1 de julho | às 16h00

vincent van gogh 16 Quem tem medo são os holandeses...

Port Elizabeth...

Não adianta.

A camisa verde e amarela sempre causa desconforto para o adversário.

Foi assim na coletiva do treinador holandês Bert van Marwijk.

Na entrevista oficial, com tradutor, microfones e centenas de jornalistas, ele manteve a pose.

Disse que não teme o favorito Brasil.

Que seu time tem grandes jogadores como a equipe de Dunga.

E várias outras frases feitas.

Mas quando os microfones da Fifa foram desligados, ele fez ao contrário do técnico brasileiro.

Ele ficou batendo papo com os jornalistas holandeses.

De maneira tranquila, foi uma conversa de amigos.

Descontraído, falou e mostrou sua enorme preocupação com o jogo da amanhã.

Disse que não pode abrir a Holanda.

Permitir que o Brasil toque a bola, faça o que quiser na frente.

Van Marwijk oficial, conversando com o mundo é um.

Conversando entre 'os seus' é outro.

O confronto aberto que todos estão esperando, das duas equipes mais corajosas da Copa, pode se tornar Coreia do Norte e Brasil.

O treinador deixou escapar que tudo o que não pode fazer é jogar como a Costa do Marfim.

Foi claro em relação a dar espaço ser um convite para a derrota como aconteceu com os marfinenses.

Dunga deveria ter um espião infiltrado.

Ele gostaria do que ouviria.

Há um grande medo do Brasil.

Principalmente de Maicon e da velocidade de Robinho.

E do versátil  Daniel Alves no meio de campo.

Enquanto Robben, Sneidjer, Van Bommel fazem pose e povoam os pesadelos de muitos jornalistas brasileiros aqui em Port Elizabeth, o treinador europeu mostra o que é temor de verdade.

E seu time vai marcar forte o Brasil.

A Laranja Mecânica não existe mais há muito tempo.

Ele parece saber diferenciar quem é cinco vezes campeão mundial.

E quem nunca foi além da palavra bijna...

Bijna é quase em holandês...

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28 de junho | às 17h18

bebe rede deitado Que gostoso enfrentar os chilenos de Bielsa...Que venham os holandeses...

Johannesburgo, Ellis Park

Dunga nos acostumou mal.

Com Felipe Melo e  Elano apenas servindo como atores amadores, fingindo estarem bem no treinamento de ontem,  era de esperar que o treinador escalasse Josué para marcar ao lado de Gilberto Silva.

Dunga sabia que Marcelo Bielsa não ganhou o apelido de Louco por acaso.

Mesmo com um time inferior tecnicamente e com sua dupla titular de zagueiros suspensa, o argentino que comanda os chilenos pôs seu time para atacar.

O esquema que considera o ideal para o futebol foi respeitado.

E escalou três zagueiros, três  volantes, um meia e três atacantes.

Era matar ou morrer.

O Brasil tinha Ramires e Daniel Alves no meio.

E ainda Kaká.

Era o confronto.

Dois times abertos, buscando o gol.

A vontade, o patriotismo, a correria dos chilenos não bastava

Quando a bola caia nos pés dos brasileiros o que se via era o talento superior.

Como Dunga nunca havia treinado para valer esse time tão ofensivo, o que se viu foram vários erros de passes no começo do jogo.

Principalmente com Kaká, que ainda se mostrava longe do seu melhor futebol.

Ele se ressentia de ritmo de jogo.

De participar de mais partidas.

Ele mal se recuperou de contusão grave.

Daniel Alves e Ramires foram melhorando rápido.

Principalmente o jogador do Barcelona.

Embora improvisado, o lateral parecia ter sido meia a vida toda.

O que transparecia no Ellis Park era a confiança brasileira.

Coisa de quem está acostumado a ganhar do rival.

Aliás, vencer só, não.

Golear.

Por isso, Luís Fabiano e Robinho insistiam tanto em toques de letra.

E Lúcio fingia para ele mesmo ser Messi.

Os chilenos foram se encolhendo, admitindo a superioridade do rival.

