Publicado em 27/01/2010 às 12h59
A cobiçada Libertadores pode ir parar nas mãos de quem pouca gente espera. O Cruzeiro…

Longe dos holofotes da mídia do eixo Rio-São Paulo está o Cruzeiro.
O time vice-campeão da Libertadores de 2009 começa h0je sua caminhada na competição de 2010.
Nos criminosos 4.070 metros de Potosi.
É a única chance dos bolivianos endurecerem o duelo.
Adílson Baptista é o grande trunfo mineiro.
Ele conseguiu domar o complexo de Zezé Perrella.
O clube não contrata por contratar jogadores consagrados em equipes do Rio de Janeiro ou de São Paulo.
Adílson conseguiu incutir na cabeça do negociante dirigente que é mais lucrativo apostar na coesão do time.
Montar uma equipe compacta, que jogue com objetividade, rapidez.
E que marque forte.
Quando estiver de posse de bola aí sim, a ordem é valorizá-la, tocar com inteligência.
O Cruzeiro usa bem demais os flancos do campo.
Tem em Jonathan e Fernandinho dois atletas modernos, inteligentes.
Hoje Diego Renan, também promissor atleta, jogará pela esquerda.
Marquinhos Paraná é incansável na marcação e saída de jogo em velocidade.
Gilberto usa sua experiência como lateral para ajudar a fechar a marcação e habilidade na hora de organizar os ataques.
Tem o injustiçado Thiago Ribeiro.
Se movimenta, é ágil, busca a tabela, chuta bem.
É um ótimo coadjuvante para Kléber.
O imprevisível Kléber.
Capaz de levar no peito, no coração a defesa adversária.
Tem faro de artilheiro de alto nível.
Irascível, porém, ele precisa estar de cabeça boa, em paz para render.
Sua fixação de atuar no Palmeiras, incentivada até por pessoas que o cercam, parece ter acabado.
O que é excelente.
Kléber concentrado, focado é um jogador de time importante na Europa.
O que torna impossível dizer que o Cruzeiro irá golear hoje o Real Potosi é apenas a altitude.
Adílson levou a equipe para treinar na Bolívia desde a semana passada.
Foram cinco dias em Sucre.
A 2.800 metros.
Uma maneira de acostumar os jogadores para o que virá hoje.
A estratégia foi elogiada por fisiologistas.
O departamento médico do clube mineiro garante que por 70% do jogo o Cruzeiro enfrentará de igual para igual o Potosi.
Já é mais do que suficiente para trazer das alturas um bom resultado.
E garantir de vez a classificação para a fase de grupos da Libertadores no dia 3 de feveiro, no Mineirão.
O importante a destacar é que o Cruzeiro não é badalado pela mídia brasileira como deveria.
Os jogadores não estão fazendo propaganda de nada nas principais tevês do País.
Não há histeria por centenário.
Sorte do competente Adílson Baptista.
Nunca foi tão válido o apelido criado por Ziraldo.
Ele tem tudo para representar o Cruzeiro na Libertadores: o Come Quieto.
Enquanto Corinthians, São Paulo, Internacional e Flamengo são mais do que favoritos, o clube mineiro pode justificar a fama.
Mais ação e menos propaganda, como tem que ser uma boa conquista.
E levar a desejada Libertadores para casa no fim da festa...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 14/01/2010 às 19h44
Exclusivo. Kléber e Palmeiras podem parar de sonhar. Zezé Perrella jura. “Ele não será o substituto do Love no Palmeiras”

Palmeirenses de todos os tipos ficaram com o coração batendo mais rápido hoje à tarde.
Ao ser oficializada a saída de uma decepção chamada Vagner Love, o sonho voltou.
E ele tem nome: Kléber.
Mesmo sem combinar, a direção e a torcida tomaram a mesma atitude.
Não, não foi gritar em coro "Vamos matar bambi (sic)."
Cada um fez o que pôde para tentar trazer o filho pródigo, Kléber.
Membros da Mancha Alvi Verde ligaram para ele e seu empresário, Giuseppe Dioguardi.
Assim como dirigentes palmeirenses.
Só que enquanto isso acontecia, o blog teve acesso a uma conversa importante entre Zezé Perrella e Adílson Baptista.
