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Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América…

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O Corinthians escolheu um adversário poderoso. Andrés Sanchez impediu que o clube mandasse qualquer representante na posse de Marco Polo del Nero, como novo presidente da CBF. O deputado federal do PT ainda comanda a política no Parque São Jorge. Manda mais do que o presidente Roberto de Andrade. E ele detesta Marco Polo.

Desde que Andrés surgiu no futebol, apadrinhado pelo ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, ele nunca teve bom relacionamento com o então presidente da Federação Paulista. Os dois sonhavam há muito tempo em comandar a CBF. Os dois tinham proximidade com Ricardo Teixeira. As crises de ciúmes entre eles ficaram famosas.

Mas desde que implodiu o Clube dos 13, porque iria promover um leilão de verdade pelos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro, a gangorra pendeu para Andrés. Ele ganhou beijos na bochecha, fidelidade absoluta de Ricardo Teixeira, que quis fazer o favor para a emissora que mantém o monopólio de futebol no Brasil. Marco Polo foi escanteado.

A generosidade de Teixeira foi tão grande que concordou imediatamente com a ideia de Sanchez: a construção de um estádio para o Corinthians. Bastaria aproveitar a Copa do Mundo no Brasil. De quebra, o dirigente corintiano se vingaria de outro inimigo, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Foi assim que o Morumbi foi defenestrado do Mundial. Por isso continua um estádio 'ultrapassado', um 'Canindé', nas definições do presidente são paulino, Carlos Miguel Aidar.

Teixeira deu o cargo de coordenador de Seleções a Andrés Sanchez. Seria um treinamento para logo assumir a CBF. Ricardo sonhava ter uma chance verdadeira de suceder Blatter. Os aliados de João Havelange iriam trabalhar a seu favor.

Ninguém se lembrava mais de Marco Polo. E nem do vice-presidente da CBF, região Sudeste. José Maria Marinho. Mas logo todos se recordariam da dupla. Foi quando a Polícia Federal e a Fifa acabaram por obrigar Ricardo Teixeira a deixar a presidência da CBF. As acusações de superfaturamento de um amistoso contra Portugal e de recebimento de propina na chegada da ISL no Brasil foram fortes demais. Por sorte, escapou de ser preso.

De uma hora para outra, Andrés Sanchez viu seu sonho ruir. Ficou sem seu padrinho. Justo o ex-presidente corintiano que adorava provocar a imprensa. "Sabe quando o Ricardo Teixeira vai deixar a CBF? Quando o Sargento Garcia prender o Zorro." Dizia, ria muito e acendia um cigarro. Logo o riso sumiu e os cigarros se multiplicaram.

Marco Polo cultiva a fama de ser um dirigente frio, calculista e vingativo. Desde que era advogado e depois vice de Eduardo José Farah. Por anos ele esperou o dirigente cumprir a palavra e entregar o cargo. Quando Farah resolveu se afastar, estava nomeando Reinaldo Carneiro Bastos. Marco Polo exigiu que a promessa fosse cumprida e tinha a lei a seu favor. Era o vice mais velho da FPF. Quando assumiu, não deixou a menor brecha para que Farah mantivesse ligação com futebol. Ele morreu magoado com del Nero.

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E foi essa mesma obsessão nos regulamentos internos das associações esportivas que afundou de vez Andrés. Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, queria assumir no lugar de Ricardo Teixeira. Mas o estatuto mostrava que o privilégio era do vice mais velho. No caso, José Maria Marin.

O ex-governador biônico não tinha poder. Seu cargo deveria ser simbólico. Teixeira nunca o pensou como sucessor. Mas a Polícia Federal e a Fifa acabaram mudando o rumo das coisas. E quem era o melhor amigo, aquele que nunca o deixou de fazer questão de sua companhia? Marco Polo.

Marin vai fazer 83 anos. Tem nove anos a mais que de del Nero. Os dois combinaram em março de 2012. José Maria ficaria até 2015. E recompensaria o presidente da FPF pelo apoio nos anos de baixa. O faria vice e depois seu sucessor.

Aterrorizado, Andrés Sanchez viu seu maior inimigo ficar muito poderoso. E, mesmo no cargo de coordenador de Seleções, mandou espalhar que sairia candidato à CBF. Marco Polo soube. Resolveu se divertir. Não demitiu o desafeto de imediato. Apenas tirou o seu poder. O transformou em um fantoche. Ele não tinha a menor ideia do que aconteceria no futebol da CBF. Como no caso de seu protegido, Mano Menezes. Passou vexame diante de toda a imprensa. Até que, quando menos esperava, foi mandado embora.

Andrés procurou o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto e do da Federação Carioca, Rubens Lopes. O trio enfrentaria Marin e Del Nero. Mas sentiram todo o poder de fogo de quem possui o mandato na CBF. Marin conseguiu o apoio quase unânime das Federações e Clubes. Rubens Lopes logo desistiu. Assim também como Noveletto, para não passar vergonha.

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Marco Polo foi aclamado presidente da CBF em abril de 2014. Mas não se esqueceu de Andrés e seus amigos. Depois do vexame da Seleção na Copa de 2014, Tite era o treinador de melhor currículo no país. Mas acontece que era muito ligado ao ex-presidente corintiano. Marin até gostava dele. Porém Marco Polo o barrou. Apostava na disciplina de Dunga. Tite sabe que foi esse o motivo que o afastou da Seleção.

E hoje, na posse de Marco Polo, o Corinthians não mandou nenhum representante. Comprou a briga em nome do deputado e homem que comanda o clube. O inimigo escolhido é de alto porte. E não é nada ingênuo. A aproximação com a Globo, com as federações e demais equipes do país é excelente.

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Tanto que Marco Polo prometeu aos grandes clubes do país que eles não ficarão na mão. Não precisarão ficar de joelhos diante da MP de Dilma. O dirigente prometeu se empenhar para que o governe abra mão das contrapartidas. Nada de obrigatoriedade de investir 70% no futebol profissional, muito menos colocar dinheiro alto na base e no futebol feminino. Punições como rebaixamento para quem não pagar salários em dia. Ou os dirigentes terem de arcar com seu patrimônio por prejuízos ao clube. Ou se o governo não aceitar tirar essas exigências, a CBF vai ajudar os endividados.

Lógico que quem irá escolher as equipes será o conselheiro vitalício do Palmeiras, Marco Polo del Nero. O Corinthians terá dificuldade em obter facilidades na CBF. Além de apoio político, por exemplo, na Conmebol. Na escolha dos árbitros de seus jogos na Libertadores. Romper com o presidente da CBF nunca foi bom para clube algum no Brasil. Quem se esquece de Carlos Amarilla?

Mas a situação é incontornável. Andrés Sanchez não tem medo. Tanto que já garantiu que após o final de seu mandato terá duas missões na vida.

"Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos", disse ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, no ano passado.

