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Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos…

 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...
"Idiotas." "Pau no ..."

Guerrero e Luís Fabiano reservaram essas 'edificantes' expressões a torcedores do São Paulo e do Corinthians, após as eliminações precoces, frustrantes de seus times na Libertadores. Os atacantes fizeram questão de falar e escrever em veículos que não cabem desmentidos: televisão e instagram. Assustados assessores de imprensa não tiveram como ligar para as redações tentando dizer que seus patrões foram mal interpretados.

A verdade é que ambos vivem momentos decisivos nas suas carreiras. A permanência dos dois no Morumbi e no Parque São Jorge se mostra dispensável. Experientes, vividos e muito caros, entendem o que está acontecendo.

Luís Fabiano foi chamado pela centésima vez de 'pipoqueiro' por indignados são paulinos no desembarque do time em São Paulo. Ele jogou mal na partida que tirou o São Paulo da Libertadores, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Errou um gol feito e ainda bateu pênalti em cima de Fábio. Justificou a sua fama de artilheiro de 'gols inúteis'. Nas partidas realmente importante ele se descontrola. Ou briga com adversários, juiz ou atua abaixo do seu potencial. Por isso o coro de 'pipoqueiro' o persegue há anos.

"A eventual perda do Luis Fabiano será mais um golpe duro. Mas ele ultimamente tem tido reiterados problemas de saúde que não o deixam apto a jogar, e precisamos do jogador inteiro, para que cumpra seu papel. Se for para o Orlando City, se isso vier a acontecer, será porque será bom para ele. O São Paulo não vai criar obstáculos de espécie alguma para a saída dele, não ofereceríamos a renovação", disse, com todas as letras, Carlos Miguel Aidar. O presidente foi sincero em abril.

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A atual diretoria do São Paulo não vê mais sentido manter um jogador caríssimo, que acumula contusões e decepções. São R$ 600 mil a um atleta que vai completar 35 anos em novembro. Com problemas financeiros graves, o clube deve salários e direito de imagem a todos os jogadores. Além disso, ele é um atleta de personalidade forte, que se impõe como titular. Mesmo lento e sem o faro de artilheiro de anos atrás. Se tornou um problema para Milton Cruz.

Enfrenta pela primeira vez a concorrência aberta de Alexandre Pato. "Esse ano não vou aceitar mais ficar no banco", disse o seu rival de posição, nove anos mais novo." Sempre estive com o grupo. Trabalhei honesto. Por tudo que passei no futebol poderia estar chiando. Aturei uma fala no momento errado do Pato, dizendo que não ficaria no banco. Engoli calado." Rebateu o veterano atacante, destacando as palavras 'grupo' e 'honesto'.

Fossem nos tempo áureos, o recado de Luís Fabiano faria Pato se desculpar em público. Ou no mínimo se calar. Não foi o que aconteceu. A resposta veio direta. ""Em momento nervoso, de final do jogo, nós temos que pensar em trabalhar, e não criticar o colega."

Kaká é amigo íntimo, de frequentar a casa de Luís Fabiano. Ele sabe de toda a situação. E está tentando levá-lo para o Orlando City. Vanderlei Luxemburgo já pediu para a direção do Flamengo estudar a contratação. Empresários tentam uma proposta importante do futebol chinês ou árabe. Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, concordam que seria muito melhor para o São Paulo sua saída.

Haveria espaço para Pato. Centurión teria mais oportunidades. Alan Kardec poderá retornar aos gramados em setembro, depois de operação no joelho direito. A sombra de Luís Fabiano ainda é muito forte.

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O resumo da situação. A diretoria não quer mais o veterano, caro e problemático atacante. Já percebeu que não tem o que fazer no Morumbi. O respeito que tinha dos torcedores sumiu. Após a eliminação do time na Libertadores, nas redes sociais foi ridicularizado, principalmente por são paulinos.

Como rompeu a parceria de mais uma década com o empresário espanhol José Fuentes, caberá ao próprio jogador escolher seu melhor caminho. Tem garantido mais R$ 4,2 milhões em salários até dezembro, se quiser 'forçar a natureza'. Ou tentar ser mais feliz em outro lugar. No Morumbi, ele não é mais desejado. Por isso sua profecia depois da eliminação desta Libertadores tem tudo para durar muito tempo.

"Os idiotas que me xingam hoje, vão comemorar meus gols amanhã."

Paolo Guerrero vive uma outra situação. Mas também completamente desconfortável. Tite adoraria seguir com o jogador. Só que o Corinthians está amarrado às dívidas por causa do Itaquerão. Já deve mais de R$ 2 milhões em direito de imagem e salário ao peruano. Seu contrato termina em agosto.

1getty1 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...

Depois que ele e seus empresários souberam das contratações de Vagner Love e Cristian por salários de R$ 500 mil mensais, decidiram não abrir mão da pedida de luvas de sete milhões de dólares, cerca de R$ 21 milhões. Mais salários de R$ 520 milhões. Por um contrato de três anos. Na verdade, eles já não haviam absorvido a contratação de Alexandre Pato recebendo R$ 800 mil mensais, fora os famosos R$ 40 mil de auxílio moradia.

Há um agravante. Paolo já tem 31 anos. Deseja passar fechar um ótimo contrato por três anos e depois encerrar sua carreira no clube de 'seu coração', Allianza Lima.

Só que o mergulho do Corinthians nas dívidas do Itaquerão coincidiu com a negociação pela sua renovação. O ex-presidente Mario Gobbi teve uma atuação péssima. Enfrentou os empresários do atleta. Logo depois da briga, como por encanto, todos os valores exigidos pelo peruano vazaram na imprensa. São mais de seis meses de exposição desnecessária, amadora. O que só desgastou a relação entre o jogador, torcida, imprensa, dirigentes, conselheiros.

Com o passar dos dias, semanas, meses, Guerrero foi ficando cada vez mais irritadiço. Considera ingratidão pela qual é tratado no Corinthians. Isso afetou diretamente seu desempenho em campo. Suas divididas passaram a ser mais duras, agressivas. Cartões amarelos e expulsões deixaram de ser exceções. Para piorar, teve até dengue.

Tite é uma das pessoas que mais o estimula a ter paciência. Quer que continue no Corinthians. O considera o atacante mais letal da América do Sul. Só que sabe que a questão financeira é pesadíssima. O Corinthians perdeu a sua maior fonte de renda de 2015. O torneio mais lucrativo acabou precocemente. Sem a Libertadores, a renovação do contrato do peruano ficou complicadíssima.

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Andrés Sanchez, o homem que realmente manda no Corinthians, já avisou ao presidente Roberto de Andrade. Não há como envolver cerca de R$ 40 milhões com um contrato de três anos com Guerrero. Ou ele e seus representantes, Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, reduzem em muito a pedida ou irá embora em agosto.

A discussão de Guerrero foi pela Internet. Um corintiano entrou no seu Instagram e disse com todas as letras o que muitos torcedores gritam nas arquibancadas. Inúmeros o criticavam nas redes sociais. Mas ninguém diretamente. Além de palavrões deste torcedor, havia o termo que o revolta: "mercenário". Ele retribuiu, chamando o corintiano de 'pau no ..." E disse que o esperava no CT na quinta-feira. Lógico que o fã não apareceu. Porém o desgaste foi exposto.

O sonho do atacante seria permanecer recebendo o que deseja ou voltar para a Europa. Só que nos últimos dias, surgiu a possibilidade de ir para a China. Ele não gostaria de ir a um mercado periférico. Mas não abre mão de receber o que acha justo. As contratações de Pato, Cristian e Vagner Love só o convencem que não tem de baixar um centavo de sua pedida.

Carlos Miguel Aidar e Roberto de Andrade sabem. Mas não externam para os torcedores. Ambos consideram melhor para São Paulo e Corinthians a saída de seus artilheiros. Com a eliminação da Libertadores não há motivos concretos lógicos para segurar esses jogadores. Aidar e Andrade só querem que as saídas aconteçam da maneira menos traumáticas possível. A alegria da convivência acabou...
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Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão…

 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Acabou de forma vexatória a Libertadores da América para o Corinthians. De nada adiantou o apoio de 40 mil torcedores apaixonados, cantando, vibrando os 90 minutos no Itaquerão. Descontrolado psicologicamente, o time de Tite não conseguiu superar a marcação do limitado Guarany do Paraguai. Tendo de vencer por três gols de diferença, perdeu por 1 a 0.

