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O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa…

1lightpress O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...
O Cruzeiro ganhou seu jogo fundamental nesta temporada. Se perdesse para o Santos na Vila Belmiro, poderia não só colocar em risco a conquista do Brasileiro. Mas perder a moral que precisa no sonho de virar a decisão da Copa do Brasil contra o maior rival, o Atlético Mineiro. As coisas iam mal, com o time fraquejando no primeiro tempo. Foi quando Marcelo Oliveira resolveu se impor. Há momentos no futebol que as coisas não se resolvem na conversa, na parceria.

O treinador cruzeirense surpreendeu seus jogadores gritando, xingando, questionando se o time queria ser campeão de novo do Brasil. Cobrou de maneira dura, firme até demais. Como nunca havia feito desde que chegou à Toca da Raposa. Disse que não aceitaria a acomodação. E que seria estupidez jogar todo o sacrifício do ano nas últimas partidas, na reta final que deveria ser a da consagração. O Cruzeiro iria decepcionar torcedores, familiares faltando seis jogos para acabar o ano?

O resultado da cobrança foi excelente. O time entrou revigorado, com mais personalidade. E não demorou para fazer um gol com sua marca registrada. Trocando bola, misturando talento e modernidade. Com o time atacando em bloco, deixando a defesa santista sem ter o que fazer diante daquele momento de carrossel azul celeste. Até o toque final, consciente, de Ricardo Goulart.

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Acabou com a alegria de Enderson Moreira, seus jogadores e os torcedores santistas que foram à Vila Belmiro sedentos de vingança. Queria atrapalhar, fazer o possível para tirar o título nacional da equipe que havia eliminado o Santos da final da Copa do Brasil. Não esperavam que o segundo tempo seria tão diferente do primeiro, quando os mineiros estavam apáticos, assumindo o desgaste, o cansaço. Com Everton Ribeiro no banco de reservas. Não sonhavam que Marcelo Oliveira fosse deixar de lado sua educação e acordaria o time à força.

"Não dava para continuar daquela forma. No primeiro tempo tivemos um vestiário e preleção com muita vibração, mas entramos um pouco mole e permitindo o time do Santos jogar. E nós não conseguimos jogar. Tivemos um chute a gol e era necessário modificar, porque nós estávamos buscando o resultado e não podíamos deixar fugir em um jogo como esse. Felizmente o time reagiu, jogou melhor e o Santos dificilmente chegava com clareza. O time lutou mais. Foi uma vitória fundamental", resumiu, aliviado, Marcelo Oliveira.

"O Marcelo conversou firme conosco. Ele sabe do potencial de todos os jogadores. Graças a Deus voltamos do intervalo da forma que a gente sabe jogar, marcando forte, pressionando os zagueiros para fazer os gols", revelou Fábio.

Depois do gol de Ricardo Goulart, o time cruzeirense seguiu marcando o Santos no seu campo. Acabando com o oxigênio do time de Enderson Moreira. Não dando mais chance para o sonhado desejo de vingança. Se impunha como melhor equipe. Mostrava para si mesma que, mesmo desgastada, ainda é a que merece ganhar de novo o Brasileiro.

Todos na Toca da Raposa sabem do cansaço do time. Do desgaste não só físico, como emocional. Decidir a Copa do Brasil contra o grande rival Atlético tornou as coisas ainda mais difíceis. O treinador tinha a plena noção de que uma derrota ontem poderia dar a chance que o São Paulo tanto queria. O seu rival tinha um adversário fácil, o Palmeiras. A diferença poderia cair para só para um ponto.

Mesmo com um jogo a mais que o rival paulista, a pressão poderia tornar tudo insuportável. Ainda mais porque a próxima partida será contra o Grêmio em Porto Alegre. O jogo mais difícil deste final de ano. Se viesse novo fracasso, tudo poderia degringolar de vez. Daí os inesperados e necessários gritos de Marcelo Oliveira.

Com o segundo tempo que conseguiram fazer e a vitória conseguida a fórceps, os jogadores cruzeirenses comemoraram muito. Redescobriram a confiança abalada pela derrota diante do Atlético Mineiro. Acordaram para a possibilidade inédita na história do clube de vencer duas vezes o Brasileiro em seguida. Perceberam outra vez a importância do Campeonato Brasileiro. E enxergaram em Marcelo, o líder que precisavam.

 O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...

"Ele é o treinador e tem que chamar atenção. Ele cobrou da gente no vestiário, que tínhamos que nos dedicar mais, pois estamos perto de concretizar o título. Voltamos mais ligados, bem melhores", admitia Willian.

A caminhada cruzeirense para este final de Brasileiro não é fácil. Primeiro o empolgado Grêmio de Felipão em Porto Alegre nesta quarta-feira. Enfrentará o Goiás, no próximo domingo, no Mineirão. Provavelmente com muitos reservas. Porque na outra quarta-feira, dia 26, o time decide a Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Tendo a obrigação de tirar a vantagem de dois gols do rival. Sem tempo para respirar, já no dia 30 terá o desesperado Chapecoense em Santa Catarina. E no dia 7, fará sua última partida no ano. Contra o Fluminense, que poderá estar brigando por uma vaga na Libertadores, no Mineirão.