Marco Polo del Nero, com mandato até 2019, sabe dos planos do seu inimigo. E já deixou claro na posse sem nenhum representante do Corinthians: não vai ficar esperando de braços cruzados, não...
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Com o apoio da Fifa, CBF, Federações e clubes se juntaram. Desmoralizaram a proposta de Dilma Rousseff. Se for para tentar acabar com os privilégios dos dirigentes, não querem o financiamento de R$ 4 bilhões. A utopia acabou…

 Com o apoio da Fifa, CBF, Federações e clubes se juntaram. Desmoralizaram a proposta de Dilma Rousseff. Se for para tentar acabar com os privilégios dos dirigentes, não querem o financiamento de R$ 4 bilhões. A utopia acabou...
Acabou a utopia. Os ingênuos que acreditavam que a CBF e os clubes aceitariam as imposições da presidente Dilma. Pelo financiamento de R$ 4 bilhões em 20 anos, aceitariam as imposições. De uma hora para outra iriam abrir mão de privilégio de décadas.

Foram 16 representantes da Série A até o Rio de Janeiro. Não por acaso, na sede da CBF. E mandaram seu recado. Não vão aceitar as imposições feitas pelo governo. Querem o dinheiro. Mas não aceitam contrapartidas. Usarão o escudo da Fifa para não se democratizarem, não serem obrigados a ter responsabilidade.

Aqui os sete itens que, utópicos, sonhavam que os clubes e a CBF aceitariam.

1) Publicação das demonstrações contábeis padronizadas, separadas por atividade econômica e por modalidade esportiva, após terem sido submetidas a auditoria independente.

2) Pagar em dia todas as obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e contratuais com atletas e demais funcionários, inclusive quanto ao direito de imagem.

3) Gastar no máximo 70% da receita bruta anual com a folha de pagamentos e direitos de imagem do futebol profissional

4) Manter investimento mínimo nas categorias de base e no futebol feminino (questão que ainda será regulamentada).

5) Não realizar antecipação ou comprometimento de receitas referentes aos próximos mandatos, a não ser em situações específicas como 30% do primeiro ano do mandato seguinte; substituição a passivos onerosos, desde que implique em redução do nível de endividamento.

6) Adotar cronograma progressivo de redução dos déficits que deverão ser completamente zerados a partir de 2021.

O sétimo item vale ser detalhado.

Publicação na internet de prestações de contas e demonstrações contábeis;
- representação de atletas no âmbito dos órgãos e conselhos técnicos que elaboram os regulamentos;
- autonomia do Conselho Fiscal;
- limitação de mandato de até quatro anos para os dirigentes, com apenas uma reeleição, além da inclusão de atletas nos colegiados e na eleição para os cargos.
A MP prevê ainda que os regulamentos das competições disputadas pelos clubes que aderirem ao refinanciamento tenham punições esportivas para quem descumprir as regras a partir de 2016:

Previsão no regulamento geral de competições a exigência de que todos os participantes observem as práticas de transparência e tenham regularidade fiscal atestada por meio de CND.

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Previsão, a partir de 2016, no regulamento geral de competições, no mínimo, as seguintes sanções: advertência; proibição de registro de novos atletas; rebaixamento para divisão inferior.

Fora o polêmico item que responsabilizaria os dirigentes por gestões irresponsáveis, corruptas. Eles teriam de arcar com seus bens particulares se fosse comprovada a má administração. Fora a criação de um órgão que regulamentaria, acompanharia a vida financeira dos clubes, federações e da própria CBF. Os dirigentes ficaram revoltados, não aceitariam esse controle de jeito algum.

Simplificando. O Bom Senso FC convenceu o ex-ministro Aldo Rebelo que o governo deveria parcelar R$ 4 bilhões de dívidas que os clubes têm com o governo. São impostos que as empresas sérias deste país, quando ficam devedoras, podem até fechar. Mas os clubes, não. Tudo sempre foi empurrado com a barriga. Loterias foram criadas tentando facilitar o pagamento. Só que nunca adiantou.

Líderes do Bom Senso tentaram ser oportunistas. Acabarem com o vergonhoso calote e atrasos de salários e direitos de imagem, práticas corriqueiras no futebol brasileiro. E também com a perpetuação dos dirigentes nos cargos. Tanto nos clubes, como nas Federações e na CBF. Seria um toma lá, dá cá.

Jornalistas famosos, importantes, consagrados se deixaram iludir. Acreditaram que pessoas entronadas no poder iriam abrir mão de reeleições, escancarariam as finanças, trariam transparência às negociações. 'Jogariam dinheiro fora', de acordo com essas pessoas, com futebol feminino. E ficariam de joelhos, modernizando a força as categorias de base. Só para posarem de democratas. De jeito algum.

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O blog teve acesso a vários dirigentes de clubes brasileiros. Em off, declararam que se fosse assim, não aceitariam o dinheiro. O pressionado governo de Dilma que desse o dinheiro e ponto final. Espertos, sabiam que não há força política e, infelizmente, legalidade para impor essas mudanças, democratizar o futebol.

Os dirigentes ontem na sede da CBF, simplesmente riram muito. Principalmente da possibilidade de rebaixamento em caso de não se adequarem às exigências para o empréstimo.

Tudo o que esta Medida Provisória utópica conseguiu foi unir dirigentes de clubes, federações e CBF. Eles tomaram a resolução que não vão aceitar imposição alguma. A MP será inteira alterada. Ou Dilma passará pelo maior vexame. Os clubes não aceitarão esses R$ 4 bilhões.

A bancada da Bola, formada por deputados, senadores, prefeitos e governadores, ligada aos clubes, federações e CBF já foi acionada faz tempo. Tanto que já houve absurdas 181 sugestões de emendas. Todas convergindo para o mesmo tema: não aceitar controle, contrapartida alguma.

A postura é simplista. Se Dilma insistir em tentar controlar os clubes, federações e a própria CBF, ninguém aceita esse parcelamento. Se ela quiser promover uma ação populista, sem contrapartida, tudo certo. Caso contrário, o combinado é boicotar, virar as costas a essa oferta.

Simples. Acabou de vez a utopia. O futebol é o último resquício da Ditadura Militar neste país. Os poderosos estão protegidos pela legislação própria que criaram. Com a bênção da Fifa. Aliás essa legislação que impede a intervenção do governo no comando do futebol nasceu graças a um brasileiro. João Havelange, o ex-sogro de Ricardo Teixeira. Ele sempre soube o que fazer quando era presidente da Fifa. Principalmente recompensar quem o apoiava.

Blatter já se colocou à disposição de Marin e Marco Polo. A Fifa não aceitará intervenção do governo brasileiro na administração do futebol. Se Marco Polo suportar ficar por 40 anos como presidente da CBF, não é problema de Dilma.

Por isso medida provisória alguma, populista oferta de refinanciamento de R$ 4 bilhões não comove nenhum dirigente da CBF, das Federações ou dos clubes. Eles sabem muito bem que o poder que exercem vai muito além dessa proposta de Dilma Rousseff.

A presidente não tinha ideia das pessoas com quem resolveu mexer. Os aplausos fáceis e precipitados da sociedade, da imprensa, viraram profundo constrangimento. Talvez Dilma comece agora a entender porque entrou o troféu da Copa do Mundo para a Alemanha...
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CBF quer brincar com as Eliminatórias para a Copa da Rússia. Oferece cargo da Seleção Olímpica a Dunga. Despacha Gallo, despreza planejamento. Outra lição de incompetência…

 CBF quer brincar com as Eliminatórias para a Copa da Rússia. Oferece cargo da Seleção Olímpica a Dunga. Despacha Gallo, despreza planejamento. Outra lição de incompetência...
Janeiro de 2013, o Brasil havia sido eliminado do Sul-Americano sub-20. Ainda na primeira fase da competição. O time de Emerson Ávila repetiu 1971, quando a Seleção não conseguiu sequer chegar à etapa decisiva do torneio. O presidente da CBF, José Maria Marin, demitiu Ávila e avisou. Começaria uma nova fase na categoria de base. Iria fazer um projeto moderno, profundo para a conquista da medalha de ouro na Olimpíada de 2016.

