Publicado em 06/05/2010 às 02h48
A lição de como um juiz pode tirar um clube da Copa do Brasil. Foi o que Roman fez com o Vasco…

Evandro Rogério Roman.
Ele foi a demonstração absurda de quanto um árbitro pode prejudicar um clube.
O que ele fez ontem em São Januário é digno de pena.
Ou incrível má intenção.
Não há explicação possível.
Vamos aos fatos.
Os vascaínos jogaram muito mal em Salvador e tiveram sorte em perder apenas por 2 a 0.
O interino treinador Gaúcho apostou tudo o que podia e o que não podia nos treinamentos para o jogo da volta.
Enquanto isso, o bom time do Vitória disputou a final do Campeonato Baiano no domingo.
Ganhou o título, os jogadores festejaram até não poder mais.
Neste esdrúxulo calendário, tiveram de viajar para o Rio.
Em jogo eliminatório na quarta-feira, contra o Vasco, em São Januário.
E ainda, torcedores perturbaram o sono dos baianos como foguetório durante a madrugada no hotel onde estavam hospedados.
O Vitória esteve irreconhecível ontem.
Pelo cansaço e pela falta de coragem de Ricardo Silva, que colocou seu time inteiramente atrás.
Vergonha e desperdício, seu time é melhor tecnicamente do que o Vasco.
E o time de Gaúcho, muito bem treinado, se superou e dominou a partida.
O Vasco começou ganhando o jogo.
Mas cometeu um pecado capital.
Neto Berola invadiu a área sozinho, em um titubeio da zaga carioca, estava prestes a marcar, quando Nilton o derrubou.
Entre Neto Berola, a bola e as traves, havia o goleiro Fernando Prass.
Evandro Rogério Roman expulsou Nilton.
Interpretação que pode sim ser considerada correta, já que Berola tinha todas as chances de marcar.
E marcou pênalti.
O Vitória empatou, em cobrança do goleiro Viáfara, lembre bem desse nome.
O Vasco precisaria marcar três gols para seguir na Copa do Brasil.
Philippe Coutinho roubou o segundo tempo.
Foi o grande condutor do time vascaíno que, mesmo com um jogador a menos, encurralou os baianos na sua área.
Mesmo assim, ele descobriu Ramou para fazer 2 a 1.
E, depois, o garoto inventou um passe sensacional para Elton invadir livre a área.
Ele driblou Viáfara, lembra dele?, e ficou com o gol vazio.
Não havia ninguém entre Elton, a bola e as traves.
Viáfara era o último jogador do Vitória.
O goleiro derrubou Elton.
Aí entre Evandro Rogério Roman.
O que ele fez?
Pênalti e, e, e, e, e...
Cartão amarelo. Amarelo. Amarelo. Amarelo.
Amarelo para Viáfara
Inacreditável.
Se Viáfara fosse expulso, o Vitória teria de utilizar um jogador 'de linha', já que havia feito as três substituições.
E com o Vasco vencendo por 3 a 1, já que Carlos Alberto fez o gol de pênalti com um goleiro de verdade, com um improvisado seria até mais fácil.
O lance aconteceu aos 32 minutos do segundo tempo.
Daria tempo para marcar mais um gol no goleiro improvisado e ficar com a vaga.
O que houve em São Januário foi uma injustiça absurda, tosca.
Inexplicável.
Evandro tem 37 anos e algumas polêmicas muito fortes na carreira.
Em 2005, ele acusou seis árbitros do Paraná de comandarem uma 'máfia' que comandava a arbitragem no Estado.
Foi considerado um dos melhores juízes do País e chegou à condição de árbitro Fifa.
Mas logo perdeu moral.
Em junho de 2009 foi afastado por permitir o claro rodízio de faltas de jogadores do São Paulo em Kléber do Cruzeiro.
Em setembro do ano passado, nova punição por não ter marcado pelo menos três pênaltis claros para o Cruzeiro, no Mineirão, diante do Palmeiras.
Desde então, ele passou a ser um árbitro visto com reservas, por sua instabilidade.
