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Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi…

1agenciacorinthians1 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...
"Isso é uma baixaria que não serve para mim! Para mim, não serve! Esse tipo de ilação não serve! Tenho respeito às pessoas e instituições. Não sou técnico do Corinthians, eu estou técnico. Ninguém vai levantar a minha condição! Ninguém! Tenho muito orgulho da minha carreira! Muito!"

Estas foram as declarações que mais repercutiram depois do 0 a 0 entre Corinthians e San Lorenzo. O resultado frustrou as 40 mil pessoas que lotaram o Itaquerão. Mas classificou o time. Só que teve um efeito colateral que perturba o treinador corintiano. Está nas mãos do Corinthians a sequência do São Paulo na Libertadore
Na última rodada da fase de classificação de grupos, o San Lorenzo enfrentará o eliminado Danúbio. O fraco time uruguaio perdeu todos os seus cinco jogos. Tomou 14 gols e marcou apenas três. A partida será em Buenos Aires. Bastará uma vitória simples, por 1 a 0 que o argentino se classifica. Desde que... O São Paulo perca no Morumbi para os corintianos. Se houver empate, o San Lorenzo terá de vencer por 4 a 0. Se o time de Milton Cruz ganhar, se classifica para os mata-matas.

Ou seja. Tudo depende do desempenho do time de Tite. Esperto demais Edgardo Bauza, bicampeão da Libertadores, fez sua obrigação. E repassou a responsabilidade ao técnico corintiano toneladas de responsabilidade.

"Acho que o Corinthians vai fazer de tudo para não deixar vivo um grande rival e poder pegá-lo em uma quartas de final ou semifinal, o que seria terrível."

Foi hábil com as palavras. Ou seja, o momento para abater, alijar o São Paulo da competição é agora. De acordo com seu raciocínio, o Corinthians não pode jogar sem determinação só porque está classificado. No futuro da Libertadores pode pagar caro, ser eliminado pelo rival. Lógico que, se Tite seguir as indicações e vencer o jogo da próxima quarta, dá uma ajuda enorme ao San Lorenzo.

Era tudo o que Tite não precisava ouvir. Pessoas próximas a ele sentem que está uma pilha de nervos. Já tem a responsabilidade de eliminar o Palmeiras, chegar à final do Paulista. Não pode se dar ao luxo de poupar jogadores e ser crucificado se o Corinthians desperdiçar sua primeira semifinal no Itaquerão. Ainda mais com o principal adversário da história do clube.

2ae14 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...

E três dias depois, o Brasil e a Argentina acompanharão com todo o interesse a maneira com que seu time enfrentará o São Paulo. Para um treinador que deseja alçar vôos maiores, como dirigir a Seleção Brasileira e clubes europeus, o fracasso teria peso enorme. Mesmo sem qualquer culpa, seu nome poderia ficar amarrado a uma 'mutreta' para classificar os dois brasileiros e eliminar o San Lorenzo. O peso do clássico poderia ser desprezado.

Para dar maior dramaticidade à situação, há o lado físico e mental dos atletas corintianos. Fábio Mahseredjian já avisou que atletas estão sentindo o desgaste dos jogos decisivos. Assim como toda a pressão psicológica, o stress.

De maneira sutil, no segundo tempo da partida de ontem, Tite mandou seu time diminuir o ritmo. Sim, o Corinthians queria vencer. Mas não mais exercia a marcação pressão na saída de bola adversária, sua marca registrada. Nem se desdobrava para preencher o espaço. Tirar o oxigênio dos argentinos. Os 40 mil corintianos no Itaquerão perceberam. Gritavam, cantavam, incentivavam. Faziam sua parte. Mas sentiam que a disposição do início do jogo não era a mesma. Por isso deixaram o estádio frustrados.

O treinador corintiano estava fazendo sua obrigação. Ele precisava da energia dos seus jogadores no domingo e na quarta-feira. De uma maneira fria, calculista, tinha a perfeita noção que o 0 a 0, o empate servia. A disputa para ser primeiro na classificação geral não valeria a pena. Pelo simples motivo que a tabela o ajudou. Mostrou que o pior adversário, prêmio para o time que mais pontos acumula na fase de grupos, não era nada interessante: o tradicional River Plate.

Que o Boca Juniors, com sua campanha impecável de seis vitórias em seis jogos, que ficasse com o privilégio. O Tigres do México somou 14 pontos nos seus confrontos. O Corinthians tem 13 se vencer o São Paulo ficará com 16 e passará a ser o segundo colocado na classificação geral. Ganha o bônus de decidir suas partidas no mata-mata em casa. Até uma eventual final. Desde que o adversário não seja o Boca, líder geral.

Tite está absolutamente pressionado. Andrés Sanchez odeia Carlos Miguel Aidar. Não o perdoa por tê-lo chamado de mestre de obras. Ridicularizou o Itaquerão. E mostrou de forma crua o envolvimento do ex-presidente Lula na obra.

 Tite. O homem mais pressionado no futebol brasileiro. Mesmo com o Corinthians classificado, Andrés Sanchez e toda diretoria exigem que elimine o São Paulo da Libertadores, em pleno Morumbi...

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro." E foi além.

"O Itaquerão não vai ter show. Aquilo é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá."

Aidar disse e manteve sua opinião quando se encontrou cara a cara com Andrés Sanchez no restaurante Lellis, no luxuoso bairro dos Jardins, em São Paulo.

O ódio entre os dois só cresceu do ano passado para cá. Andrés e Carlos Miguel lutam para comandar uma liga independente e enfrentar a CBF. O São Paulo quer acabar com a regalia corintiana de receber cota muito maior da Globo para mostrar seus jogos. O corintiano exige manter o privilégio por dar mais audiência.

O presidente Roberto de Andrade sabe o quanto é importante para Andrés ter o Corinthians eliminando o São Paulo. Logo na primeira fase. Ainda mais dentro do Morumbi. Seria o prazer quase comparável ao título. A desmoralização pública do 'elitista' Carlos Miguel Aidar.

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Roberto de Andrade foi quem enfrentou o ex-Mario Gobbi para recontratar Tite e despachar Mano Menezes. A dívida pessoal do treinador corintiano com Roberto é imensa. E ele sabe o quanto é importante para o atual presidente eliminar o rival.

Tite já estava sem saída. Sabe que é terrível ter a obrigação de vencer dois clássicos seguidos. Principalmente o contra o São Paulo, com o time já classificado e que poderia se poupar, para uma eventual disputa de final do Campeonato Paulista. Só que esta hipótese não existe.

O Corinthians não terá de dar a vida para derrotar o São Paulo na próxima quarta. Não pelo San Lorenzo e seu esperto técnico Edgardo Bauza. Mas sim pela sequência de sua carreira, por Roberto de Andrade, por Andrés Sanchez e pelos torcedores.

O destino do São Paulo Futebol Clube na Libertadores está nas mãos de Adenor Leonardo Bacchi. Até a quarta-feira, depois da meia-noite, ele é o homem mais pressionado do futebol deste país...
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Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América…

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O Corinthians escolheu um adversário poderoso. Andrés Sanchez impediu que o clube mandasse qualquer representante na posse de Marco Polo del Nero, como novo presidente da CBF. O deputado federal do PT ainda comanda a política no Parque São Jorge. Manda mais do que o presidente Roberto de Andrade. E ele detesta Marco Polo.

Desde que Andrés surgiu no futebol, apadrinhado pelo ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, ele nunca teve bom relacionamento com o então presidente da Federação Paulista. Os dois sonhavam há muito tempo em comandar a CBF. Os dois tinham proximidade com Ricardo Teixeira. As crises de ciúmes entre eles ficaram famosas.

Mas desde que implodiu o Clube dos 13, porque iria promover um leilão de verdade pelos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro, a gangorra pendeu para Andrés. Ele ganhou beijos na bochecha, fidelidade absoluta de Ricardo Teixeira, que quis fazer o favor para a emissora que mantém o monopólio de futebol no Brasil. Marco Polo foi escanteado.

