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O constrangedor diálogo entre o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, e um torcedor da Máfia Azul, escancara. Os dirigentes brasileiros são reféns das torcidas organizadas…

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A transcrição de um áudio entre o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, e 'Quik', um dos líderes da Máfia Azul, escancara a íntima ligação entre as organizadas e os dirigentes de futebol do Brasil. Com raríssimas exceções, os dirigentes se comportam como reféns dos torcedores de seus clubes.

Ingressos, ônibus, hospedagem até passagens de avião muitas vezes não são pedidos. São exigidos. Clubes com extremas dificuldades financeiras precisam reservar parte de suas receitas. E doar a esses 'abnegados'.

Por que os dirigentes se submetem? Para escapar da pressão que as organizadas sabem fazer. Ficam revoltadas quando perdem suas vantagens conquistadas há décadas. Atormentam a diretoria, assustam seus familiares, ameaçam jogadores. Não há paz no clube.

"O meu maior erro foi parar de dar ingressos e ajudar nas viagens das organizadas do Corinthians. Elas se voltaram contra mim. Fizeram bonecos, faixas, começaram a me xingar nos estádios, no clube. Até na minha casa. Tinha de andar com vários seguranças. Foi um inferno. Esse foi um dos meu grandes erros. Talvez o maior.

"Foram as organizadas que impediram que eu seguisse comandando o Corinthians. Elas passaram para a oposição, para o Andrés (Sanchez). Até porque ele foi fundador de torcida (a Pavilhão Nove). Esses torcedores esqueceram que eu era o maior presidente da história do Parque São Jorge. Com as torcidas organizadas contra fica impossível administrar futebol neste país. Impossível."

O desabafo me foi feito pelo ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, quando teve de renunciar ao seu amado cargo em 2007.

Lógico que para o dirigente abandonar o cargo também houve a pressão da Polícia Federal que investigava a ligação do Corinthians com a MIS. "Era uma coisa de tribunais. Eu poderia levar com os advogados do clube. O que não poderia mais suportar era ser ameaçado de agressões, ser xingado de madrugada junto com a minha família. Era o que esses torcedores faziam. E olhe que eram os mesmos que diziam que eu era o melhor dos presidentes do Corinthians. Tive de ir embora. Se eu tivesse a Gaviões, não sairia tão por baixo."

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O que aconteceu com Dualib foi o extremo.

Mas Gilvan Tavares também não tem o que comemorar. Ele assumiu o cargo depois que Zezé Perrella assumiu o senado, após a morte do ex-presidente Itamar Franco. Gilvan começou a sentir o quanto a relação seria difícil quando escolheu Marcelo Oliveira como treinador. Pelo passado atleticano, as organizadas se revoltaram. E tanto o dirigente quanto o técnico passaram a receber ameaças de morte, caso fosse efetivada a contratação.

Marcelo Oliveira foi bicampeão do Brasil e as organizadas passaram a tratá-lo como rei. As principais torcidas cruzeirenses impediram a festa pela comemoração do Brasileiro de 2013. Pavilhão Independente e Máfia Azul protagonizaram uma briga deprimente na saída do Mineirão, logo após a última partida daquele campeonato. A Polícia revelou que vários membros das organizadas fizeram arrastão pelas ruas, roubando torcedores comuns. A festa do título foi cancelada.

Gilvan endureceu de vez. Impediu que as organizadas utilizassem o escudo oficial e a marca do clube. No uniforme, bandeira, onde fosse. Se insistissem, seriam processadas. Fora seus membros serem proibidos de entrarem no estádio.

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A relação que parecia distante, caiu por terra ontem. Infelizmente.

A intimidade com que Quik trata Gilvan e franqueza com que exige mordomias é algo assustador. O torcedor teve acesso à apresentação de Vanderlei Luxemburgo no clube.

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Na conversa entre ele e o presidente cruzeirense, a postura do dirigente é constrangedora. Se justifica como se fosse submisso ao torcedor.

"Eu não abandonei (a Máfia Azul), só que vocês morrem de raiva porque tinham emprego aqui no clube, vocês tinham aluguel de sala pago, vocês tinham ingresso, tinham ônibus pago.

"Como que você vai conversar comigo se a torcida está só me ofendendo? Eu vou receber esses aí que estão me mandando tomar no cu? Estou fazendo o que posso fazer. Vou falar com vocês, que vocês não entendem. O Cruzeiro fez um sacrifício financeiro para ganhar dois títulos. Aí nós ficamos completamente endividados. Estou pagando dívida. Como que você faz? Torcida quer que compre jogador e ganhe título. Ninguém ganha título todos os anos.

"Vocês vão à na porta da Toca, vem aqui invadindo a sede. É isso que vocês conversam?"

Na gravação de ontem, Quik quer saber quem será o intermediário entre as organizadas e o Cruzeiro. Fica claro que era o ex-gerente, Valdir Barbosa, que foi para o Coritiba. O torcedor quer ingressos de graça. Gilvan responde.

"Sobre ingressos de São Paulo (jogo de hoje contra o Palmeiras), não tem condições? (...) Com quem pegamos agora os ingressos?", pergunta o membro da Máfia Azul.

"Nós estamos com situação financeira difícil. Vou tirar dinheiro do Cruzeiro para dar para torcedor? Nós vamos arrumar ingressos para vocês. Vocês vão pegar os ingresso lá em São Paulo. A mesma coisa que o Valdir (Barbosa) fazia.

"Já dei ordem que vai continuar tendo ingressos do mesmo jeito. Vocês vão acertar isso com Fernando Souza. Em São Paulo não tem jeito (de pegar com Fernando), porque é o Benecy (Queiroz, diretor) quem vai pegar os ingressos. Lá, é com um segurança nosso, um grandão."

Aí vem o diálogo direto. Fica claro que não há o menor constrangimento do torcedor em exigir uma reunião com o presidente Gilvan. Vale a pena analisar o tom de cada palavra.

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Quick."Isso tudo (benefícios para a torcida organizada) foi retirado e não foi conversado. Reúne com a diretoria da Máfia Azul e vamos conversar."

Gilvan. "Vocês têm de ajudar o clube. Não é o clube que tem de ajudar vocês."

Quik. "Temos 600 sócios. Isso não é ajudar? Quanto a gente dá para o clube?"

