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Coragem, Cuca: deixe o Cruzeiro atacar. A vitória contra o Inter poderia ter sido mais fácil. Como muitas outras…

  Coragem, Cuca: deixe o Cruzeiro atacar. A vitória contra o Inter poderia ter sido mais fácil. Como muitas outras...

Aos poucos, do jeito inseguro de Cuca ser, o Cruzeiro arranca no Campeonato Brasileiro.

Acabou de ganhar do Internacional, em Uberlândia.

Gol do polivalente Everton.

Os dois times tinham desfalques importantes, mas fizeram uma partida digna.

Um dos maiores clássicos do País.

Mesmo classificado para a disputa do Mundial Interclubes, o time gaúcho vende caro cada partida.

Celso Roth não se intimidou e colocou o time para marcar a saída de bola cruzeirense, mesmo em Minas Gerais.

Cuca continua fiel ao seu estilo.

Ainda mais sem o excelente Montillo, ele tratou de congestionar o meio de campo.

O time atacava em bloco, mas não se expunha.

A defesa sempre protegida.

Enquanto teve fôlego, Roger foi um bom substituto do meia argentino.

Thiago Ribeiro correu por ele e por Farias.

E Everton foi volante, meia, lateral, atacante.

Marcou um impressionante gol de sem pulo.

Mesmo sendo aos 14 minutos do primeiro tempo, ficou clara a impressão que o jogo poderia ser definido ali.

Por quê?

Por Cuca.

Com a vantagem no placar da sua técnica equipe, ele adota a tática rabo de pavão.

Mesmo sabendo o talento que o time tem, o treinador recolhe a equipe.

Parece que seu salário é pago de acordo com os contragolpes que o Cruzeiro consegue.

Como o Internacional de Roth não é time de atacar desesperadamente, o confronto ficou nas intermediárias.

Porque Cuca quis assim.

Se tivesse mais coragem, o Cruzeiro teria condições de marcar mais gols.

O Inter sentiu demais a ausência de D'Alessandro, servindo a Seleção Argentina.

O jovem Giuliano foi muito bem marcado.

Cuca conseguiu também travar Kléber pelo lado esquerdo do campo.

Assim como fez contra o Corinthians e Flamengo, Cuca pode bater no peito e dizer que conseguiu vencer adversários fundamentais em Uberlândia.

Todos por 1 a 0.

Mas sempre fechando a equipe de maneira exagerada.

O Cruzeiro tem potencial para mais.

A campanha é boa, mas poderia ser excelente.

Depenede apenas de Cuca ter um pouco mais de coragem.

O Cruzeiro pode ousar, buscar vitórias mais convincentes.

A esperança era que depois da fantástica virada diante do Palmeiras no Pacaembu, o técnico iria se animar.

Ele viu na prática, que adiantando o seu meio de campo, jogando com gana de gols, o time conseguiu virar  mesmo enfrentando o exército de volantes de Felipão.

Os jogadores ficaram empolgados.

Assim como a torcida, a diretoria, a imprensa mineira.

Mas não Cuca.

Para ele, o caminho das pedras é o da segurança.

Do time contido, preso.

Chamando o adversário para a sua área.

O Cruzeiro venceu de novo, então ele está certo...

Esse não é futebol de quem quer ser campeão.

É de quem tem medo de correr riscos para buscar o prêmio maior.

Pelo jeito, Cuca vai se satisfazer com uma vaga para a Libertadores.

É uma pena.

Esse Cruzeiro pode muito mais.

Basta rezar para Cuca soltar as rédeas desta ótima equipe.

É tudo que os jogadores sonham...

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Sim, Alexandre Kalil, o problema do Atlético Mineiro é todo seu…

gettyimages1 Sim, Alexandre Kalil, o problema do Atlético Mineiro é todo seu...

Fábio Costa saiu satisfeito, empolgado.

Foi o melhor em campo, com grandes defesas.

E, entusiasmado,destacava o fato de não haver tomado gol.

O clima era de alegria no vestiário do milionário Atlético Mineiro.

E de profunda decepção no Grêmio Prudente.

Vanderlei Luxemburgo estava satisfeito com o rendimento do seu time.

Toninho Cecílio desabafava sua raiva com os inúmeros gols perdidos.

Foi a primeira partida entre os times pela Copa Sul-Americana, disputada há pouco.

O 0 a 0 foi uma imensa injustiça com o time interiorano.

