Publicado em 16/07/2010 às 07h59
O Palmeiras com a alma de Scolari…
São Paulo...
Quem acompanhou a ascensão de Luiz Felipe Scolari no cenário nacional lembra bem.
Ele fez do Grêmio uma máquina de jogar futebol.
Não de toque refinado, mas de garra, força.
Jogadores com menor potencial técnico superavam craques.
"Felipão é o maior motivador do futebol mundial."
A frase foi dita por Ronaldo a este jornalista logo após a conquista do pentacampeonato no Japão.
O treinador não ficou no banco de reserva.
Não se expôs e respeitou seu auxiliar/irmão Murtosa.
Mas sua alma já havia impregnado o limitado time palmeirense.
Na preleção, os gritos, os palavrões, o carinho, o passar da mão pesada na cabeça dos jogadores.
O tapa nas costelas.
Felipão é rústico.
Mistura peculiar de observador inteligente com requinte de sargento de exército.
Que sabe como ninguém os perfis psicológicos que Regina Brandão faz dos seus jogadores.
Aprende até onde pode ir com cada um.
Os anos de Europa trouxeram uma camada de refinamento.
Quem teve a chance de acompanhar seus comentários na tevê africana viu um lado diferente.
Com terno e gravata mostrava acertos e defeitos das seleções que disputaram a copa.
Elegante, não caía nas provocações do bom apresentador africano.
Aquele que o pegou de surpresa dando a 'notícia' de que era o novo treinador da Seleção.
Sem reação, Scolari apenas riu.
Não disse nem sim, nem não.
Como na longa e repetitiva coletiva de ontem, regada a pipocas no CT do Palmeiras.
Pipocas à parte, quem viu o time de Scolari contra o Santos enxergou o Grêmio.
Primeiro, foi anulado o principal jogador adversário.
Neymar não teve espaço para respirar.
Depois, o time jogou compacto, com um sistema de cobertura firme, pelas laterais.
O amante da Arte da Guerra foi encurralando o rival como um exército.
O time de Dorival Júnior estava desfalcado, mas mostrou apatia típica de equipes de Ricardo Gomes.
Acabou sendo a vítima perfeita para o retorno da alma de Felipão para o Palmeiras.
Perdeu por 2 a 1.
E foi pouco.
Mesmo com o comando virtual da equipe, no celular, o treinador foi o grande vitorioso no Pacaembu.
A tarefa é dura.
O torcedor do Palmeiras ficou mal acostumado com as fáceis conquistas da era de ouro da Parmalat.
E está ansioso.
Principalmente por ver novamente Scolari de verde.
Mas ainda há muito por fazer.
A Traffic ser parceira de verdade e não só em entrevistas rasas de seus dirigentes.
Belluzzo está usando até as suas amizades pessoais para trazer patrocinadores ao clube.
Decidiu lutar por uma reeleição e tentar aproveitar uma fase de conquistas.
O seu início como presidente foi frustrante, cheio de equívocos.
Felipão é um sobrevivente.
Sabe ler como ninguém o ambiente que o cerca.
E a saída para o atual Palmeiras é a volta aos tempos do Olímpico.
Ele viu in loco na África: a saída para times sem grandes estrelas é fechar os espaços...
Velocidade nos contragolpes...
Tudo temperado com entrega total, fazer de cada partida uma guerra.
O Palmeiras de toque refinado do tempo da Academia não será exemplo para Felipão.
Assim como o time que deu vexames seguidos nas mãos de Luxemburgo e Muricy também não.
Ainda bem...
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Publicado em 15/07/2010 às 14h11
Felipão quer a seleção. Mas antes vai pagar os pecados no Palmeiras…
São Paulo.
CT do Palmeiras...
O cheiro de pipoca dominava o ambiente.
Cerca de 200 pessoas estiveram no inútil ginásio do CT da Barra Funda.
Finalmente o ginásio teve alguma utilidade.
Foi adaptado para a chegada de Luiz Felipe Scolari.
O evento levou cerca de 2h30.
A conclusão foi simples.
Nunca em toda a sua história, o Palmeiras ficou tão dependente de um treinador.
Dez anos depois de sua saída, Felipão mudou muito.