Além de jogar muito mal, a equipe teve Fábio Santos e Jadson expulsos infantilmente. A eliminação nas oitavas de final foi absolutamente justa. O time corintiano foi péssimo no Paraguai e no Brasil. De maneira constrangedora acabou sua invencibilidade de 32 jogos no seu estádio.

A perspectiva no clube é péssima: desmanche do time, crise financeira. Vagner Love, Cristian e Petros, que nem ficaram no banco ontem, deverão ser os primeiros a sair. Ralf e Gil têm negociações adiantadas. Danilo e Emerson dificilmente terão seus contratos renovados. Assim também como Guerrero, se não baixar sua altíssima pedida, também poderá ir embora.

"Ficamos tristes. Não queremos perder, ser eliminados. Mas infelizmente jogamos mal de novo. A derrota no Paraguai nos pressionou a ter de vencer por uma grande diferença de gols. Não conseguimos ter tranquilidade e acabamos perdendo de novo. Foi triste, mas futebol é assim mesmo", dizia, arrasado, Cássio.

"A gente teve a felicidade, não vamos negar (de enfrentar o Guarany), a gente foi presenteado por Deus, vamos dizer assim, nessas oitavas com um jogo que não é tão complicado, não é nenhum time brasileiro, nenhum grande expoente da Argentina." Essa definição do diretor de futebol do Corinthians, Sérgio Janikian, ficará marcada na história.

Essa era a perspectiva da diretoria corintiana assim que saíram os confrontos das oitavas de final da Libertadores. Havia muita confiança que o time passaria sem sustos pelo Guarany paraguaio. Isso fez com que os dirigentes nem se preocupassem muito com a dívida de direito de imagem de vários atletas. E salários de outros. Agiram como se ganhassem duas semanas na busca de, ao menos, R$ 15 milhões em empréstimo. A dívida com os atletas passa dos R$ 22 milhões. Mas os R$ 15 milhões já amenizariam.

2ae5 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Só que Roberto de Andrade não conseguiu o dinheiro. Nem Caixa ou BMG quiseram disponibilizar o dinheiro. Por um motivo: o Corinthians não apresenta garantias de pagamento. A bilionária dívida com o Itaquerão nem começou a ser paga.

Mas faltou visão aos dirigentes. Vários jogadores e, principalmente, seus agentes estavam profundamente irritados com o atraso de salários e direito de imagem. Passaram a vazar informações em off para a imprensa. O resultado é que o ambiente foi sendo sabotado para a Libertadores.

Os dirigentes só acordaram depois da inesperada derrota por 2 a 0 no Paraguai, onde pouco antes do jogo, o diretor de futebol agradecia a Deus pelo adversário. Com todo o dinheiro circulando no clube tendo como destino a dívida com o Itaquerão, Roberto de Andrade resolveu prometer a premiação para as quartas de final da Libertadores aos atletas: R$ 2 milhões. Seria um mero paliativo, um alívio.

Mas a notícia não agradou muita gente. A dívida com os jogadores chega a mais de R$ 20 milhões. O que é enorme demonstração de incompetência dos dirigentes. Disputar a Libertadores devendo ao time tem todas as características de suicídio.

Foi exatamente o que fez Tite. Não bastasse a falta de pagamentos de direitos de imagem e salários, o treinador caiu na tentação. Ele comandava o time de melhor futebol no início da temporada no Brasil. Mas caiu na tentação. Mostrou em matéria do Esporte Espetacular da Globo, segredos táticos do seu time. Como atacava, como marcava. Um prato cheio para os treinadores adversários. Detalhava com orgulho o seu 4-1-4-1.

 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Fernando Jubero, treinador do Guarany, soube muito bem aproveitar a aula do professor Tite. Se o brasileiro não só dizia, como mostrava suas triangulações pelos lados, caberia ao paraguaio evitá-las. Elas não aconteceram. Tanto no Paraguai como hoje no Itaquerão. Bastou montar duas linhas, com quatro zagueiros e cinco jogadores no meio de campo e pronto. Fagner e Fábio Santos teriam marcadores por setor, nas laterais do campo. Renato Augusto e Malcom seriam acompanhados.

Além disso, o time paraguaio tinha sempre nove jogadores atrás da linha da bola. Não havia espaço para o time brasileiro impor sua compactação. Ou seja, Tite ensinou a como o Guarany anular sua própria equipe.

Irritados com fatores fora e dentro do campo, os jogadores corintianos passaram a forçar bolas na área paraguaia. Seu meio de campo era absolutamente desprezado. O time passou a dar chutões da sua intermediária na zaga muito bem montada. Não havia paciência, movimentação combinada. Tudo parecia improviso. Ralf não tinha função, já que o Guarany só se defendiam. Elias também estava preso demais atrás, inacreditavelmente inseguro.

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Dava pena ver Guerrero lutando sozinho. Tentando resolver de qualquer maneira, na raça, na trombada. Nada de prático conseguiu durante a partida toda. A não ser um cartão amarelo. Malcom, a escolha de Tite foi uma catástrofe. O garoto se intimidou e não acrescentou nada ao Corinthians. Ele ocupou a vaga de Emerson, suspenso. Tite despachou Vagner Love do banco. Assim como fez com Cristian e Petros. Mostrou para os dirigentes corintianos que não os deseja mais no elenco. Simples assim.

O Corinthians travado, sem criar chances reais de gol. Os paraguaios tranquilos. A torcida tentando pressionar o firme árbitro chileno Enrique Osses. Qualquer bola na área, os jogadores pediam pênalti. Irritados por nada criar, Fábio Santos resolveu, em uma dividida, deixar o pé alto e acertar a barriga de Santander. Expulso com toda a justiça, aos sete minutos do segundo tempo.

Não bastasse, o Corinthians fazer uma péssima partida, precisar ganhar por três gols de diferença, ainda tinha um jogador a menos. Mas logo ficaria com dois. Jadson resolveu dar um tapa no rosto de Benítez. E também mereceu o vermelho. Vale lembrar que o time de Tite teve seis expulsões nesta Libertadores sem salários e direito de imagem. Já são oito expulsões neste ano. Uma demonstração clara de quanto os jogadores estão perturbados.

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Os torcedores e o treinador sabiam. Com nove atletas seria impossível furar as bem postadas linhas de marcação paraguaias. O 0 a 0 que já era constrangedor, ficou muito pior. Fernández recebe atrás da zaga e fuzila Cássio: Guarany 1 a 0, aos 46 minutos do segundo tempo. Acabava de forma vergonhosa a Libertadores de 2015 para o Corinthians.

Enquanto alguns torcedores xingavam Tite, a grande maioria dos corintianos ainda teve força para aplaudir o time. Demonstrou sua ligação ao clube, quando membros da Polícia Militar esperavam o pior. Uma invasão ao gramado e depredação do estádio para protestar pela eliminação. A torcida corintiana deu uma lição de civilidade. E incrível amor ao Corinthians...
 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Sem conseguir empréstimo, Corinthians age como clube pequeno. Promete repassar premiação de classificação na Libertadores aos jogadores. Fracasso diante do Guarany pode significar desmanche…

1agenciacorinthians1 Sem conseguir empréstimo, Corinthians age como clube pequeno. Promete repassar premiação de classificação na Libertadores aos jogadores. Fracasso diante do Guarany pode significar desmanche...
Prática comum em times pequenos que disputam competições eliminatórias. Quando há dificuldades em pagar os salários e direitos de imagem, a diretoria sinaliza com a única saída. Na prática mais uma maneira de pressionar a equipe por vitória. Repassar a premiação da classificação destinada ao clube aos jogadores.

Esse será o grande estímulo dos corintianos hoje à noite contra o Guarany do Paraguai. R$ 2 milhões que a Conmebol oferta à equipe que chegar às quartas de final da Libertadores. Em caso de o Corinthians ficar com a vaga, Roberto de Andrade repassará esse dinheiro aos atletas.

O presidente fez questão de ir ao treinamento ontem e repassar esse aviso aos atletas. As dívidas do Corinthians em relação ao time se arrastam desde 2014. Elas já bateram nos R$ 20 milhões. Ral, Guerrero, Elias, Fábio Santos e Danilo são os maiores credores. Mas o time todo está com seus direitos de imagem atrasados.