A generosidade de Teixeira foi tão grande que concordou imediatamente com a ideia de Sanchez: a construção de um estádio para o Corinthians. Bastaria aproveitar a Copa do Mundo no Brasil. De quebra, o dirigente corintiano se vingaria de outro inimigo, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Foi assim que o Morumbi foi defenestrado do Mundial. Por isso continua um estádio 'ultrapassado', um 'Canindé', nas definições do presidente são paulino, Carlos Miguel Aidar.

Teixeira deu o cargo de coordenador de Seleções a Andrés Sanchez. Seria um treinamento para logo assumir a CBF. Ricardo sonhava ter uma chance verdadeira de suceder Blatter. Os aliados de João Havelange iriam trabalhar a seu favor.

Ninguém se lembrava mais de Marco Polo. E nem do vice-presidente da CBF, região Sudeste. José Maria Marinho. Mas logo todos se recordariam da dupla. Foi quando a Polícia Federal e a Fifa acabaram por obrigar Ricardo Teixeira a deixar a presidência da CBF. As acusações de superfaturamento de um amistoso contra Portugal e de recebimento de propina na chegada da ISL no Brasil foram fortes demais. Por sorte, escapou de ser preso.

De uma hora para outra, Andrés Sanchez viu seu sonho ruir. Ficou sem seu padrinho. Justo o ex-presidente corintiano que adorava provocar a imprensa. "Sabe quando o Ricardo Teixeira vai deixar a CBF? Quando o Sargento Garcia prender o Zorro." Dizia, ria muito e acendia um cigarro. Logo o riso sumiu e os cigarros se multiplicaram.

Marco Polo cultiva a fama de ser um dirigente frio, calculista e vingativo. Desde que era advogado e depois vice de Eduardo José Farah. Por anos ele esperou o dirigente cumprir a palavra e entregar o cargo. Quando Farah resolveu se afastar, estava nomeando Reinaldo Carneiro Bastos. Marco Polo exigiu que a promessa fosse cumprida e tinha a lei a seu favor. Era o vice mais velho da FPF. Quando assumiu, não deixou a menor brecha para que Farah mantivesse ligação com futebol. Ele morreu magoado com del Nero.

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E foi essa mesma obsessão nos regulamentos internos das associações esportivas que afundou de vez Andrés. Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, queria assumir no lugar de Ricardo Teixeira. Mas o estatuto mostrava que o privilégio era do vice mais velho. No caso, José Maria Marin.

O ex-governador biônico não tinha poder. Seu cargo deveria ser simbólico. Teixeira nunca o pensou como sucessor. Mas a Polícia Federal e a Fifa acabaram mudando o rumo das coisas. E quem era o melhor amigo, aquele que nunca o deixou de fazer questão de sua companhia? Marco Polo.

Marin vai fazer 83 anos. Tem nove anos a mais que de del Nero. Os dois combinaram em março de 2012. José Maria ficaria até 2015. E recompensaria o presidente da FPF pelo apoio nos anos de baixa. O faria vice e depois seu sucessor.

Aterrorizado, Andrés Sanchez viu seu maior inimigo ficar muito poderoso. E, mesmo no cargo de coordenador de Seleções, mandou espalhar que sairia candidato à CBF. Marco Polo soube. Resolveu se divertir. Não demitiu o desafeto de imediato. Apenas tirou o seu poder. O transformou em um fantoche. Ele não tinha a menor ideia do que aconteceria no futebol da CBF. Como no caso de seu protegido, Mano Menezes. Passou vexame diante de toda a imprensa. Até que, quando menos esperava, foi mandado embora.

Andrés procurou o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto e do da Federação Carioca, Rubens Lopes. O trio enfrentaria Marin e Del Nero. Mas sentiram todo o poder de fogo de quem possui o mandato na CBF. Marin conseguiu o apoio quase unânime das Federações e Clubes. Rubens Lopes logo desistiu. Assim também como Noveletto, para não passar vergonha.

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Marco Polo foi aclamado presidente da CBF em abril de 2014. Mas não se esqueceu de Andrés e seus amigos. Depois do vexame da Seleção na Copa de 2014, Tite era o treinador de melhor currículo no país. Mas acontece que era muito ligado ao ex-presidente corintiano. Marin até gostava dele. Porém Marco Polo o barrou. Apostava na disciplina de Dunga. Tite sabe que foi esse o motivo que o afastou da Seleção.

E hoje, na posse de Marco Polo, o Corinthians não mandou nenhum representante. Comprou a briga em nome do deputado e homem que comanda o clube. O inimigo escolhido é de alto porte. E não é nada ingênuo. A aproximação com a Globo, com as federações e demais equipes do país é excelente.

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Tanto que Marco Polo prometeu aos grandes clubes do país que eles não ficarão na mão. Não precisarão ficar de joelhos diante da MP de Dilma. O dirigente prometeu se empenhar para que o governe abra mão das contrapartidas. Nada de obrigatoriedade de investir 70% no futebol profissional, muito menos colocar dinheiro alto na base e no futebol feminino. Punições como rebaixamento para quem não pagar salários em dia. Ou os dirigentes terem de arcar com seu patrimônio por prejuízos ao clube. Ou se o governo não aceitar tirar essas exigências, a CBF vai ajudar os endividados.

Lógico que quem irá escolher as equipes será o conselheiro vitalício do Palmeiras, Marco Polo del Nero. O Corinthians terá dificuldade em obter facilidades na CBF. Além de apoio político, por exemplo, na Conmebol. Na escolha dos árbitros de seus jogos na Libertadores. Romper com o presidente da CBF nunca foi bom para clube algum no Brasil. Quem se esquece de Carlos Amarilla?

Mas a situação é incontornável. Andrés Sanchez não tem medo. Tanto que já garantiu que após o final de seu mandato terá duas missões na vida.

"Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos", disse ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, no ano passado.

Marco Polo del Nero, com mandato até 2019, sabe dos planos do seu inimigo. E já deixou claro na posse sem nenhum representante do Corinthians: não vai ficar esperando de braços cruzados, não...
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A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite…

1ae12 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...
A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação logo no primeiro jogo das quartas-de-final. Mostrou sua incompetência. A Ponte Preta teve um gol absurdamente anulado, quando dominava o Corinthians e a partida estava 0 a 0. O bandeira Vicente Romano Neto inventou impedimento.

O lance foi claro, vergonhoso. Ajudado, o time de Tite se recuperou na partida e venceu o dificílimo jogo por 1 a 0, gol de Renato Augusto. Foi muito injusto o que aconteceu no Itaquerão. A maneira que o Corinthians chegou à semifinal do Paulista acabou sendo constrangedora.

Logo na manhã deste sábado, uma surpresa nada agradável para Tite. Guerrero acordou com febre alta, suando e com fortes dores no corpo. Os sintomas clássicos de dengue. Guerrero foi internado imediatamente no hospital São Luiz. A previsão do departamento médico corintiano é que, se confirmada a doença, o peruano ficará dez dias, no mínimo, longe do futebol.

Se isso se confirmar, o artilheiro perderá jogos fundamentais. Como o contra o San Lorenzo, no Itaquerão, na quinta-feira. A esperança é que se recupere a ponto de enfrentar o São Paulo, no último jogo da fase de grupos da Libertadores.

O desfalque de Guerrero mudaria toda a maneira de o Corinthians atacar. O time está mais do que habituado em atuar com o peruano como referência no ataque, fixo. Brigando, prendendo dois zagueiros. Com Vagner Love, as características do ataque se transformariam. Não haveria mais um atleta como referência na frente. A defesa rival teria mais tranquilidade não só para marcar, como sair com a bola dominada.

O duelo entre Tite e Guto Ferreira mereceu um capítulo à parte. Os dois se conhecem muito. Guto foi auxiliar do próprio Tite por dois anos no Internacional, entre 2008 e 2009. Continuam grandes amigos. As conversas sobre futebol são constantes. Cada um sabe como o outro pensa.