A conquista do pentacampeonato mundial, o vice europeu com Portugal...
Sabotado ou não, o fiasco com o Chelsea...
A bem sucedida aventura financeira no Uzbequistão...
Tudo isso já o tornaria uma celebridade.
Mas o orgulho dos dirigentes ficou ainda mais forte por estar cotado para voltar à Seleção.
Nas enquetes populares ele é o nome campeão.
Banif, Parmalat e Unimed se reuniram para pagar cotas que pagarão os salários de R$ 700 mil mensais.
Já descontado o imposto de renda, como ele queria.
No dia seguinte à Traffic tirar Cleiton Xavier.
Antes tinha sido Diego Souza.
O time do Palmeiras é fraco.
Kléber já sentiu isso no amistoso contra o Boca Juniors.
Murtosa também já o avisou.
A direção sonha com Valdívia.
E com mais jogadores 'com nível de Seleção Brasileira' que Jota Hawilla teria prometido.
Enquanto se sonha, Scolari usou o seu carisma.
Em relação ao Palmeiras a sua afirmação mais importante...
"Quero pedir de agora até o início do ano que vem paciência aos torcedores."
Ele não é bobo.
Sabe que não adianta os torcedores esperam por milagres verdes.
E mais, para mostrar que está mudado, Felipão não sentará no banco de reservas hoje.
Deixará para o seu auxiliar e companheiro para todas as horas, Murtosa.
Contra o Santos há a certeza de uma partida dificílima e com favoritismo todo do outro lado.
Não seria bom estrear correndo tanto o risco de uma derrota.
Se fosse o Felipão de dez anos atrás sentaria sim no banco.
Jogaria bola para dentro do campo, brigaria com o bandeirinha, sapatearia, mas estaria lá.
Agora ele passou a outra categoria de treinador.
Foi possível perceber durante a coletiva, que Scolari está muito menos espontâneo, calejado.
Entre tantos e tantos jornalistas esportivos, quem fez a melhor pergunta foi Monica Bergamo.
A colunista social da Folha de S. Paulo percebeu que o treinador estava enrolando.
Suas respostas eram apenas divagações.
Não havia nada claro.
"Felipe quer a seleção brasileira: sim ou não?"
Repito que foi a melhor pergunta.
Porque nem assim, o técnico respondeu.
Disse que nunca trabalha em um clube com segundas intenções.
Muita gente acredita que ele voltou ao Brasil, ao Palmeiras, para ficar mais próximo da seleção, da Copa.
Hábil, ele valorizou o Palmeiras.
Mas não fechou as portas para Ricardo Teixeira.
O presidente Belluzzo que deverá fazer de Felipe o seu cabo eleitoral para a reeleição, abriu a brecha.
Brecha relação a Scolari trabalhar no Palmeiras e na seleção.
"Não sou uma pessoa radical. Estou sempre disposto a conversar."
Melhorou muito a postura de quem garantiu que não aceitaria repartir o seu treinador, dias atrás.
Scolari respondeu perguntas por quase uma hora.
Depois falou de forma exclusiva para a Bandeirantes.
E para Globo.
Mostrou que continua carismático.
Aparentemente simples.
Colocou a camiseta com os patrocinadores que pagarão seus salários.
Em cima da camisa social que vestia.
Mas que ninguém se engane.
Luiz Felipe Scolari está muito mudado.
Sabe o seu peso no atual empobrecido mundo dos treinadores no Brasil.
Ele já chega com o maior salário da América Latina.
Ninguém ganha como ele.
Ricardo Teixeira o quer, mas não pretende ouvir outro não.
Não esqueceu o de 2006.
Deve até anunciar Mano, Muricy, Ricardo Gomes ou até Leonardo.
Mas era com Felipão com quem dormiria tranqüilo.
O técnico do Palmeiras também quer a Seleção.
Mas vai cumprir a sua obrigação.
E ajudar o clube que lhe deu a segunda Libertadores.
Abriu as portas para o pentacampeonato, para a Europa, para os petrodólares.
Nunca um clube precisou tanto de um treinador como o Palmeiras de Scolari.
Ele sabe disso.
E vai ganhar muito bem para cumprir o seu papel.
