Publicado em 27/10/2009 às 12h50
Dunga cansou de acreditar em Ronaldinho Gaúcho. Melhor confiar no incrível Hulk…
Ronaldinho Gaúcho recebeu no dia da Criança, há 15 dias, o prêmio Golden Foot.
Ele foi até Monaco, pegou o troféu e deixou os seus pés na calçada da fama.
O prêmio foi dado por sua carreira vitoriosa, principalmente no Barcelona.
Não pelo momento atual.
O mesmo critério foi aplicado por Dunga.
O treinador brasileiro, se distribuísse prêmios, até daria um para Ronaldinho Gaúcho.
Mas não convocá-lo para a Seleção que comanda.
Foi o que fez hoje, deixando Gaúcho de fora da lista do time que enfrentará Inglaterra e Omã.
Esses não são só os dois últimos amistosos de 2009.
São o antepenúltimo e o penúltimo antes da Copa de 2010, nas palavras do próprio Dunga.
Ou seja: a convocação de hoje foi mais do que um sinal que o treinador não acredita mais em Ronaldinho Gaúcho.
As três últimas partidas que o jogador atuou bem não fez ninguém esquecer os anos de decepção.
Dunga preferiu olhar Carlos Eduardo que já foi apontado como sucessor de Ronaldinho Gaúcho no Grêmio.
Ele foi escolhido pela imprensa alemã como o jogador mais habilidoso no território germânico.
O técnico brasileiro há muito tempo também estava querendo ver de mais perto os músculos de Hulk do Porto.
Também se cansou da inconstância e falta de personalidade de Alexandre Pato.
O treinador acha que ele precisa amadurecer para brigar por um lugar no grupo que vai à Copa.
Enquanto a não convocação de Ronaldinho Gaúcho será manchete no País inteiro, vale a pena olhar para a lateral esquerda.
Dunga foi corajoso e observará um jogador que até o presidente Ricardo Teixeira queria ver com a camisa da Seleção: Fábio Aurélio.
Será a grande chance do jogador do Liverpool justificar a torcida de jornalistas brasileiros e ingleses que exigiam a sua convocação.
E mais: a notícia havia vazado ontem na CBF.
O polivalente Michel Bastos do Lyon teria uma chance.
A convocação dos dois é apenas mais um atestado que Dunga não tem seu lateral esquerdo para 2010.
Nem o seu reserva. Os vários laterais canhotos que jogaram com ele não o convenceram.
Mas vale a pena voltar a Ronaldinho Gaúcho. Seu empresário e irmão, Assis, tem vários conhecidos na CBF.
E ele mandou recado a Dunga. Disse para confiar no irmão.
Garantiu que Ronaldinho Gaúcho fez um regime, está indo muito menos para as festas e quer de todas as maneiras disputar a Copa da África.
O recado chegou até Dunga. Mas ele não acreditou.
Ele já disse abertamente para membros da Comissão Técnica da Seleção que já deu todas as chances para Ronaldinho.
Só há uma chance para o meia do Milan reverter o quadro.
Voltar a ser o jogador que encantou o mundo com a camisa do Barcelona.
Que mereceu o prêmio Golden Foot.
Ele terá os primeiros meses de 2010 para arrombar a porta que Dunga acaba de trancar para ele...
E a volta de Robinho era mais do garantida.
Ele é jogador de confiança de Dunga.
Enfrentou diretorias para aceitar convocações da Seleção.
O treinador não esquece quem esteve sempre do seu lado.
Robinho vai para a Copa mesmo se estiver com as duas pernas engessadas...
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Publicado em 20/10/2009 às 12h01
Exclusivo. Teixeira, Nuzman e governo Lula unidos. Para limpar a imagem do Brasil.
E garantir a Copa e a Olimpíada aqui...

A imagem do helicóptero abatido a tiros por bandidos no Rio. Ela domina os noticiários envolvendo o Brasil.
Fotos de policiais, fuzis, metralhadoras. Ônibus queimados. Notícias sobre o festival de balas perdidas, nas favelas, matando gente inocente.
Manchetes nos principais jornais americanos e europeus competem. O prêmio é colocar mais medo possível nos leitores.
Ah...E as fotos? Mães carregando bebês, idosos, crianças. Todos fugindo dos tiroteios. O Rio de Janeiro sediará a final da Copa do Mundo de 2014. E as Olimpíadas de 2016.
Nunca o comando do futebol, do esporte olímpico e do governo estiveram tão unidos.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira e o do COB, Arthur Nuzman, estão trocando telefonemas diariamente com autoridades cariocas e com deputados, senadores e ministros ligados ao presidente Lula.
