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Corinthians gasta o salário de Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. Mas com jogadores emprestados para atuar em outros clubes. Vitor Júnior receberá R$ 600 mil até o final do ano para jogar na Tailândia. Lição de profissionalismo…

1futurapress Corinthians gasta o salário de Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. Mas com jogadores emprestados para atuar em outros clubes. Vitor Júnior receberá R$ 600 mil até o final do ano para jogar na Tailândia. Lição de profissionalismo...
Um dos motivos do rompimento entre Mario Gobbi e Andrés Sanchez foi uma prática inacreditável. E que não combina com a administração moderna de qualquer clube de futebol. Emprestar jogador e o clube seguir pagando parte dos salários. Foi a maneira mais fácil que Gobbi encontrou para evitar constrangimentos. Atletas encostados, treinando separados dos outros. E recebendo a cada 30 dias, mesmo sendo, na prática, inútil para o Corinthians.

No ano passado foi constrangedor. Eram exatos R$ 1.520,00 a cada mês. R$ 520 mil para Sheik jogar no Botafogo. R$ 400 mil para Pato defender o São Paulo. R$ 180 mil a Júlio Cesar no Náutico. Douglas, R$ 150 mil, Grêmio. Elton, R$ 100 mil, Flamengo. Ramirez, R$ 80 mil. E R$ 90 mil para Renan ser o goleiro do Bragantino.

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Conselheiros estavam revoltados no Parque São Jorge. Alguns queriam até a renúncia de Gobbi pela atitude. Mas Andrés não permitiu. Seria um abalo muito grande na situação, ala política dominada pelo deputado federal do PT e responsável pela eleição de Gobbi.

Quando Roberto de Andrade assumiu, a situação financeira corintiana já era caótica. Graças a um péssimo acordo como o BNDES e a Odebrecht, todo o dinheiro da arrecadação da nova arena é desviada para o pagamento do estádio. O clube precisa sobreviver com o dinheiro de patrocinadores, dos sócios-torcedores, dos sócios.

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Por não poder pagar, o clube perdeu Guerrero para o Flamengo. Não houve a renovação. Sheik ganhava demais, também foi liberado para a Gávea. Elias teve de ser firme com os dirigentes. Eles queriam que o volante retornasse ao Flamengo. Ralf também já entendeu que deverá seguir seu rumo. Danilo não renovará contrato. Ficará até dezembro e depois, nova vida. Livre e sem render um centavo ao Parque São Jorge.

O clube chegou a dever mais de oito meses de direito de imagem a Guerrero. Três, quatro, cinco meses com o restante do time. Dependia do salário. Quanto maior, mais o atleta poderia ficar esperando receber. Até o salário de Tite atrasou, mas fiel à diretoria, ele se calou.

Mas o surpreendente neste cenário é a confirmação que a velha estratégia de Gobbi. O clube segue emprestando jogadores. E pagando seus salários. Exatamente situação de desesperava Andrés Sanchez.

O meia Vitor Júnior foi contratado em 2012. A negociação parecia ser um presente dos deuses. O empresário de Mano Menezes, Carlos Leite, comprou os direitos federativos do jogador. E mesmo diante do interesse do Palmeiras, resolveu repassar o jogador gratuitamente ao Parque São Jorge.

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Mas foi 'gratuitamente' até a página dois. O empresário exigiu e o Corinthians assinou contrato de quatro anos com o jogador. Carlos Leite assegurou ao seu jogador nada menos do que R$ 5,7 milhões em salários. Afinal, acertou por R$ 120 mil a cada 30 dias.

Mostrou fraquíssimo futebol com a camisa corintiana. Acabou emprestado para quatro clubes. Mas não deu certo. Botafogo, no Inter, no Coritiba e Figueirense. Seu desempenho deixou a desejar.

No Corinthians só atuou oito vezes. Desde o início do ano estava sem jogar. Sem aceitar romper simplesmente o contrato. Roberto de Andrade deve ter se lembrado de Gobbi.

E acaba de cedê-lo ao Navy, time tailândes. Até o final do ano. Quem pagará os R$ 120 mil mensais? O Corinthians. São mais R$ 600 mil do orçamento.

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"É um mercado que muitos brasileiros ainda sequer conhecem, mas que está crescendo bastante. Todos nós sabemos da evolução do futebol asiático, a estrutura dos clubes, e o projeto do Navy me atraiu bastante. É um desafio novo na minha carreira, com objetivos concretos. Estou confiante e animado para obter sucesso nessa nova fase profissional", postou o jogador, feliz com a camisa 10 que vestiu em Bangcoc.

Pato continua embolsando seus R$ 400 mil mensais para jogar pelo São Paulo. Mas há outros André Vinícius, Brayan Riascos, Gustavo Tocantins, Moisés, Pedro Henrique e Zé Paulo estão no Bragantino. Bancados pelo Parque Jorge. Na parceria com o Flamengo de Guarulhos, outros 39 atletas.

São mais de 50 jogadores que o Corinthians segue emprestando e bancando com seus salários. No total, seriam cerca de R$ 800 mil mensais. Salário que Ronaldinho Gaúcho ganhará no Fluminense.

O caso de Vitor Júnior chama mais a atenção quando se depara com o nome de Carlos Leite. O empresário de Mano Menezes tem relação íntima com a diretoria. Já emprestou dinheiro na administração Andrés Sanchez. Situação bizarra. Foi com seu dinheiro que o Corinthians contratou Eduardo Ramos e Saci em 2008. Que, por acaso, eram empresariados por ele.

Seis anos depois, a mesma história. O clube só pagou o 13º no ano passado porque o mesmo agente emprestou R$ 2 milhões. Leite é o empresário de Cássio, Fágner, Gil e Renato Augusto.

6ae3 Corinthians gasta o salário de Ronaldinho Gaúcho no Fluminense. Mas com jogadores emprestados para atuar em outros clubes. Vitor Júnior receberá R$ 600 mil até o final do ano para jogar na Tailândia. Lição de profissionalismo...

Ou seja, não há diferença na maneira de 'administrar' entre Roberto Andrade e Mario Gobbi. Diante do entrave de jogador que não rende e tem contrato longo, o atalho é emprestá-lo. E seguir pagando seu salário.

Não há outras ideias, negociação. Pedir descontos e pagar tudo de uma vez. Nada disso. É só despachar os atletas para outras equipes e seguir pagando seus salários na íntegra. E atrasando quem está defendendo o Corinthians.

O futebol brasileiro segue sendo assustadoramente amador.

E os dirigentes não fazem questão alguma de se modernizar.

Esta foram as primeiras frases que o meia ouviu ao chegar no Navy.

"Yindī t̂xnrạb, Vitor Júnior.

Ngein k̄hxng khuṇ xyū̀ nı ṭhnākhār."

Tradução livre do tailandês..

"Bem-vindo, Vitor Júnior.

Seu dinheiro já está no banco."

E quem pagou foi o Corinthians...
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A eficiência venceu o talento. Em um dos melhores jogos de 2015, o vibrante Corinthians derrotou o poderoso Atlético Mineiro. Partida sensacional, digna dos melhores times do Brasileiro…

1ae26 A eficiência venceu o talento. Em um dos melhores jogos de 2015, o vibrante Corinthians derrotou o poderoso Atlético Mineiro. Partida sensacional, digna dos melhores times do Brasileiro...
Foi um jogo sensacional. Daqueles que fazem que a esperança do renascimento do futebol brasileiro. Corinthians e Atlético Mineiro foram no seus limites. Tite e Levir Culpi duelaram taticamente de maneira incrível. Mexeram suas peças como se o gramado do Itaquerão fosse um grande tabuleiro de xadrez. O estádio lotado deu toda a dramaticidade de uma partida imprevisível. Eram ataques em bloco dos mineiros, que pareciam em casa, contra os contragolpes mortais dos paulistas.

A eficiência venceu o volume de jogo, a volúpia, a estratégia moderna. Malcom fez o gol que deu a vitória para o guerreiro, vibrante Corinthians por 1 a 0. Não é por acaso que os dois times têm 29 pontos, lideram o Brasileiro. Com os mineiros ficando em primeiro por saldo de gols.

"Eu pude ajudar o grupo. Fiz o meu melhor, mas aqui é um grupo que trabalha forte. É um grupo. Ninguém faz nada sozinho", repetia Walter. Ele fez pelo menos cinco grandes defesas.

"Eu só tenho a agradecer ao Tite e aos meus companheiros. Foram muito difíceis esses dias", desabafava Malcom, autor do gol da vitória. Ele se referia à denúncia de que teria comprado sua licença para dirigir.

"Contra o Corinthians, é sempre difícil. A equipe jogou bem, teve pelo menos cinco chances de marcar. Estamos de parabéns pela partida que fizemos. O time jogou muito bem. Fica a certeza de que estamos fortes para a sequência da competição. Mesmo com a derrota, mostramos nossa força e poderíamos ter saído daqui com os três pontos", dizia, inconformado, Victor.

