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Acabou a politicagem da CBF. O Brasil tem de escolher dois estados para jogar as mais difíceis Eliminatórias. Quais torcidas darão seu apoio irrestrito e seu amor ao time de Neymar? Ajude Marco Polo, Gilmar Rinaldi e Dunga…

1ae Acabou a politicagem da CBF. O Brasil tem de escolher dois estados para jogar as mais difíceis Eliminatórias. Quais torcidas darão seu apoio irrestrito e seu amor ao time de Neymar? Ajude Marco Polo, Gilmar Rinaldi e Dunga...
O presidente Marco Polo del Nero vai tentar, desesperadamente, inverter a imposição da Conmebol. Mas por trás existe a pressão das tevês que transmitirão as Eliminatórias. Por uma questão de economia e maior facilidade para trabalhar, elas exigiram e conseguiram.

Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru, Uruguai, Equador, Bolívia terão de escolher apenas uma sede, uma cidade onde mandarão seus jogos. Por sua extensa área territorial, o Brasil poderá optar por duas cidades. E só.

Não haverá como Marco Polo repetir Ricardo Teixeira. Nada sair espalhando partidas as nove partidas que a Seleção fará como mandante até 2018. Não poderá tirar proveito político de Norte a Sul. Deverá privilegiar apenas dois estados.

As doze sedes que participaram da Copa do Mundo de 2014 e têm novíssimas arenas saem em vantagem. Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco e Ceará.

Ou será melhor levar para os sempre apaixonados paraenses? Os goianos? Catarinenses? Paraibanos? Que tal lembrar do Acre?

3ae Acabou a politicagem da CBF. O Brasil tem de escolher dois estados para jogar as mais difíceis Eliminatórias. Quais torcidas darão seu apoio irrestrito e seu amor ao time de Neymar? Ajude Marco Polo, Gilmar Rinaldi e Dunga...

Além de não poder agradar a vários governadores, prefeitos e presidentes de Federações, uma enorme dúvida atormenta Marco Polo.

Quais cidades, quais torcidas terão mais paciência e darão apoio irrestrito ao time de Dunga?

Na sede da CBF há a certeza que as Eliminatórias serão as mais disputadas, mais difíceis de todos os tempos. Há o enorme medo de o Brasil ficar de fora da Copa da Rússia. Nunca um time precisou tanto do apoio dos torcedores.

Coloque uma vez na sua vida o crachá da CBF no peito. E ajude o indeciso Marco Polo.

Em quais estados, quais estádios a Seleção deveria jogar as Eliminatórias?

Que torcidas darão sua solidariedade ao fraco time de Dunga?

Que sotaque cantará mais alto "Sou brasileiro, com muito orgulho, no coração"?

Que torcida não vaiará, não xingará os jogadores sem personalidade da atual geração?

Onde o apoio será irrestrito?

A pressão será menor?

Ajude, indique as duas cidades.

Marco Polo, Gilmar Rinaldi e Dunga precisam de suas sugestões...
3reproducao 1024x707 Acabou a politicagem da CBF. O Brasil tem de escolher dois estados para jogar as mais difíceis Eliminatórias. Quais torcidas darão seu apoio irrestrito e seu amor ao time de Neymar? Ajude Marco Polo, Gilmar Rinaldi e Dunga...

Cesar Luiz Menotti. O comunista que a Ditadura Militar da Argentina suportou para ser campeã mundial em 78. Seu resumo do time de Dunga na Copa América. “O pior Brasil”…

1afp Cesar Luiz Menotti. O comunista que a Ditadura Militar da Argentina suportou para ser campeã mundial em 78. Seu resumo do time de Dunga na Copa América. O pior Brasil...

"Jugué en el Santos con Pelé y en el Juventus de San Pablo, fui amigo de Telé Santana, viví varios años en Brasil y conozco muy de cerca su futbol. Y la verdad es que no recuerdo haber visto a una selección que haya jugado tan mal como esta, a un Brasil tan indefenso estratégicamente como este.

"Los centrales no cierran con los laterales, los defensores terminan metidos dentro del área chica, nadie va a los rebotes. Hasta a veces parecía que había como ganas de volverse, de disfrutar del verano europeo.

"Ya otras veces Brasil ha tenido estas mismas intenciones que nada tienen que ver con su historia. Pero tenían jugadores como Romario, Bebeto, Ronaldo, futbolistas que arriba eran terriblemente contundentes y te ganaban los partidos.

"Yo no culparía solamente a Dunga por esto. Ya desde antes del Mundial tienen una dependencia absoluta de lo que pueda hacer Neymar.

"Cuando no está no se sostienen desde ninguna idea, no hay juego colectivo, juegan a ver qué pasa. Agarra uno la pelota y corre para adelante, intenta gambetear a dos o tres y termina pateando desde cualquier lugar. Sinceramente, no entendí nada de lo que quiso hacer Brasil en esta Copa América."

2ae1 Cesar Luiz Menotti. O comunista que a Ditadura Militar da Argentina suportou para ser campeã mundial em 78. Seu resumo do time de Dunga na Copa América. O pior Brasil...

"Joguei no Santos com Pelé. E no Juventus de São Paulo. Fui amigo de Telê Santana. Vivi vários anos no Brasil e conheço muito de perto seu futebol. E à verdade é que não me recordo de haver visto uma Seleção que tenha jogado tão mal como esta. Um Brasil tão indefeso estrategicamente como este.

"Os volantes não protegem os laterais. Os defensores acabam encurralados na pequena área. Ninguém fica nos rebotes. Muitas vezes (os jogadores) pareciam que tinham vontade de voltar e desfrutar o verão europeu. Outras vezes o Brasil já mostrou essas mesma (falta de) vontade, que nada tem a ver com sua história.

"Mas tinha jogadores como Romário, Bebeto, Ronaldo. Jogadores que eram terrivelmente contundentes. E que ganhavam as partidas.

"Eu não culparia somente Dunga. Desde a Copa do Mundo já havia uma absoluta dependência do que poderia fazer Neymar. Quando ele não está, não se sustenta nenhuma ideia. Não existe jogo coletivo. Jogam para ver o que acontece. Um pega a bola. Corre para a frente. Tenta driblar dois ou três adversários e acaba chutando de qualquer lugar.

"Sinceramente não entendi nada o que quis fazer o Brasil nesta Copa América."

1reproducao Cesar Luiz Menotti. O comunista que a Ditadura Militar da Argentina suportou para ser campeã mundial em 78. Seu resumo do time de Dunga na Copa América. O pior Brasil...

As palavras são de César Luiz Menotti. Ele foi campeão mundial pela Argentina em 1978. Treinou o Barcelona, Atlético de Madrid, México, Boca Júniors, River Plate, Sampdoria, Peñarol.

Apaixonado pelo futebol brasileiro. Homem culto, corajoso, sem medo de dizer ou escrever o que pensa. Nunca escondeu ser comunista. Mesmo quando foi campeão mundial, em plena Ditadura Militar argentina. O então presidente, o general Jorge Rafael Videla teve de suportá-lo.

Menotti, aos 76 anos, escreveu ontem sobre a Seleção ontem no jornal argentino La Jornada.

O título da crônica de Menotti?

'El peor Brasil'...

Não precisa de tradução...
2afp Cesar Luiz Menotti. O comunista que a Ditadura Militar da Argentina suportou para ser campeã mundial em 78. Seu resumo do time de Dunga na Copa América. O pior Brasil...