Será uma maratona desgastante não só física. Mas emocional. E arrancada para tudo dar certo ou muito errado aconteceu ontem na Vila Belmiro. Nos berros de seu técnico, o Cruzeiro se redescobriu Cruzeiro. Ganhou do furioso Santos. Fez a diretoria santista encarar o fracasso da temporada 2014, com investimentos caríssimos. Robinho e Leandro Damião são os retratos do desperdício financeiro. Enderson Moreira também deverá procurar outro lugar para trabalhar. Dois cinco candidatos a presidente do clube, nenhum pretende seguir com ele.

Mas isso não é problema do Cruzeiro. O que Marcelo Oliveira precisava da Vila Belmiro conseguiu. Os três pontos e resgatar a confiança dos seus jogadores. Deixando a polidez, a educação de lado. Como os grandes treinadores precisam fazer de vez em quando. Ainda mais quando está para ganhar o Brasileiro pela segunda vez seguida. E decide a Copa do Brasil contra o maior rival. A Tríplice Coroa ainda é possível. Para esta façanha não basta o clube ter um ótimo técnico. Mas um comandante...
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Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna…

1fotoarena Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...
Enquanto os ambulantes chamam a atenção, querendo voltar a vender feijão tropeiro em frente ao Mineirão, de maneira discreta, algo muito mais importante aconteceu. De repente, a rivalidade história entre Atlético e Cruzeiro desapareceu. Como por encanto, Alexandre Kalil e Gilvan Tavares se entenderam como velhos amigos.

Não, não decidiram fazer os dois jogos no Mineirão com as torcidas divididas. De jeito algum. A selvageria dos vândalos e a falta de interesse da polícia venceram. Torcida única ou, no máximo, 10% da adversária. Facilita o trabalho dos soldados.

O Atlético não abre mão do acanhado Independência, seu alçapão favorito. Conforto para quem for assistir a partida não interessa. O Cruzeiro não quer mais ser punido pelo excesso de suas organizadas. Pleiteou e conseguiu cada jogo com a torcida do mandante.

Mas a estocada final na beleza da decisão mineira na Copa do Brasil foi no preço dos ingressos. Aproveitando a sonolência do Procon mineiro. Kalil e Tavares decidiram cobrar o mesmo preço das entradas nos dois jogos. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. Uma mágica coincidência...

O Cruzeiro cobrou na partida semifinal contra o Santos entre R$ 50,00 e R$ 200,00. O Atlético diante do Flamengo estipulou os preços entre R$ 100,00 e R$ 200,00. O aumento foi exorbitante para as finais. Pune os torcedores que empurraram os dois clubes à final inédita.

Um recente estudo sobre o preço dos ingressos nos principais campeonatos do mundo mostrou. O Brasil é o pais de preços mais caros em relação aos salários da população. Aqui se cobra em média R$ R$ 51,74. O brasileiro recebe, também em média, por ano, R$ 11.208,00. Com esse dinheiro, poderia adquirir 495 ingressos. A relação é mais cruel do que países mais ricos que o nosso.

Espanha, Inglaterra, Portugal, Argentina, Turquia, México, Itália, Japão, Holanda, França, Alemanha e Estados Unidos cobram menos. E só os portugueses têm média de torcedores menor do que a dos brasileiros. Os campeonatos dos outros países têm mais fãs nos estádios. O estudo da Pluri Consultoria não deixa dúvida que nós somos o povo mais explorado, o mais sacrificado financeiramente por causa do futebol.

1afp Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

O salário mínimo do brasileiro é de R$ 724,00. Diante desse valor, como referência, o preço cobrado por Cruzeiro e Atlético é indecente. Aliás, as finais da Copa do Brasil têm essa característica. O Flamengo cobrou entre R$ 250,00 e R$ 800,00 seu jogo decisivo contra o Atlético Paranaense no ano passado. Já em 2012, o Coritiba fixou entre R$ 95,00 e R$ 190,00. Em 2011, o mesmo Coritiba já exigia R$ 50 a R$ 160,00 na final com o Vasco.

No ano passado, o Procon viu abuso nos preços cobrados pelo Flamengo na final da Copa do Brasil. O Ministério Público conseguiu até liminar baixando o custo. Mas o Tribunal de Justiça do Rio cassou a liminar. E os R$ 250,00 e R$ 800,00 foram mantidos. Apesar da confusão no ano passado, o presidente Eduardo Bandeira de Mello já havia avisado. Dobraria os preços cobrados na semifinal da Copa do Brasil, entre R$ 100,00 e R$ 350,00. Ficariam entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

O Cruzeiro cobrou entre R$ 120,00 e R$ 200,00 a partida semifinal contra o Santos. O Atlético entre R$ 200,00 e R$ 300,00 no jogo diante do Flamengo. Agora, decidiram cobrar o mesmo valor na final da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

A desculpa dada pelos dois clubes é que há muitos ingressos vendidos pela metade do preço a estudantes e os descontos para sócios-torcedores. Mas a parcela dessas duas categorias é menor do que a do torcedor comum. O Procon de Belo Horizonte sabe muito bem. A tentativa de diminuição do preço dos ingressos por parte do Procon do Rio em 2013 não deu nada. E até agora está hibernando. Não parece disposto a comprar a briga.