Empolgação e chances de gols não faltaram. Tite tinha como missão primeira tentar travar o excelente poder ofensivo do melhor ataque do Brasileiro. Ele sabia que Levir libera os dois laterais, avança os volantes ao lado do meia Giovanni Augusto. E na frente, um eficiente trio, sem posição fixa. Luan, Lucas Pratto e Thiago Ribeiro. É muito interessante e prazeroso ver o Atlético Mineiro. É a equipe de mais talento do futebol brasileiro.

O Corinthians não tem esse talento todo. Mas aposta da doação, no preenchimento do espaço, na vibração. E atuando no Itaquerão, no coração de seus torcedores que empurram o time do primeiro ao último segundo. Ainda mais quando o adversário é poderoso como o Atlético.

O Corinthians primeiro tentou marcar forte para depois contragolpear. Bruno Henrique e Elias tinham a companhia de Renato Augusto muito mais preso do que normalmente. Rildo entrou no lugar do suspenso Jadson. E precisou abdicar da sua vocação ofensiva para ajudar a compor o meio de campo. Fagner e Uendel foram laterais dos anos 70, proibidos de atacar. Não podiam dar espaço a Marco Rocha e Douglas Santos, alas/pontas atleticanos.

O Atlético mostrava seu eficiente e elegante toque de bola. Fazia gelar os corações de mais de 36 mil torcedores. Mas bastava o Corinthians contra-atacar, com velocidade e muita movimentação de Vagner Love e Malcom, que o setor defensivo mineiro sofria.

Foi uma partida de tirar o fôlego. Com cada time mostrando sua proposta de jogo. Walter substituiu à altura Cássio. Foi muito eficiente. Mesmo com Gil fazendo excepcional partida. Mesmo assim Pratto obrigou o goleiro a grandes defesas. Giovanni Augusto mostra futebol empolgante, visão de jogo e técnica capazes de abrir a trava montada por Tite.

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Walter e falhas de finalização salvavam o Corinthians. Falta de capricho no último passe do contragolpe era cúmplice do Atlético Mineiro.

Até que aos 41 minutos, o time de Levir estava abafando o seu adversário. Seu sistema defensivo estava adiantado. Bastou Leonardo Moura dar a bola na fogueira para Rafael Carioca. Elias ganhou a disputa de cabeça. E assim que a bola caiu, ele acertou ótimo lançamento de Vagner Love.

O atacante se aproveitou pegando Marco Rocha de costas. Desceu em velocidade, Rildo correu como um alucinado, chamou a atenção dos zagueiros. Mas Love serviu Malcom que vinha pelo meio livre. O chute foi seco, firme. Indefensável para Victor. Corinthians 1 a 0, aos 41 minutos do primeiro tempo.

Malcom comemorou chorando. Desabafou toda a tensão que passou durante a semana, com a polêmica sobre sua carta de habilitação. É um garoto de 18 anos. Mal orientado, como muitos jovens jogadores.

Na segunda etapa, o Atlético Mineiro não voltou para empatar a partida. Queria virar. Pressionou a saída de bola, marcou na frente, parecia ter pela frente uma equipe pequena no Mineirão, não o Corinthians no Itaquerão. Criou várias chances de gol. Pelas pontas, triangulações. Pelo meio, tabelas. Walter se desdobrou. Conseguiu evitar que fosse feita justiça no placar.

Mas o Corinthians não estava morto. Seus jogadores apenas se desdobravam, faziam o que havia sido pedido por Tite. Marcar muito e contragolpear pelos lados, entre os laterais/pontas e os volantes atleticanos. Foi assim que Malcom e Mendoza perderam chance de fazer o segundo gol. Victor mostrou porque é um dos melhores goleiros do Brasil. Há anos.

 A eficiência venceu o talento. Em um dos melhores jogos de 2015, o vibrante Corinthians derrotou o poderoso Atlético Mineiro. Partida sensacional, digna dos melhores times do Brasileiro...

Não bastassem os 90 minutos de emoção. Os quatro minutos da prorrogação foram de arrepiar. Com dois lances agudos, fantásticos. Walter fez uma intervenção corajosa saindo aos pés de Pratto, ótimo atacante. Conseguiu evitar o empate. 30 segundos depois, Victor salvou chute de Mendonza, livre da grande área.

Assim que o bom Anderson Daronco acabou o jogo, vibração, com razão. De Tite, dos seus jogadores, da torcida. O Corinthians venceu nas fibras do coração uma partida sensacional.

Os atleticanos mereciam o reconhecimento dos adversários. Não havia corintiano que não dissesse que o time havia derrotado um dos maiores candidatos ao título do Brasileiro.

Em meio a tanta festa, só o vexame da diretoria corintiana. Deu apenas 170 ingressos para o Atlético Mineiro vender aos seus torcedores. Cerca de dois mil deles ficaram do lado de fora do Itaquerão, com dinheiro, mas sem ter entradas para comprar. Muitos pais com seus filhos nos braços. Isso não é atitude de um clube com a história do Corinthians. Atitude pequena de seus dirigentes.

Vexame desnecessário em uma noite de belíssimo futebol...
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Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê-lo. Pelo menos até dezembro…

1reproducao24 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...
Arcar com as consequências. É o que resta a Alexandre Pato. Deu errado seu plano de se livrar do Corinthians. E também do São Paulo. O jogador buscou a justiça para ficar livre nesta janela de transferências. Sem o ônus de ter de pagar 10 milhões de euros, R$ 34,6 milhões, a qualquer clube brasileiro, os interessados pagariam apenas luvas e salários ao atacante. Dessa maneira se tornaria atraente. Principalmente para a Inter de Milão, onde já havia contatos.

Mas deu tudo errado para o atacante. A justiça considerou que ele não foi prejudicado com os dez meses de direito de imagem que o Corinthians atrasou. E pagou dois dias depois do processo instaurado. A alegação é que o jogador havia vendido há muito tempo seus direitos de imagem a uma empresa que não tem ligação alguma.

Quanto às ameaças dos vândalos das organizadas corintianas, de quebrar suas pernas, foram desprezadas. O Corinthians não teria nada a ver com a situação. O São Paulo também foi processado por dever três meses de direito de imagem. O clube pagou, a questão está resolvida. A sentença final será dada em setembro, portanto depois da janela de transferência para a Europa fechada.

Pato terá de cumprir seu contrato de empréstimo ao São Paulo até dezembro. E ainda ficar até o final de 2016 no Corinthians. Assim decretou a lei.

A situação do jogador no Morumbi ficou péssima. E no Corinthians, muito pior.

Carlos Miguel Aidar sabe muito bem que o atacante desejava ir para a Europa. E, de maneira ingrata, virava as costas ao clube que o apoiou quando queria de qualquer maneira deixar o Corinthians. Ele traiu a confiança dos dirigentes são paulinos com o processo.

2reproducao15 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Ele sabe o quanto a diretoria deseja negociar o veterano e caro Luís Fabiano. Juan Osório se mostrava disposto a apostar todas as fichas na sua fixação como titular. E apostando no potencial de artilheiro que via no atacante. Dando tudo certo, o São Paulo se preparava para tentar comprar seus direitos do Corinthians. Tudo isso ficou abalado com a postura do jogador.

No Corinthians o clima é de euforia. Se o clube perdesse na justiça Pato, por falta de pagamento, havia a certeza que outros atletas poderiam ir pelo mesmo caminho. Já que virou rotina o clube atrasar meses e meses de direito de imagem. E os salários passaram a ser pagos no limite. Como a legislação alega que, com 90 dias sem pagamento o atleta está livre do clube, o Corinthians passou a atrasar dois meses.

Esta situação constrangedora financeira vem do péssimo contrato com o Itaquerão. Todo o dinheiro gerado pela arrecadação está sendo drenado para o pagamento do estádio.

Os dirigentes corintianos sabem muito bem o que Pato comentou aos jogadores do São Paulo. Ele jurou que nunca mais atuaria pelo clube. Arrumaria uma maneira de ficar no Morumbi ou ir para a Europa. Mesmo tendo compromisso assinado até o final do ano. Ele se sentiu boicotado pelo elenco campeão mundial e da Libertadores. Tite deixou bem claro que não pediu sua contratação. E foi ameaçado pelos vândalos que invadiram o CT no ano passado.

A postura de Andrés Sanchez e Roberto de Andrade é ser a mais fria, calculista. O clube investiu R$ 43 milhões para tirá-lo do Milan. E precisa recuperar o máximo que puder da transação que consideram a pior de todos os tempos no Corinthians. Ambos adorariam vendê-lo já para a Europa, Arábia, China, Japão, Marte. Mas faltam interessados.

A tentativa de Pato em se livrar tanto do Corinthians como do São Paulo, acabou por unir as duas diretorias. Houve telefonemas entre os dirigentes. Eles seguiram pela mesma linha de raciocínio nas alegações para travar a saída do atleta.

1spfc Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Se o clube do Morumbi quiser ficar com o jogador até dezembro terá de pagar 10 milhões de euros, cerca R$ 34,6 milhões. Aidar já afirmou a companheiros de diretoria que não disponibilizará tanto dinheiro. Estava disposto a bancar entre seis e cinco milhões de euros. Parcelados. Ou talvez até colocar algum jogador como contrapeso. A atitude de Pato deixou tudo indefinido.