Graças à sua dívida com o Itaquerão, o Corinthians não consegue empréstimos. Não há garantias de pagamento. Não para quem precisa quitar o R$ 1,3 bilhão que está em aberto. Os R$ 420 milhões em CDIs prometidos pelo ex-prefeito Gilberto Kassab estão retidos pelo Ministério Público, com a acusação de favorecimento. O restante faz parte da dívida com a construtura da arena, a Odebrecht.

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"Pedir empréstimo com os bancos não é tão simples como ir comprar uma bala", tenta fazer piada Roberto de Andrade. O presidente sabe das tentativas fracassadas junto à Caixa Econômica Federal e ao BMG. Primeiro de R$ 30 milhões. Depois, de R$ 20 milhões. Agora, o clube tenta R$ 15 milhões. Mesmo com esses dois bancos com os quais o clube tem melhor relacionamento, as respostas foram negativas.

Tite tentou ao máximo preservar o time dos problemas financeiros do Corinthians. Não se cansou de repetir que tudo seria sanado. Que seus atletas tivessem em mente a potência do clube que venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes. O discurso acabou perdendo força. Pelo simples motivo que desde o início do ano, em fevereiro, o treinador tem falado a mesma coisa e o clube não tem conseguido manter os pagamentos em dia.

O que acaba sendo péssimo para esta partida decisiva, que pode ter profundas consequências em caso de fracasso. "O Corinthians precisa e vai seguir na Libertadores", afirma o veterano Fábio Santos, repetindo o mantra como um torcedor.

Os próprios jogadores sabem que pode acontecer um desmanche no time se houve a desclassificação precoce da Libertadores. A diretoria já encaminhou negociações com Ralf e Gil na janela do meio do ano. A renovação de contrato com Guerrero também pode ficar descartada. Ele não abre mão dos US$ 7 milhões, cerca de R$ 21 milhões como luvas e mais R$ 520 mil mensais por três anos. Malcom, Luciano, Petros também não ficariam.

Haveria até a possibilidade de rescisão dos contratos dos reservas Cristian e Vagner Love. Juntos recebem R$ 1 milhão. Outro dado interessante: Edílson, Edu Dracena e Mendonza, os outros atletas contratados para esta temporada não atuam na decisão de hoje. O que denuncia um erro na política de reforços.

Tite está mais tenso do que o normal. Ele sabe que toda essa conversa de dívida já infectou o elenco. Ainda na preparação do Corinthians contra o Palmeiras, na semifinal do Paulista, o treinador havia dito a seus atletas que a diretoria estava resolvendo de vez a questão financeira, maneira de minimizar a palavra atraso. Só que nada foi resolvido. A falta de solução era para ser mantida em sigilo. Só que vazou.

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O treinador fez questão de pedir, em tom de favor, que seus atletas não prologassem com a imprensa o assunto dinheiro. Não quer passar aos torcedores a impressão de que, caso o Corinthians seja eliminado, o problema seria financeiro.

Há um enorme desconforto em relação a Vagner Love no Corinthians. Dirigentes atuais reclamam muito da contratação feita pelo ex-presidente Mario Gobbi. Ele fez questão de contratar o atleta por devoção pessoal ao futebol do jogador. Nunca foi pedido de Tite. O ex-presidente amarrou o clube com um contrato de 18 meses. Gobbi acreditava que o jogador seria um grande ídolo dos corintianos. Seria uma maneira do dirigente ser lembrado. Está sendo, mas não da maneira que desejaria.

Love não ficará nem no banco hoje. Com Sheik suspenso, o ataque titular terá Guerrero ao lado de Malcom. E o paraguaio Romero será o reserva imediato. Tite se cansou do improdutivo futebol de Vagner Love. O descontentamento do jogador é evidente com a situação. O que pode acabar em rescisão. São até agora 18 jogos e apenas dois gols marcados.

A imprensa paraguaia tem explorado a declaração do diretor de futebol Sérgio Janikian. Pouco antes da partida em que o Corinthians foi derrotado por 2 a 0 em Assunção, ele mostrava seu entusiasmo.

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"A gente teve a felicidade, não vamos negar (de enfrentar o Guaraní), a gente foi presenteado por Deus, vamos dizer assim, nessas oitavas com um jogo que não é tão complicado, não é nenhum time brasileiro, nenhum grande expoente da Argentina."

Suas frases foram repetidas à exaustão para a Comissão Técnica e aos jogadores do Guaraní. O trabalho de Janikian vem sendo questionado. Em caso de fracasso do time na Libertadores, corre o risco de demissão.

O Corinthians precisa vencer a partida hoje por três gols de diferença para se classificar. Nunca Tite entrou para reverter uma desvantagem tão grande. Não bastasse as dificuldades do adversário, há os atrasos salariais. Ele espera que a premiação de R$ 2 milhões aja como doping financeiro.

Além disso, o técnico apela ao apoio dos corintianos que lotarão o Itaquerão. "As críticas são justas, e a gente respeita Estamos num momento difícil, temos consciência disso. Que os torcedores também possam nos colocar um pouco debaixo da asa."

Mais do que ninguém, Tite sabe muito bem o que pode significar um fracasso hoje à noite. A eliminação precoce da competição mais desejada em 2015. Seria a senha para o início do desmanche do time que foi montado para ganhar a Libertadores...
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A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê-lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão…

1ae34 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...
É uma das situações mais complicadas do futebol brasileiro. Alexandre Pato não deseja nunca mais pisar no Parque São Jorge. Quase apanhou dos jogadores, foi ameaçado pelas organizadas e só teve desprezo por parte de Tite, Mano Menezes e os dirigentes. Ou seja, não absolutamente nada que recomende seu retorno.

Só que ele tem contrato até dezembro de 2016 no Parque São Jorge. Custou R$ 43 milhões que o ex-presidente Mario Gobbi pagou com orgulho ao Milan. Depois de fracassar por todo 2013 e início de 2014, foi emprestado ao São Paulo até o final de 2015. Em janeiro de 2016, teria de retornar e cumprir um último ano de contrato no Parque São Jorge.

Só que a relação é péssima. Como o Itaquerão é responsável por uma dívida de R$ 1,3 bilhão o Corinthians paga o que é prioridade. Está devendo a seus jogadores que disputam a Libertadores. Lógico que deveria também ao que está emprestado ao rival que disputa a mesma competição. São oito meses da metade do salário que divide com os dirigentes do Morumbi. Nada menos do que R$ 3,2 milhões e mais R$ 320 mil de auxílio-moradia. Quando assinou contrato, Pato fechou acordo de R$ 800 mil mensais, o que hoje é repartido entre os dois clubes. Com os corintianos ainda bancando R$ 40 mil de auxílio-moradia.

Andrés Sanchez e Roberto de Andrade, homens que hoje mandam no Corinthians admitem ter sido uma loucura o que Gobbi combinou com Pato. E desde Andrade ganhou a presidência do clube, ele tenta negociar o atacante. Pediu a empresários a oferecê-lo ao futebol árabe, japonês, chinês, ucraniano, russo.

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O sonho é pelo menor recuperar 10 milhões de euros, cerca de R$ 32 milhões. E mais: se livrar dos R$ 17,06 milhões em salários que terá de pagar ao atacante, somando todos os débitos até dezembro de 2016. Lembrando que no próximo ano, o dinheiro sairá apenas do Corinthians. Portanto, se o clube se livrar dele na próxima janela, em julho e agosto, os dirigentes agradeceriam aos céus.

Só que Alexandre Pato também tem suas vontades. Ele já avisou seu empresário Gilmar Veloz. Não quer saber de mercados emergentes. E nem clubes menores da Europa. Deseja uma equipe do tamanho do Milan, de onde saiu. Ou então ficar no São Paulo.

Motivos para dor de cabeça de Andrés e Roberto de Andrade. Não há um time grande e nem médio da Europa disposto a apostar no jogador. Ele foi acompanhado de perto por representantes das equipes poderosas no país. E seu desempenho, embora tenha melhorado no São Paulo, continua pífio.