O mata-mata é emocionante. Surpreendente. A final mexe com as emoções. Mas o que não tem graça alguma é a exploração. Independente do clube, é sempre a mesma coisa. A ganância é capaz de milagres. Faz dos rivais eternos cruzeirenses e atleticanos os melhores amigos. A ponto de decidir cobrar o mesmo preço indecente dos ingressos na final da história Copa do Brasil. Triste futebol brasileiro, especialista em pisotear no seu maior patrimônio: o torcedor...
1reproducao8 Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho…

1getty O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho...
Foi a quarta-feira mais emocionante no país de 2014. Dois jogos sensacionais, cheios de reviravoltas, tensão e incríveis 11 gols. No final das duas semifinais da Copa do Brasil, Minas Gerais se impôs como a capital do futebol nacional. Cruzeiro e Atlético Mineiro farão a inédita decisão do título. Os mineiros desbancaram os paulistas representados pelo Santos e os cariocas, pelo Flamengo. E já garantiram uma vaga para a Libertadores.

"Lógico tudo o que aconteceu foi bonito, emocionante. Foi maravilhoso vencer o Flamengo de virada por 4 a 1. Einstein tentou explicar a existência do universo com suas teorias e não conseguiu. Já estou há 40 anos no futebol e não consigo explicar o que foi esse jogo no Mineirão. Não que eu me compare com Einstein, porque sou mais inteligente (risos). Mas não precisava ficar ainda mais emocionante. Cruzeiro e Atlético decidindo a Copa do Brasil é demais. Por isso que eu tenho de carregar a minha caixinha de remédios comigo", dizia Levir Culpi, feliz e já preocupado com o rival.

"Até falamos com os atletas agora, na oração depois do jogo. Foi uma coisa de Deus também. As coisas de Deus acontecem para quem trabalha forte e com honestidade. Os jogadores merecem, porque acreditaram o tempo todo e lutaram até o fim. Conseguimos suportar a pressão aqui na Vila Belmiro e eliminamos o Santos com o empate em 3 a 3. Agora virão os jogos contra o Atlético Mineiro. Serão duas partidas sensacionais e imprevisíveis. Os confrontos mostram a força do futebol no nosso estado", resumia Marcelo Oliveira.

O Atlético Mineiro foi campeão da Libertadores de 2013. O Cruzeiro venceu o Brasileiro do ano passado. Agora a rivalidade estará aflorada como nunca. Os atleticanos sabem que o lado azul de Belo Horizonte está sonhando com a Tríplice Coroa. Já que venceram o Mineiro. Estão muito bem encaminhados no Brasileiro. Se conseguirem vencer a Copa do Brasil o ciclo de conquistas estará completo.

Levir lançou uma ideia muito importante. A divisão de torcidas nos dois jogos 50% de cada lado no Mineirão. E que a Polícia Militar trabalhe. Seria um prêmio aos fãs dos clubes poderem acompanhar as duas finais.

Mas como foi que os dois rivais conseguiram chegar à final? Passando muito sufoco. A começar da inacreditável partida no Mineirão. O Atlético Mineiro havia perdido para o Flamengo por 2 a 0. A torcida carioca havia carregado o time de Vanderlei Luxemburgo nas costas no primeiro jogo. E ontem era a vez dos atleticanos nas arquibancadas. E foi um show inesquecível.

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O slogan "Eu acredito" estava outra vez na boca dos torcedores. Não importava se o clube já tinha abusado de milagres nos dois últimos anos. Era outra derrota por 2 a 0 na casa do adversário a ser revertida. A postura atleticana foi absolutamente ofensiva. Os números após a classificação são impressionantes. Parecem de um jogo entre um time grande e outro pequeno.

Posse de bola: Atlético-MG 65% x 35% Flamengo; finalizações: vinte do time de Levir e sete da equipe de Luxemburgo. Os mineiros levantaram 32 bolas na área carioca. O Flamengo, duas. Dez escanteios para o Atlético. Os cariocas conseguiram só dois.

Com o Mineirão tremendo a seu favor, Levir colocou o time com apenas um volante de marcação. Liberou os laterais. E meias e atacantes formavam um bloco só. Já Vanderlei Luxemburgo tratou de recuar o Flamengo. Queria matar o jogo em contragolpes. Se para o Flamengo valia milhões de reais na Libertadores, para Vanderlei seria a chegada de novo à final de uma competição nacional depois de dez anos. A última vez tinha sido com o Santos, há dez anos.

O Flamengo não teve Gabriel, contundido. Só Everton estava recuperado e pronto para o jogo. Ele deveria ser o meia que acionaria Eduardo da Silva e Elton. Para se defender, os cariocas tinham três volantes. Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. Os laterais Léo e João Paulo proibidos de atacar. Doía para Vanderlei não ter Léo Moura, machucado. Ele é o desafogo natural para os flamenguistas.

Para dar mais emoção, Everton puxou um contragolpe fulminantes e fez Flamengo 1 a 0 aos 34 minutos do primeiro tempo. Os mineiros precisariam de quatro gols para se classificar. Este seria um obstáculo que faria muito time desistir. Mas não o Atlético, clube que se especializou em reverter a lógica. A torcida começou a gritar ainda mais ensandecida. E veio o gol de empate. Douglas Santos cruzou da intermediária e Carlos desviou para as redes, aos 41 minutos. O Mineirão começou a tremer e a torcida a entoar o famoso 'eu acredito'.

O Flamengo segurou o empate, com muita raça no primeiro tempo. Outra vez apelando para a 'normalidade' qualquer equipe ficaria desalentada com a obrigação de fazer três gols e não tomar nenhum no segundo tempo. Não o Atlético Mineiro.