Há um pacto para limpar a imagem do Brasil e, principalmente, do Rio de Janeiro. Cada um na sua área de ação, com seus lobistas em Brasília.
No futebol, Ricardo Teixeira pressiona as cidades que deverão sediar jogos da Copa de 2014. Ele quer que as obras comecem o mais rápido possível.
Acredita que os estádios, saindo do projeto, tornam cada vez mais segura a realização do Mundial no País.
Basta lembrar o que aconteceu com a Colômbia em 1986. O país deveria sediar o Mundial. Mas a mídia mundial e, principalmente, o governo do presidente norte-americano Ronald Reagan pressionaram a Fifa.
A imagem que o narcotráfico dominava a Colômbia tirou a Copa de lá. A Fifa a levou para o México. A situação do Brasil ainda não é tão perigosa.
Os fortes laços políticos que unem o presidente Ricardo Teixeira e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, precisam ser levados em consideração.
Mas a imagem do Brasil está mais do que desgastada. As autoridades nacionais estão assustadas com os relatórios vindo das principais embaixadas espalhadas pelo mundo.
Não é por acaso que o BNDES já começou a distribuir dinheiro para a construção de estádios. O primeiro governo agraciado foi o baiano.
Foram liberados R$ 400 milhões para a reconstrução da nova Fonte Nova, estádio onde sete torcedores morreram caindo de uma altura de 12 metros, quando um buraco foi aberto nas arquibancadas.
Até agora ninguém foi preso pelo descaso. A tragédia aconteceu em novembro de 2007. E também não foi esquecida pela mídia internacional.
Para tranquilizar os governos preocupados com seus turistas vindo ao Brasil, as autoridades vão anunciar a repetição do plano de emergência que foi colocado em ação no Panamericano no Rio, em 2007.
O Exército irá ocupar as ruas e proteger as principais delegações e os turistas. Tanto na Copa como nas Olimpíadas.
O governo do Rio promete uma campanha maciça de publicidade para limpar a imagem da cidade no Exterior.
O presidente Lula também prometeu ajudar como puder. Fará discursos e apoiará campanhas para viabilizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
A preocupação é enorme com o desgaste da imagem do País por causa da violência.
Dos helicópteros abatidos, com as balas perdidas, das mães correndo com seus filhos nos braço no meio de tiroteios, ônibus queimados...
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Publicado em 14/10/2009 às 22h19
“A Copa do Mundo será mais Copa do Mundo…”

“Eles que chupem, Carlo
Eles que chupem, Carlo.”
“...e os periodistas vão para a p.q.p.”, cantava o time.
Maradona e os jogadores da Argentina não deixavam dúvidas após a partida contra o Uruguai: a Copa do Mundo da África do Sul será mais Copa do Mundo.
Com um gol aos 39 minutos do segundo tempo.
Marcado por um zagueiro reserva,Bolatti, que entrou por ser alto, apenas para cortar cruzamentos áereos.
Os argentinos arracaram com os dentes a vitória diante dos uruguaios.
Em pleno Centenário, em Montevidéu.
Maradona não oferecia laranjas quando comemorava com Carlo Bilardo a classificação da Argentina.
O maior jogador da história da Argentina oferecia sua raiva contra a imprensa.
Desabafou, mostrou toda a sua raiva para quem duvidava que seria capaz de levar o confuso time à Copa.
Porque Maradona tem coração, carisma é chamado de Deus, mas a Argentina não teve estratégia, desenho tático.
A desconfiança generalizada não foram os jornais que provocaram.
A insegurança por haver convocado 81 jogadores diferentes.
E não houve uma só escalação repetida...
As derrotas e decepções do time em campo levaram a sua seleção a lutar por uma vaga na última rodada das Eliminatórias.
Várias brigas internas, discussões.
Principalmente duas delas irritaram demais o treinador.
A com seu mestre Carlo Bilardo e com Messi, maravilhoso no Barcelona e uma caricatura de jogador na Argentina.
Por isso tanta raiva na hora de comemorar.
Os jogadores também se sentiam desvalorizados com tantas críticas.
Na verdade, estavam com medo de serem marcados com uma possível desclassificação.
Só Verón foi Verón.
Do outro lado, os uruguaios não decepcionaram.
Foram fracos, sem personalidade.
Pararam no tempo.
Com manha, palavrões, provocações, cotoveladas não chegariam a lugar nenhum com as próprias pernas.