Gilvan. "Vocês têm 600 sócios porque eu não dei ingressos."

Quik. “Onde o clube está, a Máfia Azul está. A gente vai ao jogo na quarta-feira. A gente vai ao jogo no domingo. Entendeu, Gilvan? Nós temos de rever isso."

Gilvan. "Não vou dar ingresso, não vou dar dinheiro, nem vou pagar sala."

Quik. "Você não pode conversar, não?"

Gilvan. "Posso."

Quik. "Por que não podemos marcar uma reunião?"

Gilvan. "Depois você liga para o Fernando Souza e ele marca com vocês."

Assim termina o áudio. Com o presidente do Cruzeiro cedendo. Prometendo marcar a reunião com a cúpula da Máfia Azul.

Quando a conversa se tornou pública, ontem à noite, a assessoria de imprensa do clube mineiro avisou. Gilvan não falaria sobre o tema. E disse que não sabia que o diálogo estava sendo gravado. Membros da organizada o teriam divulgado nas redes sociais para mostrar sua influência sobre o presidente do Cruzeiro.

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A situação é exemplar. E mostram o quanto os clubes brasileiros estão reféns de seus próprios torcedores. Tudo é muito patético, constrangedor. As organizadas já têm raízes e cada vez mais poder.

A direção do Corinthians, por exemplo, veio das suas torcidas. Andrés Sanchez, como lembrou Dualib, fundou a Pavilhão Nove, nome dado em homenagem a uma ala da extinta prisão, o Carandiru.

No Palmeiras, membros da Mancha Verde, se transformaram em sócios. Alguns já são conselheiros. O plano é fazer de Paulo Serdan, ex-presidente da torcida, presidente do clube. Graças à eleição direta.

No São Paulo, Carlos Miguel Aidar tem ligação com a Independente. E fez questão de mostrar intimidade com a chefia da torcida diante dos jornalistas, na Libertadores.

O processo democrático das eleições está perfeito. O que choca é quando um dirigente de torcida cobra privilégios do presidente do clube. O que aconteceu no Cruzeiro é, infelizmente, muito comum. Só nunca havia sido gravado e levado ao conhecimento público.

É chocante, mas nada surpreendente.

"Presidente que enfrenta as organizadas quebra a cara.

Eu quebrei..."

Alberto Dualib...
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O único jogador a se salvar da Copa América. Robinho tenta escapar de chantagem emocional do Santos. E seguir para ganhar R$ 3 milhões mensais do time chinês de Felipão…


Mesmo com a constrangedora humilhação do Brasil da Copa América, um jogador renasceu. Não só no mercado nacional como no internacional. Uma surpresa, já que tem 31 anos. E foi dispensado do Milan, teve seu contrato rescindido sem grandes problemas. Bastaram duas partidas como titular na Copa América.

E agora, Santos, Cruzeiro, Querétaro e Guangzhou Evergrande passaram os últimos dias implorando por seu futebol.

Chantagem emocional, gravidez da esposa, maior ídolo do clube, continuar guru dos garotos. R$ 800 mil, contrato de três anos. Com direito até a seguir trabalhando no Vila Belmiro, quando encerrar a carreira. Esse é o limite do Santos, de acordo com o presidente Modesto Roma.

A formação de um grande time. Vanderlei Luxemburgo, a quem chama de 'Vandeco' e R$ 800 mil livres de impostos. Contrato de três anos. Esta seria a proposta imbatível do Cruzeiro.

A direção do Querétaro gostou dessa história de ter um brasileiro famoso na parte final de sua carreira. E ofereceu R$ 1 milhão mensais a Robinho. Dois anos de contrato.

Mas os chineses foram na garganta. O Guangzhou Evergrande oferece nada menos do que um milhão dólares mensais. Contrato de três anos. São R$ 3,1 milhões a cada 30 dias. Nada menos do que R$ 111,6 milhões em 2018. Com a possibilidade de, aos 34 anos, voltar e encerrar a carreira no Santos. Ricardo Oliveira, por exemplo, está fazendo o maior sucesso com essa idade na Vila Belmiro.

Além de todo o dinheiro, Robinho ficou muito admirado com a proposta do time chinês. Foi Luiz Felipe Scolari quem recomendou a sua contratação, para atuar ao lado do recém-contratado Paulinho. O treinador virou as costas ao jogador na Copa do Mundo de 2014. E agora o prioriza.

O seu último dia de contrato com o Santos é hoje. Ontem à noite, ele estava muito animado a ir para a China. Mas o presidente Modesto insistiu em ter uma última conversa com o jogador e sua advogada Marisa Alija Ramos.

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"Ele é o nosso ídolo. Não pode virar as costas ao Santos. O clube sempre esteve com as portas abertas para ele quando precisou", relembra o presidente Modesto." Agora somos nós que precisamos dele", admite o presidente santista.

O dirigente santista tem razão. Quando enfrentou problemas na Europa, sempre recorreu à Vila Belmiro. Quando havia se desgastado com a diretoria do Manchester City, acabou vivendo seu primeiro empréstimo ao Santos. Encontrou Neymar, Ganso. Juntos, fizeram muito sucesso. Moral recuperada, foi vendido ao Milan. Ficou lá até o dinheiro esvair e o time enfraquecer. Percebeu que o melhor a fazer seria mesmo retornar.

Outra vez, o Santos foi responsável por sua ressurreição, recuperou a alegria de jogar. Mesmo em um elenco muito mais fraco, conseguiu se destacar. Com a queda de Felipão da Seleção, Dunga retribuiu tudo o que o jogador fez pelo técnico. Robinho cansou de brigar nos clubes onde jogou para atender convocações de Dunga.

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Além de estar em um bom momento e ser útil à Seleção, Dunga sabia e até se alegrava com o efeito colateral. Com sua convocação para a Copa América, sua carreira poderia ganhar impulso. Talvez uma última transferência ao Exterior.

Mesmo com a eliminação nas quartas, Robinho se salvou. Mostrou que, nesta nova geração de convocados, ele ainda é peça fundamental na Seleção Brasileira. Lutou muito e mostrou técnica o suficiente para se impor nesta nova geração. Foi aplaudido por torcedores na volta ao Brasil. E propostas não pararam de chegar até sua advogada.

