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Ultimato santista ao chef Fábio Costa, o amigo de Marcelo Teixeira…

fábio costa Ultimato santista ao chef Fábio Costa, o amigo de Marcelo Teixeira...

Para a nova cúpula santista, não há dúvida.

Dorival Júnior é o novo técnico do clube.

A grande incógnita, a questão das questões é outra.

O que fazer com Fábio Costa?

O novo presidente tratou de empurrar a seguinte missão para o novo gerente Jamelli.

Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro disse ao seu gerente transmitir o seguinte recado: acabou a era Marcelo Teixeira.

Se Fábio quiser se enquadrar, ótimo. Se não quiser, que avise.

E procure outro clube.

A tradução de se enquadrar: seguir exatamente a mesma cartilha dos outros atletas.

Não ter privilégio de fazer tratamento em São Paulo.

Não reagir nos vestiários como se fosse um membro da diretoria.

Ele não terá o respaldo da diretoria que Marcelo Teixeira lhe oferecia.

E que Fábio desfrutava.

Ele cobrava os companheiros como se fosse um dirigente,  não um companheiro.

Com a palavra Fabiano Eller.

O zagueiro saiu do Santos por ter agredido o goleiro santista.

Em uma conversa descontraída com repórteres gaúchos, Fabiano lembrou o ocorrido.

"Nós fomos mal em uma partida do Campeonato Paulista (contra o Marília).

Mal estávamos entrando no vestiário e ele começou a xingar todo o mundo.

Principalmente os garotos.

Ele falava como se fosse o presidente do Santos.

Quando me xingou, eu fui para cima dele e dei um soco nele.

Ele foi para trás e foi tirar a camisa de goleiro.

Aproveitei e dei mais dois socos nele.

Foi sacanagem, ele não pôde nem se defender.

Mas eu estava com raiva.

Foi o meu fim no Santos.

O  Fábio era intocável, o homem do presidente Marcelo Teixeira.

Ninguém encostava um dedo nele.

Por isso fazia o que queria no clube.

Mas mexer comigo não."

Fabiano Eller disse que depois da briga até se acertou com o goleiro, mas seu destino estava traçado.

A diretoria o proibiu de treinar com o restante do grupo.

Até que rescindiu seu contrato e foi para o Internacional.

O goleiro se contundiu e para aproveitar os meses longe do futebol fez um curso de culinária.

Prova de maturidade.

Mostrou que pode se controlar.

A sua fama no Santos e no Corinthians foi de sempre voltar bem acima do peso depois das férias.

Resumo da situação.

Continuar no Santos está nas mãos de Fábio Costa.

Seu tempo de amigo do rei acabou.

A questão é simples...

“Sofri como o Messi, como o Cristiano Ronaldo. É duro ser valorizado de verdade só fora do seu país.” Rivaldo

ronaldinho Sofri como o Messi, como o Cristiano Ronaldo. É duro ser valorizado de verdade só fora do seu país. Rivaldo

"Tudo o que a Seleção não pode é repetir o que fizeram comigo em 2006. O Dunga tem de levar o Ronaldinho Gaúcho e o Ronaldo para a Copa da África.

Não se joga talento fora. Nem se for só para meter medo nos gringos."

Quem fala sabe o que diz.

Ele foi o melhor jogador do Mundo em 1999, eleito pela Fifa. Campeão da Copa de 2002 e vice de 1998. Campeão da Liga dos Campeões. Campeão da Copa das Confederações. Campeão da Copa América. Campeão brasileiro. Bicampeão espanhol. Tricampeão grego. Bicampeão uzbeque.

E mais dezenas de títulos e artilharias...

Um dos melhores jogadores do Brasil em todos os tempos.

Rivaldo.

Em uma longa entrevista exclusiva ao blog, Rivaldo mostra um pouco da sua carreira vencedora.

Deixa transparecer sua velha mágoa por ser muito mais valorizado no Exterior do que no Brasil.

Mas se acostumou, até ri da situação.

Milionário, jogará no Uzbesquistão por mais dois anos e depois voltará ao País.

Quando completará 15 anos atuando na Europa, na Ásia.

A longa peregrinação acabará em Mogi Mirim.

Sem direito a uma partida de despedida com a camisa da Seleção Brasileira.

Jogos de despedida só de outros jogadores, em outros países...

"Sei como as coisas são no Brasil. Se o Cafu, o Roberto Carlos e tantos outro não tiveram, por que eu teria o direito de uma partida de despedida da Seleção?

Vou fazer pelo Mogi, onde sou presidente do clube e faço o que quero.

 Infelizmente eu enxergo as coisas como elas são. Não me iludo."

Rivaldo, vamos começar pelo que me incomoda como repórter. Por que você não é valorizado no Brasil?