Deveriam fazer um busto do argentino Marcelo Bielsa.
Foi o treinador do Chile quem deu a chance aos uruguaios de disputar uma vaga pela repescagem.
Eliminou os equatorianos como um presente.
A grande pergunta em Buenos Aires é se Maradona seguirá como treinador na África do Sul.
Ainda há tempo.
Os argentinos têm talento.
Maradona não é e nunca será um estrategista.
Mas não se duvida da camisa argentina.
A Copa do Mundo será mais Copa do Mundo com a camisa azul e branca nos campos africanos...
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Publicado em 09/10/2009 às 07h16
Palmeiras e Atlético Mineiro. Os clubes acreditam que perderam pontos ontem para Dunga…

Dunga.
Treinador da Seleção Brasileira.
Seu nome foi o mais criticado nos vestiários de Palmeiras e Atlético Mineiro. O time de Muricy Ramalho ficou sem o principal jogador do Campeonato Brasileiro: Diego Souza.
Sem ele, o Palmeiras não teve como vencer o Avaí no Palestra Itália. E abrir uma vantagem de sete pontos para o São Paulo.
Silas soube como explorar as bolas paradas e travar o líder do torneio. Após a partida, dirigentes não se conformavam com a convocação de Diego para jogos que não valem nada pelas Eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela.
O Brasil já está garantido na Copa do Mundo há muito tempo. Muricy também detestou a convocação de seu meia. O Brasil está mais do que classificado para a Copa.
O Palmeiras não terá o meia na partida importantíssima contra o Náutico, em Pernambuco. Na mesma linha de raciocínio, a diretoria e Celso Roth lamentava por Diego Tardelli.
O Atlético Mineiro sentiu muito a sua falta na derrota para o Botafogo por 3 a 1. A raiva aumenta porque na segunda-feira haverá o clássico contra o Cruzeiro.
Para piorar ainda as coisas, os dirigentes sabem que Tardelli não deverá ser mais chamado. Ele conseguiu ‘se queimar’ ao não passar pelo teste do bafômetro indo para Teresópolis.
Essa atitude o treinador da Seleção Brasileira não perdoa. Dunga virou palavrão tanto em Belo Horizonte como em São Paulo.
Palmeirenses e atleticanos têm certeza que com seus jogadores teriam vencido as partidas de ontem.
Ambos sofrem com a Diegodependência...
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Publicado em 06/10/2009 às 12h55
“O mundo duvida da Copa e das Olimpíadas no Brasil. Como já desconfiou da Copa na África do Sul”

Yusuf Omar.
Cônsul geral da África do Sul no Brasil.
Em entrevista exclusiva ao blog ele revela: as semelhanças entre o Brasil e a África do Sul vão além do que se imagina.
Principalmente no ponto de vista dos europeus, americanos e orientais.
“Os países ricos duvidam do Brasil. Olham desconfiados. Querem saber se vocês, brasileiros, terão condições de fazer o Mundial de futebol e as Olimpíadas.
Exatamente como duvidaram da África do Sul em relação à Copa. Vocês têm de dar a resposta como nós demos.
É a chance de mostrar que somos muito mais fortes do que o planeta imagina. Apesar de todos os problemas que África e Brasil enfrentam.
Somos maiores do que os nossos problemas.”
A África sofreu muita pressão em relação à Copa do Mundo?
Mais do que você pode imaginar. Havia sempre a ameaça velada que outro país poderia nos substituir. A Copa movimenta muito dinheiro.
Não há país que não queira promovê-la. O meu conselho para os brasileiros é simples. Não levar em consideração nada do que falam sobre a Copa.
Não se deixar levar pela imprensa. O que importa é seguir focado em relação à Fifa. Valem são as cobranças da Fifa. O resto não interessa.
É difícil, mas não se pode perder a direção das coisas. A Copa do Mundo é uma competição da Fifa. Não é dos jornais, dos jornalistas. É a Fifa que sabe o que serve e o que não serve.
Como a África se preparou para o Copa?
Os mundiais de rúgbi e de criquete foi uma forma ideal para a Copa do Mundo. Nós sentimos nestas duas competições a nossa força de organização. Fomos nos aprimorando.
Nós somos um país que acabou de sair do regime do apartheid. Nada é fácil. Mas mostramos a nossa determinação. Todo africano sabe o que significa a Copa.
Não só nos obriga a nos modernizar e fortalecer como nação. Mas nos dá orgulho de ser africanos e mostrar o nosso país para o mundo.