Carlos Miguel não quer desperdiçar ao menos o empréstimo do jogador. Osório acredita que ele será útil na missão de tentar ganhar o Brasileiro. Ou ficar com uma das quatro vagas para a Libertadores de 2016. Se ele for escalado contra o Avaí, completará sua sétima partida pelo clube no Campeonato Nacional. E não poderá sair para qualquer outra equipe brasileira. Como também estará sem a Europa, a sua postura será mergulhar de cabeça no São Paulo.

Pelas redes sociais, os torcedores são paulinos ficaram revoltados com o processo. Insistem pelo lado da ingratidão. Palavrões e ameaças são constantes. O jogador terá de se esforçar, dar o máximo para alterar essa situação. Afagos na camisa não serão suficientes.

É bastante provável que depois de uma conversa com Aidar e Osório, Pato dê uma entrevista. E se explique. Provavelmente dizendo que ele queria se livrar do Corinthians. Para ficar no São Paulo. E que o clube do Morumbi foi citado por força das circunstâncias, já que também devia dinheiro a ele.

3ae10 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Alexandre Pato conseguiu várias façanhas. Não obteve a carta de alforria para voltar à Europa. Sua esperança de retorno a Milão, cidade que ama, não se concretizou. Os contatos com a Inter de Milão cessaram com a perda do processo.

Aumentou e muito o ódio que os dirigentes corintianos nutrem do jogador. E que está ligado umbilicalmente até dezembro de 2016. Ainda decepcionou a direção do São Paulo, revoltou os torcedores tricolores.

Rogério Ceni e Michel Bastos estão liderando um movimento de apoio ao atacante. São realistas. Já que não sairá, que tenha todo o apoio enquanto pertencer ao São Paulo. O relacionamento de Pato com seus companheiros no Morumbi é excelente. Com exceção de Luís Fabiano, ainda magoado. Entendeu que, quando Alexandre garantiu que não ficaria mais na reserva, teria sido um recado direto a ele.

A tendência é o São Paulo tentar amenizar a situação até dezembro. Depois decidir o que fazer.Dependendo do que fizer dentro do campo. Dentro desse cenário, algo continua certo. Pato não quer jogar de jeito algum no Corinthians. Os dirigentes o querem longe. Só rendendo pelo menos uma parte dos R$ 43 milhões que gastaram com o jogador midiático. Aquele que o departamento da Nike garantiu que seria o 'maior ídolo brasileiro'...
1ae18 Fracasso na Justiça sabotou o ambiente de Pato no São Paulo e deteriorou de vez a relação com o Corinthians. Apesar da ingratidão e revolta dos torcedores, realista, Aidar quer mantê lo. Pelo menos até dezembro...

Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians. Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu ‘projeto Brasil’ foi um fracasso…

1agenciacorinthians Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...
Alexandre Pato fará 26 anos em setembro. Para o jogador de futebol moderno, com mercado internacional, essa é uma idade limite. O seu 'projeto Brasil' foi um fracasso. Suas pretensões eram altas. Traçadas com seu empresário Gilmar Veloz e Barbara Berlusconi, então sua namorada. E com o aval da Nike.

Barbara sabia da profunda crise financeira do Milan. Tinha informações privilegiadas, filha do ex-primeiro ministro italiano e dono do clube, Silvio Berlusconi. Não havia condições de montar esquadrões, capazes de dominar o mundo. O melhor para a carreira de Pato seria 'dar um passo atrás', se firmar na Seleção Brasileira e voltar à Europa, defendendo um grande clube. Talvez até o próprio Milan, recuperado.

O projeto era de três anos. 2013 volta a um grande clube popular brasileiro, ser titular da Copa das Confederações. Em 2014, disputar uma grande Copa do Mundo. E, no máximo, no meio de 2015, desembarcar de volta ao Velho Continente.

De forma discreta, o departamento de marketing da Nike apresentou o projeto ao Corinthians. O clube já havia conquistado a Libertadores e iria disputar o Mundial. Mas não tinha uma estrela midiática. No final de 2012, Pato tinha esse perfil. O acordo foi selado e Andrés Sanchez e Gobbi investiram R$ 43 milhões para ter o jogador. Foi a transação mais cara do futebol brasileiro. Nenhum clube gastou tanto para repatriar um atleta.

2reproducao9 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Tite e os jogadores campeões mundiais rejeitaram o jogador. O treinador teve de suportar a chegada de uma peça fundamental que não pediu. Seu desempenho pífio o tirou da Copa das Confederações. E também foi descartado da Copa do Mundo, Felipão acredita que ele não tinha futebol e nem personalidade para tanta pressão.

Em meio a essa sucessão de fracassos, Pato rompeu com Barbara. A herdeira de uma fortuna avaliada pela Forbes, de pelo menos 5 bilhões de euros, cerca de R$ 17,4 bilhões, era mais importante do que parece. Além de parceira, seis anos mais velha e mãe de dois filhos, Berlusconi dava estabilidade psicológica ao imaturo atacante. No Corinthians todos se lembram o quanto ele ficou abalado com o final do relacionamento.

O fim do namoro representou a impossibilidade de volta ao Milan. Tudo foi estava demolindo na vida de Pato. Sua relação com o Corinthians estava péssima. Ficou desesperado quando houve a invasão do CT pelar organizadas no início de 2014. No vestiário, segurando um armário contra a porta para evitar que os torcedores entrassem, o jogador ouviu as ameaças. Eles juravam que iriam quebrar as suas duas pernas, enquanto chutavam a porta e xingavam. Só quando a polícia chegou, a situação absurda acabou.

Mas Pato avisou seu empresário que iria sair de qualquer maneira do Corinthians. Foi quando houve a troca com Jadson. E ele foi para o São Paulo. Mal chegou, avisou os companheiros que não voltaria de maneira alguma para o Parque São Jorge.

Os dirigentes corintianos souberam dessa decisão de Pato. Mal ele saiu, estourou a crise financeira com o Itaquerão. O dinheiro começou a rarear. E a diretoria no Parque São Jorge decidiu, Pato seria o último a receber seu dinheiro. Seu salário é de R$ 800 mil: metade paga pelo Corinthians e os outros R$ 400 mil com o São Paulo. Os atrasos começaram a ser uma constante.

2ae7 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Foram dez meses de atraso do Corinthians. Somados, chegam a R$ 4 milhões. O São Paulo também enfrenta sua crise financeira. E deixou de pagar há três meses os direitos de imagem de Pato. A direção do Morumbi dividiu, são R$ 300 mil de salários e R$ 100 mil em direitos de imagem.

Já havia a suspeita que Pato e seu empresário articulavam entrar na justiça contra o Corinthians. Alegando o atraso, eles querem a reintegração total dos seus direitos. Só que foram além, processaram também o São Paulo. Eles desejam não só a liberdade, mas o dinheiro que pertenceria ao atacante.

A cúpula são paulina não esperava também ser processada pelo jogador. É uma desmoralização dos dirigentes. E pode servir como exemplo para outros atletas. Carlos Miguel Aidar está revoltado com a postura do jogador.

O plano de Pato não é apenas se livrar do Corinthians, com quem tem contrato até o final de 2016. Mas também do São Paulo, cujo empréstimo se encerra no final do ano.

O jogador quer voltar para a Europa. O mais rápido possível. O sonho é nesta janela de meio do ano. Haveria contatos com equipes médias, pequenas. Com 25 anos e dono dos seus direitos, pelo que fez no passado, poderia se encaixar.

3ae7 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Alexandre Pato é um atleta introvertido. Vaidoso, gosta de fotografias, mas detesta conflitos. Aconselhado por seu empresário, decidiu enfrentar, comprar briga no São Paulo. Não aceitaria passivamente mais a reserva de Luís Fabiano. Reclamou publicamente. Complicou o ambiente para Milton Cruz, que estava interinamente comandando o time. O novo treinador, o colombiano Osório, aposta mais no veterano atacante que no midiático Pato.

A briga pública, na Justiça, vai seguir. Não há mais como voltar atrás. A direção corintiana garante que não irá abrir mão do jogador. Quer tentar reaver pelo menos parte dos gastos absurdos com ele. A direção do São Paulo reagiu como se recebesse um balde de água fria. Não esperava esta reação do atacante.

A explicação para Pato processar também o São Paulo vai além de querer voltar à Europa. Ele ficou decepcionado ao ouvir o próprio Carlos Miguel Aidar dizer que, para continuar no Morumbi, o jogador teria de aceitar ganhar metade do seu atual salário. Ou seja, 'apenas' R$ 400 mil. O dirigente, sem sutileza alguma, deixou claro que o jogador está ganhando o dobro do que merece.

Quando procurou a justiça, Pato e Gilmar Veloz sabiam o que estavam fazendo. Eles querem o rompimento com o futebol brasileiro. Terão de 22 de junho a 21 de julho para encontrarem um novo clube europeu. A aposta foi alta. Ambos sabem, se não der certo a briga na justiça e a transferência, o ambiente ficará insuportável não só no Parque São Jorge. Mas também no Morumbi.

