Publicado em 08/11/2009 às 19h30
O Flamengo mais vivo do que nunca. E o Atlético Mineiro?
O Flamengo teve o apoio que precisava no Mineirão: o respeito exagerado de Celso Roth.
O Atlético Mineiro entrou em campo com um postura defensiva demais.
Tudo o que conseguiu foi atrair os cariocas para o seu campo.
Foi tanta preocupação com marcação que os mineiros entraram tensos em campo.
Tocando a bola com inteligência, o Flamengo ganhou o domínio da partida.
A apaixonada torcida atleticana percebeu o que estava acontecendo e tentou empurrar o time com os pulmões.
E coube a Petkovic, jogador que saiu pela porta de trás do Atlético Mineiro, considerado acabado para o futebol, quem começou a dar a merecida vitória ao Flamengo.
O gol foi olímpico.
O segundo de escanteio dele no Brasileiro.
Não foi quase sem querer como contra o Palmeiras.
O sérvio cobrou para surpreender o uruguaio Carini.
Mais consciente impossível.
O 1 a 0 para o Flamengo desesperou os atleticanos.
O time de Celso Roth, que entrou para travar as importantes peças do Flamengo, teve de se abrir todo para buscar o empate.
Só que o velho conhecido Maldonado, que foi tão bem pelo Cruzeiro, marcou o segundo.
Ricardinho ainda deu esperanças descontando, 2 a 1.
Só que as esperanças foram falsas, muito falsas.
Adriano, de cabeça, calou definitivamente o Mineirão.
O placar de 3 a 1 foi mais do que justo.
Premiou a coragem.
Não é por acaso que Andrade disse a este blog que, com ele, o ‘Flamengo é Flamengo’.
Ou seja: joga no ataque onde for.
E o Atlético de Celso Roth pagou por ter respeitado demais o adversário.
Em uma decisão, jogando em casa, o clube precisa ser ousado, ter confiança.
Mesmo se não tem tanto talento.
Vários clubes foram campeões na raça.
Inúmeros.
E não adianta falar em pênalti de Pet no lateral Thiago Feltri.
Porque não foi...
A luta pelo título ainda está aberta.
Mas como gritou a reduzida torcida do Flamengo no Mineirão: o Atlético Mineiro virou poeira...
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+ Saiba tudo sobre a fase final da Série A do Campeonato Brasileiro
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Publicado em 06/11/2009 às 15h32
Atlético Mineiro e Flamengo. Diretorias promovem clima de guerra…
Márcio Braga e Alexandre Kalil.
Presidentes do Flamengo e do Atlético Mineiro.
Os dois conseguiram transformar um jogo importantísimo do Brasileiro em uma partida de alto risco.
Ninguém fala do duelo entre Adriano e Tardelli.
Da disputa entre Celso Roth e Andrade.
A palavra que domina a partida é medo.
O clima, de guerra.
A Polícia Militar de Belo Horizonte destacou cerca de mil soldados, o mesmo número de uma final entre Cruzeiro e Atlético Mineiro.
Por que tanta preocupação?
Os dois presidentes conseguiram incendiar o clima do jogo de domingo.
A começar por Márcio Braga.
O presidente do Flamengo enviou uma carta pedindo auxílio do governador Aécio Neves pedindo proteção ao time.
De acordo com Braga, ele descobriu que torcidas combinaram pela Internet manifestações contra o time do Flamengo.
Como troco, o presidente do Atlético Mineiro não encaminhou os cerca de seis mil ingressos que a torcida flamenguista teria direito.
A alegação de Kalil é que não houve pedido formal por parte do Flamengo.
Ele sabe que isso é apenas uma questão de praxe.
Com exceção dos grandes de São Paulo, os demais clubes no Brasil sempre mantiveram a cota de 10% à equipe adversária.
As torcidas organizadas do Flamengo já responderam que irão a Belo Horizonte com ou sem ingressos.
E que irão acompanhar a partida.
O clima de confronto já está armado.