Enquanto isso, outro alguém irá começar a reformulação na Seleção Brasileira.
Luiz Felipe Scolari de fora da Copa de 2014?
De jeito nenhum.
Quem disse que esse 'outro alguém' vai terminar a reformulação?
E não estará apenas esquentando o banco para Felipão?
Assim como um dia Falcão fez a mesma coisa para Parreira ser tetracampeão mundial?
Ah... depois da entrevista foram servidos os saquinhos de pipoca...
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Publicado em 04/07/2010 às 16h15
Porta batida na cara de Dunga. Felipão e Ricardo Gomes na briga. Nome pode ser decidido esta semana…

Johannesburgo...
Ricardo Teixeira se viu obrigado a acabar hoje com a Comissão Técnica da seleção brasileira.
Os motivos foram dois.
O principal, o lançamento da Copa do Mundo de 2014, aqui em Johannesburgo.
O evento será na quinta-feira.
O presidente Lula confirmou presença.
Teixeira entendeu que não quer passar pelo vexame internacional de apresentar a Copa e ter ainda alguma relação com Dunga.
A saída de Jorginho era considerada certa, já que era o mentor intelectual da clausura em que a seleção ficou na África.
Só que ele recomendou aos jogadores que não trouxessem suas esposas, mas ele trouxe a sua.
Um vexame.
O médico José Luiz Runco ficou muito desgastado por Kaká ter disputado a Copa com problema no púbis.
O fato de Runco revelado que só fez exames detalhados em Elano depois de duas semanas da contusão, foi a gota d'água.
O fisioterapeuta Luiz Rosan também deve sair já que não tem a total confiança de Teixeira.
Há a desconfiança que os problemas médicos da Seleção não ficam em segredo.
E o presidente da CBF quer levar novos profissionais médicos da total confiança do novo treinador.
O administrador Américo Faria também deve perder o emprego.
Por ter sido conivente com as atitudes exageradas de Dunga e Jorginho.
Teixeira se cansou de apenas receber relatórios de Faria.
Ele vai buscar alguém mais atuante.
O segundo motivo para a atitude de Teixeira foi a estranha postura de Dunga ao chegar no Brasil.
Ele mostrou estar disposto a continuar.
Assim como Jorginho.
Em Porto Alegre, Dunga além de receber apoio popular, sentiu que a população estava ao seu lado na guerra contra a TV Globo.
Com inúmeros projetos envolvendo a Copa de 2014 e a emissora carioca, Teixeira resolveu cortar o mal pela raiz.
Desfez toda a Comissão Técnica da Seleção Brasileira que fracassou na Copa de 2010.
E mais.
Ele quer contratar um novo treinador o mais rápido possível.
Talvez essa semana.
Ele tem pressa.
Há o amistoso marcado para o dia 1o de agosto contra os Estados Unidos, em Nova Iorque.
Ele não queria passar a imagem de omisso no importante lançamento da Copa de 2014, aqui em Johannesburgo.
Já conseguiu.
Só que deseja dar um passo adiante.
Há até a chance de anunciar um novo treinador.
Luiz Felipe Scolari continua na frente, sendo o predileto.
Ricardo Gomes, surpresa, surge como uma opção.
Homem instruído, fala francês, inglês, espanhol e português.
À frente de Mano Menezes.
Seu principal defensor, Andres Sanches acredita que a divulgação da possibilidade de Mano foi precoce e atrapalhou.
Além da saída de Dunga, a sua filosofia de blindar a Seleção Brasileira da imprensa não existe mais.
Teixeira quer aproveitar que não haverá eliminatórias para o Brasil e a Seleção será a embaixadora da Copa no Mundo.
Serão inúmeros amistosos até o Mundial.
Todos com ampla cobertura da imprensa.
Quem assumir é bom estar preparado para isso...
Para que exista um parâmetro democrático, ajude Ricardo Teixeira.
É realmente bom ele saber quem a população deseja.
Escolha o novo treinador da Seleção Brasileira.
E diga o motivo.
Talvez não seja tão fácil assim.
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Publicado em 02/07/2010 às 15h42
Dois gaúchos são os favoritos na sucessão de Dunga: Mano Menezes e Felipão…

Port Elizabeth...2 de julho
Rei morto, rei posto.