Aidar é vaidoso e não aceita jogador cobrando dinheiro do São Paulo em público, nos tribunais...

Pato não se importa. Ele sabe que precisa dar uma reviravolta na carreira. Seu 'projeto Brasil' foi um fracasso...(Dois dias que o jogador entrou na Justiça, a diretoria do Corinthians se apressou em pagar os R$ 4 milhões que devia a Pato. "Foi má fé", garante João Henrique Chiminazzo, advogado do jogador. O processo vai continuar. Até porque como o blog já cansou de informar, ele alega que não pode ter ligações com o Corinthians por sua integridade física. Lembrou das ameaças dos torcedores organizados que invadiram o CT de Treinamento e ameaçaram quebrar suas pernas...)
5ae4 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar…

1reproducao15 1024x576 Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar...
Seria cômico se não fosse trágico. O Corinthians deve cinco meses de direito de imagem a seus jogadores. Já chegou a dever oito, um empréstimo de R$ 7 milhões eliminou três meses. Perdeu Guerrero para o Flamengo por não poder pagá-lo. Sheik também vai para a Gávea, não há dinheiro para a renovação. Danilo também sabe que a diretoria não quer renovar seu contrato. E estuda o que fazer. Ou diminuir radicalmente sua pedida. Ou sair.

Tenta forçar Elias a aceitar voltar ao Flamengo. Gil a jogar na Alemanha. Ralf a conhecer os Emirados Árabes. Vendeu para o Palermo uma grande promessa, o meia Matheus Cassini, sem ele sequer ter estreado com a camisa dos profissionais.

Cristian e Vagner Love estão profundamente constrangidos por receber R$ 500 mil. Foram reservas absolutos na Libertadores. Só agora com a saída de Guerrero e, provavelmente, Ralf, terão a chance de atuarem como titulares. Tite não revela mas também tem dinheiro a receber do clube. Fora isso, foi obrigado a engolir um intercâmbio com a base. Situação forçada pela diretoria, já que ele detesta trabalhar com jovens. Tudo isso por economia.

Como foi várias vezes escrito, a situação do clube está assustadora por causa da dívida com o Itaquerão. Toda a bilheteria dos jogos é destinada a um fundo para pagar o estádio. O deputado federal do PT, Andrés Sanchez, falha há três anos na busca de empresa para bancar o naming rights. O Ministério Público travou os R$ 420 milhões que a Prefeitura tentou dar ao clube, em forma de CDIs. O estádio construído pela Odebrecht é avaliado em R$ 1,3 bilhão.

O dirigentes decidiram diminuir a folha salarial de R$ 10 milhões para R$ 5 milhões ou menos.

E diante desse quadro caótico, a diretoria quer contratar. O clube negocia com três jogadores do River Plate, semifinalista da Libertadores.

O atacante colombiano Teo Gutiérrez, de 30 anos, o meia uruguaio Carlos Sánchez e Ariel Rojas, volante e lateral esquerdo.

Como?

2reproducao8 Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar...

O Corinthians quer fazer uma engenharia com o dinheiro que recebe dos patrocinadores, da televisão. E ainda aposta que a Odebrechet acabará por aceitar renegociar o estádio. Permitir que uma parcela da arrecadação fique no clube e seja investida no pagamento e na contratação de atletas.

O presidente Roberto de Andrade foi avisado pelos empresários dos atletas. A situação do River Plate é caótica. Suas dívidas batem nos 500 milhões de pesos, cerca de R$ 172 milhões. Os atrasos de pagamento são constantes. A campanha excelente na Libertadores trouxe enorme alívio.

A diretoria argentina aceita fazer um desmanche no time de Gallardo. Mas, evidente, só aceita entregar os jogadores após sua participação na Libertadores. Semifinalista, decidirá se chega à final em dois confrontos com o Guarani do Paraguai. A competição só voltará a ser disputada após a Copa América.

1ap9 Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar...

Téo Gutierrez e Carlos Sánchez irão disputar a Copa América. O Corinthians queria deixar o acordo fechado, com medo que os dois se valorizem e outras equipes tentem contratá-los. Conseguiu a prioridade com os empresários. Embora desesperada, a diretoria do River não é ingênua. Sabe da chance de ganhar mais dinheiro com a dupla, dependendo do que ela fizer na competição.

Só que há um problema muito maior. A janela de transferência do Exterior para o futebol brasileiro estará aberta entre 22 de junho e 21 de julho. A última partida da semifinal entre Guarani e River é exatamente no dia 21 de julho. Os três não poderiam atuar. Teriam já de pertencer ao Corinthians.

As partidas finais da Libertadores, dia 29 de julho e cinco de agosto, estariam completamente descartadas. Ou seja, se o River chegar, não poderá ter o trio que é fundamental ao time. Esse é um problema enorme nesta transação.

Por isso é capaz que apenas um desses três chegue ao Parque São Jorge. Se for para escolher, Tite quer o colombiano Téo Gutiérrez. Jogador de conclusão, definidor, artilheiro, com estilo que lembra Paolo Guerrero.

Se tivesse recurso, o Parque São Jorge poderia ter o retorno de dois jogadores que fizeram sucesso. Paulinho e Dentinho estiveram no Corinthians. Conversaram com os jogadores, com os dirigentes. Gostariam de retornar da Inglaterra e da Ucrânia. Mas o Tottenham e o Shakhtar não aceitam simplesmente emprestá-los. Quer vendê-los.

Os atletas já cansaram de pedir que os donos de seus direitos facilitassem sua volta ao Brasil. Mas não há como. O Tottenham tem mais dois anos de contrato com o volante. E o atacante tem apenas mais um ano a cumprir.

Os dirigentes corintianos estão implorando por mais um empréstimo. Querem mais R$ 20 milhões. Não está nada fácil. A dívida com o Itaquerão atrapalha, faz os bancos recuarem.

Os jogadores acompanham com muito interesse essa busca de reforços. O clima é tenso. Porque não querem nem imaginar a diretoria comemorar contratações sem ter pago os salários e direitos de imagem atrasados. O que está ruim pode ficar muito pior...
4ae4 Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar...

Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo…

1ae10 Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo...
Emerson Sheik é um personagem criado por Márcio Passos de Albuquerque. Mudou o nome e diminui três anos dos 17 que tinha, fez nova e falsa certidão de identidade. Fez teste e foi aprovado no São Paulo e passou a atuar entre os garotos de 14 anos. Como gato, fez seis jogos pela Seleção Brasileira sub-20. Um pequeno escândalo que todos fazem questão de esquecer.

Seu dom de jogar futebol abriu todos os caminhos. Não quis assumir seu nome verdadeiro, mesmo depois de flagrado pela Polícia Federal, embarcando para o Catar. Foram dez anos se acostumando a ser chamado de Emerson.

Depois do caso Sandro Hiroshi, outro atleta a diminuir sua idade, a diretoria do São Paulo investigou melhor Emerson. E, imediatamente, ele foi despachado para o futebol japonês, onde ficou cinco anos. Depois passou quatro no Catar, onde se naturalizou catariano e disputou as Eliminatórias para o Mundial da África do Sul.

Fez três jogos pelo Rennes da França, passou pelo Flamengo, Emirados Árabes, Fluminense e desembarcou para quatro longos anos de Corinthians, que acabam de terminar. Ele acertou seu retorno para o clube do coração. Pôde se dar a este privilégio. Aos 36 anos, milionário, com a vida resolvida, ainda dá tempo para seu último sonho: se transformar em ídolo de verdade na Gávea, com a camisa rubro-negra que adora, de verdade. O carinho não é falsificado.

Tite sabe o quanto esse homem irreverente foi importante na inédita conquista da Libertadores pelo Corinthians. "Ele fez o diabo em campo. Ironizou, provocou, xingou, mordeu e principalmente jogou muito futebol. O Emerson tem lugar eterno nesta conquista que parecia impossível. O grupo todo foi fantástico. Mas ele foi especial", admite o técnico, com muita saudade daquele 2012 que parece mais distante.

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A relação entre Sheik e Corinthians foi inconstante como sua vida amorosa. Cheias de alegrias inesperadas, comemorações, frustrações. Preparadores físicos e fisioterapeutas confidenciam que se ele tivesse um pouco mais de dedicação poderia ter ido muito mais além. Só que ele nunca abriu mão de fazer o que tinha vontade.

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Como morar no luxuoso condomínio de Alphaville, em Barueri, e treinar no CT Ecológico, cerca de 40 quilômetros de distância. Separado, festas e baladas sempre foram constantes na sua vida. Dormir pouco também. Os atrasos aos treinamentos também. Ele ria quando chegou a alugar helicóptero para chegar no horário.

Os dirigentes corintianos nunca foram próximos de Sheik. Principalmente Andrés Sanchez. Se dependesse dele, sairia logo após a conquista da Libertadores, quando estava em alta. E houve a possibilidade de voltar ao futebol árabe. Mas Emerson/Márcio não quis. Disputou o Mundial, foi campeão. Ainda renovou seu contrato por dois anos em 2013, graças à pressão de Tite.