O presidente do Cruzeiro garantiu ao treinador que Kléber não vai sair de jeito nenhum para um clube brasileiro.
A única e remota chance é um clube do Exterior bancar os R$ 20 milhões pedidos pelo atacante.
Zezé Perrella achou graça dos boatos de que emprestaria o jogador ao Palmeiras.
O dirigente disse que muita gente se esquece que o Cruzeiro vai disputar a Libertadores e não há cabimento abrir mão de Kléber.
Zezé sabe que a pressão irá aumentar com a ida de Vagner Love ao Flamengo.
Mas ele avisou Adílson para aprimorar Kléber e esquecer os boatos.
O esperto atacante também sentiu que a direção do Cruzeiro está resistente, firme para travar o seu desejo de voltar ao Palmeiras.
"Só depende do presidente. Eu tenho contrato com eles. O problema foi no Palmeiras. Quando estive aí não souberam me segurar. Agora tenho de cumprir meu contrato com o Cruzeiro. E eles não vão me soltar. O Zezé quer a Libertadores", explicou Kléber a um insistente e poderoso torcedor do Palmeiras.
Belluzzo não assume publicamente, mas sabe que não terá Kléber para o lugar de Love.
A saída é buscar tentar o boliviano Moreno.
Ou torcer que Rafael Sóbis consiga convencer Abel a liberá-lo do Al-Jazira.
Para ter o Gladiador, o clube tem de bancar R$ 20 milhões.
"À vista", ironiza Zezé Perrella.
O presidente deixou claro que o gerente Toninho Cecílio foi recebido por pura educação.
Para o dirigente cruzeirense, Kléber é peça fundamental para o Cruzeiro até no Campeonato Mineiro.
Ele não quer nem pensar em perder o título para o Atlético Mineiro do seu inimigo pessoal Vanderlei Luxemburgo.
Isso fora a Libertadores.
Zezé Perrella não vai liberá-lo ao Palmeiras nem se o clube oferecer Diego Souza em troca.
Nem assim...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 12/12/2009 às 12h36
“No Cruzeiro ou no Flamengo, Kléber disputará a Libertadores em 2010. Está decidido. Palmeiras? Não. Sem chance…”

Giuseppe Dioguardi.
Empresário de um dos jogadores mas cobiçados do futebol brasileiro.
Dirigentes de Flamengo e Palmeiras sonham com Kléber.
Mas ele tem contrato com o Cruzeiro.
Isso é importante.
Mas quando o atacante resolve sair de um clube, costuma sair.
Foi assim que deixou o Dínamo de Kiev.
Falou aos dirigentes ucranianos tratarem de fazer 'qualquer coisa' porque não voltaria a jogar lá.
Mesmo com contrato em vigor. Sem saída, eles o emprestaram ao Palmeiras.
A indentificação de Kléber, a comunhão com a torcida foram impressionantes.
Não ficou porque a Traffic não quis gastar com um jogador de 25 anos. Foi considerado velho, impossível de revendê-lo com lucro.
Foi para o Cruzeiro e conseguiu mudar a personalidade da equipe.
Sua raça, seu talento e, algumas cotovelas, foram fundamentais para levar a equipe à decisão da Libertadores.
Contundido, operou o púbis.
Voltou a tempo de marcar o gol da vitória contra o Santos que, por ironia, tirou o Palmeiras, que tanto gosta, da Libertadores.
Outro castigo à Traffic que não quis investir nos seus gols.
Agora o Flamengo assume querer levá-lo para a Gávea, como substituto de Adriano.
O Imperador já até se despediu dos amigos íntimos da favela da Vila Cruzeiro.
E está voltando para a Europa.
A nova presidente Patricia Amorim foi convencida que a melhor solução seria mandar um caminhão de jogadores ao Cruzeiro: Juan, Kléberson e Obina.
Trazendo em troca o Gladiador.
Dirigentes palmeirenses defendem a dispensa imediata do caríssimo Vágner Love e investir o que puder em Kléber.
Reaproximaria a torcida e daria personalidade ao time.
Giuseppe resume a situação em entrevista exclusiva ao blog.