Só que o índice de criminalidade, estupros, assassinatos, casos de Aids, na África do Sul é assustador...
Concordo.
Mas permitimos que o mundo saiba disso. Seria fácil esconder os índices. Como muitos países fazem. Ou não há criminalidade e Aids pelo mundo?
Os países não divulgam todos os dias seus índices como nós. A nossa maneira de lidar é deixar o mais aberto possível.
O mundo sabe porque todos os dias jornais sul-africanos publicam esses índices na página 2. Todos os dias eles estão na página 2.
É uma tradição democrática. Nós lutamos tanto para sair do regime de segregação e não iríamos censurar a imprensa.
Liberdade é muito mais do que uma palavra para nós. Os índices existem e estão baixando.
Não escondemos, não fugimos dos nossos problemas. Nós os estamos enfrentando. A África do Sul é um país que luta a cada dia para se tornar mais digno.
E ninguém pode negar a nossa transparência. Estamos lutando muito e vamos dar tranquilidade para quem for acompanhar a Copa.
Há uma evidente divisão na África do Sul, não é? O rúgbi é esporte dos brancos ricos, colonizadores.
E o futebol dos negros pobres...
Infelizmente é verdade. Esta divisão ainda existe. Ela já foi muito maior.
Não se esqueça nunca do apartheid para analisar o que acontece na África do Sul. Por séculos houve essa separação de brancos e negros.
A aproximação acontece aos poucos. Vou dar um exemplo que nos enche de orgulho. Há quatro negros titulares na nossa seleção de rúgbi.
Isso era impensável, inacreditável. O nosso país está mudando, mas não será de um dia para outro que tudo irá mudar.
Cada dia é uma vitória em relação à segregação.
Os estádios estão sendo construídos pelo governo ou pela iniciativa privada?
Não vou esconder. O governo é que está bancando a construção dos estádios. O país assumiu as obras.
A participação da iniciativa privada é muito pouca. O governo assumiu porque sabe o que significará no futuro a Copa do Mundo na África.
Nós sabemos que o nosso povo ama o futebol e como estavam atrasados os nossos estádios. Nós somos um país com dificuldade e está usando a Copa para se modernizar.
Exatamente como o Brasil deve aproveitar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Essas competições esportivas tão importantes vão mudar a vida dos nossos países.
O povo africano e o brasileiro são muito parecidos. Muito mais do que o mundo pode imaginar.
O senhor não está preocupado com a comparação da Copa da África com a da Alemanha, por exemplo?
Nem um pouco.
O governo da África do Sul não disse e nem vai dizer em momento algum: vamos fazer a melhor Copa de todos os tempos.
Não vai dizer porque não irá fazer a melhor Copa. Nós iremos fazer a nossa Copa. A Copa do Mundo africana.
Terá o nosso jeito, seguiremos as nossas tradições. Acredito que o Brasil também deve seguir esse caminho.
Trabalhar com seriedade, organização. E mostrar como grande diferencial o que ninguém tem: a alegria do nosso povo.
Não há povos alegres como o africano e o brasileiro...
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Publicado em 02/10/2009 às 14h18
Exclusivo: CBF fará plano inédito para medalha de ouro em 2016
Recursos e planejamento de Copa do Mundo. E Teixeira poderá ficar até final da Olimpíada
Mal saiu a decisão de a Olimpíada acontecer no Brasil, a CBF começou a se agitar. A pedido do presidente Ricardo Teixeira, a entidade está mobilizada.
Será colocado em prática um sigiloso plano: o da conquista da inédita medalha de ouro no futebol. De acordo com Teixeira já disse a amigos, ‘chega de vexames em Olimpíadas’.
Jogando em casa, a Seleção Brasileira fará tudo pela medalha. Será um trabalho inédito, gastando o que for para gastar.
O Brasil tentará, lógico, ganhar a medalha em 2012, em Londres. E será um mero ensaio para 2016. Tudo o que os treinadores sempre reclamaram não faltará.
A Seleção Olímpica será tratada como a principal. Fará várias partidas amistosas, disputará torneios fora e, dentro do Brasil.
A concentração adotada será como se fosse a Copa do Mundo. O trabalho será integrado com a Comissão Técnica principal. Ricardo Teixeira pretendia deixar a CBF após a Copa de 2014.
Com a confirmação do Rio de Janeiro, ele deverá ficar até 2016 na presidência da CBF. Seu sonho será abandonar o cargo com a conquista do Mundial no Brasil.
E, agora, com a medalha olímpica...
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