Essa ligação fraterna teve consequências. Fez Sheik dar um beijo na boca de um dono de restaurante. Foi substituído no Brasileiro de 2013, contra o Coritiba. Irritado, não cumprimentou Tite, apesar de o técnico ter sido responsável por sua renovação. Para tentar desviar o foco, foi até o restaurante Paris 6, chamou o amigo Isaac Azar. E decidiram se beijar e colocar na rede social a foto. Seria uma manifestação contra a homofobia. Na verdade, uma maneira de todos se esquecerem do desrespeito a Tite.

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A malandragem de Sheik foi excessiva. Só conseguiu despertar o ódio das organizadas e dos dirigentes do Corinthians. O ex-presidente e delegado Mario Gobbi permitiu que os chefes das principais torcidas se trancassem com o jogador. E o fizeram jurar que não era homossexual. E ainda avisaram que divulgaria uma frase atribuída a ele. "Não sou gay porque não sou são-paulino." Se pronunciou de verdade essas palavras, ninguém saberá. Se assumiu a frase para não tomar alguns bofetões, também não.

Pior do que os chefes das organizadas corintianas, só seu relacionamento com Mano Menezes. Os dois se detestavam. Sheik considerava Mano desrespeitoso, arrogante sem consideração pelo time campeão da Libertadores, Mundial. Acreditava que ele tinha prazer em destruí-lo por uma pitada de inveja. Depois de uma discussão ríspida entre os dois, Mano disse a Gobbi que não trabalharia com ele. E Emerson/Márcio foi emprestado ao Botafogo.

O atacante chegou a um clube corroído pelas dívidas. Mas, esperto que é, fez questão de fazer um acordo. O Corinthians seguiria responsável por seus salários de R$ 520 mil. Em General Severiano virou o jogador mais querido. Vendo a necessidade, principalmente dos mais jovens, emprestou, deu dinheiro para aluguel, escola de filhos, remédios, comida de vários companheiros.

Expulso contra o Bahia, no Maracanã, fez questão de antecipar o que aconteceria com José Maria Marin. Andou até a câmera mais próxima e, em close, falou o que muita gente sempre pensou. "CBF, você é uma vergonha!"

Revoltado com a incompetência dos dirigentes, incapazes de pagar os salários em dia, comprou briga com a diretoria botafoguense. Acabou afastado do clube em outubro. Teve férias de quase 90 dias. Com seu salário religiosamente pago pelo Corinthians. Sem ter o que fazer, namorava atrizes e sub-celebridades. E se deixava fotografar e filmar no luxuoso apartamento a beira mar que tem na milionária Barra da Tijuca.

Seu retorno ao Corinthians não foi o que Tite esperava. Sheik voltou irritadiço, tenso. Os atrasos de salários e direitos de imagem mexeram demais com seu comportamento. Ele não esperava que isso acontecesse no Parque São Jorge. Em plena primeira Libertadores no Itaquerão. Foi quando falou a seu agente Reinaldo Pitta. Tinha certeza que seu contrato não seria renovado.

Daí veio à tona sua paixão verdadeira pelo Flamengo. Emerson/Marcio saiu do Fluminense porque, brigado com a diretoria, cantou o funk Bonde do Mengão em pleno ônibus tricolor. Fez de propósito. E quando o troféu da Libertadores veio cair na sua mão, depois da conquista contra o Boca, ele sabia muito bem onde colocava a boca. Irônico para os fotógrafos, beijou o espaço reservado para o clube da Gávea.

1reproducao10 Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo...

Havia prometido que um dia voltaria para o Flamengo. Esse dia voltou. Vai receber R$ 270 mil a menos. Seu salário será de R$ 250 mil a cada 30 dias. Ao lado de Guerrero e Alan Patrick reforçarão a equipe que sonha com uma vaga na Libertadores. O lateral Ayrton do Palmeiras poderá também ir para a Gávea.

Ele jogou no Flamengo em 2009. Fez ótima dupla com Adriano. Mas teve de sair, negociado como Al-Ain dos Emirados Árabes. Agora, não. Aos 36 anos, escolheu onde deverá terminar a carreira. Seu contrato vai até o final do ano, com o clube da Gávea tendo a prioridade para 2016. Ela será exercida se vier a Libertadores.

O Vasco acenou com uma proposta para o jogador. Mas a vida permitiu que ele faça suas escolhas. E virou as costas ao maior dinheiro que viria de São Januário.

Da mesma maneira que se esqueceu do nome Márcio e só atende por Emerson, escolheu a camisa rubro-negra. Vai embora de vez do Parque São Jorge. Sabe que deixou para sempre sua marca.

Apesar de todas as confusões valeu muito a pena o Corinthians ter contratado esse polêmico jogador. A Libertadores deixou de ser inédita graças aso seus dribles, arrancadas, mordida, gols.

Foi um privilégio acompanhar esse alucinado Sheik, com o número 11, do Sport Club Corinthians Paulista, nas costas.

Ele conquistou o direito de voltar beijar a camisa que realmente ama...
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A mágoa de Guerrero com o Corinthians. Andrés proibiu que ele se despedisse contra o Palmeiras. Medo de contusão. Pior, se tornasse o herói do clássico, constrangendo ainda mais a diretoria…

1ae26 A mágoa de Guerrero com o Corinthians. Andrés proibiu que ele se despedisse contra o Palmeiras. Medo de contusão. Pior, se tornasse o herói do clássico, constrangendo ainda mais a diretoria...
"Estou muito agradecido a todos os torcedores por todo o apoio e carinho que me deram. Agradeço muito também aos meus companheiros, funcionários do clube, direção, técnico. Infelizmente, não conseguimos chegar a um acordo. Sigo a minha carreira."

As palavras são de Paolo Guerrero, hoje, em Lima, no Peru. Só lá, onde é tratado com todo o respeito por ser o melhor do país, ele pôde se despedir do Corinthians. Não havia o clima entre ele e os dirigentes para uma despedida no Parque São Jorge. Os dois lados não se suportavam mais.

O peruano tinha a heroica ideia de enfrentar pela última vez o Palmeiras com a camisa corintiana. O clube que estava disposto a pagar muito mais que o Flamengo, para onde deixou acertada a transferência, depois da Copa América. Mostraria aos torcedores o quanto estava ligado ao Corinthians. Daria a vida, a alma para marcar gols contra o maior rival. E sair ainda mais cultuado, deixando mais saudades nos torcedores.

Tite sabia desse desejo. Até o considerava justo. Afinal, Guerrero foi o grande responsável pela conquista do Mundial de 2012, marcando os gols, nas vitórias apertadas, por 1 a 0, contra o Al-Ahly e Chelsea. Mas veio a ordem de quem realmente manda no Parque São Jorge.

"Não tem que jogar. De jeito nenhum. O melhor é ir embora para a Copa América. E pronto. Imagine se o Guerrero entra em campo e se machuca? O que o Corinthians seria obrigado a fazer? Prorrogar seu contrato até se recuperar. De jeito nenhum. O melhor que ele tem a fazer é seguir o seu caminho. Não vai ficar, não temos dinheiro para pagar o que ele pede. Vida que segue", resumiu de maneira fria, Andrés Sanchez.

O ex-presidente corintiano ficou frustrado por ter de abrir mão de Guerrero. Ele tinha a certeza que o responsável pela dificuldade de renovação era o ex-presidente Mario Gobbi. Houve uma violenta discussão entre ele e agentes do jogador. O clima ficou insuportável. A ponto de os empresários divulgarem uma nota avisando que esperariam Roberto de Andrade e Andrés Sanchez assumirem o clube para voltarem a conversar sobre renovação.

Nos últimos meses de mandato, Gobbi havia rompido com Andrés. E fazia tudo o que queria sem consultá-lo. Como contratar Vagner Love, o atacante que, na sua opinião, livraria o Corinthians do peruano. Amarrou um contrato de um ano e meio pagando R$ 500 mil ao jogador que voltava da China.

O mais surreal é que Guerrero fixou sua pedida de luvas em US$ 7 milhões, cerca de R$ 22 milhões. Mais R$ 520 mil mensais. Por um contrato de três anos. Gobbi aceitou os salários e aceitou pagar luvas de US$ 5 milhões, cerca de R$ 15,8 milhões, parceladas no contrato que seria até 2018. Este foi o valor mais alto oferecido pelo Corinthians.

1gazeta A mágoa de Guerrero com o Corinthians. Andrés proibiu que ele se despedisse contra o Palmeiras. Medo de contusão. Pior, se tornasse o herói do clássico, constrangendo ainda mais a diretoria...

Andrés e Roberto de Andrade ficaram nos US$ 3 milhões, cerca de R$ 9,5 milhões, diluídos nos 36 meses de salários. E os salários desejados pelo atacante. O peruano ficou revoltado, disse que não baixaria a sua pedida. Ele se lembrava muito bem dos R$ 43 milhões pagos por Pato. E sabia que Love e Cristian, dois reservas, ganhavam R$ 500 mil mensais. Na sua lógica, havia dinheiro. Mas o Corinthians não queria dar ao seu artilheiro.