Andrés e Roberto nutrem esperança que o rival resolva bancar os dez milhões de euros. Mas o São Paulo também tem graves problemas financeiros. São mais de R$ 150 milhões em dívidas. Carlos Miguel Aidar não tem a menor vontade de antecipar a compra. O clube pode exercer esse direito até dezembro. Faltam oito meses. O dirigente são paulino mandou recados à dupla que comanda o Corinthians que não tem pressa.

3spfcnet A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

Alexandre Pato se mantém firme. Não vai ceder. Retribuirá na mesma moeda o que passou no Parque São Jorge. Fábio Santos tornou público o que muitos sabiam. Quando o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil em 2013, na decisão por pênaltis para o Grêmio. Pato quis dar uma cavadinha. E praticamente atrasou a bola nos braços de Dida.

"É. Naquele dia, ficou difícil segurar para não baterem no Pato. O (goleiro reserva) Danilo Fernandes estava bem chateado. Uns dois ou três estavam bem bravos. A gente já sabia que ele ia apanhar muito da imprensa, a torcida já queria bater nele, jogador já queria bater nele. Se não tem dois ou três para segurar a bronca ali...", disse o lateral à Fox Sports.

Pato não pôde nem dormir na concentração naquela noite. Foi para a casa do seu empresário, que o tirou do vestiário por uma porta lateral, para fugir da imprensa. Quando as organizadas invadiram o CT corintiano, em 2014, ele foi procurado. Torcedores gritavam que, se o encontrasse, quebrariam suas pernas.

Ou seja, tudo que se refira ao Corinthians costuma arrepiar o atacante. Ele não quer nem pensar em passar por perto do clube. Sua rejeição é total.

4reproducao3 A vingança de Pato. Só aceita deixar o São Paulo se for para jogar em time grande da Europa. O Corinthians vai perder tempo se continuar tentando vendê lo para China, Arábia, Ucrânia, Japão...

Dirigentes corintianos pensam como resolver o complicado caso. Ao final do empréstimo para o São Paulo, no final de dezembro, se não houver proposta de um clube importante do Exterior, o clube faria um acordo para dispensá-lo. A ideia primeira seria não pagá-lo até janeiro de 2016. E depois liberá-lo, mas desde que fosse atuar no Exterior. A liberação dessa maneira interessaria Pato. Gilmar Veloz pretende esperar. Ver o que acontece nesses próximos oito meses.

Pato tem sobrevivido, e bem, com a metade do salário que o São Paulo paga: R$ 400 mil. Mas a verdade é que legalmente a situação vai ficando constrangedora. Já são quase nove meses que não ganha a parte corintiana. A possibilidade de acionar a justiça existe. Mas Gilmar Veloz tem medo de uma ação que pode durar anos. E até travar a carreira do atacante.

Com 11 gols em 2015, Pato tem se mostrado mais confiante. Sonhando até com uma remota chance de ser chamado para a Copa América. Algo que pessoas ligadas à Comissão Técnica de Dunga consideram uma heresia. Suas chances são nulas atualmente.

Pelo menos o jogador de 25 anos se sente à vontade no Morumbi. Muito mais do que no Parque São Jorge. Sabe que não tem a obrigação de ser o grande ídolo do time, como era em Itaquera. Ideia de executivos da Nike e que foi comprada sem análise mais profunda, por Mario Gobbi. Por isso o Corinthians, precisando de dinheiro, se vê preso a um jogador caríssimo, com salários de R$ 800 mil e mais R$ 40 mil de auxílio moradia por mês. Até dezembro de 2016.

"Eu só posso dizer que aqui eu muito bem. Não tenho o que reclamar do São Paulo. Me sinto bem demais por aqui..."
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Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi…

1agenciacorinthians1 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...
"Isso é uma baixaria que não serve para mim! Para mim, não serve! Esse tipo de ilação não serve! Tenho respeito às pessoas e instituições. Não sou técnico do Corinthians, eu estou técnico. Ninguém vai levantar a minha condição! Ninguém! Tenho muito orgulho da minha carreira! Muito!"

Estas foram as declarações que mais repercutiram depois do 0 a 0 entre Corinthians e San Lorenzo. O resultado frustrou as 40 mil pessoas que lotaram o Itaquerão. Mas classificou o time. Só que teve um efeito colateral que perturba o treinador corintiano. Está nas mãos do Corinthians a sequência do São Paulo na Libertadore
Na última rodada da fase de classificação de grupos, o San Lorenzo enfrentará o eliminado Danúbio. O fraco time uruguaio perdeu todos os seus cinco jogos. Tomou 14 gols e marcou apenas três. A partida será em Buenos Aires. Bastará uma vitória simples, por 1 a 0 que o argentino se classifica. Desde que... O São Paulo perca no Morumbi para os corintianos. Se houver empate, o San Lorenzo terá de vencer por 4 a 0. Se o time de Milton Cruz ganhar, se classifica para os mata-matas.

Ou seja. Tudo depende do desempenho do time de Tite. Esperto demais Edgardo Bauza, bicampeão da Libertadores, fez sua obrigação. E repassou a responsabilidade ao técnico corintiano toneladas de responsabilidade.

"Acho que o Corinthians vai fazer de tudo para não deixar vivo um grande rival e poder pegá-lo em uma quartas de final ou semifinal, o que seria terrível."

Foi hábil com as palavras. Ou seja, o momento para abater, alijar o São Paulo da competição é agora. De acordo com seu raciocínio, o Corinthians não pode jogar sem determinação só porque está classificado. No futuro da Libertadores pode pagar caro, ser eliminado pelo rival. Lógico que, se Tite seguir as indicações e vencer o jogo da próxima quarta, dá uma ajuda enorme ao San Lorenzo.

Era tudo o que Tite não precisava ouvir. Pessoas próximas a ele sentem que está uma pilha de nervos. Já tem a responsabilidade de eliminar o Palmeiras, chegar à final do Paulista. Não pode se dar ao luxo de poupar jogadores e ser crucificado se o Corinthians desperdiçar sua primeira semifinal no Itaquerão. Ainda mais com o principal adversário da história do clube.

2ae14 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...

E três dias depois, o Brasil e a Argentina acompanharão com todo o interesse a maneira com que seu time enfrentará o São Paulo. Para um treinador que deseja alçar vôos maiores, como dirigir a Seleção Brasileira e clubes europeus, o fracasso teria peso enorme. Mesmo sem qualquer culpa, seu nome poderia ficar amarrado a uma 'mutreta' para classificar os dois brasileiros e eliminar o San Lorenzo. O peso do clássico poderia ser desprezado.

Para dar maior dramaticidade à situação, há o lado físico e mental dos atletas corintianos. Fábio Mahseredjian já avisou que atletas estão sentindo o desgaste dos jogos decisivos. Assim como toda a pressão psicológica, o stress.

De maneira sutil, no segundo tempo da partida de ontem, Tite mandou seu time diminuir o ritmo. Sim, o Corinthians queria vencer. Mas não mais exercia a marcação pressão na saída de bola adversária, sua marca registrada. Nem se desdobrava para preencher o espaço. Tirar o oxigênio dos argentinos. Os 40 mil corintianos no Itaquerão perceberam. Gritavam, cantavam, incentivavam. Faziam sua parte. Mas sentiam que a disposição do início do jogo não era a mesma. Por isso deixaram o estádio frustrados.

O treinador corintiano estava fazendo sua obrigação. Ele precisava da energia dos seus jogadores no domingo e na quarta-feira. De uma maneira fria, calculista, tinha a perfeita noção que o 0 a 0, o empate servia. A disputa para ser primeiro na classificação geral não valeria a pena. Pelo simples motivo que a tabela o ajudou. Mostrou que o pior adversário, prêmio para o time que mais pontos acumula na fase de grupos, não era nada interessante: o tradicional River Plate.

Que o Boca Juniors, com sua campanha impecável de seis vitórias em seis jogos, que ficasse com o privilégio. O Tigres do México somou 14 pontos nos seus confrontos. O Corinthians tem 13 se vencer o São Paulo ficará com 16 e passará a ser o segundo colocado na classificação geral. Ganha o bônus de decidir suas partidas no mata-mata em casa. Até uma eventual final. Desde que o adversário não seja o Boca, líder geral.

Tite está absolutamente pressionado. Andrés Sanchez odeia Carlos Miguel Aidar. Não o perdoa por tê-lo chamado de mestre de obras. Ridicularizou o Itaquerão. E mostrou de forma crua o envolvimento do ex-presidente Lula na obra.