Era só uma questão de tempo para os gols.

O primeiro veio em um escanteio bem cobrado por Maicon.

Juan não estava sozinho.

Estava cercado por Luís Fabiano e Lúcio.

A zaga chilena estava adormecida, talvez pelo frio de seis graus.

Depois do primeiro gol aos 34 minutos, aos 37, outra festa brasileira.

Robinho, sozinho, invadiu pelo lado esquerdo, tocou para Kaká e ele, sem pensar, deixou Luís Fabiano livre diante do goleiro Bravo.

O atacante o driblou como quis e empurrou a bola para as redes.

Com 2 a 0, o jogo estava decidido.

Os dois lados sabiam disso.

Até as africanas que dançavam no intervalo´Waka Waka', música tema da Copa, cantada por Shakira.

Por falar em rebolar, Dunga sabia que Bielsa abriria ainda mais a sua equipe.

E que seus jogadores teriam muito espaço pra fazer mais gols.

Foi assim que Ramires invadiu a intermediária andina como se estivesse em um treino entre amigos.

E deixou livre Robinho.

O carrasco chileno marcou seu oitavo gol na carreira contra o simpático país.

E se igualou a Pelé.

O Brasil chegava a revigorantes 3 a 0, aos 14 minutos.

Os minutos restantes eram para buscar mais confiança.

Afinal, os holandeses são adversários de muito respeito.

A partida de sexta-feira será muito mais difícil do que contra os fregueses andinos.

No frio do Ellis Park, a emoção da disputa pela vaga para as quartas-de-final acabou cedo.

Os torcedores passaram a tentar enlouquecer a todos assomprando em conjunto as medonhas vuvuzelas.

Dunga colocou Kléberson e Gilberto para correr, se exercitar um pouco.

Os demais jogadores passaram a se poupar, evitar divididas desnecessárias.

Em plena disputa das oitavas-de-final, o jogo virou um grande amistoso por parte dos brasileiros.

O jogo fácil valeu para Dunga perceber que pode montar uma equipe muito mais leve, criativa, mesmo com Kaká abaixo do normal.

Felipe Melo e Elano não são tão fundamentais...

E que venham os difíceis holandeses.

Porque a Copa acabou para os nossos fregueses chilenos...

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25 de junho | às 12h00

o312 Os fracassos de Itália e França têm explicação: os estrangeiros...

Quatro anos bastaram e a vergonha tomou conta da Itália e da França.

As camisetas das duas seleções estão em oferta, encalhadas nos quiosques em frente aos estádios africanos.

Agentes de viagem se desdobram para despachar daqui italianos e franceses.

Não há  interesse em seguir vendo a Copa depois dos vexames dos seus países.

A Itália chegou ao Mundial com uma equipe sem talento.

Comum, tosca.

Com um treinador ciente de que não iria continuar.

Lippi já havia abandonado o cargo depois da conquista de 2006.

Só que Donadoni assumiu o seu lugar e fez um papel ridículo.

Assim como foi a postura de Lippi em abrir mão de Del Piero, Totti e Cassano.

Não adiantou a pressão da opinião pública, plebiscitos, pombos-correio...

Ele fez a aliança com seu grupo.

Esperava o retorno em campo.

Mas ele nunca veio.

Foi a pior campanha de toda a história das Copas do Mundo.

Como era  possível?

Em um grupo fraquíssimo com Paraguai, Eslovênia e Nova Zelândia.

Mesmo assim, ter coragem de não se classificar, ser a última no grupo.

A consequência imediata, além da demissão de Lippi,  foi ampla discussão da imprensa.

Há uma vontade de que seja diminuída a liberalidade dos estrangeiros no futebol italiano.

O mesmo está ocorrendo na França.

A culpa está sendo repassada para a lei que permite a chegada de estrangeiros.

O presidente da Uefa, por coincidência, o francês Platini, quer diminuir o número de atletas de fora do continente europeu.

Restringir.

O número não está definido.

O raciocínio de Platini é simples: os estrangeiros estão enfranquecendo as seleções europeias.