E com o detalhe: Evandro comanda um Centro Internacional de Estudos Científicos Aplicados ao Árbitro de Futebol.
Comanda.
Ele deixou o estádio sob escolta policial.
Torcedores e dirigentes vascaínos queriam pegá-lo.
Mas essa humilhação quer dizer pouca coisa ao Vasco.
Assim como a garantida nova suspensão do árbitro.
E daí?
O clube está eliminado da Copa do Brasil.
Perdeu dinheiro por não disputar a semifinal com o Atlético Goianiense.
Enfrenta graves problemas financeiros.
Não tem liberado o dinheiro de patrocínio da Eletrobrás.
Os sonhados R$ 14 milhões anuais, que foram anunciados por ministro e governador.
O presidente Roberto Dinamite sabe que deve perder Carlos Alberto que voltará para a Alemanha.
E não tem força financeira para segurar Philippe Coutinho.
O medo do rebaixamento já ronda São Januário.
Se vier, Evandro Rogério Roman deu sua importante contribuição...
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Publicado em 29/04/2010 às 08h53
O modesto, e atrasado, Palmeiras em campo hoje à noite…

Corinthians e São Paulo disputando a Libertadores.
Santos a um passo de ser campeão paulista.
Ao Palmeiras atual cabe as manchetes menores, as páginas internas dos jornais, as notícias mais rápidas na TV.
Primeira página só quando Danilo resolve chamar um adversário negro de macaco.
Triste para sua torcida que se acostumou com o clube protagonista e não mero coadjuvante.
E hoje esse time, que acabou em 11º lugar no Campeonato Paulista, volta a campo.
Vai enfrentar o Atlético Goianiense, no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil.
Já foram vendidos quase 18 mil ingressos para o Palestra Itália.
Longe do foco, Antônio Carlos, técnico que não tem um ano de profissão, tentará fazer o que pode com o limitado elenco que lhe deram.
Ganhou o reforço do veterano Marcos Assunção, que mal foi contratado e já será titular e líder da sofrida equipe.
O treinador, consciente do que vê todos os dias, já vai logo avisando que a vitória por 1 a 0 é goleada.
E o importante é não tomar gols.
Melhor não iludir ninguém.
Até porque ele seria cobrado assim que começasse o jogo.
O Palmeiras terá pelo menos Cleiton Xavier, recuperado de contusão.
Isso é ótimo porque a equipe deixa de apostar todas as fichas em Diego Souza.
Já é notório que ele está mais interessado no calendário.
Ele sonha logo em chegar a metade do ano e a abertura do mercado europeu.
Quer ir embora o quanto antes do Palmeiras.
Por enquanto tem de jogar.
Os torcedores já perceberam a sua falta de comprometimento.
Os companheiros também.
Mas o que fazer, se o Palmeiras precisa colocar para jogar o atleta que custou R$ 10 milhões para a Traffic?
O adversário de hoje é muito melhor do que o Atlético Paranaense.
Geninho herdou um elenco leve, rápido e que está massacrando seus adversários neste início do ano.
Já é o virtual campeão goiano.
No primeiro jogo da final, o time venceu 'só' por 4 a 0 o Santa Helena.
Tem um bom sistema defensivo, mas o forte é a velocidade nos contragolpes.
Típico adversário que estando bem, o Palmeiras já teria dificuldades, ainda mais agora.
O time de Antônio Carlos vai apelar novamente para a bola parada, para o preenchimento dos espaços.
Santos escanteios e faltas laterais à área.
E muito coração.
Estratégias consagradas em elencos medianos, esforçados.
A angustiada torcida estará lá para fazer o seu papel.
Vai apoiar, gritar, torcer, rezar.
Ter muita saudade de um passado recente.
E várias vezes se perguntar como o Palmeiras chegou a esse papel tão modesto.
Por que perdeu o trem da história?
Para maiores esclarecimentos procurar a sala da presidência...
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Publicado em 28/04/2010 às 08h04
A juventude santista contra a experiência atleticana. Faça sua aposta…

Ter pela frente o Atlético Mineiro de Vanderlei Luxemburgo, com seus jogadores experientes, no Mineirão lotado.