A desmoralização do futebol brasileiro não tem limites. Zico diz que Seleção não pode ser balcão de negócios. Pergunta se coordenador Gilmar voltará a ser empresário. E ironiza rancor de Dunga com a Seleção de 82…

1 A desmoralização do futebol brasileiro não tem limites. Zico diz que Seleção não pode ser balcão de negócios. Pergunta se coordenador Gilmar voltará a ser empresário. E ironiza rancor de Dunga com a Seleção de 82...
É uma receita explosiva. Mistura rancor de Dunga, indignação de Zico e vingança de Gilmar Rinaldi. Três personagens com enorme peso. Não só no passado, mas no atual futebol brasileiro. Dois campeões mundiais em 1994 e um dos melhores jogadores da história, peça fundamental na inesquecível seleção de 1982.

Hoje são o técnico da Seleção Brasileira, o coordenador geral de seleções da CBF e o brasileiro pré-candidato à presidência da Fifa.

A troca de farpas é assustadora. Toca em problemas graves. São acusações e insinuações que merecem processo. Desmoralizam carreiras vidas.

Tudo começou quando Dunga, na infeliz entrevista que se comparou a um afrodescendente por 'apanhar e gostar de apanhar', o treinador mostrou mais uma vez sua mágoa com a conquista de 1994. Ele não se conforma que a imprensa do mundo todo reverencie a Seleção de 1982 que perdeu a Copa da Espanha e não valorize a campeã nos Estados Unidos.

"Como vou explicar para o torcedor que o ruim ganha, e o bom perde? Você pode dizer que nem sempre o bom ganha, e eu concordo. Mas em 24 anos tem que ganhar. Técnica é bom, mas não é suficiente para formar um time."

Outra vez, para jornalistas do mundo todo, Dunga mostrou no Chile que não consegue superar seu trauma.

O recado chegou até Zico. Ele não iria deixar passar. Mais uma vez, para valorizar a conquista de 1994, Dunga tentava desvalorizar o time de 82.

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"Ficar falando de passado não dá. Tem que ver o que fazer para melhorar. Não adianta ficar atacando os outros. Se bem que não me sinto atacado porque sou vitorioso na minha carreira. Antes da Copa América, estavam falando que o Brasil ganhou não sei quantos amistosos. Amistoso não serve para nada. Tentaram recuperar a credibilidade em cima de números de amistosos, quando nos últimos seis jogos oficiais a seleção perdeu três, venceu dois e empatou um. Isso é que vale."

Ele deu a reposta firme à minha amiga e competente Marluci Martins. A ela já havia mostrado sua revolta quando Dunga assumiu o cargo substituindo Felipão. Não gostou também da indicação de Gilmar Rinaldi. No ano passado, não escolheu palavras para resumir o que sentia.

"É um desrespeito aos treinadores de futebol. E isso vale para qualquer cargo: manager, supervisor... Há tanta gente tendo resultado no Fluminense, no Cruzeiro, no Atlético-MG. Sou contra a panela de amigos."

A raiva de Zico só aumentou com o passar do tempo.

"Não faço comparação, justamente porque cada época é uma época. Perdi Copas, mas com jogadores que mereciam estar na seleção brasileira. Para estar numa seleção, é preciso ter títulos, números significativos, prêmios individuais, nem que seja de melhor jogador do bairro.

"Hoje é muito fácil ir para a seleção. Qualquer um vai. O cara faz três bons jogos, se torna conhecido, é vendido a peso de ouro. Temos que estar atentos a isso. Seleção não é um balcão de negócios. Mas temos lá um empresário do futebol (Gilmar) comandando... Ou ele já não é mais empresário? Quando saiu do Flamengo, ele levou os três melhores: Adriano, Juan e Reinaldo. Então, vamos ver se quando sair da seleção, ele vai voltar a ser empresário?"

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Quando Zico coloca na mesma frase Seleção e 'balcão de negócios' e ainda lembra que 'lá há um empresário comandando', tudo se complica de vez. Ele estava falando claramente de Gilmar Rinaldi, o coordenador. O homem que saiu do Flamengo empresariando Adriano, Juan e Reinaldo.

A acusação de a Seleção servir como balcão de negócios ganhou proporção. Durante a pífia participação do Brasil na Copa América, o Liverpool comprou Roberto Firmino por R$ 140 milhões. E o Bayern de Munique e Chelsea duelam por Douglas costas. Seus direitos já chegariam a R$ 120 milhões.

Miranda, capitão na saída de Neymar, está fechando sua ida para a Inter de Milão. Por R$ 50 milhões. Apesar de 30 anos. Impossível negar que a passagem dos três pela Seleção os valorizaram...

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Sem hipocrisia, o fato de os dois terem disputado a Copa América pelo Brasil, os valorizou ainda mais. Diante das negociações, a insinuação de Zico ficou pesadíssima.

O coordenador da Seleção reagiu. Gilmar Rinaldi garante que processará Zico. E foi além. Insinuou que o ex-jogador quando foi responsável pelo futebol do Flamengo favoreceu o filho.

"É com muita surpresa que li essa informação, até porque o conheço e estivemos juntos inúmeras vezes. Ele nunca insinuou nada. Acho muito estranho e vou interpelar ele judicialmente agora para que comprove o que falou.

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"Quando Zico ocupou o cargo de executivo no Flamengo , foi acusado de fazer negócio com o filho dele... Zico sabe o quanto a gente está exposto... Vou interpelá-lo judicialmente para que me prove o que está falando. Não pode sair falando de uma pessoa sem ter prova."

Zico soube da ameaça de processo e não mostrou nenhuma preocupação. Pelo contrário. E outra vez voltou a mostrar seu estranhamento por Dunga e Gilmar só valorizarem os jogadores que atuam no Exterior. Além de dar uma estocada certeira pela dependência de Neymar.

"Quando o Brasil está numa competição, esperamos uma Seleção que não dependa de um jogador, e estamos nessa situação. Já vimos grandes jogadores decidindo partidas, mas não dependendo apenas de um jogador. Nesses jogos oficiais, estamos deixando a desejar.

As eliminatórias estão aí e a tendência é sofrer bastante. Temos que voltar a ser o futebol brasileiro. Precisamos colocar a bola no chão. Começar tudo de novo não seria ruim. Falta valorizar a matéria-prima dentro do Brasil. Só estamos valorizando que está lá fora."

 A desmoralização do futebol brasileiro não tem limites. Zico diz que Seleção não pode ser balcão de negócios. Pergunta se coordenador Gilmar voltará a ser empresário. E ironiza rancor de Dunga com a Seleção de 82...

Em um país acostumado com escândalos todos os dias, essa troca de farpas é algo que não ganha a relevância que merecia. O candidato do Brasil à presidência da Fifa sugere que a Seleção é um 'balcão de negócios'. E o coordenador da Seleção lembra que Zico, quando comandava o futebol no Flamengo, favorecia o filho. São acusações gravíssimas. Mas que outra vez não chegarão a lugar algum.

Até porque na Suíça o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, está encarcerado há mais de um mês, com pedido de extradição para os Estados Unidos. O principal jogador do Brasil tem de responder processo na Justiça Espanhola por sua suspeita negociação com o Barcelona. O presidente da CBF não possa sair do país com medo de extradição. E os clubes grandes estão falidos, devendo salários a seus jogadores. E os patrocinadores virando as costas ao futebol.