Levir Culpi foi perfeito. Deixou seus jogadores apenas dez minutos nos vestiários. Os últimos cinco minutos de descanso aconteceram no gramado. Para insuflar ainda mais seu time. E com a marcação ainda mais adiantada, partiu para arrancar a classificação a fórceps do Atlético. Tardelli abria espaço diante do assustado Flamengo. Maicosuel, Dátolo e Luan fizeram os três gols necessários. E ficou a impressão que, se os atleticanos precisassem de seis gols, marcariam. Tamanha a superioridade.

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"Nós recuamos de forma exagerada. Foi a nossa postura que ajudou demais o Atlético, lamentava Chicão. Luxemburgo reconhecia, abatido. "Eles foram muito melhores do que nós. Mereceram a classificação."

Na Vila Belmiro também houve um duelo épico. A elegante diretoria cruzeirense não lamentou, brigou, xingou pela anulação de um gol legítimo no primeiro confronto. A vitória por 1 a 0 foi apertada demais. Deu alento aos santistas. Enderson Moreira colocou o Santos todo no ataque. Já Marcelo Oliveira, optava pelos contragolpes. Só que os jogadores mineiros estavam desgastados fisicamente.

O Cruzeiro é a equipe no país que joga de maneira mais intensa. Neste final de temporada, atletas estão muito abaixo do que podem render. Everton Ribeiro é o caso mais gritante. Não consegue mais correr e ditar o ritmo do time. Pelo contrário. Cai para a ponta direita e fica esperando bola. O Cruzeiro tinha apenas dois volantes, não conseguia renegar sua postura naturalmente ofensiva.

Robinho havia prometido publicamente que decidiria a classificação. Mas ele não é nem sombra do grande jogador que nasceu na Vila Belmiro. Para o mercado brasileiro está muito acima da média. Só que não tem como prometer fazer do Santos finalista da Copa do Brasil. Enderson finalmente abdicou de Leandro Damião. A grande revelação Gabriel era o titular. Rildo ensandecido, correndo pela esquerda. Lucas Lima, talentoso, unia o meio de campo com o ataque.

Foi um sufoco santista. Gabriel deu o primeiro gol para Robinho. A um minuto de jogo, o Santos igualava as semifinais. O comportamento da torcida na Vila Belmiro foi digno. Empurrou o time do início ao fim do confronto. A euforia com o gol relâmpago passaria sete minutos depois. Ceará deu vários dribles humilhantes em Mena e chutou forte, cruzado. Aranha rebateu e Marcelo Moreno empatou.

O Santos precisaria fazer 3 a 1 se quisesse ser finalista. Conseguiu fazer 2 a 1 em um pênalti difícil, mas marcado com acerto pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva. Gabriel chegaria na frente em um rebote de Fábio, Léo o impediu que aproveitar a rebatida. Pênalti que o próprio Gabriel cobrou e marcou aos 46 minutos.

No segundo tempo, o Santos continuou firme, atacante. E conseguiu o terceiro gol. Gabriel deu um passe inteligentíssimo para Rildo só empurrar para as redes. Foi só o time fazer 3 a 1 e Robinho, contundido, saiu. Deu mais confiança a Marcelo Oliveira. Ela adiantou seu time. E teve muita sorte. Aos 35 minutos, Bruno Uvni falhou feio. Cabeceou para trás uma bola morta. Ela chegou até Willian que teve sangue frio para fazer 3 a 2. O golpe de misericórdia veio com o mesmo velocista. Ricardo Goulart o deixou livre de novo com Aranha. Nova conclusão perfeita. 3 a 3.

Com toda a justiça, Cruzeiro e Atlético decidirão a Copa do Brasil de 2014. Minas Gerais é a capital do futebol no país. São Paulo e Rio de Janeiro, como todo o resto do país, não têm outra saída. A não ser assistir de queixo caído aos dois jogos que valem muito mais do que a pura classificação à Libertadores. Superar o maior rival decidindo um título nacional. Algo inédito, histórico. E muito merecido...
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A tristeza de Fábio. O medo de perder a Copa América pela falha absurda contra o Figueirense…

divulgacao2904 A tristeza de Fábio. O medo de perder a Copa América pela falha absurda contra o Figueirense...
Fábio sonhava com uma convocação para a Seleção Brasileira...

Há pelo menos dois anos, ele é um dos melhores goleiros do País...

Enfrentava rivais poderosos atuando na Europa...

Se não pelo potencial, pelo marketing...

E até por apelo sentimental...

Como foi a convocação de Doni por Dunga...

O levou por ter enfrentado o clube para atender uma convocação...

E perdeu sua posição de titular na Roma...

O treinador se sentiu obrigado a levá-lo...

Fábio continuou trabalhando muito sério...

Foi o melhor goleiro do Brasil em 2010...

Ganhou a disputa pessoal com Victor e Jefferson, preferidos por Mano...

A atrapalhar o goleiro estava o seu passado...

O inacreditável gol em que virou as costas, contra o Atlético Mineiro...

Os treinadores do Brasil inteiro ficaram chocados com sua atitude...

E o ótimo goleiro, que nasceu no Vasco, tem feito tudo para que esqueçam o que fez...

Conseguiu...

A pressão foi tanta da imprensa...

E dele mesmo, graças a grandes defesas, que o chamado de Mano Menezes veio...

Ele o chamou para brigar por uma improvável vaga para a Copa América...

Fábio teria de convencer o técnico da Seleção que merece ficar com uma das três vagas...

Ninguém tira Júlio César da disputa sul-americana...

Também Victor...