Tinha seu homem escolhido. Treinador jovem, de convicções firmes, patriota e visão moderna de futebol. E que estava fazendo ótima campanha em uma equipe do Nordeste, o Náutico. Chamar Alexandre Gallo para um projeto de três anos, no mínimo, era revolucionário. Algo que o Brasil tanto precisava.

Gallo não perdeu tempo. E tratou de avisar que tudo seria mais profissional. Com os garotos de várias categorias treinando mais juntos. Reunidos mais vezes pela Seleção. Mapearia também o mundo para que o Brasil não corresse o risco de perder atletas nascidos por aqui. Como foi o caso de Diego Costa, naturalizado espanhol.

E mais, o que quase fez Marin chorar de alegria. Iria impor uma cartilha. Digna dos anos de Chumbo, da Ditadura Militar. Fazia a concentração da Seleção se assemelhar a um quartel.

"Não tem mais brinco, mais fone de ouvido, não tem cabelo, marra, nada. Os que têm estão fora. Só jogadores comprometidos serão convocados. O grande lance é o que aconteceu na Copa das Confederações. Por que todo mundo gostou do Brasil? Por que houve comprometimento e cumplicidade no trabalho. Os jogadores eram quase os mesmo de antes, só que o comprometimento mudou.

"A partir do momento que o jogador veste a camisa da Seleção Brasileira, a imagem que ele está passando é para um outro garoto que não está convocado. Se ele passa a imagem de brinco, fone, chinelo, vai passar a imagem de desleixo. Tem de passar a imagem de profissional.

"Tem um jogador no sub-15 do Grêmio que é um craque. Mas num torneio vi que ele se recusou a dar a mão para o técnico. E usava um cabelo cortado com a inicial do seu nome. E o número 10. Está fora da Seleção. O pessoal dos clubes tem me agradecido muito por essa postura", disse ao Estadão.

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Gallo se reportava a Felipão e a Parreira com muita humildade. Marin tinha orgulho do trio. E vislumbrava que o treinador dos garotos poderia ter futuro com Marco Polo. O sonho do presidente da CBF era Felipão vencer a Copa, seguir no comando na Rússia. E depois de 2018, Gallo estar preparado para assumir o cargo.
Antes, lógico, conquistaria a obrigatória medalha de ouro na Olimpíada brasileira.

Parreira e Scolari aprovavam o plano. O treinador principal da Seleção já tratou de designar Gallo como espião, um dos observadores dos adversários brasileiros na Copa do Mundo. A situação começou a degringolar com a goleada por 7 a 1 para a Alemanha. Não bastasse o maior vexame do futebol deste país na história, vazou entre os jornalistas algumas observações atribuídas a Gallo. Entre elas que o Brasil precisava marcar muito forte os germânicos, principalmente no meio de campo. Seria suicídio jogar com um time aberto, ofensivo. Tudo o que Felipão não fez.

Este vazamento foi importante para Gallo. A Comissão Técnica inteira foi demitida. Menos ele. Pessoas ligadas a Scolari garantem que o técnico se sentiu traído. E que acreditava que Alexandre revelou suas observações para escapar da guilhotina.

José Maria Marin convocou Dunga para o lugar de Felipão. Gilmar Rinaldi coordenaria a Seleção Brasileira principal e ainda acompanharia o trabalho de Gallo na base. O observador de Scolari estava muito forte. Tanto que conseguira convencer o presidente da CBF que o novo técnico da Seleção deveria convocar entre 20% e 30% de jogadores na idade olímpica para os ir preparando para 2016.

Só que tudo mudou quando Dunga chegou. O espaço de Gallo diminuiu drasticamente. A primeira coisa que o substituto de Felipão fez foi avisar que não iria chamar porcentagem alguma de jovens atletas. Não era o momento. Ele precisava se firmar, ganhar amistosos para ter força para continuar. Não iria fazer testes com um terço de seu grupo.

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Gallo passou a cuidar apenas dos garotos, sem a menor interferência no time principal. O plano que comandasse a Seleção na Olimpíada estava mantido. Marin jurava que acontecesse o que acontecesse não mudaria de ideia. Só que sua promessa durou até o sul-americano sub-20 do mês passado.

A campanha foi péssima. Logo na primeira fase, perdeu para o Uruguai por 2 a 0. Passou em segundo para o hexagonal final. De seis seleções, ficou em quarto. Caiu diante da Argentina por 2 a 0. A Colômbia goleou o time de Gallo: 3 a 0. Os argentinos foram os campeões com 13 pontos, os colombianos chegaram a nove pontos, os uruguaios a oito. Os brasileiros chegaram a sete, com duas vitórias, um empate e duas derrotas.

O resultado vexatório não passou despercebido por Marin. Muito pelo contrário. "Técnico de futebol é resultado. Não posso garantir que o Gallo continuará na comandando as seleções de base do Brasil", diz o presidente da CBF. A demissão é uma questão de horas, dias.

Ele mudou sua postura e agora quer Dunga comandando o Brasil na Olimpíada. O que é um enorme erro. Porque o treinador está profundamente envolvido na reformulação e preparação da Seleção para a Copa de 2018. As Eliminatórias para o Mundial começarão este ano. E se intensificarão em 2016. Argentinos, uruguaios, colombianos, chilenos.paraguaios serão adversários fortes para a geração atual. Equatorianos, bolivianos, peruanos e até venezuelanos também têm condição de incomodar. Bem mais do que faziam no passado.

Dunga não pode brincar. Muito menos se deixar levar pela ganância, como aconteceu com Mano Menezes. Ele rompeu o planejamento combinado com Ney Franco. Tomou o cargo que não era para ser seu. Acreditou que conseguiria a medalha de ouro em Londres. Afinal, Ney havia vencido o Mundial sub-20, sem Neymar. O técnico apostava que seria uma facilidade, um 'passeio' na Inglaterra. Fez uma campanha péssima e perdeu a final para os mexicanos. Foi demitido da principal. Não chegou à sua sonhada Copa.

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A pressão pela classificação da Seleção ao Mundial da Rússia será enorme. Depois do vexame na Copa de 2014. A obrigação da inédia medalha de ouro também. Principalmente pelo fato de a Olimpíada ser no Brasil.

A campanha pífia de Gallo no Sul-Americano do Uruguai só teria uma defesa. O fato de que serviria para preparação à Olimpíada. E que seu projeto era para 2016. Mas para a CBF de Marin e de Marco Polo não se respeita planejamento. Por isso as escolhas de hoje não podem ser levadas a sério. Derrotas no caminho podem mudar qualquer convicção.

Joachim Low nunca dirigiria o Brasil na Copa de 2014, se brasileiro fosse. Teria caído muito antes. Nos sete anos que ficou no comando da Alemanha, perdeu a Eurocopa de 2008, a Mundial da África em 2010, a Eurocopa de 2012. Mesmo assim foi mantido e levou a primeira Copa do Mundo de uma Seleção europeia na América do Sul. Com direito a 7 a 1 na Seleção.