Diego Souza, o número 1 dos mineiros foi o mais apático em campo.

Incrível a falta de empenho do meia.

Triste acompanhar Diego Tardelli enfrentando sozinho toda a defesa do Grêmio Prudente.

O Atlético Mineiro outra vez foi um arremedo de equipe.

Um apanhado de jogadores.

Sem estrutura tática.

E pensar que os reservas do Santos venceram o mesmo Grêmio Prudente no domingo.

O time de Belo Horizonte é penúltimo no Campeonato Brasileiro.

Não por acaso.

Alexandre Kalil deve saber o que está fazendo com o glorioso Atlético Mineiro.

Como está gastando o dinheiro do clube e do BMG.

Queria montar o melhor time do Brasil.

E o que conseguiu?

Comemorar como título um empate com o Grêmio Prudente?

Até quando, você fingirá que não está enxergando, Kalil?

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A insegurança de Ricardo Gomes domina o São Paulo…

reuters3 A insegurança de Ricardo Gomes domina o São Paulo...

O que aconteceu com o São Paulo?

Despencou para a 15ª posição do Campeonato Brasileiro.

Às vésperas do início da semifinal da Libertadores da América contra o Internacional.

Perdeu mais uma vez para o Santos.

Com gol contra de Renato Silva.

No primeiro tempo não conseguir chutar a gol.

O time até lutou.

Mas foi impressionante o esquema de Ricardo Gomes.

Mesmo com o time misto, ele montou a equipe com três zagueiros, seis jogadores no meio de campo e apenas Fernandinho na frente.

Além de não passar a bola nem para os seus parentes, Fernandinho atuava longe da área.

Ou seja: no primeiro tempo, o São Paulo atuou sem um atacante.

Assustador.

A postura mais raçuda dos jogadores,que brigavam mais pela posse do bola foi o único ponto a se destacar.

O time conseguiu apenas acertar o travessão do Santos em uma cabeçada esporádica de Washington.

Na verdade, o São Paulo mereceria ter perdido a partida por mais gols.

Rogério Ceni disse que o time mostrou na Vila Belmiro o espírito que precisa ter no Beira-Rio.

Voltarão os titulares.

Mas o problema do clube está no banco de reservas.

Ricardo Gomes passa por um péssimo momento.

Sua insegurança tem contaminado o grupo.

Não há um norte.

A maneira de a equipe atuar muda jogo a jogo.

Ele mistura atletas que não têm entrosamento.

O São Paulo é uma equipe confusa, intranqüila e sem confiança.

Infelizmente, o retrato fiel do momento vivido por seu treinador.

Futebol é como a vida, por vezes surpreendente.

Mas na maioria do tempo, previsível.

E a lógica não aponta o time paulista como favorito nesta disputa.

Muito, mas muito pelo contrário.

Os gaúchos chegam empolgados, entusiasmados e reforçados pela luta de ser o brasileiro na final.

Já o São Paulo reflete toda a insegurança de Ricardo Gomes.

E há tempos.

Estranha é a atitude de Juvenal Juvêncio que finge não enxergar.

Ricardo Oliveira será apresentado na tentativa de desviar o foco.

Mas o problema não está nos jogadores.

Todos no Morumbi sabem disso.

Só que será necessário o fim da Libertadores para Juvenal agir.

E a competição mais amada dos são-paulinos pode acabar precocemente por causa dessa teimosia...

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Zico voltou para o Flamengo. Sua missão: acabar com a bagunça no clube que ama…

galinho4 Zico voltou para o Flamengo. Sua missão: acabar com a bagunça no clube que ama...

A notícia é muito mais importante do que qualquer partida da rodada do Campeonato Brasileiro.

Zico tentou, tentou, mas não conseguiu resistir.

A proposta era tentadora demais.

Misturar trabalho no clube que ama, trabalhando na sua cidade, com a família e ainda ganhando muito bem para isso.

O maior jogador do Flamengo de todos os tempos terá uma missão terrível: profissionalizar o futebol.

Ele tentará acabar com a bagunça que há décadas domina o clube.

Jogadores acomodados, chegando a hora que querem, treinadores sem coragem de cobrar,atrasos de salários.

Zico terá de consertar tudo isso na Gávea.

A presidente/vereadora Patricia Amorim acaba de lhe passar essa missão.

E o novo executivo do futebol já avisou que não haverá moleza.

Sorte de Adriano que já foi embora para Roma.