E viva o rei!
Assim que acabou a partida contra a Holanda, os centenas de jornalistas que acompanhavam o Brasil na Copa tinham uma pergunta.
Para fazer o poderoso e invisível Ricardo Teixeira.
Quem substituirá o fracassado Dunga?
O novo treinador tem tudo para continuar usando bombacha.
E ter o sotaque do Sul do País.
Alías, ser gaúcho como Dunga.
Há uma enorme briga de bastidores entre dois dignos representantes da escola de Porto Alegre.
Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes.
Cada um tem defensores 'até a morte', como gostam dizer os nascidos no Sul do País.
A começar pelo chefe da delegação brasileira e presidente do Corinthians, Andres Sanches.
Ele já falou aos vários amigos seus espalhados na África que quer fazer Mano técnico da Seleção.
O corintiano é mostrado como moderno, rei do twitter, especialista em lidar com jornalistas.
"Domou os setoristas no Parque São Jorge.
O Corinthians perdeu a Libertadores do centenário e o Andres renovou o seu contrato.
E ninguém abriu a boca", disse um dos vários dirigentes corintianos que vieram à Copa fazer turismo, festejar.
O perfil de Mano Menezes foi apresentado a Ricardo Teixeira como a solução de todos os problemas.
Muito hábil com os jogadores.
Capaz de formar a sua 'família'.
E ainda não criar problemas de questionamentos.
Sabe conversar, entender os dirigentes como ninguém.
Seria um Luiz Felipe Scolari polido e muito mais jovem.
Mas Felipão não deve ser descartado.
O último treinador campeão do mundo com o Brasil está de volta, solto.
Há um acordo de cavalheiros com a diretoria do Palmeiras que ele pode ser dispensado a qualquer momento para a Seleção.
Até mesmo antes de assumir o clube.
Felipão tem um grande problema que é a inimizade com Ricardo Teixeira.
Briga antiga.
Os dois se desentenderam por causa da não convocação de Romário.
O treinador acredita que ficou desamparado quando não o levou para a Copa de 2002.
Foi massacrado pela TV Globo.
E passou por um enorme sufoco na convocação final para a Copa, quando foi exposto aos populares no Rio de Janeiro.
A CBF, por birra, não colocou nenhum segurança para protegê-lo.
Depois do título, Teixeira queria que ele continuasse.
Mas não deixou o dirigente nem fazer a proposta.
Ele saiu.
Os dois ficaram magoados.
Mas o tempo passou.
Teixeira não é bobo.
Sabe o que significa a Copa no Brasil.
Terá quatro anos para conseguir mobilizar o país depois do fracasso aqui na África.
Felipão fez esse trabalho na Eurocopa de Portugal.
O treinador já está realizado financeiramente, depois no exílio no Uzbequistão.
Foi muito mal no Chelsea, sabotado pelos jogadores e demitido.
Esperou por um convite de clube italiano e ele não veio.
Acabou acertando com o Palmeiras.
Pensando sim, em fazer sucesso e voltar a brigar por uma vaga de treinador do Brasil em 2o14.
Um precisa do outro.
Se houver quem os aproxime, Felipão pode voltar à Seleção.
Mas se não quiser trabalho, Teixeira tem de apostar já em Mano Menezes...
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Publicado em 01/07/2010 às 11h07
Diego Souza e o desfecho que ele queria: ir para bem longe do Palmeiras…

Diego Souza não queria o Palmeiras desde o ano passado, quando ele conversou com dirigentes do Flamengo.
Como foi publicado neste blog e despertou a revolta de muitos palmeirensess, ele não se animou com a contratação de Felipão.
Poderia ter sido contratada Gisele Büdchen como treinadora, o meia exigia sua saída do clube.
Não perdoou as vaias, a perseguição da torcida e, principalmente, a falta de apoio da diretoria.
Sim, queria ser apoiado publicamente, apesar de ter mostrado o dedo médio aos torcedores palmeirenses em pleno Palestra Itália.
Diego Souza não se dobrou a apelos de dirigentes.
E colocou claro para quem teve a coragem de pagar R$ 10 milhões por ele: Palmeiras, de jeito nenhum!