De nada adiantou o exemplo. Este país não se leva a sério no futebol. O planejamento termina na primeira derrota. Gallo não é um treinador excepcional. Longe disso. Outro técnico mais bem preparado, como Tite ou Muricy, deveria estar no seu lugar. O problema crucial está na falta de convicção dos dirigentes. Na covardia em lidar com a pressão da imprensa, da opinião pública. Não acreditam nas próprias palavras.

Agora, a Olimpíada está a ponto de comprometer o trabalho da Seleção para a Copa de 2018. Não há como um técnico se dividir e garantir bom trabalho nas duas competições. O potencial dos jogadores atuais não permite. A falta de visão de Marin e Marco Polo é inacreditável. Cada vez mais a incompetência domina a CBF. O futuro do futebol brasileiro depende do ego de Dunga. Deprimente...

(Diante da péssima repercussão envolvendo Dunga no comando da Seleção Olímpica, a CBF recuou. Pelo menos por enquanto. Marco Polo del Nero se mostra disposto a dar uma segunda chance ao obediente Gallo. Mas em caso de qualquer tropeço na caminhada até 2016, perderá imediatamente o emprego...)
 CBF quer brincar com as Eliminatórias para a Copa da Rússia. Oferece cargo da Seleção Olímpica a Dunga. Despacha Gallo, despreza planejamento. Outra lição de incompetência...

O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF…

1reproducao6 O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF...
Nem ele mesmo esperava voltar para o futebol brasileiro como jogador. Tinha plena consciência de quem o contratasse estaria desafiando a CBF. Vários empresários e dirigentes comentavam entre si que não valeria a pena contratá-lo. Não pelo seu futebol seguro, firme. Zagueiro experiente, líder de qualquer grupo, inteligente. Vivido, aos 31 anos. O grande problema de Paulo André era outro.

A sua indignação contra os desmandos do futebol brasileiro fez possível a criação do Bom Senso F.C. O movimento que exige da CBF a modernização na relação entre o jogador e o clube. Além de reforma no calendário. Punições aos dirigentes que não pagarem seus times em dia.

Times entraram em campo com faixas reivindicatórias, atletas sentaram-se no gramado antes de partidas começarem. A possibilidade de greve atormentou CBF e Globo como nunca havia acontecido antes. Paulo André foi apontado como o grande articulador desses protestos.

No Corinthians, clube que havia sido campeão mundial, a resistência ao atleta chegou a um clima insuportável. Entre os dirigentes, ele não tinha mais nome. Era o 'revolucionário'. Mario Gobbi entendia que ele exercia uma liderança forte demais no elenco. Na famosa invasão da torcida organizada ao Centro de Treinamento, Paulo André era o mais revoltado. Ele sabia da ligação entre os dirigentes e os torcedores. Percebeu a omissão. Não houve esforço para que ninguém fosse punido.

Mesmo com jogadores como Guerrero tendo sido agredido, outros como Pato e Sheik ameaçados de terem suas pernas quebradas, roubos de celulares. As câmeras do CT misteriosamente não funcionaram. Ninguém foi identificado. Só os jogadores foram humilhados. Paulo André ficou revoltado.

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Gobbi já estava irritado. No seu entender, o zagueiro campeão mundial jogava o clube contra a CBF. Depois da invasão, sentiu que colocava a diretoria contra o time. E resolveu negociá-lo. Não para o Brasil. Mas ao lugar mais longe possível. O despachou com gosto para a China. Para atuar no Shanghaï Shenhua. De graça. Como um 'prêmio' do Corinthians.

O zagueiro iria ganhar muito mais. Iria ficar dois anos no exílio. Mas suportou apenas um. Queria retornar ao futebol brasileiro. Apesar da carência de muitos clubes por zagueiros, principalmente os que estão na disputa da Libertadores, seu nome era vetado. Havia um acordo silencioso entre empresários e dirigentes. Sabiam que o clube que o contratasse estaria comprando briga. E séria com a CBF. Tanto José Maria Marin como Marco Polo Del Nero não suportam ouvir o nome de Paulo André.

Depois da humilhante participação do Brasil na Copa do Mundo, Paulo André foi afiado como uma navalha. No seu site, escreveu um post obrigatório para a reflexão de quem ama futebol. E que ficou com um gosto amargo na garganta depois dos 7 a 1 para a Alemanha. O texto foi batizado como "Acorda Brasil".

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"Desabafo
Não dá para acordar em plena segunda feira e ler em todos os sites que o Marin e o Marco Polo querem um treinador que represente a “reformulação”. Qual é? Só eu que fico indignado? Sempre o mesmo papinho. Querem enganar quem? Eu também quero uma reformulação. A começar por eles. E outra, será que dá pra me explicar por que esses senhores (na lista abaixo) estão no poder das federações estaduais há 20, 30, 40 anos?
José Gama Xaud, 40 anos no poder da Federação de Roraima;
Carlos Orione, 33 anos no poder da Federação de Mato Grosso;
Delfim P. Peixoto Filho, 29 anos no poder da Federação de SC;
Antonio Aquino, 26 anos no poder da Federação do Acre;
Francisco C. Oliveira, 25 anos no poder da Federação do MS;
Rosilene A. Gomes, 25 anos no poder da Federação da Paraíba;
Heitor da Costa Jr., 25 anos no poder da Federação de Rondonia;
Antonio C. Nunes da Silva, 24 anos no poder da federação do Pará;
José C. de Souza, 24 anos no poder da Federação do Sergipe;
Dissica V. Tomaz, mais de 20 anos no poder da Federação do Amazonas;
Leonar Quintalha, 19 anos no poder da Federação do Tocantins.
Esses são onze dos 47 caras que comandam o futebol nacional (27 presidentes das Federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A). São eles que escolhem o presidente da CBF e que definem os regulamentos das competições da entidade. Só eles, mais ninguém. E alguém acha que um novo treinador vai conseguir reformular alguma coisa?
Parem com isso!
Que cada um assuma a sua parcela de culpa (jogadores, comissão, eu, você, todos temos um pouco. Mas a desses caras é gigante, só não é maior do que a cara de pau). Esses presidentes (da Confederação e das Federações), que jamais deram as caras nas derrotas, que jamais foram vaiados nos estádios e que jamais deixaram de receber seus vencimentos no final do mês (porque a Confederação e as Federações pagam em dia), são os maiores responsáveis pelo caos em que se encontra o futebol brasileiro.
Olhem para seus umbigos e tenham vergonha do que construíram! Clubes grandes endividados, clubes pequenos sem calendário, estádios vazios, atletas sem salários, etc… E a solução é o novo treinador? #Cansei.
Há pelo menos duas décadas, simplesmente para permanecerem no poder, esses senhores tem sido coniventes com tudo de ruim que a CBF representa para o nosso país. Medrosos, nada fizeram para mudar. Saibam que para se fazer a reformulação que agora descobriram ser necessária é preciso coragem, visão, paixão, conhecimento, planejamento, fugir do óbvio. Mas a prioridade (no discurso) dada a mudança da comissão técnica mostra que nada mudará, a não ser o tal do treinador.
Aproveito o desabafo para agradecer a cada um dos presidentes citados acima. Desculpe-me destacá-los em meio a tantos outros mas os senhores dedicaram suas vidas prestando serviços ao futebol nacional. Não teríamos chegado aonde chegamos sem vocês. Tenham certeza de que nenhum de nós, brasileiros, se esquecerá do que os senhores, por falta de visão e por falta de amor ao esporte, nos fizeram sentir no dia 8 de julho de 2014.
Peço, se houver um pingo de consciência e dignidade nesse mundo paralelo em que vivem, que os senhores convoquem uma assembleia geral, democratizem o estatuto da CBF e, em seguida, reformulem…, reformulem a vida de vocês bem longe do futebol.
“E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta feira – quando recomeça o Brasileirão – e leve um cartaz ou uma faixa pedindo: DEMOCRACIA NA CBF, JÁ!” (Bom Senso F.C)
Um abraço do extremo oriente,
P.A

2ae2 O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF...

