estratégia e o comandante são os mesmos…

divulgação3333  Palmeiras 2010. Ou Criciuma, 1991? A estratégia e o comandante são os mesmos...
Luiz Felipe Scolari viu a chuva e o gramado pesado do Serra Dourada.

E abriu um enorme sorriso.

Aos seus olhos, estava vendo mais um presente dos céus.

O cenário não poderia ser melhor para o seu Palmeiras guerreiro, mas sem técnica.

Diante desse time, estava o franco atirador Goiás, tentando compensar o rebaixamento certo no Brasileiro com a tentativa de chegar à final da Copa Sul-Americana.

Sem Valdivia, mesmo o torcedor fanático palmeirense sabia que haveria sufoco.

Felipão lotou a intermediária de jogadores.

A intenção era não deixar, de qualquer maneira, que os goianos trocassem bola na entrada da área.

Vigiar Rafael Moura e Felipe era missão dada.

E tinha de ser cumprida.

Para desafogar a pressão, Kléber na frente.

E os mágicos chutes de Marcos Assunção.

Luan desempenhava a função que consagrou Jorge Henrique no Corinthians: tomar todo o corredor esquerdo como um maratonista, marcando e atacando.

O Goiás não teve como se livrar da previsível estratégia de Felipão.

Faltou dinheiro para contratar jogadores talentosos.

A partida foi um desespero para os dois lados.

O futebol era feio de doer.

E era extremamente favorável ao Palmeiras.

Tudo acontecia exatamente como Felipão queria.

O primeiro tempo terminou e o 0 a 0 estampado no placar era ótimo para os paulistas.

Mas ficou espetacular quando Marcos Assunção dominou a bola da entrada da área.

Logo aos três minutos, ele acertou o chute indefensável.

No ângulo esquerdo de Harlei, grande goleiro e dono do time goiano.

Palmeiras: 1 a 0.

Melhor do que Felipão e seus jogadores esperavam.

Os desanimados goianos baixaram a guarda.

Nervosos, tensos.

Estavam prontos para serem abatidos.

Mas Felipão não quis nem saber.

Ousadia para quê?

Estava tudo fantástico.

Tratou de tirar o meia Lincoln e colocar o volante Pierre.

A estratégia: dar chutões e tentar fazer o tempo passar.

Seu aliado, os nervos à flor da pele e ruindade do adversário.

Deola também era um pilar para tranquilizar Felipão.

Evandro Rogério Roman anulou um gol marcado em impedimento do Goiás no fim da partida, o máximo que a equipe de Artur Neto conseguiu.

Logo depois, a confirmação da importantíssima vitória palmeirense.

O time só precisará empatar na próxima quarta-feira (24), no Pacaembu, para se garantir na final da Sul-Americana.

Aí a história será diferente contra o Independiente ou LDU.

Mas isso é depois.

Agora é comemorar mais uma vitória sofrida que nasceu dos pés de Marcos Assunção.

Mas que estão salvando o ano palmeirense.

Scolari está justificando cada centavo que recebe.

Está fazendo milagre com o elenco que tem nas mãos.

Do seu jeito.

Do jeito que aprendeu com o Criciuma, campeão da Copa do Brasil em 1991, quando nascia para o cenário nacional.

Sua estratégia com o Palmeiras está sendo a mesma que deu certo há 19 anos.

Repare na primeira fileira de baixo para cima da foto.

Na quinta pessoa, da direita para a esquerda.

Sim, esse bigodudo é mesmo ele, o adorador de gramados enlameados para times limitados.

Luiz Felipe Scolari...

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Acorde, Muricy Ramalho! Não deixe o Fluminense repetir o que o Palmeiras fez em 2009…

gettyimages94 Acorde, Muricy Ramalho! Não deixe o Fluminense repetir o que o Palmeiras fez em 2009...
Muricy Ramalho.

Tricampeão brasileiro em seguida com o São Paulo.

Feito só alcançado por Rubens Minelli, que venceu duas vezes com o Inter e outra com o São Paulo.

No ano passado teve a chance de se tornar quatro vezes seguidas com o Palmeiras.

Naufragou quando o grupo rachou com a chegada de Vagner Love e seu salário maior do que os que estavam no time.

Foi demitido de forma deprimente do Palmeiras depois de uma goleada por 4 a 1 do São Caetano.

Assumiu o Fluminense com todo apoio financeiro possível.

Ganhou Deco.

Ao contrário do que aconteceu no Palmeiras, ele tem todo o apoio da diretoria carioca.

Ainda mais depois de ter recusado a seleção brasileira pelo compromisso com o Fluminense.

Tem carta branca para escalar ou tirar do time quem quiser.

Mas mesmo assim, o Fluminense está atuando como o Palmeiras nos jogos finais do Brasileiro de 2009.

A equipe está insegura, tensa, ansiosa.

Apela para os chutões, despreza o meio de campo.

E parece viciada nos chuveirinhos.

Os inúmeros planos táticos que Muricy gosta de estudar até cair no sono de madrugada parecem não existir.

O time passa a viver de bolas cruzadas na área adversária.

Não importa a distância.