A briga é entre ele e Jefferson, para quem merece ser o terceiro goleiro que vai até a Argentina...

O goleiro cruzeirense ficou animado demais...

Esqueceu a timidez e deu algumas entrevistas mostrando sua empolgação...

Mas veio o jogo contra o Figueirense...

E em cruzamento sem maior pretensão na área, ele sai muito mal...

Dá um soco reto, a bola bate na cabeça de Marquinhos Paraná e entra...

Gol do do time catarinense...

Para piorar tudo, o time não consegue reagir e perde o jogo...

O lance cresceu em importância...

Sua visibilidade ficou muito maior...

O goleiro sentiu o golpe...

Por mais que companheiros tentassem o animar, ele está terrivelmente triste...

Foi assim hoje, dia seguinte ao desastre...

Ele sabe como é o mundo do futebol...

Com que moral vai se apresentar para se mostrar melhor do que Jefferson?

A família e amigos têm tentado fazer com que esqueça do lance...

E que acidentes acontecem...

Só que Fábio sente que esse aconteceu na pior hora...

Na errada...

Tem consciência que é a última impressão é a que fica...

Cuca e o departamento de futebol terão de prestar atenção no ótimo goleiro...

Ele está bastante deprimido, tenso, preocupado...

Sabe que errou quando não poderia...

E pode sim pagar por isso...

Sua situação que já era difícil na Seleção ficou pior...

Bem pior...

O medo dos clubes brasileiros em contratar Sheik, aquele que cantou o Bonde do Mengão sem Freio com a camisa do Fluminense…

divulgacao394 O medo dos clubes brasileiros em contratar Sheik, aquele que cantou o Bonde do Mengão sem Freio com a camisa do Fluminense...
O mundo do futebol não perdoa traição.

Não pública.

Emerson está sentindo isso na pele.

Ele quebrou todos os acordos silenciosos que existem em um clube.

O bom atacante que estava no Fluminense não esperava que o feitiço virasse contra ele.

Resolveu forçar a sua saída das Laranjeiras.

E da forma mais tosca possível.

Em plena disputa da Libertadores da América entrou no ônibus do Fluminense cantando Bonde do Mengão sem Freio...

'Hino' que o Flamengo adotou no Campeonato Carioca.

Ele já tinha problemas com Enderson Moreira, com a diretoria, com Fred.

Conseguiu o seu intento.

Rescindiu contrato.

E resolveu deixar claro o que para ele acontecia no Fluminense.

Enderson aceitava interferência de jogadores na escalação.

Ficou implícito que ela viria de Fred.

Souza não era titular do time por ser seu amigo.

E que outros jogadores tinham cantado animados o Bonde do Mengão sem Freio...

Deixou o ambiente péssimo no clube...

Com todos desconfiando de todos...

Não bastasse isso...

Ainda usou o Twitter para ironizar a desclassificação do Fluminense...

Só que sua vingança pessoal se virou contra ele mesmo...

Acabou fechando as portas para clubes importantes do Brasil...

A primeira delas foi a do Santos...

Muricy Ramalho é fã do seu futebol...

Sabe que o jogador está à disposição...

Mas sofreu resistência da diretoria santista...

Exatamente por não confiar no comportamento do atacante...

Também ocorreu o mesmo no Cruzeiro...

Cuca o conhece bem...

E nem teve tempo para indicá-lo quando a diretoria também se manifestou contra o jogador...

O mesmo aconteceu no clube em que sonhava voltar...

Luxemburgo já foi o primeiro a barrar o retorno do jogador...

Pelo mesmo motivo...

Se ele detonou o Fluminense, por que não detonaria o Flamengo?

Renato Gaúcho o indicou ao Grêmio.

Mas também não houve entusiasmo nos dirigentes por sua escolha...

Emerson tinha certeza que arrumaria novo clube no dia seguinte à sua saída do Fluminense...

Mas não foi bem assim...

Os presidentes dos principais clubes brasileiros ficaram chocados com a indolência do atacante...

Há um medo coletivo que ele venha a fazer a mesma coisa na nova equipe que o contratar...

E inúmeros jogadores também reprovaram a sua atitude...

Perderam a confiança nele...

Emerson resolveu se calar, deixar a poeira baixar...

Mas há poeira demais...

Ainda está muito fresco o que ele fez no Fluminense...

O autor do gol que levou o título brasileiro às Laranjeiras em 2010...

Não tinha ideia das consequências...

Não sabia o que estava fazendo com seu próprio futuro...

O Brasileiro de 2011 vai começar e ele está sem clube...

O mundo do futebol não perdoa traição...

( Perdoar, não perdoa...

Mas há a necessidade....

A vergonha...

Depois de ter sido passado para trás pelo Inter em relação a Gilberto...

O Corinthians tenta Emerson...

E dirigentes pede para que, se ele acertar contrato, não cantar música alguma...)

O que Fábio realmente representou para o Cruzeiro na conquista do Campeonato Mineiro…

Fábio é um dos jogadores mais retraídos do futebol brasileiro.

Detesta entrevista.

Só fala com jornalista porque sonha ser goleiro do Brasil na Copa de 2014.

Ele tinha a fama de ser um dos líderes do Cruzeiro.

Os próprios jornalistas mineiros não acreditavam muito.

Mas basta ver as imagens de ontem, antes de o time entrar em campo...

Contra o eterno rival Atlético...

Na final do Campeonato Mineiro...

No acanhado vestiário de Sete Lagoas...