E não dá a menor esperança para tantos palmeirenses...
Giuseppe: o Kléber vai para o Flamengo, Palmeiras, Europa ou fica no Cruzeiro?
Eu vou ser bem direto com você, Cosme. O Kléber não vai para a Europa agora porque não é hora.
Planejo cuidadosamente a sua carreira e o momento é de disputar a Libertadores.
Ele já está recuperado da operação no púbis.
Se casou, está vivendo um momento pessoal muito bom.
Quer jogar por uma equipe forte e ganhar a Libertadores da América em 2010.
Com isso, o Palmeiras está eliminado?
Todos sabem a relação de carinho do Kléber com os torcedores do Palmeiras.
E da torcida com ele. A identificação é impressionante.
E eu faço questão de lembrar sempre que o Kléber não está no Palestra Itália por causa da Traffic.
Os dirigentes queriam, o Kléber queria, eu queria.
Mas fazer o quê?
Só posso dizer que, para o bem da carreira dele, jogar no Palmeiras em 2o10 não é interessante.
Porque o clube vai se limitar a disputar o Paulista e a Copa do Brasil no primeiro semestre.
São competições que não terão a visibilidade que nos interessa.
Não há segredo no que eu faço. A nossa vontade é que o Kléber volte à Europa no segundo semestre de 2010, devidamente valorizado.
E a valorização está na Libertadores.
O Palmeiras é um clube sensacional, dos maiores do mundo, mas os torneios que irá disputar não são tão importantes como a Libertadores.
Poderia estar contando um monte de lorotas, mentiras para ficar bem com a torcida palmeirense.
Mas sou sincero.
Eles tiveram o Kléber nas mãos e não acharam interessante continuar com ele, agora o Kléber precisa cuidar da sua carreira. Não é nada contra o Palmeiras.
Quem conhece o Kléber sabe o quanto ele ficaria feliz por jogar lá de novo.
A decisão tem de ser profissional. Não houve quem achasse que com 25 anos ele estava velho?
E a briga entre Flamengo e Cruzeiro?
Olha, os dois clubes são grandes, vão disputar a Libertadores e interessam muito à carreira do Kléber.
Ele tem um ótimo contrato assinado com o Cruzeiro.
Nós vamos respeitar esse contrato e, principalmente, a diretoria.
A nossa relação com o presidente Zezé Perrella é a melhor possível.
E vai continuar assim.
Se o Cruzeiro quiser negociá-lo com o Flamengo, a situação muda de figura.
Eu já conversei com o Kléber e a melhor atitude é não se envolver.
Deixar que as duas diretorias se acertem.
O que for decidido, vamos acatar.
Você está sendo evasivo. Não há preferência por lado algum?
Só vou te falar uma coisa, Cosme.
O Kléber vai disputar a Libertadores.
Nós respeitamos demais os dois clubes.
Os dois seriam interessantes para a carreira do Kléber.
Sei que ele é marcado por atitudes inesperadas, comprou brigas com dirigentes.
Só que desta vez, não.
O destino dele está nas mãos da diretoria do Cruzeiro.
Se houver interesse do Zezé Perrella em negociar com o Flamengo, nós aceitamos conversar.
O Palmeiras...Não.
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 26/10/2009 às 07h00
Não foi esse Corinthians que despertou a paixão em Ronaldo…

Ronaldo.
O calo do maior artilheiro de todas as Copas do Mundo está doendo. O jogador estava vivendo no Paraíso no primeiro semestre.
Campeão paulista, da Copa do Brasil. Gols sensacionais. Pressão popular para voltar à Seleção Brasileira. Patrocínios milionários.
Tudo estava indo bem demais. Até que a diretoria resolveu interferir. E vendeu Douglas, André Santos e Cristian.
Por R$ 11 milhões, os dirigentes mexeram nos três setores do time.
Mano Menezes não se conformou. Foi desmanchada a melhor equipe do País, da América do Sul.
As bolas passaram a não chegar até Ronaldo. Ele passou a ter de correr muito mais, buscar a bola longe da área.
Os gols escassearam. Ronaldo é muito fiel a Andres Sanches. Ele sabe o quanto significa para o Corinthians.