O relógio será fundamental a todos.

As reclamações deverão ser primeiro internas e só depois expostas para jornalistas.

Zico quer que Rogério Lourenço tenha o grupo na mão.

Se o Flamengo titubear no Brasileiro, o treinador pode até ser demitido.

Ele só jurou que este cargo não assume.

Não quer correr o risco de ouvir a torcia que o ama xingá-lo de burro, como faz com qualquer técnico.

O anúncio oficial acontecerá na terça-feira.

Mas a notícia vazou hoje no Rio.

Foi um presente para o Flamengo.

Seu maior ídolo comandando todo o futebol, das categorias de base até o profissional.

E o mais importante: fez questão que seu salário não saísse do Flamengo.

Dois patrocinadores se encarregarão de pagá-lo.

Sua primeira missão será dar ao clube um Centro de Treinamento de verdade, digno do Flamengo.

Ele ficará até o último dia de mandato de Patricia Amorim, em dezembro de 2012.

Esta segunda-feira será especial na Gávea.

Ele voltou.

O Flamengo precisava dele novamente.

Que Zico imponha a sua seriedade no clube que mais se desrespeitou no futebol brasileiro...

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Uruguaio chama jornalista para briga; chantagem corintiana; terceira derrota em três jogos de Muricy no Flu. Começou o Brasileiro de 2010…

lutaça Uruguaio chama jornalista para briga; chantagem corintiana; terceira derrota em três jogos de Muricy no Flu. Começou o Brasileiro de 2010...

E o destaque da primeira rodada do Campeonato Brasileiro foi uruguaio.

Jorge Fossati.

Depois da derrota para o Cruzeiro, em pleno Beira Rio, por 2 a 1, veio a ira.

E ele interrompeu a sua coletiva e chamou um repórter para um desafio de vale-tudo.

O técnico queria brigar porque se irritou com a pergunta se árbitros não ajudavam também o Internacional, já que o uruguaio garantiu que o time perdeu por culpa da arbitragem.

Foram necessários três seguranças para conter Fossati.

O estado dos nervos do técnico tem explicação na dificuldade de adaptação ao absurdo calendário brasileiro.

O Inter caiu no Gaúcho, luta para respirar na Libertadores e já sentiu na pele o que será o campeonato nacional.

No jogo entre os times mistos, Kléber roubou a cena e marcou dois gols.

E deixou o clube ainda mais animado para o jogo de quarta-feira, no Mineirão, pela Libertadores contra o São Paulo.

O inimigo, o São Paulo, conseguiu empatar com o Flamengo no Maracanã.

O 1 a 1 mostrou o quanto a Libertadores interfere no Brasileiro.

Foi um duelo de equipes mistas.

Serviu para mostrar que Marcelinho Paraíba não esqueceu de jogar futebol e que mereceria mais chances no São Paulo.

E que Denis Marques está se preparando para substituir para valer Adriano depois da Copa do Mundo.

No Mineirão, o experiente time de Luxemburgo se impôs diante do instável Vasco.

A vitória por 2 a 1 não mostrou o que os mineiros mostraram.

A derrota da equipe de Gaúcho poderia ter sido muito maior.

Ou os dirigentes vascainos acordam ou terão problemas graves para sobreviver na Série A.

O Atlético Mineiro tem falhas na defesa, mas o time é experiente e está aprimorando o toque de bola.

E Luxemburgo comemorou a contratação de Ricardo Bueno, artilheiro do campeonato paulista.

A torcida deve olhar com desconfiança porque crescem os comentários de que Tardelli será vendido no meio do ano.

No Pacaembu,  a chantagem do Corinthians.

Os torcedores que foram ao estádio depois da eliminação da Libertadores cobraram o time que acabou com seu sonho.

Ainda mais porque começou perdendo do Atlético Paranaense.

As vaias, os palavrões e a cobrança dizendo vitória no Brasileiro irritaram os jogadores.

Com a grande colaboração do árbitro Marcelo de Lima Henrique, o Corinthians virou o jogo.

Contra nove atletas e com um pênalti inexistente a seu favor.

Os jogadores resolveram fazer a chantagem.

Não comemoraram os gols com os torcedores.

E Ronaldo traduziu, após a partida.

Ou a torcida diminui a pressão ou o time vai continuar comemorando os gols longe dos torcedores.

Ou seja: depois de todo apoio que tiveram na Libertadores, eles foram eliminados e se vingam da própria torcida.