O jogo vale o futuro no Brasileiro de dois dos clubes mais populares do País.
O árbitro gaúcho Leonardo Gaciba vem sendo pressionado pelas duas diretorias.
Os jogadores já estão entrando nesse clima bélico.
Ou seja: o ambiente não é nada favorável para esse clássico importantíssimo de domingo.
Ah, vale lembrar.
Márcio Braga talvez nem vá ao Mineirão.
Se for, ficará na confortável tribuna cercado por seguranças.
E Kalil já tem seu lugar reservado, também na tribuna, longe de qualquer confusão.
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Publicado em 19/10/2009 às 18h08
As previsões do Imperador Adriano. E a importância de Andrade no Flamengo…

Adriano já havia prometido com exclusividade ao blog.
“O Flamengo vai crescer muito nas últimas partidas do Brasileiro.”
Qual o motivo para tanta certeza?
Duas coisas.
A primeira é que o Andrade era o técnico que precisávamos.
Ele entende como as coisas acontecem no Flamengo.
Se ele notar que é possível dar treinamento só à tarde, é o que ele faz.
Quando quer cobrar alguém, trata com respeito, não humilha ninguém.
Nem usa a imprensa para isso.
E a segunda certa, Adriano?
Os pagamentos em dia.
Não adianta.
Se o jogador não tiver a certeza que vai pagar suas contas no final do mês, não vai render.
Não é por mal.
É uma questão de cabeça.
A diretoria nos chamou, deu salários adiantados.
O time tem a certeza que até o final do Brasileiro, tudo vai cair em dia.
Isso é ótimo, dá confiança e alegria ao grupo.
Nosso time é muito bom.
Só que sem dinheiro, não há time bom.
O clima bom realmente prevalece na Gávea.
Petkovic, que comprou a sua volta ao clube, abrindo mão de R$ 8 milhões, já é sondado para renovar além de junho de 2010.
Adriano, Léo Moura, Juan e Zé Roberto voltaram a ser valorizados no mercado.
Patrocinadores já se assanham em direção a Adriano.
Se ele quiser ficar até a Copa de 2010, o Flamengo tem um plano engatilhado com patrocinadores inspirado no que o Corinthians faz com Ronaldo.
Quando Adriano falou ao blog, no final de setembro, ele sonhava baixo.
Com uma vaga para a Libertadores.
Agora, depois da vitória contra o Palmeiras, em pleno Palestra Itália, ele quer mais.
“Acho que dá para buscar o título”, diz.
E há muita gente que concorda com o Imperador.
Mesmo com o clube devendo cerca de R$ 300 milhões...
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Publicado em 18/10/2009 às 19h00
E o Palmeiras implodiu…
Marcos.
Goleiro pentacampeão do mundo.
Em qualquer momento crítico do Palmeiras é a mesma coisa.
Basta direcionar os microfones para ele e esperar.
Agora há pouco, o time perdeu de forma passiva para o Flamengo.
Em pleno Palestra Itália.
Petkovic fez o que quis em campo.
Marcou os dois gols, driblou, tabelou, provocou.
Edmílson deu todo o espaço para o sérvio.
Fez exatamente os que os volantes do São Paulo fizeram com ele no Maracanã.
Só faltou estender o tapete vermelho ao senhor de 37 anos.
Enquanto isso, Diego Souza mostrou todo o abatimento de quem acabou de fracassar na Seleção Brasileira.
Cleiton Xavier também aceitou a marcação e andou em campo.
O líder do Brasileiro pouco criou e ainda deu espaço ao adversário carioca.
Muricy Ramalho tentou, gritou, mas não conseguiu mudar a maneira do time jogar.
Taticamente, o Palmeiras foi travado pelo Flamengo de Andrade.
A diretoria contribuiu para o clima pesado deixando escapar que Valdívia está acertado para 2010.
Lembrando que o chileno saiu a mando de Luxemburgo para que Diego Souza atuasse onde gosta, no meio de campo, por onde Valdívia corre.
