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Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou…

1ae21 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...
Sua carreira vinha firme, sendo consolidada com trabalhos longos, convincentes. Seguia o caminho firme. De equipes médias, emergentes até chegar às grandes. Passou por Figueirense, Fortaleza, Criciúma, Juventude, Sport, Avaí, São Caetano. Até chegar ao Cruzeiro, Coritiba, Vasco e, finalmente, Santos.

Em 2010, Dorival Júnior fez seu trabalho mais empolgante. O que abriria as portas definitivamente para o limitado mundo dos melhores treinadores do país. Conseguiu montar uma equipe moderna, competitiva. E repleta de coadjuvantes comprometidos para que Neymar, Ganso e Robinho brilhassem.

O time venceu o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil daquele ano. Estava desenhado para vencer o Brasileiro. O treinador já projetava a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2011. Muricy seguiria os seus planos e conseguiria seus objetos, o sucedendo.

Até que chegou a partida contra o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. Jogo que deveria ser tranquilo. Até que Neymar sofreu um pênalti. Ele tentou dar um chapéu em Daniel Marques. Leandro Vuaden marcou a penalidade. Neymar era o cobrador oficial do time. Mas Dorival o estava sentindo nervoso naquela partida. Mandou o recado que Marcel cobrasse.

Neymar ficou histérico. E disse que iria cobrar de qualquer maneira. Aqui, o que cada personagem falou, naquela noite inesquecível.

"Só falando o que ele (Dorival) falou lá. Mandou (você) não bater, esqueci de falar", avisou Léo a Neymar.

" Porra! Porra, tomar no c*", respondeu Neymar.

"Que foi, que foi? Hein? Hein? Que foi? Que foi, p***? Olha aqui, eu quero falar contigo. Que foi, porra?, perguntava Marquinhos.

"Esse maluco (Dorival), rapá. Porra, não me deu o pênalti. Se f***", explicou Neymar.

Marcel cobrou e fez 4 a 2. Neymar não se conformou e começou a fazer gracinhas em campo. Edu Dracena, capitão do time, quis que ele jogasse sério. Ouviu uma dura resposta.

"Vai se f***, car***. Tomar no c*."

Marquinhos tentou acalmar novamente o atacante.
"Ei, Ney! Ei, Ney!"

Dorival Júnior começa a chamar a estrela do time.

"Ô, Ney! Que é isso?", perguntou.

"Se f***, respondeu Neymar.

"Ô, rapaz, seu moleque do c***, desabafou o treinador.

Há poucos dias, soube o que aconteceu no vestiário após esse fatídico jogo. E que faria a carreira de Dorival estagnar por cinco anos.

2reproducao14 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Esta é a importante revelação. Assim que Neymar entrou no vestiário, o auxiliar do treinador, Ivan Izzo, começou a cobrar Neymar. O ex-goleiro do Palmeiras disse que ele precisava respeitar o técnico, Marcel, os companheiros, o Santos. O jovem atacante não teve dúvidas. Jogou um copo de Gatorade na cara de Ivan. O tumulto foi generalizado. O auxiliar teve de ser seguro para não brigar com o jogador.

Diante desse deplorável quadro, Dorival disse ao presidente Luiz Álvaro que queria o jogador afastado de algumas partidas. O dirigente disse que multaria o atacante e ele seguira atuando normalmente. Só que na Vila Belmiro todos tinham certeza, não haveria multa alguma. Laor não enfrentaria Neymar.

Haveria dois jogos seguidos. Guarani e Corinthians. A diretoria não queria Neymar fora de nenhuma das partidas. Brum, Marquinhos, Léo e Edu Dracena acreditavam que Dorival ficaria desmoralizado. E procuraram Laor.

4ae16 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

"Eles já tinham definido que o Neymar não seria punido. Fiquei triste pelo Dorival Júnior. Então fomos a sala do presidente e, após eu dizer que a decisão não seria boa para o Dorival e para o clube, o treinador resolveu pedir demissão. Então, acabei pedindo demissão junto, alegando que sairia só se o Dorival saísse”, disse o volante, que reverteu a situação com a atitude.

"Depois o Dorival me liga e diz que eles tinham aceitado afastar Neymar do jogo contra o Guarani. Mas, a diretoria me chamou e disse que eu estava demitido, e não viajei com o elenco para Campinas. Treinei separado, fui multado em 10% do meu salário, mas depois fui reintegrado", revelou Brum.

Só que veio a partida contra o Corinthians. E Dorival não queria Neymar em campo. Foi quando o presidente e grupo gestor que comandavam o Santos o mandaram embora. Preferiram ficar com o jogador. Ele sentiu todo o poder que possuía. Neymar viu os dirigentes a seus pés e o técnico que ousou não deixá-lo cobrar um pênalti no olho da rua.

6ae7 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Todo esse episódio de setembro de 2010 mexeu profundamente com Dorival Júnior. O abalou psicologicamente. Sofreu. Ficou traumatizado. Seus trabalhos consistentes se tornaram decepcionantes.