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Este último dia de junho marca o final do seu contrato com o Santos. A direção do Cruzeiro já comenta que o jogador deverá se transferir para a China. Optará pelo dinheiro, impossível dos clubes do país concorrerem. Nem toda a conversa de "Vandeco" seria capaz de mudar sua intenção de ir atuar na China.

Mesmo sendo muito dinheiro ofertado pelos chineses, Modesto Roma aposta na família de Robinho para segurá-lo no Santos. Argumenta que ele teria mais prazer com R$ 800 mil no Brasil do que R$ 3,1 na China.

Mas neste começo de tarde, conselheiros se mostravam pessimistas em Santos. Acreditam que Robinho irá para os braços de Felipão. Modesto Roma, no entanto, não perdia a esperança. Acreditava na sua lábia. No seu apelo desesperado pela permanência do atacante.

Na sua convicção que, só com ele, o Santos pode sonhar com vaga na Libertadores. Ir o mais longe possível na Copa do Brasil. Para Modesto, se Robinho se for, o ano estará perdido. A definição, só daqui a algumas horas.

Mas fica a certeza.

Novamente Robinho renasceu na Vila Belmiro.

Pela terceira vez...

(Modesto Roma se despediu de Robinho chorando. Não teve como pagar a mesma coisa que os chineses. Conselheiros santistas adiantaram que o jogador deverá receber 12 milhões de euros de luvas, cerca de R$ 41 milhões. E mais 1 milhão de euros, R$ 3,4 milhões mensais. Dos chineses do Guangzhou Evergrande.

Não houve nem como Santos tentar contraproposta. Resta apenas esperar. Robinho deverá encerrar a carreira no clube, aos 34 anos. Ou voltará se algo der errado na China. Ele sabe que a Vila Belmiro é sua casa...)
 O único jogador a se salvar da Copa América. Robinho tenta escapar de chantagem emocional do Santos. E seguir para ganhar R$ 3 milhões mensais do time chinês de Felipão...

O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa…

1lightpress O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...
O Cruzeiro ganhou seu jogo fundamental nesta temporada. Se perdesse para o Santos na Vila Belmiro, poderia não só colocar em risco a conquista do Brasileiro. Mas perder a moral que precisa no sonho de virar a decisão da Copa do Brasil contra o maior rival, o Atlético Mineiro. As coisas iam mal, com o time fraquejando no primeiro tempo. Foi quando Marcelo Oliveira resolveu se impor. Há momentos no futebol que as coisas não se resolvem na conversa, na parceria.

O treinador cruzeirense surpreendeu seus jogadores gritando, xingando, questionando se o time queria ser campeão de novo do Brasil. Cobrou de maneira dura, firme até demais. Como nunca havia feito desde que chegou à Toca da Raposa. Disse que não aceitaria a acomodação. E que seria estupidez jogar todo o sacrifício do ano nas últimas partidas, na reta final que deveria ser a da consagração. O Cruzeiro iria decepcionar torcedores, familiares faltando seis jogos para acabar o ano?

O resultado da cobrança foi excelente. O time entrou revigorado, com mais personalidade. E não demorou para fazer um gol com sua marca registrada. Trocando bola, misturando talento e modernidade. Com o time atacando em bloco, deixando a defesa santista sem ter o que fazer diante daquele momento de carrossel azul celeste. Até o toque final, consciente, de Ricardo Goulart.

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Acabou com a alegria de Enderson Moreira, seus jogadores e os torcedores santistas que foram à Vila Belmiro sedentos de vingança. Queria atrapalhar, fazer o possível para tirar o título nacional da equipe que havia eliminado o Santos da final da Copa do Brasil. Não esperavam que o segundo tempo seria tão diferente do primeiro, quando os mineiros estavam apáticos, assumindo o desgaste, o cansaço. Com Everton Ribeiro no banco de reservas. Não sonhavam que Marcelo Oliveira fosse deixar de lado sua educação e acordaria o time à força.

"Não dava para continuar daquela forma. No primeiro tempo tivemos um vestiário e preleção com muita vibração, mas entramos um pouco mole e permitindo o time do Santos jogar. E nós não conseguimos jogar. Tivemos um chute a gol e era necessário modificar, porque nós estávamos buscando o resultado e não podíamos deixar fugir em um jogo como esse. Felizmente o time reagiu, jogou melhor e o Santos dificilmente chegava com clareza. O time lutou mais. Foi uma vitória fundamental", resumiu, aliviado, Marcelo Oliveira.

"O Marcelo conversou firme conosco. Ele sabe do potencial de todos os jogadores. Graças a Deus voltamos do intervalo da forma que a gente sabe jogar, marcando forte, pressionando os zagueiros para fazer os gols", revelou Fábio.

Depois do gol de Ricardo Goulart, o time cruzeirense seguiu marcando o Santos no seu campo. Acabando com o oxigênio do time de Enderson Moreira. Não dando mais chance para o sonhado desejo de vingança. Se impunha como melhor equipe. Mostrava para si mesma que, mesmo desgastada, ainda é a que merece ganhar de novo o Brasileiro.

Todos na Toca da Raposa sabem do cansaço do time. Do desgaste não só físico, como emocional. Decidir a Copa do Brasil contra o grande rival Atlético tornou as coisas ainda mais difíceis. O treinador tinha a plena noção de que uma derrota ontem poderia dar a chance que o São Paulo tanto queria. O seu rival tinha um adversário fácil, o Palmeiras. A diferença poderia cair para só para um ponto.

Mesmo com um jogo a mais que o rival paulista, a pressão poderia tornar tudo insuportável. Ainda mais porque a próxima partida será contra o Grêmio em Porto Alegre. O jogo mais difícil deste final de ano. Se viesse novo fracasso, tudo poderia degringolar de vez. Daí os inesperados e necessários gritos de Marcelo Oliveira.

Com o segundo tempo que conseguiram fazer e a vitória conseguida a fórceps, os jogadores cruzeirenses comemoraram muito. Redescobriram a confiança abalada pela derrota diante do Atlético Mineiro. Acordaram para a possibilidade inédita na história do clube de vencer duas vezes o Brasileiro em seguida. Perceberam outra vez a importância do Campeonato Brasileiro. E enxergaram em Marcelo, o líder que precisavam.