Mas vamos voltar ao goleiro do Palmeiras.
Marcos não pôde fazer nada no primeiro gol de Petkovic.
No segundo, o de escanteio o revoltou.
“As pessoas vão falar durante a semana que o Marcos não pode tomar um gol desses.
Mas você coloca o Robert e o Wendel e os dois furam, vai falar o quê?
Acho que acreditam que o São Marcos, o Santo Antônio é o goleiro do Palmeiras.”
Mas ele tinha uma frase engasgada que reflete o que está acontecendo com o líder do Brasileiro.
As três partidas que o clube sem vencer.
E a liderança folgada já não existe mais.
“Personalidade não se treina”, cravou Marcos.
Difícil pensar quem não possa vestir a carapuça depois da decepcionante partida do Palmeiras.
E mais uma vitória espetacular do Flamengo de Andrade, Adriano e do sérvio de 37 anos...
A pergunta que atormenta Muricy: o que está acontecendo com o Palmeiras?
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Publicado em 10/10/2009 às 20h03
Pet: o sérvio de 37 anos que destruiu o São Paulo…
... e rasgou R$ 8 milhões para voltar ao Flamengo.
37 anos.
O jogador que arrasou o São Paulo hoje no Maracanã.
Jean e Richarlyson não conseguiram marcá-lo.
Teve a coragem de, na repetição da cobrança de pênalti, surprender Rogério Ceni.
O sérvio colocou a bola lentamente, pelo alto, nas redes.
Ceni não esperava tamanha ousadia.
Pet ainda deixou Zé Roberto livre para marcar o gol da virada flamenguista.
“Levar o Flamengo para a Libertadores seria o grande feito da minha carreira.
Se eu tivesse dez anos a menos iria enganar em um time europeu.”
Pet é tratado por ‘Pai’ pelos jogadores mais jovens na Gávea.
Os mesmos atletas que, pelos cantos, diziam que ele não serviria mais para o clube.
O sérvio só está no Flamengo porque processou o clube.
Ganhou R$ 16 milhões na justiça.
Como nenhum clube grande mais o queria, ele fez uma proposta indecente.
O Flamengo teria de pagar apenas a metade do que lhe devia.
Mas ele queria voltar a jogar.
Os dirigentes ainda se dividiam em aceitar.
Mas venceu a ala que aceitou diminuir um pouco da gigantesca dívida de R$ 400 milhões.
Ou seja, para ter o prazer de jogar, Pet rasgou R$ 8 milhões.
Um dos motivos para Cuca ser demitido foi não querer de jeito algum o velho meia.
E, calado, Pet treinou.
Muito e a mais do que os companheiros.
Queria se sentir útil.
Coube a Andrade, treinador que foi um excepcional jogador, perceber que a qualidade do quase quarentão ainda seria muito útil.
Na arrancada do Flamengo com oito partidas sem derrota, o sérvio está sendo fundamental.
Ainda mais hoje, quando seu time atuou sem Adriano.
E fez o que quis no Maracanã.
Nem parecia que do outro lado estava o São Paulo.
Ficou ainda mais satisfeito ao saber que a sua Sérvia estava garantida na Copa do Mundo.
Uma idéia passou pela sua cabeça.
Quem sabe?
Mas antes de sonhar com a Copa, ele quer terminar a façanha de levar o desacreditado Flamengo à Libertadores.
E disputá-la.
Seu contrato termina só em junho de 2010.
Nada mal para quem está pagando, e muito, para ter o prazer de jogar futebol com a camisa rubro-negra...
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Publicado em 09/10/2009 às 14h00
Wellington Paulista. O artilheiro que o Cruzeiro tinha esquecido…
Como o blog havia publicado, Kléber venceu a briga com o departamento médico do Cruzeiro. E vai operar o púbis.
A previsão otimista é que levará cerca de 50 dias longe dos gramados. Se voltar ainda nesta temporada será nas últimas rodadas. Se voltar...