Foi a desculpa perfeita para a péssima Copa do Mundo que disputam aqui na África.

A teimosia de Lippi.

A superstição e o complexo de perseguição de Domenech.

O fraco time que montou e do qual perdeu o comando.

Os fracassos da Itália e da França, campeã e vice da Copa de 2006, estão explicados.

Assim como de quem cair, entre Inglaterra e Alemanha, logo nas oitavas de final.

Da melhor maneira possível: os culpados são os outros...

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12 de dezembro | às 14h31

the sun Acusação de tablóides pode tirar André Santos da Copa da África...

André Santos virou manchete de todos os sites do mundo.

Ainda mais no Brasil, com o futebol em férias.

Virou notícia em rádio, televisão.

Amanhã estará nos jornais.

E da pior maneira possível.

O seu treinador no Fenerbhace, Cristoph Daum, teria confirmado ao tablóide  Bild da Alemanha que o lateral esquerdo teria envolvido em maratonas sexuais em um hotel, em Istambul, na Turquia.

Ele estaria acompanhado de dois brasileiros, o zagueiro Fábio Bilica  e o lateral Vederson.

Além do inglês naturalizado Colin Kazin-Richards.

E que o quarteto teria sido colocado à venda pelo clube turco.

Notícia que também o tablóide The Sun, da Inglaterra, confirma.

Até aí, tudo muito chocante.

Só que há algo estranho.

André Santos está concentrado para enfrentar o Ankaraguçu, hoje, pelo Campeonato Turco.

Que clube do mundo manteria um jogador que participa de um escândalo sexual no no seu elenco?

Por meio  de sua assessoria de imprensa, André se defende.

O áudio está aqui

Porém a história já corre o mundo.

A credibilidade dos tablóides europeus é mínima.

Mas também é impossível negar que abala a imagem de André Santos.

Principalmente na Seleção Brasileira.

O jogador que fez uma campanha sensacional no Corinthians.

Que mostrava poder ser a solução da lateral esquerda para a Copa.

Perdeu pontos importantes com Dunga.

Pelo simples fato de que não joga na sua posição na Turquia.

A lateral esquerda é de Roberto Carlos.

O jeito foi atuar como volante.

Ele mesmo confirma que seu desempenho caiu demais.

Dunga é desconfiado e defensor aberto da moral e dos bons costumes.

André pode não ter feito nada, nada, nada.

Ser uma mera vítima.

Mas foi atingido em cheio na hora errada.

Dunga tem sérias dúvidas em relação à lateral.

E essas acusações dos tablóides alemão e inglês têm peso.

Ainda mais depois que Dunga e Ricardo Teixeira fecharam um pacto de fechar a Seleção Brasileira na Copa de 2010.

Evitar confusões, baladeiros, festinhas após as partidas do Mundial.

O técnico da Seleção sonha em testar Fábio Aurélio do Liverpool para a posição.

Michel Bastos, Filipi Luís, Marcelo e até Kléber têm chances de brigar para ir à África.

André Santos estava esperando Roberto Carlos ir para o Corinthians e voltar à briga de vez.

Falsas, ou não, essas acusações surgem na pior hora.

Dunga e Ricardo Teixeira ficam arrepiados quando ouvem a palavra escândalo.

Ainda mais sexual...

Veja mais:

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18 de novembro | às 20h37

Disney 2007 11 28 O dinheiro e o empresário português tiraram Felipão da Copa de 2010...

Portugal teve de disputar a repescagem.

Mas está na Copa do Mundo.

O Brasil já está classificado há muito tempo.

Hoje serão definidas as 32 seleções que disputarão o Mundial da África do Sul.

O mundo tem cerca de 50 grandes equipes espalhadas por América do Sul e Europa.

Em todo esse vasto território está faltando alguém.

É o milionário Luiz Felipe Scolari.

Ele optou pelo dinheiro do Uzbesquistão.

Ficou traumatizado pela decepção no Chelsea.

Quis se afastar do mundo competitivo do futebol.