 O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...

"Ele é o treinador e tem que chamar atenção. Ele cobrou da gente no vestiário, que tínhamos que nos dedicar mais, pois estamos perto de concretizar o título. Voltamos mais ligados, bem melhores", admitia Willian.

A caminhada cruzeirense para este final de Brasileiro não é fácil. Primeiro o empolgado Grêmio de Felipão em Porto Alegre nesta quarta-feira. Enfrentará o Goiás, no próximo domingo, no Mineirão. Provavelmente com muitos reservas. Porque na outra quarta-feira, dia 26, o time decide a Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Tendo a obrigação de tirar a vantagem de dois gols do rival. Sem tempo para respirar, já no dia 30 terá o desesperado Chapecoense em Santa Catarina. E no dia 7, fará sua última partida no ano. Contra o Fluminense, que poderá estar brigando por uma vaga na Libertadores, no Mineirão.

Será uma maratona desgastante não só física. Mas emocional. E arrancada para tudo dar certo ou muito errado aconteceu ontem na Vila Belmiro. Nos berros de seu técnico, o Cruzeiro se redescobriu Cruzeiro. Ganhou do furioso Santos. Fez a diretoria santista encarar o fracasso da temporada 2014, com investimentos caríssimos. Robinho e Leandro Damião são os retratos do desperdício financeiro. Enderson Moreira também deverá procurar outro lugar para trabalhar. Dois cinco candidatos a presidente do clube, nenhum pretende seguir com ele.

Mas isso não é problema do Cruzeiro. O que Marcelo Oliveira precisava da Vila Belmiro conseguiu. Os três pontos e resgatar a confiança dos seus jogadores. Deixando a polidez, a educação de lado. Como os grandes treinadores precisam fazer de vez em quando. Ainda mais quando está para ganhar o Brasileiro pela segunda vez seguida. E decide a Copa do Brasil contra o maior rival. A Tríplice Coroa ainda é possível. Para esta façanha não basta o clube ter um ótimo técnico. Mas um comandante...
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Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna…

1fotoarena Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...
Enquanto os ambulantes chamam a atenção, querendo voltar a vender feijão tropeiro em frente ao Mineirão, de maneira discreta, algo muito mais importante aconteceu. De repente, a rivalidade história entre Atlético e Cruzeiro desapareceu. Como por encanto, Alexandre Kalil e Gilvan Tavares se entenderam como velhos amigos.

Não, não decidiram fazer os dois jogos no Mineirão com as torcidas divididas. De jeito algum. A selvageria dos vândalos e a falta de interesse da polícia venceram. Torcida única ou, no máximo, 10% da adversária. Facilita o trabalho dos soldados.

O Atlético não abre mão do acanhado Independência, seu alçapão favorito. Conforto para quem for assistir a partida não interessa. O Cruzeiro não quer mais ser punido pelo excesso de suas organizadas. Pleiteou e conseguiu cada jogo com a torcida do mandante.

Mas a estocada final na beleza da decisão mineira na Copa do Brasil foi no preço dos ingressos. Aproveitando a sonolência do Procon mineiro. Kalil e Tavares decidiram cobrar o mesmo preço das entradas nos dois jogos. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. Uma mágica coincidência...

O Cruzeiro cobrou na partida semifinal contra o Santos entre R$ 50,00 e R$ 200,00. O Atlético diante do Flamengo estipulou os preços entre R$ 100,00 e R$ 200,00. O aumento foi exorbitante para as finais. Pune os torcedores que empurraram os dois clubes à final inédita.

Um recente estudo sobre o preço dos ingressos nos principais campeonatos do mundo mostrou. O Brasil é o pais de preços mais caros em relação aos salários da população. Aqui se cobra em média R$ R$ 51,74. O brasileiro recebe, também em média, por ano, R$ 11.208,00. Com esse dinheiro, poderia adquirir 495 ingressos. A relação é mais cruel do que países mais ricos que o nosso.

Espanha, Inglaterra, Portugal, Argentina, Turquia, México, Itália, Japão, Holanda, França, Alemanha e Estados Unidos cobram menos. E só os portugueses têm média de torcedores menor do que a dos brasileiros. Os campeonatos dos outros países têm mais fãs nos estádios. O estudo da Pluri Consultoria não deixa dúvida que nós somos o povo mais explorado, o mais sacrificado financeiramente por causa do futebol.

1afp Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

O salário mínimo do brasileiro é de R$ 724,00. Diante desse valor, como referência, o preço cobrado por Cruzeiro e Atlético é indecente. Aliás, as finais da Copa do Brasil têm essa característica. O Flamengo cobrou entre R$ 250,00 e R$ 800,00 seu jogo decisivo contra o Atlético Paranaense no ano passado. Já em 2012, o Coritiba fixou entre R$ 95,00 e R$ 190,00. Em 2011, o mesmo Coritiba já exigia R$ 50 a R$ 160,00 na final com o Vasco.

No ano passado, o Procon viu abuso nos preços cobrados pelo Flamengo na final da Copa do Brasil. O Ministério Público conseguiu até liminar baixando o custo. Mas o Tribunal de Justiça do Rio cassou a liminar. E os R$ 250,00 e R$ 800,00 foram mantidos. Apesar da confusão no ano passado, o presidente Eduardo Bandeira de Mello já havia avisado. Dobraria os preços cobrados na semifinal da Copa do Brasil, entre R$ 100,00 e R$ 350,00. Ficariam entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

O Cruzeiro cobrou entre R$ 120,00 e R$ 200,00 a partida semifinal contra o Santos. O Atlético entre R$ 200,00 e R$ 300,00 no jogo diante do Flamengo. Agora, decidiram cobrar o mesmo valor na final da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

A desculpa dada pelos dois clubes é que há muitos ingressos vendidos pela metade do preço a estudantes e os descontos para sócios-torcedores. Mas a parcela dessas duas categorias é menor do que a do torcedor comum. O Procon de Belo Horizonte sabe muito bem. A tentativa de diminuição do preço dos ingressos por parte do Procon do Rio em 2013 não deu nada. E até agora está hibernando. Não parece disposto a comprar a briga.