Ainda mais porque se tornou um treinador caro, empresariado por Carlos Leite, o mesmo agente de Mano Menezes. Dorival sucumbiu no Atlético Mineiro, Internacional, Flamengo, Vasco, Fluminense, onde ficou apenas cinco partidas, e no clube de seu coração, o Palmeiras.

7reproducao2 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Percebeu que precisava se reciclar. E, acompanhado de Vagner Mancini, foi para a Europa. Acompanhou dez dias de treinamento no Bayern de Guardiola, passou pelo Real Madrid de Ancelotti. E assistiu várias palestras. Estudou futebol. Buscou modernidade.

Se reinventou.

E esperou por um convite.

Ele veio, por ironia, do Santos. Retornou diferente. Setoristas que acompanham o dia-a-dia do clube garantem que Dorival se mostra mais seguro, firme. E, sem uma estrela do quilate de Neymar, está mais à vontade para exigir do elenco.

Com o clube mergulhado em dívidas, o grande medo era o rebaixamento no Brasileiro. O treinador tratou de montar uma equipe com grande intensidade nas duas intermediárias, velocidade, personalidade na frente. Passou confiança a Geovânio, Gabriel e, principalmente, Lucas Lima. Os veteranos Renato e Ricardo Oliveira estão jogando melhor do que eles mesmos esperavam.

34 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Em dez partidas com o retorno de Dorival Júnior, o Santos venceu sete. Empatou duas. E perdeu apenas uma. Para o Palmeiras, em São Paulo. Ele assumiu o clube na zona do rebaixamento no Brasileiro, na 17ª colocação. Com dez pontos. 17 pontos depois, o time já está em 11º, a seis pontos do G4.

Na Copa do Brasil, o Santos se impôs de maneira impressionante contra o Corinthians, líder do Brasileiro. Venceu na semana passada por 2 a 0. E terá a revanche amanhã, no Itaquerão. A equipe de Tite precisará derrotar sua equipe por 3 a 0 para ficar com a vaga às quartas.

Dorival sabe o quanto será importante para ele esse clássico. Eliminar o Corinthians em pleno Itaquerão seria um resultado impressionante. O treinador sabe o quanto ainda é questionado. E também o parafuso em que se meteu desde aquela partida há cinco anos.

Neymar sempre que o encontra pede desculpas. Sabe o estrago que fez na carreira de Dorival. Enquanto está milionário no Barcelona, o técnico perdeu confiança, ficou traumatizado. Hoje nem mais trabalha com Ivan. O seu ex-auxiliar que tomou o copo de Gatorade no rosto.

Dorival está reconstruindo seu caminho. E deseja mais do que ninguém a classificação para as quartas da Copa do Brasil. Tirar o badalado Corinthians de Tite da frente.

E mostrar, que demorou.

Mas sobreviveu à ira de Neymar.

Agora quem manda no futebol do Santos é Dorival Júnior...
5reproducao5 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Cruzeiro e Atlético Mineiro. Cuca contra Dorival Júnior. Quem perder pode ter um ótimo prêmio de consolação: assumir o São Paulo…

divulgacao293 Cruzeiro e Atlético Mineiro. Cuca contra Dorival Júnior. Quem perder pode ter um ótimo prêmio de consolação: assumir o São Paulo...
O técnico perdedor da decisão do título mineiro já sabe...

Há um ótimo prêmio de consolação à disposição...

O comando São Paulo Futebol Clube.

Desde a sexta-feira os dirigentes têm telefonado para Juvenal Juvêncio.

Cada um sugere seu nome preferido.

O presidente escuta, pondera e diz que vai pensar.

A tendência é mesmo olhar para Sete Lagoas e esperar o que vai dar.

Se o Cruzeiro de Cuca ou o Atlético Mineiro de Dorival.

O treinador que perder o título tem muita chance de assumir o clube no lugar de Carpegiani.

É uma situação inusitada.

Chega a ser surreal.

Cuca e Dorival Júnior têm motivos significativos para tentar ser campeões.

Muito além da importância do título mineiro.

O treinador do Cruzeiro precisa dar uma resposta ao mundo do futebol.

O seu descontrole na partida contra o Once Caldas custou a eliminação do time em casa.

Diante de um adversário que não recebe salários desde janeiro.

Quem deveria estar com os nervos a flor da pele era os colombianos.

Mas o Cruzeiro ficou paralisado, tenso, travado.

E em uma situação igual a hoje.

Com toda a sua torcida lotando o estádio de Sete Lagoas.

No domingo passado, o time foi superado pela juventude atleticana.

Perdeu a vantagem de dois empates nas finais.

E ainda ficou sem seu principal jogador, Montillo, expulso infantilmente nos descontos.

Se irritou por ter tomado uma bolada no rosto e deu um carrinho desnecessário em Giovanni Augusto.

Paulo Cesar de Oliveira foi rígido, a imprudência lhe custou o primeiro cartão vermelho da carreira.

Cuca dará a Roger a responsabilidade de articular seu time.