As palavras serão poupadas...

Prevalece a imagem da intimidade do vestiário de Cuca...

E a incrível participação de Fábio...

Veja e ouça o que ele significa na vida do Cruzeiro...

Bastidores (via TV Cruzeiro.) por thevideos no Videolog.tv.

Bastaram cinco dias e os nervos acabaram com o Cruzeiro. Once Caldas e Atlético Mineiro agradecem o descontrole emocional do melhor time do Brasil…

divulgacao88 Bastaram cinco dias e os nervos acabaram com o Cruzeiro. Once Caldas e Atlético Mineiro agradecem o descontrole emocional do melhor time do Brasil...
Bastaram cinco dias...

Meros cinco dias e os nervos desmoronaram o melhor time do País...

Aquele que jogavao futebol mais empolgante...

Veio a derrota inesperada para o Once Caldas em Minas Gerais...

A cotovelada absurda de Cuca em Renteria...

E hoje, o Cruzeiro perdeu de novo...

Logo no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro, mostrou outra vez...

A Toca da Raposa precisa de forma urgente de psicólogos...

Os jogadores seguiram pelo caminho de Cuca...

Não conseguem jogar futebol...

Irritados, tensos demais, trocaram a bola por provocações e expulsões infantis...

No equilibrado clássico de hoje, o mais importante era manter a calma...

Não transformar a motivação em dar a volta por cima em raiva...

Foi exatamente o que o time não conseguiu fazer...

Pelo contrário...

Se mostrou uma pilha de nervos...

Com a acomodação da polícia mineira, a partida teve só torcedores do Atlético...

Era claro que o ambiente estaria todo o time de Dorival Júnior...

Até mesmo no placar, onde a diretoria atleticana impediu que fosse colocado o nome Cruzeiro...

Uma bobagem...

Mas que funcionou...

O Cruzeiro de Cuca parecia um time com ódio do mundo...

Esse foi o veneno que atrapalhou o futebol do time mais técnico, mais talentoso...

Inverteu a ordem natura das coisas...

Acabou sendo envolvido para o mais centrado, mais focado, mais profissional...

Dorival entrou para explorar o lado mais fraco do adversário...

Até Tiririca se treinasse um time e enfrentasse o Cruzeiro faria a mesma coisa...

Atacar pelo lado de Pablo...

E pela esquerda do seu ataque que os atleticanos foram assustando, encurralando o time de Cuca...

Logo veio a falta pela esquerda...

Todos esperavam cruzamento de Mancini...

Até quem não poderia: Fábio...

E o chute quase sem ângulo foi direto para as redes...

Gol do Atlético e Mano Menezes ganhou mais um argumento para não convocar o goleiro...

Incrível falta de atenção de Fábio...

Imperdoável em uma decisão...

O Cruzeiro começou a reagir e pagar na mesma moeda.

O caminho era lado direito com o fraco Patric...

Renan já tinha trabalhado muito quando Montillo fez o que deveria fazer...

Mostrou toda a sua técnica, driblou em velocidade três marcadores e...

Deu de bandeja para Wallyson empatar...

O gol deixou a partida indefinida...

Já que no minutos após o 1 a 1 o Cruzeiro mostrou traços de confiança...

E quando parecia que poderia virar o jogo, veio o segundo gol atleticano...

Magno Alves entrou com personalidade com a bola dominada...

E rolou para o jogador que era vaiado pela própria torcida...

Foi justo Patric quem chutou cruzado e fez 2 a 1 aos 36 minutos...

A partir daí, voltou toda a falta de concentração e nervosismo cruzeirenses...

O Atlético Mineiro poderia ter marcado mais gols, só que desperdiçou...

No segundo tempo, Cuca tratou de deixar Pablo amarrado no vestiário...

E comprou a briga...

Mandou seu time atacar...

Dorival queria os contragolpes e apertar na marcação...

A cada falta mais dura, os cruzeirenses se revoltavam...

Pareciam lutadores de MMA antes de entrar no octógono...

Eram reflexos de quem?

Mal entrou em campo, Fabrício começou a discutir, provocar...

Fez tudo menos jogar...

O Atlético tratava de segurar o excelente resultado...

E tudo que estava ruim para o Cruzeiro ficou pior...

Faltou oxigênio no cérebro de Montillo e fez uma falta violenta, desnecessária em Giovanni.

Foi bem expulso por Paulo César de Oliveira, sim...ele mesmo...

Ou seja: o Cruzeiro perdeu seu principal jogador expulso na prorrogação...

Não o terá em campo no próximo domingo...

Resumo da ópera...

Desclassificação da Libertadores na quarta-feira, com Roger expulso no primeiro tempo...

Com Cuca dando cotovelada em jogador colombiano...

Derrota no domingo, na primeira partida do final do Mineiro...

Com Montillo expulso...

Algo muito grave está acontecendo na Toca da Raposa...

Só não enxerga quem não quer...

Ou ainda não tomou calmante...

O Cruzeiro trocou seu toque de bola refinado por pontapés, provocações, cotoveladas...

Melhor para o Once Caldas...

E para o Atlético que cumpriu muito bem o seu papel...

Colocou a bola no chão e tratou de jogar...

E seu jovem time se impôs contra o rival...

Por isso reverteu a vantagem para a decisão do Mineiro...