Isso me incomodou muitos anos. Cheguei a algumas conclusões. A minha origem é pobre, nunca fui jogador de fazer marketing, ir para a televisão fazer graça, ficar trocando de mulher em baladas. Sou uma pessoa simples, tranquila. Sempre fugi de entrevistas. Esse perfil não interessa à mídia. Eu vou falar, Cosme. Sofri como o Messi, como o Cristiano Ronaldo. É duro ser valorizado de verdade só fora do seu país. Mas agora estou calejado, não deixo essa injustiça me machucar mais. Só que eu tenho de dizer que foi triste, saber o que eu representava e não ter o reconhecimento por aqui. Isso acabou, não espero mais nada de ninguém. O importante é que eu saiba o meu valor e está tudo certo, vamos seguir a vida.

Como você conseguiu ter uma carreira tão brilhante?

Agindo ao contrário do que acontece no atual futebol brasileiro. Sou dono, presidente do Mogi Mirim. Eu tenho conversado com alguns jovens jogadores do Nordeste para reforçar meu clube. E tem sido a maior decepção. Eles preferem ganhar R$ 1 mil a mais e ficar no Rio Grande do Norte ou na Bahia do que disputar o Campeonato Paulista. Abrem mão da maior vitrine do País. O Campeonato Paulista é mostrado no mundo todo. Eu posso não ter estudo (mal acabou o antigo ginásio), só que nunca fui burro. Quando estava no Santa Cruz me ofereceram a chance de jogar o Paulista pelo Mogi Mirim. Larguei tudo e aceitei. Quando almoçava na concentração ficava com dor na consciência pensando se a minha mãe teria o que comer naquela hora, lá em Paulista, uma cidadezinha pobre perto de Recife. E usei o Mogi Mirim como trampolim para a minha vida. Dei o meu máximo, carregava a minha família quando entrava em campo. Apostei em mim. Hoje tem um monte de jogadores medrosos, cercados de empresários que, infelizmente, vão ter carreiras medíocres por ganância burra, falta de visão.

Bastaram três anos. E do Mogi Mirim, você passou pelo Corinthians foi para o Palmeiras e já estava embarcando no La Coruña...

E fica um aviso para os jovens jogadores de 15 anos que já têm empresários. Eu fiz tudo isso sozinho. Eu mesmo negociava os meus contratos, decidia para onde ir.  Nunca precisei ter alguém para me dizer para onde ir, o que fazer, o que comer. E, importante, fiquei onde me valorizavam. No Corinthians não acreditaram em mim. Não teve importância. Fui para o Palmeiras, onde me deram estrutura para jogar. Me passaram tanta confiança que, se eu tivesse de voltar um dia ao futebol brasileiro, seria para atuar com aquela camisa verde de novo. Sou grato ao Santa Cruz, mas meu coração é palmeirense. Das escolhas que fiz em toda a minha carreira só errei no projeto do Luxemburgo com o Cruzeiro. Quando o demitiram, demiti o Cruzeiro.

Como você ganhou tanto prestígio na Europa? Como jogou com tanta personalidade?

O Ronaldo sempre brincou comigo, me chama de Paraíba e tal. Eu posso parecer e sou uma pessoa simples. Mas nunca me faltou personalidade. Sabia que os clubes europeus queriam de mim e eu tinha condição de jogar como eles esperavam. E até mais. Sempre treinei, me cuidei, fui profissional. As tentações aparecem de acordo com o seu sucesso. E eu nunca perdi a noção que jogava por mim e pela minha família. Tinha um objetivo: vencer na vida, na carreira. Se ninguém apostava em mim, azar. Agora, não iria decepcionar os que acreditavam. E foi assim em todos os clubes pelos quais passei: La Coruña, Barcelona, Milan, Olimpiakos, Athenas e agora no Bunyodkor, no Uzbequistão.

Você foi o melhor jogador do Mundo em 1999.  E ganhou tantos prêmios e campeonatos. Por que nunca foi unanimidade para o torcedor brasileiro?

Porque há muita gente da mídia que é burra e cruel. Simplifica demais as situações. Quando um time, uma seleção perde é mais fácil escolher um culpado, crucificar alguém, ferrar com a vida de uma pessoa. Tudo isso para não ver o óbvio: que o adversário foi melhor, se preparou mais, fez uma grande partida. Eu fui crucificado na Olimpíada de 1996. O Brasil saiu daqui com a obrigação de ganhar a medalha de Ouro em Atlanta. Fez uma preparação ruim. O time tinha grandes jogadores. (A escalação na derrota para a Nigéria por 4 a 3, que tirou a chance de o time vencer o torneio:  Dida; Zé Maria, Ronaldo Guiaro, Aldair e Roberto Carlos; Zé Elias, Amaral, Flávio Conceição e Juninho Paulista (Rivaldo); Bebeto, Ronaldo (Sávio). O Brasil terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 1.) O Zagallo foi o técnico. Mas eu fui o escolhido da mídia para pagar o fracasso da Seleção. Fiquei um ano sem ser convocado. Isso estando no meu auge na Europa, ganhando vários prêmios. Tudo por causa da pressão da mídia brasileira. Aqui foi sempre assim. Eu tenho outros exemplos na ponta da língua...

