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Um dos mais depressivos aniversários do Flamengo. Festa amanhã para comemorar o quê? Farra é para o Atlético Mineiro que redescobriu seu rumo…

divulgação21 Um dos mais depressivos aniversários do Flamengo. Festa amanhã para comemorar o quê? Farra é para o Atlético Mineiro que redescobriu seu rumo...

Luxemburgo levou o Atlético Mineiro até o inferno.

E ele mesmo tirou, com os preciosos três pontos dados ontem.

Entregue, inerte, sem personalidade, força física ou tática, o grande Flamengo foi um arremedo de time.

Perdeu de 4 a 1, mas poderia ser de sete, oito.

Os jogadores mostraram para o treinador o que eles poderiam ter sido, quando comandou a equipe.

Bastou ter um plano sério de trabalho, objetivo de Dorival Júnior e a resposta foi dada.

Dorival escolheu no elenco realmente quem se preocupava com o futuro do Atlético Mineiro.

E não com o régio pagamento no final do mês.

Ficou no time quem teve energia para treinar pela manhã e à tarde.

Acabou o amontoado de atletas que parecia jogar por obrigação, sem prazer.

Sem a mão forte, sem comando.

O Flamengo de hoje é o Atlético Mineiro de ontem.

Time sem personalidade, que baixa a cabeça diante de qualquer dificuldade.

Com o agravante que seus atletas possuem muito menos técnica, talento do que os rivais de Belo Horizonte.

A selvageria da torcida do Atlético Mineiro em relação a Luxemburgo foi desnecessária.

Mostrar baralhos e chamá-lo de mercenário puro exagero.

Ele é avô, um senhor de cabelos brancos.

Sabe muito bem os seus pecados, se é que admite ter algum.

Teve a honra de comandar por tanto tempo o Atlético Mineiro por responsabilidade do presidente, Alexandre Kalil.

Foi Kalil quem demorou para ter coragem de tirar um técnico com tanto currículo.

Medo, vergonha de ter escolhido errado.

O atraso foi culpa do presidente.

Dono de um salário muito grande e com o ego maior ainda, Luxemburgo não pediria para sair.

O Atlético Mineiro mostrou que está recuperado com Dorival Júnior.

A sensação é que a Série B, rebaixamento é passado.

Triste é o Flamengo de Luxemburgo.

A sua solução para a vergonha que o time passou ontem chocou até os dirigentes rubro-negros.

Nada de promessa de mudança tática, de postura do time.

Ele quer que a diretoria reduza o preço dos ingressos para o jogo contra o Guarani.

Absurdo.

O time chegou derrotado, humilhado hoje no Rio.

Seus torcedores não tiveram nem força para protestar.

Para tornar tudo ainda pior, os dirigentes haviam programado uma grande festa para amanhã.

O Flamengo completará 115 anos.

Como aproveitar os shows de Arlindo Cruz, Dudu Nobre e outros sambistas sabendo da realidade do time?

Motivo de chacota para vascaínos, botafoguenses e tricolores...

É isso que a presidente Patricia Amorim quer?

A eleição da primeira mulher presidente será motivo de vergonha para os flamenguistas de verdade?

O Atlético Mineiro demorou, mas acordou para a vida.

E o clube mais popular do Brasil?

Qual é o limite da humilhação?

Ser rebaixado?

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Travestis calados. Flamenguistas suspiraram aliviados: “Ah, se Ronaldo tivesse dez quilos a menos”…

reuters2222 Travestis calados. Flamenguistas suspiraram aliviados: Ah, se Ronaldo tivesse dez quilos a menos...

Mal terminou a partida de ontem no Engenhão, Ronaldo estava orgulhoso.

Sabia o que havia feito em campo.

Gol, toques de calcanhar, tabelas, dribles...

Foi muito festejado nos vestiários corintianos.

Calou os travestis que foram ao estádio atazaná-lo...

Ganhou até a admiração dos rivais flamenguistas.

Léo Moura e Maldonado, que o acompanharam de perto travaram o seguinte diálogo flagrado por um radialista.

"Você viu o que o Ronaldo fez?", perguntou Léo.

"Ele é f...Quando a bola cai nos pés dele não dá para tomar", respondeu o chileno.

"Imagine se ele tivesse dez quilos a menos...", completou Moura.