Atlético Mineiro e Cruzeiro. A decisão mais tensa em todo o Brasil. Quem perder sofrerá sérias consequências…

divulgacao2907 Atlético Mineiro e Cruzeiro. A decisão mais tensa em todo o Brasil. Quem perder sofrerá sérias consequências...
Dorival Júnior não vai admitir nem amarrado o quanto ficou satisfeito com a desclassificação do Cruzeiro.

Com a cotovelada de Cuca em Renteria.

Com o fim da Libertadores para o rival.

Não vai porque não ficou.

Ele sabe que a decisão do Campeonato Mineiro se tornou muito mais difícil.

Se o Cruzeiro seguisse o seu caminho normal agora estaria preocupadíssimo com o Santos.

E com a sensação silenciosa que o torneio estadual não vale nada.

O que importaria seria as quartas-de-final da Libertadores.

Mas a falta de controle dos nervos acabou matando o sonho maior de 2011.

Zezé Perrela garantiu a permanência de Cuca.

Independente do vexame internacional que ele deu como treinador e como homem.

Renteria não esperava a cotovelada do técnico.

O presidente do Cruzeiro havia garantido no ano passado que Adilson Batista continuaria no clube.

Mesmo depois dos fracassos no Mineiro e na Libertadores.

O técnico acabou saindo.

Para o mundo exterior ficou a versão que pediu demissão.

Para quem vive na Toca da Raposa não foi bem assim...

Por isso Cuca se apega nesta decisão como se valesse a sua vida no Cruzeiro.

E vale.

A equipe azul tem jogadores caros, mais rodados.

E sabem que alguns deles, com a derrota na Libertadores, deverão ser vendidos em junho.

Para conseguir limpar a desgastada imagem, a vitória no estadual virou fundamental.

É até uma questão de mercado.

Por isso a pressão para a decisão aumentou demais na Toca da Raposa.

Dorival Junior sabe disso.

Tem a convicção de que o jogo ficou mais difícil.

E alertou a todos.

A decisão poderá ser a mais emocionante entre todos os estaduais brasileiros.

Os jogadores do time branco e preto precisam de autoafirmação, a maioria quer ganhar espaço na carreira.

Mas há veteranos como Mancini e Magno Alves.

Para o Atlético, a conquista do Mineiro serviria para aliviar a depressão da eliminação da Copa do Brasil.

Para o Cruzeiro uma resposta para a queda absurda da Libertadores.

Outra vez com a prova da incompetência da polícia mineira, uma torcida só em Sete Lagoas.

Hoje só os atleticanos.

Os cruzeirenses ficam com o jogo final.

A tristeza por eliminações para Grêmio Prudente e Once Caldas marca a decisão.

O time que insistir em perder sofrerá as consequências imediatas.

O planejamento de um ano inteiro pode ser interrompido.

Com trocas inesperadas de jogadores ou até de técnicos.

Se Cuca está ameaçado pela direção cruzeirense...

Dorival Júnior passa a ser objeto de desejo de conselheiros importantes no Palmeiras e no Grêmio...

A decisão entre Atlético Mineiro e Cruzeiro será cruel para quem for derrotado...

Primeira decisão depois da queda na Libertadores. Rafael Sóbis não fica no Inter. Foi oferecido a Corinthians, Santos, Flamengo, Cruzeiro…

twitter.rafaelsobis Primeira decisão depois da queda na Libertadores. Rafael Sóbis não fica no Inter. Foi oferecido a Corinthians, Santos, Flamengo, Cruzeiro...
Há uma primeira consequência na eliminação precoce do Internacional da Libertadores.

Rafael Sóbis está no mercado.

Seu empréstimo do Al Jazeera não será renovado.

A diretoria gaúcha já decidiu que não irá comprá-lo.

Ele voltou ao Inter cercado de expectativa.

Foi durante a Copa do Mundo de 2010.

Quando trabalhando politicamente e com o apoio da CBF, o clube conseguiu inscrevê-lo na Libertadores.

Foi como se ele tivesse sido contratado especificamente para os jogos contra o São Paulo nas semifinais.

Teve a sua participação na eliminação do time de Ricardo Gomes.

E na conquista da Libertadores.

Mas depois foi caindo.

Não foi nem sombra do atacante que havia sido vendido por oito milhões de euros para o Bétis.

Foram cerca de R$ 19 milhões para os cofres do Inter...

Mesmo com todo o carisma e proteção da diretoria, esteve abaixo dos jovens Giuliano, Oscar, Leandro Damião...

Mesmo com a venda de Giuliano, Sóbis não reagiu...

Continuou sendo um reserva de luxo durante 2011...

Seus nervos estão à flor da pele...

A discussão com D'Alessandro em pleno gramado ontem contra o Peñarol foi só a ponta do iceberg...

Ele não se conforma com o fraco rendimento...

E percebe a falta de confiança dos dirigentes, da torcida, dos companheiros...

Sabe que não continuará depois de 2011 quando acaba o seu empréstimo...

Empresários o oferecem para vários clubes brasileiros...

Santos, Flamengo, Cruzeiro, Corinthians...

Inclusive, Andres Sanches nunca negou que a saída de Rafael Sóbis foi muito estranha do Parque São Jorge...

Ainda como junior ele deixou o clube e rumou para o Beira-Rio...

Não há a definição para onde ele vai...

Existe apenas a certeza: o Internacional não vai investir em Rafael Sóbis...

A diretoria ficou extremamente decepcionada com seu retorno...

Outros jogadores sairão...