Foi campeão do distante país que fez parte da União Soviética com o Bunyodkor, o time de Rivaldo.

Perdeu a Copa dos Campeões da Ásia.

E não vai disputar o Mundial.

2009 já acabou para Scolari há muito tempo.

A Turquia, fora da Copa da África, lembrou dele.

Mas Scolari já avisou que ficará até o final do seu contrato em 2010.

O seu sonho era o convite de um país para disputar o Mundial da África.

Sonhava com Itália ou Inglaterra.

Só que Luiz Felipe perdeu muito do seu prestígio depois da sua saída de Portugal.

A péssima passagem pelo Chelsea o fez muito rico.

Conseguiu a remuneração de R$ 25 milhões por ter sido demitido.

Jornais europeus garantem que ele é o treinador que mais recebe no mundo: cerca de 8 milhões de euros anuais.

Mais de 20 milhões de reais.

Mas dinheiro nenhum compensa a angústia que começou a sentir hoje, quando as 32 seleções que estarão na África serão conhecidas.

Sabe que recusou convite para dirigir o Uruguai, o Paraguai, a Grécia.

A Copa do Mundo ainda nem começou, mas Luiz Felipe Scolari é um dos maiores desperdícios.

Poderia estar trabalhando em uma grande seleção.

Ou, no mínimo, em algum grande clube europeu.

Isso se o seu empresário português Jorge Mendes não pensasse apenas em dinheiro.

Seria preciso também que Luiz Felipe pensasse mais na sua carreira de um treinador de elite.

E não apenas em dar uma vida de rei aos seus tataranetos.

Porque ele já tem muito dinheiro para o resto da vida dele, dos filhos, dos netos e dos bisnetos...

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17 de novembro | às 17h27

darkknight Nilmar quer (e mostrou que pode) roubar a vaga de Ronaldo para a Copa...

Robinho. Luís Fabiano. Adriano. E ??????

A briga para ser o quarto atacante da Seleção Brasileira na Copa da África terá muito lobby.

O caminho não está tão fácil ou definido para quem quer que seja.

Apesar da força da mídia de São Paulo e do Rio de Janeiro, principalmente da TV Globo, o caminho não está escancarado para Ronaldo.

Muito pelo contrário.

O bairrismo do eixo do Mal (como os pernambucanos batizaram Rio-São Paulo) não permite vislumbrar.

O maior lobby que Dunga enfrente é o do seu quintal.

Como mora em Porto Alegre e tem imensas ligações afetivas com o Internacional, a pressão por Nilmar atinge o treinador da Seleção Brasileira em cheio.

Em almoços, jantares, conversas longas que varam a madrugada.

Os amigos fiéis colorados de Dunga não cansam de falar das qualidades de Nilmar e, o quanto poderia ajudar o Brasil na Copa do Mundo.

Basta confiar.

Dunga tem feito até mais do que apenas confiar.

O técnico o tem convocado.

Nestas duas últimas partidas, contra Inglaterra e Omã, dois gols.

Comportamento exemplar.

Não foi um gênio.

Mas se dedicou como um mouro.

Correu, abriu espaço, tabelou.

Fez o gol da vitória e ainda sofreu pênalti contra os ingleses.

Luís Fabiano desperdiçou.

A dedicação do jogador do Villarreal tem empolgado Dunga.

Vários dirigentes do Internacional telefonam, cobram, brincam exigindo que o treinador surpreenda o eixo do Mal (sim, no Rio Grande do Sul, também se referem assim a Rio-São Paulo) e leve Nilmar.

O jogador tem 25 anos.

Está muito bem fisicamente.

E começa a mostrar personalidade com a camisa da Seleção Brasileira.

Deixou de se comportar como se estivesse lá por um favor pessoal de Dunga.

Vagner Love, Keirrison, Jô, Bobô, o inesquecível Afonso, ficaram pelo caminho.

Hulk não tem chance. Foi apenas observado.

Ronaldo continua sendo o mais talentoso.

Mas se nega ao sacrifício maior.

Foge dos exercícios mais fortes para conseguir atingir o corpo de um atleta.