Maldonado balançou a cabeça concordando.

Essa foi a grande sensação ontem.

E, por coincidência ou não, todos insistiam nesse número: 10 quilos a menos...

Todos viram o grande desempenho de Ronaldo.

E imaginaram o que seria dele e do Corinthians se ele tivesse dez quilos a menos.

Até ele se conscientizou.

E jogadores corintianos sentem o quanto ele está arrependido pela falta de cuidado com seu corpo.

Por mais que sinta diversas dores no treinamento, todos no Parque São Jorge sabem dos vilões que o levaram ao apelido de "Gordo".

Pratos sofisticados e pesados, vinho e charutos.

Adilson Batista tentou se meter usando a autoridade de técnico e se deu muito mal.

Tite por enquanto tem uma postura olímpica, até porque Ronaldo está mais contido.

Quer tentar jogar o máximo que puder para tentar dar o Brasileiro ao Corinthians.

Se tivesse essa disposição desde o segundo semestre de 2009, muita coisa seria diferente na sua vida.

Inclusive na Seleção Brasileira, basta lembrar tudo o que fez no primeiro semestre de 2009.

Ronaldo acordou.

Tarde, é verdade.

Mas melhor do que nunca.

No mínimo o Corinthians terá um outro jogador na Libertadores de 2011...

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Flamengo e travestis esperam por Ronaldo. Esta história não acabará nunca…

reuters222 Flamengo e travestis esperam por Ronaldo. Esta história não acabará nunca...

Travestis já foram contratados e estarão no Engenhão.

Esperarão por Ronaldo.

A intenção da torcida uniformizada do Flamengo é atormentar, humilhar o ex-ídolo.

Ela não perdoa Ronaldo por não ter cumprido a promessa de jogar na Gávea seus últimos anos como jogador.

O ressentimento é enorme.

E só foi aumentando.

De lado a lado.

Foram cinco jogos de Ronaldo contra o seu time de coração.

E em todos eles, faixas ou travestis de verdade para desestabilizar o atacante.

Isso para não deixar ninguém esquecer o escândalo de quando foi pego com três travestis em um motel no Rio.

Ferido pela postura da torcida, Ronaldo disse que virou corintiano.

E até cometeu a bobagem de duvidar se a torcida do Flamengo é mesmo a maior do Brasil.

Todas as vezes que vai ao Rio, mesmo quando não há partidas, ele tem de se fazer de surdo.

As provocações raivosas sobre os travestis o perseguem.

Na verdade, a torcida do Flamengo queria demais Ronaldo atuando na Gávea.

Ela ficou chocada pelo atacante ter aceitado tão rápido os milhões oferecidos pelo Corinthians.

O ex-presidente Márcio Braga jura que havia combinado tudo com o jogador.

E disse ter ficado estarrecido quando ele foi atuar no Parque São Jorge.

O artilheiro se defende dizendo que o Flamengo nunca ofereceu um contrato para ele.

Braga responde que a promessa do contrato foi feita, bastava ele se recuperar fisicamente.

Agora, Inês é morta.

Ronaldo, com a camisa do Corinthians, atuou cinco vezes contra o Flamengo.

Em todas as partidas teve de se lembrar dos travestis.

Marcou dois gols contra o time do coração.

Foram quatro derrotas.

E na única vitória, ela foi amarga.

Custou a eliminação da Libertadores, em pleno Pacaembu.

Hoje, Ronaldo quer melhorar suas estatísticas.

Sabe o quanto o Corinthians precisa dele.

A torcida do Flamengo já tem o comitê de recepção pronto.

Travestis estarão no Engenhão e alguns deles tentarão entrar na concentração corintiana.

Que situação triste, deprimente.

Em um jogo tão importante, que vale a lideraança para o Corinthians ou o fim da chance do rebaixamento para o Flamego, o assunto seja travestis...

As organizadas juram que essa história não acabará nunca.

Todas as vezes que Ronaldo enfrentar o Flamengo, a tática será a mesma.

Quem foi traído não esquece...

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O Flamengo não retribuirá o favor que o Corinthians fez em 2009. Nada de acordo. Jogará de verdade na quarta-feira…

divulgação011 O Flamengo não retribuirá o favor que o Corinthians fez em 2009. Nada de acordo. Jogará de verdade na quarta feira...