Jota Hawilla, dono da Traffic, o corajoso a pagar tanto para o Benfica, não teve saída.
Depois de ter fracassado em 2009 e no primeiro semestre de 2010, nenhuma equipe do exterior se interessou por Diego.
Só equipes de dentro do Brasil.
A Traffic não gostou do assédio flamenguista, direto ao jogador.
No aniversário de dez anos da empresa, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, pediu, insistiu, implorou.
Queria a prioridade por Diego Souza, se não houvesse proposta de fora.
Além disso, Vanderlei Luxemburgo, muito amigo de Hawilla, insistiu que seu time precisava do meia.
Isso quando o Atlético Mineiro nem estavava na zona do rebaixamento, como está.
A esperança de Hawilla era de que a contratação de Felipão mudasse o quadro.
Só que não mudou.
Pelo contrário, até.
Diego se mostrava até mais resistente.
Não queria nem conversar sobre o Palmeiras.
Com a decepção do início do Atlético Mineiro no Brasileiro, Kalil outra vez procurou Jota Hawilla.
E se mostrou a única saída viável.
O Corinthians quis o meia, mas a diretoria palmeirense implorou para que ele não fosse para o Parque São Jorge.
Para provocar, Andrés Sanchez conversou com Valdívia diante das câmeras, aqui na África do Sul.
Só para provocar.
A direção do Atlético Mineiro tem o dinheiro do patrocinador, BMG.
E a negociação, anunciada por Kalil, ontem à noite, deve girar da seguinte forma: os mineiros comprando 50% dos direitos de Diego.
Ou seja: R$ 5 milhões.
O caso já está encerrado.
Diego Souza não terá de pedir desculpas à torcida palmeirense.
Os palavrões e o dedo médio que mostrou estão mantidos.
Vai buscar vida nova em Belo Horizonte.
Quem sabe começar a se identificar e respeitar uma torcida...
E Belluzzo e Felipão precisarão buscar alguém que tenha orgulho de vestir a camisa do Palmeiras...
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Publicado em 18/06/2010 às 06h53
Primeira missão de Felipão: convencer Diego Souza a ficar no Palmeiras. Ele não quer…

A pressão que Jota Hawilla está sofrendo por parte do Palmeiras é imensa.
Diego Souza se defende como pode.
Ele insiste com o empresário que pretende deixar o clube.
Alega que sua família tem medo que ele seja agredido como foi Vagner Love.
Até o Palmeiras ter contratado Luís Felipe Scolari, tudo estava definido.
Ele iria embora pela melhor proposta europeia.
Só que com a chegada de Felipão, tudo mudou.
Os dirigentes dizem que o treinador o quer como o grande líder palmeirense.
Só que Diego Souza já está mais do que convencido de que seu lugar não é no Palestra Itália.
Ele tem certeza de que, se tivesse trabalhado em um lugar mais estável, estaria na África do Sul disputando a Copa do Mundo.
Mas acabou sendo arrastado pela confusa situação que domina o Palmeiras desde o início do ano passado.
Viu Luxemburgo, Muricy e Antônio Carlos fracassarem e serem demitidos.
De ídolo, passou a vilão.
A ponto de enfrentar, xingar e fazer gestos obscenos para a torcida na partida contra o Atlético Goianiense.
Ele pensou que teria apoio da diretoria.
Mas foi pressionado para pedir desculpas.
Foi tudo o que ele queria.
Procurou a Traffic, falou com o dono, Jota Hawilla, e disse que não jogaria mais no Palmeiras.
De jeito nenhum.
De jeito nenhum será que significava mesmo com a chegada de Felipão.
Pessoas importantes do Palmeiras querem que os dois conversem por telefone.
Diego Souza está arredio.
Quer sair, acabar de vez com a situação.
Mas os dirigentes acreditam no poder de convencimento de Felipão.
O clube não conseguiu convencer Ricardo Oliveira a voltar para o Brasil.
Deu a desculpa de que seu clube, o Al-Jazira, dos Emirados Árabes, não o liberou e a vida segue.
Valdívia tem a proposta palmeirense nas mãos e quer voltar ao clube depois da Copa do Mundo.
Diego Souza, não.
E vai se mantendo firme.
Apesar da pressão de Jota Hawilla.