Tudo o que ele fala tem uma proporção gigantesca. Mas hoje Ronaldo não conseguiu se calar. Contra o Cruzeiro outra vez ele fez uma péssima partida.
Inteligente, ele sente a decepção generalizada com ele. Ninguém mais briga por sua convocação em voz alta. A lipoaspiração pode ter sido feita a troco de nada.
Ronaldo não suportou e cobrou em voz alta.
“O time não é mais o mesmo. O Corinthians estava montado, entrosado. Estamos muito diferentes do primeiro semestre. Eu mesmo fui obrigado a jogar de outra maneira.”
Ronaldo é inteligente. Sabe que a Libertadores está chegando. Tem a plena noção de o quanto será cobrado.
Tudo por causa do desmanche feito pela diretoria. O diretor Mário Gobbi justificou as saídas de André Santos, Cristian e Douglas. Falou que ‘futebol é business’.
Gobbi sonha em ser presidente do Corinthians. Ele que não conte com o apoio de Ronaldo.
O atacante é mais uma pessoa de bom senso que não se conforma com a mágica de Gobbi.
Conseguiu com a venda de três jogadores transformar um time poderoso em um arremedo de equipe.
Pior para o clube como um todo. Mas principalmente para Ronaldo. Ele bem que tentou, mas hoje não conseguiu segurar a raiva.
Não foi esse Corinthians que empolgou o Fenômeno. E nem animou tanto a sua torcida. Ronaldo ainda não assinou a sua renovação de contrato para 2010.
A reclamação de hoje no Pacaembu foi um aviso. Será que os R$ 11 milhões compensaram? Foi um bom business, Mário Gobbi?
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 23/10/2009 às 06h00
“Se o Fernandinho for para o São Paulo, a Traffic não entra no Cruzeiro.” “O Fred nos interessa. O Kléber vai jogar em 2010 onde for melhor para nós.”

Zezé Perrella.
Presidente do Cruzeiro.
Há 14 anos a família Perrella domina o clube.
Zezé e Alvimar se alternam no poder.
“Vencemos eleições.
São 500 conselheiros que votam.
Em todas as eleições, o segundo colocado não chegou a ter 10% dos votos.”
Zezé é um ótimo entrevistado.
Não deixa pergunta sem resposta.
E ele falou de forma exclusiva ao blog.
Fez várias revelações.
Deu a palavra que não fará parceria com a Traffic se Fernandinho for para o São Paulo.
Que Fred interessa desde que consiga um parceiro para bancá-lo no Cruzeiro.
Garantiu que o destino de Kléber depende da diretoria cruzeirense e não do jogador.
Explicou porque o Cruzeiro, que também perdeu a Libertadores em casa, não caiu na triste situação do Fluminense, quase rebaixado.
Confirmou que o time foi imaturo na final da Libertadores e deixou o Verón fazer o que quis em campo.
Deu o seu ponto de vista em relação aos motivos que travaram o futebol carioca.
Assume não querer um estádio para o Cruzeiro.
Garante que o Mineirão abrirá a Copa de 2014.
Detonou a Timemania.
E demonstrou seu sonho: acabar com os campeonatos estaduais.
E, lógico, ironizou o Atlético Mineiro.
“Ah, eles estão no jejum de Brasileiros desde 1971 porque sempre tinha muita gente mandando por lá.
No Cruzeiro, não. São poucos quem manda. Por isso ganhamos Libertadores, Brasileiros, Mineiros...”
Presidente, Cruzeiro e Traffic não são duas entidades fortes para não fechar parceria por causa de um jogador?
Cosme, eu vou pela palavra. Não me importa a força da Traffic. Como é que eu vou fechar a parceria se logo no primeiro negócio o acordo não for cumprido? Eles me deram a palavra que o Fernandinho do Barueri jogará no Cruzeiro em 2010. Se isso não acontecer, podem esquecer o Cruzeiro. Estou falando isso publicamente para você. Não se brinca com o Cruzeiro. Não tem essa história dele ir para o São Paulo. Se for, a Traffic que nos esqueça. Simples, assim.
Mas não seria a Traffic que ajudaria a levar o Fred ao Cruzeiro em 2010?
Olha, o Fred é um grande jogador.