No ano passado, o Corinthians já estava classificado para a Libertadores.

Ganhou a Copa do Brasil.

O Brasileiro foi disputado sem ambição.

A maior preocupação era refazer o time com as vendas de Cristian, Douglas e André Santos.

A segunda era com Ronaldo, que já começava a relaxar sua dieta e seu preparo físico e engordar.

O Flamengo de Andrade e Adriano disparava no Brasileiro.

Ameaçava Palmeiras e São Paulo na briga pelo título.

No dia 20 de novembro de 2009, o Corinthians sem pretensão alguma enfrentaria o Flamengo.

A partida foi em Campinas.

E foi muito estranha.

O time paulista não mostrava o menor empenho para ganhar o jogo.

Pelo contrário.

Como esquecer a imagem do goleiro Felipe parado enquanto Leonardo Moura cobrava um pênalti?

A torcida corintiana não protestou, não vaiou.

Comemorou os gols cariocas e a vitória do Flamengo.

No estádio Brinco de Ouro da Princesa, as duas torcidas apoiaram o rubro-negro.

A capa do jornal oficial do Corinthians, o Fiel, estampava na capa:

"Doce derrota".

Andres Sanches não se irritou, não protestou contra ninguém.

Ronaldo nada fez contra o seu clube de coração.

Ninguém nunca irá provar, mas ficou a sensação para quem assistiu ao jogo que o Corinthians não se importou em perder.

Dirigentes do São Paulo e do Palmeiras ficaram irados e insinuaram a entrega do jogo.

Os três pontos não fizeram a menor falta ao Corinthians.

Ao Flamengo foram fundamentais para a conquista do Brasileiro.

Por coincidência, só por coincidência, claro, Andres vive afirmando que o Flamengo é 'clube irmão'.

A fraternidade não é tão recíproca.

Liguei para duas pessoas que cuidam do futebol do Flamengo.

E a resposta foi a mesma.

Não há a menor possibilidade de, digamos assim, o clube carioca não se esforçar tanto para vencer.

Ou seja: não haverá retribuição ao grande favor feito pelos corintianos em 2009.

Há ainda a chance matemática de rebaixamento flamenguista.

Luxemburgo e os dirigentes flamenguistas não podem brincar.

E vão jogar para valer no Engenhão.

O recado já chegou até a cúpula corintiana.

Se quiser os três pontos, o Corinthians terá de correr muito mais que o Flamengo fez em novembro de 2009.

Infelizmente, a vida é assim.

Mesmo entre irmãos.

A reciprocidade é relativa.

Fica mais uma lição aos corintianos...

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No Flamengo e no Grêmio a reação veio com o fim da prolixa democracia de Silas. Viva os ditadores Luxemburgo e Renato Gaúcho…

pinochet No Flamengo e no Grêmio a reação veio com o fim da prolixa democracia de Silas. Viva os ditadores Luxemburgo e Renato Gaúcho...

Uma grande lição para Silas e os novos treinadores do Brasil.

Para agradar Vanderlei Luxemburgo, que desta vez não é culpado de nada, os jogadores o elogiavam.

Nas loas ao trabalho do novo técnico, uma crítica escancarada a Silas.

O maior elogio ao técnico atual é uma facada nas costas de quem foi demitido.

Williams fala em aberto sobre o quanto é bom ter um técnico de comando.

Não esconde de ninguém, não disfarça.

Vários outros jogadores, como Renato e Juan, foram no mesmo caminho.

Ou seja: o Flamengo estava indo mal por falta de liderança de Silas.

Os atletas do Grêmio também já haviam deixado claro a mesma situação.

Estão entusiasmados com os gritos de Renato Gaúcho.

Dois times que caminhavam para o rebaixamento respiram hoje graças ao fim do excesso de democracia.

Conversas em demasia têm o mesmo efeito de namorados viciados em discutir a relação.

Não convencem o atleta, cansam, desgastam.

"No Brasil, o jogador gosta de quem mostra o caminho.

Não quer ajudar a escolher junto.

Querem um líder.

Democracia demais atrapalha.

E eu acho que estão certos.

Treinadores ganham para isso."

O resumo é do saudoso Oswaldo Brandão.

Silas, Oswaldinho de Oliveira, Tite, Ricardo Gomes e tantos outros prolixos professores deveriam aprender com o mestre Brandão.

