Publicado em 18/10/2009 às 21h03
Um aviso à diretoria do Corinthians. A Libertadores de 2010 começará em três meses…

Mano Menezes estava irritadíssimo ao final da partida de hoje, em Pernambuco.
O Corinthians foi dominado e perdeu para o Sport por 2 a 0.
“Faltou qualidade de jogo. Qualidade de jogo”, repetiu, nervoso.
Ele sabe muito bem o motivo do nervosismo.
A derrota não tem significado real ao Corinthians.
O time não tem chance de chegar ao título.
Nem é ameaçado pelo rebaixamento.
O que mexe com o humor do treinador é apatia dos dirigentes.
Ele não vai assumir publicamente nunca.
Só que ninguém melhor do que o técnico sabe que o tempo está passando.
E vem por aí o ano do centenário corintiano.
Cruzeiro pelo litoral já está marcado, a busca de um patrocinador disposto a gastar R$ 50 milhões.
Artistas estão sendo contatados para shows históricos.
Amistosos fora do Brasil com Ronaldo como garoto propaganda.
O marketing tem trabalhado muito.
Mas Mano está inquieto.
E as novas contratações?
O clube terá condições de fechar com Riquelme?
O lateral esquerdo será Júlio Cesar?
Kléber Pereira, Borges serão contratados?
Dida voltará?
Até o nome de Lugano vem sendo falado por empresários...
Mano já falou ao presidente Andres Sanches que precisa reforçar, e muito, o elenco.
Apenas Ronaldo não fará milagres.
Ele quer os reforços assim que o Brasileiro acabar.
Por isso o time terá férias antecipadamente.
Mano sabe que seu tempo será reduzido demais para entrosar o time.
As saídas de Douglas, André Santos e Cristian desmoronaram a equipe que venceu o Paulista e a Copa do Brasil.
Tudo por causa de menos de R$ 11 milhões.
“Futebol é business”, justificou o diretor Mário Gobbi, como se trabalhasse na Bolsa de Valores e não no Corinthians.
Os ingressos para a Libertadores deverão custar entre R$ 50,00 e R$ 500,00.
O Pacaembu foi esticado para 40 mil torcedores.
O motivo: poder abrigar a final da Libertadores.
A diretoria e os torcedores têm certeza que a equipe chegará até a final.
Baseados em Ronaldo e em uma equipe imaginária, que está longe de estar montada.
Mano sabe que está na alça de mira.
O entorno está preparado.
Só falta o time.
E as folhinhas do calendário não perdoam.
2010 e o início da Libertadores estão perto demais.
No Parque São Jorge parece que só Mano Menezes está enxergando...
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Publicado em 17/10/2009 às 12h34
O último aviso da CBF a Ronaldo. Não vai para outra Copa gordo, não…
Uma resposta sincera custou o cargo de preparado físico da Seleção Brasileira a Moracy Sant’ana.
“O Ronaldo veio para a Copa com 7,5 quilos a mais do peso ideal.”
Moracy quebrou o pacto de negar até a morte o que era óbvio em 2006.
Adriano também confessou ao blog ter chegado à Alemanha com cerca de oito quilos a mais.
Ronaldo vinha de uma cirurgia e não treinou como deveria.
Adriano enfrentava bebendo a depressão pela morte do pai.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sabia dos mais de 15 quilos que imobilizava os atacantes brasileiros.
E já havia prometido a companheiros que daria o troco em 2010.
Para acabar com a farra, colocou Dunga como treinador.
O preparador físico Paulo Paixão assumiu poder total sobre a preparação física.
E foi avisado que não haveria tolerância.
Antes de cada convocação, ele deveria ter o peso e o percentual de gordura dos atletas.
O critério anunciado por Teixeira ontem já vem sendo executado desde que Dunga é o técnico.
Os recados a Ronaldo e a Adriano já foram dados.
Adriano tanto se enquadrou que voltou para a Seleção e vai para a Copa do Mundo.
O mesmo não se aplica a Ronaldo.
Com Luís Fabiano, Robinho e Adriano garantidos, o corintiano tem de reagir.
Até porque Nilmar vem mostrando mais personalidade na Seleção.
Diego Tardelli e Pato são opções bem mais fracas.
Dunga quer Ronaldo no grupo que vai à África.
Mas não tem como mentir a Ricardo Teixeira.