Fale, Rivaldo. Quais...

O maior que eu vivi foi a Copa de 1998. Houve aquela coisa com o Ronaldo. Eu tinha lanchado com ele. E estava tudo normal. Depois ouvi os gritos do Roberto Carlos e fui um dos primeiros a chegar no seu quarto. Vi ele tendo as convulsões e indo embora de ambulância para um hospital da França. O Zagallo tinha escalado o Edmundo e disse isso a todos. Depois chegou o Ronaldo e jogou. E nós perdemos por causa das convulsões? Isso é uma grande bobagem, mentira. Com o Ronaldo,mal perdemos por 3 a 0. Se ele estivesse bem e nada tivesse acontecido, perderíamos por 2 a 0. Tomamos dois gols de escanteio. Não jogamos nada. A França fez a sua melhor partida de toda a Copa. Se jogássemos dez vezes contra eles perderíamos as dez. Nosso time tinha problemas e eles nos dominaram. No Brasil sempre se busca desculpa para tudo. Há sempre uma história, uma conspiração, um Cristo, um culpado. Nunca admitimos nossa falha. Foi assim também na Copa de 2006.

Espera aí, Rivaldo. As baladas, as farras dos jogadores não prejudicaram?

Cosme, vamos acabar com tanta hipocrisia. Você acha que em 2002 não tinha balada? Os jogadores não saíam depois das partidas e voltavam de madrugada? Faziam a mesma coisa que em 2006. Eu adoro o Felipão, mas falar que o Brasil ganhou por causa da Família Felipão é de uma mediocridade assustadora. Não tem essa história de Família Zagallo, Família Parreira, Família Felipão. O que importa é preparar o time com seriedade e na hora da partida o time jogar bem. O Brasil não jogou bem de novo contra a França. A defesa bobeou e o Henry fez o gol. Ponto final. Futebol é isso. Eu fico muito decepcionado porque pessoas acompanham futebol por anos, pela vida inteira e não conseguem enxergar o óbvio. O futebol é um esporte e um dia uma equipe pode estar melhor do que a outra. Mas temos a mania nas derrotas de procurar vilões. Você é inteligente. Não acha que na Copa de 2002 também não tinha vilões? Tinha. Como na Copa de 70 também tinha e as vitórias enterram tudo.

Em 2006 você ficou muito chateado por não ter sido convocado?

Hoje eu me sinto à vontade para falar abertamente: fiquei. Porque eu tinha condições. Estava jogando muito bem na Grécia. Foi preguiça, falta de observação. Ninguém foi acompanhar o futebol grego. Diziam que era fraco demais. Mas nada mudou e o Gilberto Silva joga no futebol grego e é titular do Dunga. O Parreira não me deu chance. Todos na Grécia e na Europa perguntavam porque eu não era convocado. E eu não tinha resposta. Tinha 34 anos, mas minhas condições físicas e técnicas eram excelentes. Fui escolhido como o melhor jogador da Grécia e meu time foi tricampeão. Tudo o que eu queria era uma chance. Antes do último amistoso antes da convocação para a  Copa, me chamou para conversar. Queria saber como eu estava. E disse que queria me levar para a Alemanha. Fiquei mais do que animado. Nunca vou esquecer. Foi em uma sexta-feira. Chegou na terça, eu não estava entre os convocados para o amistoso. Nunca vou saber porque não fui chamado. Mas eu sei que poderia ter ajudado. No banco, no grupo, mas eu teria ajudado. Espero que o Dunga não cometa esse erro com o Ronaldinho Gaúcho ou com o Ronaldo. E os leve para a África. Para não se arrepender depois.

Como assim? Explique...

Tudo o que a Seleção não pode fazer é repetir o que fizeram comigo em 2006. O Dunga tem de levar o Ronaldinho Gaúcho e o Ronaldo. Não se joga talento fora. Nem que for para meter medo nos gringos. O Ronaldinho Gaúcho precisa sentir que há um grupo, um treinador que confia nele. Eu o conheço e sei tudo o que ele pode fazer em campo. Eu e o restante do mundo. Mesmo se for para ele não jogar. Só estando entre os convocados. São só sete partidas para ganhar uma Copa. O treinador de qualquer time que for enfrentar o Brasil ficará na dúvida e terá de treinar seus jogadores para enfrentar o Ronaldinho Gaúcho, mesmo se estiver no banco. O mesmo vale para o Ronaldo. Dizem que ele está gordo, mas eu queria um gordo com tanto talento e metendo tantos gols como só ele sabe. Que país do mundo viraria as costas para os dois? Só o Brasil. Quem você prefere ter no banco? Dois garotos no auge do preparo físico, mas ainda verdes de Copa do Mundo? Ou esses dois talentos? Olha, será uma grande bobagem não levar esses dois. Não acredito que o Dunga vá cometer esse erro. Você vai ver, na convocação final estarão o Ronaldinho Gaúcho e o meu amigo Ronaldo.