Nilmar, pelo contrário, quase some de tanto correr.

Dunga adora Ronaldo, desde os tempos da Copa de 1994.

Mas não vai virar as costas para Nilmar se as circunstâncias não mudarem.

Foi assim que deu forças a Robinho.

O transformou em indispensável na sua seleção.

Aos poucos domou e deu personalidade a Luís Fabiano.

Adriano já sabe que tem as portas reabertas depois do momento de loucura na carreira.

Nilmar tem ido muito melhor do que Dunga e Jorginho esperavam.

Ronaldo continua com a máquina de propaganda maior do seu lado.

Só que agora descobriu que tem um inimigo que pode impedir a sua quinta Copa do Mundo.

E não é Ricardo Teixeira.

Até ele aceita o “Presidente” de volta.

O problema agora é desconvocar Nilmar...

Veja mais:

+ Em partida burocrática, Brasil encerra ano com vitória por 2 a 0 sobre Omã

+ Omã queria surpreender o Brasil em partida amistosa

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15 de novembro | às 16h48

maradona gordo Por mandar os jornalistas chuparem, Maradona se humilha na Fifa.  E está livre para trabalhar na Copa da África...

“Chupem. Chupem. Chupem.

Eles que chupem. Chupem.”

Os gritos ensandecidos de Maradona após a vitória da Argentina contra o Uruguai chocaram o mundo.

As imagens da sua revolta com os jornalistas foram chocantes.

O agora técnico reagiu como se a culpa do péssimo futebol do selecionado fosse culpa da imprensa.

Xingou os jornalistas.

E anda os ameaçou na entrevista coletiva.

“Não vou esquecer quem fez e o que fez”, dizia raivoso.

Lógico que um dos maiores ídolos do futebol mundial e um treinador que comanda uma seleção campeã mundial teria de ser punido.

Delegados da Fifa anteciparam que Maradona seria punido exemplarmente.

A cúpula da Associação Argentina de Futebol se preparou para o pior.

A relação de Diego com a Fifa sempre foi conflitante.

Quando foi suspenso por doping durante a Copa de 1994, ele xingou a entidade de todos os palavrões imagináveis e outros criados por sua mente imprevisível.

Só que a maturidade ajuda a todos.

Até a Maradona.

Bastava a suspensão de um ano e adeus Copa da África.

E, sutilmente, sem grande estardalhaço, ele foi até a Suíça.

Usando toda a dramaticidade de um tango, Maradona explicou, justificou, implorou, ficou com os olhos lacrimejantes...

Falou muito em inexperiência e emoção por classificar a Argentina para a Copa.

Ele comoveu a Comissão Disciplinar da Fifa.

Os delegados duvidavam até que Maradona comparecesse à Suíça.

Maradona se deu muito bem.

Conseguiu uma inócua punição de dois meses.

Ou seja: novembro e dezembro deste ano, quando nada aconteceria envolvendo a Seleção Argentina.

E a partir de janeiro de 2010, ele estará liberado para trabalhar.

Maradona parece ter aprendido quem manda no futebol.

E não vai mais sair por aí mandando ninguém chupar nada depois de um jogo de futebol...

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22 de outubro | às 09h00

medo O maior medo do São Paulo no domingo. Não é o Santos. É o Simon...

Carlos Eugênio Simon.

Árbitro brasileiro na Copa de 2010.

Já foi o juiz que representou o País nas Copas de 2002 e 2006.

Ele acabou se ser sorteado para apitar o clássico Santos e São Paulo.

A escolha gelou a espinha dos dirigentes do Morumbi.

Eles não toleram Simon.

Em 2006, o árbitro deixou de marcar dois pênaltis contra o Flamengo.

A diretoria enviou um protesto para a CBF e Simon acabou vetado o resto do ano.

Ele foi um dos poucos árbitros na história a ter coragem de expulsar Rogério Ceni.

A partida foi histórica.

Em 2001, o São Paulo perdeu por 7 a 1 para o Vasco.

Simon não vem de boa fase.