O próximo passo do atacante será lutar para voltar ao Palmeiras. Mas haverá vida, ataque no Cruzeiro sem o Gladiador? A resposta começou a ser dada ontem contra o Goiás.
Na vitória por 3 a 0 no Mineirão, Wellington Paulista só não fez chover. Marcou dois gols e no outro, acertou cabeçada na trave, antes do Leandro Lima marcar.
A operação de Kléber mudou a vida do jogador. Os dirigentes do Cruzeiro sabiam que ele estava descontente. Disposto a ir embora. Não estava sendo aproveitado.
Wellington não quis ir para o Flamengo no início do Brasileiro. Recusou propostas de times pequenos da Itália e Franca no meio do ano. Foi vice artilheiro da Libertadores.
A diretoria sabia que ele estava cansado da reserva e queria trocar de clube. Só que tudo pode mudar com a cirurgia de Kléber. É o que ele deixa claro em entrevista exclusiva ao blog.
Você não estava jogando por quê?
Ah...Decisão do treinador. E eu respeito. Como sempre respeitei quem comanda as equipes por onde joguei. Sei do meu potencial e treinei sempre com toda a vontade do mundo.
Fui artilheiro por onde passei. Eu sempre respeitei as decisões do Adílson, meu técnico. E não posso reclamar nunca da maneira com que me tratam no Cruzeiro. Mas não esqueço do que posso fazer em campo.
Você terá mais chances com a operação do Kléber?
Eu lamento muito que ele tenha de operar. Gosto demais do Kléber. Ele é uma pessoa franca, fala tudo o que pensa. Isso é difícil no futebol. Por mim seria sempre bom jogar ao lado dele. Eu fui vice-artilheiro da Libertadores e jogávamos juntos.
Até vou falar uma coisa. Eu torço demais para que ele fique no ano que vem. Esse desgaste com a torcida tem de acabar. Para o bem do Cruzeiro. Ainda dá tempo do Kléber e a torcida se acertarem. Seria um desperdício ele sair.
Por falar em sair, você está no Cruzeiro de teimoso. Os dirigentes haviam acertado sua troca com o Zé Roberto no meio do ano. Por que não foi para a Gávea?
Por causa da minha adaptação a Belo Horizonte. Eu e a minha família adoramos morar aqui. O Cruzeiro tem uma infraestrutura sensacional e o salário sempre sai em dia.
O jogador sente confiança ao se preparar para entrar em campo. Não quis mesmo sair. Não foi nem não quer ir para o Flamengo. O Flamengo é um clube sensacional. Eu não quis deixar o Cruzeiro.
Procurei os dirigentes e falei a minha decisão. Eles aceitaram e até me encorajaram a ficar. Se não me quisessem, eu seria o primeiro a arrumar as malas.
Agora que tudo esfriou, analise Wellington: por que o Cruzeiro perdeu a Libertadores? Em pleno Mineirão...
Eu vou ser direto. Depois do empate com o Estudiantes em Buenos Aires, nós podemos ter ficado um pouco confiantes demais. Ainda mais na partida no Mineirão, quando fizemos 1 a 0.
Sem querer, o time parece que afrouxou a marcação. Se empolgou, já se sentia campeão. E deixamos o Estudiantes fazer o que queria em campo. Quando tomamos o gol de empate ficamos imobilizados.
Sem força, sem nervos para voltar ao jogo. Eles fizeram 2 a 1 e tudo acabou, desmoronou. Foi uma pena. Mas nós acabamos perdendo para nós mesmos. Foi uma das piores noites da minha vida.
Fiquei até as seis da manhã sem dormir. Lembro que fiquei em frente à televisão. Passavam uns filmes, eu olhando para a tela, mas só pensando na derrota. Nós, jogadores,choramos muito, sofremos demais.
Perdemos um título importantíssimo da pior maneira possível. Diante da nossa torcida. Não podemos culpar ninguém, só nós mesmos.
Por que o Cruzeiro não virou o Fluminense? Depois de perder a Libertadores em casa o clube carioca não se recuperou. Deve ser rebaixado ainda por reflexos do ano passado...