E ele nos interessa.
Tanto que nós falamos antes do Fluminense sobre a sua volta para o Brasil.
Só que ele acabou pedindo salários fora da realidade de um clube.
O Fluminense teve de apelar para a Unimed pagar o que ele ganha.
Se houver a possibilidade, gostaríamos de ter o Fred no ano quem por aqui.
Mas precisamos buscar uma parceria para pagá-lo.
Só que eu tenho de lembrar que não existe só a Traffic que pode ser a nossa parceira.
O Cruzeiro não depende e nunca dependerá de uma empresa.
O senhor chegou a uma conclusão em relação ao Kléber? Ele é jogador do Palmeiras em 2010?
Olha, eu me dou muito bem com o Kléber.
Tem jogador do Cruzeiro que nunca me convidou para nada.
Eu fui padrinho do seu casamento.
Nossa relação é melhor do que as pessoas imaginam.
Mas eu sei separar as coisas.
Ele tem contrato com o Cruzeiro.
O destino dele depende muito mais do que decidir a nossa diretoria do que ele.
O que clima ficou ruim, houve um certo desgaste por causa de uma torcida do Cruzeiro. Essa ala ficou revoltada porque ele foi jogar bola com a Mancha Verde. E as duas são rivais.
Ele poderia ter ido jogar com a torcida do Corinthians ou com a do São Paulo que nada aconteceria.
O problema foi jogar na Mancha.
O Kléber é um ótimo atacante e vamos estudar com calma o seu futuro.
E repito: quem vai decidir o seu destino será o Cruzeiro.
Se ele continuar ou sair terá de ser melhor para o meu clube.
Que ninguém duvide disso.
Como é que o Cruzeiro escapou do destino do Fluminense? Deve ter sido um baque terrível perder a Libertadores em casa. Como tudo não desandou?
Olha, nós apelamos para tudo.
Psicóloga, conversas, contratações.
Fizemos tudo para não entrar no estado de espírito do nosso torcedor.
Tem uma hora que é preciso separar o administrador, que sabe que a vida continua, independente do resultado.
E precisamos ser firmes e duros.
Eu reuniu os jogadores e falei, olhando para a cara de cada um, nós somos os segundos melhores da América.
Está doendo perder, mas fomos muito bem.
A vida vai seguir. Tem de seguir.
O time tomou uma chacoalhada, o Adílson fez um grande trabalho.
Jogadores importantes saíram, outros chegaram.
E o Cruzeiro reagiu.
Mas eu vou falar uma coisa.
Quando ganhamos a última Libertadores, o time quase caiu no ano seguinte.
Acho que vencer é até mais difícil do que perder.
O clima de euforia atrapalha mais do que a tristeza.
O senhor já se conformou com a perda da Libertadores para o Estudiantes, em pleno Mineirão?
Conformar, não vou me conformar nunca.
Mas fazendo uma análise fria, vejo que o time foi imaturo.
O Verón fez o que quis em campo. Deu pontapés, intimidou nossos jogadores e até apitou a partida.
Faltou maturidade ao Cruzeiro.
Foi uma lição dura, sofrida, mas importante para o nosso futuro.
Nós vamos voltar a Libertadores.
Quem sabe ainda neste ano.
Os jogadores sabem que existe uma premiação muito boa para se o time chegar de novo até a Libertadores.
Eu acredito porque o nosso time está jogando bem demais.
O Adílson Baptista continuará no Cruzeiro?
Considero o trabalho do Adílson excelente.
Ele ganhou dois Mineiros só perdendo uma partida.
Em um ano nos classificou para a Libertadores.
No segundo, nos levou à final.
O caminho está aberto para ele continuar no Cruzeiro.
Ele é uma pessoa honesta e trabalhadora.
Nós temos uma ótima relação.
O caminho está aberto.
O Adílson conhece o grupo que montou e sabe como tirar o máximo desses jogadores.
Do lado do Cruzeiro existe a vontade de continuar com ele.
O senhor é conhecido como falar o que pensa. Por que os times do Rio estão ficando para trás em relação aos outros?
Por um motivo simples: falta de infraestrutura.
Os dirigentes preferem gastar 5 milhões de dólares em um jogador do que montar um centro de treinamento de verdade.