Por falar nele, ele não te chamou para o Corinthians do centenário? Para disputar a Libertadores do ano que vem? O São Paulo fez proposta por você para jogar a próxima temporada?

Olha...Eu até falei com ele faz quatro dias. Só o chamei para o jogo beneficente que vou fazer aqui em Mogi Mirim. Ele está viajando, na Europa, diz que vem. Mas não me chamou para o Corinthians, não.  E o São Paulo não me chamou, não. Me sondaram quando estava na Grécia há uns dois anos. Só que não houve acerto. Olha, tenho mais dois anos de contrato com o Uzbesquistão. Depois, com 39 anos eu volto. Adoraria jogar no Palmeiras, clube que eu realmente gosto. Mas eles não vão querer um avô. Vou encerrar no clube que é meu, sou presidente, o Mogi Mirim. Pronto. E a partir daí pensar em ser ser dirigente o resto da vida. Nem penso em ser treinador.

Espere um pouco, Rivaldo. Sei que essa conversa vai acabar com despedida. Fale dessa loucura de Uzbesquistão? E ainda você leva o Felipão?

(ri muito) Não tem nada de loucura, não. Estamos desenvolvendo o futebol em um país. Isso é muito sério. Estamos entrando para a história de uma nação que ama o futebol e não sabe como desenvolvê-lo. Estava na Grécia quando fui procurado. Me apresentaram o projeto e eu aceitei. As autoridades de lá ficaram nervosas, tensas quando me conheceram. Foi reconhecimento, respeito pelo que fiz em campo. O Zico foi o treinador por um período e quando recebeu uma proposta do CSKA e pediu para sair. Fui buscar o Felipão. E ele mostrou toda a confiança no que lhe disse. A nossa relação é de confiança plena. A mesma que fez com que ele acreditasse em mim em 2002, quando eu disse que estava recuperado de uma contusão e só ele no Brasil acreditou e me levou para o Japão. Eu mostrei para ele o projeto de profissionalizar o futebol no Uzbesquistão. Estamos construindo um estádio para 30 mil pessoas, desenvolvendo Centro de Treinamentos, fisioterapia, concentração, tudo. Dinheiro e boa vontade não faltam. Eu e o Felipão estamos muito felizes lá. O Felipão irá seguir sua carreira como técnico sabendo o bem que fez não só a um clube, mas a um país. Isso é para dar orgulho a qualquer pessoa.

E por falar em orgulho, você continua ajudando as pessoas necessitadas...

Isso me dá muito prazer. Na Espanha foi assim, quando tinha uma fundação que ajudava as pessoas carentes. Eu sei o que vivi. Na Espanha foi escrito um livro sobre a minha vida. Mostra que saí do nada, de um barraco de uma pequena cidade do Pernambuco para ser o melhor jogador do mundo. Vivi, passei por necessidades. Sei o que é passar fome. Então, agora que posso, tenho de ajudar. A gente está nessa vida apenas de passagem. Temos de ajudar quem precisa. Costumo fazer isso. Faço questão de organizar esse jogo no final do ano. Por favor, coloca aí na matéria. Será no dia 23. Basta levar um quilo de alimento não perecível para o estádio do Mogi Mirim. Chamei Kaká, Ronaldo, Carlos Alberto, Elano, estou atrás do Roberto Carlos. Diego Souza, Vagner Love, Carlos Alberto. Vem muita gente boa para jogar comigo. O importante é ajudar. Eu fico muito feliz em poder aliviar o sofrimento de quem precisa. Tomara que o estádio esteja cheio. Estou com muita saudade de jogar no Brasil...

 

Os bastidores da renovação de contrato de Washington com o São Paulo. E o duelo por Danilo com o Corinthians…

 

cachorrão Os bastidores da renovação de contrato de Washington com o São Paulo. E o duelo por Danilo com o Corinthians...

Gilmar Rinaldi.

De goleiro de Seleção Brasileira a empresário.

É conhecido por amigos como Cachorrão.

Dizem que sua fisionomia é de um pequinês.

Mas ele está sendo um doberman para valorizar seus jogadores.

Gilmar deu um show nos últimos dias.

Conseguiu valorizar Washington e Danilo com toda a astúcia.

Washington acertou com o São Paulo no final do ano passado.

Preferiu perder dinheiro, não quis ir para o Grêmio ou continuar no Fluminense.

Sua vontade de vencer em um time grande de São Paulo prevaleceu.

Ele chegou no Morumbi e entrou em um rodízio louco com Dagoberto e Borges.

Nenhum dos três era titular com Muricy.

O treinador acreditava que assim deixaria os três estimulados.

Só que trouxe raiva, desilusão e insegurança ao trio.

Principalmente para Washington que escolheu o São Paulo apostando que seria artilheiro de todas as competições.

E ele passou a reagir mal.

Xingava o vento a cada substituição.

Descontava a frustração em garrafas de água, que chutava para longe.

De simpático, amigável, passou a ficar calado, tenso.