Sinceramente? Porque tivemos ajuda para olhar para a frente. Nós fomos para várias sessões com a nossa psicóloga Adriany (Gomes). Esse é um tabu que os jogadores de futebol precisam quebrar.
Um psicólogo só faz bem, dá força, recupera a confiança. Ela me ajuda sempre. Até em problemas pessoais. Quem não precisa de psicólogo no mundo? Esse trabalho psicológico foi fundamental para o nosso time.
O Adílson Baptista também foi firme. Não deixou que a equipe afundasse. Porque, Cosme, eu posso falar uma coisa de coração...
Eu entendo o que acontece com o Fluminense. Os reflexos de perder uma Libertadores, em casa, ainda mais para um time que dava para ganhar...
Ah... A raiva e a tristeza são enormes. Para virar depressão é muito fácil.
Vamos falar do seu futuro. Você continua no Cruzeiro em 2010?
Olha, eu tive duas propostas no meio do ano. Uma era para a Itália e outra para a França. Eram equipes pequenas. Eu já fui jogar no Alaves, um time que estava falindo. Não pude fazer nada de bom.
Prometi a mim mesmo que só volto a jogar no Exterior em times fortes. Tenho apenas 25 anos. Muita coisa boa ainda vai acontecer comigo. Agora, em relação a continuar aqui, quero sentir se a diretoria, se o treinador querem.
Tenho contrato de mais quatro anos. Eu quero ficar se puder ajudar, ser útil. Não sou jogador de ficar encostado em contrato, ganhando sem trabalhar. Eu adoraria ficar no Cruzeiro e ter a minha importância no grupo.
Só isso. Depende mais do Cruzeiro do que de mim...
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Publicado em 28/09/2009 às 09h45
Exclusivo: Flamengo quer dinheiro do BNDES para sanar dívidas dos clubes…

O blog teve acesso a uma informação que pode mudar o cenário do futebol brasileiro.
Ela tem berço esplêndido.
Na sala da presidência do Flamengo.
O BNDES, além de bancar a construção de estádios e hotéis, teria outra inesperada função.
“Emprestar dinheiro aos clubes para saldar as suas dívidas.
Os clubes vão lutar para aproveitar a Copa do Mundo no Brasil.
A chance é essa.”
O aviso foi feito pelo presidente Delair Dumbrosck.
Ele acaba de voltar da Suíça onde viajou representando o Clube dos 13.
E antecipa várias mudanças no futebol mundial.
Porém está mais animado em acabar as dívidas flamenguistas.
Elas já ultrapassam em muito os R$ 300 milhões.
Delair: qual será esse pedido de empréstimo ao BNDES?
Olha: se haverá financiamento para estádios e hotés para a Copa, os clubes podem ser beneficiados.
Os clubes são a base do futebol brasileiro.
E eles têm dívidas imensas, que a cada dia inviabiliza a administração.
Com o BNDES emprestando o dinheiro para acabar com as dívidas, o perfil do futebol brasileiro mudará de vez.
A Copa do Mundo é uma grande oportunidade para brigarmos por isso.
Essa postura do BNDES será o legado da Copa do Mundo.
Não deixaremos que aconteça como o Panamericano que aconteceu e não deixou nada de bom.
Nada.
Para o futebol continuar forte no Brasil os clubes têm de sanar suas dívidas.
Essa ideia é minha e vou tocar para a frente.
Não vejo nada de errado.
Os clubes no Brasil enfrentam problemas que ninguém quer ver.
Como assim?
Nós dividimos R$ 400 milhões por três anos de transmissão dos jogos.
Os clubes europeus dividem 800 milhões de euros.
É tudo muito desigual.
Por isso é impossível manter os grandes atletas aqui.
Nós temos conversado com as tevês para mudar essa situação.
Nosso produto é nobre e está sendo negociado muito barato.
Isso vai ter de mudar.
Para isso iremos valorizar as nossas competições.
Você pode antecipar as mudanças?