O mesmo jogador que foi expulso contra o Once Caldas ainda no primeiro tempo.

Deu três carrinhos por trás de maneira inexplicável.

Sua esposa que estava no estádio, Deborah Secco, ficou vermelha de vergonha.

Como toda a torcida do Cruzeiro.

Cuca assume que terá iniciativa do jogo, colocará seu time no ataque.

A volta de Thiago Ribeiro trará mais técnica, talento.

E o oportunista Wallyson atuará com seu companheiro ideal.

O Cruzeiro treinou muito a marcação pressão.

O plano é tentar marcar logo e reverter a vantagem atleticana.

Gilberto estará no meio para tentar conter um pouco a adrenalina.

E manter a equipe consciente, vibrante mas não afobada...

O ponto fraquíssimo do time, Pablo, não jogará na lateral direita.

Dá-lhe improviso: Leandro Guerreiro.

Ainda é um convite à emoção.

Assim como Everton pelo lado esquerdo também não desperta confiança.

Serão dois pontos para o jovem Atlético de Dorival Júnior explorar.

A sua opção será preencher o meio de campo.

E explorar os contragolpes em velocidade.

Principalmente pelas laterais cruzeirenses.

Só o veterano, mas ainda muito ágil Magno Alves ficará à frente fixo, como referência.

Mancini ficará revezando com Renan Oliveira e Giovanni Augusto na intermediária.

Ajudando a travar a saída de bola cruzeirense e pronto para disparar nos contragolpes.

A juventude da equipe renovada atleticana faz com que Dorival monte seu time no 4-5-1.

Quer o mais compacto possível para se um jogador titubear, outro esteja muito perto.

O medo maior está na lateral direita.

Patric é o caminho das pedras para Cuca.

A lentidão do miolo da zaga com Rever e Leonardo Silva melhorou com a proteção de Fillippe Soutto.

O Atlético entrará em campo como uma mola encolhida.

Esperando apenas roubar a bola para contragolpear em disparada.

O clássico é realmente imprevisível.

O cenário será azul.

Mas acredito que a vantagem do empate do Atlético é considerável.

Dorival Júnior nunca perdeu um clássico vestido azul ou preto e branco.

Cuca precisa desesperadamente do segundo título na carreira.

Mas embora não admitam publicamente, os dois já sabem.

Quem perder ficará tenso, irritado, mas poderá ter uma ótima compensação à sua espera.

O São Paulo Futebol Clube.

Com a seguinte ressalva: desde que consiga convencer sua diretoria a liberá-lo de graça.

Juvenal Juvêncio já terá de pagar R$ 1 milhão para Carpegiani.

Não quer gastar com novas multas para ter seu novo técnico...

Há até a possibillidade de mesmo ganhando um treinador abandonar seu atual clube para voltar ao Morumbi...

Seu nome é Cuca...

Paulo Autuori, Dorival Júnior, Silas, Raí, Cuca, Dunga. O humilhado São Paulo começa a fazer sua a lista para o substituto de Carpegiani…

divulgacao292 Paulo Autuori, Dorival Júnior, Silas, Raí, Cuca, Dunga. O humilhado São Paulo começa a fazer sua a lista para o substituto de Carpegiani...

"Gostaria de enfiar a cabeça em um buraco e só sair em um mês."

"Somos fracos."

Frases de Rogério Ceni.

Muros do CCT da Barra Funda pichados.

Cerca de 20 soldados chamados às pressas para proteger os jogadores no aeroporto.

Eles tinham a orientação de ficar atentos aos próprios torcedores do São Paulo.

Lucas, a maior revelação dos últimos anos no Morumbi, comparado a Kaká pelas organizadas.

Não pelo talento.

Mas por sumir em jogos decisivos, por ser 'pipoqueiro', na definição dos torcedores.

O valente Juvenal Juvêncio sem saber que rumo tomar...

O vice-presidente Leco ficando ao lado de Rivaldo no constrangedor duelo com Carpegiani...

Reunião marcada para a tarde para cuidar da demissão do treinador...

Estas são as feridas do São Paulo.

O clube que os dirigentes garantiam ser um oásis de Primeiro Mundo encalacrado na atrasada South America...

As derrotas, os fracassos nivelam os seres humanos...

A dor pela incompetência é a mesma...

Não há consolo...

Ombro para desabafo...

Desde a humilhante demissão de Muricy Ramalho em 2009, o São Paulo está pagando...

Muricy era tosco, preferia cerveja a champanhe, não dava liberdade a dirigentes no seu vestiário...

E também não conseguiu vencer a Libertadores por três vezes...

Era tricampeão brasileiro seguido...

Mas esses títulos eram fáceis tendo a megablaster estrutura do São Paulo por trás...

Bastava colocar qualquer treinador que o clube continuaria a ganhar...

O São Paulo Futebol Clube vence os adversários só com o perfume de sua camisa tricolor...

Qualquer jogador vira craque ao pisar no sagrado CCT...