Para evitar constrangimentos, arrependimentos.

Nada de conversa ao pé do ouvido.

Afagos, carinhos.

O que funciona são os gritos, palavrões.

De preferência na frente do grupo.

Passa força, firmeza.

É coisa de macho, não de um teórico fresco.

A lição foi dada.

Tanto na Gávea como no Olímpico.

Renato Gaúcho e Luxemburgo têm mais é que mostrar quem manda no galinheiro.

E viva a ditadura...

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O Flamengo de Luxemburgo, sem pôquer. E como confiar nos goleiros do Inter no Mundial?

reuters909 O Flamengo de Luxemburgo, sem pôquer. E como confiar nos goleiros do Inter no Mundial?

Inegável que o Flamengo melhorou nos três últimos jogos.

A chegada de Luxemburgo, de fracassado trabalho no Atlético Mineiro, foi fundamental.

Ele conseguiu unir o retalhado do time carioca.

A equipe passou a atuar de forma competitiva, joga de forma compacta.

Ao contrário do que levou para Belo Horizonte, Luxemburgo encontrou jogadores comprometidos até a medula com o Flamengo.

Isso foi fundamental.

Assim como a diminuição das rodadas de pôquer.

O time  fez o que quis no sábado (16) com o desgastado e desfalcado Internacional.

Ganhou por 3 a 0, poderia ter sido seis.

Os gaúchos se dobraram ao esforço que fizeram para ganhar a Libertadores.

No insano calendário brasileiro, que prejudica os vencedores, o Inter foi o grande prejudicado.

Celso Roth deve começar a dosar o ritmo no Brasileiro imediatamente.

Não vai assumir ao público, mas vai esquecer a chance de ser campeão do Brasil.

E se focar na disputa do Mundial de Clubes.

Aí verá o que o clube reservou para o treinador, como os goleiros.

Roth está preocupadíssimo.

O que Renan fez  no Engenhão foi patético.

A falha no gol de Renato de falta foi imperdoável.

Ele vem falhando constantemente em saídas.

Qualquer chute é assustador.

Tem tomado gols defensáveis.

Não tem mais a confiança da sua defesa, a pior tristeza que um goleiro pode passar.

Seu reserva é o veterano Abbondanzieri.

Ele não tem mais explosão muscular para grandes defesas.

Suas saídas são inseguras.

Continua no Internacional por seu passado de grande goleiro do Boca Júniors.

Não tem cabimento.

A direção do clube não tem confiança no terceiro goleiro Lauro.

E muito menos em Muriel.

Celso Roth deixou escapar que está sem saída.

O que fazer com tantos goleiros em quem não confia?

Ele está desesperado.

Clemer, improvável goleiro campeão do mundo com o Internacional em 2006, prepara os arqueiros atuais do Beira Rio.

E não vê milagre.

A direção vai dar crédito.

Levará Renan e Abbondanzieri para a disputa do Mundial de Clubes.

É uma postura passiva, beirando a irresponsável, diante da importância do torneio.

Cabe à torcida colorada rezar...

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Luxemburgo não vai mudar nem com 100 anos…

narciso caravaggio Luxemburgo não vai mudar nem com 100 anos...

Vanderlei Luxemburgo não pode viver sem sarna.

Para compensar os cinco anos em que não vence um título importante, ele vive de promessas.

Sonhou com Belluzzo a conquista da Libertadores no Palmeiras.

Fracassou e acabou demitido.

Voltou para o seu abrigo, o Santos de Marcelo Teixeira.

Prometeu classificar a equipe para a Libertadores.

Foi um vexame sua campanha.

E acabou ajudando na derrota do seu amigo/irmão Marcelo Teixeira na busca pela reeleição.

Foi para o Atlético Mineiro.

Falou em um título nacional.

O que esteve perto de dar certo, se não fosse demitido por Kalil, o rebaixamento para a Série B teria chegado.

Foi mandado embora por telefone, depois da derrota por 5 a 1 para o Fluminense.

Disse que iria se reciclar.

Depois de 12 dias, fechava com o Flamengo.

Bastou o time ganhar uma partida e empatar outra e já choveram promessas de sua boca.

Garantiu que o time será campeão brasileiro de 2011.

Suas promessas já não comovem mais ninguém.