As propostas do Clube dos 13 são bem interessantes.
Vamos valorizar o Brasileiro.
Queremos fazer um congresso com trocas de ideias antes da competição começar.
E não só ideias.
Nesse congresso faremos uma bolsa de jogadores.
Trocaremos atletas entre nós, com grande economia para todos os clubes.
Essas trocas estimulam os torcedores.
E em seguida fazer a partida de abertura na cidade do congresso.
Os campeonatos estaduais terão menos datas para os clubes grandes.
Os torneios podem até ser maiores, mas os grandes entrariam na fase decisiva.
O Flamengo e os outros clubes estão perdendo muito dinheiro dizendo não a amistosos no exterior.
Vamos criar datas para essas partidas.
Os patrocinadores cada vez mais são internacionais, precisam ser vistos no exterior.
A cidade que me desculpe, mas não tem lógica o Flamengo fazer pré-temporada em Caxias.
Também estamos pensando em premiar a Série B.
Deixar que os clubes que estiverem na B disputem a Sul-Americana, competição que não interessa aos da Série A.
Tem mais mudança?
Podemos discutir se será mantida a fórmula de pontos corridos.
Há muita divisão, interesses.
A televisão defende as finais.
Os clubes estão divididos.
Em relação ao calendário, eu sou favorável à adequação aos europeus.
Mas sei que a televisão não quer.
Vamos dialogar, vamos tentar fazer o quer melhor para o futebol brasileiro.
Precisamos mudar para não morrer.
E você foi até ao Congresso da Fifa. Haverá algo novo?
Sim. E vai atingir muita gente.
As tranferências internacionais online.
Ou seja: o vendedor e o comprador negociarão online.
A Fifa terá acesso às transações.
Irá acabar a sacanagem de vender um jogador por dez milhões de euros e dizer que foram seis milhões.
E a Fifa também quer acabar com a imagem do agente Fifa.
O próprio jogador vai negociar seus direitos com o clube.
Muita coisa está para mudar...
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Publicado em 26/09/2009 às 20h26
“Eu e Ronaldo estaremos na Copa da África”
Segunda parte da entrevista exclusiva.
Depois do sofrimento com o alcoolismo, Adriano fala de futebol.
Da volta ao Flamengo, do sonho da Copa do Mundo.
E faz duas revelações muito importantes.
“Eu e o Ronaldo temos lugares na Copa da África.
Vamos juntos. Tenho certeza.”
Confiante, faz a avaliação que irá atiçar empresários.
E a direção do Milan.
“Eu me recuperei.
Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.
Não vendi minha casa em Milão.
Falo italiano, gosto de lá.
Voltar a jogar na Itália de novo é uma grande possibilidade.”
O que o Flamengo lhe trouxe de bom na sua recuperação?
Tudo. Sou tratado como um filho por muita gente.
Eu precisava me sentir em casa.
Esse é o clube do meu coração.
O amor, o prazer que sinto em estar no Rio e no Flamengo não têm preço.
Estou no lugar certo agora.
Minha carreira está recuperada.
Voltei a ter o gosto de ser artilheiro da equipe, do Brasileiro.
Fiz a escolha certa.
Você e o Ronaldo são os maiores ídolos do Brasil.
Só que você está no Rio, cercado de clubes com problemas.
O Fluminense está em último. O Botafogo também na zona do rebaixamento.
O Vasco na Série B. Como você explica?
Os clubes do Rio precisam se reestruturar.
Os times do Fluminense e do Botafogo não são ruins.
Só que o atraso no pagamento atrapalha demais, deixa o ambiente pesado, tenso.
Vejo a necessidade de os clubes se modernizarem, se estruturarem.
Eu fico incomodado com a situação dos outros clubes cariocas.
É ruim demais para todos aqui no Rio.
As coisas no Flamengo agora se acertaram.
Os salários estão em dia.
Ainda bem.
Você acha que irá disputar a Copa da África?
Tenho certeza que sim.
Tive uma conversa muito séria com o Dunga.