Basta alguém calçar os chinelos do Reffis que está curado...

Não é o que acontece, por exemplo, com Luís Fabiano...

Ele foi contratado para ganhar a Copa do Brasil...

Não conseguiu nem estrear...

Ninguém sabe se ele precisa ou não de uma operação no joelho...

Foi essa filosofia que travou o São Paulo...

O está fazendo pagar no purgatório...

A soberba...

A falta de cuidado nos contratos com garotos da base fez o clube perder Oscar...

A direção do São Paulo até o ano passado olhava com asco para a Copa do Brasil...

Competição que detestaria disputar porque estava todos os anos na Libertadores...

Só que agora, já há dirigente comemorando a chance de disputar a Copa Sul-Americana...

Porque também vale vaga para a Libertadores...

Além do Campeonato Brasileiro...

Paulo Autori, Silas, Raí, Dorival Júnior, Cuca...

A lista de possíveis sucessores de Carpegiani já está sendo discutida no clube...

"Se posso tirar um treinador empregado?

Essa é a lei do futebol", ironizou Juvenal no desembarque do clube.

O dirigente já falava em Carpegiani como um ex-funcionário.

E ficou ao lado de Rivaldo na briga com o treinador.

"O técnico falava em juventude do time para justificar a derrota.

Mas tinha Rivaldo no banco que é experiente...

Não sou eu quem escalo o time."

O dirigente falou com se não fosse problema dele.

Como se Juvenal não fosse quem mandou embora Muricy.

Contratou Ricardo Gomes, deixou Sergio Baresi assumir...

E trouxe Carpegiani...

O técnico nem voltou com a delegação, ficou em Santa Catarina...

Há quem diga que já foi demitido...

Mas isso não importa...

Ele é só mais um treinador que fracassou no Morumbi depois de 2009...

Se essa tal de humildade não chegar à direção do São Paulo...

E cada um assumir seus erros...

Os vexames irão continuar...

Richarlyson e seu triste recorde de 20 segundos em campo. Quando a diretoria do Atlético Mineiro deixará de ser paternalista? Quando perder um título?

r7.com29 Richarlyson e seu triste recorde de 20 segundos em campo. Quando a diretoria do Atlético Mineiro deixará de ser paternalista? Quando perder um título?
Cléber Wellington Abade saiu de São Paulo com uma idéia fixa.

Chegou em Belo Horizonte para apitar Atlético Mineiro e América.

Valia uma vaga para a final do Campeonato de Minas Gerais.

Mas para ele, não importava.

Cleber tinha outra preocupação.

No primeiro tempo não pôde realizar sua vontade porque o jogador estava no banco.

Mas ele entrou no intervalo.

E logo aos 20 segundos, o árbitro paulista fez o que desejava: expulsou Richarlyson por reclamar de uma falta.

É preciso muita imaginação para acreditar na versão do jogador, que se disse perseguido pelo árbitro.

Se o juiz quisesse mesmo perseguir o volante do Atlético Mineiro esperaria.

Não faria dessa maneira tão escancarada, grotesca.

Ficou claro que Richarlyson falou alguma coisa para o juiz...

Ao não ver marcada o que considerou ser uma falta nele, no meio de campo.

E pagou caro a infantilidade...

Foi expulso e deixou seu time em situação difícil.

O América com um jogador a mais se sentiu tão melhor em campo que fez 1 a 0.

Com muita luta, o Atlético Mineiro virou o jogo...

A luta, o desgaste, a tensão...

Tudo por causa da absurda expulsão de Richarlyson...

Dorival Júnior já está tendo de dar explicações de o porquê da contratação do jogador...

Ele nunca jogou um grande futebol no Atlético Mineiro...

Se machucou...

E no período de recuperação foi visto em inúmeras festas...

Parte da direção queria sua dispensa...

O presidente Alexandre Kalil resolveu preservá-lo...

Só que há um movimento entre os torcedores e entre conselheiros do clube para a saída do jogador...

Assim que acabar o Campeonato Mineiro, a campanha para Kalil o negociar...

O que não pode acontecer são expulsões absurdas, injustificadas...

Richarlyson já está fora da primeira final contra o Cruzeiro...

Por 20 segundos em campo...

Um recorde vergonhoso...

Que a diretoria tenha a coragem de avaliar de verdade o que Richarlyson está fazendo em Belo Horizonte...

O quanto é útil...

E, principalmente, quanto ganha...

Calcular se vale tanta confusão...

Alexandre Kalil e Dorival Júnior são os culpados de mais um enorme vexame na história do Atlético Mineiro. Ser eliminado pelo lanterna do Campeonato Paulista e, em casa, não é para qualquer um…

divulgacao216 Alexandre Kalil e Dorival Júnior são os culpados de mais um enorme vexame na história do Atlético Mineiro. Ser eliminado pelo lanterna do Campeonato Paulista e, em casa, não é para qualquer um...
Um completo vexame.

Com tudo o que a expressão dá direito no futebol.

Time fraco e sem objetividade.