Foi questionado demais ao ter marcado um pênalti inexistente na final do Campeonato Cearense.

Aos 44 anos não tem mais o vigor físico que marcou a sua carreira.

Os presidentes de clubes não se empolgam quando ele vai apitar seus jogos.

Simon diz que não se importa e quer ter um ‘final de carreira’ digno.

Os dirigentes do São Paulo que já estão com o pé atrás com a CBF pela resistência da Fifa ao Morumbi, não querem comprar briga antecipadamente.

Até porque o sorteio não terá volta.

Só que há muita preocupação no Morumbi para o clássico de domingo na Vila Belmiro.

Uma derrota pode significar o fim da briga pelo título e o risco até da Libertadores em 2010.

E a tensão não é por causa do time de Vanderlei Luxemburgo.

Longe disso.

O Santos atual não assusta Ricardo Gomes e seus jogadores.

O medo estará usando muito gel e um apito na boca...

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14 de outubro | às 22h19

argser A Copa do Mundo será mais Copa do Mundo...

“Eles que chupem, Carlo

Eles que chupem, Carlo.”

“...e os periodistas vão para a p.q.p.”, cantava o time.

Maradona e os jogadores da Argentina não deixavam dúvidas após a partida contra o Uruguai: a Copa do Mundo da África do Sul será mais Copa do Mundo.

Com um gol aos 39 minutos do segundo tempo.

Marcado por um zagueiro reserva,Bolatti, que entrou por ser alto, apenas para cortar cruzamentos áereos.

Os argentinos arracaram com os dentes a vitória diante dos uruguaios.

Em pleno Centenário, em Montevidéu.

Maradona não oferecia laranjas quando comemorava com Carlo Bilardo a classificação da Argentina.

O maior jogador da história da Argentina oferecia sua raiva contra a imprensa.

Desabafou, mostrou toda a sua raiva para quem duvidava que seria capaz de levar o confuso time à Copa.

Porque Maradona tem coração, carisma é chamado de Deus, mas a Argentina não teve estratégia, desenho tático.

A desconfiança generalizada não foram os jornais que provocaram.

A insegurança por haver convocado 81 jogadores diferentes.

E não houve uma só escalação repetida...

As derrotas e decepções do time em campo levaram a sua seleção a lutar por uma vaga na última rodada das Eliminatórias.

Várias brigas internas, discussões.

Principalmente duas delas irritaram demais o treinador.

A com seu mestre Carlo Bilardo e com Messi, maravilhoso no Barcelona e uma caricatura de jogador na Argentina.

Por isso tanta raiva na hora de comemorar.

Os jogadores também se sentiam desvalorizados com tantas críticas.

Na verdade, estavam com medo de serem marcados com uma possível desclassificação.

Só Verón foi Verón.

Do outro lado, os uruguaios não decepcionaram.

Foram fracos, sem personalidade.

Pararam no tempo.

Com manha, palavrões, provocações, cotoveladas não chegariam a lugar nenhum com as próprias pernas.

Deveriam fazer um busto do argentino Marcelo Bielsa.

Foi o treinador do Chile quem deu a chance aos uruguaios de disputar uma vaga pela repescagem.

Eliminou os equatorianos como um presente.

A grande pergunta em Buenos Aires é se Maradona seguirá como treinador na África do Sul.

Ainda há tempo.

Os argentinos têm talento.

Maradona não é e nunca será um estrategista.

Mas não se duvida da camisa argentina.

A Copa do Mundo será mais Copa do Mundo com a camisa azul e branca nos campos africanos...

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14 de outubro | às 15h50

maradona 1986 859x1024 O Uruguai precisa mais da vaga do que a Argentina   Dario Pereyra

Uruguai e Argentina.

Rivalidade que remonta desde a primeira final da Copa do Mundo.

Vencida pelo Uruguai, em casa, no Centenário, por 4 a 2.

Não foi por acaso que torcedores uruguaios receberam com rojões as 2h30 de hoje a delegação argentina.

“A rivalidade nossa com os argentinos é mais pesada do que os brasileiros e os argentinos.