Isso é um absurdo, nos tempos competitivos que vivemos.
Não há um centro de treinamento completo no Rio de Janeiro.
Também há as várias histórias de gandaias de jogadores, farras, falta de treinamento no período da manhã.
O futebol carioca infelizmente parou no tempo.
Os clubes parecem não perceber o que está acontecendo no resto do Brasil.
É preciso um pouco mais de visão, de trabalho sério.
Eu lamento porque eles estão ficando mesmo para trás e não percebem.
Presidente: e o famoso estádio do Cruzeiro, não vai sair do papel?
Não queremos mais estádio nosso.
Serão investidos R$ 350 milhões para transformar o Mineirão no estádio mais moderno do Brasil.
Vamos gastar tempo e dinheiro para construir um estádio e deixar o Mineirão para o Atlético Mineiro?
De jeito nenhum.
Esse estádio moderno será a casa do cruzeirense e do torcedor do Atlético.
Isso já está decidido.
Assim também como a abertura da Copa de 2010? Será no Mineirão?
Não há a menor dúvida em relação a isso.
Será no Mineirão.
A nossa rede hoteleira será suficiente para o Congresso da Fifa e dos turistas.
Não somos nós que estamos falando mal do Morumbi, somos?
É a Fifa.
Assim sendo, o Mineirão será preparado para a festa de abertura da Copa.
As pessoas podem falar o que quiser, mas o estádio será o Mineirão.
Porque a Timemania fracassou?
A Timemania foi uma loteria criada para melhorar a saúde dos clubes endividados.
Mas foi mal feita, mal lançada.
Ninguém sabe que ela existe.
Os clubes precisam buscar uma solução melhor para ter mais rendimento.
Eu acredito que o primeiro passo seria a união.
Mas isso é impossível no Brasil.
É cada um por si.
O Flamengo e o Corinthians são os primeiros a romper a nossa unidade querendo negociar sozinhos com a tevê.
Como é que o Vasco pode ganhar mais dinheiro que o Cruzeiro, Inter e Grêmio?
E o Inter e o Grêmio votarem a favor dessa divisão?
O futebol brasileiro tem mistérios insolúveis...
Por isso que o senhor vende tantos jogadores? O Cruzeiro todo o ano tem um time diferente... O senhor concorda com o diretor Mário Gobbi do Corinthians? Ele vendeu Douglas, Cristian e André Santos, desmanchou um forte time. Gobbi justificou que ‘futebol é business’.
Vendo porque é a maneira do meu clube sobreviver e ter sempre um time competitivo.
Infelizmente, por enquanto, a saída é essa.
Você pode ter certeza que não tenho prazer nenhum em me desfazer de um grande jogador, desmanchar uma equipe, mas não tem jeito.
Agora, futebol é mesmo ‘business’.
Mas não é business vender os melhores jogadores sem critério.
Não ter outros atletas engatilhados não é bom negócio.
Isso não é ‘business’.
E outra coisa. Se o nosso calendário fosse unificado com o mundo, seria ótimo.
Teria uma equipe em janeiro e só venderia atletas no final do ano.
Mas o Brasil tem um calendário e o mundo outro.
E não adianta nem tentar uma adaptação porque os presidentes de clubes falam uma coisa e votam por outra.
Todos não querem ir contra gente poderosa interessada em manter o calendário desse jeito.
O que o senhor pensa dos estaduais?
São um atraso de vida.
Deveríamos ter um Brasileiro longo.
Quem não estivesse na Primeira Divisão, disputaria, a Segunda, a Terceira, a Quarta.
Agora, clubes grandes jogar para perder dinheiro é um absurdo.
Até o Paulista que é mais competitivo não se sustenta.
Os clubes grandes paulistas perdem dinheiro.
Todos os clubes grandes do Brasil jogam dinheiro fora com os estaduais.
Por que? Ninguém me explica...
Por falar em explicação, por que o senhor nomeou seu filho, Gustavo como vice de futebol do Cruzeiro? Ele será candidato a deputado estadual? Será mais um na família, já que o senhor é? Ele dará continuidade à dinastia Perrella como presidente do Cruzeiro?