Mais do que Paulo Paixão, o médico José Luiz Runco é o homem ‘de confiança’ de Teixeira na Comissão Técnica.
É com ele que Teixeira gosta de conversar sobre aspectos internos do grupo.
O peso de Ronaldo é assunto trivial nas conversas.
Não é por acaso que o presidente da CBF diz querer levar à África o Ronaldo de 2002.
No Japão, o atacante corintiano tinha 82 quilos.
Na Alemanha ele tinha 90,5 quilos.
No Corinthians, há quem jure que ele estaria com 89,5 quilos.
O peso aceitável seria 85 quilos.
Por isso a lipoaspiração, a drenagem linfática, as massagens, a sauna, as horas de exercícios aeróbios.
O seu fisioterapeuta, Bruno Mazzioti, estava com a Seleção Brasileira sub-20.
E desde o Cairo ele acompanhava principalmente a dieta de Ronaldo.
Bruno tem a certeza da CBF que se Ronaldo não perder peso e baixar o índice de gordura não vai para a Copa.
Ronaldo estava avisado.
O presidente Ricardo Teixeira usou hoje os jornais para sacramentar: não vai levar nenhum gordo em 2010, principalmente se ele atender por Ronaldo.
Ah, Moracy Sant’ana não volta para a Seleção enquanto Teixeira for presidente da CBF.
Por ter quebrado o pacto do silêncio em relação aos gordinhos em 2006...
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Publicado em 16/10/2009 às 17h41
Corinthians se considera “livre de vez” do Morumbi. Com a liberação do Pacaembu para 40 mil pessoas…

Golpe de mestre para seduzir o Corinthians.
E fazer com que o clube assuma a administração do Pacaembu.
Silenciosamente, o secretário municipal de esportes, Walter Feldman, pediu uma avaliação ousada ao Contru.
O pedido foi para os técnicos avaliarem se era possível liberar o estádio de 37 para 40 mil pessoas.
Tudo foi feito sem alarde.
Essa avaliação foi planejada desde que o Corinthians ganhou vaga para a Libertadores de 2010.
Se desse errado, ninguém saberia.
Acontece que os técnicos chegaram à conclusão que o estádio pode ser liberado para 40 mil pessoas.
A liberação foi feita hoje, com a publicação do laudo no Diário Oficial do Município de São Paulo.
A notícia da liberação já havia chegado à diretoria corintiana no início da semana.
A empolgação ficou por conta do vice de marketing, Luiz Paulo Rosenberg.
Ele é quem mais quer o estádio sob o controle do Corinthians.
E briga para convencer o presidente Andres Sanches a se comprometer com os R$ 100 milhões para a reforma do estádio.
Com a liberação para 40 mil pessoas, o clube poderá mandar no estádio até a decisão da Libertadores.
O prefeito Gilberto Kassab também ficou empolgado com o ‘crescimento’ do estádio.
Ele sabe o quanto é importante não perder o dinheiro que a torcida corintiana leva ao estádio nos grandes jogos.
Andres Sanches já falou a conselheiros que o Corinthians está ‘livre de vez’ com a liberação para 40 mil pessoas.
E com isso, o presidente cumprirá a sua palavra: não levar nos próximos três anos o Corinthians como mandante para o Morumbi.
Por seus cálculos, com a grande majoração dos preços dos ingressos para a Libertadores, o Pacaembu será mais lucrativo ao Corinthians do que o Morumbi lotado.
O clima na sede da prefeitura, na secretaria municipal de esportes e, principalmente, no Parque São Jorge é o mesmo.
De muita festa.
Todos comemoram o ‘crescimento’ do Pacaembu.
A liberação já vale para a próxima partida do Corinthians no estádio: contra o Cruzeiro...
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Publicado em 15/10/2009 às 18h36
A Globo declara guerra aos patrocinadores dos clubes paulistas…
Guerra nas coletivas.
A cúpula de TV Globo de São Paulo não se intimidou.
Resolveu acabar com a festa dos microfones dos clubes.
Bem explicado.
Para não mostrar os patrocinadores dos times, a TV Globo passou a focalizar apenas o rosto do entrevistado.
‘Bem fechado’, como dizem os câmeras.
A ordem é não mostrar patrocinador que não pagar nada à tevê.
Só que os clubes contragolpearam.
Passaram a colocar minúsculas placas de ferro nos microfones.
Nas placas, o patrocinador que mais o interessar.