Sem estratégia definida.

Jogadores sem talento, correndo a esmo e descontrolados emocionalmente.

Duas expulsões infantis refletem bem a tensão do time que atuava em casa.

Dirigentes que não se dão ao respeito, xingando a arbitragem.

Tentando, de qualquer maneiran, transferir a incompetência da desclassificação da Copa do Brasil.

O sonho acabou logo diante do segundo rival, o fraco Grêmio Prudente.

Último colocado entre 20 times do Campeonato Paulista.

O Atlético Mineiro e Dorival Júnior se perderam.

O plano, traçado ainda em 2010, era montar um time muito forte.

Para ganhar a Copa do Brasil e chegar a Libertadores.

Depois de 21 participações, o clube se organizaria para ganhar pela primeira vez a competição.

Dorival Júnior havia salvo o time do rebaixamento certo no Brasileiro.

Conseguiu o milagre, resgatando o clube depois da fracassada campanha de Luxemburgo.

Ganhou moral para selecionar os atletas que desejava.

Estava tudo certo.

O projeto era sim montar um Santos cover.

Com grande poder de marcação, velocidade nos contragolpes e talento no meio de campo.

Diego Souza era peça fundamental no time.

Recuperá-lo era questão de honra e de necessidade.

Mas ele não quis se submeter aos longos treinamentos em separado e pediu para sair.

Faltou força dos dirigentes para falar não.

E qual o problema do Atlético Mineiro se Diego Tardelli não havia conseguido um pé de meia?

Vendê-lo ao futebol russo, para ser companheiro de Roberto Carlos no Anzhi, foi um tiro no pé.

Alexandre Kalil não bate no peito dizendo que faz tudo pelo clube?

Por que então não disse não para os russos e aumentou Tardelli?

Dorival Júnior errou feio ao não querer contrariar o dirigente e afirmar que poderia seguir sem os jogadores.

E daí se Ricardinho e Zé Luís falaram mal do técnico por estarem na reserva?

Por que não uma enorme reprimenda pública e cobrar a ambos que se matassem em campo para justificar suas palavras?

Demitir a dupla foi fácil e serviu apenas para acalmar torcida e imprensa.

Tirar toda a moral e manter Daniel Carvalho no grupo foi outra incoerência.

Os dirigentes perderam o rumo.

E Dorival Júnior aceitou passivamente o estrago.

Não protegeu sua equipe.

Não tomou uma atitude drástica.

Só concordou, concordou, concordou.

O resultado foi o desastre, a humilhação ontem na Arena do Jacaré.

Não adianta chorar o duvidoso gol de Rever aos 41 minutos do segundo tempo.

É uma atitude covarde demais colocar a culpa no árbitro Pathrice Wallace Correia Maira.

Ou no bandeira Eduardo de Souza Couto.

Todos os palavrões que os dirigentes gritaram à dupla nos vestiários só tornaram a desclassificação mais ridícula, triste...

Há dois culpados por esse enorme vexame na história do Atlético Mineiro.

O presidente Alexandre Kalil por não ter pulso para manter jogadores fundamentais ao time.

E Dorival Júnior por dizer 'amém'...

Traída por quem mais confiava...

A torcida atleticana não merecia passar por tanta vergonha logo no início de 2011...

Ver o time eliminado de forma patética em casa pelo lanterna do Campeonato Paulista...

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Exclusivo. “Dorival Júnior no Fluminense é piada de salão. Ele não sai do Atlético Mineiro de jeito nenhum.” Alexandre Kalil…

divulgacao2 Exclusivo. Dorival Júnior no Fluminense é piada de salão. Ele não sai do Atlético Mineiro de jeito nenhum. Alexandre Kalil...
Nada como uma resposta cristalina.

O sonho do Fluminense vai continuar sonho do Fluminense.

O substituto de Muricy Ramalho não será quem a Unimed e a diretoria do clube desejam...

Dorival Júnior não sai do Atlético Mineiro.

Palavra de honra do presidente Alexandre Kalil ao blog.

Presidente, vamos ser bem diretos, o Dorival Júnior vai para o Fluminense?

Isso é piada de salão.

Ele não sai daqui de jeito nenhum.

Já está certo.

É o treinador do Atlético Mineiro.

Não há a menor possibilidade.

Pode esquecer que não há chance, o menor fundamento nesta história.

O Dorival é nosso treinador e acabou.

Mas por que o senhor está afirmando isso de forma tão definitiva?

Porque ele está em um dos clubes mais bem estruturados do País.

O Atlético Mineiro tem uma infraestrutura perfeita para trabalhar.

Tem o melhor Centro de Treinamento do Brasil.

Montamos o elenco com os jogadores selecionados pelo Dorival.

Ele tem o time que quer nas mãos.

Seu trabalho é sério, está dando resultados.

A torcida está com ele.

A diretoria...

Eu quero que fique...

Ele quer ficar.

Portanto, Cosme, esta é uma piada de salão.

Daqui o Dorival não sai para o Fluminense e nem para nenhum outro clube.