Primeira missão para Felipão...
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Publicado em 10/06/2010 às 14h09
O Internacional oferece maior salário do Brasil para Felipão ser campeão do mundo…

Os jornalistas gaúchos que estão aqui em Johannesburgo acionaram suas fontes em Porto Alegre, no Beira Rio.
É inacreditável.
Ou estão todos errados ou foram abduzidos e convencidos por extraterrestres.
O discurso é o mesmo Luiz Felipe Scolari teria até aceitado a proposta do Internacional.
Os números: R$ 720 mil mensais e mais R$ 3 milhões por um contrato de um ano e meio.
Mas o dinheiro não é o maior atrativo para Felipão.
Fazer o que não conseguiu com o Grêmio e com o Palmeiras.
Perdeu as duas finais.
Nos pênaltis para o Ajax e o Manchester United.
A proposta ousada de Fernando Carvalho, homem que controla o futebol: faltam seis partidas para o Inter ser campeão mundial.
Assumir o Inter nas semifinais da Libertadores.
Eliminar o São Paulo em duas partidas.
Vencer a final.
E partir com o Inter muito reforçado para Abu Dhabi.
Fernando Carvalho quer se redimir da fracassada aventura com Jorge Fossati.
A ala política que Carvalho comanda ficou abalada com os altos investimentos e falta de retorno.
Nesta hora até a perda do Campeonato Gaúcho conta.
Scolari tem a proposta que o Flamengo fez questão de espalhar para o Mundo.
O que irritou demais o técnico.
E mais, a chantagem emocional que recebe diariamente dos dirigentes palmeirenses.
Só que a supresa é esse desespero da cúpula do Internacional.
Por isso a aposta tão grande em Luiz Felipe.
De acordo com os jornalistas gaúchos, ele dará a resposta no dia 15 de julho.
Com a desculpa que vão observar os estádios aqui na África, os dirigentes gaúchos embarcaram para a Copa.
Mas querem é falar, convencer, fechar com Felipão.
O treinador está assustado com a determinação do Internacional em deixar o Palmeiras e o Flamengo na mão.
As semifinais da Libertadores começam no dia 28 de julho.
Apenas 13 dias após a possível resposta de Scolari.
Se ele aceitar, o Inter terá uma folha mensal de R$ 5 milhões.
Este é o resultado do estrago feito pela aposta feita no uruguaio Fossati...
(A assessoria de Luiz Felipe Scolari acaba de publicar uma nota garantindo que ele não aceita trabalhar no Inter.
A ligação com o Grêmio venceu o dinheiro...
E ainda dispensou, com classe, o convite do Flamengo.
A situação é a seguinte: ele tenta arrumar um clube italiano para trabalhar.
Se não conseguir, deve assumir o Palmeiras, que ficou quietinho, dócil, esperando.
Se tudo der certo, o Banco Banif deve assumir grande parte do salário do treinador.
O clube de Belluzzo enfrenta problemas financeiros e não poderia bancar sozinho o caríssmo técnico.)
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Publicado em 06/05/2010 às 04h19
Ser eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense é o de menos. O medo do Palmeiras é o rebaixamento no Brasileiro. Por isso a torcida sonha com Felipão…

O martírio palmeirense em 2010 é assustador.
Depois da 11ª colocação no Campeonato Paulista, outro vexame.
O time foi eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense.
Com toda a justiça.
O time de Geninho venceu por 1 a 0 e ficou com a vaga nos pênaltis.
Marcos, em péssima noite, só defendeu três pênaltis.
Ele deveria saber que não eram suficientes.
Já que seus companheiros conseguiram perder quatro de cinco penalidades.
Danilo, Figueroa, Ivo e Cleiton Xavier deram vexame.
Só Ewerthon conseguiu colocar a bola na rede.
Ironias à parte, o pior viria no vestiário.
O técnico Antônio Carlos teve a coragem de dizer que estava satisfeito.
O Palmeiras havia redescoberto o seu padrão de jogo.
O time estava melhor distribuído em campo, mais seguro.
Tudo isso e perdeu do Atlético Goianiense.
Depois da partida, Antônio Carlos falou que precisa da contratação de jogadores experientes.