Não tenho o que esconder, não.
O Alvimar, meu irmão, disse que está cansado.
Tenho de colocar uma pessoa capacitada e que eu confie muito para trabalhar no futebol.
Quem eu confio mais do que o meu próprio filho?
Meu filho sairá como candidato a deputado, sim.
Está decidido.
Quem quiser votar nele, que vote.
Não há nada desonesto nisso.
Não escondo nada na minha vida.
Tanto não escondo que ele não será tão cedo presidente do Cruzeiro.
Tem só 26 anos.
A presidência vai continuar com quem os conselheiros votarem.
Enquanto votarem em mim, eu fico.
Está muito cedo para o Gustavo...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 09/10/2009 às 14h00
Wellington Paulista. O artilheiro que o Cruzeiro tinha esquecido…
Como o blog havia publicado, Kléber venceu a briga com o departamento médico do Cruzeiro. E vai operar o púbis.
A previsão otimista é que levará cerca de 50 dias longe dos gramados. Se voltar ainda nesta temporada será nas últimas rodadas. Se voltar...
O próximo passo do atacante será lutar para voltar ao Palmeiras. Mas haverá vida, ataque no Cruzeiro sem o Gladiador? A resposta começou a ser dada ontem contra o Goiás.
Na vitória por 3 a 0 no Mineirão, Wellington Paulista só não fez chover. Marcou dois gols e no outro, acertou cabeçada na trave, antes do Leandro Lima marcar.
A operação de Kléber mudou a vida do jogador. Os dirigentes do Cruzeiro sabiam que ele estava descontente. Disposto a ir embora. Não estava sendo aproveitado.
Wellington não quis ir para o Flamengo no início do Brasileiro. Recusou propostas de times pequenos da Itália e Franca no meio do ano. Foi vice artilheiro da Libertadores.
A diretoria sabia que ele estava cansado da reserva e queria trocar de clube. Só que tudo pode mudar com a cirurgia de Kléber. É o que ele deixa claro em entrevista exclusiva ao blog.
Você não estava jogando por quê?
Ah...Decisão do treinador. E eu respeito. Como sempre respeitei quem comanda as equipes por onde joguei. Sei do meu potencial e treinei sempre com toda a vontade do mundo.
Fui artilheiro por onde passei. Eu sempre respeitei as decisões do Adílson, meu técnico. E não posso reclamar nunca da maneira com que me tratam no Cruzeiro. Mas não esqueço do que posso fazer em campo.
Você terá mais chances com a operação do Kléber?
Eu lamento muito que ele tenha de operar. Gosto demais do Kléber. Ele é uma pessoa franca, fala tudo o que pensa. Isso é difícil no futebol. Por mim seria sempre bom jogar ao lado dele. Eu fui vice-artilheiro da Libertadores e jogávamos juntos.
Até vou falar uma coisa. Eu torço demais para que ele fique no ano que vem. Esse desgaste com a torcida tem de acabar. Para o bem do Cruzeiro. Ainda dá tempo do Kléber e a torcida se acertarem. Seria um desperdício ele sair.
Por falar em sair, você está no Cruzeiro de teimoso. Os dirigentes haviam acertado sua troca com o Zé Roberto no meio do ano. Por que não foi para a Gávea?
Por causa da minha adaptação a Belo Horizonte. Eu e a minha família adoramos morar aqui. O Cruzeiro tem uma infraestrutura sensacional e o salário sempre sai em dia.
O jogador sente confiança ao se preparar para entrar em campo. Não quis mesmo sair. Não foi nem não quer ir para o Flamengo. O Flamengo é um clube sensacional. Eu não quis deixar o Cruzeiro.
Procurei os dirigentes e falei a minha decisão. Eles aceitaram e até me encorajaram a ficar. Se não me quisessem, eu seria o primeiro a arrumar as malas.
Agora que tudo esfriou, analise Wellington: por que o Cruzeiro perdeu a Libertadores? Em pleno Mineirão...
Eu vou ser direto. Depois do empate com o Estudiantes em Buenos Aires, nós podemos ter ficado um pouco confiantes demais. Ainda mais na partida no Mineirão, quando fizemos 1 a 0.
