Publicado em 02/11/2009 às 11h00
Juvenal acordou: primeiro ganhar o Brasileiro. Depois garantir o Morumbi na Copa…
Palavra de ordem do presidente Juvenal Juvêncio: focar a conquista do Brasileiro.
O dirigente resolveu diminuir as várias tratativas com intermediários da CBF e da Fifa para garantir a abertura da Copa de 2014 no Morumbi.
Logo após a vitória diante do Barueri, o dirigente convocou seus colaboradores mais fiéis.
Mandou que acompanhem o mais perto que puderem o trabalho de Ricardo Gomes.
É para providenciar tudo o que o treinador pedir.
Absolutamente tudo.
Hotéis prediletos, concentrações como ele quiser, a autorização de jogadores suspensos viajarem com o grupo.
Juvenal continua pagando mais do que combinou no Brasileiro.
O clube paga um bônus por classificação à Libertadores e tem a premiação acertada pelo título.
Mas o presidente autorizou e as vitórias têm valido dinheiro logo após o jogo.
O dirigente já passou por vários momentos de descrença de conquista neste Brasileiro.
Tanto que ele mesmo já revelou a amigos que está surpreso com a reação do time e a adaptação de Ricardo Gomes.
O dirigente resolveu não polemizar com a alta cúpula do Palmeiras que ‘não engoliu’ o fato de o Barueri haver afastado seus principais jogadores, René e Val Baiano, da partida contra o São Paulo.
Os dois assumiram ter recebido dinheiro do Cruzeiro para derrotar o Flamengo.
E a diretoria do Barueri resolveu, de forma surpreendente, tirar os dois do jogo diante do São Paulo.
O clube foi favorecido, a partida ficou mais fácil.
Dirigentes do Palmeiras estudam fazer um protesto formal à CBF.
Juvenal decidiu fazer pose de paisagem e não se envolver.
Assim como negar as contratações acertadas de Marcelinho e Carlinhos Paraíba.
É para todos fingirem que não sabem nada disso.
Nem da dispensa dos cariocas que não deram certo no clube logo após o fim do Brasileiro.
O importante agora é prometer um ‘dinheirinho’ a mais contra o Vitória.
Há muita confiança de que o Palmeiras irá tropeçar contra o Fluminense e o clube do Morumbi assumir a liderança de vez.
É como se Juvenal tivesse acordado de vez para a grande chance de o time ser tetracampeão brasileiro seguido...
Veja mais:
+ Iguais, Palmeiras e São Paulo veem definição contra mesmos rivais
+ Time do São Paulo reclama de jogo antecipado contra o Grêmio
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Publicado em 31/10/2009 às 10h00
Santos se cansou de Luxemburgo…
Marcelo Teixeira.
Não foi por acaso que ele fez questão que sua assessoria trabalhasse nos últimos dias.
Todos os jornalistas que cobrem o Santos souberam que Teixeira ‘conseguiu’ a realização do Mundial Feminino de Clubes.
Teixeira viajou até a Suíça para ‘convencer’ o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
O dirigente da Fifa já havia dito que queria o mundial feminino de clubes há um ano.
Não houve convencimento.
O que Teixeira fez foi oferecer Santos como sede.
Era o que o Blatter queria ouvir.
A Fifa está livre da organização de um torneio novo, laboratório.
Como Teixeira conseguindo essa ‘vitória’, do que os conselheiros santistas tiveram a confirmação?
De mais uma candidatura sua à presidência do clube.
Teixeira vem forte.
Além do Mundial e, a mais do que provável manutenção da Seleção Feminina Brasileira com a camisa santista, Teixeira promete dois grupos de investidores.
“Investidores fortes, violentos”, vem garantindo a conselheiros.
Há a promessa de formar uma equipe forte para ganhar o Paulista e a Copa do Brasil, garantindo a Libertadores de 2011.
O problema está no treinador.
Há um clima enorme de decepção em relação ao caro Vanderlei Luxemburgo.
Desde que vem falando da disputa do senado por Tocantins, o time não deslancha.
Ele assumiu prometendo a Libertadores da América, no mínimo.
Quando o time não conseguiu os resultados, disse que o problema são os jogadores.
Afirmou que a equipe não suporta pressão.
Irritou muitos conselheiros explicando no seu blog gostar de jogar baralho.
O Santos não vence há cinco partidas.
Está engessado na 13ª posição.
Mancini, que recebia bem menos, também fez campanha semelhante.
E hoje tudo pode ainda piorar: o Santos enfrenta o time de coração de Luxemburgo: o Flamengo no Rio.