Do outro lado, Andrés foi se irritando. Não acreditava que o jogador não aceitava negociar. Baixar sua pedida. Virou uma guerra de egos. O dirigente se viu diante de enorme impasse. O Itaquerão está drenando todo o dinheiro do futebol graças ao péssimo acordo feito com a Odebrecht, Caixa e BNDES.

Como pagar a Guerrero as maiores luvas do futebol brasileiro, dar um contrato de três anos a um jogador de 31 anos, sem mercado internacional? Mesmo sendo ídolo no Parque São Jorge. Como ficariam os outros atletas que estavam com direito de imagem, salário e até premiação por disputar a Libertadores atrasados? Os garotos campeões da Copa São Paulo de 2015, brasileiros e paulistas sub-20, também não ganharam os prêmios pelas conquistas.

Andrés decidiu pelo rompimento. O deputado federal do PT é esperto. Ele sabe que Guerrero tem um medo incrível das organizadas do Corinthians. Desde a invasão do Centro de Treinamento, quando vândalos cantaram em voz alta que iriam quebrar as pernas de Alexandre Pato e Sheik. Viu o time todo se esconder no vestiário, colocando armários nas portas temendo apanhar dos torcedores.

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De acordo com o delegado e ex-presidente Gobbi, alguns desses vândalos se encontraram com Guerrero e trataram de agarrá-lo, apertando seu pescoço. Apesar de a Polícia insistir, Guerrero não quis prestar queixa ou dar qualquer depoimento sobre o que sofreu. Foi aconselhado por companheiros. Tudo poderia ficar ainda muito pior. E não seria 'saudável' circular por São Paulo. O medo foi tanto que ele até apagou sua conta no Istagram, só para não ser criticado pelos irritados torcedores corintianos com a sua não renovação.

Guerrero e seus empresários tentaram a renovação durante todo 2014 e cinco meses de 2015. Não há como chamá-lo de mercenário. O atacante até então negociou só com o Corinthians.

Os conselhos para se proteger dos torcedores continuaram valendo agora, quando ele tinha sim a chance de jogar no Palmeiras. Alexandre Mattos estava convencendo Paulo Nobre. Guerrero era o homem-gol que o time precisava. Seus empresários estavam se animando com a possibilidade. Mas o jogador fez questão de avisar. "No Palmeiras, não." Ele acreditava que pareceria provocação aos corintianos. Sabia do interesse do Flamengo. Já tinha apartamento e adora o Rio de Janeiro, cidade praiana, mais quente que São Paulo.

A proposta vinda da Gávea: US$ 4 milhões, cerca de R$ 12,6 milhões. R$ 4 milhões à vista. O restante diluído nos salários de R$ 520 milhões por três anos.

Está tudo amarrado. Mas não assinado. Se houver uma proposta maior, da Europa, o Flamengo não terá o que fazer. A não ser aceitar a ida do atacante. Ou seja, o artilheiro tem a Copa América para usar de vitrine e despertar o interesse de clubes do Velho Continente.

3agenciacorinthians 1024x647 A mágoa de Guerrero com o Corinthians. Andrés proibiu que ele se despedisse contra o Palmeiras. Medo de contusão. Pior, se tornasse o herói do clássico, constrangendo ainda mais a diretoria...

Quando os dirigentes corintianos chegaram à conclusão que Guerrero cederia e os empresários que Andrés não blefava, chegou a hora de acabar a relação. O peruano pediu ainda uma última vez para enfrentar o Palmeiras. A negativa veio de Andrés e Roberto de Andrade.

Na verdade não havia só a preocupação com a contusão por parte dos dirigentes. Caso Guerrero fizesse uma ótima partida e marcasse, dois, três gols, fosse o responsável pela vitória no clássico, a diretoria acabaria exposta. E massacrada pela imprensa, por torcedores por não terem capacidade de segurá-lo no Parque São Jorge. O mais seguro foi dizer, não. Chega de colocar a camisa corintiana.

Guerrero não confirmará. Mas saiu magoado do clube onde foi campeão mundial. Queria fazer uma apoteótica despedida contra o Palmeiras. Vai seguir sua vida. Provavelmente no Rio. Badalará, namorará atrizes, celebridades. Mostrará suas tatuagens na Barra da Tijuca. E tentar ser o ídolo que tanto o Flamengo precisa.

Andrés e Roberto Andrade estão aliviados. Não teriam mesmo como comprometer R$ 40 milhões com o artilheiro. Não como estão: agoniados com a dívida com o Itaquerão.

O adeus foi inevitável. Mesmo Guerrero sendo o melhor atacante a atuar na América do Sul e principal responsável pela conquista do Mundial. Não há dinheiro para um jogador tão importante no Parque São Jorge...

(Com o apoio financeiro da Caixa e da Adidas, o Flamengo antecipou a contratação de Guerrero. Não esperou nem que se mostrasse na Copa América. Ele acaba de ser confirmado como jogador do time carioca, nesta manhã cinzenta de sexta-feira, dia 29 de maio...)
 A mágoa de Guerrero com o Corinthians. Andrés proibiu que ele se despedisse contra o Palmeiras. Medo de contusão. Pior, se tornasse o herói do clássico, constrangendo ainda mais a diretoria...

Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos…

 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...
"Idiotas." "Pau no ..."

Guerrero e Luís Fabiano reservaram essas 'edificantes' expressões a torcedores do São Paulo e do Corinthians, após as eliminações precoces, frustrantes de seus times na Libertadores. Os atacantes fizeram questão de falar e escrever em veículos que não cabem desmentidos: televisão e instagram. Assustados assessores de imprensa não tiveram como ligar para as redações tentando dizer que seus patrões foram mal interpretados.

A verdade é que ambos vivem momentos decisivos nas suas carreiras. A permanência dos dois no Morumbi e no Parque São Jorge se mostra dispensável. Experientes, vividos e muito caros, entendem o que está acontecendo.

Luís Fabiano foi chamado pela centésima vez de 'pipoqueiro' por indignados são paulinos no desembarque do time em São Paulo. Ele jogou mal na partida que tirou o São Paulo da Libertadores, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Errou um gol feito e ainda bateu pênalti em cima de Fábio. Justificou a sua fama de artilheiro de 'gols inúteis'. Nas partidas realmente importante ele se descontrola. Ou briga com adversários, juiz ou atua abaixo do seu potencial. Por isso o coro de 'pipoqueiro' o persegue há anos.

"A eventual perda do Luis Fabiano será mais um golpe duro. Mas ele ultimamente tem tido reiterados problemas de saúde que não o deixam apto a jogar, e precisamos do jogador inteiro, para que cumpra seu papel. Se for para o Orlando City, se isso vier a acontecer, será porque será bom para ele. O São Paulo não vai criar obstáculos de espécie alguma para a saída dele, não ofereceríamos a renovação", disse, com todas as letras, Carlos Miguel Aidar. O presidente foi sincero em abril.

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A atual diretoria do São Paulo não vê mais sentido manter um jogador caríssimo, que acumula contusões e decepções. São R$ 600 mil a um atleta que vai completar 35 anos em novembro. Com problemas financeiros graves, o clube deve salários e direito de imagem a todos os jogadores. Além disso, ele é um atleta de personalidade forte, que se impõe como titular. Mesmo lento e sem o faro de artilheiro de anos atrás. Se tornou um problema para Milton Cruz.

Enfrenta pela primeira vez a concorrência aberta de Alexandre Pato. "Esse ano não vou aceitar mais ficar no banco", disse o seu rival de posição, nove anos mais novo." Sempre estive com o grupo. Trabalhei honesto. Por tudo que passei no futebol poderia estar chiando. Aturei uma fala no momento errado do Pato, dizendo que não ficaria no banco. Engoli calado." Rebateu o veterano atacante, destacando as palavras 'grupo' e 'honesto'.

Fossem nos tempo áureos, o recado de Luís Fabiano faria Pato se desculpar em público. Ou no mínimo se calar. Não foi o que aconteceu. A resposta veio direta. ""Em momento nervoso, de final do jogo, nós temos que pensar em trabalhar, e não criticar o colega."

Kaká é amigo íntimo, de frequentar a casa de Luís Fabiano. Ele sabe de toda a situação. E está tentando levá-lo para o Orlando City. Vanderlei Luxemburgo já pediu para a direção do Flamengo estudar a contratação. Empresários tentam uma proposta importante do futebol chinês ou árabe. Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, concordam que seria muito melhor para o São Paulo sua saída.

Haveria espaço para Pato. Centurión teria mais oportunidades. Alan Kardec poderá retornar aos gramados em setembro, depois de operação no joelho direito. A sombra de Luís Fabiano ainda é muito forte.

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O resumo da situação. A diretoria não quer mais o veterano, caro e problemático atacante. Já percebeu que não tem o que fazer no Morumbi. O respeito que tinha dos torcedores sumiu. Após a eliminação do time na Libertadores, nas redes sociais foi ridicularizado, principalmente por são paulinos.