A Globo tolerou isso por cerca de um ano.
Muitas vezes, o câmera ‘fechava’ tanto a imagem que só mostrava o os olhos, o nariz e a testa.
A boca não era mostrada para não expor o patrocinador.
Os clubes resolveram reclamar, cobrar que a imagem fosse mais aberta.
A cúpula do esporte da Globo resolveu mostrar sua independência.
E agora todas as coletivas são feitas em plano aberto.
Ou seja: tudo é mostrado longe demais.
O entrevistado fica muito distante.
Mas a intenção foi alcançada.
É impossível distinguir os patrocinadores nos banners (placas atrás dos entrevistados) ou nos microfones.
Na verdade, mal dá para ver o entrevistado.
A ordem é manter o som e mostrar o máximo possível o entrevistado jogando ou em outra situação.
Os clubes paulistas querem novo contragolpe, mas está faltando coragem.
A idéia é seguir o que as equipes europeias fazem.
Elas permitem que as tevês filmem os treinos.
Mas nas coletivas, as imagens são obrigatoriamente as cedidas pelo clube.
E o clube mostra o entrevistado, o microfone e os patrocinadores.
Tudo muito nítido.
Os presidentes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo ainda não sabem se adotam já a medida.
Mas devem tomar uma decisão conjunta.
E os executivos da Globo paulista não estão preocupados com a represália.
A ordem é continuar filmando o mais longe possível, para que não seja possível definir qualquer patrocinador.
É possível que as retransmissoras da Globo em outros estados acabem seguindo o mesmo caminho.
A guerra está só começando...
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Publicado em 12/10/2009 às 10h02
Túlio e a denúncia contra Ronaldo. Foi um tiro no pé…
Denunciou que Ronaldo, no sábado, pediu cartão amarelo para Nielson Nogueira Dias. O árbitro atendeu o pedido do corintiano.
E ele não precisará viajar para Recife, para enfrentar o Sport.
Mas para a diretoria corintiana e vários jogadores, Túlio quis apenas se vingar.
O jogador que foi contratado do Botafogo não conseguiu se firmar no Parque São Jorge.
Seu futebol não impressionou Mano Menezes e muito menos os companheiros de time.
Ele percebeu a falta de espaço e pediu para ser negociado com o Grêmio.
Túlio não deixou amigos no Parque São Jorge. O irônico é que não foi só os corintianos que ele irritou.
Os dirigentes do Grêmio também não gostaram nem um pouco da acusação. Nem o técnico Paulo Autuori.
O motivo: ele jogou a equipe contra os árbitros. Túlio não tem prova do pedido de Ronaldo.
E deixou o árbitro Nielson exposto. O Grêmio está em oitavo, com 41 pontos. Briga por uma vaga na Libertadores.
Mas todos no futebol sabem que os árbitros são corporativos. Uma das piores coisas para um jogador é comprar uma briga pública com um juiz.
Ronaldo ficou indignado com a postura do ex-companheiro de Corinthians. Tanto que quer que o volante prove a acusação.
Os dirigentes gaúchos querem que ele para de falar sobre o assunto. Túlio pode ter falado a verdade.
Mas criou inúmeros inimigos. Principalmente no Olímpico, onde o seu futebol já está sendo questionado...
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Publicado em 29/09/2009 às 19h47
Rosinei. Ou o trauma que a MSI causou nos juniores do Corinthians…

Rosinei.
Volante do América do México.
Nasceu no Corinthians.
Foi apontado como uma das maiores revelações do Parque São Jorge.
A expectativa era que se firmaria.
Habilidoso e inteligente taticamente, os treinadores da base apostariam seus salários no sucesso dele.
Perderiam.
O motivo para ele não ter vingado, dado certo, foi explicado ao blog pelo próprio Rosinei.
Do México falou com exclusividade.
E, relembrou, sem saudade, dos tempos da MSI.
Rosinei, muito se esperava de você no Corinthians.
Por que não deu certo?
Olha, eu sei que poderia ter ido muito mais além do que fui.
Mas faltou um pouco de sorte.
Eu surgi quando a MSI chegou.
Toda a minha geração que passou anos na base do Corinthians perdeu espaço.
O que importava era comprar jogadores de fora.
Queriam atletas de nome, conhecidos.
Os da base ficavam em último plano.
Não tínhamos apoio.
O reflexo é que entrávamos em campo pressionados.