Há escândalos demais neste país. Mas Zico, Gilmar e Dunga conseguem desmoralizar ainda mais o principal esporte deste país. E pisar, sem dó, no próprio passado vitorioso de cada um...
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Taffarel acaba com a fantasia. Neymar não é tão angelical quanto a Globo gosta de mostrar. E, por ofensa a árbitro chileno, pode ficar dois jogos de fora das Eliminatórias para a Copa da Rússia…

1reproducao29 Taffarel acaba com a fantasia. Neymar não é tão angelical quanto a Globo gosta de mostrar. E, por ofensa a árbitro chileno, pode ficar dois jogos de fora das Eliminatórias para a Copa da Rússia...
Desta vez, a TV Globo não conseguiu salvar a imagem de Neymar. Pelo contrário. Apenas o expôs ainda mais. A emissora, dona do monopólio do futebol neste país, trata os grandes ídolos com a cuidado reservados aos seus grandes atores, apresentadores. Não há nada de amor, carinho, afeição verdadeira. Só a valorização de um produto.

Foi assim que Ronaldo explicou sua trágica aventura com travestis e cocaína. Ronaldinho Gaúcho tentou se defender da suas orgias, farras intermináveis. Romário deu detalhes do 'engano' na sua prisão por não pagar pensão alimentícia. Essa é uma das determinações dos executivos globais. Há um ídolo do futebol com sua imagem desgastada, a ordem é recuperá-la.

Neymar já tinha sido salvo pela Globo. Quando usou todos os palavrões possíveis com Dorival Júnior, então seu treinador no Santos. O motivo do chilique foi porque o técnico o proibiu de bater um pênalti contra o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. A confusão aconteceu em 2010. E acabou na demissão do técnico, que nunca mais se firmou em lugar algum. Mas a maior revelação do futebol brasileiro nesta década ainda ficou com a imagem de bom moço.

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Até mesmo velhos companheiros com problemas na Polícia Federal e com várias denúncias de corrupção, suborno, propina são protegidos. Quando Ricardo Teixeira abandonou a presidência da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, a Globo fez um editoral. Ressaltou as vitórias e tudo de bom que ele havia feito pelo futebol brasileiro nos seus 23 anos de poder.

Quem quiser também pode se deliciar com o texto de despedida no Jornal Nacional de 12 de maio de 2012.

1reproducao28 Taffarel acaba com a fantasia. Neymar não é tão angelical quanto a Globo gosta de mostrar. E, por ofensa a árbitro chileno, pode ficar dois jogos de fora das Eliminatórias para a Copa da Rússia...

Lembra a adeus de uma amante saudosa vendo o homem casado, voltar para sua esposa. Mas grata, agradece pelos presentes que recebeu nos anos de paixão.

"Número 70 da Rua da Alfandega, centro do Rio. Vinte e três anos atrás, Ricardo Teixeira entrava neste prédio para ser empossado como Presidente da CBF.

"Há nove anos o prédio deixou de ser a sede da Confederação… há algumas horas Teixeira deixou de ser o Presidente da CBF.

"Ricardo Teixeira assumiu a presidência da CBF em 1989, seguindo os passos do sogro, o então presidente da Fifa, João Havelange.

"Sob o comando de Teixeira, o Brasil conquistou 112 títulos em várias categorias do futebol: o último deles, em agosto do ano passado, quando a seleção Sub20 foi pentacampeã mundial.

"A primeira conquista veio logo no início de sua administração, o título da Copa América, pela Seleção principal, deu fim a um jejum que já durava quatro décadas. Aquela taça foi a primeira de uma série de cinco Copas Américas na gestão dele.

"Ricardo Teixeira esteve à frente da CBF em seis Copas do Mundo, de 90 na Itália até 2010 na África do Sul, foram três finais consecutivas.

"Em 94, com Carlos Alberto Parreira no comando, o Brasil voltou a vencer depois de 24 anos sem um título.

"Quatro anos depois, em 98, na França, outra final: derrota para os franceses por três a zero.

"Em 2002, a geração talentosa de Ronaldo e Rivaldo reconquistou a hegemonia mundial com o pentacampeonato no Japão.

"Nas últimas duas Copas ele presenciou as derrotas, na Alemanha e na África do Sul, apesar de a Seleção ter conquistado a Copa das Confederações nos anos anteriores aos dois mundiais.

"No comando da CBF, Ricardo Teixeira organizou o calendário do futebol nacional e instituiu a formula dos pontos corridos para o Campeonato Brasileiro. Foram medidas benéficas para a economia dos clubes, que passaram a ter atividades o ano inteiro.

"Com uma gestão longa, Ricardo Teixeira colecionou amigos e adversários. Seu jeito centralizador gerou desafetos, de Romário a Pelé, passando por dirigentes esportivos.

"O mais recente: o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter.

"Da lista, houve muitos com quem selou a paz, como Ronaldo “fenômeno”, que, este ano, depois de restabelecidas as relações, foi nomeado pelo próprio Ricardo Teixeira para integrar o Comitê da Copa de 14.

"Ao longo da carreira, Ricardo Teixeira foi alvo de denúncias.

"Diante de todas elas, Teixeira sempre disse que as acusações eram falsas e tinham caráter político.

"A denúncia mais contundente foi a de que ele e um grupo ligado a Fifa teriam recebido dinheiro de forma irregular nas negociações de uma empresa de marketing esportivo, em 1999. Viu os processos serem arquivados pela Justiça.

"Teixeira assumiu a Confederação Brasileira quando a Seleção tinha apenas dois patrocinadores. Deixa a Seleção com dez patrocinadores e a CBF com um faturamento anual de R$271 milhões (números de 2010).

2reproducao18 Taffarel acaba com a fantasia. Neymar não é tão angelical quanto a Globo gosta de mostrar. E, por ofensa a árbitro chileno, pode ficar dois jogos de fora das Eliminatórias para a Copa da Rússia...

"Sua última realização a frente do futebol brasileiro não foi alcançada no gramado.

"Em 2007, Ricardo Teixeira comandou a campanha vitoriosa que fez a Fifa conceder ao Brasil o direito de organizar a Copa do Mundo de 2014.

"Nos últimos cinco anos foi o presidente do Comitê Organizador Local.

Hoje, sai de cena, a dois anos do Mundial."

Histórica essa despedida da Globo de Teixeira...

Neymar é o único jogador com talento acima do normal na Seleção Brasileira, outra propriedade exclusiva da Globo. Ele era a grande atração da Copa América, primeira competição oficial depois da vergonha que a população brasileira passou o ano passado, na Copa do Mundo. A emissora cansou de inocular seus telespectadores com otimismo alucinado. A Copa das Confederações também iludiu muita gente importante da emissora carioca.

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Depois, com os vexames, o que fazer. Primeiro proteger Neymar. Os céus e a covardia absurda de Zúniga o tiraram das partidas contra a Alemanha e Holanda. Se salvou dos 7 a 1 e dos 3 a 0. Não participou das derrotas para Alemanha e Holanda, os 10 a 1.

Estrela no Barcelona, ele seria a maior atração do Brasil na Copa América. E dá-lhe chamadas com o capitão, camisa 10 da Seleção. O Brasil decepcionara contra o Peru. E veio a partida contra a Colômbia. Todo o egocentrismo, a confusão que provocou e sua expulsão, depois que o jogo havia acabado. Ainda veio mais, quando ele esperou o árbitro chileno Enrique Osses no vestiário.

"No túnel praticamente não aconteceu nada. Eu estava dentro do túnel e acabei esperando o árbitro para perguntar porque ele tinha me expulsado. Só que então começou uma muvuca e vieram seguranças, pensando que eu estava nervoso e pensando que eu fosse bater nele. E acabou criando isso tudo."

Foi assim, que se explicou no maior produto jornalístico global, o Jornal Nacional.

A versão não coincidia em nada com a sua punição de quatro partidas. Enrique Osses foi claro na sua súmula. Escreveu que foi agarrado pela camisa pelo capitão da Seleção Brasileira, o camisa 10 que havia expulsado.