O clube tem sérias dificuldades financeiras.
Não há dinheiro.
Mesmo assim, Antônio Carlos falou em Fernandão, que está saindo do Goiás e declarou estar acertando com o São Paulo.
Ou seja: falar em Fernandão tem enorme chance de discursar sobre o nada.
A realidade do Palmeiras é bem outra.
É bom Antônio Carlos saber que nem ele está assegurado no cargo.
E as notícias ruins não param.
Danilo pegou suspensão de 11 partidas por haver chamado Manoel do Atlético Paranaense de 'macaco'.
O diretor de futebol, Seraphim del Grande não tem meias palavras.
A assessoria de imprensa do Palmeiras divulgou uma nota oficial que Diego Souza sofreu uma fisgada no músculo do adutor direito.
E por isso não viajou para Goiás.
A contusão aconteceu no treinamento fechado para a imprensa.
Nenhum jornalista viu o lance.
Só que ele não apareceu no clube para fazer tratamento.
Tudo muito estranho.
Os comentários no Palestra Itália dão conta que ele não quis viajar.
Todos, do presidente ao vendedor de pipoca que fica na calçada, ouviram essa versão.
Diego Souza quer sair do Palmeiras há muito tempo.
Não é segredo para ninguém.
Mesmo antes de ter sido xingado na semana passada.
E revidado com o dedo médio e palavrões.
Esse teatro acontece por falta de propostas de clubes importantes.
O presidente Belluzzo confirmou que finalmente chegou uma: de um clube português na Traffic.
Ele não disse o nome da equipe, mas é o Sporting.
O Palmeiras não tem como segurar mais Diego Souza e, a bem da verdade, todos se cansaram dele no clube.
O jogador que a Traffic pagou R$ 10 milhões vive isolado, irritado.
Extremamente desconfortável.
Já queria ter ido para o Flamengo no início do ano, mas a Traffic não aceitou emprestá-lo para a Libertadores.
O Internacional acena com uma troca por Taison e Edu.
O Fluminense garante que pode comprá-lo.
Mas quem decide é a Traffic, dona do seu passe.
Antes da partida contra o Atlético Goianiense, Lincoln confirmou que o clube devia dinheiro aos jogadores.
As contas de abril que Belluzzo apresentou ao Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras foram recusadas.
O deficit no futebol só cresce.
Há muito medo do martírio de 2010 termine da pior forma possível.
Perder o Paulista e ser eliminado da Copa do Brasil não contam.
O temor é novo rebaixamento no Campeonato Brasileiro...
(Por isso as bilheterias do Palestra Itália já estão pichadas nesta madrugada.
Os desesperados torcedores escreveram.
"Fora Zago."
"Volta Felipão."
Só para lembrar, Luiz Felipe Scolari, mesmo no Uzbesquistão é um dos treinadores de maior salário no mundo.
Seu contrato, de 18 meses, vai até dezembro...)
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Publicado em 18/11/2009 às 20h37
O dinheiro e o empresário português tiraram Felipão da Copa de 2010…

Portugal teve de disputar a repescagem.
Mas está na Copa do Mundo.
O Brasil já está classificado há muito tempo.
Hoje serão definidas as 32 seleções que disputarão o Mundial da África do Sul.
O mundo tem cerca de 50 grandes equipes espalhadas por América do Sul e Europa.
Em todo esse vasto território está faltando alguém.
É o milionário Luiz Felipe Scolari.
Ele optou pelo dinheiro do Uzbesquistão.
Ficou traumatizado pela decepção no Chelsea.
Quis se afastar do mundo competitivo do futebol.
Foi campeão do distante país que fez parte da União Soviética com o Bunyodkor, o time de Rivaldo.
Perdeu a Copa dos Campeões da Ásia.
E não vai disputar o Mundial.
2009 já acabou para Scolari há muito tempo.
A Turquia, fora da Copa da África, lembrou dele.
Mas Scolari já avisou que ficará até o final do seu contrato em 2010.
O seu sonho era o convite de um país para disputar o Mundial da África.
Sonhava com Itália ou Inglaterra.
Só que Luiz Felipe perdeu muito do seu prestígio depois da sua saída de Portugal.