Sem querer, o time parece que afrouxou a marcação. Se empolgou, já se sentia campeão. E deixamos o Estudiantes fazer o que queria em campo. Quando tomamos o gol de empate ficamos imobilizados.
Sem força, sem nervos para voltar ao jogo. Eles fizeram 2 a 1 e tudo acabou, desmoronou. Foi uma pena. Mas nós acabamos perdendo para nós mesmos. Foi uma das piores noites da minha vida.
Fiquei até as seis da manhã sem dormir. Lembro que fiquei em frente à televisão. Passavam uns filmes, eu olhando para a tela, mas só pensando na derrota. Nós, jogadores,choramos muito, sofremos demais.
Perdemos um título importantíssimo da pior maneira possível. Diante da nossa torcida. Não podemos culpar ninguém, só nós mesmos.
Por que o Cruzeiro não virou o Fluminense? Depois de perder a Libertadores em casa o clube carioca não se recuperou. Deve ser rebaixado ainda por reflexos do ano passado...
Sinceramente? Porque tivemos ajuda para olhar para a frente. Nós fomos para várias sessões com a nossa psicóloga Adriany (Gomes). Esse é um tabu que os jogadores de futebol precisam quebrar.
Um psicólogo só faz bem, dá força, recupera a confiança. Ela me ajuda sempre. Até em problemas pessoais. Quem não precisa de psicólogo no mundo? Esse trabalho psicológico foi fundamental para o nosso time.
O Adílson Baptista também foi firme. Não deixou que a equipe afundasse. Porque, Cosme, eu posso falar uma coisa de coração...
Eu entendo o que acontece com o Fluminense. Os reflexos de perder uma Libertadores, em casa, ainda mais para um time que dava para ganhar...
Ah... A raiva e a tristeza são enormes. Para virar depressão é muito fácil.
Vamos falar do seu futuro. Você continua no Cruzeiro em 2010?
Olha, eu tive duas propostas no meio do ano. Uma era para a Itália e outra para a França. Eram equipes pequenas. Eu já fui jogar no Alaves, um time que estava falindo. Não pude fazer nada de bom.
Prometi a mim mesmo que só volto a jogar no Exterior em times fortes. Tenho apenas 25 anos. Muita coisa boa ainda vai acontecer comigo. Agora, em relação a continuar aqui, quero sentir se a diretoria, se o treinador querem.
Tenho contrato de mais quatro anos. Eu quero ficar se puder ajudar, ser útil. Não sou jogador de ficar encostado em contrato, ganhando sem trabalhar. Eu adoraria ficar no Cruzeiro e ter a minha importância no grupo.
Só isso. Depende mais do Cruzeiro do que de mim...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 30/09/2009 às 21h03
Kléber entre a dor e o bisturi…

Desta vez não é entre Palmeiras e Cruzeiro.
Mas entre diagnósticos.
O atacante cruzeirense saiu hoje de mais um treinamento sentindo dores.
No púbis.
Desde a Libertadores da América, o jogador convive com essas dores.
Só que elas aumentaram.
O departamento médico cruzeirense acredita que é possível curá-las sem operação.
O jogador veio até São Paulo se consultar.
O diagnóstico foi claro: continuar com o tratamento intensivo, mas...
Se as dores voltarem, o caminho indicado seria a operação.
A cirurgia é bem simples.
Porém, custaria ao artilheiro 30 dias de recuperação.
O atacante já se convenceu que o melhor é ser operado.
A direção do Cruzeiro fica com a opinião do seu departamento médico.
E o DM quer insistir no tratamento.
Há também o lado do desgaste do jogador e a torcida.
Os torcedores querem a sua saída.
Não o perdoaram por haver participado de uma partida com a torcida do Palmeiras.
Justo antes da partida contra o ex-clube.
Diante das vaias no estádio e protestos no clube, Kléber não tem a menor motivação para continuar jogando com dores pelo Cruzeiro.
Pela torcida que o xinga.
A situação está mais do que complicada.
Há desconfiança de ambos os lados.
O desgaste do jogador com o clube mineiro vai aumentando.
E a chance de sua permanência em 2010 diminuindo, diminuindo, diminuindo...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:










