
Aos poucos, do jeito inseguro de Cuca ser, o Cruzeiro arranca no Campeonato Brasileiro.
Acabou de ganhar do Internacional, em Uberlândia.
Gol do polivalente Everton.
Os dois times tinham desfalques importantes, mas fizeram uma partida digna.
Um dos maiores clássicos do País.
Mesmo classificado para a disputa do Mundial Interclubes, o time gaúcho vende caro cada partida.
Celso Roth não se intimidou e colocou o time para marcar a saída de bola cruzeirense, mesmo em Minas Gerais.
Cuca continua fiel ao seu estilo.
Ainda mais sem o excelente Montillo, ele tratou de congestionar o meio de campo.
O time atacava em bloco, mas não se expunha.
A defesa sempre protegida.
Enquanto teve fôlego, Roger foi um bom substituto do meia argentino.
Thiago Ribeiro correu por ele e por Farias.
E Everton foi volante, meia, lateral, atacante.
Marcou um impressionante gol de sem pulo.
Mesmo sendo aos 14 minutos do primeiro tempo, ficou clara a impressão que o jogo poderia ser definido ali.
Por quê?
Por Cuca.
Com a vantagem no placar da sua técnica equipe, ele adota a tática rabo de pavão.
Mesmo sabendo o talento que o time tem, o treinador recolhe a equipe.
Parece que seu salário é pago de acordo com os contragolpes que o Cruzeiro consegue.
Como o Internacional de Roth não é time de atacar desesperadamente, o confronto ficou nas intermediárias.
Porque Cuca quis assim.
Se tivesse mais coragem, o Cruzeiro teria condições de marcar mais gols.
O Inter sentiu demais a ausência de D'Alessandro, servindo a Seleção Argentina.
O jovem Giuliano foi muito bem marcado.
Cuca conseguiu também travar Kléber pelo lado esquerdo do campo.
Assim como fez contra o Corinthians e Flamengo, Cuca pode bater no peito e dizer que conseguiu vencer adversários fundamentais em Uberlândia.
Todos por 1 a 0.
Mas sempre fechando a equipe de maneira exagerada.
O Cruzeiro tem potencial para mais.
A campanha é boa, mas poderia ser excelente.
Depenede apenas de Cuca ter um pouco mais de coragem.
O Cruzeiro pode ousar, buscar vitórias mais convincentes.
A esperança era que depois da fantástica virada diante do Palmeiras no Pacaembu, o técnico iria se animar.
Ele viu na prática, que adiantando o seu meio de campo, jogando com gana de gols, o time conseguiu virar mesmo enfrentando o exército de volantes de Felipão.
Os jogadores ficaram empolgados.
Assim como a torcida, a diretoria, a imprensa mineira.
Mas não Cuca.
Para ele, o caminho das pedras é o da segurança.
Do time contido, preso.
Chamando o adversário para a sua área.
O Cruzeiro venceu de novo, então ele está certo...
Esse não é futebol de quem quer ser campeão.
É de quem tem medo de correr riscos para buscar o prêmio maior.
Pelo jeito, Cuca vai se satisfazer com uma vaga para a Libertadores.
É uma pena.
Esse Cruzeiro pode muito mais.
Basta rezar para Cuca soltar as rédeas desta ótima equipe.
É tudo que os jogadores sonham...
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