Como rompeu a parceria de mais uma década com o empresário espanhol José Fuentes, caberá ao próprio jogador escolher seu melhor caminho. Tem garantido mais R$ 4,2 milhões em salários até dezembro, se quiser 'forçar a natureza'. Ou tentar ser mais feliz em outro lugar. No Morumbi, ele não é mais desejado. Por isso sua profecia depois da eliminação desta Libertadores tem tudo para durar muito tempo.

"Os idiotas que me xingam hoje, vão comemorar meus gols amanhã."

Paolo Guerrero vive uma outra situação. Mas também completamente desconfortável. Tite adoraria seguir com o jogador. Só que o Corinthians está amarrado às dívidas por causa do Itaquerão. Já deve mais de R$ 2 milhões em direito de imagem e salário ao peruano. Seu contrato termina em agosto.

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Depois que ele e seus empresários souberam das contratações de Vagner Love e Cristian por salários de R$ 500 mil mensais, decidiram não abrir mão da pedida de luvas de sete milhões de dólares, cerca de R$ 21 milhões. Mais salários de R$ 520 milhões. Por um contrato de três anos. Na verdade, eles já não haviam absorvido a contratação de Alexandre Pato recebendo R$ 800 mil mensais, fora os famosos R$ 40 mil de auxílio moradia.

Há um agravante. Paolo já tem 31 anos. Deseja passar fechar um ótimo contrato por três anos e depois encerrar sua carreira no clube de 'seu coração', Allianza Lima.

Só que o mergulho do Corinthians nas dívidas do Itaquerão coincidiu com a negociação pela sua renovação. O ex-presidente Mario Gobbi teve uma atuação péssima. Enfrentou os empresários do atleta. Logo depois da briga, como por encanto, todos os valores exigidos pelo peruano vazaram na imprensa. São mais de seis meses de exposição desnecessária, amadora. O que só desgastou a relação entre o jogador, torcida, imprensa, dirigentes, conselheiros.

Com o passar dos dias, semanas, meses, Guerrero foi ficando cada vez mais irritadiço. Considera ingratidão pela qual é tratado no Corinthians. Isso afetou diretamente seu desempenho em campo. Suas divididas passaram a ser mais duras, agressivas. Cartões amarelos e expulsões deixaram de ser exceções. Para piorar, teve até dengue.

Tite é uma das pessoas que mais o estimula a ter paciência. Quer que continue no Corinthians. O considera o atacante mais letal da América do Sul. Só que sabe que a questão financeira é pesadíssima. O Corinthians perdeu a sua maior fonte de renda de 2015. O torneio mais lucrativo acabou precocemente. Sem a Libertadores, a renovação do contrato do peruano ficou complicadíssima.

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Andrés Sanchez, o homem que realmente manda no Corinthians, já avisou ao presidente Roberto de Andrade. Não há como envolver cerca de R$ 40 milhões com um contrato de três anos com Guerrero. Ou ele e seus representantes, Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, reduzem em muito a pedida ou irá embora em agosto.

A discussão de Guerrero foi pela Internet. Um corintiano entrou no seu Instagram e disse com todas as letras o que muitos torcedores gritam nas arquibancadas. Inúmeros o criticavam nas redes sociais. Mas ninguém diretamente. Além de palavrões deste torcedor, havia o termo que o revolta: "mercenário". Ele retribuiu, chamando o corintiano de 'pau no ..." E disse que o esperava no CT na quinta-feira. Lógico que o fã não apareceu. Porém o desgaste foi exposto.

O sonho do atacante seria permanecer recebendo o que deseja ou voltar para a Europa. Só que nos últimos dias, surgiu a possibilidade de ir para a China. Ele não gostaria de ir a um mercado periférico. Mas não abre mão de receber o que acha justo. As contratações de Pato, Cristian e Vagner Love só o convencem que não tem de baixar um centavo de sua pedida.

Carlos Miguel Aidar e Roberto de Andrade sabem. Mas não externam para os torcedores. Ambos consideram melhor para São Paulo e Corinthians a saída de seus artilheiros. Com a eliminação da Libertadores não há motivos concretos lógicos para segurar esses jogadores. Aidar e Andrade só querem que as saídas aconteçam da maneira menos traumáticas possível. A alegria da convivência acabou...
1ae15 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...

Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão…

 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Acabou de forma vexatória a Libertadores da América para o Corinthians. De nada adiantou o apoio de 40 mil torcedores apaixonados, cantando, vibrando os 90 minutos no Itaquerão. Descontrolado psicologicamente, o time de Tite não conseguiu superar a marcação do limitado Guarany do Paraguai. Tendo de vencer por três gols de diferença, perdeu por 1 a 0.

Além de jogar muito mal, a equipe teve Fábio Santos e Jadson expulsos infantilmente. A eliminação nas oitavas de final foi absolutamente justa. O time corintiano foi péssimo no Paraguai e no Brasil. De maneira constrangedora acabou sua invencibilidade de 32 jogos no seu estádio.

A perspectiva no clube é péssima: desmanche do time, crise financeira. Vagner Love, Cristian e Petros, que nem ficaram no banco ontem, deverão ser os primeiros a sair. Ralf e Gil têm negociações adiantadas. Danilo e Emerson dificilmente terão seus contratos renovados. Assim também como Guerrero, se não baixar sua altíssima pedida, também poderá ir embora.

"Ficamos tristes. Não queremos perder, ser eliminados. Mas infelizmente jogamos mal de novo. A derrota no Paraguai nos pressionou a ter de vencer por uma grande diferença de gols. Não conseguimos ter tranquilidade e acabamos perdendo de novo. Foi triste, mas futebol é assim mesmo", dizia, arrasado, Cássio.

"A gente teve a felicidade, não vamos negar (de enfrentar o Guarany), a gente foi presenteado por Deus, vamos dizer assim, nessas oitavas com um jogo que não é tão complicado, não é nenhum time brasileiro, nenhum grande expoente da Argentina." Essa definição do diretor de futebol do Corinthians, Sérgio Janikian, ficará marcada na história.

Essa era a perspectiva da diretoria corintiana assim que saíram os confrontos das oitavas de final da Libertadores. Havia muita confiança que o time passaria sem sustos pelo Guarany paraguaio. Isso fez com que os dirigentes nem se preocupassem muito com a dívida de direito de imagem de vários atletas. E salários de outros. Agiram como se ganhassem duas semanas na busca de, ao menos, R$ 15 milhões em empréstimo. A dívida com os atletas passa dos R$ 22 milhões. Mas os R$ 15 milhões já amenizariam.

2ae5 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Só que Roberto de Andrade não conseguiu o dinheiro. Nem Caixa ou BMG quiseram disponibilizar o dinheiro. Por um motivo: o Corinthians não apresenta garantias de pagamento. A bilionária dívida com o Itaquerão nem começou a ser paga.

Mas faltou visão aos dirigentes. Vários jogadores e, principalmente, seus agentes estavam profundamente irritados com o atraso de salários e direito de imagem. Passaram a vazar informações em off para a imprensa. O resultado é que o ambiente foi sendo sabotado para a Libertadores.

Os dirigentes só acordaram depois da inesperada derrota por 2 a 0 no Paraguai, onde pouco antes do jogo, o diretor de futebol agradecia a Deus pelo adversário. Com todo o dinheiro circulando no clube tendo como destino a dívida com o Itaquerão, Roberto de Andrade resolveu prometer a premiação para as quartas de final da Libertadores aos atletas: R$ 2 milhões. Seria um mero paliativo, um alívio.

Mas a notícia não agradou muita gente. A dívida com os jogadores chega a mais de R$ 20 milhões. O que é enorme demonstração de incompetência dos dirigentes. Disputar a Libertadores devendo ao time tem todas as características de suicídio.

Foi exatamente o que fez Tite. Não bastasse a falta de pagamentos de direitos de imagem e salários, o treinador caiu na tentação. Ele comandava o time de melhor futebol no início da temporada no Brasil. Mas caiu na tentação. Mostrou em matéria do Esporte Espetacular da Globo, segredos táticos do seu time. Como atacava, como marcava. Um prato cheio para os treinadores adversários. Detalhava com orgulho o seu 4-1-4-1.

 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Fernando Jubero, treinador do Guarany, soube muito bem aproveitar a aula do professor Tite. Se o brasileiro não só dizia, como mostrava suas triangulações pelos lados, caberia ao paraguaio evitá-las. Elas não aconteceram. Tanto no Paraguai como hoje no Itaquerão. Bastou montar duas linhas, com quatro zagueiros e cinco jogadores no meio de campo e pronto. Fagner e Fábio Santos teriam marcadores por setor, nas laterais do campo. Renato Augusto e Malcom seriam acompanhados.

Além disso, o time paraguaio tinha sempre nove jogadores atrás da linha da bola. Não havia espaço para o time brasileiro impor sua compactação. Ou seja, Tite ensinou a como o Guarany anular sua própria equipe.

Irritados com fatores fora e dentro do campo, os jogadores corintianos passaram a forçar bolas na área paraguaia. Seu meio de campo era absolutamente desprezado. O time passou a dar chutões da sua intermediária na zaga muito bem montada. Não havia paciência, movimentação combinada. Tudo parecia improviso. Ralf não tinha função, já que o Guarany só se defendiam. Elias também estava preso demais atrás, inacreditavelmente inseguro.