"Quieres hacerte famoso a costa mía, hijo de puta!", falou em espanhol. "Quer ficar famoso às minhas custas, filho da puta!", em português. Um delegado da Conmebol confirmou a versão do árbitro.
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O que se perguntava era como uma Comissão Técnica tão experiente, formada por ex-jogadores campeões do mundo como Dunga, Taffarel e Mauro Silva, não agiu. Como é que deixaram o jogador mais importante da Seleção esperando pelo juiz. E se em vez de só falar, ele quisesse esmurrar Osses? Por que ninguém o arrastou para longe do árbitro? Por que ninguém tem coragem de enfrentar, dizer não a Neymar.

A confissão foi feita hoje por Taffarel. De maneira inacreditável ele expôs o que aconteceu.

"Fiquei preocupado porque começou a fechar o tempo. Começou a brigar aqui, empurra-empurra. Quando o Ney foi, comecei a ver o túnel, muitas pessoas da comissão, nosso segurança Fernandão, todo mundo tentando levar ele para o vestiário. Ele disse: 'Não, vou ficar aqui, quero falar com o árbitro'.

Todo mundo estava tentando levar ele para o vestiário. Todo mundo tentou tirar ele e não conseguiu. A partir daquele momento entrei no vestiário e não vi mais nada. Presenciei muita gente tentando leva-lo pro vestiário. Aquilo foi uma decisão dele."

Como assim? O preparador de goleiros, tetracampeão do mundo, parceiro de alma de Dunga viu a confusão, ficou preocupado, viu 'todo mundo' tentando levá-lo para o vestiário e ele não quis. Disse que iria 'ficar para falar com o árbitro' e tudo bem. Taffarel não fez nada. Afinal, Neymar havia decidido e não se questiona o que ele faz. Se fosse qualquer outro jogador que tivesse aprontado tanto, estaria de fora dos planos de Dunga. Mas o jogador do Barcelona, tem total liberdade para errar. Seu talento é o seu escudo.

"A questão de análise e tudo que eu faço, em determinados momentos, se eu faço, tenho de levar para o Gilmar e para o Dunga. Não cabe a mim publicamente julgar o comportamento do Neymar. Se eu tenho minha forma de pensar, devo passar minha forma de pensar a eles e não aqui (para os jornalistas)."

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Foi assim que Mauro Silva fugiu da questão. Dunga também não se aprofundou sobre o caso.

Por partes. A versão que Neymar deu para a TV Globo, ao Jornal Nacional, não correspondeu à verdade. Foi desmoralizada por Taffarel. Empurra empurra, briga, todo mundo tentando tirar o Neymar do vestiário. Isso não é nada?

A prisão de José Maria Marin na Suíça teve consequências. O atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, nem pensa em aparecer no Chile. Será que é por que o país tem uma legislação muito mais afeita à extradições para os Estados Unidos que o Brasil? Impossível adivinhar.

O chefe da delegação, o empresário João Dória, tem inúmeros compromissos no Brasil. E fica em vai e vem incessante para o Chile. Situação bizarra. A Seleção fica sem representantes de peso. Situação constrangedora.

Talvez por isso, o Brasil tenha optado por nem tentar reduzir a pena de quatro partidas impostas a Neymar. Ninguém se atentou que a Conmebol havia avisado. Caso o Brasil seja eliminado pelo Paraguai, os dois jogos restantes serão cumpridos nas Eliminatórias para a Copa de 2018. Se tornou ridículo, incompetente a CBF nem tentar reduzir de quatro para três jogos a suspensão ao mais talentoso jogador brasileiro.

Depois da sua explicação vazia e sem nexo no JN, Neymar não quer saber de dar mais explicações. Está no litoral paulista já se preparando para a grande missão de junho: curtir o restante de suas férias. Pessoas ligadas a ele dizem que será na paradisíaca Ibiza.

Mas vale lembrar sua última mensagem para a Seleção.

"Independentemente de onde estarei a partir de agora, acompanharei sempre a seleção, torcendo pelo sucesso dos meus companheiros."

Nas baladas de Ibiza e nos iates estão garantidas as imagens dos jogos da Seleção na Copa América. Há a certeza que, de lá, Neymar mandará sua energia positiva. Como grande líder e capitão do Brasil que é...

Taffarel, Dunga e Mauro Silva têm rido muito nos treinamentos da Seleção no Chile. Agem como tudo estivesse normal. Como se Neymar não tivesse feito um papelão. Como se o Brasil não tivesse de colocar oito jogadores com funções defensivas contra a Venezuela? A delegação não estivesse acéfala, sem rumo.

Taffarel, Dunga e Mauro Silva, vocês riem de quê?
5reproducao4 Taffarel acaba com a fantasia. Neymar não é tão angelical quanto a Globo gosta de mostrar. E, por ofensa a árbitro chileno, pode ficar dois jogos de fora das Eliminatórias para a Copa da Rússia...

Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo…

1ae8 1024x682 Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...
Em meio a tantas denúncias de corrupção, propina, lama, as letras C, B e F juntas mereceram palmas. A Seleção de Dunga conseguiu se impor no estádio mais perigoso, São Paulo. Na arena do Palmeiras, o Brasil começou sua preparação fulminante para a Copa América.

Mesmo sem Neymar, o time se impôs contra um dos adversários que mais o complicou nos últimos anos. Phillippe Coutinho e Diego Tardelli marcaram os 2 a 0 contra o México B. O time principal vai disputar a Copa Ouro que garante vaga na Copa das Confederações da Rússia.

Foi a nona vitória seguida de Dunga, depois do vexame na Copa de 2014.

"Bela atuação da Seleção para tirar a desconfiança da Seleção", comemorava Fred. "Futebol dá essa oportunidade de dar a volta por cima. Foi ótimo voltar e ganhar aqui no Brasil. É o recomeço", resumia aliviado David Luiz, um dos símbolos do fracasso do Mundial.

3ae3 Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...

Mal começou a ser divulgado o time brasileiro que entraria com a camisa amarela com o distintivo da CBF, Dunga foi o mais vaiado. Conseguiu ser mais xingado na arena do Palmeiras do que Elias, jogador do Corinthians.

Só que a vitória diante de uma das seleções mais organizadas do planeta nasceu com o treinador. Sem poder contar com Neymar, comemorando, com justiça, a conquista da Champions League, o que fez Dunga? Não tinha o veterano Robinho. Mas também se tivesse não o colocaria para jogar.

Para enfrentar o matreiro 4-4-2, com suas malditas duas linhas de quatro que roubaram inclusive a medalha de ouro na Olimpíada de Londres, Dunga deu um nó em Miguel Herrera. Convocou e escalou Fred. Ele não tem nada a ver com o estático atacante do Fluminense, símbolo do atraso tático de Felipão.

O homônimo, de 22 anos, é um meio de campo tático, habilidoso, e muito inteligente taticamente. Primeiro preenche os espaços e depois trata de atacar. Com ele, Dunga colocou nada menos do que cinco jogadores no meio de campo. Deu o troco nos mexicanos com suas duas trincheiras nas intermediárias.

3ae4 Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...

Fernandinho, Elias, Fred, Philippe Coutinho e Willian se alternavam. Trocavam de posição e passes. Com muita calma, tranquilidade. Nada de afobação, como foi, por exemplo o que fez o Brasil de Mano Menezes. Mesmo com a irritante torcida paulista, o Brasil não se abriu. Tocou a bola com consciência.