Foi além, botou banca, dizendo que Milton Cruz o procurou para abandonar o Atlético Mineiro e ir para o São Paulo.

Todos no Morumbi negam essa versão.

O discurso de Vanderlei não empolga.

Ele deveria ter aproveitado a demissão do Atlético Mineiro e realmente se reciclar.

Não teve a recepção que esperava na Gávea.

A imprensa carioca questiona demais a sua fórmula de trabalhar.

Suas promessas.

As referências que faz a ele mesmo como vencedor.

O Flamengo empolgou Vanderlei Luxemburgo.

Mas a recíproca não é verdadeira.

Ele recebeu várias críticas na diretoria pelo empate de 2 a 2 com o Avaí.

Seu encanto acabou.

Assim como os títulos relevantes, os nacionais.

O que resta a Vanderlei para estar nas manchetes dos jornais?

O velho truque de prometer uma conquista.

De preferência no final do próximo ano.

Assim assegura o contrato até lá.

Infelizmente para ele, hoje são pouquíssimas pessoas que acreditam nas suas promessas.

Talvez nem ele...

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Luxemburgo no Flamengo. Seleção na mente. E sanguessugas no pescoço…

gettyimages Luxemburgo no Flamengo. Seleção na mente. E sanguessugas no pescoço...

Os sanguessugas de Vanderlei Luxemburgo estão em festa.

De um jeito torto, o sonhado plano de vê-lo na Seleção na Copa de 2014 está em ação.

Depois que Luís Álvaro ganhou a eleição no Santos, ele despachou o cabo eleitoral de Marcelo Teixeira.

Sem choro nem vela.

Grande amigo pessoal de Ricardo Teixeira, o treinador sabia que o presidente da CBF lhe deve um enorme favor.

Na CPI do Futebol, em 2000, Luxemburgo teve a sua cabeça cortada do comando da Seleção.

Caiu pelo vexame da Seleção Olímpica.

Mas sabe que sua saída desviou o foco da imprensa.

Diminuiu, e muito, a fome dos jornalistas.

Um grande peixe perdeu o maior cargo entre os treinadores do mundo.

Ele aceitou a demissão, se calou.

Em nenhum momento fez escândalo.

Aceitou, defendeu lealmente Ricardo Teixeira.

O presidente da CBF ficou eternamente grato pelo gesto do amigo.

Com o passar dos anos, a carreira de Luxemburgo foi despencando.

Depois do Brasileiro de 2004, nada mais representativo ele ganhou.

Apenas estaduais que servem de pré-temporada no País.

As demissões se sucederam.

As saídas dos clubes cada vez mais deprimente.

Palmeiras, Santos e Atlético Mineiro.

Ele aceitou trabalhar em Belo Horizonte porque não as portas estavam fechadas para ele nos grandes clubes paulistas e cariocas.

Foi com a determinação de aproveitar a popularidade do Atlético Mineiro.

Clube sem conquista de Brasileiro desde 1971.

"Quero fazer história por aqui", declarou na sua chegada.

E fez mesmo.

Foi demitido depois de uma derrota por 5 a 1 diante do Fluminense.

O caro time que montou com o dinheiro do clube e do BMG foi um fracasso.

Luxemburgo estava levando o clube para a Segunda Divisão.

Foi devidamente demitido pelo presidente Alexandre Kalil.

Por telefone.

Sua estratégia de conseguir um grande título para o Atlético Mineiro e, de lá saltar para um clube importante do eixo Rio-São Paulo, parecia ter fracassado.

Mas para o bem ou para o mal, Luxemburgo tem estrela.

Zico já lhe havia convidado para assumir o Flamengo.

Parecia o roteiro sem imaginação de um dos filmes de Stallone.

A redenção logo no lugar mais desejado, na manjedoura onde nasceu.

No sagrado Flamengo.

Luxemburgo logo se esqueceu das duas passagens fracassadas por lá.

E aceitou.

Os sanguessugas e pessoas que vivem de adular a sua personalidade comemoraram.

E repetiram em coro o mesmo mantra que quase acabou com sua carreira.

"Você é o melhor treinador do universo."

Ele acreditou.

Esses vampiros estão mais felizes do que o próximo ganhador da megasena.

Para eles, Luxemburgo não só salvará o Flamengo.

O clube da Gávea será o trampolim para a Seleção Brasileira.