O mata-mata é emocionante. Surpreendente. A final mexe com as emoções. Mas o que não tem graça alguma é a exploração. Independente do clube, é sempre a mesma coisa. A ganância é capaz de milagres. Faz dos rivais eternos cruzeirenses e atleticanos os melhores amigos. A ponto de decidir cobrar o mesmo preço indecente dos ingressos na final da história Copa do Brasil. Triste futebol brasileiro, especialista em pisotear no seu maior patrimônio: o torcedor...
1reproducao8 Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho…

1getty O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho...
Foi a quarta-feira mais emocionante no país de 2014. Dois jogos sensacionais, cheios de reviravoltas, tensão e incríveis 11 gols. No final das duas semifinais da Copa do Brasil, Minas Gerais se impôs como a capital do futebol nacional. Cruzeiro e Atlético Mineiro farão a inédita decisão do título. Os mineiros desbancaram os paulistas representados pelo Santos e os cariocas, pelo Flamengo. E já garantiram uma vaga para a Libertadores.

"Lógico tudo o que aconteceu foi bonito, emocionante. Foi maravilhoso vencer o Flamengo de virada por 4 a 1. Einstein tentou explicar a existência do universo com suas teorias e não conseguiu. Já estou há 40 anos no futebol e não consigo explicar o que foi esse jogo no Mineirão. Não que eu me compare com Einstein, porque sou mais inteligente (risos). Mas não precisava ficar ainda mais emocionante. Cruzeiro e Atlético decidindo a Copa do Brasil é demais. Por isso que eu tenho de carregar a minha caixinha de remédios comigo", dizia Levir Culpi, feliz e já preocupado com o rival.

"Até falamos com os atletas agora, na oração depois do jogo. Foi uma coisa de Deus também. As coisas de Deus acontecem para quem trabalha forte e com honestidade. Os jogadores merecem, porque acreditaram o tempo todo e lutaram até o fim. Conseguimos suportar a pressão aqui na Vila Belmiro e eliminamos o Santos com o empate em 3 a 3. Agora virão os jogos contra o Atlético Mineiro. Serão duas partidas sensacionais e imprevisíveis. Os confrontos mostram a força do futebol no nosso estado", resumia Marcelo Oliveira.

O Atlético Mineiro foi campeão da Libertadores de 2013. O Cruzeiro venceu o Brasileiro do ano passado. Agora a rivalidade estará aflorada como nunca. Os atleticanos sabem que o lado azul de Belo Horizonte está sonhando com a Tríplice Coroa. Já que venceram o Mineiro. Estão muito bem encaminhados no Brasileiro. Se conseguirem vencer a Copa do Brasil o ciclo de conquistas estará completo.

Levir lançou uma ideia muito importante. A divisão de torcidas nos dois jogos 50% de cada lado no Mineirão. E que a Polícia Militar trabalhe. Seria um prêmio aos fãs dos clubes poderem acompanhar as duas finais.

Mas como foi que os dois rivais conseguiram chegar à final? Passando muito sufoco. A começar da inacreditável partida no Mineirão. O Atlético Mineiro havia perdido para o Flamengo por 2 a 0. A torcida carioca havia carregado o time de Vanderlei Luxemburgo nas costas no primeiro jogo. E ontem era a vez dos atleticanos nas arquibancadas. E foi um show inesquecível.

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O slogan "Eu acredito" estava outra vez na boca dos torcedores. Não importava se o clube já tinha abusado de milagres nos dois últimos anos. Era outra derrota por 2 a 0 na casa do adversário a ser revertida. A postura atleticana foi absolutamente ofensiva. Os números após a classificação são impressionantes. Parecem de um jogo entre um time grande e outro pequeno.

Posse de bola: Atlético-MG 65% x 35% Flamengo; finalizações: vinte do time de Levir e sete da equipe de Luxemburgo. Os mineiros levantaram 32 bolas na área carioca. O Flamengo, duas. Dez escanteios para o Atlético. Os cariocas conseguiram só dois.

Com o Mineirão tremendo a seu favor, Levir colocou o time com apenas um volante de marcação. Liberou os laterais. E meias e atacantes formavam um bloco só. Já Vanderlei Luxemburgo tratou de recuar o Flamengo. Queria matar o jogo em contragolpes. Se para o Flamengo valia milhões de reais na Libertadores, para Vanderlei seria a chegada de novo à final de uma competição nacional depois de dez anos. A última vez tinha sido com o Santos, há dez anos.

O Flamengo não teve Gabriel, contundido. Só Everton estava recuperado e pronto para o jogo. Ele deveria ser o meia que acionaria Eduardo da Silva e Elton. Para se defender, os cariocas tinham três volantes. Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. Os laterais Léo e João Paulo proibidos de atacar. Doía para Vanderlei não ter Léo Moura, machucado. Ele é o desafogo natural para os flamenguistas.

Para dar mais emoção, Everton puxou um contragolpe fulminantes e fez Flamengo 1 a 0 aos 34 minutos do primeiro tempo. Os mineiros precisariam de quatro gols para se classificar. Este seria um obstáculo que faria muito time desistir. Mas não o Atlético, clube que se especializou em reverter a lógica. A torcida começou a gritar ainda mais ensandecida. E veio o gol de empate. Douglas Santos cruzou da intermediária e Carlos desviou para as redes, aos 41 minutos. O Mineirão começou a tremer e a torcida a entoar o famoso 'eu acredito'.

O Flamengo segurou o empate, com muita raça no primeiro tempo. Outra vez apelando para a 'normalidade' qualquer equipe ficaria desalentada com a obrigação de fazer três gols e não tomar nenhum no segundo tempo. Não o Atlético Mineiro.

Levir Culpi foi perfeito. Deixou seus jogadores apenas dez minutos nos vestiários. Os últimos cinco minutos de descanso aconteceram no gramado. Para insuflar ainda mais seu time. E com a marcação ainda mais adiantada, partiu para arrancar a classificação a fórceps do Atlético. Tardelli abria espaço diante do assustado Flamengo. Maicosuel, Dátolo e Luan fizeram os três gols necessários. E ficou a impressão que, se os atleticanos precisassem de seis gols, marcariam. Tamanha a superioridade.

2reproducao1 O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho...

"Nós recuamos de forma exagerada. Foi a nossa postura que ajudou demais o Atlético, lamentava Chicão. Luxemburgo reconhecia, abatido. "Eles foram muito melhores do que nós. Mereceram a classificação."