 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro." E foi além.

"O Itaquerão não vai ter show. Aquilo é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá."

Aidar disse e manteve sua opinião quando se encontrou cara a cara com Andrés Sanchez no restaurante Lellis, no luxuoso bairro dos Jardins, em São Paulo.

O ódio entre os dois só cresceu do ano passado para cá. Andrés e Carlos Miguel lutam para comandar uma liga independente e enfrentar a CBF. O São Paulo quer acabar com a regalia corintiana de receber cota muito maior da Globo para mostrar seus jogos. O corintiano exige manter o privilégio por dar mais audiência.

O presidente Roberto de Andrade sabe o quanto é importante para Andrés ter o Corinthians eliminando o São Paulo. Logo na primeira fase. Ainda mais dentro do Morumbi. Seria o prazer quase comparável ao título. A desmoralização pública do 'elitista' Carlos Miguel Aidar.

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Roberto de Andrade foi quem enfrentou o ex-Mario Gobbi para recontratar Tite e despachar Mano Menezes. A dívida pessoal do treinador corintiano com Roberto é imensa. E ele sabe o quanto é importante para o atual presidente eliminar o rival.

Tite já estava sem saída. Sabe que é terrível ter a obrigação de vencer dois clássicos seguidos. Principalmente o contra o São Paulo, com o time já classificado e que poderia se poupar, para uma eventual disputa de final do Campeonato Paulista. Só que esta hipótese não existe.

O Corinthians não terá de dar a vida para derrotar o São Paulo na próxima quarta. Não pelo San Lorenzo e seu esperto técnico Edgardo Bauza. Mas sim pela sequência de sua carreira, por Roberto de Andrade, por Andrés Sanchez e pelos torcedores.

O destino do São Paulo Futebol Clube na Libertadores está nas mãos de Adenor Leonardo Bacchi. Até a quarta-feira, depois da meia-noite, ele é o homem mais pressionado do futebol deste país...
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Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América…

1reproducao25 Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América...
O Corinthians escolheu um adversário poderoso. Andrés Sanchez impediu que o clube mandasse qualquer representante na posse de Marco Polo del Nero, como novo presidente da CBF. O deputado federal do PT ainda comanda a política no Parque São Jorge. Manda mais do que o presidente Roberto de Andrade. E ele detesta Marco Polo.

Desde que Andrés surgiu no futebol, apadrinhado pelo ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, ele nunca teve bom relacionamento com o então presidente da Federação Paulista. Os dois sonhavam há muito tempo em comandar a CBF. Os dois tinham proximidade com Ricardo Teixeira. As crises de ciúmes entre eles ficaram famosas.

Mas desde que implodiu o Clube dos 13, porque iria promover um leilão de verdade pelos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro, a gangorra pendeu para Andrés. Ele ganhou beijos na bochecha, fidelidade absoluta de Ricardo Teixeira, que quis fazer o favor para a emissora que mantém o monopólio de futebol no Brasil. Marco Polo foi escanteado.

A generosidade de Teixeira foi tão grande que concordou imediatamente com a ideia de Sanchez: a construção de um estádio para o Corinthians. Bastaria aproveitar a Copa do Mundo no Brasil. De quebra, o dirigente corintiano se vingaria de outro inimigo, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Foi assim que o Morumbi foi defenestrado do Mundial. Por isso continua um estádio 'ultrapassado', um 'Canindé', nas definições do presidente são paulino, Carlos Miguel Aidar.

Teixeira deu o cargo de coordenador de Seleções a Andrés Sanchez. Seria um treinamento para logo assumir a CBF. Ricardo sonhava ter uma chance verdadeira de suceder Blatter. Os aliados de João Havelange iriam trabalhar a seu favor.

Ninguém se lembrava mais de Marco Polo. E nem do vice-presidente da CBF, região Sudeste. José Maria Marinho. Mas logo todos se recordariam da dupla. Foi quando a Polícia Federal e a Fifa acabaram por obrigar Ricardo Teixeira a deixar a presidência da CBF. As acusações de superfaturamento de um amistoso contra Portugal e de recebimento de propina na chegada da ISL no Brasil foram fortes demais. Por sorte, escapou de ser preso.

De uma hora para outra, Andrés Sanchez viu seu sonho ruir. Ficou sem seu padrinho. Justo o ex-presidente corintiano que adorava provocar a imprensa. "Sabe quando o Ricardo Teixeira vai deixar a CBF? Quando o Sargento Garcia prender o Zorro." Dizia, ria muito e acendia um cigarro. Logo o riso sumiu e os cigarros se multiplicaram.

Marco Polo cultiva a fama de ser um dirigente frio, calculista e vingativo. Desde que era advogado e depois vice de Eduardo José Farah. Por anos ele esperou o dirigente cumprir a palavra e entregar o cargo. Quando Farah resolveu se afastar, estava nomeando Reinaldo Carneiro Bastos. Marco Polo exigiu que a promessa fosse cumprida e tinha a lei a seu favor. Era o vice mais velho da FPF. Quando assumiu, não deixou a menor brecha para que Farah mantivesse ligação com futebol. Ele morreu magoado com del Nero.

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E foi essa mesma obsessão nos regulamentos internos das associações esportivas que afundou de vez Andrés. Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, queria assumir no lugar de Ricardo Teixeira. Mas o estatuto mostrava que o privilégio era do vice mais velho. No caso, José Maria Marin.

O ex-governador biônico não tinha poder. Seu cargo deveria ser simbólico. Teixeira nunca o pensou como sucessor. Mas a Polícia Federal e a Fifa acabaram mudando o rumo das coisas. E quem era o melhor amigo, aquele que nunca o deixou de fazer questão de sua companhia? Marco Polo.

Marin vai fazer 83 anos. Tem nove anos a mais que de del Nero. Os dois combinaram em março de 2012. José Maria ficaria até 2015. E recompensaria o presidente da FPF pelo apoio nos anos de baixa. O faria vice e depois seu sucessor.

Aterrorizado, Andrés Sanchez viu seu maior inimigo ficar muito poderoso. E, mesmo no cargo de coordenador de Seleções, mandou espalhar que sairia candidato à CBF. Marco Polo soube. Resolveu se divertir. Não demitiu o desafeto de imediato. Apenas tirou o seu poder. O transformou em um fantoche. Ele não tinha a menor ideia do que aconteceria no futebol da CBF. Como no caso de seu protegido, Mano Menezes. Passou vexame diante de toda a imprensa. Até que, quando menos esperava, foi mandado embora.

Andrés procurou o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto e do da Federação Carioca, Rubens Lopes. O trio enfrentaria Marin e Del Nero. Mas sentiram todo o poder de fogo de quem possui o mandato na CBF. Marin conseguiu o apoio quase unânime das Federações e Clubes. Rubens Lopes logo desistiu. Assim também como Noveletto, para não passar vergonha.

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Marco Polo foi aclamado presidente da CBF em abril de 2014. Mas não se esqueceu de Andrés e seus amigos. Depois do vexame da Seleção na Copa de 2014, Tite era o treinador de melhor currículo no país. Mas acontece que era muito ligado ao ex-presidente corintiano. Marin até gostava dele. Porém Marco Polo o barrou. Apostava na disciplina de Dunga. Tite sabe que foi esse o motivo que o afastou da Seleção.

E hoje, na posse de Marco Polo, o Corinthians não mandou nenhum representante. Comprou a briga em nome do deputado e homem que comanda o clube. O inimigo escolhido é de alto porte. E não é nada ingênuo. A aproximação com a Globo, com as federações e demais equipes do país é excelente.

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Tanto que Marco Polo prometeu aos grandes clubes do país que eles não ficarão na mão. Não precisarão ficar de joelhos diante da MP de Dilma. O dirigente prometeu se empenhar para que o governe abra mão das contrapartidas. Nada de obrigatoriedade de investir 70% no futebol profissional, muito menos colocar dinheiro alto na base e no futebol feminino. Punições como rebaixamento para quem não pagar salários em dia. Ou os dirigentes terem de arcar com seu patrimônio por prejuízos ao clube. Ou se o governo não aceitar tirar essas exigências, a CBF vai ajudar os endividados.