Esse é o grande teste que o destino colocou na frente do Santos de Dorival Júnior.
Provar a si mesmo se consegue viver bem sem Neymar, seu grande jogador.
Este é o desafio.
Com a jovem estrela se recuperando da pancada que sofreu no olho, o Santos não vai mudar a sua proposta.
Dorival treinou o seu time exigindo muita velocidade no ataque e, principalmente, nos contragolpes.
Há a certeza de que os mineiros encararão a partida em casa como a chave para tentar ficar com a vaga da Copa do Brasil.
E irá tentar repetir a estratégia do Santo André no primeiro tempo do domingo passado.
Luxemburgo tentará fazer com que seu time marque não só a saída de bola como os armadores santistas.
Travar Marquinhos e Ganso.
Esse é o segredo para provocar um colapso no Santos.
E forçar as bolas na velocidade.
Edu Dracena e Durval são lentos, têm problemas de recuperação.
Sem Neymar, caberá a Robinho a improvisação, os dribles.
O Santos fica mais objetivo, mais direto, mais efetivo com André.
A partida marcará o reencontro de Luxemburgo com o último clube que lhe fechou as portas.
Ele saiu muito mal da Vila Belmiro.
O jovem elenco não reconhecia nele um treinador com pulso firme e amigo como Dorival Júnior.
Pelo contrário.
A grande Comissão Técnica que ele sempre carrega onde vai o deixava distante, muito mais inacessível.
O relacionamento entre treinador e jogadores nunca deixou de ser frio.
Lógico que, com o sucesso do time, ele vai tentar tirar sua casquinha.
E dá-lhe beijos em todos os jogadores possíveis diante das câmeras.
Mesmo com a rejeição dentro da própria CBF, ele ainda sonha com um convite do seu amigo Ricardo Teixeira para comandar a Seleção em 2014.
Para esse sonho distante ter um mínimo base, ele precisa voltar a ganhar uma competição nacional.
Por isso a promessa que fez à torcida do Atlético Mineiro de um título de Campeão Brasileiro ou Copa do Brasil.
Copa do Brasil é mais fácil, mais curta.
Seu elenco vivido já passou por várias decisões.
A chance é essa.
Como disse Diego Tardelli: "Tudo o que o Atlético Mineiro não pode fazer é ter medo do Santos."
Ou seja: a madura equipe mineira vai tentar mesmo comprar a briga.
Do outro lado, a nova diretoria santista quer aproveitar ao máximo a grande equipe que conseguiu formar.
E que pode perder jogadores importantíssimos na janela do meio do ano para a Europa.
A ordem é ganhar o que puder agora.
Se assegurar uma das vagas da Libertadores será sensacional.
Para a valorização ainda maior dos jogadores.
E ter mais argumento para arrumar dinheiro no mercado financeiro.
Depois dessa partida, os dois times vão assegurar o título paulista e o mineiro.
Nunca na Copa do Brasil de 2010 houve tantos interesses em jogo como hoje no Mineirão.
Alguém tem coragem de apontar um grande favorito?
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Publicado em 22/04/2010 às 10h58
Neymar e Ganso loucos para reencontrar o pai que os renegou : Luxemburgo…

Irão acontecer os indefectíveis telefonemas.
Os elogios.
E os beijinhos à beira do gramado.
Vanderlei Luxemburgo tentará tratar Neymar, Ganso e até Robinho como crias suas.
O destino e a Copa do Brasil conseguiram reunir o Atlético Mineiro e o Santos.
O time que alegra o país.
Contra a equipe comandada pelo treinador que busca recuperar a sua identidade perdida.
Só que é falsa essa alegria do reencontro.
Neymar e Ganso estão longe de morrer de amor por Luxemburgo.
Muito pelo contrário.
Os dois já mostravam muito talento, mas o treinador não os escalava como titulares do Santos.
Isso aconteceu há menos de seis meses.
Para o técnico, os dois eram muito verdes, sem condições de jogar como titulares.
E eles não se esqueceram disso.
Ambos não se conformam com as entrevistas do treinador dizendo que anteviu o talento da dupla.