A repercussão foi enorme. Da China, ele coordenava os movimentos do Bom Senso. A atuação passou a ser mais silenciosa e efetiva. A presidente Dilma passou a dar atenção às reivindicações. Principalmente às empregatícias. Além do tempo em que os dirigentes tratavam as federações como capitanias hereditárias. A CBF ainda mais. Seus companheiros de luta, Alex, Dida, Juninho Pernambucano reclamavam que faltava um líder nos gramados brasileiros. Paulo André precisava voltar.

Ele já não estava muito contente no time chinês. No Corinthians, não pode nem mais pisar, depois que processou o clube cobrando, entre outras coisas, Direito de Arena. Os dirigentes paulistas, cariocas e gaúchos não quiseam arriscar. Mas Gilvan Tavares aceitou o desafio. Mesmo sabendo de tudo que cerca Paulo André, decidiu. O aceitou no Cruzeiro.

Marcelo Oliveira, que também foi um jogador de muita personalidade, gostou muito de seu nome. Com a operação de Dedé, as contusões seguidas e a instabilidade de Manoel, o técnico tinha apenas Bruno Rodrigo, Léo e Fabrício, garoto que veio da base. O clube mineiro conversou com o jogador no final de janeiro. Mas não houve acerto financeiro.

3ae4 O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF...

Paulo André tinha uma proposta bem vantajosa do Orlando City, time de Kaká. Estava pronto para jogar nos Estados Unidos. Foi quando o Cruzeiro voltou à carga. Aumentando seu salário. E o acordo verbal foi fechado. A previsão que assine o contrato é hoje.

Gilvan Tavares está mostrando muita coragem. O zagueiro não é figura querida na cúpula da CBF. Alguns membros da própria diretoria cruzeirense se questionam. Tem algum tipo de represália. Até porque sabem que não podem exigir para Paulo André se calar, que jogue apenas futebol.

É uma aposta de altíssimo risco. Demonstração de coragem. Mas que tem tudo para fazer muito bem não só para o Cruzeiro na Libertadores. Mas para o atrasado futebol brasileiro. Para um país tão carente de lideranças. Gilvan merece toda a admiração.

Paulo André que siga fiel à sua sina. Dando a alma em campo pelo atual bicampeão brasileiro. Mas continue sendo o principal articulador da modernização do esporte mais amado pelo Brasil. Com mais sorte que Afonsinho. E menos sensível do que Sócrates. Bem-vindo ao país que é seu...
5ae O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF...

A mais hedionda dívida dos clubes com jogadores e funcionários. Deixar de recolher o fundo de garantia, o FGTS. A dívida já passa dos R$ 130 milhões. Omissos, governo e CBF nada fazem…

1cbf2 A mais hedionda dívida dos clubes com jogadores e funcionários. Deixar de recolher o fundo de garantia, o FGTS. A dívida já passa dos R$ 130 milhões. Omissos, governo e CBF nada fazem...
O agora ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, ficou decepcionado. Tinha certeza que a presidente Dilma aprovaria o projeto que foi a sua 'menina dos olhos', enquanto comandou o esporte. A anistia, o perdão ou o 'refinanciamento' de R$ 4 bilhões de dívidas públicas dos clubes brasileiros.

Dilma não aprovou porque os deputados federais e senadores, que tão mal servem o país em Brasília, exageram. Os clubes deveriam dividir em 240 meses suas dívidas, com direito a redução de 50% nos juros e 70% nas multas. São dívidas que se arrastam por décadas. São sucessivas péssimas administrações nos principais clubes brasileiros. Incompetência, corrupção, vaidade, estupidez. Tudo se mistura nas dívidas absurdas que os dirigentes se meteram.

Fosse um cidadão comum que tentasse administrar suas dívidas com o governo da mesma maneira estaria preso. Se fosse o dono de uma empresa, estaria falida. Mas clubes neste país têm regalias porque seus torcedores votam. O vergonhoso projeto foi vetado porque ultrapassava todo limite da moralidade. Não pedia nada de volta aos clubes. Iriam ganhar essa proteção toda sem oferecer a garantia que iriam se modernizar, evitar repetir os mesmos erros.

Dilma vai exigir o mínimo. A responsabilidade financeira e de gestão. Multas e até rebaixamento de divisão em caso de atraso de pagamento dos jogadores e funcionários. Talvez, os dirigentes possam passar a ser responsabilizados e ter de dispor do próprio patrimônio se envolver os clubes em dívidas. Como costuma acontecer, quando um presidente vaidoso gasta mais do que pode contratando atletas caríssimos, sem se preocupar com dívidas.

Para quem considerou exagerada a postura de Dilma, vale muito a pena ter em mente os dados que acabam de ser divulgados pela Procuradoria-Geral da Fazenda. As mais indecentes dívidas dos clubes que vão disputar o Brasileiro de 2015 e mais, o Botafogo. Ele não poderia faltar nesta lista.

Ultrapassam os R$ 130 milhões acumulados com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Qualquer empresa precisa colocar 8% do salário de seu funcionário no FGTS. A legislação brasileira reserva esse dinheiro para quando o trabalhador se desligar da empresa. Ou então acumular o dinheiro para a aposentadoria, doenças graves ou compra de um imóvel para morar.

13 A mais hedionda dívida dos clubes com jogadores e funcionários. Deixar de recolher o fundo de garantia, o FGTS. A dívida já passa dos R$ 130 milhões. Omissos, governo e CBF nada fazem...

Deixar de recolher o FGTS é um crime hediondo vai contra a civilidade. Fere o princípio básico do trabalhador. Só que virou uma prática recorrente nos clubes de futebol brasileiros. Jogadores e funcionários ficam o dinheiro que, obrigatoriamente, as equipes tinham de depositar. Caso isso não aconteça, não é problema do governo. A questão fica entre o trabalhador e quem o empregou.

Não há só jogadores com salários milionários nos clubes. Muito pelo contrário. Eles são menos de 5% no cenário atual. Muitos atletas ganham pouco. Assim como há funcionários como lavadeiras, cozinheiros, vigias que ganham um ou dois salários mínimos. Eles todos ficam sem seu fundo de garantia quando dirigentes relapsos, incompetentes assumem os clubes. O pior é que a CBF tem a acesso a esses dados há décadas. E não faz absolutamente nada.