Ponto final...

E Dorival Júnior confirmou o que Kalil jurou.

O treinador disse que não sai do Atlético Mineiro.

Não vai para o Fluminense.

Vai cumprir o seu contrato.

"Até porque tenho a minha palavra para manter."

O plano A do time carioca para substituir Muricy Ramalho já fracassou.

O estrago é maior do que se esperava.

Dirigentes estão tensos, preocupados.

Até arrependidos pela demissão de Alcides Antunes.

E pelas duras cobranças no trabalho de Muricy.

Agora é tarde...

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Fábio Costa, o maior inimigo de Fábio Costa…

divulgação92 Fábio Costa, o maior inimigo de Fábio Costa...
Corinthians e Santos já duelaram feio por ele.

Marcelo Teixeira quase rompeu relações com Dualib quando soube da proposta salarial da MSI.

E lá se foi o seu jogador preferido ser campeão brasileiro pelo rival.

O ano era 2005.

Ele falava em Seleção Brasileira, jogar no Exterior, ser um dos melhores do mundo.

Mas tudo passou rápido demais.

Acabou se desentendendo com todos no Parque São Jorge.

Jogando o carro em cima de jornalistas.

Seu gênio difícil acabou por superar o grande goleiro que chegou a ser.

Suas saídas do gol se tornaram cada vez mais violentas.

E seu problema com a balança mais recorrente.

Voltou para o Santos.

Com muito menos prestígio.

Mas se comportava como se fosse o melhor do mundo.

Tinha respaldo de seu amigo íntimo, Marcelo Teixeira.

Se comportava como fosse diretor de futebol.

Confundiu garra com violência.

E cobrava violentamente os companheiros no vestiário após as derrotas.

Fazia o que queria diante de treinadores submissos.

Tinha o aval do presidente.

Um camarote da Vila Belmiro era seu, alugado com seu salário.

O seu futuro deveria ser encerrar a carreira no Santos e assumir um cargo como dirigente.

Mas uma briga errada, uma contusão, Dorival Junior e uma eleição mudaram para sempre o script.

Fábio Costa não se conformou com o comportamento de um jovem garoto em campo.

Ele insistia em driblar.

O goleiro resolveu partir para cima dele cobrando violentamente no vestiário santista.

Acabou trocando socos com Fabiano Eller que protegeu o menino.

Menino de nome comprido: Paulo Henrique Ganso.

A briga vazou pela imprensa e teve duas conseqüências.

Mostrar a impulsividade absurda do goleiro.

E a revolta dos jovens companheiros de Ganso, como Neymar, Wesley e André.

O restante do elenco também ficou do lado do jovem meia.

Em seguida, Fábio Costa se contundiu, graças a mais uma saída do gol de forma estranha, forte demais.

Ao se recuperar encontrou pela frente Luís Álvaro.

Ele havia derrotado Marcelo Teixeira, o presidente que sempre lhe deu guarida.

E além disso, encontrou Dorival Júnior.

O técnico estava vacinado contra Fábio Costa.

E decidiu deixá-lo afastado do elenco.

Sua postura agradou a fantástica geração que surgia.

Deprimido, Fábio Costa foi fazer curso de culinária para se acalmar.

Sem espaço, o goleiro foi para o Atlético Mineiro de Luxemburgo.

Por falta de interessados, o Santos aceitou pagar metade dos salários de Fábio Costa.

Tudo para mantê-lo longe da Vila Belmiro.

O time acabou sendo um desastre.

Luxemburgo foi demitido.

E quem chegou para salvar o clube mineiro?

Dorival Júnior.

A primeira providência foi afastar Fábio Costa.

Com a reformulação para 2011, Dorival já adiantou que não quer mais o jogador.

Ele tem contrato até o final do ano.

Mas a direção já decidiu.

Irá tentar rescindir seu contrato.

Ou então repassá-lo para quem quiser.

Luís Álvaro não o quer na Vila Belmiro, onde Ganso e Neymar são reis.

Não há um interessado no terceiro goleiro do Atlético Mineiro.

Triste situação de um bom goleiro que acabou engolido por seu gênio forte...

Dorival Júnior pronto para tentar salvar a carreira de Jobson…

Agencia Estado29 Dorival Júnior pronto para tentar salvar a carreira de Jobson...

"O maior desafio da minha carreira como técnico."

Essa definição é de Dorival Júnior a amigos, neste início de férias.

Ele não estava se referindo ao milagre que fez no Atlético Mineiro.

Quando salvo a terra devastada deixada por Vanderlei Luxemburgo.

Ao ser contratado, Dorival tinha até a promessa do presidente Kalil da montagem de um grande time.

Para a série B!!!

O treinador assegurou que conseguiria reverter a situação e salvou o Atlético Mineiro.

Mas se tirar do fundo do poço o time de Luxemburgo não foi o maior desafio de Dorival, qual seria?

Jobson.

O técnico sabe que o jogador está muito próximo de Belo Horizonte.