Desde a eliminação da Libertadores, ele jurou que não suportaria mais.

E começou a ver com bons olhos o assédio do Grêmio.

Lá tinha a promessa de ser titular absoluto e tratamento de ídolo.

Pensou, pensou, pensou.

E lá foi Gilmar Rinaldi conversar.

Sem dar certeza de nada, recebeu a proposta do time gaúcho e disse que haveria sim grandes possibilidades.

Mas tudo seria definido no final do ano.

Não fez questão de esconder o assédio, pelo contrário.

Confirmou.

Com isso, Washington foi valorizado e a diretoria do São Paulo passou a refletir.

Nesse meio tempo, Muricy foi demitido.

E chegou Ricardo Gomes.

Washington virou titular de vez.

Os gols vieram.

 O atacante implorou para Gilmar.

Disse que desejava ficar no São Paulo e que esquecesse o contrato acertado verbalmente com o Grêmio.

Com Ricardo Gomes ele se sentia confiante.

Terminou a temporada com um número respeitável.

Marcou 32 gols.

Com muita habilidade, o empresário negociou em silêncio com Juvenal Juvêncio e, tendo o Grêmio como trunfo, conseguiu a renovação de contrato do atacante.

E com direito a um bom aumento.

Aproveitando o encontro com Juvenal, assim, por acaso, foi citado o nome de Danilo.

O jogador já tem acertado verbalmente a sua ida para o Corinthians.

Só que Juvenal Juvêncio entrou na briga.

A proposta é um pouco abaixo do rival.

Gilmar não deu uma resposta definitiva.

Vai ouvir novamente Andres Sanches.

Asssim, Danilo, que não era titular absoluto no Kashima Antlers, se tornou valorizado como um grande ídolo.

Independente quem ganhar a disputa por ele, o Cachorrão trabalhou bem demais.

E só não está sorrindo satisfeito, tranquilo, porque também é o empresário de Adriano do Flamengo.

Com ele, Gilmar paga todos os seus pecados...

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Chega dos mesmos técnicos! Que Fossati e Inter se acertem…

 

sidney magal Chega dos mesmos técnicos! Que Fossati e Inter se acertem...

Ele é um nômade, um cigano.

Aceita a melhor proposta.

Seja em que país for.

Uruguai, Brasil, Equador, Catar.

Essa é a vida de Jorge Fossati.

A imprensa gaúcha garante que ele é o treinador surpresa que a direção do Internacional foi buscar depois que não deram certo as negociações com o manager Luxemburgo.

Fossati é o treinador supercampeão da LDU de Quito.

Ele é uruguaio mas conhece profundamente o futebol brasileiro.

Foi goleiro do Avaí e do Coritiba.

Mas a pessoa que melhor pode definir Fossati é o técnico Luiz Felipe Scolari.

Quando a direção do Palmeiras o procurou para substituir Caio Júnior, Felipão disse não.

O ex-técnico da Seleção diz pelo menos duas vezes por ano não ao Palmeiras.

Os contatos são permanentes, independente do presidente do clube palestrino.

Além do não, depois da saída de Caio Júnior, Scolari falou sobre Fossati.

"O Felipão disse que ele é um técnico sério, trabalhador e muito inteligente.

E que adoraria trabalhar no futebol brasileiro.

Só precisaria de um convite de um grande clube", recorda um conselheiro, ligado a Belluzzo, que soube da resposta de Luiz Felipe.

A conservadora diretoria não quis arriscar e tratou de fazer a velha e batida aposta em Vanderlei Luxemburgo.

Os resultados falam por si mesmos se a aposta em Luxemburgo valeu...

Em compensação, Fossati seguiu sua vida.

Depois de ter vencido o Campeonato Uruguaio, o Paraguaio, a Liga do Catar, ter dirigido por dois anos a problemática Seleção do Uruguai, ele assumiu a LDU.

Ganhou com os equatorianos a Recopa e Copa Sul-Americana.

Vencendo o próprio  Internacional e o Fluminense.

Seu salário é exatamente a metade do que ganha Muricy Ramalho no Palmeiras.

Se aumentar um pouco os R$ 200 mil que a LDU paga, Fossati virá trabalhar em Porto Alegre.

Seria ótimo para mudar um pouco o cenário viciado de treinadores que  trabalham no Brasil.

A diretoria do Inter aceitou rápido demais a desistência de Luxemburgo.

A impressão que passa para quem acompanha o dia-a-dia do clube é que tem alguém melhor para contratar.

As pistas parecem indicar Fossati.

O blog já teve a oportunidade de entrevistar esse treinador por duas vezes.

A impressão foi a melhor possível.

Jornalistas uruguaios confirmaram o afinco com que trabalha.

Ele consegue tirar água de pedra.

Com jogadores limitados sempre montou equipes competitivas, atrevidas, que buscavam o ataque.

E mesmo com conquistas não se deixou deslumbrar.