A Seleção se dedicou de corpo e alma para mostrar, no seu território, ser bem diferente da que foi massacrada pela Alemanha na Copa do Mundo. O time de Dunga, como na Copa de 2010, um desenho tático que privilegia a compactação, a intensidade do jogo. E que explora, quando for possível, a habilidade individual de seus jogadores. Sem dois, três, quatro atletas com talento acima do normal, como teve em 58,62,70,94 e 2002, a opção é pelo coletivo.

"O Brasil de hoje em dia é muito mais consciente. Depois do que aconteceu contra a Alemanha, os brasileiros mudaram sua maneira de enxergar o futebol", já avisava Miguel Herrera.

O treinador mexicano viu o quanto estava certo.

Ele não esperava, mas tomou um banho tático. Ele contava com o clima contra a Seleção. As denúncias de corrupção, a prisão do presidente da CBF na Copa, José Maria Marin, e principalmente, a derrota para a Alemanha por 7 a 1. Os paulistas são os piores hóspedes na história da Seleção. Isso antes das vergonhas e ainda não terminadas histórias levantadas pelo FBI e Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

6ae2 Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...

Muitos torcedores que estavam no estádio fizeram questão de tapar as letras CBF. E mostravam que queriam vibrar pelo time de futebol do país. E não o que representava o atraso, o continuísmo, as falcatruas que a entidade tão bem simboliza.

Desde os primeiros minutos ficou claro que os mexicanos tinham a mesma proposta de jogo que adotam contra grandes adversários. Há pelo menos três anos tem sido assim. Duas linhas de quatro entre as intermediárias e dois atacantes velocistas abertos na frente. A intenção é travar o toque de bola adversário. E explorar a roubada de bola para descer nos contragolpes em velocidade.

Dunga tem algo que poucos sabem. Ele tem paciência para assistir teipes e colher informações precisas dos adversários. Não tem nada de bobo. Sabia o que teria pela frente. Uma equipe traiçoeira, de fortíssima marcação, veloz, mas sem grande talento ofensivo.

Tudo o que o Brasil não poderia ter era afobação. Muito menos tomar o primeiro gol. Aí o estádio do Palmeiras viraria um inferno.

A saída foi superpovoar o meio de campo. Mas com jogadores versáteis. Com velocidade, vigor físico, visão de jogo e poder de marcação. Sem Neymar ninguém tinha liberdade, alforria para fazer o que quisesse com a bola. Nada de show particular. O drible tinha de ser em progressão, vertical, buscando criar a jogada de gol, o companheiro mais bem colocado para marcar. Nada de egoísmo.

O 4-5-1 contra o rígido 4-4-2 deixa a partida mais interessante taticamente. Só que monótona para quem assiste. Os torcedores tiveram de ter paciência. Principalmente porque Danilo e Filipe Luís tinham ordens de ficar na marcação. Apoiar raramente. Dunga não queria dar espaço para o costumeiro desafogo mexicano pelas pontas.

O Brasil fazia um jogo seguro. Mostrava que menos depois de um ano do desastre no Mineirão, teve de aprender na marra o que é modernidade. Treinos fechados, responsabilidade. Ainda mais em uma geração de bons jogadores e um só talento. Sem Neymar, Philippe Coutinho e Willian tinham mais habilidade ofensiva, mas se comportavam como peças da engrenagem. O time jogava em função do time.

Diego Tardelli mostrava o porquê Dunga o ama de paixão. É o atacante mais adiantado, mas que tem velocidade, visão e habilidade para cair pelos dois lados do campo. Não é uma jogador espetacular. Só que sua movimentação rege o ataque brasileiro. Confunde a marcação adversária. Abre espaço para quem vem de trás.

O toque de bola paciente e a explosão muscular do vibrante time de Dunga se juntaram para romper as duas trincheiras mexicanas na intermediária. O péssimo gramado da arena palmeirense, cheio de areia verde para disfarçar, atrapalhava também. Só que não foram suficientes para evitar a vitória brasileira.

Elias, excelente atuação, serviu Filipe Luís. Dele, o passe para Philippe Coutinho. Ele mostrou porque é a sensação do Liverpool, com apenas 1m71. Deu um sensacional drible de corpo em Ayala, invadiu a área pela esquerda e surpreendeu Corona, chutando no seu canto, enquanto o goleiro se preparava para a bola na direita. Brasil 1 a 0, aos 27 minutos.

O gol trouxe a torcida paulista de vez para a Seleção. E irritou os mexicanos. O cartão amarelo de Güemez depois de entrada em Danilo, foi o resumo do nervosismo no amistoso.

O Brasil se aproveitou da falta de concentração adversária e ampliou. Willian descobriu Elias, o volante driblou como quis o veterano Rafa Márquez. Invadiu a área. Poderia ter chutado. Mas foi inteligente demais. Apenas rolou para Tardelli, livre, marcar 2 a 0, aos 36 minutos.

7ae Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...

A partir daí, o Brasil diminuiu o ritmo. Dunga sabia que o que não poderia mudar era o esquema tático. Fez várias trocas. Fabinho, Casemiro, Felipe Anderson, Everton Ribeiro, Douglas Costa, Roberto Firmino. O México até abriu suas duas linhas, passou a ter três atacantes. Mas pouco conseguiu produzir diante de um Brasil bem postado.

O resultado do amistoso foi animador. Apesar de o México estar com seu segundo time. Marcou o reencontro do Brasil com seu ferido torcedor. Dunga está reconstruindo o time e o sonho da Seleção para a Copa de 2018. Antes a Copa América no Chile e os amistosos. É um trabalho difícil, exigente, desgastante. Mas pelo menos marcado pela consciência.

A primeira constatação do treinador que é preciso preparar o Brasil para atuar sem Neymar. Ao contrário do que acreditava Felipão, o jovem atacante pode sim se machucar, ser suspenso. E a Seleção não pode depender de um só jogador. E a segunda é que a geração é limitada e a estratégia nunca foi tão importante como agora.

Os primeiros passos estão sendo dados com muita firmeza. Arrancaram palmas dos desconfiados e sacrificados paulistas. Com preços caríssimos, entre R$ 100,00 e até R$ 600,00, os 34.659 pagantes proporcionaram uma arrecadação absurda de R$ 6.737.030,00.

Agradecidos, os jogadores retribuíram o apoio, aplaudindo de volta. Não só pelo dinheiro que a torcida gastou. O time sabe o quanto esta seleção de camisa amarela fez os brasileiros sofrerem em 2014...
6ae1 1024x651 Dunga mostra que o 7 a 1 para a Alemanha serviu de lição. O Brasil está aprendendo a competir. Calou os paulistas e venceu o irritante México B por 2 a 0. Sem Neymar, mostrou a importância do coletivo...

A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco…

1mowa1 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...
O Brasil teve na Turquia o seu adversário mais ingênuo, desde a volta de Dunga. Willian teve uma excelente atuação. E a Seleção tranquilamente goleou a Turquia por 4 a 0. Dois gols de Neymar, um contra e outro de Willian. A partida valeu como teste. Luiz Adriano mostrou que pode ser muito útil, como atacante fixo. Vai dar trabalho a Tardelli. Assim também como Diego Alves a Jefferson. E Thiago Silva ficou a partida toda como reserva de Miranda.

"Nunca tinha saído aplaudido pela torcida adversária com a Seleção Brasileira. Sei que estou crescendo na Seleção, mas não posso me empolgar", dizia Willian, o melhor da partida. "Conseguimos transformar o estádio que é um caldeirão a nosso favor. Foi ótimo", comemorava David Luiz.

Já são cinco vitórias em cinco jogos. 12 gols a favor e nenhum sofrido. O início da volta de Dunga à Seleção não poderia ser melhor...