A diretoria e o técnico Joel Santana se cansaram da irresponsabilidade do jogador.

Os dirigentes botafoguenses preferem negociar com o Atlético Mineiro do que com o Palmeiras.

A relação entre a direção carioca e paulista não é boa.

Piorou com a pueril acusação do último jogo entre os dois clubes.

O Botafogo acusa o Palmeiras de deixar o vestiário sujo no Engenhão.

O bate boca foi forte, assim como o mal estar.

Jobson cumpriu suspensão por utilizar cocaína em 2009.

Ao voltar ao Botafogo não foi o mesmo jogador.

Não se aplicava nos treinos.

Se atrasou e faltou a vários.

Mesmo assim, Dorival vê muito potencial no atacante.

Ainda mais porque o Atlético Mineiro pode negociar Diego Tardelli.

Jobson acredita que chegou a hora de mudar de ares.

Quer sair do Botafogo.

O cenário está montado.

Amanhã (14) o Botafogo se pronuncia oficialmente em relação ao jogador.

Anunciar que ele não deve continuar no clube e está livre para negociar.

O único recado do presidente botafoguense Mauricio Assumpção a Kalil.

Ele não deseja emprestá-lo.

Quer a venda.

O clube carioca precisa de dinheiro.

Mesmo assim, os mineiros oferecerão jogadores.

O Palmeiras ofereceu Lincoln e o Botafogo recusou...

Tudo parece indicar que Dorival terá seu maior desafio da carreira...

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Com Luiz Felipe Scolari é sempre assim, no sufoco. E o que acontece com Valdivia? Não se brinca com R$ 14 milhões…

gettyimages28 Com Luiz Felipe Scolari é sempre assim, no sufoco. E o que acontece com Valdivia? Não se brinca com R$ 14 milhões...
Com Luiz Felipe Scolari é assim mesmo.

A única competição na sua carreira que ganhou sem sofrimento foi a Copa do Mundo.

Gremistas e palmeirenses lembram bem das Libertadores que venceram com ele.

Suspense e tensão a cada jogo.

Foi o que acabou de acontecer no Pacaembu.

Os reservas do Atlético Mineiro provocaram um sufoco no Palmeiras.

Mas perderam por 2 a 0 e foram eliminados da Copa Sul-Americana.

Será o time de Scolari que seguirá na competição, está na semifinal.

Apenas a quatro partidas da Libertadores de 2011.

Dorival Júnior fez questão de levar para São Paulo 22 jogadores.

Estava disposto a colocar seus titulares.

Só que percebeu que os atletas estão no seu limite físico.

Perto da saturação, de contusões.

Resolveu tentar a sorte com os reservas.

E poupar a equipe para o Campeonato Brasileiro, onde a herança de Luxemburgo é maldita.

O time está à beira do rebaixamento.

Aliás, vai encontrar o responsável pelo projeto mais frustrante do país no fim de semana.

O Atlético Mineiro estava muito mais preocupado com a partida contra o Flamengo.

O Palmeiras, não.

A Sul-Americana é a saída para salvar o ano.

Luiz Felipe colocou o que tinha de melhor.

E até quem não deveria por.

Sim, ele mesmo: Valdivia.

Novamente, o chileno sentiu a misteriosa contusão na coxa esquerda.

E logo aos nove minutos do primeiro tempo.

Depois de dar um passe excelente para Tinga desperdiçar o gol, colocou a mão na coxa apontando que a contusão não estava curada.

Transtorno no banco de reservas.

Valdivia ainda ficou se arrastando por sete minutos, esperando por um milagre.

Ele não veio.

O reflexo da bobagem de ter jogado 90 minutos contra o Universitário de Sucre.

Foram 34 minutos diante do Corinthians.

Depois, 16 minutos contra o Atlético Mineiro.

E a briga de Felipão com os "palhaços" jornalistas.

Pois bem, Valdivia sentiu de novo ontem e foi substituído.

Inacreditável o que estão fazendo com um jogador cuja transação custou R$ 14 milhões.

Entrou Lincoln.

O Palmeiras marcou forte a saída de bola do adversário.

Sem talento, mas com garra, força e competitividade.

E foi assim que achou o primeiro gol.

Marcos Assunção bateu escanteio, a bola desviou em Alê, do Atlético Mineiro, e a bola entrou.

Era o Palmeiras saindo em vantagem.

Na primeira partida, em Minas Gerais, havia ocorrido o empate de 1 a 1.

Mesmo contra reservas, a defesa do Palmeiras teve sorte em não sofrer o gol do empate.

Deola fez ótimas defesas, e os atacantes atleticanos perderam chances claras.

No segundo tempo, Dorival Júnior colocou Serginho e Tardelli.

E o pior: o Atlético Mineiro marcando o Palmeiras no seu campo.

Os mais de 35 mil torcedores passaram a respirar com medo.

Os palmeirenses viam assustados a pressão que o time sofria.

A equipe estava perto de sofrer o gol, quando houve um contragolpe.

E a bola caiu no pé do até então improdutivo Luan.