E Guto começou a agir ainda durante a semana. Fez seu time treinar em gramado rente e molhado, para a bola correr muito, como no gramado do Itaquerão. Os atletas foram obrigados a usar travas de alumínio, que muitos não gostam. Tudo para que seu time treinasse com toda a intensidade com que sonhava anular o time do amigo.

Guto tratou de tirar um meia e colocar mais um volante. Sabia que o ponto forte corintiano está no meio de campo, com seus jogadores se aplicando para dominar o setor. E assim controlar o adversário. Atacar e defender em bloco. Com o apoio dos laterais. A maneira mais comum que os grandes times europeus atuam.

Para o veneno, o antídoto. Com nada menos do que quatro volantes com forte pegada, Juninho, Fernando Bob, Josimar e Bruno Silva, o oxigênio não chegava aos pulmões corintianos. Elias, Jadson, Renato Augusto e Emerson era muito bem vigiados. Quase não conseguiram jogar no primeiro tempo.

Apenas o volante da Seleção Brasileira teve uma ótima chance. Fagner e Jadson tabelaram e abriram a defesa. A bola foi rolada para Love que descobriu Elias livre, na entrada da área. Em vez de correr mais com a bola, afobado, chutou fraco para fácil defesa de Matheus.

O lance aos dez minutos o que o Corinthians fez de melhor no primeiro tempo. A Ponte Preta foi ganhando confiança por conseguir anular o adversário. Os atletas percebiam a afobação dos corintianos. Não tinham paciência para se livrar dos adversários. Precipitavam jogadas.

Inteligentes, os jogadores rodados de Campinas como Renato Cajá e Rildo encontravam espaço por trás de Ralf e Elias. Começavam a incomodar, encontrar espaço. Principalmente pelas laterais. Tanto Fagner como Uendel estavam sobrecarregados. A Ponte tinha maior posse de bola do que o Corinthians no Itaquerão, um feito.

Cássio já tinha feito duas ótimas defesas, quando veio o lance mais polêmico do jogo. A Ponte Preta teve um gol legal anulado. Lance claro, que comprometeu todo a partida.

Biro Biro encontrou Juninho livre, o chute saiu forte, Cássio rebateu. A bola sobrou livre, para Renato Cajá, que empurrou para as redes. A Ponte Preta fazia 1 a 0 aos 37 minutos. Só que o bandeira Vicente Romano Neto não deixou. Sabotou o trabalho do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Marcou um inexistente impedimento. A arbitragem bancada pela Crefisa ajudou o rival do Palmeiras. Impediu que o time interiorano saísse na frente.

O Corinthians estava dominado. Se ficasse atrás no placar, ninguém pode dizer o que aconteceria. E ninguém vai poder. Porque Vicente Romano Neto não permitiu.

O 0 a 0 foi no intervalo foi um presente para o Corinthians. Triste injustiça para a Ponte Preta. O time interiorano não merecia tamanho erro do bandeira.

Nos 15 minutos que teve para conversar com seus jogadores, Tite agiu. E muito bem. Tratou de adiantar a marcação na saída de bola dos campineiros. E exigir maior proximidade dos atletas. Assim dariam mais opção para quem estivesse organizando a jogada. Era para atuar com mais personalidade.

3ae6 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Os atletas da Ponte souberam no intervalo o quanto haviam sido prejudicados. Entraram no segundo tempo irritados com a arbitragem. Perderam a concentração. Um gol anulado injustamente tem peso enorme. Ainda mais em uma decisão na casa do adversário favorito. O dano que o bandeira Vicente Romano Neto foi imenso.

Muito melhor postado e com confiança, o Corinthians foi outro no segundo tempo. E logo marcou 1 a 0. Jadson tocou de peito para Renato Augusto. Ele procurou e encontrou Vagner Love. O atacante fez muito bem o pivô, devolvendo a bola com açúcar e afeto. A zaga da Ponte não acompanhou Renato Augusto. O corintiano foi ágil e chutou rasteiro, rápido. Matheus ainda tocou na bola, mas ela foi morrer no fundo das redes. Gol do Corinthians, aos dez minutos.

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A partir daí, Tite fez seu time recuar. Inverteu o tabuleiro de xadrez. Era seu time que marcava, que esperava o erro do adversário. O Corinthians passava a atuar no 4-1-4-1. Renato Augusto, Jadson e Emerson passaram a fechar a intermediária. Apenas Love ficava mais adiantado.

O time campineiro estava muito nervoso, irritado. Com o erro do primeiro tempo e com o gol sofrido. A Ponte não tinha espaço para tocar a bola. O vivido e consciente Corinthians, invicto há 30 partidas no Itaquerão, sabia muito bem o que fazer. Marcou, diminuiu o ritmo de jogo. E conseguiu a importantíssima vitória. Chegou à semifinal do Paulista.

Tite tem a plena consciência que sua equipe não atuou bem. E que precisa agradecer ao seu melhor jogador hoje no Itaquerão. A torcida ainda precisa decorar seu nome: Vicente Romano Neto, bandeira, patrocinado pela Crefisa...
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Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?

1ae Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?
No dia 10 de fevereiro foi confirmada a troca da presidência na Caixa Econômica Federal. Saiu Jorge Hereda, considerado por economistas muito 'mão aberta'. Sob seu comando, o banco mais do que triplicou sua carteira de crédito, batendo em R$ 576,4 bilhões. Passou os concorrentes privados, Santander Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco.

A ordem da presidente Dilma e do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, era de reduzir taxas de juros e aumentar a oferta de crédito para evitar uma desaceleração da economia. Lembrando que Hereda assumiu em março de 2011, quando Dilma tinha aprovação de 46% e buscava firmar seu governo e buscava popularidade.

Nesta esteira, entrou o futebol. O Brasil iria sediar a Copa do Mundo de 2014. O ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, convenceu Dilma que seria ótimo para o governo ajudar os grandes clubes brasileiros. Como o país ainda não havia mergulhado na recessão, ele tratou de começar a esboçar o parcelamento de 20 anos para R$ 4 bilhões de dívidas dos maiores clubes do país. Pouco se importante se hospitais, indústrias e faculdades fechavam por dívidas com o governo. As equipes que seriam beneficiadas contam com milhões de torcedores/eleitores.

Rebelo recebeu apoio de políticos de todos os partidos. Principalmente da bancada da Bola. A medida populista ajudaria a todos em qualquer eleição.

Só que Hereda começou a ser assediado por políticos ligados a clubes. Eles não buscavam dinheiro emprestado. Eram mais ousados, queriam o patrocínio do banco. Já que o banco público dava dinheiro a atletas olímpicos, por que não ao esporte mais popular do país? A pressão foi enorme. E de todos os lados.

Deputados, senadores, prefeitos, governadores, ministros. Era muita gente poderosa desejando que os patrocínios fossem autorizados. Os primeiros saíram em julho de 2012: Atlético Paranaense e Avaí. O time de Curitiba ficou com R$ 3,6 milhões. O de Santa Catarina, R$ 1,7 milhão. Abriu-se a porteira. A notícia se espalhou. Filas de lobistas se formaram em frente à sede da Caixa, atrás de Hereda.

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O dinheiro dos primeiros patrocínios eram irrelevantes, diante do patrocínio da instituição financeira. O saldo em 2011 da Caixa ultrapassou 37% o balanço de 2010. Chegou nos R$ 5,2 bilhões. O clima era de euforia pura. Não havia motivo para virar as costas aos clubes, ainda mais com o país caminhando para a Copa. Seria excelente para a popularidade do banco e de Dilma.

Mas os critérios sempre foram políticos. Quem não tinha padrinho, morria pagão. A única exigência prática era a Certidão Negativa de Débitos. Um documento que provava que o clube não tinha dívidas previdenciárias ou trabalhistas.

A sensação era que havia um novo baile da Ilha Fiscal. Para quem não se lembra das aulas de história, o baile da Ilha Fiscal foi a última festança da Monarquia. Enquanto os reis festejavam no Rio de Janeiro, a República se articulava e chegaria seis dias após o baile.

À farra do dinheiro público dado a Avaí, Figueirense e Atlético Paranaense, chegaria o gigante. Corinthians. Clube que conseguiu seu estádio graças à intervenção do ex-presidente Lula. Mentor de Dilma e principal figura do partido que domina o país há 12 anos. Hereda não teve como dizer não ao pedido do clube mais popular do estado mais rico da União. E, por coincidência, o time de coração de Lula.

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Foi fechado assim o maior patrocínio master no país: R$ 30 milhões por ano. O contrato caiu do céu. Para quem não se lembra, o Corinthians estava há sete meses sem patrocínio. O acordo aconteceu em dezembro de 2012. E não ficou nisso. O clube precisava de um banco que desse o seu aval para o empréstimo do BNDES para a construção do Itaquerão. Por meses, os dirigentes tentaram e não conseguiam arrumar quem assumisse a negociação de R$ 400 milhões. E não é que a Caixa aceitou? Ela e a Odebrecht formaram um fundo que administra a dívida do estádio.

Foi só o Corinthians que teve tamanho apoio. Hereda, no entanto, foi firme. Não aceitou pressão alguma para que a Caixa Econômica bancasse os R$ 400 milhões pedidos pelo Corinthians para os naming rights de 20 anos do Itaquerão. O que o clube paulista teve a coragem de propor, na prática: não pagaria os R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES e avalizados pelo Caixa. Daria o batismo da sua arena por 20 anos. Seria um escândalo. A pressão foi imensa. A muito custo, Hereda disse não.

Mesmo assim, o Corinthians ficou com o maior patrocínio do banco no país. E mais o aval para que seu estádio saísse do papel. Políticos do Rio intercederam em favor do Flamengo e do Vasco. O clube com maior torcida do país ficou com R$ 25 milhões. Enquanto o vascaíno embolsou R$ 15 milhões.

Assim: Avaí, Figueirense, Atlético Paranaense, Corinthians, Flamengo, Vasco, Coritiba, Vitória, Atlético Goianiense, Chapecoense, Paraná, Sport e até o ASA de Arapiraca. Esses foram os eleitos. Clubes que provavam na prática que, quem tem padrinho, não morre pagão. E conseguia patrocínio da Caixa.

Só que a crise internacional chegou ao Brasil. Por coincidência, ou não, ela explodiu após a última eleição presidencial. Dilma Rousseff foi reeleita. A política financeira do governo mudou. Guido Mantega caiu. Joaquim Levy assumiu e está encarando a recessão. Sem se preocupar em fazer política, está tomando medidas impopulares. Taxando o trabalhador, privilégios de empresas terminaram. Impostos foram aumentados.

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E a equipe econômica foi mudada. Jorge Hereda perdeu o seu cargo na Caixa Econômica. A ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior assumiu no seu lugar. E já sob protestos, ameaça de privatização, que ela negou veementemente. Sob o comando de Levy, a ordem é enxugar, evitar desperdício.

Lógico que os dirigentes de futebol ficaram e estão temerosos. Com o mundo ocidental vivendo uma profunda crise, são raríssimas as empresas dispostas a investir em patrocinar camisas de clubes. Principalmente depois do fiasco brasileiro na Copa. A queda de audiência e público nos estádios são dados concretos. Perder os milhões da Caixa seria terrível.

Só que algo muito estranho aconteceu. No dia em que Miriam assumiu, o contrato do Corinthians foi renovado. Sem um real de aumento. Foram mantidos os R$ 30 milhões. E só. Atlético Mineiro e Cruzeiro não renovaram com o BMG e estão sonhando com a Caixa. Assim como o Coritiba, o Goiás. E os demais clubes que querem prorrogar seus contratos. Mas a direção do banco não tem sequer atendido os dirigentes.

Apesar de uma reunião animadora em fevereiro, há a informação que Levy mandou esquecer os clubes de futebol. Muito dinheiro público já foi parar nestas equipes. Em 2014, foram R$ 105,9 milhões entre 13 equipes.

Mais do que o dinheiro, conter esses gastos é algo considerado simbólico pelo governo. Não há cabimento em plena recessão continuar a patrocinar clubes apadrinhados politicamente. O embate está forte em Brasília. A ordem é cumprir os contratos em vigor. Não renovar e nem fazer novos acordos. Nem mesmo o Flamengo está garantido.

Há um embate político feroz em Brasília. Os políticos da bancada da Bola, deputados, senadores, prefeitos, governadores estão lutando para que a Caixa continue patrocinando equipe que lhe interessam. Levy não quer ceder. Como o Corinthians conseguiu renovar? A resposta não é difícil. É o clube mais forte politicamente deste país. Ainda mais neste governo...
6ae Novo ministro da Fazenda quer que Caixa deixe de patrocinar clubes. São mais de R$ 100 milhões em dinheiro público por ano. Só o Corinthians foge à regra. Por que será?

O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata-matas no Itaquerão…

 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...
Tite não toca no assunto. Até por respeito a São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Mas a performance do seu time é positiva demais. São três vitórias nos três primeiros jogos. Duas destas partidas fora do Brasil. No returno, enfrentará o Danúbio e o San Lorenzo no Itaquerão e terminará a fase de grupos no Morumbi, contra o São Paulo.

As vitórias já fazem o treinador sonhar. Não só com a classificação. Mas com o primeiro lugar geral na fase de grupos. Ter o direito de fazer as partidas de voltas no seu estádio.

Era algo que nem o técnico ou os jogadores ousavam desejar. Acreditavam que a batalha seria duríssima. Três clubes grandes para duas vagas: Corinthians, São Paulo e San Lorenzo. O fraco Danubio nunca contou. Era o que vislumbrava Tite logo na fase de pré-Libertadores, quando eliminou o Once Caldas.

A previsão de muitas dificuldades começou a ir por terra logo na estreia, no clássico contra o São Paulo. O domínio sobre o time de Muricy poderia ter até proporcionado uma goleada. No final, 2 a 0 foi pouco. Depois, a sorte ajudou e o Corinthians enfrentou o San Lorenzo no Novo Gasometro vazio. O campeão argentino cumpriu punição justo contra o time paulista. Depois de muito sufoco, vitória por 1 a 0.

O adversário mais fraco do grupo quase complicou as coisas. Mas no final, mais três pontos, vitória por 2 a 1.

Na classificação geral só há outra equipe com 100% de aproveitamento entre os oito grupos. O Boca Juniors. Todos os demais 30 concorrentes perderam pontos. A campanha do time portenho era mais do que esperada. Os argentinos tiveram sorte. Têm os adversários mais fracos entre os 32 que disputam a Libertadores. Os adversários são: Zamora da Venezuela, Palestino do Chile e o uruguaio Montevideo Wanderes.

O Boca Junior está colecionando vitórias e gols. Venceu o Palestino no Chile por 2 a 0 e Wanderes por 2 a 1 e Zamora por 5 a 0 na Bombonera. Depois, abrindo o returno, nova goleada na Venezuela. 5 a 1 na revanche contra o Zamora. Ou seja, quatro jogos, 12 pontos. 14 gols a favor e dois contra. Saldo de 12.

O Corinthians marcou cinco gols e sofreu um nos três primeiros jogos. Saldo positivo de quatro.

1ap3 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

A disputa é desigual. O nível técnico dos adversários também, bem diferente. Mas o Corinthians conseguiu igualar em termos de vitórias, o grupo da Morte ao grupo mais fácil de toda a Libertadores.

Está lembrando demais a campanha de 2012, quando o time foi o segundo colocado geral na fase de grupos. Só ficou atrás do Fluminense. Teve o privilégio de decidir em casa seus jogos eliminatórios. Foi assim contra Emelec nas oitavas, Vasco da Gama, nas quartas, Santos nas semifinais e Boca Júniors, na decisão.

O coração de Tite palpita pela possibilidade de ficar, no mínimo em segundo, na classificação geral. Mais três vitórias no returno são muito plausíveis. Danubio e San Lorenzo no Itaquerão e o clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

3afp O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

Se tudo der certo neste ano, até com a conquista do título, a grande diferença estará no dinheiro que entrará no clube pela arrecadação. Em 2012, atuando no Pacaembu, o clube ficou com R$ 15 milhões, somando a arrecadação dos 228 mil torcedores que pagaram para ver suas partidas.

Desta vez, não. O dinheiro arrecado no Itaquerão não entrará nos cofres corintianos. Nenhum centavo. Está destinado ao fundo de investimento que controla o estádio. Pelo acordo firmado, com a Odebrecht, o clube só passará a receber cotas do que arrecada depois da dívida de R$ 1,2 bilhão do estádio ser paga. O fundo controlaria esse dinheiro por 16 anos, mas houve uma mudança em 2012. E ele passará a ter esse poder por 30 anos.

O acordo fechado por Andrés Sanchez é muito criticado internamente. E o parâmetro foi a combinação feita pela diretoria do Palmeiras com a WTorre. Toda a arrecadação dos jogos na nova arena fica no clube.

Mas Tite não está nenhum pouco preocupado com dinheiro. A ele importa a vantagem técnica. Decidir o máximo de partidas possíveis, nos mata-matas, em casa. Isso está muito bem encaminhado. O Corinthians igualou o grupo da Morte ao mais fácil da Libertadores...
2ae15 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais…

1agenciaestado1 Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais...
Coube ao próprio presidente Roberto de Andrade procurar Tite ontem. E desmentir o que havia mandado garantir ao técnico logo após o empate contra o Ituano, no domingo. O técnico terá de se virar. Jadson vai embora para o Jiangsu Sainty. Os chineses resolveram bancar a multa de cinco milhões de euros, cerca de R$ 16,3 milhões. E exigiram o embarque imediato do meia. A partir daí, a decisão ficou nas mãos do jogador.

"A multa é o limite contratual de qualquer atleta e ele mostrou interesse de sair. Não tem contraproposta. Vou fazer o que? Comprar o atleta de novo? Não dá. Se o jogador fala 'não quero jogar na China' a multa não tem valor, mas se o atleta tem vontade não tem jeito. E eles pagaram a multa", disse o presidente corintiano à emissora Fox Sports.

Ele repetiu o que disse a Tite. Jadson e seus procuradores decidiram que o melhor era ir embora. Para atuar na China, seus salários eram de R$ 350 mil. O meia teria ficado irritado pelo fato de a direção do Corinthians já estar tratando com os chineses há mais de duas semanas. Seus representantes o convenceram que o clube não teve consideração por ele. Não se preocuparam em chamá-lo para oferecer um aumento para tornar a multa muito mais cara.

O meia é um atleta muito emotivo. Gosta de atuar onde é considerado fundamental. Costuma se abater quando é questionado, subestimado. Foi assim no São Paulo. Quando Muricy passou a deixá-lo na reserva, não reagiu. Pelo contrário, se entregou. Perdeu a motivação, o ímpeto. Assim que surgiu a chance da atuar no Corinthians, foi sem olhar para trás.

Mas o destino colocou na sua direção Mano Menezes. O treinador também logo se cansou de sua instabilidade. E virou reserva do reserva. Ao voltar Tite, a primeira coisa que ouviu do técnico foi incentivo. Mas com o carinho veio o aviso que Lodeiro seria sua primeira opção.

Só que o uruguaio foi mal demais nos treinos e nos jogos nos Estados Unidos. Tanto que o Corinthians não pensou duas vezes ao despachá-lo para o Boca Juniors. A posição era de Jadson. Sem concorrentes diretos e com todo o apoio de Tite, ele passou a jogar ótimo futebol.

Por coincidência, os representantes do Jiangsu Sainty observavam o meia há tempos. E buscaram a sua compra no Parque São Jorge. A multa é considerada baixa no mercado internacional. Foi uma exigência dos agentes de Jadson. Assim como a sua porcentagem pular de 50% em 2014 para 70% este ano. Empresários podem pedir o que quiserem. Inacreditável foi a antiga diretoria corintiana, presidida por Mario Gobbi, aceitar. Ou seja, para abrir mão de uma atleta importantíssimo na Libertadores, entrarão para os cofres apenas 30% da transação, ou seja: cerca de R$ 4,8 milhões. Valor irrisório.

1reproducao22 Corinthians tenta culpar Jadson por sua ida à China. Tite perde uma peça fundamental na Libertadores. E que renderá apenas R$ 4,8 milhões. Tudo muito estranho. Amador demais...

Tite sabia do assédio chinês no seu jogador. Mas acreditou na palavra de Roberto de Andrade. O presidente sabia muito bem o quanto o Corinthians precisava do seu meia. Só que não contava com a mágoa de Jadson. Conselheiros espalham que ele aceitará porque receberá cerca de R$ 1 milhão mensalmente no Oriente.

Mas a ansiedade de Jadson por dinheiro é muito relativa. Ele passou sete anos atuando na Ucrânia, no Shakhtar Donetsk. Foi cinco vezes campeão nacional e ainda ganhou a Copa da Uefa, atual Liga Europa. Ele recebia muito bem por lá. A vida financeira do meia já está decidida.

Jadson não buscava só dinheiro no Corinthians. Importava para o meia muito mais reconhecimento, se sentir importante no clube. Quando no começo do ano sentiu que isso não acontecia, quase foi parar no Flamengo. Com a saída de Lodeiro, o Corinthians o segurou. Mas agora abriu as portas para o clube chinês. E em plena Libertadores.

Roberto de Andrade, tenta aliviar a revolta de conselheiros, dirigentes e do próprio Tite. A saída de Jadson está para acontecer logo após uma excelente atuação contra o São Paulo pela Libertadores. Em Itu, o novo diretor de futebol, Sergio Janikian, garantiu ao treinador que nem Jadson nem Gil sairiam antes do final da competição sul-americana.

O dirigente se apressa em dizer que usará o dinheiro como parte do pagamento da renovação de Guerrero. Mas não ameniza o clima de decepção no Parque São Jorge. 24 horas depois da garantia dada a Tite, o clube fecha a transação com os chineses.

Repassar a culpa a Jadson é muito fácil. O que precisa ser verificado é como toda a decisão da transação ficou com o jogador. Erro absurdo em plena disputa da Libertadores. Com o meia mostrando excelente futebol. Com R$ 4,8 milhões, que entrarão nos cofres, o Corinthians não consegue nem chegar perto de um meia talentoso para a reposição.

Pior para Tite que está perdendo uma peça importantíssima. E mais, o constrangimento que passa com a negociação. Domingo, ele avisava jornalistas em Itu que o elenco estava fechado para a Libertadores. Não contrataria mais ninguém. O mais importante, não perderia ninguém. Mera ilusão...
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Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians….

1flick Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....
O Ministério Público, a Polícia Militar e alguns presidentes de clubes de São Paulo estão chegando a uma conclusão. Diante da violência sem fim das organizadas, todos querem torcida única nos clássicos. Seria a solução mais lógica. Menos soldados deixariam de servir a comunidade para trabalhar em jogos de futebol. As novas arenas seriam preservadas. Os confrontos entre torcedores rivais nos metrôs, nos terminais de ônibus, as brigas marcadas pela Internet, diminuiriam muito.

Só que a FPF é contrária à medida. Não quer esvaziado seus clássicos. Se fizer disso uma norma, quando o time mandante estiver mal no Campeonato Paulista, o estádio poderá estar vazio. O que seria péssimo para a imagem do torneio. Muito ruim para Globo e Bandeirantes que transmitem a competição.

Assim, centenas de policiais a mais deverão trabalhar por causa de 1.600 corintianos que deverão ir ao clássico no Palestra. Quase todos membros das várias facções corintianas. Os palmeirenses deverão chegar perto dos 40 mil. Se houvesse uma torcida única, tudo seria mais fácil de controlar. Menos soldados seriam deslocados para o jogo.

A direção corintiana, muito ligada às suas organizadas, já mandou avisar que não aceita. Quer seu torcedor em todos as partidas do clube. Essa postura é mais para agradar seus facções do que fruto de uma análise profunda sobre a violência.

As diretorias de Santos e São Paulo não têm a mesma preocupação que o Palmeiras. Vila Belmiro e Morumbi são estádios velhos. Estão longe de ser novas arenas com instalações modernas. E não há a preocupação em preservá-los a todo custo. Não são tão veemente contra duas torcidas. Não há medo com o que as organizadas rivais possam fazer nas suas arquibancadas. Também não existe preocupação a flor da pela dos seus presidentes sobre o que acontece nos metrôs, nas estações de ônibus e trens quando suas organizadas se confrontam com adversárias.

Vale lembrar que Marco Polo del Nero e os presidentes de clubes só vão a estádios cercados de seguranças. Muitos deles armados. Ou seja, eles estão bem protegidos até de um ataque do Estado Islâmico.

1ae6 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Paulo Nobre também acredita que isso é um problema da sociedade. E que as autoridades deveriam agir. Mas sua prioridade agora é preservar o novo estádio. Ele pediu abertamente para o presidente Marco Polo del Nero. Queria, de qualquer maneira, só a torcida do Palmeiras no clássico de domingo, contra o Corinthians.

Nobre sabe que as organizadas corintianas vão se vingar. No clássico no ano passado, em julho, no Itaquerão, vândalos infiltrados na torcida palmeirense quebraram 258 cadeiras. O Palmeiras teve de pagar R$ 45 mil ao Corinthians. A atitude dos rivais estimulou a diretoria corintiana a tomar uma atitude enérgica. Tirou as cadeiras dos setores das organizadas adversárias. E também das suas. Em todo jogo havia cadeiras quebradas por corintianos no seu estádio.

A melhor saída foi divulgar que as próprias organizadas pediram para assistir aos jogos em pé. É um atraso. A vitória da ignorância. A tendência do mundo moderno é dar conforto aos torcedores. Mas no Itaquerão isso não pode acontecer. Até porque a Polícia Militar mandou avisar que não colocaria soldados para proteger as cadeiras, diante do vandalismo dos próprios corintianos.

No novo Palestra Itália, a WTorre não vai retirar as cadeiras. Mesmo sabendo que haverá a revanche. A vingança. É esperado que membros das organizadas corintianas vão quebrar seus assentos no domingo. A polícia sabe. O Ministério Público sabe. A Federação Paulista sabe. Até a ex-presidente da Petrobrás, Maria Graça Foster, a tudo desconhece, pelo menos da quebradeira programada para domingo ela sabe.

Marco Polo del Nero disse não ao pedido de Paulo Nobre. Mandou avisar que se abrisse o precedente e colocasse torcida única no Palestra Itália, teria de fazer o mesmo em todos os clássicos. E os outros presidentes de clubes não querem. O presidente da FPF não quer.

 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

A saída encontrada por Nobre foi financeira. Ele aumentou o preço dos ingressos do setor onde ficarão as organizadas. Tanto do Palmeiras como do Corinthians. Contra o Audax, o setor Norte custava R$ 60,00. Diante da Ponte, hoje, vale R$ 80,00 a entrada. E no domingo, R$ 200,00. O dirigente queria até mais caro. A sua esperança é que o preço espante pelo menos os vândalos mais pobres.

O Palmeiras reforçará a sua segurança no setor. Pedirá o auxílio da PM para que soldados também fiquem de olho e prendam em flagrante os corintianos que quebrarem as cadeiras. Por um acordo de reciprocidade, Mario Gobbi já mandou avisar Nobre. Retribuirá o que o presidente palmeirense fez em julho, pagando as cadeiras do Itaquerão quebradas por vândalos palmeirenses.

A preocupação do Ministério Público e da Polícia Militar vai muito além das cadeiras no domingo. O medo é que corintianos resolvam vingar a morte de Felipe Augusto Oliveira. Ele foi morto na madrugada do dia 26 de janeiro. Estava em uma festa das organizadas corintianas no Anhembi. Foi capturado por cerca de 20 membros de facções palmeirenses. Foi espancado até morrer.

A morte de Felipe seria uma retaliação das mortes de Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19 anos, André Alves Lezo, 21 anos mortos a tiros por corintianos em 2012. E do professor Gilberto Torres Pereira, assassinado a pauladas, por membros de organizadas também do Corinthians.

Mas de nada adiantou o apelo do Ministério Público e da Polícia Militar paulista. Palmeiras e Corinthians no domingo terá as duas torcidas. Só hoje será definido como as organizadas corintianas chegarão ao Palestra Itália. O esquema não tem como proteger torcedores desavisados que resolvam ir sozinhos para o jogo. Eles são as vítimas prediletas de covarde vândalos infiltrados nas organizadas. O novo estádio palmeirense é cercado por terminais de ônibus e estação de metrô.

Resta o apelo do blog para que os torcedores dos dois times que forem para o clássico, principalmente os que vão sozinhos, não usem camisas de seus clubes. Elas os identificam. Os tornam alvos em potencial para criminosos travestidos de torcedores.

A Polícia Militar e o Ministério Público assumem. Não têm como proteger o cidadão que for assistir a um jogo de futebol em São Paulo, cidade mais rica da América Latina. Então, cada um que cuide de si.

O pai que deixar seu filho sair com a camisa do Palmeiras ou do Corinthians, ou de suas torcidas, no clássico de domingo é mais do que omisso. É cúmplice por tudo de ruim que vier a acontecer. Não só estádio. Principalmente, na ida e na volta até o Palestra. Depois não vá chorar, colocar a culpa no acaso.

Em 2014 houve 309.948 crimes na capital paulista. Um aumento de 20,5% em relação a 2013. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, admitindo que inúmeros de roubos, furtos, sequestros latrocínios e até mesmo assassinatos não foram registrados. Está cada vez mais perigoso andar pelas ruas. A Segurança Pública de São Paulo faliu há muito tempo...

(E a Federação Paulista acaba de ceder às ameaças do Ministério Público. Não quis ser processada e responsabilizada pelo que pudesse acontecer com os torcedores e policiais. O clássico entre Palmeiras e Corinthians só terá a torcida palmeirense. Houve bom senso. A decisão abre um precedente em São Paulo. Daqui por diante, os jogos entre times grandes talvez só tenham torcida da casa. E centenas de policiais a mais possam trabalhar nas ruas de São Paulo. Em vez de cuidar de membros de torcidas organizadas.

Diante da derrota da sociedade em proteger seus cidadãos, a decisão de hoje na sede da FPF foi mais do que acertada. Seria maravilhoso que os clássicos tivessem as duas torcidas. Nem divididas. Misturadas. Mas isso é para país civilizado. O que não é o caso ainda do Brasil. Aqui, nem duas torcidas separadas. Uma só. E está muito bom...)
1sigmapress Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015…

1agenciacorinthians Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...
Tite foi dispensado do Corinthians no final de 2013. Não aceitou convites de Internacional, Grêmio, Fluminense, Flamengo. E sondagens do Palmeiras. Queria herdar a Seleção de Felipão. Acreditava piamente que seu currículo seria levado a sério por Marco Polo e Marin. Só que o escolhido foi Dunga. Não foi nem levado em consideração pela cúpula da CBF, por sua ligação com Andrés Sanchez.

Teria uma compensação com essa negativa. Roberto de Andrade, candidato da situação e favorito a suceder Mario Gobbi, vinha mantendo contatos frequentes com Tite. E, em outubro, avisou que o queria de volta ao Corinthians. O treinador aceitou. Seria a volta por cima. Sentiu-se injustiçado com a dispensa. E retomou o lugar que Mano ficou por um ano.

Nos 13 meses que ficou longe do Parque São Jorge, o técnico fez viagens. Foi assistir e comentou a final da Champions League. Acompanhou cada partida das principais seleções na Copa do Mundo dos 7 a 1. Avisou que mergulhou fundo, 'na alma do futebol' e que seus conceitos se ampliaram.

É o que ele tem a obrigação de mostrar hoje, a partir das 22h. Na aguardada primeira partida do que vulgarmente se apelidou de Pré-Libertadores. Na verdade, são duas partidas que valem a classificação para a fase de grupos. O Corinthians terá pela frente, no Itaquerão, o Once Caldas. Com a obrigação não só de vencer, como golear. Para jogar tranquilo na Colômbia, em Manizales.

Mas Tite voltou convencional. É como se o tempo tivesse parado. Ele tem uma equipe muito mais forte do que a colombiana. Com a torcida empolgada, com a Libertadores pela primeira vez na moderna arena. Só que Tite treinou, preparou exaustivamente a equipe de maneira tática para evitar surpresas, passar medo. Ter calafrios, passar vergonha, como em 2011, quando o também colombiano Tolima eliminou o Corinthians da 'Pré-Libertadores'.

Nada de 4-2-3-1, 3-4-3, como algumas várias equipes europeias atuam. Nem mesmo o 4-4-2 tradicional. Tite quer eliminar o Once Caldas no que entende ser mais firme, menos arriscado. No 4-1-4-1. Sim, compactação. Para evitar contragolpes em velocidade, proteção constante no ponto assumidamente fraco do time, o zagueiro Felipe.

Cássio, Fagner, Gil, Felipe e Fábio Santos; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Sheik; Guerrero.

Não é uma formação ofensiva. E nem defensiva. É equilibrada. Teoricamente protegida e com poder de ganhar o meio de campo, envolver aos poucos, e com paciência, os colombianos. Capaz de ter dois ou até três corintianos na mesma bola. Liberar os dois laterais esforçados, mas limitados, Fagner e Fábio Santos. Liberar Elias para ser o clone de Paulinho, jogador que faz Tite chorar de saudade.

1ae5 Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...

Não depender da armação do irregular Jadson. Nem na alternância física de Renato Augusto. Ou ainda em Sheik, que perdeu muito fôlego nos últimos três anos. Guerrero, irritado, sem renovação de contrato como esperava. Nem propostas da Europa.

Ralf ficará postado na frente da zaga. Para ajudar Gil a passar confiança a Felipe. O maior risco individual nesta partida. Ele se mostra inseguro até nos treinamentos. Só vai jogar porque a diretoria não contava, de forma amadora, com a volta de Anderson Martins ao Qatar. E também porque demorou para fechar com Edu Dracena. O veterano zagueiro santista ainda está fora de forma. E ficará no banco de reservas.

Tite quer e estimula o clima de entusiasmo, confiança no Corinthians. Elogia seus jogadores. Mas quer ganhar a partida fundamental de hoje no esquema tático. Trocar a suposta possibilidade de espetáculo pelo preenchimento de espaço. Pela segurança. Ele finge que esqueceu o maior vexame de sua carreira, o Tolima.

E não quer repetir o que aconteceu em 2011. Ele colocou o time de Ronaldo e Roberto Carlos para golear os colombianos no Pacaembu. O tempo foi passando, o nervosismo dominou torcida e time. Ao final, 0 a 0. Em Ibagué, o Tolima foi empurrado por sua torcida. Enquanto o Corinthians mostrava suas falhas defensivas. Perdeu por 2 a 0. Tite esteve à porta da demissão. Mas foi salvo por André Sanchez, que não quis pagar sua multa rescisória.

"Tudo o que eu não quero é os meus jogadores com 300 quilos nas costas. Não. É para todos encararem com alegria, como uma partida importante, sim. Mas atuando confiante, sabedores do seu potencial. Temos um plano de jogo e é o que iremos fazer. A torcida é fundamental. Mas o que valerá será o nosso trabalho, o nosso planejamento", garante Tite.

3ae3 Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...

As observações do ex-jogador Mauro, que assistiu na Colômbia a alguns jogos do Once Caldas, e mais os vídeos do rival, foram importantes. Tite sabe que o time adversário é novo. Mais de dez atletas foram contratados para esta temporada. Não há entrosamento. Flabio Torres montou um time leve, basicamente de contragolpe. Muito fechado na intermediária. E que utiliza a correria de Balanta pela direita e Arango pela esquerda.

O Once Caldas precisa do Corinthians aberto, desarrumado para surpreender. Por isso, Tite quer a vitória segura. Mesmo se o Corinthians, por questão de cuidado, tiver de impor um ritmo mais lento, é o que fará.

As jogadas aéreas foram treinadas à exaustão. Escanteios e faltas nas laterais do campo estarão a cargo de Jadson, que bate muito bem na bola. Só nestes momentos Gil e até Felipe estarão liberados, buscando as cabeçadas. Mas sempre com a cobertura de Ralf, Elias, Renato Augusto e um dos laterais, prontos para matar os contragolpes com faltas.

A torcida e grande parte da imprensa estão acreditando que o Corinthians entrará francamente ofensivo. Buscando uma goleada histórica no Itaquerão. Ela pode até vir em decorrência da fragilidade técnica dos colombianos. Mas não faz parte dos planos de Tite. O treinador precisa da vitória, mas de maneira segura. Tática. Com o controle do jogo nas mãos. Essa foi a maior lição que aprendeu no seu ano forçadamente sabático.

Ou seja, por Tite, o Corinthians chegará muito mais consciente do que entusiasmado para a partida importantíssima de hoje. Seu time vai vibrar, dar o sangue, lutar por cada bola, cada centímetro. Não prestando atenção aos gritos dos apaixonados torcedores. Seguirá o que foi treinado, combinado. Sem o desespero ou a arrogância tática que sabotaram o clube em 2011. É isso que exige o calculista Adenor...
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Ibope, Datafolha e pay-per-view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda…

2reproducao1 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...
As diretorias de Flamengo e Corinthians ganharam um enorme presente hoje. Com o vazamento de como será a distribuição das cotas de pay-per-view. Os R$ 300 milhões que a Globo dividirá pelos jogos mostrados em 2014 nos seus canais a cabo.

Os clubes mais populares do país foram os tiveram suas partidas mais assistidas. Os dados se basearam em pesquisas feito pelo Datafolha e Ibope. Foram ouvidas mais de dez mil pessoas. E a opção pelos dois se manteve firme à frente. O Flamengo com 15,2% enquanto o Corinthians ficou com 12,8% das preferências. O time carioca garantiu mais R$ 45,4 milhões nos seus cofres. E o paulista, R$ 38,4 milhões. A divulgação aconteceu no site da também tevê a cabo, ESPN-Brasil.

Mais do que o dinheiro, os dados desarmam a articulação de Eurico Miranda. Ele jurou publicamente ao voltar para a presidência vascaína que alteraria a distribuição das cotas de tevê. Na aberta, que paga muito mais. Acabaria com o privilégio flamenguistas e corintianos. Iria matar a 'espanholização' na raiz. Só que as pesquisas continuam mostrando que os dois clubes são os que despertam o maior interesse dos torcedores. Seus dirigentes já avisaram várias vezes à Globo que exigem continuar ganhando muito a mais.

Flamengo e Corinthians recebem pelo Brasileiro, na aberta, R$ 110 milhões. A partir de janeiro de 2016, receberão R$ 170 milhões cada uma. O São Paulo recebe hoje, R$ 80 milhões. Passará a ganhar R$ 110 milhões. O Vasco de Eurico Miranda e o Palmeiras, embolsam R$ 70 milhões. Passaram a ganhar R$ 100 milhões. O Santos saltará de R$ 60 milhões para R$ 80 milhões.

Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo recebem R$ 45 milhões e ganharão R$ 60 milhões. Os demais clubes ganharão entre R$ 27 milhões e R$ 35 milhões.

A diferença para Flamengo e Corinthians ficará gritante. Lembrando que quanto mais dinheiro da tevê, mais jogos mostrados. O que atrai patrocínios maiores. Mais torcedores. Mais sócios-torcedores.