Dunga estava interessado neste quinto jogo desde a sua retomada na Seleção Brasileira. Pela primeira vez ele teria, por conta das circunstâncias, um atacante fixo. Com a impossibilidade de Diego Tardelli, o treinador optou por Luiz Adriano. O artilheiro do Shakthar Donestk começaria a partida. E com ele, o esquema mudaria.

Tudo se encaixava, o treinador sabia que a defesa turca atua com três zagueiros. Mas Fatih Terim tinha uma maneira estranha de defender. Deixava o volante Erkin à frente da defesa. E eles tinham a orientação para atuarem em linha. Opção suicida diante de um ataque veloz e habilidoso, como o brasileiro.

Por acaso, Luiz Adriano se mostrava importante. Até mais do que Tardelli. Com ele, o treinador brasileiro abriu inteligentemente Willian pela direita, Oscar pela esquerda. Quase como se fossem dois pontas. Neymar tinha toda a intermediária para correr por onde quisesse do meio para a frente. Dunga foi esperto. Abrindo os meias, abriu os zagueiros da Turquia. Sobrava muito espaço na defesa.

Os setores do time adversário também estavam distantes. De nada adiantava ter um exército até de cinco jogadores no meio. Se ele estava longe do ataque e da defesa. Taticamente, o adversário era fácil demais para o Brasil. Talvez o mais ingênuo que Dunga já teve pela frente.

 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...

O que facilitava o trabalho é que, além de definidor, Luiz Adriano é muito inteligente. Ele não repete o que Fred cansou de fazer na Copa. Nada de ficar fixo entre os zagueiros. Com condições técnicas para fazer tabelas, ele mostrava físico para correr, atrair dois zagueiros. Ou até enfrentá-los no corpo a corpo.

A empolgada torcida turca logo foi virando casaca. Desde os primeiros minutos quando as coisas começaram a dar errado, as arquibancadas de Istambul parecia as de Recife. Não foi difícil entender porque a Turquia está há dois anos sem ganhar na cidade. E os treinadores do selecionado local detestam jogar por lá. Enfrentam os torcedores mais volúveis da Europa.

O inesperado apoio só deu mais força à Seleção. Fernandinho e Luiz Gustavo davam sustentação à defesa. Aliás, outros dois pontos importantes. Diego Alves teve a justa chance no gol brasileiro. E Dunga fez justiça a Miranda. O conservou como titular enquanto Thiago Silva, capitão na Copa, estava no banco de reservas.

O primeiro gol já poderia ter saído aos 16 minutos. O aturdido Altintop estava ajudando a zaga e tentou atrasar para o goleiro. Entregou nos pés de Neymar. Ele chegou a driblar Demirel. Mas perdeu o ângulo. O erro não foi por acaso. Foi forçado. O Brasil marcava forte a péssima saída de bola turca.

Mas o gol viria três minutos depois. Fernadinho fez excepcional lançamento do campo brasileiro. E adivinhe? Pegou a defesa turca em linha. Neymar ganhou na corrida e marcou como quis. 1 a 0, Brasil. A Turquia sentiu o golpe. O time tentou se adiantar, buscar empatar o jogo e tentar calar a torcida que já começava a atrapalhar. Foi ótimo para o Brasil. Mais espaço para os volantes e os meias.

Aos 23 minutos, Danilo foi para a frente e cruzou de maneira consciente. A bola chegaria a Luiz Adriano. Mas não precisou. O lateral Kaya desviou e fez contra. 2 a 0. Os turcos agiram de maneira outra vez emocional. Se adiantaram ainda mais. O que possibilitou um verdadeiro show de Willian. O meia não se continha mais em ficar aberto como ponta. Tratou de atuar onde mais gosta, como meia. Deu chapéus, dribles, lançamentos. Mostrou toda sua habilidade e visão de jogo. Foi o melhor da partida.

Só estava faltando o gol. E ele veio. Neymar fez ótima jogada pela esquerda com Oscar. E cruzou para o meia do Chelsea fazer 3 a 0 aos 43 minutos. O estádio Fenerbahce Sukru Saracogiu virava de vez a Ilha do Retiro. As palmas e comemoração festiva dos torcedores era um tapa na cara da seleção turca.

A partida já estava decidida. Mas Dunga não quis mexer no time. Não antes de conseguir mais gols. A Turquia, vaiada e xingada pelos seus torcedores, voltou ofensiva. Não aprendeu com os três gols que tomara. Sofreu o quarto. Neymar fez ótima tabela com Willian e, sozinho, diante do novo goleiro Babacan, marcou 4 a 0, aos 14 minutos.

Era a senha para o Brasil começar a fazer suas substituições. Com o jogo ganho, Dunga precisava testar novos jogadores. Entraram Casemiro, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Douglas Costa e Fred. Com o jogo ganho, nada acrescentaram. Na próxima terça-feira, a Seleção enfrenta outro adversário coadjuvante europeu: a Áustria. Nem é preciso escrever que ao final da partida, o Brasil foi muito aplaudido. E os turcos vaiados, xingados. Istambul é assim...
 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...

Descontrolado, Falcão começa a cansar a direção do Inter. Dunga passa a ser muito mais do que uma possibilidade…

divulgacao29034 Descontrolado, Falcão começa a cansar a direção do Inter. Dunga passa a ser muito mais do que uma possibilidade...
"Não temos um grupo em condições de ser campeão brasileiro."

Com essas palavras Paulo Roberto Falcão justificou a derrota para o Ceará.

Repassou a culpa toda para os jogadores do Internacional.

Perdeu a confiança dos atletas.

Tudo o que não se perdoa no futebol é treinador dizendo que a culpa é do time.

Ele desqualifica a equipe.

E ainda posa de inatingível.

É o famoso: "Eu ganho, nós empatamos, eles perdem..."

O ambiente no Beira Rio está longe de ser bom...

Mas o que está ruim...

Pode e ficou pior...

Depois de atacar seu time...

Falcão atacou jornalistas de Porto Alegre...

Profissionais que até pouco tempo trabalhavam lado a lado com o agora técnico...

Falcão escolheu a pior das ofensas...

Disse que jornalistas plantavam notícias no Inter...

Apenas com o interesse de desestabilizá-lo...

A revolta foi geral...

Ainda mais porque Falcão não teve coragem de dizer quem planta notícias...

Falar nome e sobrenome...

Não...Ele deixou no ar de propósito...

Plantas notícias é o jargão para quem inventa fatos...

Os repórteres que cobrem o Inter estão revoltados...

Já reclamaram com a própria direção do clube...

Jogadores também já se queixaram aos dirigentes de Falcão...

Ele está conseguindo jogar todos contra ele...

Exatamente como aconteceu na Copa América de 1991...

Quando a imprensa que tinha privilégios na CBF foi contra ele...

E o então técnico da Seleção Brasileira generalizou seu ódio...

Conseguiu ter o País todo contra ele...

Acabou demitido...

Vinte anos depois, o erro de Falcão é outro...

Por ter sido o maior ídolo do Inter como jogador...

Ele acredita que mereça o mesmo tratamento como técnico...

Só que são duas coisas bem diferentes...

Até porque o rendimento do caro elenco do Internacional é constrangedor...

Lógico que qualquer que fosse o técnico ele seria cobrado...

Mas Falcão não aceita...

E sai comprando inimigos poderosos de forma descabida...

Mostrando um descontrole incompatível com o cargo...

Falcão se atirou de vez na panela de fogo brando...

A pressão pela sua demissão só vai crescer com o passar dos dias...

De grande esperança, Paulo Roberto está se tornando uma enorme decepção...

Quando trabalhava como comentarista dizia que desejava voltar ao futebol...

Não admitia tantos enganadores ganhando salários milionários para comandar times de futebol...