Aqui a lista dos perdulários começa com o Botafogo. Nada menos do que R$ 29,3 milhões. Depois, o Fluminense R$ 25,5 milhões; Flamengo, R$ 12,4 milhões; Atlético Mineiro, R$ 9,9 milhões; Vasco, R$ 8,2 milhões; Palmeiras, R$ 7 milhões; Santos, R$ 6,3 milhões; Corinthians, R$ 6,3 milhões; Sport, R$ 6,1 milhões; Internacional, R$ 5,5 milhões; Grêmio, R$ 4,6 milhões; Ponte Preta, R$ 3,2 milhões; Avaí, R$ 2,6 milhões; Coritiba, R$ 2,3 milhões; Chapecoense, R$ 327 mil e Figueirense, R$ 19,9 mil.

As dívidas são pequenas diante do dinheiro que passa pelo caixa destes clubes. É aí que tudo fica mais indecente. Há um acordo velado para que a dívida não seja paga. Os dirigentes esperam que o FGTS seja incluído no refinanciamento 'materno' que o governo deve aprovar, se houver contrapartida. Os jogadores e funcionários lesados que esperem. É uma vergonha inaceitável.

São Paulo, Cruzeiro, Atlético Paranaense, Goiás e Joinville, neste caso, merecem aplausos. Pelo menos suas diretorias tiveram a decência de depositar o Fundo de Garantia como manda a legislação, que muitos dirigentes de clubes neste país adoram burlar...
21 1024x445 A mais hedionda dívida dos clubes com jogadores e funcionários. Deixar de recolher o fundo de garantia, o FGTS. A dívida já passa dos R$ 130 milhões. Omissos, governo e CBF nada fazem...

Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros…

1ae12 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...
Motivos não faltam para criticar o governo brasileiro. A desigualdade continua firme. Muitos olhos importantes são fechados para a corrupção. O caso Petrobrás é um dos maiores escândalos do planeta. O país está vivendo enorme recessão. Ontem houve um apagão de 50 minutos em grande parte do país.

A distribuição dos ministérios. como sempre acontece, seguiu interesses partidários. Favores para manter a base com o partido do governo. A violência continua assustadora. A verba reservada à Educação é vergonhosa diante da necessidade. O descaso com a Saúde é inaceitável. Impostos são aumentados sem o menor critério. A falta de planejamento em relação à crise hídrica passa dos limites da sanidade mental.

A presidente Dilma Rousseff acaba personalizando erros, escândalos, indecências cometidos em um país continental. É o ônus de quem assume ter capacidade para comandar o Brasil. As críticas merecidas são diárias. Até no esporte. O que houve na Copa do Mundo do ano passado refletirá por décadas. Os elefantes brancos erguidos em Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília não param de trazer a conta. O país ficou de joelhos para a Fifa, que levou R$ 4 bilhões de lucros sem pagar imposto por organizar uma competição de um mês.

A Olimpíada também segue o mesmo rumo dos atrasos. Das obras que, do dia para a noite, têm seus preços multiplicados por dez. Tudo é deixado para a última hora de maneira criminosa, como aconteceu com a Copa do Mundo.

Dilma tem esses e muito mais pecados para pagar. Mas a presidente merece hoje todos os aplausos. No final da noite de ontem, ela tomou uma atitude que muitos duvidavam. Ela vetou o indecente perdão de R$ 4 bilhões de dívidas para os irresponsáveis clubes brasileiros. Ou seja, se recusou a assinar, dar o seu aval a este absurdo perdão a incompetentes.

Disse não ao artigo 141 da Medida Provisória 656/14. O artigo previa o parcelamento em 20 anos das dívidas fiscais dos clubes sem qualquer contrapartida. Com desconto de 70% nas multas e de 50% nos juros. Sem contrapartida.

1reuters 1024x445 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...

Dilma enfrentou a Câmara dos Deputados e o Senado que aprovaram esse favorecimento. Políticos interessados nos votos dos torcedores nas próximas eleições não tiveram constrangimento. E aprovaram de maneira sorrateira esse perdão de R$ 4 bilhões. O artigo iria premiar administrações irresponsáveis, incompetentes e até algumas corruptas que dominaram os grandes clubes deste país.

A CBF também queria o perdão aos clubes. José Maria Marin e Marco Polo del Nero queriam que o governo arcasse com as dívidas das equipes. O Sindicato Nacional dos Atletas também pressionava em favor dos incompetentes.

Enquanto qualquer cidadão ou empresa precisa arcar com seus impostos, deputados, senadores, sindicalistas e a cúpula da CBF defendiam privilégio absurdo aos clubes. Eles conseguiram acumular R$ 4 bilhões em dívidas fiscais. A pressão sobre a presidente foi enorme. Muita gente tentou se aproveitar da sua total falta de intimidade com o esporte.

Mas felizmente ela ouviu representantes do movimento Bom Senso FC. Eles insistiram com Dilma. Se houvesse o perdão, os clubes precisavam dar algo significativo em troca. Como o fair play financeiro. Ou seja, punições exemplares a equipes que atrasam salários ou simplesmente não pagam seus jogadores. E algo que os presidentes das equipes não querem ver aprovado de maneira alguma: a responsabilidade fiscal das dívidas. Ou seja, um dirigente que causasse grande dívida ao clube teria de arcar o prejuízo com seus bens e dinheiro.

Políticos tentaram amenizar. Em vez de responsabilidade fiscal, a criação de um programa de incentivo ao esporte olímpico. Ou seja, arrumavam sempre uma maneira de preservar os incompetentes dirigentes brasileiros.

Dilma Rousseff foi firme. Com o país vivendo uma recessão enorme seria ultrajante anistiar R$ 4 bilhões de dívidas fiscais dos clubes. Sem nada em troca. Seria premiar a incompetência, a irresponsabilidade e a corrupção.

A negativa obrigará que os políticos que defendem os clubes criem novo projeto para a anistia. Desta vez dando em troca a responsabilidade fiscal. É isso que representantes do Bom Senso convenceram Dilma a exigir.

O país amanhece mais leve. Com inúmeros problemas, escândalos. Só que desta vez a presidente merece o reconhecimento. Dilma Rousseff acertou em cheio no veto. Mais do que os R$ 4 bilhões terrível seria o exemplo. A premiação à má gestão de décadas dos clubes.

Lógico que a 'Bancada da Bola', políticos que defendem os clubes e a CBF em Brasília, irá reagir. Protestar. Mas terá de engolir a derrota. E bolar outro projeto para a anistia. Só que, como provou ontem à noite, Dilma está vacinada. Um dos artigos mais indecentes de 2015 foi barrado. A presidente cumpriu muito bem o seu papel. E hoje merece ser aplaudida...
2ae8 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...

A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos…

1ae2 A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos...
Não adianta. Carlos Miguel Aidar já recebeu até recados de velhos amigos corintianos. Para que esquecesse Andrés Sanchez e tudo o que ele faz ou diz. Com muito carinho, ele é tratado como "Carlinhos", apelido que carregou quando era conhecido como o filho de Henri Couri Aidar, que presidiu o São Paulo entre 1972 e 1978. Amigos conselheiros do Parque São Jorge pediram que deixasse de provocações, como classificá-lo de 'mestre de obras do Itaquerão'.

Suas declarações pouco antes da Copa não foram esquecidas. Principalmente por Andrés.

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro."

"O Itaquerão não vai ter show. Por um motivo simples. Aquilo (Itaquera) é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá."