Ninguém poderia errar.
Não havia interesse em incentivar, cuidar de quem nasceu no clube.
Isso atrapalhou muito.
Não só a mim.
Atrapalhou todos que vieram da base.
Uma geração inteira não teve o espaço que mereceria...
Na época você não reclamou...
Não porque era inexperiente, para mim estava tudo bom.
Só agora, mas vivido sei que poderia ter sido melhor.
O que aconteceu não abalou o meu carinho ao Corinthians.
Sei que poderia ter rendido mais se tivesse tido mais chances.
Não ficar entrando e saindo e atuando em várias posições.
Mas foi o momento que o clube vivia.
Aconteceu o que tinha de acontecer.
Havia tratamento diferenciado entre os jogadores da MSI e da base?
Todo mundo sabia que sim.
Mas dava para entender.
Os jogadores que a MSI comprou chegaram muito valorizados.
Tinham de estar em campo.
Muito dinheiro foi gasto para que jogassem pelo Corinthians.
Foi uma situação normal.
Qualquer clube faria o mesmo.
Infelizmente, o futebol é assim.
Eles queriam atletas de nome em campo.
Talvez por isso o clube não ganhou tudo o que poderia.
Ficaram os jogadores da MSI de um lado e os outros do outro.
Isso não poderia dar certo.
Mesmo assim você ganhou a posição de Carlos Alberto.
Mas nunca se tornou titular absoluto.
Eu já disse, faltou um pouco mais de cuidado.
Não só comigo.
Com todos que vieram da base.
Eu atuava em várias posições, não tinha tempo para ficar na minha, que é a de segundo volante.
Era sempre o primeiro a ser substituído.
Quando percebi isso, acabei pedindo para sair.
Fui para o Real Murcia.
Infelizmente o clube estava com problemas.
Não me adaptei e pedi para ser negociado.
No Internacional você também não se firmou...
Eu tive problemas de contusões.
Elas me atrapalharam no meu período de Internacional.
Não pude jogar o que sei.
Eu lamento porque lá fui tratado bem demais.
Me ofereceram ótimas condições de trabalho.
Mas não consegui render pelas contusões.
E resolvi sair.
Você tem muita sorte.
O Parreira tinha pedido a sua contratação para o Fluminense.
Aliás, ele já disse que você é um dos atletas mais versáteis e inteligentes que ele já viu.
Ainda bem que não fechou contrato com o Fluminense, o time é o último no Brasileiro.
Fico muito triste pela situação do Fluminense.
Vejo potencial alto no time e torço para que ainda se acerte e não seja rebaixado.
Eu só não fui para as Laranjeiras por falta de acordo financeiro.
Eu adoraria trabalhar com o Parreira.
Não teria medo de lutar para manter o time na Série A.
Principalmente porque sei do potencial dos jogadores que estão lá.
Só não acertei por causa da diferença financeira.
O destino lhe reservou o América do México...
É verdade.
Estou muito satisfeito com a força que o clube tem.
A infraestrutura não fica nada a dever às maiores equipes brasileiras.
Pelo contrário.
O América é uma equipe rica, não falta nada.
Estou me sentindo à vontade como nunca na minha carreira.
Venho jogando muito bem e a torcida tem gritado o meu nome durante as partidas.
Me sinto no lugar certo.
Agora você está tendo chances depois de um período tentando a adaptação.
É verdade. Quando cheguei estranhei a altitude, o time, os costumes, tudo.
Aos poucos vou me sentindo melhor, entendendo a maneira da equipe atuar.
Estou abrindo o meu caminho.
O clube tem muitos jogadores bons e caros.
Estou conseguindo o meu lugar.
Seu contrato é curto, dez meses.
Você quer ficar mais tempo?
Eu quero.
Agora estou me adaptando, entendendo como as coisas acontecem.
O Cabañas é o líder da equipe e não para de me elogiar.
Estou bem também como treinador (Jesús Ramires).
Me colocou como segundo volante, como gosto, e tenho atuado bem.
Estou animado.
O futebol mexicano é melhor do que eu imaginava.
Os times são muito competitivos.
Você sonha em voltar ao Corinthians?
Lógico que sim.
Quem joga no Corinthians não esquece nunca.
Só que eu adoraria voltar em outra situação, não mais sendo visto como prata da casa.
No futebol os clubes só valorizam quem vem de fora.
Senti isso na pele...
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