Chegou a hora, Cuca… De mostrar se o seu Cruzeiro merece mesmo tanta confiança… Sem traumas… Sem insegurança… Nem marcha-ré…

divulgacao2999 Chegou a hora, Cuca... De mostrar se o seu Cruzeiro merece mesmo tanta confiança... Sem traumas... Sem insegurança... Nem marcha ré...
A única conquista da carreira de Cuca como treinador foi o Carioca de 2009.

Só.

Desde 1998 ele é técnico.

Já trocou de clubes 22 vezes.

Isso desde 1998.

Com o passar dos tempos, ele ganhou duas famas.

A primeira de fazer grandes trabalhos, mas não vencer.

E a segunda, a de "'chorar" para justificar essas derrotas.

No mês passado fiz uma exclusiva com ele e Cuca mostrou que está mudado.

Mostrou-se muito mais seguro, determinado.

Amadureceu.

Parou de perder tempo com as inúmeras opiniões que as pessoas sempre darão em times grandes...

Não presta mais tanta atenção com o que pensa presidente, diretor, jogador, jornalista...

Foi muito difícil, já desde a época como jogador ele foi uma pessoa de passar horas falando sobre futebol...

E sempre levou demais em consideração as opiniões contrárias...

Demorou para perceber que como treinador há a necessidade de apostar em um caminho e não mudar o rumo...

Não se importar para críticas de jornal...

Nem procurar saber se o reserva do reserva diz que não gosta do seu trabalho...

Não trocar idéias com dirigentes sobre a forma com que sua equipe joga...

Deixou de ser influenciável...

Foi uma enorme mudança na sua personalidade, naturalmente dócil...

Demorou 11 anos, mas percebeu...

O futebol brasileiro de elite exige que o técnico seja quase um ditador...

Talvez ainda resquício do final dos anos de chumbo, onde os militares mandavam...

Muitos não sabiam o que faziam, mas mandavam...

Uma matéria publicada pela revista Placar teve muita influência em Cuca...

Ela o mostrava como um homem fraco, cheio de manias, inseguro e supersticioso...

A ponto de não permitir que o motorista que dirigia o ônibus desse marcha ré.

Cuca acreditava que seu trabalho com o time também andaria para trás se o ônibus desse ré...

É para dar dó do motorista tentando estacionar...

A matéria foi um marco pessoal.

Ele percebeu o quanto estava virando um personagem folclórico.

E mudou.

No Cruzeiro procurou se reinventar.

Aproveitou a proteção oferecida por Zezé Perrela aos técnicos que leva para a Toca.

E resolveu ir muito além do trabalho deixado por Adilson Batista.

A primeira providência foi acabar com as improvisações, que os jogadores tanto detestavam...

E insistiu demais no toque de bola, na ofensividade...

Cuca foi um meia inteligente, de bom potencial...

Soube aproveitar o fato de o Cruzeiro lhe oferecer Montillo, Gilberto e Roger...

Esse diferencial equipe alguma da América do Sul possui...

E se impôs diante do marido de Deborah Secco...

Muitas vezes ele ficou na reserva ou nem isso, quando esteve mais rebelde...

Cuca montou um esquema ofensivo em casa e, no Brasileiro, colocou a equipe nos contragolpes fora de Belo Horizonte...

Chegou a um controverso vice no Campeonato Nacional, com seu time prejudicado em jogos fundamentais pela arbitragem...

Em 2011, o técnico foi além...

Percebeu que o Cruzeiro também poderia atacar muito mais jogando fora...

E se tornou mais ousado do que foi na sua carreira inteira...

Arriscou.

Soltou as rédeas da equipe.

E com requintes de crueldade.

Quebrou o famoso código entre os jogadores.

O de poupar uns aos outros.

Ou seja: se o time está ganhando de 4 a 1, por exemplo, vários times diminuem o ritmo com a vitória garantida...

Cuca tem exigido mais...

E a resposta veio em forma de goleadas, como a de 8 a 1 no América de Teófilo Otoni na semifinal do Mineiro...

A melhor campanha na primeira fase da Libertadores é resultado da sua confiança, da sua libertação...

Ele me disse que tudo isso pode ser esquecido a partir de hoje...

"É bonito, as pessoas estão aplaudindo a nossa campanha, os gols, as vitórias.

Mas depois começa a fase do mata-mata na Libertadores.

Tomamos 1 a 0 fora de casa e não conseguimos vencer em Belo Horizonte e tudo acabou.

Eu sei como as coisas funcionam.

Não me iludo.

Por isso, o Cruzeiro não vai mudar o que fez até hoje.

Vai jogar para se impor contra quem for, sem ilusão.

Mas principalmente, sem medo."

E ainda mais hoje...

Manizalles e o Once Caldas têm um sabor diferente para Cuca.

Há sete anos, lá mesmo deixou de ir para a final da Libertadores.

Perdeu com o São Paulo.

Depois do 0 a 0 no Morumbi, o jogo estava empatado em 1 a 1 até perto do final...

Quando os colombianos fizeram o gol decisivo...

Chegou a hora de dar um fim em mais esse trauma...

O Once Caldas é um time muito piorado em relação ao que venceu a Libertadores em 2004...

Basta ter confiança.

O exilado Brandão substitui bem Thiago Ribeiro...

O resto da equipe é a mesma que está impressionando a todos em 2011...

Não há porque tremer...

O Cruzeiro dos 60 gols pode...

O Cuca reinventado, também...

É para assistir de camarote...

Sem direito a marcha ré...

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