Será uma das raras vezes que o blog assumirá publicamente a torcida para que uma negociação dê certo.

Que o futebol brasileiro dê uma oportunidade a este nômade chamado Fossati.

Chega dos mesmos técnicos trabalhando no futebol brasileiro...

Exclusivo.”Comigo o Flamengo é Flamengo.” Andrade.

ilustração1 Exclusivo.Comigo o Flamengo é Flamengo. Andrade. 

Andrade.

Só esse nome sobrenome já valeria uma estátua na Gávea. Campeão mundial, da Libertadores, quatro vezes Brasileiro.

Foi um dos maiores jogadores da história rubro-negra. Mas ele é a prova viva que no futebol brasileiro o que vale é aparência.

Se eu andasse de terno, falasse difícil, fizesse marketing seria treinador há muito mais tempo. Há quantas pessoas que não jogaram nada e estão enganando há anos.

Eu fiquei invisível na Gávea por anos. Ninguém me enxergava, me dava uma oportunidade de verdade. Ganhava menos de um décimo do que recebiam os treinadores. Era auxiliar.

O que doía era que eu sabia que poderia fazer mais do quem estava comandando.

Esperei por 12 anos até ter a chance de ser o técnico do Flamengo. Quem é humilde no Brasil sofre...”

O treinador do Flamengo deu uma entrevista exclusiva e corajosa ao blog.

Mais do que a reviravolta que o time deu no Brasileiro, ele revela o quanto foi duro chegar no posto que já estava preparado há anos.

O motivo era tão simples quanto revoltante.

“Por anos o Flamengo fechou as portas para os seus ex-jogadores. Eu e outros atletas importantes não éramos bem-vindos na Gávea.”

Andrade, vamos logo falar o porquê de tanta demora para você virar o treinador de verdade do Flamengo...

Essa é uma história longa e triste, mas vale a pena contar. Eu parei de jogar em 1997. Procurei emprego no Flamengo. Achei que me dariam uma chance por tudo que consegui dentro de campo.

Só que ninguém abriu a porta para mim. Estava desempregado. Procurei o Zico e ele foi um irmão. Me levou para trabalhar nas categorias de base do seu clube, o CFZ Foram anos trabalhando com os garotos.

Consegui descobrir vários jogadores talentosos. Foram sete anos com ele. Aprendi muito. Me preparei para ser treinador do principal. Tanto que assumi o time principal do CFZ, que jogava com muitos jovens.

Em 2003, os dirigentes do Flamengo me chamaram. Era para trabalhar com garotos da escolinha de futebol. Se chamava Flamengolândia, não era na Gávea.

Pensei um pouco e aceitei. Tudo ficou melhor em 2004, quando Júnior virou diretor do Flamengo e me chamou para treinar o time oficial do Flamengo.

Senti que estava livre para frequentar o clube novamente.

Espere um pouco: você não podia entrar no Flamengo?

Pessoas que não fizeram nada pelo clube proibiram ex-jogadores de entrarem na Gávea.

Essa situação durou anos. Tudo mudou só em 2004. Eu tenho o Flamengo no sangue. Sei como tudo acontece no clube.

Tinha uma vontade enorme de voltar e trabalhar pela minha equipe de coração. Foram mais de sete anos esperando para voltar à Gávea.

Era muito triste sentir que o clube onde ajudei a conquistar tantas coisas me virava as costas.

Aí você finalmente teve chance para trabalhar como auxiliar?

Depois de passar alguns anos trabalhando na base, tive a chance de ser auxiliar.

E me lembrei do que aconteceu com o Alcir Portela no Vasco. Eu fui auxiliar de muita gente boa como o Abel, Joe Santana, Ricardo Gomes, Cuca e tantos outros.

Sabia que tinha chance de ser técnico, mas ninguém me dava chance. Em 2004, o time estava para ser rebaixado. Tínhamos sete partidas pela frente. Não havia dinheiro no clube e resolveram apostar em mim.

Consegui evitar o rebaixamento. Tinha certeza que viraria treinador. Só que chegou janeiro o clube contratou Júlio César Leal.

E eu voltei a ser auxiliar, ganhando menos de dez vezes o que os treinadores ganhavam. Menos de dez vezes!

Fiquei com medo se ser o Alcir Portela do Flamengo. Um cara com potencial, mas que nunca seria reconhecido.

Prata da casa não tem valor?

Sinceramente? No futebol brasileiro, não. As pessoas sempre pagam mais e batem palmas para quem vem de fora.

Ainda mais nesta profissão de treinador. Muitos enganadores se dão muito bem. Se eu andasse de terno, falasse difícil, fizesse marketing seria treinador há muito mais tempo.

Há quantas pessoas que não jogaram nada e estão enganando há anos. Eu fiquei invisível na Gávea por anos. Ninguém me enxergava, me dava uma oportunidade de verdade.

Isso continuaria assim se não fosse o presidente Márcio Braga. Quando o Cuca saiu ele resolveu apostar em mim. E fiz o que tinha de fazer.