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Dava pena ver Guerrero lutando sozinho. Tentando resolver de qualquer maneira, na raça, na trombada. Nada de prático conseguiu durante a partida toda. A não ser um cartão amarelo. Malcom, a escolha de Tite foi uma catástrofe. O garoto se intimidou e não acrescentou nada ao Corinthians. Ele ocupou a vaga de Emerson, suspenso. Tite despachou Vagner Love do banco. Assim como fez com Cristian e Petros. Mostrou para os dirigentes corintianos que não os deseja mais no elenco. Simples assim.

O Corinthians travado, sem criar chances reais de gol. Os paraguaios tranquilos. A torcida tentando pressionar o firme árbitro chileno Enrique Osses. Qualquer bola na área, os jogadores pediam pênalti. Irritados por nada criar, Fábio Santos resolveu, em uma dividida, deixar o pé alto e acertar a barriga de Santander. Expulso com toda a justiça, aos sete minutos do segundo tempo.

Não bastasse, o Corinthians fazer uma péssima partida, precisar ganhar por três gols de diferença, ainda tinha um jogador a menos. Mas logo ficaria com dois. Jadson resolveu dar um tapa no rosto de Benítez. E também mereceu o vermelho. Vale lembrar que o time de Tite teve seis expulsões nesta Libertadores sem salários e direito de imagem. Já são oito expulsões neste ano. Uma demonstração clara de quanto os jogadores estão perturbados.

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Os torcedores e o treinador sabiam. Com nove atletas seria impossível furar as bem postadas linhas de marcação paraguaias. O 0 a 0 que já era constrangedor, ficou muito pior. Fernández recebe atrás da zaga e fuzila Cássio: Guarany 1 a 0, aos 46 minutos do segundo tempo. Acabava de forma vergonhosa a Libertadores de 2015 para o Corinthians.

Enquanto alguns torcedores xingavam Tite, a grande maioria dos corintianos ainda teve força para aplaudir o time. Demonstrou sua ligação ao clube, quando membros da Polícia Militar esperavam o pior. Uma invasão ao gramado e depredação do estádio para protestar pela eliminação. A torcida corintiana deu uma lição de civilidade. E incrível amor ao Corinthians...
 Soberba, atraso de salários e péssimo futebol. Os culpados pela eliminação do Corinthians da Libertadores de 2015. Outro vexame contra o limitado Guarany, desta vez no Itaquerão...

Sem conseguir empréstimo, Corinthians age como clube pequeno. Promete repassar premiação de classificação na Libertadores aos jogadores. Fracasso diante do Guarany pode significar desmanche…

1agenciacorinthians1 Sem conseguir empréstimo, Corinthians age como clube pequeno. Promete repassar premiação de classificação na Libertadores aos jogadores. Fracasso diante do Guarany pode significar desmanche...
Prática comum em times pequenos que disputam competições eliminatórias. Quando há dificuldades em pagar os salários e direitos de imagem, a diretoria sinaliza com a única saída. Na prática mais uma maneira de pressionar a equipe por vitória. Repassar a premiação da classificação destinada ao clube aos jogadores.

Esse será o grande estímulo dos corintianos hoje à noite contra o Guarany do Paraguai. R$ 2 milhões que a Conmebol oferta à equipe que chegar às quartas de final da Libertadores. Em caso de o Corinthians ficar com a vaga, Roberto de Andrade repassará esse dinheiro aos atletas.

O presidente fez questão de ir ao treinamento ontem e repassar esse aviso aos atletas. As dívidas do Corinthians em relação ao time se arrastam desde 2014. Elas já bateram nos R$ 20 milhões. Ral, Guerrero, Elias, Fábio Santos e Danilo são os maiores credores. Mas o time todo está com seus direitos de imagem atrasados.

Graças à sua dívida com o Itaquerão, o Corinthians não consegue empréstimos. Não há garantias de pagamento. Não para quem precisa quitar o R$ 1,3 bilhão que está em aberto. Os R$ 420 milhões em CDIs prometidos pelo ex-prefeito Gilberto Kassab estão retidos pelo Ministério Público, com a acusação de favorecimento. O restante faz parte da dívida com a construtura da arena, a Odebrecht.

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"Pedir empréstimo com os bancos não é tão simples como ir comprar uma bala", tenta fazer piada Roberto de Andrade. O presidente sabe das tentativas fracassadas junto à Caixa Econômica Federal e ao BMG. Primeiro de R$ 30 milhões. Depois, de R$ 20 milhões. Agora, o clube tenta R$ 15 milhões. Mesmo com esses dois bancos com os quais o clube tem melhor relacionamento, as respostas foram negativas.

Tite tentou ao máximo preservar o time dos problemas financeiros do Corinthians. Não se cansou de repetir que tudo seria sanado. Que seus atletas tivessem em mente a potência do clube que venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes. O discurso acabou perdendo força. Pelo simples motivo que desde o início do ano, em fevereiro, o treinador tem falado a mesma coisa e o clube não tem conseguido manter os pagamentos em dia.

O que acaba sendo péssimo para esta partida decisiva, que pode ter profundas consequências em caso de fracasso. "O Corinthians precisa e vai seguir na Libertadores", afirma o veterano Fábio Santos, repetindo o mantra como um torcedor.

Os próprios jogadores sabem que pode acontecer um desmanche no time se houve a desclassificação precoce da Libertadores. A diretoria já encaminhou negociações com Ralf e Gil na janela do meio do ano. A renovação de contrato com Guerrero também pode ficar descartada. Ele não abre mão dos US$ 7 milhões, cerca de R$ 21 milhões como luvas e mais R$ 520 mil mensais por três anos. Malcom, Luciano, Petros também não ficariam.

Haveria até a possibilidade de rescisão dos contratos dos reservas Cristian e Vagner Love. Juntos recebem R$ 1 milhão. Outro dado interessante: Edílson, Edu Dracena e Mendonza, os outros atletas contratados para esta temporada não atuam na decisão de hoje. O que denuncia um erro na política de reforços.

Tite está mais tenso do que o normal. Ele sabe que toda essa conversa de dívida já infectou o elenco. Ainda na preparação do Corinthians contra o Palmeiras, na semifinal do Paulista, o treinador havia dito a seus atletas que a diretoria estava resolvendo de vez a questão financeira, maneira de minimizar a palavra atraso. Só que nada foi resolvido. A falta de solução era para ser mantida em sigilo. Só que vazou.

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O treinador fez questão de pedir, em tom de favor, que seus atletas não prologassem com a imprensa o assunto dinheiro. Não quer passar aos torcedores a impressão de que, caso o Corinthians seja eliminado, o problema seria financeiro.

Há um enorme desconforto em relação a Vagner Love no Corinthians. Dirigentes atuais reclamam muito da contratação feita pelo ex-presidente Mario Gobbi. Ele fez questão de contratar o atleta por devoção pessoal ao futebol do jogador. Nunca foi pedido de Tite. O ex-presidente amarrou o clube com um contrato de 18 meses. Gobbi acreditava que o jogador seria um grande ídolo dos corintianos. Seria uma maneira do dirigente ser lembrado. Está sendo, mas não da maneira que desejaria.

Love não ficará nem no banco hoje. Com Sheik suspenso, o ataque titular terá Guerrero ao lado de Malcom. E o paraguaio Romero será o reserva imediato. Tite se cansou do improdutivo futebol de Vagner Love. O descontentamento do jogador é evidente com a situação. O que pode acabar em rescisão. São até agora 18 jogos e apenas dois gols marcados.

A imprensa paraguaia tem explorado a declaração do diretor de futebol Sérgio Janikian. Pouco antes da partida em que o Corinthians foi derrotado por 2 a 0 em Assunção, ele mostrava seu entusiasmo.

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"A gente teve a felicidade, não vamos negar (de enfrentar o Guaraní), a gente foi presenteado por Deus, vamos dizer assim, nessas oitavas com um jogo que não é tão complicado, não é nenhum time brasileiro, nenhum grande expoente da Argentina."

Suas frases foram repetidas à exaustão para a Comissão Técnica e aos jogadores do Guaraní. O trabalho de Janikian vem sendo questionado. Em caso de fracasso do time na Libertadores, corre o risco de demissão.

O Corinthians precisa vencer a partida hoje por três gols de diferença para se classificar. Nunca Tite entrou para reverter uma desvantagem tão grande. Não bastasse as dificuldades do adversário, há os atrasos salariais. Ele espera que a premiação de R$ 2 milhões aja como doping financeiro.

Além disso, o técnico apela ao apoio dos corintianos que lotarão o Itaquerão. "As críticas são justas, e a gente respeita Estamos num momento difícil, temos consciência disso. Que os torcedores também possam nos colocar um pouco debaixo da asa."

Mais do que ninguém, Tite sabe muito bem o que pode significar um fracasso hoje à noite. A eliminação precoce da competição mais desejada em 2015. Seria a senha para o início do desmanche do time que foi montado para ganhar a Libertadores...
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