A péssima passagem pelo Chelsea o fez muito rico.
Conseguiu a remuneração de R$ 25 milhões por ter sido demitido.
Jornais europeus garantem que ele é o treinador que mais recebe no mundo: cerca de 8 milhões de euros anuais.
Mais de 20 milhões de reais.
Mas dinheiro nenhum compensa a angústia que começou a sentir hoje, quando as 32 seleções que estarão na África serão conhecidas.
Sabe que recusou convite para dirigir o Uruguai, o Paraguai, a Grécia.
A Copa do Mundo ainda nem começou, mas Luiz Felipe Scolari é um dos maiores desperdícios.
Poderia estar trabalhando em uma grande seleção.
Ou, no mínimo, em algum grande clube europeu.
Isso se o seu empresário português Jorge Mendes não pensasse apenas em dinheiro.
Seria preciso também que Luiz Felipe pensasse mais na sua carreira de um treinador de elite.
E não apenas em dar uma vida de rei aos seus tataranetos.
Porque ele já tem muito dinheiro para o resto da vida dele, dos filhos, dos netos e dos bisnetos...
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Publicado em 31/10/2009 às 15h46
Boi Gordo. O pior investimento da história do futebol brasileiro…

Boi Gordo.
Esse nome provoca arrepios em muita gente importante do futebol brasileiro.
“Foi o pior investimento que apareceu nos últimos 50 anos.
Essa praga começou no Palmeiras e logo se espalhou pelos clubes.
Como perdemos dinheiro”, relembra Vampeta.
Jogador e treinador de futebol são alvos fáceis de aproveitadores.
Nas concentrações de hotéis há de tudo.
Vendedores de ouro, de carros importados, corretores de imóveis, políticos caçando canditaturas.
Apesar da pose, dos assessores de imprensa, dos contadores, muitos atletas são enganados.
Em São Paulo já houve atletas que compraram terrenos no litoral que ficavam em pleno alto mar.
Entraram de sócios em escolinhas de futebol que não existiam.
Treinadores importantes de futebol perderam fortunas na Bolsa de Valores.
Vários jogadores já caíram no conto do ouro e dos relógios falsificados.
Fora os que investiram em flats que não saíram da maquete.
Tudo isso ainda continua acontecendo.
“Mas eu vou te contar, Cosme, o trauma maior foi o Boi Gordo. Fomos acreditar no Antônio Fagundes, né?”, ironiza Vampeta.
Antônio Fagundes fazia um personagem famoso na novela O Rei do Gado, o inesquecível Bruno Mezenga. E em horário nobre, com todo o seu talento, ele recomendava o investimento.
Para entender: o grupo Fazenda Reunidas Boi Gordo prometia as empresas de parceria. O investimento era feito em bois, frangos e porcos de empresas parceiras da Boi Gordo.
No final do contrato, o investidor receberia o lucro da venda do animal engordado.
A promessa era de lucro de 42%, pelo menos, depois de 18 meses.
Mais tarde se descobriu que o esquema não passava de uma pirâmide. Quando os saques superaram os investimentos, tudo veio abaixo em 2004.
Ninguém foi punido.
Ninguém.
Entre as pessoas que perderam dinheiro estavam Luiz Felipe Scolari, César Sampaio, Evair, Vampeta e Edílson.
“Esses nomes vazaram na imprensa, mas teve muito mais gente no futebol, mas as pessoas não querem assumir. Todos achando que iriam ficar milionários. Era uma empolgação absurda, sem noção. Todos acreditando no Fagundes... Eu falei para o Edílson que era uma furada, só que ele ficou me atormentando. Então, eu coloquei R$ 115 mil para parar de me encher. Eu quebrei a cara. Só ele foi muito, mas muito pior”, ri Vampeta.
Edílson investiu cerca de R$ 2 milhões.
No total foram mais de 30 mil pessoas que perderam cerca de R$ 2,5 bilhões.
Foi até criada uma associação para os 'lesados' pelo Boi Gordo.
A associação tenta na justiça o ressarcimento.
“Agora já foi, meu velho. Mas eu cobro o Edílson todos os dias. Doeu, mas eu aprendi. Do pior jeito possível, mas aprendi”, lamenta Vampeta.
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