Pois bem, o Inter resolveu apostar nele...

E agora os dirigentes começam a se arrepender...

A torcida que o amava como jogador já o chama de burro no Beira Rio...

Ele vai enfrentar essa situação sem dois alicerces importantíssimos...

Seus jogadores e a imprensa...

Falcão que assuma o seu descontrole emocional para treinar o Inter...

Muita gente importante do Beira Rio já pensa em Dunga...

Também ídolo e começa a ensaiar seu retorno como treinador...

O ano de quarentena depois da Copa do Mundo está por acabar...

O exílio de Dunga. Depois de dez meses da Copa da África, curando as feridas. Não admitindo que errou por não levar Ganso e Neymar… E só tem uma certeza: vai voltar ao futebol…

divulgacao290 O exílio de Dunga. Depois de dez meses da Copa da África, curando as feridas. Não admitindo que errou por não levar Ganso e Neymar... E só tem uma certeza: vai voltar ao futebol...

Depois de demissão da seleção brasileira, ele se isolou.

Passou a cuidar da família.

Ficar perto do pai que está em coma há anos.

Não quis nem negociar com São Paulo, Fluminense e Vasco.

Ele é sócios de empresas no Japão e na Itália.

Além do bom dinheiro que acumulou como jogador.

Tem imóveis.

Fez uma série de investimentos.

Pode ficar sem trabalhar e levar uma vida de conforto.

E é essa escolha de Dunga.

"Ele ficou muito magoado com tudo o que aconteceu na Copa do Mundo.

Foi massacrado porque fez o que ninguém teve coragem.

E todos técnicos da seleção quiseram: não se submeteu à Globo.

Se ganhasse a Copa estaria no céu.

Como perdeu, teve de aguentar a vingança.

E a Globo quando quer acabar com a imagem de alguém é cruel."

A definição é de um raros amigos jornalistas de Dunga.

Mesmo dez meses longe dos holofotes, o mundo do futebol não o esqueceu.

Gilberto Silva só fechou com o Grêmio porque foi indicação sua.

Apesar de estar historicamene ligado ao Internacional, a direção gremista o procurou.

Pediu auxílio, precisava de um volante experiente.

Além de indicar, ele telefonou para Gilberto Silva e o convenceu a vir para Porto Alegre.

Os jogadores derrotados na África do Sul continuam mantendo contato.

A 'família' Dunga que fracassou no Mundial ainda está unida.

O treinador conversa, brinca, anima aqueles, que como Felipe Mello, sabem que seleção nunca mais.

Até porque ele mesmo sabe que não terá mais a chance de comandar o Brasil.

Comprou inimigos fortes demais.

"Dunga está se recompondo.

Vivendo para a família, para os amigos.

Viajando pelo mundo, cuidando dos seus negócios no exterior.

Não está sentado na sala assistindo o teipe de Brasil e Holanda, não.

Nem amargurado.

Ele teve uma carreria intensa como jogador.

Passou por derrotas que seriam insuportáveis para a maioria.

Como a Copa do Mundo de 1990, quando acabou ficando marcado.

Virou o único culpado pela eliminação do Brasil.

Uma baita injustiça, tchê...

E deu a volta por cima que ninguém imaginava.

Foi campeão e capitão do mundo em 1994.

Depois voltou a ser pisado na Copa da África.

Imagine, só imagine...

Quem garante que ele não pode estar no comando de uma outra seleção em 2014.

Já pensou o Dunga disputando um jogo eliminatório contra o Brasil?

Vai saber...

A vida sempre foi muito justa com ele...", provoca o amigo.

Ele continua acreditando que acertou em não levar Ganso e Neymar.

Na sua análise, quase depois de um ano da Copa, os dois não tinham vivência.

E acha que acertou ao não jogar tanta responsabilidade sobre os dois.

Por mais que a dupla tenha dado a melhor resposta possível...

E se tornado os dois melhores jogadores do País em menos de um ano...

Houve uma boa surpresa em relação à família verdadeira de Dunga.

A população não a perseguiu, não houve palavrões, desrespeito.

Pelo contrário.

Houve muita solidariedade gaúcha em relação à esposa, filha, parentes.

Foi como se todo o Rio Grande do Sul tivesse sido derrotado com ele na África.

"Tudo o que aconteceu mexeu com o Dunga.

Ele sabe, reconhece que exagerou.

Se deixou levar por um rancor sem sentido.

Não dá para ficar com raiva de um repórter.

Esquecer milhões de pessoas que o estão assistindo para enfrentar um jornalista.

Ele era o treinador da seleção brasileira e acabou dando moral a um repórter.

Estragou sua imagem na Copa do Mundo por bobagem.

Isso hoje reconhece.

Deu toda a munição que o inimigo precisava."

O amigo se refere ao infeliz incidente com Alex Escobar.

"O que eu posso falar é que o Dunga está mais forte.

Centrado, amadurecido.

Está vivendo.

Vai voltar a fazer o que gosta, trabalhar com futebol.

É uma questão de tempo.

Mas antes quer cuidar da família, ficar perto do pai.

Se fortalecer ainda mais.

Fechar de vez as feridas.

Porque não foi brincadeira o que ele passou na Copa de 2010.

Pode ter errado, mas foi homem suficiente para enfrentar todas as consequências.

E assumiu erros que não foram dele.

Calado, fiel a CBF, a Ricardo Teixeira.

Mas o Dunga é assim.

Uma pessoa com muita dignidade.

E ele vai voltar..."


Enquete: que time Dunga deve treinar?

Paulo Autuori, Dorival Júnior, Silas, Raí, Cuca, Dunga. O humilhado São Paulo começa a fazer sua a lista para o substituto de Carpegiani…

divulgacao292 Paulo Autuori, Dorival Júnior, Silas, Raí, Cuca, Dunga. O humilhado São Paulo começa a fazer sua a lista para o substituto de Carpegiani...

"Gostaria de enfiar a cabeça em um buraco e só sair em um mês."

"Somos fracos."

Frases de Rogério Ceni.

Muros do CCT da Barra Funda pichados.

Cerca de 20 soldados chamados às pressas para proteger os jogadores no aeroporto.

Eles tinham a orientação de ficar atentos aos próprios torcedores do São Paulo.

Lucas, a maior revelação dos últimos anos no Morumbi, comparado a Kaká pelas organizadas.

Não pelo talento.

Mas por sumir em jogos decisivos, por ser 'pipoqueiro', na definição dos torcedores.

O valente Juvenal Juvêncio sem saber que rumo tomar...

O vice-presidente Leco ficando ao lado de Rivaldo no constrangedor duelo com Carpegiani...

Reunião marcada para a tarde para cuidar da demissão do treinador...

Estas são as feridas do São Paulo.

O clube que os dirigentes garantiam ser um oásis de Primeiro Mundo encalacrado na atrasada South America...

As derrotas, os fracassos nivelam os seres humanos...

A dor pela incompetência é a mesma...

Não há consolo...

Ombro para desabafo...

Desde a humilhante demissão de Muricy Ramalho em 2009, o São Paulo está pagando...

Muricy era tosco, preferia cerveja a champanhe, não dava liberdade a dirigentes no seu vestiário...

E também não conseguiu vencer a Libertadores por três vezes...

Era tricampeão brasileiro seguido...

Mas esses títulos eram fáceis tendo a megablaster estrutura do São Paulo por trás...

Bastava colocar qualquer treinador que o clube continuaria a ganhar...

O São Paulo Futebol Clube vence os adversários só com o perfume de sua camisa tricolor...

Qualquer jogador vira craque ao pisar no sagrado CCT...

Basta alguém calçar os chinelos do Reffis que está curado...