Seu contrato vai até o final de 2012.

Ano fundamental para a permanência ou não de Mano Menezes.

Ano de Olimpíada de Londres.

A derrota pode ter conseqüências.

Abrir a possibilidade de cobrar a dívida com Teixeira.

O marombado Stallone já estaria esfregando as mãos ao escrever esse roteiro de quinta categoria.

Basta Mano Menezes fracassar.

E o Flamengo fazer campanhas maravilhosas.

Adivinhe quem os sanguessugas já estão vendo com o agasalho verde e amarelo?

Isso é péssimo para quem ainda nem começou seu trabalho na Gávea.

Ele chega com o espaço de um manager.

Poderá comprar, vender e construir um Centro de Treinamento.

Mas antes de tudo, precisará fazer o que parece haver esquecido: ganhar jogos e títulos importantes.

Esperta, a diretoria do Flamengo não permitiu que ele levasse à Gávea a maior Comissão Técnica do Brasil.

E também a mais cara.

Apenas Antônio Mello, preparador físico da velha caixa de areia.

E como auxiliar, o filho de Antônio Lopes.

O destino colocou Luxemburgo na encruzilhada.

Ou ele recupera o respeito como treinador de ponta.

Ou se afunda de vez.

Fica taxado como treinador decadente, que perdeu o encanto.

Fascinado com o pôquer.

Sua única saída seria seguir os passos de gente importante da tevê.

Tentar a política.

Quem sabe consiga brigar pelo Senado do seu amado Tocantins?

Para vencer uma eleição não é preciso ganhar campeonato nenhum.

Muitas vezes, nem ler ou escrever.

Ler, Luxemburgo sabe bem.

Principalmente as últimas rescisões de contrato.

As que sacramentaram suas seguidas demissões...

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Depois de derrubar Zico, Capitão Léo promete não deixar o manager Luxemburgo respirar, se ele fechar com o Flamengo…

wagner 8117 1191968097 Depois de derrubar Zico, Capitão Léo promete não deixar o manager Luxemburgo respirar, se ele fechar com o Flamengo...

Capitão Léo, ex-chefe de torcida organizada do Flamengo, tem outro famoso na alça de mira.

O presidente do Conselho Fiscal do clube derrubou Zico.

Ele sabe que os seus questionamentos em relação ao CFZ desgastaram o ídolo.

E não deixaram outro caminho a não ser a demissão.

Ao saber que Luiz Augusto Veloso e Michel Levy ofereceram a ele o cargo de manager, o Capitão Léo reagiu.

Prometeu que todas as contrataçãoes que Luxemburgo indicar ou vetar serão analisadas profundamente.

Ele já revelou que não aceitará no Flamengo o que ocorre na Europa.

Por lá é comum manager ganhar parte do lucro das vendas de jogadores.

Algumas vezes até nas compras.

Luxemburgo será vigiado de perto, porque o presidente do Conselho Fiscal insiste que o Flamengo precisa só de um técnico.

Ele está comandando a pressão para o veto da enorme Comissão Técnica de Luxemburgo.

Também quer de todas as maneiras a redução dos seus salários.

Acredita ser impossível pagar R$ 500 mil em um treinador em baixa, demitido de um clube na zona do rebaixamento.

Capitão Léo cada vez se sente mais forte para suceder Patricia Amorim.

Só para recordar, ele foi o grande cabo eleitoral de Amorim nas três vezes em que ela conseguiu ser vereadora.

Ele garantiu os votos dos torcedores do Flamengo.

Por isso tanta gratidão da presidente/vereadora.

Enquanto isso, Zico promete processar o Capitão Léo.

Quer provas de que ele ou seus filhos se beneficiaram de transações entre CFZ e Flamengo.

Capitão Léo diz estar pronto para o processo...

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A dor de Silas. O técnico que acreditou no Grêmio e no Flamengo…

gettyimages43 A dor de Silas. O técnico que acreditou no Grêmio e no Flamengo...

Depois de uma campanha excepcional no Avaí, Silas pensou que 2010 seria um marco.

Em um clube grande, iria poder mostrar o que aprendeu ao longo de sua carreira vitoriosa como jogador.

Afinal, se conseguiu fazer com as limitações do Avaí, no Grêmio sua ascensão seria ainda maior.

A diretoria gaúcha o havia escolhido pela forma como colocou os catarinenses para jogar.