Andrés é muito vingativo. E na primeira oportunidade que encontrou Carlos Miguel, em um restaurante paulista, o ex-presidente corintiano deu o troco. O chamou de elitista por desprezar a Zona Leste de São Paulo. E ainda pediu a Mario Gobbi que não levasse os clássicos contra time de Aidar no Itaquerão. Não queria que o 'time da elite' pisasse no estádio do Corinthians. E que os confrontos acontecessem longe de São Paulo. Como em Manaus, Natal. Mas o seu ex-pupilo não lhe deu ouvidos. Foi um dos motivos que piorou o afastamento entre os dois.

A situação havia acalmado um pouco. Mas Andrés não perdoou a chance quando viu Carlos Miguel bradar contra a CBF. Exigindo dinheiro por usar os jogadores do clube. O dirigente queria liderar um movimento nacional para cobrar a entidade.

"Isso é o São Paulo que está com dificuldade financeira e está cobrando lá na CBF. A CBF não tem como pagar jogador que é convocado", ironizou o ex-presidente corintiano na Jovem Pan.

Mas tomou o troco. 'Carlinhos' se esqueceu dos conselhos que recebeu de amigos corintianos. E partiu para o confronto. Desta vez ainda mais pesado.

"O São Paulo está cobrando um direito dele. As dificuldades financeiras do São Paulo não são nem um terço das dificuldades do Corinthians. Acho que o Andrés está passado da eleição do Corinthians e não faz ideia do tamanho da dívida do seu clube." E foi além. Humilhou a avaliação do rival em relação aos 'anos negros' como ele classificou o mandato de Marco Polo del Nero à frente da CBF.

1cbf A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos...

"Ao contrário. O Andrés está fazendo discurso de derrotado. Ele só não é candidato derrotado porque retirou a candidatura dele. O Marco Polo vai fazer uma gestão muito boa. Ele está desligando pessoas ligadas ao Ricardo Teixeira, esses sim eram pessoas desserviam o futebol. Está fazendo o que o Marin não fez." Aidar usou a rádio para dar o novo troco.

Para tristeza de Andrés, Mario Gobbi tem lavado as mãos nesse confronto. Não quer inimizade com Aidar por causa do seu ex-mentor. Mas Roberto de Andrade será diferente, se eleito. Ele não tolera as provocações do presidente do São Paulo. Sua filosofia combina com o ex-presidente corintiano.

Andrés não quer ver Aidar liderando qualquer movimento entre os clubes brasileiros. Seja na formação de uma nova liga ou brigando por mais dinheiro da transmissão da Globo. O presidente do São Paulo sabe bem disso. E está tentando primeiro pacificar o São Paulo, afetado pela briga com o ex-presidente Juvenal Juvêncio. Quando conseguir, vai 'dar a vida' pela reforma do Morumbi.

Aí chegará a etapa de tentativa de formação de uma liga independente. Para questionar a CBF e cobrar o fim de privilégios da Globo a Corinthians e Flamengo. O que Andrés não deseja de forma alguma ver liderada por seu oponente. Será nesta hora que a guerra de verdade vai acontecer...
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Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a ‘traição’…

1cbf10 Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...
Nos bastidores do futebol não há lugar para amadores. Ainda mais quando estão envolvidas pessoas que militaram na política brasileira. Aprenderam que perdão é fraqueza. Como o atual presidente da CBF. O ex-governador biônico de São Paulo, José Maria Marin.

Ele já percebia uma onda favorável a Felipão na imprensa. Não pelo desempenho do Brasil nos jogos decisivos na Copa do Mundo. Mas pela maneira como foi dispensado da Seleção Brasileira. Logo após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, ele se reuniu com Marin e com o seu sucessor eleito, Marco Polo del Nero. Recebeu dos dois a promessa que continuaria, seguiria na Seleção. Fosse qual fosse o resultado contra a Holanda.

Mas veio outra derrota desmoralizante por 3 a 0. E o discurso raivoso de Galvão Bueno na TV Globo exigindo uma reformulação na Seleção Brasileira. Marin e Marco Polo decidiram que seria melhor esquecer a promessa feita a Scolari. E seguir a vontade da opinião pública. Fazer mudanças. Desde que não fosse um treinador estrangeiro.

Optaram por um representativo e que, de tão satisfeito pela escolha, se submeteria aos planos dos dois. Aceitasse ser um funcionário encaixado na engrenagem. Que não questionasse calendário, qualidade dos amistosos, Gallo na Seleção Olímpica, Gilmar Rinaldi na coordenação. Dunga aceitou feliz da vida retornar à Seleção.

Mas havia a história da 'traição' a Felipão. Era necessário jogar a pá de cal na questão. Só havia um caminho para ganhar a opinião pública. Revelar com todos os centavos quanto a CBF gastava com a Comissão Técnica que fracassou na Copa de 2014. Um velho golpe que sempre costuma dar resultados.

2cbf1 Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...

E os documentos de quanto Felipão, Parreira e até Murtosa ganhavam chegaram à Folha. Coincidência oportuna. Capaz de mostrar de vez o acerto na dispensa do trio. Juntos, os três receberam cerca de R$ 9 milhões com a demissão.

Scolari ganhou em junho R$ 902.014,79 como salário. Estava computada uma premiação de quase R$ 300 mil. Seu vencimento mensal anterior era de R$ 612.154,43. Ao ser mandado embora ganhou R$ 4.197.000,00. O valor cobre multas e FGTS já que tinha registro na carteira de trabalho e foi demitido 'sem justa causa'.

O coordenador Parreira embolsou R$ 4.197 milhões. Ele recebeu em junho R$ 901.538,75. Seu salário era de R$ 612.154,43, o mesmo de Felipão. Murtosa, o auxiliar técnico, também não tem o que reclamar. A demissão lhe rendeu R$ 751,700. Ele recebia R$ 82.785,50. Em junho, foram depositados na sua conta R$ 372.169,82.

Ou seja, a CBF pagou R$ 9.135.000,00 como indenização ao trio que comandava a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

A divulgação dos valores tem um efeito colateral imediato. Chocar a opinião pública. Mostrar o quanto Marin apostou no trabalho dos três. E que não há motivo algum para que eles reclamem de nada. Nem da eventual 'traição'.

Realmente, até agora, 9 horas da manhã desta quarta-feira, nenhum dos três reclamou de Marin. Não publicamente. Todos acataram a decisão do presidente da CBF. Mas o trio não esperava que sua vida financeira fosse tão escancarada. Sem dúvida alguma, a partir de hoje, Dunga terá mais paz para trabalhar.

Do outro lado da discussão, mas também sem um pingo de ingenuidade, está Fábio Koff. O ex-juiz de Direito e ex-presidente do Clube dos 13 comanda o Grêmio. E acertou ontem a volta de Felipão ao clube depois de 18 anos. Para dar um ar de parceria com o técnico, fez questão de avisar à imprensa gaúcha. Os dois acertaram os valores até o final de 2016 em um guardanapo. Tamanha a confiança entre os dois.

Mas fique a lição que mata a ingenuidade do leitor. Nada do que acontece no futebol brasileiro é por acaso. Principalmente envolvendo dinheiro.

Os salários, os custos em manter uma derrotada Comissão Técnica da Seleção deixaram de ser segredos hoje. Quando daqui a pouco haverá a primeira entrevista coletiva de Felipão depois da sua dispensa. Como falar em traição de Marin recebendo tanto dinheiro da CBF?

