Publicado em 22/10/2009 às 14h33
Por que o líder Palmeiras está em crise…

Nada como uma série de três derrotas. Tomar sete gols e não conseguir marcar nenhum. Ainda mais do líder do Campeonato Brasileiro.
E do clube que muitos consideravam campeão há muito tempo. Bastou aproximar a lente de aumento sobre o time. E alguns telefonemas.
Os problemas surgiram. O primeiro deles é Diego Souza. Ele voltou irritadiço da Seleção Brasileira.
Jogou, e bem mal, 45 minutos contra a Bolívia.
E não entrou um minuto diante da Venezuela.
Retornou ao Palmeiras certo que perdeu a chance de ir para a Copa. Perturbado psicologicamente, deixou escapar a frase ‘medo de não ser campeão’, antes mesmo da partida contra o Santo André.
Tenso por já ter ido mal contra o Flamengo e estar ainda pior diante do limitado time do ABC, passou a hostilizar Souza, volante saído das categorias de base.
Vários jogadores não gostaram da atitude. É fácil xingar um jogador saído da base, por que Diego Souza não xingou o pentacampeão Edmílson que errou muito mais do que Souza?
O segundo problema. A herança de Luxemburgo: as fracas contratações para a defesa.
Não foi por acaso que Maurício e Danilo ficaram se ameaçando durante boa parte do jogo em Santo André. Havia o revezamento de falhas e de palavrões.
“O Palmeiras era um time nervoso. A cada erro, eles ficavam se xingando, discutindo. Isso é bom para quem joga contra”, diz Nunes, que fez os dois gols do Santo André.
Não há boas opções nem para a zaga e nem para as laterais. Os estrangeiros Figueroa e Armero não estão produzindo nada de útil.
Com a contusão de Pierre, não há volante de força e técnica para entrar no seu lugar. Edmílson não tem mais vigor físico para exercer essa função.
Petkovic já fez o que quis com ele. E ontem, o veterano volante deu todo o espaço possível e deixou sem proteção a fraquíssima zaga palmeirense.
O terceiro problema. Vagner Love. Ele já percebeu que não tem a mínima chance de Seleção Brasileira. Também está nervoso, querendo resolver o jogo sozinho.
E não é culpa dele, mas sua contratação aconteceu quando vários outros jogadores haviam pedido aumento para os dirigentes. A diretoria disse não ter dinheiro.
Mas o salário de R$ 350 mil de Love foi amplamente divulgado e irritou importantes jogadores palmeirense. Os comentários que os direitos de imagem voltaram a atrasar crescem a cada dia.
Quarto problema. Muricy Ramalho. Ele deu uma forte bronca no time na terça-feira. Só que além da bronca, o treinador precisa ter outras opções táticas.
Os próprios jogadores palmeirenses acreditam que o time não tem variação. Não há outra maneira de atuar.
Quando o adversário marca bem Diego Souza e Cleiton Xavier, o time apela para os chuveirinhos na área.
É muito pouco para um treinador tão vitorioso e tão caro. A torcida percebeu isso e, pela primeira vez, gritou forte em Santo André o nome de Jorginho.
O agora auxiliar estava fazendo uma campanha irrepreensível quando Muricy foi contratado.
Quinto problema. A instabilidade emocional do time.
Com a palavra, Marcos. “Quanto estávamos ganhando, tínhamos excesso de confiança e perdemos pontos bobos.
Deixamos de fazer gols fáceis e a coisa complicou atrás. Agora que estavamos mal, o time não tem confiança para reagir.”
A diretoria estuda isolar a equipe em uma cidade do Interior e exorcizar seus fantasmas.
É a busca desesperada para tentar salvar o Campeonato Brasileiro, torneio que jogadores, dirigentes e torcedores consideravam ganho há muito tempo.
E estão com a sensação que está escapando, fugindo pelos dedos...
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Publicado em 11/10/2009 às 21h01
Medo no Palmeiras: Diego Souza ter sido “queimado” na derrota contra a Bolívia…
Clima de constrangimento na concentração do Palmeiras no Recife.
E entre os dirigentes da Traffic.
O motivo: a fraca atuação de Diego Souza em La Paz.
Já houve a reclamação por levar o principal jogador palmeirense.
Muricy Ramalho lamenta por não ter o seu meia amanhã contra o Náutico.
Uma vitória do Palmeiras aumenta para oito pontos a vantagem para o São Paulo.
Mas Dunga chamou Diego Souza.
E o sacrificou.
Na altitude de 3.600 metros, ele não suportou a dupla função pedida pelo treinador.
Quando o Brasil atacava, Diego tinha de atuar como um terceiro atacante.
Quando a Bolívia tinha a posse de bola, virava mais um volante.
Correu o quanto pôde.
Quis mostrar serviço e seguir fielmente o pedido do treinador.
Com a camisa 10, ele se empolgou.
Correu, correu e nada produziu.
Além disso, perdeu um gol feito, cara a cara com o goleiro boliviano.
Chutou para fora, longe do gol.
Dunga não perdoou o fraco rendimento e o trocou por Alex.
Ficou a certeza entre os palmeirenses que Diego Souza foi sacrificado.
E pior, deu todos os motivos para não ser novamente convocado.
Jogadores amigos dele tentarão animá-lo pelo telefone.
Insistir para que mostre força para jogar contra a Venezuela.
Já há o medo de Muricy que Diego Souza volte desanimado ao Palmeiras, depois da fraca atuação.
No São Paulo, o treinador enfrentou isso com Hernanes e com Richarlyson.
Gastou meses e não conseguiu recuperar psicologicamente a dupla, depois que se queimaram na Seleção.
O técnico sabe o quanto precisará do seu principal jogador nas partidas decisivas do Brasileiro.
A partida em La Paz não precisou nem terminar para irritar os palmeirenses.
Bastaram 45 minutos de jogo, o "sacrifício" de Diego Souza e a sua substituição por Alex.
E o traumatizado Muricy soube que pode ter ganho de Dunga um grande problema...
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