Na Vila Belmiro também houve um duelo épico. A elegante diretoria cruzeirense não lamentou, brigou, xingou pela anulação de um gol legítimo no primeiro confronto. A vitória por 1 a 0 foi apertada demais. Deu alento aos santistas. Enderson Moreira colocou o Santos todo no ataque. Já Marcelo Oliveira, optava pelos contragolpes. Só que os jogadores mineiros estavam desgastados fisicamente.

O Cruzeiro é a equipe no país que joga de maneira mais intensa. Neste final de temporada, atletas estão muito abaixo do que podem render. Everton Ribeiro é o caso mais gritante. Não consegue mais correr e ditar o ritmo do time. Pelo contrário. Cai para a ponta direita e fica esperando bola. O Cruzeiro tinha apenas dois volantes, não conseguia renegar sua postura naturalmente ofensiva.

Robinho havia prometido publicamente que decidiria a classificação. Mas ele não é nem sombra do grande jogador que nasceu na Vila Belmiro. Para o mercado brasileiro está muito acima da média. Só que não tem como prometer fazer do Santos finalista da Copa do Brasil. Enderson finalmente abdicou de Leandro Damião. A grande revelação Gabriel era o titular. Rildo ensandecido, correndo pela esquerda. Lucas Lima, talentoso, unia o meio de campo com o ataque.

Foi um sufoco santista. Gabriel deu o primeiro gol para Robinho. A um minuto de jogo, o Santos igualava as semifinais. O comportamento da torcida na Vila Belmiro foi digno. Empurrou o time do início ao fim do confronto. A euforia com o gol relâmpago passaria sete minutos depois. Ceará deu vários dribles humilhantes em Mena e chutou forte, cruzado. Aranha rebateu e Marcelo Moreno empatou.

O Santos precisaria fazer 3 a 1 se quisesse ser finalista. Conseguiu fazer 2 a 1 em um pênalti difícil, mas marcado com acerto pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva. Gabriel chegaria na frente em um rebote de Fábio, Léo o impediu que aproveitar a rebatida. Pênalti que o próprio Gabriel cobrou e marcou aos 46 minutos.

No segundo tempo, o Santos continuou firme, atacante. E conseguiu o terceiro gol. Gabriel deu um passe inteligentíssimo para Rildo só empurrar para as redes. Foi só o time fazer 3 a 1 e Robinho, contundido, saiu. Deu mais confiança a Marcelo Oliveira. Ela adiantou seu time. E teve muita sorte. Aos 35 minutos, Bruno Uvni falhou feio. Cabeceou para trás uma bola morta. Ela chegou até Willian que teve sangue frio para fazer 3 a 2. O golpe de misericórdia veio com o mesmo velocista. Ricardo Goulart o deixou livre de novo com Aranha. Nova conclusão perfeita. 3 a 3.

Com toda a justiça, Cruzeiro e Atlético decidirão a Copa do Brasil de 2014. Minas Gerais é a capital do futebol no país. São Paulo e Rio de Janeiro, como todo o resto do país, não têm outra saída. A não ser assistir de queixo caído aos dois jogos que valem muito mais do que a pura classificação à Libertadores. Superar o maior rival decidindo um título nacional. Algo inédito, histórico. E muito merecido...
4reproducao O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho...

A tristeza de Fábio. O medo de perder a Copa América pela falha absurda contra o Figueirense…

divulgacao2904 A tristeza de Fábio. O medo de perder a Copa América pela falha absurda contra o Figueirense...
Fábio sonhava com uma convocação para a Seleção Brasileira...

Há pelo menos dois anos, ele é um dos melhores goleiros do País...

Enfrentava rivais poderosos atuando na Europa...

Se não pelo potencial, pelo marketing...

E até por apelo sentimental...

Como foi a convocação de Doni por Dunga...

O levou por ter enfrentado o clube para atender uma convocação...

E perdeu sua posição de titular na Roma...

O treinador se sentiu obrigado a levá-lo...

Fábio continuou trabalhando muito sério...

Foi o melhor goleiro do Brasil em 2010...

Ganhou a disputa pessoal com Victor e Jefferson, preferidos por Mano...

A atrapalhar o goleiro estava o seu passado...

O inacreditável gol em que virou as costas, contra o Atlético Mineiro...

Os treinadores do Brasil inteiro ficaram chocados com sua atitude...

E o ótimo goleiro, que nasceu no Vasco, tem feito tudo para que esqueçam o que fez...

Conseguiu...

A pressão foi tanta da imprensa...

E dele mesmo, graças a grandes defesas, que o chamado de Mano Menezes veio...

Ele o chamou para brigar por uma improvável vaga para a Copa América...

Fábio teria de convencer o técnico da Seleção que merece ficar com uma das três vagas...

Ninguém tira Júlio César da disputa sul-americana...

Também Victor...

A briga é entre ele e Jefferson, para quem merece ser o terceiro goleiro que vai até a Argentina...

O goleiro cruzeirense ficou animado demais...

Esqueceu a timidez e deu algumas entrevistas mostrando sua empolgação...

Mas veio o jogo contra o Figueirense...

E em cruzamento sem maior pretensão na área, ele sai muito mal...

Dá um soco reto, a bola bate na cabeça de Marquinhos Paraná e entra...

Gol do do time catarinense...

Para piorar tudo, o time não consegue reagir e perde o jogo...

O lance cresceu em importância...

Sua visibilidade ficou muito maior...

O goleiro sentiu o golpe...

Por mais que companheiros tentassem o animar, ele está terrivelmente triste...

Foi assim hoje, dia seguinte ao desastre...

Ele sabe como é o mundo do futebol...

Com que moral vai se apresentar para se mostrar melhor do que Jefferson?

A família e amigos têm tentado fazer com que esqueça do lance...

E que acidentes acontecem...

Só que Fábio sente que esse aconteceu na pior hora...

Na errada...

Tem consciência que é a última impressão é a que fica...

Cuca e o departamento de futebol terão de prestar atenção no ótimo goleiro...

Ele está bastante deprimido, tenso, preocupado...

Sabe que errou quando não poderia...

E pode sim pagar por isso...