Qual era o problema do Flamengo?

Medo. Para mim o Flamengo nasceu, tem vocação para atacar. O time tinha medo de jogar fora de casa. Só se sentia protegido no Maracanã. Acabei com essa bobagem.

Reuni o grupo de jogadores e mostrei que só tínhamos duas vitórias fora de casa. Falei que daquele momento para frente, queria o time atacando onde quer que jogássemos.

Tratei de colocar três atacantes. E sabia que tinha cinco grandes jogadores no elenco que precisavam ser ouvidos.

Precisavam ganhar confiança. Tratei de conversar com cada um em separado.

O Adriano, o Petkovic, o Zé Roberto eram três quem eram os outros? E quais os problemas que os cinco tinham?

Os outros dois eram o Leonardo Moura e o Juan. Os cinco tinham problemas diferentes que precisavam da mesma solução: confiança.

Falei claro com cada um que para o Flamengo ser forte, eu precisava de cada um jogando tudo o que poderia. E que eu confiava em cada um deles.

Liberei o Adriano, o Pet e o Zé Roberto para fazer o que mais sabem: driblar, atacar, chutar a gol. Era isso que eles precisavam: jogar onde rendem melhor, que é o ataque.

O Adriano é um dos três melhores atacantes do mundo. Eu sei o que estou falando. O Zé Roberto estava sem moral. Só que ele tem talento para a Seleção Brasileira. E o Pet é sensacional.

O Léo vinha de problemas pessoais. E o Juan de contusões. Eles sentiram que agora existe um treinador que não tem medo de atacar, que deixa que eles façam o que sabem em campo.

Isso sem deixar o Flamengo vulnerável. O time é compactado, marca forte e ataca em bloco. Sei muito bem juntar a modernidade com o talento no toque de bola.

Não sou um romântico que pretende jogar como na década de 80. O Flamengo joga de uma maneira muito moderna.

Como você usa a torcida do Flamengo?

Primeiro agradeço o privilégio de ter a melhor torcida do Brasil. Ela te apóia do primeiro ao último minuto. E espera que o Flamengo ataque. Ela te empurra.

Não adianta ser burro e ir contra ela, tentando colocar o time na defesa. Não combina. Basta não ser covarde que você tem uma aliada invejável.

Qual a importância de vencer o Botafogo no Engenhão?

É fundamental para nós a vitória. Quando eu assumi era piada falar que o Flamengo brigaria pelo G4, pela Libertadores.

Nós estamos muito perto disso e com chances até de sonhar com o título. Para mim, o favorito ainda é o Palmeiras. Mas nós temos chances reais e vamos brigar por ela.

Vamos enfrentar o Botafogo como se fosse uma decisão. Esses três pontos são fundamentais para o que queremos. Queremos ser campeões do Brasil.

Quem trabalha no Flamengo não pode ter medo de querer o melhor, buscar sempre ser o primeiro.

Você ganha hoje o salário de um treinador de verdade?

Sim. Me sinto reconhecido em todos os aspectos. E, sinceramente, eu faço por onde merecer. Trabalho muito, muito mesmo. Os resultados não surgem do nada.

O Zico não cansa de te elogiar. Mas disse que você arriscou muito o seu status de ídolo flamenguista...

O Zico é meu irmão e quer o melhor para mim. Graças a Deus sei que sou ídolo no Flamengo como jogador. Isso ninguém irá tirar. Sou agora o técnico Andrade.

E sou uma pessoa preparada para ser treinador há muito tempo. Tive a chance agora e não vou largar. Sou mais determinado do que as pessoas aqui do Rio podem achar.

E te digo mais. É um caminho sem volta. Serei treinador até o final da minha vida. Quero fazer o máximo para o clube que eu amo que é o Flamengo.

Mas a minha vida como técnico vai seguir quando eu sair daqui. Em qualquer clube grande que aparecer. Continuo sendo uma pessoa humilde, mas sei muito bem o que quero...

“Eu e Ronaldo estaremos na Copa da África”

gordo magro 400 Eu e Ronaldo estaremos na Copa da África

Segunda parte da entrevista exclusiva.

Depois do sofrimento com o alcoolismo, Adriano fala de futebol.

Da volta ao Flamengo, do sonho da Copa do Mundo.

E faz duas revelações muito importantes.

“Eu e o Ronaldo temos lugares na Copa da África.

Vamos juntos. Tenho certeza.”

Confiante, faz a avaliação que irá atiçar empresários.

E a direção do Milan.

“Eu me recuperei.

Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.

Não vendi minha casa em Milão.

Falo italiano, gosto de lá.

Voltar a jogar na Itália de novo é uma grande possibilidade.”

O que o Flamengo lhe trouxe de bom na sua recuperação?

Tudo. Sou tratado como um filho por muita gente.

Eu precisava me sentir em casa.

Esse é o clube do meu coração.

O amor, o prazer que sinto em estar no Rio e no Flamengo não têm preço.

Estou no lugar certo agora.