Era o futebol combativo, de preenchimento de espaço, que não dava lugar para o adversário respirar.

O retrato que se encaixava perfeitamente no Grêmio.

Só que ótimo namoro se mostrou um péssimo casamento.

Silas comandava no Avaí jogadores desesperados para ganhar espaço nacionalmente.

Tinham uma dedicação que ia acima do imaginável.

No Olímpico, não encontrou jogadores assim.

Pelo contrário.

O grupo era problemático, com limitações.

E com atletas que não se comoviam com palestras de incentivo, com promessas de um novo tempo.

Como confiar, se entregar a um novato?

A diretoria também prometeu contratações importantes que não se confirmaram.

O caráter de Silas também o atrapalhou.

Fiel a quem o contratou, o técnico não expôs o que realmente acontecia.

Tudo que fez foi caprichar em uma retranca.

O Grêmio ficou um dos times mais insuportáveis de acompanhar.

O jogo não fluía nem diante dos mais fracos adversários.

Talvez com Silas, o clube tenha conquistado o menos atraente Campeonato Gaúcho.

Mesmo ficando com o título, o técnico não foi valorizado.

Pelo contrário, o fato de o Internacional do uruguaio Jorge Fossati estar disputando a Libertadores foi a desculpa.

Dada pelos próprios torcedores gremistas.

Começou o Brasileiro e nada melhorou.

Pelo contrário.

Com time limitado e sem apoio dos dirigentes e da torcida, Silas até demorou para ser demitido.

Chocado, ele ainda estava se restabelecendo quando Zico lhe telefonou.

Era uma absurda e inesperada chance de se reerguer.

Em tempo recorde.

Deixar a depressão pela demissão do Grêmio e assumir o Flamengo.

Ele sabia que iria para o cargo que Carlos Alberto Parreira não quis.

Tinha ideia de que encontraria dificuldades.

Mas contava com a mão protetora e as promessas de Zico.

Só que não contava com o clima pesado da Gávea.

Ele não revela, mas pessoas ligadas a Silas falam.

A disputa política no Flamengo é sórdida.

Pessoas com muito poder, ao lado de Patricia Amorim, faziam o possível para atrapalhar.

Fuxicos, fofocas, todos os problemas vazados para a imprensa.

Imediatamente.

Sempre com o objetivo de passar um quadro de incompetência de Silas para atingir Zico.

Sem a farra de dinheiro no elenco, mais rigidez, treinos pela manhã, cobrança, os jogadores se irritavam.

Não colocavam a alma em campo.

Muito pelo contrário - o que mais faltava era vontade.

As longas conversas entre Zico e Silas sobre a necessidade de uma profunda reestruturação no time vazaram.

A lógica que dominava o time era: como e por que se aplicar?

Já que em 2011 a grande maioria dos atletas estará sem trabalhar mais no Flamengo?

Silas errou ao tentar resolver tudo outra vez retrancando o time.

A equipe mais popular do país deixaria a sua marca registrada, o toque de bola, pela defesa.

Seria uma situação emergencial.

Deixou combinado com Zico.

O suficiente para o Flamengo não cair em 2010.

E em 2011, vida nova.

Só que Zico não aguentou.

Foi embora.

Não suportou as insinuações de que seus filhos estavam tirando dinheiro do Flamengo negociando jogadores.

Aí foi fácil.

Acumular seis empates, três derrotas e só uma vitória foi fatal.

Sem o pastor, os lobos devoraram Silas como se fosse uma ovelha.

E com requinte de crueldade.

Avisavam aos jornalistas mais amigos.

Todos sabiam desde o final do empate diante do Botafogo.

Silas se recusava a acreditar.

Até que veio a humilhante demissão hoje.

A mesma postura insegura nas explicações.

Desculpas sem consistência.

E outra vez o desemprego.

Silas acreditou que 2010 seria marcante na sua carreira como técnico.

E foi.

Demitido de Grêmio e Flamengo.

Aceitou dois projetos ruins, encontrou jogadores viciados, diretorias divididas, torcidas insatisfeitas.

De treinador revelação em 2009, virou a grande decepção.

Sua sorte é que memória é o que menos existe no futebol.

É novo.

Tem apenas 45 anos.

Que aprenda com tantas lições em apenas dez meses...

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