Lógico que quem irá escolher as equipes será o conselheiro vitalício do Palmeiras, Marco Polo del Nero. O Corinthians terá dificuldade em obter facilidades na CBF. Além de apoio político, por exemplo, na Conmebol. Na escolha dos árbitros de seus jogos na Libertadores. Romper com o presidente da CBF nunca foi bom para clube algum no Brasil. Quem se esquece de Carlos Amarilla?

Mas a situação é incontornável. Andrés Sanchez não tem medo. Tanto que já garantiu que após o final de seu mandato terá duas missões na vida.

"Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos", disse ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, no ano passado.

Marco Polo del Nero, com mandato até 2019, sabe dos planos do seu inimigo. E já deixou claro na posse sem nenhum representante do Corinthians: não vai ficar esperando de braços cruzados, não...
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A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite…

1ae12 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...
A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação logo no primeiro jogo das quartas-de-final. Mostrou sua incompetência. A Ponte Preta teve um gol absurdamente anulado, quando dominava o Corinthians e a partida estava 0 a 0. O bandeira Vicente Romano Neto inventou impedimento.

O lance foi claro, vergonhoso. Ajudado, o time de Tite se recuperou na partida e venceu o dificílimo jogo por 1 a 0, gol de Renato Augusto. Foi muito injusto o que aconteceu no Itaquerão. A maneira que o Corinthians chegou à semifinal do Paulista acabou sendo constrangedora.

Logo na manhã deste sábado, uma surpresa nada agradável para Tite. Guerrero acordou com febre alta, suando e com fortes dores no corpo. Os sintomas clássicos de dengue. Guerrero foi internado imediatamente no hospital São Luiz. A previsão do departamento médico corintiano é que, se confirmada a doença, o peruano ficará dez dias, no mínimo, longe do futebol.

Se isso se confirmar, o artilheiro perderá jogos fundamentais. Como o contra o San Lorenzo, no Itaquerão, na quinta-feira. A esperança é que se recupere a ponto de enfrentar o São Paulo, no último jogo da fase de grupos da Libertadores.

O desfalque de Guerrero mudaria toda a maneira de o Corinthians atacar. O time está mais do que habituado em atuar com o peruano como referência no ataque, fixo. Brigando, prendendo dois zagueiros. Com Vagner Love, as características do ataque se transformariam. Não haveria mais um atleta como referência na frente. A defesa rival teria mais tranquilidade não só para marcar, como sair com a bola dominada.

O duelo entre Tite e Guto Ferreira mereceu um capítulo à parte. Os dois se conhecem muito. Guto foi auxiliar do próprio Tite por dois anos no Internacional, entre 2008 e 2009. Continuam grandes amigos. As conversas sobre futebol são constantes. Cada um sabe como o outro pensa.

E Guto começou a agir ainda durante a semana. Fez seu time treinar em gramado rente e molhado, para a bola correr muito, como no gramado do Itaquerão. Os atletas foram obrigados a usar travas de alumínio, que muitos não gostam. Tudo para que seu time treinasse com toda a intensidade com que sonhava anular o time do amigo.

Guto tratou de tirar um meia e colocar mais um volante. Sabia que o ponto forte corintiano está no meio de campo, com seus jogadores se aplicando para dominar o setor. E assim controlar o adversário. Atacar e defender em bloco. Com o apoio dos laterais. A maneira mais comum que os grandes times europeus atuam.

Para o veneno, o antídoto. Com nada menos do que quatro volantes com forte pegada, Juninho, Fernando Bob, Josimar e Bruno Silva, o oxigênio não chegava aos pulmões corintianos. Elias, Jadson, Renato Augusto e Emerson era muito bem vigiados. Quase não conseguiram jogar no primeiro tempo.

Apenas o volante da Seleção Brasileira teve uma ótima chance. Fagner e Jadson tabelaram e abriram a defesa. A bola foi rolada para Love que descobriu Elias livre, na entrada da área. Em vez de correr mais com a bola, afobado, chutou fraco para fácil defesa de Matheus.

O lance aos dez minutos o que o Corinthians fez de melhor no primeiro tempo. A Ponte Preta foi ganhando confiança por conseguir anular o adversário. Os atletas percebiam a afobação dos corintianos. Não tinham paciência para se livrar dos adversários. Precipitavam jogadas.

Inteligentes, os jogadores rodados de Campinas como Renato Cajá e Rildo encontravam espaço por trás de Ralf e Elias. Começavam a incomodar, encontrar espaço. Principalmente pelas laterais. Tanto Fagner como Uendel estavam sobrecarregados. A Ponte tinha maior posse de bola do que o Corinthians no Itaquerão, um feito.

Cássio já tinha feito duas ótimas defesas, quando veio o lance mais polêmico do jogo. A Ponte Preta teve um gol legal anulado. Lance claro, que comprometeu todo a partida.

Biro Biro encontrou Juninho livre, o chute saiu forte, Cássio rebateu. A bola sobrou livre, para Renato Cajá, que empurrou para as redes. A Ponte Preta fazia 1 a 0 aos 37 minutos. Só que o bandeira Vicente Romano Neto não deixou. Sabotou o trabalho do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Marcou um inexistente impedimento. A arbitragem bancada pela Crefisa ajudou o rival do Palmeiras. Impediu que o time interiorano saísse na frente.

O Corinthians estava dominado. Se ficasse atrás no placar, ninguém pode dizer o que aconteceria. E ninguém vai poder. Porque Vicente Romano Neto não permitiu.

O 0 a 0 foi no intervalo foi um presente para o Corinthians. Triste injustiça para a Ponte Preta. O time interiorano não merecia tamanho erro do bandeira.

Nos 15 minutos que teve para conversar com seus jogadores, Tite agiu. E muito bem. Tratou de adiantar a marcação na saída de bola dos campineiros. E exigir maior proximidade dos atletas. Assim dariam mais opção para quem estivesse organizando a jogada. Era para atuar com mais personalidade.

3ae6 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Os atletas da Ponte souberam no intervalo o quanto haviam sido prejudicados. Entraram no segundo tempo irritados com a arbitragem. Perderam a concentração. Um gol anulado injustamente tem peso enorme. Ainda mais em uma decisão na casa do adversário favorito. O dano que o bandeira Vicente Romano Neto foi imenso.

Muito melhor postado e com confiança, o Corinthians foi outro no segundo tempo. E logo marcou 1 a 0. Jadson tocou de peito para Renato Augusto. Ele procurou e encontrou Vagner Love. O atacante fez muito bem o pivô, devolvendo a bola com açúcar e afeto. A zaga da Ponte não acompanhou Renato Augusto. O corintiano foi ágil e chutou rasteiro, rápido. Matheus ainda tocou na bola, mas ela foi morrer no fundo das redes. Gol do Corinthians, aos dez minutos.

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A partir daí, Tite fez seu time recuar. Inverteu o tabuleiro de xadrez. Era seu time que marcava, que esperava o erro do adversário. O Corinthians passava a atuar no 4-1-4-1. Renato Augusto, Jadson e Emerson passaram a fechar a intermediária. Apenas Love ficava mais adiantado.

O time campineiro estava muito nervoso, irritado. Com o erro do primeiro tempo e com o gol sofrido. A Ponte não tinha espaço para tocar a bola. O vivido e consciente Corinthians, invicto há 30 partidas no Itaquerão, sabia muito bem o que fazer. Marcou, diminuiu o ritmo de jogo. E conseguiu a importantíssima vitória. Chegou à semifinal do Paulista.

Tite tem a plena consciência que sua equipe não atuou bem. E que precisa agradecer ao seu melhor jogador hoje no Itaquerão. A torcida ainda precisa decorar seu nome: Vicente Romano Neto, bandeira, patrocinado pela Crefisa...
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Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?

1ae Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?
No dia 10 de fevereiro foi confirmada a troca da presidência na Caixa Econômica Federal. Saiu Jorge Hereda, considerado por economistas muito 'mão aberta'. Sob seu comando, o banco mais do que triplicou sua carteira de crédito, batendo em R$ 576,4 bilhões. Passou os concorrentes privados, Santander Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco.

A ordem da presidente Dilma e do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, era de reduzir taxas de juros e aumentar a oferta de crédito para evitar uma desaceleração da economia. Lembrando que Hereda assumiu em março de 2011, quando Dilma tinha aprovação de 46% e buscava firmar seu governo e buscava popularidade.