Ele teve tempo de ajeitar a bola, o corpo e bater cruzado: 2 a 0.

Festa verde no Pacaembu.

Outra vitória chorada na vida de Felipão.

Ele poupará seus jogadores no Brasileiro.

Contra o Atlético Goianiense, seus reservas voltarão a campo.

O que importa é preparar seus titulares para os dois jogos da semifinal da Sul-Americana, contra Avaí ou Goiás.

E resolver de vez o estranho problema chamado Valdivia.

É só citar o seu nome para manchar o sorriso aberto do palmeirense.

Alguém está sendo por demais incompetente.

E vai pagar por isso...

Luiz Felipe Scolari sabe o quanto precisa desse chileno...

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Santos apela para a sua quarta opção como treinador da Libertadores: Adilson Batista. Para travar a volta de Dorival Júnior…

divulgação9990 Santos apela para a sua quarta opção como treinador da Libertadores: Adilson Batista. Para travar a volta de Dorival Júnior...
Dois sentimentos dominaram a Vila Belmiro hoje: empolgação e, depois, extrema desconfiança.

O primeiro foi a alegria com a confirmação de que Pelé resolveu aceitar a proposta para o ousado plano Multiplicação de Peixes.

Ele será o principal personagem para tentar fazer com que os cerca de 20 mil sócios santistas se transformem em 100 mil em 2012, quando o clube completará o centenário.

E ainda Pelé se incumbirá de buscar investidores no exterior para o time de futebol.

A proposta não tem nada de amadora: é muito profissional, com Pelé recebendo um bom dinheiro por essas atividades.

Amor é amor: trabalho é trabalho.

Este é o lema de Pelé.

Ao assumir o Santos, Luís Álvaro já queria Pelé.

Mas de graça.

Percebeu que as coisas não são bem assim.

Pelé funciona como uma empresa.

Com tudo acertado, o presidente santista resolveu acabar com uma situação pendente importantíssima.

Desde a sumária demissão de Dorival Júnior, o dirigente vinha conversando com Abel Braga.

Tinha a certeza de que ele se livraria do Al Jazira.

O técnico mostrou que poderia sair sem problemas.

Mas deu tudo errado.

Os árabes não diminuíram a multa rescisória de US$ 1 milhão.

E ele acabou tendo de dizer 'não' ao plano de comandar o Santos na Libertadores de 2011.

Diante da negativa, Luís Álvaro quis ganhar tempo.

O time ia bem no Brasileiro.

Não havia pressa.

Seu desejo era esperar as opções surgirem no mercado com o fim do campeonato.

Só que um fenômeno estava tomando conta da Vila Belmiro: o pedido pela volta de Dorival Júnior.

Os jogadores o amam.

Sentem falta da maneira paternalista com que ele tratava o grupo.

E principalmente da sua visão privilegiada na hora de montar o time.

O seu maior defensor é Paulo Henrique Ganso.

Neymar não queria.

Mas ficou abalado com o beijinho doce que recebeu do treinador em Minas Gerais, antes da partida contra o Atlético Mineiro.

Dorival Júnior o desarmou.

E também começou a ver com empolgação o seu retorno.

Assim colocaria fim ao remorso que o persegue desde a demissão.

Luís Álvaro tinha Adilson Batista nas mãos desde foi demitido do Corinthians, depois de 17 partidas.

Ele sabia o quanto o treinador desejava treinar o talentoso elenco, que ainda será reforçado para a disputa da Libertadores.

Mas o presidente estava indeciso.

Tentou Paulo Autuori do Al Rayyan, no Catar.

Só que a multa é ainda mais cara: US$ 2 milhões.

Autuori tentou mas não conseguiu se livrar.

A saída para o dirigente santista foi apelar para o plando D e fechar com Adilson Batista.

A escolha é incompreensível por um motivo simples.

Adilson Batista detesta trabalhar com jovens jogadores.

Prefere veteranos.

Pergunte ao presidente Andres Sanches que reclamava demais pela não utilização de Dodô, lateral esquerdo da Seleção Brasileira de Juniores, quando Roberto Carlos não podia jogar.

No Cruzeiro também ele ficou marcado por preferir veteranos.

Seu meia esquerda sempre jogou mais recuado.

É bom Ganso pesquisar o quanto sofreram Wagner no Cruzeiro e Bruno César no Corinthians.

E também, muito temperamental, ninguém sabe como trabalhará com Neymar.

Mas Luís Álvaro não quis saber de nada disso.

Escolheu correndo Adilson Batista e abortou a idéia do retorno de Dorival Júnior.

Nunca ele iria aceitar a volta do técnico que ousou desacatá-lo e afastar Neymar do elenco.

Quem manda no Santos é Luís Álvaro.

A responsabilidade por colocar Adilson Batista no comando do time da Libertadores é toda dele.

Vários companheiros de diretoria estão extremamente preocupados com a escolha do presidente.

Mas ele não permitiu discussão.

Viva a quarta opção, o plano D...

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