Há um clima de rejeição crescente por parte da imprensa, da torcida e de conselheiros santistas.
O contrato de Vanderlei termina com o Brasileiro.
Jurou que irá sair do clube se Marcelo Teixeira não for candidato à presidência.
Teixeira será.
Mas gente importante dos grupos de investidores do presidente não se anima com Vanderlei.
Luxemburgo garantiu a Teixeira que ele pode trazer ‘gente para colocar dinheiro forte no Santos’.
A situação pode ser resumida dessa maneira: Luxemburgo só ficará no clube se trouxer investidores para o clube.
Talvez seja melhor mesmo seguir o conselheiro do seu padrinho eleitoral, o prefeito petista de Palmas, Raul Filho.
E ir para Tocantins, onde se filiou ao PT do Estado.
Ou então aceitar o convite do vice Fernando Carvalho e ir trabalhar no Inter, onde mais da metade do Conselho Deliberativo não o quer como manager.
Porque, como aconteceu no Palmeiras e no Corinthians, acabou a unanimidade que Luxemburgo um dia já teve em Santos...
E Marcelo Teixeira sabe muito bem disso...
Leia mais
+ Santistas lamentam pontos desperdiçados no Brasileirão
+ Classificação do Brasileirão
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Publicado em 20/10/2009 às 12h01
Exclusivo. Teixeira, Nuzman e governo Lula unidos. Para limpar a imagem do Brasil.
E garantir a Copa e a Olimpíada aqui...

A imagem do helicóptero abatido a tiros por bandidos no Rio. Ela domina os noticiários envolvendo o Brasil.
Fotos de policiais, fuzis, metralhadoras. Ônibus queimados. Notícias sobre o festival de balas perdidas, nas favelas, matando gente inocente.
Manchetes nos principais jornais americanos e europeus competem. O prêmio é colocar mais medo possível nos leitores.
Ah...E as fotos? Mães carregando bebês, idosos, crianças. Todos fugindo dos tiroteios. O Rio de Janeiro sediará a final da Copa do Mundo de 2014. E as Olimpíadas de 2016.
Nunca o comando do futebol, do esporte olímpico e do governo estiveram tão unidos.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira e o do COB, Arthur Nuzman, estão trocando telefonemas diariamente com autoridades cariocas e com deputados, senadores e ministros ligados ao presidente Lula.
Há um pacto para limpar a imagem do Brasil e, principalmente, do Rio de Janeiro. Cada um na sua área de ação, com seus lobistas em Brasília.
No futebol, Ricardo Teixeira pressiona as cidades que deverão sediar jogos da Copa de 2014. Ele quer que as obras comecem o mais rápido possível.
Acredita que os estádios, saindo do projeto, tornam cada vez mais segura a realização do Mundial no País.
Basta lembrar o que aconteceu com a Colômbia em 1986. O país deveria sediar o Mundial. Mas a mídia mundial e, principalmente, o governo do presidente norte-americano Ronald Reagan pressionaram a Fifa.
A imagem que o narcotráfico dominava a Colômbia tirou a Copa de lá. A Fifa a levou para o México. A situação do Brasil ainda não é tão perigosa.
Os fortes laços políticos que unem o presidente Ricardo Teixeira e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, precisam ser levados em consideração.
Mas a imagem do Brasil está mais do que desgastada. As autoridades nacionais estão assustadas com os relatórios vindo das principais embaixadas espalhadas pelo mundo.
Não é por acaso que o BNDES já começou a distribuir dinheiro para a construção de estádios. O primeiro governo agraciado foi o baiano.
Foram liberados R$ 400 milhões para a reconstrução da nova Fonte Nova, estádio onde sete torcedores morreram caindo de uma altura de 12 metros, quando um buraco foi aberto nas arquibancadas.
Até agora ninguém foi preso pelo descaso. A tragédia aconteceu em novembro de 2007. E também não foi esquecida pela mídia internacional.
Para tranquilizar os governos preocupados com seus turistas vindo ao Brasil, as autoridades vão anunciar a repetição do plano de emergência que foi colocado em ação no Panamericano no Rio, em 2007.
O Exército irá ocupar as ruas e proteger as principais delegações e os turistas. Tanto na Copa como nas Olimpíadas.
O governo do Rio promete uma campanha maciça de publicidade para limpar a imagem da cidade no Exterior.
O presidente Lula também prometeu ajudar como puder. Fará discursos e apoiará campanhas para viabilizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
A preocupação é enorme com o desgaste da imagem do País por causa da violência.
Dos helicópteros abatidos, com as balas perdidas, das mães correndo com seus filhos nos braço no meio de tiroteios, ônibus queimados...
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