Percebi que só dependerá de mim.
Da minha responsabilidade com a minha profissão.
Não posso mais errar. E não vou errar.
Estou focado como nunca estive na minha carreira.
Trabalho duro pelo Flamengo, sabendo que o trabalho pode me levar à Seleção.
Quero e vou disputar a Copa do Mundo.
Sei que será a minha última, terei 28 anos.
Quero me recuperar de tudo o que não fiz na Copa de 2006.
2010 será a minha Copa do Mundo.
Por que você foi tão mal em 2006?
Fui porque estava no meio do processo de depressão.
Estava muito mal fisicamente.
Sei que dependo do físico para jogar.
Estava pesado, lento.
Infelizmente estava mal, mas não porque queria.
Estava no meio do processo da minha relação com o álcool.
As farras na folga durante a Copa não ajudaram a piorar tudo?
Você e os outros jogadores do Brasil não poderiam se segurar por um mês?
Pioraram, lógico. Mas na hora, não percebia.
Olha, esse é um bom assunto que eu gostaria de tocar.
A gente ia para as festas até a madrugada porque tinha liberdade para isso.
O limite tem de partir da direção da Seleção e não dos jogadores.
Nós fizemos o que tínhamos permissão para fazer.
Se na Copa de 2010 não puder sair nas folgas, tudo bem.
Mas a ordem tem de sair da direção da Seleção.
Não dos jogadores.
Ninguém foi vilão,saiu escondido ou pulou o portão em 2006.
Éramos liberados.
Quero que isso fique bem claro.
O Ronaldo tem alguma chance de ir para a Copa?
Eu e o Ronaldo vamos para a Copa.
Eu tenho certeza.
Ele tem muito talento e está bem demais no Corinthians.
Sinto o esforço que está fazendo para ir para o último Mundial dele.
Sou amigo dele e sei o que ele é como jogador.
Nós dois estaremos lá.
Ainda temos espaço para isso.
Será um sonho realizado.
A oportunidade para deixarmos para trás o que aconteceu em 2006.
Você já tem cabeça para voltar para a Europa?
Eu me recuperei.
Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.
Não vendi a minha casa em Milão.
Falo italiano, gosto de lá.
Voltar a jogar na Itália é uma grande possibilidade.
Até porque não existe a bobagem que andaram espalhando em relação à Máfia.
Eu posso voltar a jogar na Itália quando eu quiser.
Disseram que a Máfia não me queria lá.
Pura bogagem de certo tipo de imprensa que detesto.
Qual tipo?
A que vive da vida alheia.
Eu deixei de ir ao aniversário do Ronaldo para não dar margem.
Se eu tomasse uma taça de champanhe, já escreveriam que eu estava bêbado.
Há muita gente mentirosa nesse tipo de imprensa que vive de fofoca.
E isso está no Brasil inteiro, infelizmente.
Quem é conhecido não pode sair em paz.
Por isso tenho evitado sair.
Tenho levado os meus pouquíssimos amigos que tenho agora para a minha casa.
Levo os amigos mesmo.
Os da comunidade da Vila Cruzeiro, com quem cresci.
E ficamos conversando, comendo, rindo, bebendo cerveja.
Me sinto feliz de verdade.
Você fará algo pela Vila Cruzeiro quando parar de jogar?
Sim. Eu vou criar uma fundação, algo assim.
Gosto do projeto do Raí e do Leonardo, o Gol de Letra.
Me sinto na obrigação de retribuir o que recebi para a comunidade.
Lá é um lugar carente e que precisa de ajuda.
Há muita gente boa que tudo o que necessita é uma chance, uma oportunidade na vida.
Você já superou a morte do seu pai?
A dor, a ausência vai diminuindo com o tempo.
Mas sempre estará lá.
Me acalma ver o meu irmão caçula estar menos revoltado.
Sei que meu pai está em um bom lugar.
E o melhor é que sinto como se ele estivesse comigo, perto de mim.
A nossa ligação sempre será forte demais...
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