Se anteviu, porque não os escalava?
Mas o trio vai trocar beijinhos para as câmeras de TV filmarem.
Embora atualmente seja melhor para Luxemburgo, os dois também querem guardar a imagem.
A que consagraria programas populares de auditório.
Onde os pais desaparecidos procuram assumir a paternidade de quem deu certo na vida.
Usam até teste de DNA.
Antes do primeiro confronto contra os mineiros e Luxemburgo, Dorival Júnior já avisou que exige a máxima seriedade.
Quer a dupla com a cabeça voltada ao primeiro jogo da final do Paulista, domingo, no Pacaembu, contra o Santo André.
Depois, sim é era do reencontro com o padrasto.
Luxemburgo deverá chegar de cabeça erguida para o primeiro jogo contra o Santos.
O Atlético Mineiro ganhou com autoridade do Sport, no Recife.
Foi uma partida segura, firme, diante da apaixonada torcida pernambucana.
Ainda mais contra um clube que odeia Luxemburgo.
Vitória da estratégia do treinador e da maturidade do time.
No domingo haverá a primeira partida contra o Ipatinga pela final do Mineiro.
Graças à falta de visão de Adilson Baptista, Luxemburgo estará livre do Cruzeiro.
O técnico terá pela frente quatro confrontos que podem ser considerados elevadores para o céu.
Ou armadilha, caminho curto para outro inferno astral.
As cartas estão na mesa.
E o biquinho começa a se formar para dar os beijinhos em Neymar e Ganso...
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Publicado em 12/03/2010 às 17h04
O Palmeiras tem time para não ser goleado pelo Santos?

Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?
Há controvérsias.
Como se o Palmeiras também tivesse como surpreender o Santos na Vila Belmiro.
Afinal, insistem os jogadores do Palmeiras, a situação é a mesma contra o São Paulo.
E a zebra verde ganhou por 2 a 0.
Por que não o bis?
Pode até acontecer.
Mas há algumas diferenças significativas.
A começar pela maneira que o Santos encara o jogo.
Bem ao contrário do São Paulo, que a partida seguinte era pela Libertadores, os santistas terão o Remo pela Copa do Brasil.
Ou seja: há como manter toda a concentração e energia para o clássico.
O talento ofensivo do Santos é muito melhor do que o do São Paulo.
Dorival Júnior busca equilibrar a equipe, proteger um pouco melhor sua frágil zaga.
E também administrar a ansiedade, a vontade de dar show em todos os jogos dos seus meninos e mais o 'veterano' Robinho.
Neymar, Ganso, Marquinhos e André formam em uma equipe que acaba de vencer por 10 a 0.
Mesmo sendo o pobre Naviraiense, o resultado traz expectativa e pressão ao time.
Evidente que não repetirão o 10 a 0, mas de vencer, e bem, o Palmeiras.
O time do Palestra Itália entra como franco atirador neste clássico.
O que vier é lucro.
Se empatar seria um grande resultado.
Vencendo, seria espetacular.
Antônio Carlos deverá colocar em campo uma equipe fechada, compactada para atuar nos contragolpes.
E rezar para a sua estabanada zaga estar em dia inspirado.
Contra o lanterna Sertãozinho, Marcos quase teve um enfarte de raiva com os dois gols que tomou.
O Santos de Dorival Júnior aceitará o desafio e tomará a iniciativa do jogo.
O Palmeiras deverá ter a estreia do rodado Ewerthon no seu ataque.
Neymar, Robinho e André aprimoraram finalizações.
Chegar perto do gol, eles chegam.
Mas Dorival os quer chutando muito melhor.
O instável Antônio Rogério Batista do Prado será o árbitro.
Não é bom para nenhum dos lados.
O Santos não quer assumir o favoritismo.
Nem o Palmeiras a zebra.
Mas o resultado mais esperado, diante da atual situação dos clubes, é uma vitória santista.
Como era esperada a vitória do São Paulo no Palestra Itália.
Mas não dá para fechar os olhos: a lógica aponta o Santos como favorito pleno.
A não ser se o tal raio palmeirense resolver cair de novo no mesmo lugar...
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