Minha carreira está recuperada.

Voltei a ter o gosto de ser artilheiro da equipe, do Brasileiro.

Fiz a escolha certa.

Você e o Ronaldo são os maiores ídolos do Brasil.

Só que você está no Rio, cercado de clubes com problemas.

O Fluminense está em último. O Botafogo também na zona do rebaixamento.

O Vasco na Série B. Como você explica?

Os clubes do Rio precisam se reestruturar.

Os times do Fluminense e do Botafogo não são ruins.

Só que o atraso no pagamento atrapalha demais, deixa o ambiente pesado, tenso.

Vejo a necessidade de os clubes se modernizarem, se estruturarem.

Eu fico incomodado com a situação dos outros clubes cariocas.

É ruim demais para todos aqui no Rio.

As coisas no Flamengo agora se acertaram.

Os salários estão em dia.

Ainda bem.

Você acha que irá disputar a Copa da África?

Tenho certeza que sim.

Tive uma conversa muito séria com o Dunga.

Percebi que só dependerá de mim.

Da minha responsabilidade com a minha profissão.

Não posso mais errar. E não vou errar.

Estou focado como nunca estive na minha carreira.

Trabalho duro pelo Flamengo, sabendo que o trabalho pode me levar à Seleção.

Quero e vou disputar a Copa do Mundo.

Sei que será a minha última, terei 28 anos.

Quero me recuperar de tudo o que não fiz na Copa de 2006.

2010 será a minha Copa do Mundo.

Por que você foi tão mal em 2006?

Fui porque estava no meio do processo de depressão.

Estava muito mal fisicamente.

Sei que dependo do físico para jogar.

Estava pesado, lento.

Infelizmente estava mal, mas não porque queria.

Estava no meio do processo da minha relação com o álcool.

As farras na folga durante a Copa não ajudaram a piorar tudo?

Você e os outros jogadores do Brasil não poderiam se segurar por um mês?

Pioraram, lógico. Mas na hora, não percebia.

Olha, esse é um bom assunto que eu gostaria de tocar.

A gente ia para as festas até a madrugada porque tinha liberdade para isso.

O limite tem de partir da direção da Seleção e não dos jogadores.

Nós fizemos o que tínhamos permissão para fazer.

Se na Copa de 2010 não puder sair nas folgas, tudo bem.

Mas a ordem tem de sair da direção da Seleção.

Não dos jogadores.

Ninguém foi vilão,saiu escondido ou pulou o portão em 2006.

Éramos liberados.

Quero que isso fique bem claro.

O Ronaldo tem alguma chance de ir para a Copa?

Eu e o Ronaldo vamos para a Copa.

Eu tenho certeza.

Ele tem muito talento e está bem demais no Corinthians.

Sinto o esforço que está fazendo para ir para o último Mundial dele.

Sou amigo dele e sei o que ele é como jogador.

Nós dois estaremos lá.

Ainda temos espaço para isso.

Será um sonho realizado.

A oportunidade para deixarmos para trás o que aconteceu em 2006.

Você já tem cabeça para voltar para a Europa?

Eu me recuperei.

Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.

Não vendi a minha casa em Milão.

Falo italiano, gosto de lá.

Voltar a jogar na Itália é uma grande possibilidade.

Até porque não existe a bobagem que andaram espalhando em relação à Máfia.

Eu posso voltar a jogar na Itália quando eu quiser.

Disseram que a Máfia não me queria lá.

Pura bogagem de certo tipo de imprensa que detesto.

Qual tipo?

A que vive da vida alheia.

Eu deixei de ir ao aniversário do Ronaldo para não dar margem.

Se eu tomasse uma taça de champanhe, já escreveriam que eu estava bêbado.

Há muita gente mentirosa nesse tipo de imprensa que vive de fofoca.

E isso está no Brasil inteiro, infelizmente.

Quem é conhecido não pode sair em paz.

Por isso tenho evitado sair.

Tenho levado os meus pouquíssimos amigos que tenho agora para a minha casa.

Levo os amigos mesmo.

Os da comunidade da Vila Cruzeiro, com quem cresci.

E ficamos conversando, comendo, rindo, bebendo cerveja.

Me sinto feliz de verdade.

Você fará algo pela Vila Cruzeiro quando parar de jogar?

Sim. Eu vou criar uma fundação, algo assim.

Gosto do projeto do Raí e do Leonardo, o Gol de Letra.

Me sinto na obrigação de retribuir o que recebi para a comunidade.

Lá é um lugar carente e que precisa de ajuda.

Há muita gente boa que tudo o que necessita é uma chance, uma oportunidade na vida.

Você já superou a morte do seu pai?

A dor, a ausência vai diminuindo com o tempo.

Mas sempre estará lá.

Me acalma ver o meu irmão caçula estar menos revoltado.

Sei que meu pai está em um bom lugar.

E o melhor é que sinto como se ele estivesse comigo, perto de mim.

A nossa ligação sempre será forte demais...

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