Sua situação que já era difícil na Seleção ficou pior...

Bem pior...

O medo dos clubes brasileiros em contratar Sheik, aquele que cantou o Bonde do Mengão sem Freio com a camisa do Fluminense…

divulgacao394 O medo dos clubes brasileiros em contratar Sheik, aquele que cantou o Bonde do Mengão sem Freio com a camisa do Fluminense...
O mundo do futebol não perdoa traição.

Não pública.

Emerson está sentindo isso na pele.

Ele quebrou todos os acordos silenciosos que existem em um clube.

O bom atacante que estava no Fluminense não esperava que o feitiço virasse contra ele.

Resolveu forçar a sua saída das Laranjeiras.

E da forma mais tosca possível.

Em plena disputa da Libertadores da América entrou no ônibus do Fluminense cantando Bonde do Mengão sem Freio...

'Hino' que o Flamengo adotou no Campeonato Carioca.

Ele já tinha problemas com Enderson Moreira, com a diretoria, com Fred.

Conseguiu o seu intento.

Rescindiu contrato.

E resolveu deixar claro o que para ele acontecia no Fluminense.

Enderson aceitava interferência de jogadores na escalação.

Ficou implícito que ela viria de Fred.

Souza não era titular do time por ser seu amigo.

E que outros jogadores tinham cantado animados o Bonde do Mengão sem Freio...

Deixou o ambiente péssimo no clube...

Com todos desconfiando de todos...

Não bastasse isso...

Ainda usou o Twitter para ironizar a desclassificação do Fluminense...

Só que sua vingança pessoal se virou contra ele mesmo...

Acabou fechando as portas para clubes importantes do Brasil...

A primeira delas foi a do Santos...

Muricy Ramalho é fã do seu futebol...

Sabe que o jogador está à disposição...

Mas sofreu resistência da diretoria santista...

Exatamente por não confiar no comportamento do atacante...

Também ocorreu o mesmo no Cruzeiro...

Cuca o conhece bem...

E nem teve tempo para indicá-lo quando a diretoria também se manifestou contra o jogador...

O mesmo aconteceu no clube em que sonhava voltar...

Luxemburgo já foi o primeiro a barrar o retorno do jogador...

Pelo mesmo motivo...

Se ele detonou o Fluminense, por que não detonaria o Flamengo?

Renato Gaúcho o indicou ao Grêmio.

Mas também não houve entusiasmo nos dirigentes por sua escolha...

Emerson tinha certeza que arrumaria novo clube no dia seguinte à sua saída do Fluminense...

Mas não foi bem assim...

Os presidentes dos principais clubes brasileiros ficaram chocados com a indolência do atacante...

Há um medo coletivo que ele venha a fazer a mesma coisa na nova equipe que o contratar...

E inúmeros jogadores também reprovaram a sua atitude...

Perderam a confiança nele...

Emerson resolveu se calar, deixar a poeira baixar...

Mas há poeira demais...

Ainda está muito fresco o que ele fez no Fluminense...

O autor do gol que levou o título brasileiro às Laranjeiras em 2010...

Não tinha ideia das consequências...

Não sabia o que estava fazendo com seu próprio futuro...

O Brasileiro de 2011 vai começar e ele está sem clube...

O mundo do futebol não perdoa traição...

( Perdoar, não perdoa...

Mas há a necessidade....

A vergonha...

Depois de ter sido passado para trás pelo Inter em relação a Gilberto...

O Corinthians tenta Emerson...

E dirigentes pede para que, se ele acertar contrato, não cantar música alguma...)

O que Fábio realmente representou para o Cruzeiro na conquista do Campeonato Mineiro…

Fábio é um dos jogadores mais retraídos do futebol brasileiro.

Detesta entrevista.

Só fala com jornalista porque sonha ser goleiro do Brasil na Copa de 2014.

Ele tinha a fama de ser um dos líderes do Cruzeiro.

Os próprios jornalistas mineiros não acreditavam muito.

Mas basta ver as imagens de ontem, antes de o time entrar em campo...

Contra o eterno rival Atlético...

Na final do Campeonato Mineiro...

No acanhado vestiário de Sete Lagoas...

As palavras serão poupadas...

Prevalece a imagem da intimidade do vestiário de Cuca...

E a incrível participação de Fábio...

Veja e ouça o que ele significa na vida do Cruzeiro...

Bastidores (via TV Cruzeiro.) por thevideos no Videolog.tv.

Bastaram cinco dias e os nervos acabaram com o Cruzeiro. Once Caldas e Atlético Mineiro agradecem o descontrole emocional do melhor time do Brasil…

divulgacao88 Bastaram cinco dias e os nervos acabaram com o Cruzeiro. Once Caldas e Atlético Mineiro agradecem o descontrole emocional do melhor time do Brasil...
Bastaram cinco dias...

Meros cinco dias e os nervos desmoronaram o melhor time do País...

Aquele que jogavao futebol mais empolgante...

Veio a derrota inesperada para o Once Caldas em Minas Gerais...

A cotovelada absurda de Cuca em Renteria...

E hoje, o Cruzeiro perdeu de novo...

Logo no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro, mostrou outra vez...

A Toca da Raposa precisa de forma urgente de psicólogos...

Os jogadores seguiram pelo caminho de Cuca...

Não conseguem jogar futebol...

Irritados, tensos demais, trocaram a bola por provocações e expulsões infantis...

No equilibrado clássico de hoje, o mais importante era manter a calma...

Não transformar a motivação em dar a volta por cima em raiva...

Foi exatamente o que o time não conseguiu fazer...

Pelo contrário...

Se mostrou uma pilha de nervos...

Com a acomodação da polícia mineira, a partida teve só torcedores do Atlético...

Era claro que o ambiente estaria todo o time de Dorival Júnior...

Até mesmo no placar, onde a diretoria atleticana impediu que fosse colocado o nome Cruzeiro...

Uma bobagem...

Mas que funcionou...

O Cruzeiro de Cuca parecia um time com ódio do mundo...

Esse foi o veneno que atrapalhou o futebol do time mais técnico, mais talentoso...

Inverteu a ordem natura das coisas...

Acabou sendo envolvido para o mais centrado, mais focado, mais profissional...

Dorival entrou para explorar o lado mais fraco do adversário...