É preciso parar alguns segundos e perceber o que está por trás de uma revelação jogada no ar. Perceber o porquê e quando ela se torna pública. Qual seu objetivo...
1gremio Felipão, Parreira e Murtosa receberam mais de R$ 9 milhões pela demissão da Seleção. A revelação deste valor absurdo é ótima para Marin. A opinião pública entenderá a dispensa. E esquecerá a traição...

Ricardo Teixeira perdido. Não sabe para onde levar a abertura da Copa do Mundo. São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasilía e Rio pressionam… E a Fifa cobra…

divulgacao273 Ricardo Teixeira perdido. Não sabe para onde levar a abertura da Copa do Mundo. São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasilía e Rio pressionam... E a Fifa cobra...
Depois dos escândalos envolvendo a reeleição de Blatter...

A Fifa volta os olhos para os preparativos para a Copa de 2014...

As informações que tem vem diretamente de Ricardo Teixeira...

E elas não bastam mais...

As vistorias começarão a ser muito mais frequentes a partir do segundo semestre...

Só que no próximo mês uma decisão importantíssima deverá acontecer...

"Haverá um congresso definitivo na Fifa.

Lá será de vez definida a cidade que fará a abertura da Copa do Mundo...

Todos sabem que São Paulo está com as suas obras atrasadas.

A CBF só apontará Itaquera se tiver certeza de que o estádio estará pronto.

E agora não há mesmo essa certeza...

O presidente Ricardo está estudando todas as possibilidades.

Todas...

Não descartou nenhuma.

Mas uma hora ele terá de escolher a mais viável para o País..."

As declarações para o blog são do diretor de Comunicação da CBF, Rodrigo Paiva...

Teixeira nunca foi tão pressionado na vida.

E não esteve tão perdido...

A maior pressão vem de Aécio Neves...

O senador e presidenciável garantiu que Belo Horizonte estará pronta...

E merece a abertura...

As obras no Mineirão estão realmente adiantadas...

Ele prometeu ao dirigente que resolverá a questão da rede hoteleira...

E mais: achou uma bênção o Centro de Imprensa da Copa ter ido para o Rio...

Assim, quem os cinco mil jornalistas que trabalharão fixos no IBC ficarão por lá...

Haveria então a necessidade de muito menos quartos para o período do Mundial...

A bancada da Bola, políticos ligados a Teixeira, defendem a abertura em Brasília...

Seria excelente para a relação do presidente da CBF e o poder federal...

Desde a saída de Lula, a relação de Teixeira com a presidência mudou...

Ele não tem as portas abertas com Dilma...

Muito pelo contrário...

Ela colocou vários e vários assessores entre eles...

Ainda mais depois das denúncias envolvendo Teixeira...

Se aproveitando da enorme confusão envolvendo Itaquera, duas outras capitais se assanharam...

Salvador e Porto Alegre...

O lobby da Bahia se deve todo ao publicitário Nizan Guanaes...

Ele é amigo pessoal de Ricardo Teixeira...

Na África do Sul foi ele quem fez a festa mais importante...

Com a presença de políticos, banqueiros, empreiteiros e dirigentes da CBF...

Nizan tem o apoio total do governador e do prefeito...

Se houve a chance da abertura, dinheiro não faltará...

A construção da nova arena está indo bem...

A com menos chance é Porto Alegre...

O desejo é apenas de políticos locais...

Eles não têm muito acesso a Teixeira ou grande trunfos políticos...

A manifestação do desejo é interna...

Que apenas revertá em votos em futuras eleições...

Nada além disso...

Mas a grande favorita para cobrir o buraco de São Paulo é mesmo o Rio de Janeiro...

O Maracanã é o estádio brasileiro mais tradicional...

O mais conhecido...

Não há nenhum problema com as obras...

O IBC também funcionará sem trauma algum no Riocentro...

O País pode repetir a África do Sul...

Na última Copa a abertura e a final aconteceram no Soccer City...

O governador e o prefeito do Rio só esperam o anúncio oficial da Fifa...

A decisão final só depende de Ricardo Teixeira...

Ele tem falado constantemente com seu amigo/parceiro/irmão de fé Andrés Sanches...

O presidente corintiano insiste que a pressão popular fará os políticos ajudarem...

O prefeito Kassab está colaborando...

Mas o governador Alckmin não quer liberar dinheiro público para a Arena em Itaquera...

A situação está bastante complicada...

Teixeira sabe...

Esperto, deu meia respostas a todos os candidatos...

Principalmente São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro...

Está chegando a hora dele decidir...

E não sabe o que fazer...

É um absurdo esta indecisão...

Faltam três anos para a Copa...

Em país algum foi esse drama, essa guerra política...

A falta de rumo de um dirigente...

"Tudo que está sendo publicado por aí não é verdade...

O presidente vai esperar até o último minuto por São Paulo...

Quando este último minuto chegar, ele vai anunciar a decisão...

E hora está chegando", admite Rodrigo Paiva...

Ou seja, a decisão só sairá por pressão da Fifa...

Se dependesse de Teixeira, a confusão não teria prazo para acabar...

CBF já avisa: se o Santos chegar à final da Libertadores não liberará Neymar e Elano. Eles terão de disputar os amistosos inúteis, contra Holanda e Romênia. Final da Libertadores não é problema de Mano Menezes…

divulgacao4 CBF já avisa: se o Santos chegar à final da Libertadores não liberará Neymar e Elano. Eles terão de disputar os amistosos inúteis, contra Holanda e Romênia. Final da Libertadores não é problema de Mano Menezes...
Goiânia

O diretor de Comunicação da Seleção, Rodrigo Paiva, é direto.

Só fala sobre um tema polêmico quando já conversou com Mano Menezes...

Com Ricardo Teixeira...

O Santos entrará em campo daqui a pouco para decidir sua vida na Libertadores...

Caso consiga passar pelo Cerro Portenho será finalista...

Vai decidir o título...

Pode chegar ao Campeonato Mundial de Clubes...

Decidir quem é o melhor do mundo com o Barcelona...

Mas entre as partidas finais da Libertadores e o jogo de hoje há dois jogos inúteis...

Dois amistosos da Seleção Brasileira...

O primeiro será aqui, no Serra Dourada, no sábado...

Contra a Holanda, sem oito jogadores...

E o segundo, logo na terça-feira, contra a Romênia...

Na despedida de Ronaldo...

O presidente Luís Álvaro já pediu a liberação de Neymar e Elano dessas partidas...

Pelo menos contra a Romênia...

Mas não houve jeito...

A resposta é de Rodrigo Paiva...

"Pedir, todo mundo pode pedir o que quiser.

O que eu posso falar é que Neymar e Elano devem estar treinando já amanhã com o grupo.

E devem jogar...

É isso que eu posso falar..."

Ou seja: não haverá liberação por parte da CBF...

Muito menos de Mano Menezes...

É bom os dirigentes do Santos rezarem muito...

Para que Neymar ou Elano não pisem em nenhum buraco do judiado gramado do Serra Dourada...

Ou que não tomem um pontapé de holandeses ou romenos e não possam jogar a final da Libertadores...

Pouco importa que os dois estejam sacrificados, vindos de uma maratona absurda...

Jogando Campeonato Paulista e Libertadores...

Neymar ainda atuou no Sul-Americano sub-20...

Se depender da CBF, de Mano Menezes...

Os dois terão de jogar e ponto-final...

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