O que interessa é chutar a bola pelo alto para ver o que acontece.

Até porque não há sincronia na movimentação dos seus jogadores na área.

Situação inexplicável.

Os dois pontos que o Fluminense jogou no lixo contra o rebaixado Goiás foram de chorar.

Basta ver o vídeo da partida e perceber que a equipe consciente jogou de verde.

O Fluminense foi um apanhado de jogadores desesperados.

Não perdeu a partida por sorte.

Mas jogou a liderança do Brasileiro no colo do Corinthians.

Onde está o grande Muricy Ramalho nesta hora em que o Fluminense mais precisa dele?

Por mais contusões e suspensões, não dá para entender a falta de padrão de jogo.

Roger pede para Palmeiras e São Paulo entregarem suas partidas para tentar fazer o Flu campeão.

Talvez seja mesmo necessário.

Porque o fraco futebol que o time mostra o credencia até a perder uma vaga na Libertadores.

Não é impossível perder para os reservas palmeirenses, os desinteressados são-paulinos e os desesperados bugrinos.

Muricy precisa dar uma resposta.

Não desaforada na coletiva de imprensa.

Mas uma resposta tática.

Fazer esses jogadores mostrarem em campo o que podem.

Potencial eles têm.

Está faltando estratégia, esquema, altenativas de jogo.

Muricy Ramalho precisa mostrar o que veio fazer nas Laranjeiras.

Conca, Deco, Fred, Washington, Mariano, Diguinho não podem correr como se estivessem em uma pelada de amigos.

A hora é essa.

Aliás, já passou da hora, Muricy...

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Felipão: perceba sua importância no futebol brasileiro. Não se deixe dominar por assessores frustrados…

reuters24 Felipão: perceba sua importância no futebol brasileiro. Não se deixe dominar por assessores frustrados...

Nos seus últimos tempos como treinador do Boca Juniors, Carlos Bianchi tomou uma decisão.

Escalação do time só no seu site.

Foi uma maneira de estimular o crescimento, o acesso ao site.

Garantir patrocinadores.

Acabou ridicularizado na Argentina por esta atitude pequena.

Luiz Felipe Scolari falou palavrões na coletiva logo depois da partida contra o Corinthians.

Ele se irritou diante do óbvio: porque o jogador mais caro da história do Palmeiras jogou apenas 34 minutos.

Como era possível ter voltado a sentir a contusão na coxa esquerda se três dias antes se desgastou por 90 minutos contra um adversário insignificante como o Universitario de Sucre?

Por que tanta falta de cuidado com ele?

Não bastasse isso, logo depois, contra os reservas do Atlético Mineiro, Valdivia suportou apenas 18 minutos.

Diante da óbvia e reincidente barbeiragem, Felipão ficou ainda mais irritado.

Falou que era uma palhaçada o que a imprensa estava querendo fazer com o caso Valdivia.

E ainda chamou de o mais palhaço o repórter da rádio Globo por ter coragem e insistir na pergunta que Felipão não queria ouvir.

Por que escalar Valdivia machucado?

A repercussão foi internacional.

Como um treinador campeão do mundo começa a falar palavrões em coletiva e a chamar repórteres de palhaços?

Ele teve uma reunião com a cúpula da Aceesp, Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.

A intenção era de que tudo fosse resolvido e que o técnico passasse a respeitar os jornalistas.

Logo em seguida à reunião, o seu assessor de imprensa disse ao R7 que Felipão não pediu desculpas, apenas acertou arestas.

Toda sexta-feira, o treinador dava entrevistas coletivas no Palmeiras.

Ontem não quis.

Teria de falar novamente de Valdivia.

O que fez?

Falou no site do Palmeiras.

Falou à vontade, sem ser interrompido.

Não tocou no nome do Valdivia, óbvio.

Sorriu e mostrou como gostaria de ser "entrevistado".

Quem faz o site do Palmeiras é a assessoria de imprensa do clube.

São jornalistas pagos para divulgar o que interessa aos dirigentes, ao técnico, aos jogadores.

Não noticiam, divulgam.

No site nunca haverá referência à dívida do clube, aos balanços reprovados pelo Conselho Deliberativo.

Pelos motivos da implosão do departamento de futebol com Palaia assumindo a presidência.

Nada.

Apenas o que interessa.

Essa é a função da assessoria.

Talvez não seja por acaso que Felipão deu essa autoentrevista, me lembra um esperto leitor.

Quem mesmo lançou a autoentrevista?

Palaia.

Quem era o assessor de imprensa de Palaia?

O mesmo que "assessora" Felipão.

Foi seguindo conselhos dele que o treinador proibiu entrevistas antes, no intervalo e depois das partidas.

Ele não acredita que seus jogadores irão conseguir se controlar diante dos microfones.

Só o Palmeiras adota essa política digna da ditadura Pinochet.

Agora, há a ameaça no ar de Scolari só falar para o site do clube.

Fazer convenientes autoentrevistas.

É uma pena que Luiz Felipe Scolari esteja seguindo esse caminho feio, ultrapassado.

Ele não precisa disso.

É uma pessoa vencedora na sua profissão.

Mas sujeita a erros também.

E por que tanta angústia, tanta raiva ao admitir um erro?

Ele é um excelente técnico, mas não está acima do bem ou mal.

Faz parte das suas funções explicar de verdade o que acontece no Palmeiras.

Ganha o maior salário entre os técnicos no Brasil para isso.

Dar "entrevista" no site do Palmeiras é uma atitude medrosa, que talvez combine com seu assessor, não com Felipão.

Ele tem recursos intelectuais para conversar de maneira decente com os jornalistas.

Pode pensar sozinho, apesar do seu assessor acreditar que não.

Foi um motivo de orgulho para a imprensa paulista o retorno de Felipão ao Palmeiras.

O pentacampeão do mundo estava voltando para reestruturar um grande clube de São Paulo.

O "campeão do século XX".

Uma pena que ele esteja tão mal assessorado, aconselhado.

Quando compreender o triste papel que está desempenhando, ficará envergonhado.

Felipão não se apequene.

Não seja usado por pessoas que são motivadas pela frustração, pela paranoia.

Seu papel na história do futebol brasileiro é muito maior...

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Mundial do Corinthians não passou mesmo de um Mundialito. Roberto Carlos estava certo…

reuters3967 Mundial do Corinthians não passou mesmo de um Mundialito. Roberto Carlos estava certo...

"Era um Mundialito.

Mas, sinceramente, muitos jogadores do nosso time ficavam acordados até as 5 horas, 6 horas.

O pessoal não dormiu, muitos vieram aqui a passeio.

Além do mais, os times europeus enfrentaram um calor enorme.

O pessoal do Manchester United, então, lá no Rio, ficava só na piscina tomando cerveja".

Ele desmoralizou a maior conquista corintiana, o Mundial de 2000.

Outra vez o lateral-esquerdo foi sincero e paga por isso.

A pressão no Corinthians para ele se desmentir é imensa.

Andrés e Ronaldo não perdoaram o desatino.

Porque no futebol quem fala a verdade é punido.

Ainda mais porque Roberto Carlos não é mais funcionário do Real Madrid.

Seu dinheiro vem do Corinthians.

Como eu não tenho nada a ver com o Corinthians, dou o meu depoimento.

Cobri o Mundial, ou Mundialito - depende do freguês.

Acompanhei, na primeira fase, justamente os jogadores do Real Madrid, que ficaram em São Paulo.

Primeiro: os espanhóis estavam contrariados.

Não concordavam com o formato do torneio.

Estavam irritados com o calor.

A preocupação era com o que acontecia na Europa.

Lindas mulheres estavam, por coincidência, por supuesto, no luxuoso hotel do Real Madrid.

O treinador era ninguém menos do que Vicente del Bosque, atual campeão mundial com a seleção espanhola.

A estrela máxima era Raúl.

O jovem goleiro Casillas não saía do hall do hotel.

Deu tanta entrevista que ninguém mais queria falar com ele.

O espírito era de raiva e de pressa para voltar para a Espanha.

Todos faziam questão de mostrar que estavam no Mundialito obrigados.

As farras noturnas estavam presentes nas olheiras dos jogadores pela manhã.

Prostitutas de luxo da região dos Jardins fizeram a festa.

Para elas sim, foi um verdadeiro Mundial.

Fui para a fase final no Rio de Janeiro.

E encontrei a delegação do Manchester United.

Não no treino.

Mas na danceteria Nuth.

Muitas mulheres bonitas, público selecionado.

A grande estrela era Beckham.

Ele e seus companheiros de time estavam simplesmente celebrando a eliminação do torneio.

Sim.

Comemorando voltar para a Inglaterra.

Foi a primeira e última vez que vi isso na carreira.

Todos beberam muito.

Ficaram o tempo todo no camarote.

Alguns garotos furaram o cerco, se aproximaram, conversaram, arrancaram alguns beijos.

Menos Beckham, o mais arredio, preocupado com fotógrafos.

Era transparente a felicidade dos ingleses por estarem livres para voltar do Rio.

Ao final da noite, Beckham terminou bêbado, sentado na calçada, esperando o ônibus para levar o time de volta ao hotel.

Cena surreal que não tem preço.

Ou seja: Roberto Carlos não estava menosprezando o Mundial do Corinthians.

Os europeus realmente não deram a menor importância para o torneio que a Fifa resolveu fazer no Brasil.

E os obrigou a disputar.

O Corinthians é o digno campeão.

Jogou com todo empenho e seriedade.

Assim com o Vasco.

Cobrindo evento, a divisão foi clara.

Para os brasileiros, a competição valia a vida.

Para os europeus, um torneio sem sentido que a Fifa os obrigou a disputar.

E que eles sabiam que nunca mais seria repetido da mesma forma.

Não foi mesmo.

Só quem acreditou que haveria outro Mundial daquele foi o ex-presidente Mustafá Contursi.

Ele abriu a vaga do Palmeiras para o Vasco apostando no segundo, na Espanha.

Mustafá e os palmeirenses estão esperando por esse novo Mundial, ou Mundialito, há dez anos...

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