Até Tiririca se treinasse um time e enfrentasse o Cruzeiro faria a mesma coisa...

Atacar pelo lado de Pablo...

E pela esquerda do seu ataque que os atleticanos foram assustando, encurralando o time de Cuca...

Logo veio a falta pela esquerda...

Todos esperavam cruzamento de Mancini...

Até quem não poderia: Fábio...

E o chute quase sem ângulo foi direto para as redes...

Gol do Atlético e Mano Menezes ganhou mais um argumento para não convocar o goleiro...

Incrível falta de atenção de Fábio...

Imperdoável em uma decisão...

O Cruzeiro começou a reagir e pagar na mesma moeda.

O caminho era lado direito com o fraco Patric...

Renan já tinha trabalhado muito quando Montillo fez o que deveria fazer...

Mostrou toda a sua técnica, driblou em velocidade três marcadores e...

Deu de bandeja para Wallyson empatar...

O gol deixou a partida indefinida...

Já que no minutos após o 1 a 1 o Cruzeiro mostrou traços de confiança...

E quando parecia que poderia virar o jogo, veio o segundo gol atleticano...

Magno Alves entrou com personalidade com a bola dominada...

E rolou para o jogador que era vaiado pela própria torcida...

Foi justo Patric quem chutou cruzado e fez 2 a 1 aos 36 minutos...

A partir daí, voltou toda a falta de concentração e nervosismo cruzeirenses...

O Atlético Mineiro poderia ter marcado mais gols, só que desperdiçou...

No segundo tempo, Cuca tratou de deixar Pablo amarrado no vestiário...

E comprou a briga...

Mandou seu time atacar...

Dorival queria os contragolpes e apertar na marcação...

A cada falta mais dura, os cruzeirenses se revoltavam...

Pareciam lutadores de MMA antes de entrar no octógono...

Eram reflexos de quem?

Mal entrou em campo, Fabrício começou a discutir, provocar...

Fez tudo menos jogar...

O Atlético tratava de segurar o excelente resultado...

E tudo que estava ruim para o Cruzeiro ficou pior...

Faltou oxigênio no cérebro de Montillo e fez uma falta violenta, desnecessária em Giovanni.

Foi bem expulso por Paulo César de Oliveira, sim...ele mesmo...

Ou seja: o Cruzeiro perdeu seu principal jogador expulso na prorrogação...

Não o terá em campo no próximo domingo...

Resumo da ópera...

Desclassificação da Libertadores na quarta-feira, com Roger expulso no primeiro tempo...

Com Cuca dando cotovelada em jogador colombiano...

Derrota no domingo, na primeira partida do final do Mineiro...

Com Montillo expulso...

Algo muito grave está acontecendo na Toca da Raposa...

Só não enxerga quem não quer...

Ou ainda não tomou calmante...

O Cruzeiro trocou seu toque de bola refinado por pontapés, provocações, cotoveladas...

Melhor para o Once Caldas...

E para o Atlético que cumpriu muito bem o seu papel...

Colocou a bola no chão e tratou de jogar...

E seu jovem time se impôs contra o rival...

Por isso reverteu a vantagem para a decisão do Mineiro...

Atlético Mineiro e Cruzeiro. A decisão mais tensa em todo o Brasil. Quem perder sofrerá sérias consequências…

divulgacao2907 Atlético Mineiro e Cruzeiro. A decisão mais tensa em todo o Brasil. Quem perder sofrerá sérias consequências...
Dorival Júnior não vai admitir nem amarrado o quanto ficou satisfeito com a desclassificação do Cruzeiro.

Com a cotovelada de Cuca em Renteria.

Com o fim da Libertadores para o rival.

Não vai porque não ficou.

Ele sabe que a decisão do Campeonato Mineiro se tornou muito mais difícil.

Se o Cruzeiro seguisse o seu caminho normal agora estaria preocupadíssimo com o Santos.

E com a sensação silenciosa que o torneio estadual não vale nada.

O que importaria seria as quartas-de-final da Libertadores.

Mas a falta de controle dos nervos acabou matando o sonho maior de 2011.

Zezé Perrela garantiu a permanência de Cuca.

Independente do vexame internacional que ele deu como treinador e como homem.

Renteria não esperava a cotovelada do técnico.

O presidente do Cruzeiro havia garantido no ano passado que Adilson Batista continuaria no clube.

Mesmo depois dos fracassos no Mineiro e na Libertadores.

O técnico acabou saindo.

Para o mundo exterior ficou a versão que pediu demissão.

Para quem vive na Toca da Raposa não foi bem assim...

Por isso Cuca se apega nesta decisão como se valesse a sua vida no Cruzeiro.

E vale.

A equipe azul tem jogadores caros, mais rodados.

E sabem que alguns deles, com a derrota na Libertadores, deverão ser vendidos em junho.

Para conseguir limpar a desgastada imagem, a vitória no estadual virou fundamental.

É até uma questão de mercado.

Por isso a pressão para a decisão aumentou demais na Toca da Raposa.

Dorival Junior sabe disso.

Tem a convicção de que o jogo ficou mais difícil.

E alertou a todos.

A decisão poderá ser a mais emocionante entre todos os estaduais brasileiros.

Os jogadores do time branco e preto precisam de autoafirmação, a maioria quer ganhar espaço na carreira.

Mas há veteranos como Mancini e Magno Alves.

Para o Atlético, a conquista do Mineiro serviria para aliviar a depressão da eliminação da Copa do Brasil.

Para o Cruzeiro uma resposta para a queda absurda da Libertadores.

Outra vez com a prova da incompetência da polícia mineira, uma torcida só em Sete Lagoas.

Hoje só os atleticanos.

Os cruzeirenses ficam com o jogo final.

A tristeza por eliminações para Grêmio Prudente e Once Caldas marca a decisão.

O time que insistir em perder sofrerá as consequências imediatas.

O planejamento de um ano inteiro pode ser interrompido.

Com trocas inesperadas de jogadores ou até de técnicos.

Se Cuca está ameaçado pela direção cruzeirense...

Dorival Júnior passa a ser objeto de desejo de conselheiros importantes no Palmeiras e no Grêmio...

A decisão entre Atlético Mineiro e Cruzeiro será cruel para quem for derrotado...

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