Não é o que acontece, por exemplo, com Luís Fabiano...

Ele foi contratado para ganhar a Copa do Brasil...

Não conseguiu nem estrear...

Ninguém sabe se ele precisa ou não de uma operação no joelho...

Foi essa filosofia que travou o São Paulo...

O está fazendo pagar no purgatório...

A soberba...

A falta de cuidado nos contratos com garotos da base fez o clube perder Oscar...

A direção do São Paulo até o ano passado olhava com asco para a Copa do Brasil...

Competição que detestaria disputar porque estava todos os anos na Libertadores...

Só que agora, já há dirigente comemorando a chance de disputar a Copa Sul-Americana...

Porque também vale vaga para a Libertadores...

Além do Campeonato Brasileiro...

Paulo Autori, Silas, Raí, Dorival Júnior, Cuca...

A lista de possíveis sucessores de Carpegiani já está sendo discutida no clube...

"Se posso tirar um treinador empregado?

Essa é a lei do futebol", ironizou Juvenal no desembarque do clube.

O dirigente já falava em Carpegiani como um ex-funcionário.

E ficou ao lado de Rivaldo na briga com o treinador.

"O técnico falava em juventude do time para justificar a derrota.

Mas tinha Rivaldo no banco que é experiente...

Não sou eu quem escalo o time."

O dirigente falou com se não fosse problema dele.

Como se Juvenal não fosse quem mandou embora Muricy.

Contratou Ricardo Gomes, deixou Sergio Baresi assumir...

E trouxe Carpegiani...

O técnico nem voltou com a delegação, ficou em Santa Catarina...

Há quem diga que já foi demitido...

Mas isso não importa...

Ele é só mais um treinador que fracassou no Morumbi depois de 2009...

Se essa tal de humildade não chegar à direção do São Paulo...

E cada um assumir seus erros...

Os vexames irão continuar...

Dunga, Mano, Scolari, Tite, Roth. A decepção com os gaúchos que mandaram no futebol brasileiro em 2010…

divulgação00221 Dunga, Mano, Scolari, Tite, Roth. A decepção com os gaúchos que mandaram no futebol brasileiro em 2010...

São de todos os tipos.

O que veio a peso de ouro, maior salário da América Latina pago a um treinador de futebol.

Com o currículo pesadíssimo de pentacampeão mundial, bicampeão da Libertadores da América.

Foi tratado como um rei.

Mandou os jogadores se calarem; eles se calaram

Ordenou o fechamento dos treinos; os treinos foram fechados.

Até a turma do amendoim passou a se comportar como tietes enlouquecidos.

Tudo isso deu em nada na prática.

O Palmeiras continuou sendo motivo de tristeza.

O clube perdeu a semifinal da Copa Sul-Americana em casa, jogando como time pequeno, contra o Goiás.

No Brasileiro fez uma campanha pífia.

Culminando nas derrotas que ficaram para a história por falta de empenho, contra Fluminense e Cruzeiro.

Luiz Felipe Scolari foi uma grande decepção até para fãs de carteirinha.

O outro abriu mão do Campeonato Mundial de Clubes.

Esperto, sabia que o fraquíssimo Al Wahda não tinha condições de vencer ninguém.

Aceitou correndo a proposta para treinar Ronaldo.

E ganhar o Brasileiro.

Estava fácil.

Pensou que não iria frustrar mais uma torcida no seu centenário, como fez com o Inter.

Mesmo com os pontos que o boicotado Adilson Batista desperdiçou, era muito possível fazer o Corinthians ganhar o Brasil.

Mas a falta de coragem tática na partida contra o Vitória em Salvador custou o campeonato.

Pior ainda foi empatar na última rodada com os reservas e juniores do Goiás.

Como bem um leitor escreveu: quer disputar campeonatos de forma digna, contrate Tite.

Quer vencer, busque outro técnico.

Essa é a imagem que Tite, o homem que só sabe contragolpear, consolidou no Brasil.

O outro parecia haver exorcizado seus demônios.

Ter aprendido a ganhar.

Já que venceu a Libertadores.

Se tornou mais leve, dócil com a vida, com os jogadores, com a imprensa.

A direção do Inter comemorava até a evolução de Celso Roth como técnico.

E ele teve toda a permissão de cumprir o seu plano de abrir mão do Brasileiro.

A intenção era vencer o Mundial.

Estava tudo planejado para vencer a Inter de Milão, que capenga nas mãos de Rafa Benítez.

Só que o Mazembe acabou com o sonho.

E de forma convincente, desmoralizadora.

Os africanos dançaram em cima dos planos de Roth.

Poucas vezes um treinador ficou tão envergonhado dando uma coletiva para explicar uma derrota.

Perdeu a chance de passar de patamar de técnico de times médios para top no Brasil.

O melhor deles assumiu o São Paulo.

Depois de ótima campanha no surpreendente Atlético Paranaense.

Finalmente parece ter aprendido que os jogadores não têm a genial leitura da partida que ele tinha em campo.

E simplificou seus esquemas táticos.

Parou de criar táticas que não treinou durante os jogos.

Está conseguindo se reinventar.

Passa confiança aos torcedores.

E para a diretoria.

A sensação de submissão que havia com Ricardo Gomes foi embora.

Paulo César Carpegiani está conseguindo resgatar a sua carreira no Morumbi.

De tanto apanhar, aprendeu que o simples funciona.

E o último que merece ser citado está exilado.

Fez o que fez com a Seleção Brasileira na África do Sul.

E até agora está tentando entender o que aconteceu.

Sua marca registrada é a da intolerância, da raiva de tudo e de todos.

Até o seu nome provoca pé atrás: Dunga.

Só dirigentes que pensavam em punir seus jogadores o sondaram.

Como o São Paulo.

Mas depois a diretoria desistiu.

Viu que o time não merecia alguém agressivo como um feitor.

E sim um técnico.

Foi substituído pelo político Mano Menezes.

Tirou o Corinthians das Trevas da Série B.

Conseguiu por um semestre domar Ronaldo e ganhou o Paulista e a Copa do Brasil.

Só que depois naufragou no planejamento para a Libertadores.

Viu, a contragosto, a diretoria fazer o péssimo negocio de vender Douglas, André Santos e Cristian.

Sua base foi embora, quebrada no vértice.

Na Libertadores faltou coragem na partida do Rio de Janeiro.

Perdeu uma partida fundamental, com um homem a mais.

E foi eliminado em casa, no Pacaembu.

Diante do Flamengo, time inferior tecnicamente.

Dirigida por treinador interino.

Mas a maior derrota mereceu um prêmio.

Politicamente, Andres Sanches o colocou na Seleção Brasileira.

Ganhou dos fracos e perdeu o único amistoso contra uma equipe do mesmo nível: a Argentina.

2011 será fundamental para mostrar se terá fôlego para chegar até a Copa de 2014.

Mano não termina o ano seguro, não.

Porém o melhor, disparado, em 2010 foi aquele que leva Gaúcho como sobrenome.

Justamente o mais desacreditado.

Aquele que posava de óculos escuros na Barra da Tijuca.

Resolveu sair do Rio e se descobriu treinador de verdade no Bahia.

E com o apoio até do Minuano, levou o Grêmio da zona do rebaixamento para a Libertadores.

Montou um time competitivo, rápido objetivo.

Só ele mereceu as bombachas que veste.

A grande maioria dos gaúchos que dominou o futebol brasileiro em 2010 precisa se reciclar.

Deixou muito a desejar.

Que em 2011 os chimangos e maragatos consigam reagir.

A felicidade de milhões de pessoas está nas mãos desses gaúchos...

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