Nesta esteira, entrou o futebol. O Brasil iria sediar a Copa do Mundo de 2014. O ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, convenceu Dilma que seria ótimo para o governo ajudar os grandes clubes brasileiros. Como o país ainda não havia mergulhado na recessão, ele tratou de começar a esboçar o parcelamento de 20 anos para R$ 4 bilhões de dívidas dos maiores clubes do país. Pouco se importante se hospitais, indústrias e faculdades fechavam por dívidas com o governo. As equipes que seriam beneficiadas contam com milhões de torcedores/eleitores.

Rebelo recebeu apoio de políticos de todos os partidos. Principalmente da bancada da Bola. A medida populista ajudaria a todos em qualquer eleição.

Só que Hereda começou a ser assediado por políticos ligados a clubes. Eles não buscavam dinheiro emprestado. Eram mais ousados, queriam o patrocínio do banco. Já que o banco público dava dinheiro a atletas olímpicos, por que não ao esporte mais popular do país? A pressão foi enorme. E de todos os lados.

Deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros. Era muita gente poderosa desejando que os patrocínios fossem autorizados. Os primeiros saíram em julho de 2012: Atlético Paranaense e Avaí. O time de Curitiba ficou com R$ 3,6 milhões. O de Santa Catarina, R$ 1,7 milhão. Abriu-se a porteira. A notícia se espalhou. Filas de lobistas se formaram em frente à sede da Caixa, atrás de Hereda.

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O dinheiro dos primeiros patrocínios eram irrelevantes, diante do patrocínio da instituição financeira. O saldo em 2011 da Caixa ultrapassou 37% o balanço de 2010. Chegou nos R$ 5,2 bilhões. O clima era de euforia pura. Não havia motivo para virar as costas aos clubes, ainda mais com o país caminhando para a Copa. Seria excelente para a popularidade do banco e de Dilma.

Mas os critérios sempre foram políticos. Quem não tinha padrinho, morria pagão. A única exigência prática era a Certidão Negativa de Débitos. Um documento que provava que o clube não tinha dívidas previdenciárias ou trabalhistas.

A sensação era que havia um novo baile da Ilha Fiscal. Para quem não se lembra das aulas de história, o baile da Ilha Fiscal foi a última festança da Monarquia. Enquanto os reis festejavam no Rio de Janeiro, a República se articulava e chegaria seis dias após o baile.

À farra do dinheiro público dado a Avaí, Figueirense e Atlético Paranaense, chegaria o gigante. Corinthians. Clube que conseguiu seu estádio graças à intervenção do ex-presidente Lula. Mentor de Dilma e principal figura do partido que domina o país há 12 anos. Hereda não teve como dizer não ao pedido do clube mais popular do estado mais rico da União. E, por coincidência, o time de coração de Lula.

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Foi fechado assim o maior patrocínio master no país: R$ 30 milhões por ano. O contrato caiu do céu. Para quem não se lembra, o Corinthians estava há sete meses sem patrocínio. O acordo aconteceu em dezembro de 2012. E não ficou nisso. O clube precisava de um banco que desse o seu aval para o empréstimo do BNDES para a construção do Itaquerão. Por meses, os dirigentes tentaram e não conseguiam arrumar quem assumisse a negociação de R$ 400 milhões. E não é que a Caixa aceitou? Ela e a Odebrecht formaram um fundo que administra a dívida do estádio.

Foi só o Corinthians que teve tamanho apoio. Hereda, no entanto, foi firme. Não aceitou pressão alguma para que a Caixa Econômica bancasse os R$ 400 milhões pedidos pelo Corinthians para os naming rights de 20 anos do Itaquerão. O que o clube paulista teve a coragem de propor, na prática: não pagaria os R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES e avalizados pelo Caixa. Daria o batismo da sua arena por 20 anos. Seria um escândalo. A pressão foi imensa. A muito custo, Hereda disse não.

Mesmo assim, o Corinthians ficou com o maior patrocínio do banco no país. E mais o aval para que seu estádio saísse do papel. Políticos do Rio intercederam em favor do Flamengo e do Vasco. O clube com maior torcida do país ficou com R$ 25 milhões. Enquanto o vascaíno embolsou R$ 15 milhões.

Assim: Avaí, Figueirense, Atlético Paranaense, Corinthians, Flamengo, Vasco, Coritiba, Vitória, Atlético Goianiense, Chapecoense, Paraná, Sport e até o ASA de Arapiraca. Esses foram os eleitos. Clubes que provavam na prática que, quem tem padrinho, não morre pagão. E conseguia patrocínio da Caixa.

Só que a crise internacional chegou ao Brasil. Por coincidência, ou não, ela explodiu após a última eleição presidencial. Dilma Rousseff foi reeleita. A política financeira do governo mudou. Guido Mantega caiu. Joaquim Levy assumiu e está encarando a recessão. Sem se preocupar em fazer política, está tomando medidas impopulares. Taxando o trabalhador, privilégios de empresas terminaram. Impostos foram aumentados.

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E a equipe econômica foi mudada. Jorge Hereda perdeu o seu cargo na Caixa Econômica. A ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior assumiu no seu lugar. E já sob protestos, ameaça de privatização, que ela negou veementemente. Sob o comando de Levy, a ordem é enxugar, evitar desperdício.

Lógico que os dirigentes de futebol ficaram e estão temerosos. Com o mundo ocidental vivendo uma profunda crise, são raríssimas as empresas dispostas a investir em patrocinar camisas de clubes. Principalmente depois do fiasco brasileiro na Copa. A queda de audiência e público nos estádios são dados concretos. Perder os milhões da Caixa seria terrível.

Só que algo muito estranho aconteceu. No dia em que Miriam assumiu, o contrato do Corinthians foi renovado. Sem um real de aumento. Foram mantidos os R$ 30 milhões. E só. Atlético Mineiro e Cruzeiro não renovaram com o BMG e estão sonhando com a Caixa. Assim como o Coritiba, o Goiás. E os demais clubes que querem prorrogar seus contratos. Mas a direção do banco não tem sequer atendido os dirigentes.

Apesar de uma reunião animadora em fevereiro, há a informação que Levy mandou esquecer os clubes de futebol. Muito dinheiro público já foi parar nestas equipes. Em 2014, foram R$ 105,9 milhões entre 13 equipes.

Mais do que o dinheiro, conter esses gastos é algo considerado simbólico pelo governo. Não há cabimento em plena recessão continuar a patrocinar clubes apadrinhados politicamente. O embate está forte em Brasília. A ordem é cumprir os contratos em vigor. Não renovar e nem fazer novos acordos. Nem mesmo o Flamengo está garantido.

Há um embate político feroz em Brasília. Os políticos da bancada da Bola, deputados, senadores, prefeitos, governadores estão lutando para que a Caixa continue patrocinando equipe que lhe interessam. Levy não quer ceder. Como o Corinthians conseguiu renovar? A resposta não é difícil. É o clube mais forte politicamente deste país. Ainda mais neste governo...
6ae Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?

O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata-matas no Itaquerão…

 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...
Tite não toca no assunto. Até por respeito a São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Mas a performance do seu time é positiva demais. São três vitórias nos três primeiros jogos. Duas destas partidas fora do Brasil. No returno, enfrentará o Danúbio e o San Lorenzo no Itaquerão e terminará a fase de grupos no Morumbi, contra o São Paulo.

As vitórias já fazem o treinador sonhar. Não só com a classificação. Mas com o primeiro lugar geral na fase de grupos. Ter o direito de fazer as partidas de voltas no seu estádio.

Era algo que nem o técnico ou os jogadores ousavam desejar. Acreditavam que a batalha seria duríssima. Três clubes grandes para duas vagas: Corinthians, São Paulo e San Lorenzo. O fraco Danubio nunca contou. Era o que vislumbrava Tite logo na fase de pré-Libertadores, quando eliminou o Once Caldas.

A previsão de muitas dificuldades começou a ir por terra logo na estreia, no clássico contra o São Paulo. O domínio sobre o time de Muricy poderia ter até proporcionado uma goleada. No final, 2 a 0 foi pouco. Depois, a sorte ajudou e o Corinthians enfrentou o San Lorenzo no Novo Gasometro vazio. O campeão argentino cumpriu punição justo contra o time paulista. Depois de muito sufoco, vitória por 1 a 0.