3ae1 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...

O ranking de pay-per-view está baseado nas informações do assinante. Só os dois clubes são responsável por 29% da audiência. São números fortes demais, consolidados.

A briga de Eurico para tentar reverter esse quadro terá de ser política. Sem embasamento numérico. Por uma questão de justiça, os dois clubes mais populares do país precisam sim ganhar mais. A questão é se a diferença financeira é grande demais ou não.

A audiência do pay-per-view de 2014 teve a potência de um soco no queixo de Eurico Miranda, presidente do Vasco, nas diretorias do Grêmio, do Santos, do Palmeiras, do São Paulo. Esses clubes estavam sonhando com uma oportunidade para obrigar a Globo a redistribuir. de maneira mais igual, o dinheiro que investe. Perderam hoje um enorme argumento.

A esmagadora maioria entre dez mil pessoas revelou ao Ibope e ao Datafolha. 29% paga para ver Flamengo e Corinthians em campo. Os 71% restantes se dividem em 16 equipes...
1reproducao3 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...

Empolgação no Corinthians. Os R$ 8 milhões que o Boca pagará por Lodeiro têm endereço certo. Deverão servir para a renovação de Guerrero. Para alegria de Tite…

4ae 1024x512 Empolgação no Corinthians. Os R$ 8 milhões que o Boca pagará por Lodeiro têm endereço certo. Deverão servir para a renovação de Guerrero. Para alegria de Tite...

A conta é simples, tosca até. Pegar R$ 8 milhões que o Corinthians receberá do Boca Juniors por Lodeiro e repassá-los para Guerrero. E desembolsar os restantes R$ 10 milhões que ele pede como luvas em suaves prestações. Pagar R$ 520 mil mensais pelos próximos três anos. E acertar de vez a renovação de contrato do principal ídolo do clube, para que dispute a Libertadores com a cabeça tranquila.

Não há medo em reforçar o clube argentino, que poderá ser até rival do próprio Corinthians. A necessidade de dinheiro fala mais alto. O River Plate, por exemplo, não quis negociar o zagueiro Balanta com o São Paulo. A alegação é que não deixaria um provável adversário na Libertadores mais forte.

Roberto de Andrade e Andrés Sanchez estão por trás da engenharia financeira. Os dois já conversam com os agentes do jogador desde o final de 2014, quando acertaram a contratação de Dudu. Mario Gobbi se sentiu traído por ser o último a saber e implodiu a negociação com o atacante. Ele foi parar no Palmeiras.

Os agentes de Guerrero fizeram questão de dizer. Não rompiam com o Corinthians, muito menos com o ex-presidente Andrés ou o candidato favorito à eleição presidencial, Roberto de Andrade. Mas queriam distância de Gobbi. Nem ver a figura do atual presidente, cujo mandato termina no próximo sábado, dia 7 de fevereiro.

Talvez não por coincidência, Gobbi avisou que não pagaria os R$ 18 milhões de luvas e mais R$ 520 mil para a renovação de contrato do atacante peruano. Não havia dinheiro em caixa. Além da necessidade de pagar o Itaquerão. Andrés e Roberto de Andrade já acham uma loucura tudo não ter sido fechado até o dia 15 de janeiro. Desde dessa data, o jogador pode assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe. E ir embora sem render um centavo ao Corinthians. Inclusive o Palmeiras, que mostrou interesse.

Mas os empresários de Guerrero são fiéis. Têm a promessa que Roberto de Andrade cuidará com carinho da renovação, se eleito. Enquanto isso, o atacante não esconde sua irritação. E não perdeu oportunidade, em rádio espanhola, dizer que, além do Corinthians, nutre uma vontade de voltar para a Europa.

2ae Empolgação no Corinthians. Os R$ 8 milhões que o Boca pagará por Lodeiro têm endereço certo. Deverão servir para a renovação de Guerrero. Para alegria de Tite...

Tudo caminhava em passo de tartaruga, até que surgiu um novo elemento. Os empresários de Lodeiro tinham uma proposta muito tentadora para o Corinthians. A direção do Boca Junior queria pagar 2,5 milhões de dólares, cerca de R$ 6,7 milhões por 50% dos direitos de Lodeiro. Já era um ótimo negócio, já que o clube paulista pagou R$ 4,5 milhões pela metade do uruguaio junto ao Botafogo, em julho de 2014. Mas Gobbi exigiu 3 milhões de dólares. Os argentinos enrolaram, titubearam, mas aceitaram pagar. São R$ 8 milhões em caixa que o clube não previa.

Gobbi mandou perguntar a Tite se Lodeiro seria fundamental ao clube na Libertadores. O treinador observava de fora o uruguaio. Acreditava que ele poderia ter um desempenho mais efetivo no meio de campo corintiano. Achava um exagero o que fez Mano. Autorizou sua contratação e depois o esqueceu no elenco.

Ao reassumir o cargo no Corinthians, Tite todas as chances para o meia na pré-temporada nos Estados Unidos. Foi uma lástima. Intimidado, inseguro. Jadson mostrava ao menos muita vontade de ficar no Parque São Jorge. E melhorava seu futebol. Como também os reservas Danilo e Petros. Mandou avisar que a direção poderia sim negociar o uruguaio.

Na sexta-feira, Tite deixo escapar, antecipou que algo poderia acontecer neste final de semana. "O elenco do Corinthians é ótimo. Só acredito que esteva um pouco desequilibrado. Há setores onde há jogadores demais." Foi a senha.

A resposta definitiva do Boca Juniors chegou ontem de manhã. Aceitava pagar R$ 8 milhões por metade de Lodeiro. O clube vai disputar a Libertadores. Tinha pressa para fechar com o uruguaio. Ele estava escalado para enfrentar o Marília. Foi tirado da partida. E Jadson assumiu seu lugar na fácil vitória diante do Marília por 3 a 0.

Tite tem excepcional relacionamento com Roberto de Andrade. E sabe muito bem que, com apenas mais cinco dias no cargo, Mario Gobbi não terá coragem de tocar em um centavo nestes R$ 8 milhões que chegarão do Boca Juniors. Este dinheiro não irá para o Itaquerão. Roberto ganhando a eleição, pegará esses milhões e os destinará a Guerrero.

1ae Empolgação no Corinthians. Os R$ 8 milhões que o Boca pagará por Lodeiro têm endereço certo. Deverão servir para a renovação de Guerrero. Para alegria de Tite...

O candidato de Andrés acredita que o atacante precisa disputar a Libertadores com o foco no Corinthians. Não o quer jogando sem contrato renovado. Pretende impedir qualquer possibilidade de saída do Parque São Jorge. Na partida de ontem, os torcedores já faziam coro exigindo sua permanência.

Roberto de Andrade tem acalmado os agentes de Guerrero. Insiste que não abrirá mão do jogador se eleito. O candidato da oposição quer a permanência do peruano. Só que deseja pagar muito menos do que está pedindo. Ele não tem relacionamento algum com os donos da Thinkball, empresa que administra a carreira do atacante. Os empresários e o próprio jogador já sabem dos milhões que estão chegando ao Parque São Jorge da Argentina.

Tite estava muito aliviado depois da vitória por 3 a 0 diante do Marília. Seus sorrisos não tinham a ver com o jogo. Mas com o aumento enorme da possibilidade de ter seu atacante predileto na Libertadores. E com o foco total no Corinthians. Graças ao dinheiro conseguido com o inseguro Lodeiro. Assim terminava a noite de domingo, promissora no Parque São Jorge.

Com a certeza de que nem Mario Gobbi poderá sabotar a renovação de contrato do seu jogador mais desejado. Não há mais como ele dizer que não há dinheiro no Corinthians. Não depois da partida de Lodeiro...
3ae Empolgação no Corinthians. Os R$ 8 milhões que o Boca pagará por Lodeiro têm endereço certo. Deverão servir para a renovação de Guerrero. Para alegria de Tite...

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