Um quer ganhar do outro de qualquer maneira.

Ninguém esquece quando ganha ou quando perde.”

Quem define a Batalha do Rio da Prata para o blog é quem esteve na última partida importante entre as duas seleções.

No México, pela Copa do Mundo.

A Argentina venceu o Uruguai por 1 a 0.

Dario Pereyra nunca esqueceu aquela partida.

“Os argentinos vinham mal na Copa, ganharam força nos derrotando.

E acabaram com essa injeção de ânimo engrenando e venceram o Mundial.

Se o Uruguai tivesse vencido aquele jogo poderia ter vencido a Copa.”


Qual a importância para o Uruguai vencer a Argentina hoje?

Importante demais.

O futebol uruguaio está precisando ser valorizado novamente.

O país vive muita dificuldade.

Os clubes não têm dinheiro.

Vencer a Argentina e voltar a disputar a Copa traria de volta o olhar dos patrocinadores.

É tudo o que o Uruguai precisa.

Por isso tenho certeza que a nossa seleção irá fazer de tudo para ganhar.

De tudo.

Qual é o maior trunfo dos uruguaios?

Crescer no final das Eliminatórias.

Ter vencido o Equador na altitude de Quito trouxe um ânimo inesperado.

O time é jovem e conseguiu a confiança que precisava.

Os jogadores e os torcedores estão sentindo que a vaga é muito mais do que possível.

O Uruguai vai se desdobrar para sair com os três pontos e voltar ao Mundial.


Você acredita que o Uruguai vence a Argentina?

Vou responder de duas maneiras.

A primeira com o coração.

E o meu coração quer que o Uruguai vença.

E apelando para a raça do time, os uruguaios têm tudo para ficar com a vaga.

Agora, falando pela consciência, pela mente, o jogo vai terminar empatado.

Tudo se equivale.

O potencial, os pontos fortes e fracos são iguais.

E se houver o empate, torcer para o Chile do Bielsa vencer o Equador e o Uruguai ir para a repescagem.


Você se lembra do último jogo tão importante entre Uruguai e Argentina?

Sim. Eu estava lá.

Pelas quartas-de-final da Copa do México, em 1986.

Nós vínhamos até melhor do que eles.

Sabíamos que era a partida para um dos dois embalar e ir longe.

Foi uma pena que eles nos venceram.


Como foi aquela partida?

Vou te contar os bastidores uruguaios.

Tínhamos um grande time.

Perdemos porque o grupo era desunido.

Inventaram uma excursão de 25 dias pela Europa e depois mais 20 dias na Colômbia.

Os dirigentes conseguiram que o nosso grupo rachasse.

Ninguém suportava olhar a cara do outro.

Ficamos muito tempo juntos.

Foram se formando vários grupos.

O Uruguai tinha tudo para ser campeão do mundo em 1986.

Mas a preparação acabou com todas as nossas chances.

Isso eu vou lamentar para sempre.

A Argentina não estava tão bem.

Maradona só começou a ser o melhor jogador do Mundial depois do nosso jogo.

Nossa desunião ajudou os argentinos.

Porque eu sei que dava para ganhar aquela partida no México.

Isso que dói...

Eu espero do fundo do coração que os uruguaios não façam a mesma coisa hoje.

Meu país tem de voltar a disputar a Copa do Mundo.

E ser respeitado no futebol novamente.

A rivalidade entre uruguaios e argentinos é maior do que a de brasileiros e argentinos?

A rivalidade é diferente entre nós e os argentinos.

É mais pesada, mais dura, mais ríspida em campo.

Quem assistir essa partida vai perceber como um quer ganhar, quer eliminar o outro da Copa.


Você vai assistir essa partida com velas, rezando pelo Uruguai?

(Risos.) Quase isso.

Vou assistir sozinho em casa esse jogo.

Sem vela e sem rezar.

Mas querendo muito que o Uruguai vença.

O futebol uruguaio já sofreu muito.

O Uruguai precisa mais da vaga do que a Argentina...

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