O adversário mais fraco do grupo quase complicou as coisas. Mas no final, mais três pontos, vitória por 2 a 1.

Na classificação geral só há outra equipe com 100% de aproveitamento entre os oito grupos. O Boca Juniors. Todos os demais 30 concorrentes perderam pontos. A campanha do time portenho era mais do que esperada. Os argentinos tiveram sorte. Têm os adversários mais fracos entre os 32 que disputam a Libertadores. Os adversários são: Zamora da Venezuela, Palestino do Chile e o uruguaio Montevideo Wanderes.

O Boca Junior está colecionando vitórias e gols. Venceu o Palestino no Chile por 2 a 0 e Wanderes por 2 a 1 e Zamora por 5 a 0 na Bombonera. Depois, abrindo o returno, nova goleada na Venezuela. 5 a 1 na revanche contra o Zamora. Ou seja, quatro jogos, 12 pontos. 14 gols a favor e dois contra. Saldo de 12.

O Corinthians marcou cinco gols e sofreu um nos três primeiros jogos. Saldo positivo de quatro.

1ap3 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

A disputa é desigual. O nível técnico dos adversários também, bem diferente. Mas o Corinthians conseguiu igualar em termos de vitórias, o grupo da Morte ao grupo mais fácil de toda a Libertadores.

Está lembrando demais a campanha de 2012, quando o time foi o segundo colocado geral na fase de grupos. Só ficou atrás do Fluminense. Teve o privilégio de decidir em casa seus jogos eliminatórios. Foi assim contra Emelec nas oitavas, Vasco da Gama, nas quartas, Santos nas semifinais e Boca Júniors, na decisão.

O coração de Tite palpita pela possibilidade de ficar, no mínimo em segundo, na classificação geral. Mais três vitórias no returno são muito plausíveis. Danubio e San Lorenzo no Itaquerão e o clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

3afp O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

Se tudo der certo neste ano, até com a conquista do título, a grande diferença estará no dinheiro que entrará no clube pela arrecadação. Em 2012, atuando no Pacaembu, o clube ficou com R$ 15 milhões, somando a arrecadação dos 228 mil torcedores que pagaram para ver suas partidas.

Desta vez, não. O dinheiro arrecado no Itaquerão não entrará nos cofres corintianos. Nenhum centavo. Está destinado ao fundo de investimento que controla o estádio. Pelo acordo firmado, com a Odebrecht, o clube só passará a receber cotas do que arrecada depois da dívida de R$ 1,2 bilhão do estádio ser paga. O fundo controlaria esse dinheiro por 16 anos, mas houve uma mudança em 2012. E ele passará a ter esse poder por 30 anos.

O acordo fechado por Andrés Sanchez é muito criticado internamente. E o parâmetro foi a combinação feita pela diretoria do Palmeiras com a WTorre. Toda a arrecadação dos jogos na nova arena fica no clube.

Mas Tite não está nenhum pouco preocupado com dinheiro. A ele importa a vantagem técnica. Decidir o máximo de partidas possíveis, nos mata-matas, em casa. Isso está muito bem encaminhado. O Corinthians igualou o grupo da Morte ao mais fácil da Libertadores...
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Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais…

1agenciaestado1 Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais...
Coube ao próprio presidente Roberto de Andrade procurar Tite ontem. E desmentir o que havia mandado garantir ao técnico logo após o empate contra o Ituano, no domingo. O técnico terá de se virar. Jadson vai embora para o Jiangsu Sainty. Os chineses resolveram bancar a multa de cinco milhões de euros, cerca de R$ 16,3 milhões. E exigiram o embarque imediato do meia. A partir daí, a decisão ficou nas mãos do jogador.

"A multa é o limite contratual de qualquer atleta e ele mostrou interesse de sair. Não tem contraproposta. Vou fazer o que? Comprar o atleta de novo? Não dá. Se o jogador fala 'não quero jogar na China' a multa não tem valor, mas se o atleta tem vontade não tem jeito. E eles pagaram a multa", disse o presidente corintiano à emissora Fox Sports.

Ele repetiu o que disse a Tite. Jadson e seus procuradores decidiram que o melhor era ir embora. Para atuar na China, seus salários eram de R$ 350 mil. O meia teria ficado irritado pelo fato de a direção do Corinthians já estar tratando com os chineses há mais de duas semanas. Seus representantes o convenceram que o clube não teve consideração por ele. Não se preocuparam em chamá-lo para oferecer um aumento para tornar a multa muito mais cara.

O meia é um atleta muito emotivo. Gosta de atuar onde é considerado fundamental. Costuma se abater quando é questionado, subestimado. Foi assim no São Paulo. Quando Muricy passou a deixá-lo na reserva, não reagiu. Pelo contrário, se entregou. Perdeu a motivação, o ímpeto. Assim que surgiu a chance da atuar no Corinthians, foi sem olhar para trás.

Mas o destino colocou na sua direção Mano Menezes. O treinador também logo se cansou de sua instabilidade. E virou reserva do reserva. Ao voltar Tite, a primeira coisa que ouviu do técnico foi incentivo. Mas com o carinho veio o aviso que Lodeiro seria sua primeira opção.

Só que o uruguaio foi mal demais nos treinos e nos jogos nos Estados Unidos. Tanto que o Corinthians não pensou duas vezes ao despachá-lo para o Boca Juniors. A posição era de Jadson. Sem concorrentes diretos e com todo o apoio de Tite, ele passou a jogar ótimo futebol.

Por coincidência, os representantes do Jiangsu Sainty observavam o meia há tempos. E buscaram a sua compra no Parque São Jorge. A multa é considerada baixa no mercado internacional. Foi uma exigência dos agentes de Jadson. Assim como a sua porcentagem pular de 50% em 2014 para 70% este ano. Empresários podem pedir o que quiserem. Inacreditável foi a antiga diretoria corintiana, presidida por Mario Gobbi, aceitar. Ou seja, para abrir mão de uma atleta importantíssimo na Libertadores, entrarão para os cofres apenas 30% da transação, ou seja: cerca de R$ 4,8 milhões. Valor irrisório.

1reproducao22 Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais...

Tite sabia do assédio chinês no seu jogador. Mas acreditou na palavra de Roberto de Andrade. O presidente sabia muito bem o quanto o Corinthians precisava do seu meia. Só que não contava com a mágoa de Jadson. Conselheiros espalham que ele aceitará porque receberá cerca de R$ 1 milhão mensalmente no Oriente.

Mas a ansiedade de Jadson por dinheiro é muito relativa. Ele passou sete anos atuando na Ucrânia, no Shakhtar Donetsk. Foi cinco vezes campeão nacional e ainda ganhou a Copa da Uefa, atual Liga Europa. Ele recebia muito bem por lá. A vida financeira do meia já está decidida.

Jadson não buscava só dinheiro no Corinthians. Importava para o meia muito mais reconhecimento, se sentir importante no clube. Quando no começo do ano sentiu que isso não acontecia, quase foi parar no Flamengo. Com a saída de Lodeiro, o Corinthians o segurou. Mas agora abriu as portas para o clube chinês. E em plena Libertadores.

Roberto de Andrade, tenta aliviar a revolta de conselheiros, dirigentes e do próprio Tite. A saída de Jadson está para acontecer logo após uma excelente atuação contra o São Paulo pela Libertadores. Em Itu, o novo diretor de futebol, Sergio Janikian, garantiu ao treinador que nem Jadson nem Gil sairiam antes do final da competição sul-americana.

O dirigente se apressa em dizer que usará o dinheiro como parte do pagamento da renovação de Guerrero. Mas não ameniza o clima de decepção no Parque São Jorge. 24 horas depois da garantia dada a Tite, o clube fecha a transação com os chineses.

Repassar a culpa a Jadson é muito fácil. O que precisa ser verificado é como toda a decisão da transação ficou com o jogador. Erro absurdo em plena disputa da Libertadores. Com o meia mostrando excelente futebol. Com R$ 4,8 milhões, que entrarão nos cofres, o Corinthians não consegue nem chegar perto de um meia talentoso para a reposição.

Pior para Tite que está perdendo uma peça importantíssima. E mais, o constrangimento que passa com a negociação. Domingo, ele avisava jornalistas em Itu que o elenco estava fechado para a Libertadores. Não contrataria mais ninguém. O mais importante, não perderia ninguém. Mera ilusão...
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