Em Fortaleza, Muricy Ramalho se sente exatamente como no Palmeiras.

Foi sua terceira partida no comando do Fluminense e... a terceira derrota.

Em jogo truncado, o Ceará conseguiu vencer por 1 a 0, em um lance que os cariocas reclamaram duas vezes.

Primeiro pelo pênalti, que aconteceu.

E depois de defesa anulada do Rafael, só que ele se adiantou e muito.

O Fluminense morre de saudades de Fred a cada gol que André Lima perde.

Muricy está esperando reforços de primeiro nível prometido.

Diego Souza, Lugano... Empresários estão tentando, mas estão muito difíceis de serem contratados.

Já o Ceará mostra que nos seus domínios poderá conseguir resultados significantes e brigará para não ser rebaixado.

Em Campinas, Leão estreia em um clube com derrota.

Ele coloca a culpa no seu próprio time.

Assim começo ou Goiás perdendo para o Guarani, time competitivo, outro que lutará apenas para sobreviver na Série A.

O time goiano mostrou o quanto está diferente da equipe de 2009.

E com Leão esbravejando, mas mantendo o esquema tático previsível, sem variações.

Candidato a ser um dos treinadores com vida menos longa neste Brasileiro.

Animadíssima a festa na Ressacada.

O Avaí de Perícles Chamusca aproveitou bem demais o fato de ter dois jogadores a mais.

E atropelou o Grêmio Prudente por 6 a 1.

O time paulista teve falhas defensivas incríveis.

Mas o o Avaí criou dezenas de oportunidades.

Goleada promissora de um lado e decepcionante do outro.

O que aconteceu com o time de Toninho Cecílio?

No sábado, o Victor evitou a derrota do time misto gremista.

Na casa do Atlético Goianiense, ele só não fez chover.

O ponto do 0 a 0 deveria ser credenciado ao goleiro.

O Santos, com time misto, se mostrou melhor que o campeão carioca e jogando no Rio.

A habilidade e velocidade de Neymar impressionou outra vez.

Assim como o espírito, a doação, o coração dos times treinados por Joel Santana.

O 3 a 3 conseguiu ser injusto pelo talento santista.

E justo pela luta botafoguense...

E o Palmeiras conseguiu vencer o Vitória, com oportunista gol de Lincoln.

Robert está irritando até os seus parentes.

Perdeu gol incrível e na sequência, um pênalti.

A vitória ameniza a eliminação na Copa do Brasil.

Mas o Palmeiras não pode relaxar.

Diego Souza foi afastado, e a Traffic procura time para negociá-lo.

Ninguém esperava: o Corinthians bateu na porta de Jota Hawilla.

E agora?

Se manter fiel ao Palmeiras ou pensar no dinheiro de uma negociação de Diego Souza com o clube de Ronaldo?

Apesar da profusão de times mistos, o Campeonato Brasileiro trouxe emoções diferentes, intensas, logo na primeira rodada.

Ah, se os campeonatos estaduais não atrapalhassem a preparação e depois a janela do meio do ano, que destrói elencos,  esse torneio seria um dos melhores do mundo...

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O Flamengo eu já sabia… Parabéns ao Flu e Botafogo. A vergonha ficou com o Coritiba. Com o Palmeiras… E com o Santos de Luxemburgo…

campeeão O Flamengo eu já sabia... Parabéns ao Flu e Botafogo. A vergonha ficou com o Coritiba. Com o Palmeiras... E com o Santos de Luxemburgo...

Uma rodada de arrepiar.

De calar quem defende mata-matas.

Na disputa do título e do rebaixamento foi taquicardia para todos os cantos do País.

A começar pela belíssima festa do Maracanã.

Depois de 17 anos, os torcedores do clube mais popular do Brasil passaram da agonia ao êxtase.

Os reservas do Grêmio tiveram dignidade muito maior do que seus dirigentes.

E se desdobraram em campo.

Os cariocas se mostraram surpresos com o garoto Douglas Costa conduzindo os gaúchos como maestros.

E tremeram.

Os gaúchos saíram na frente do placar com toda a justiça.

Parecia que um novo Maracanazo aconteceria.

Petkovic e Adriano não conseguiam jogar bem.

No último toque, na hora do gol, os dois falhavam.

Até que vieram os beques, os zagueiros.

De quem nada se esperava.

Deivid e Ronaldo Angelim marcaram.

Viraram o jogo e reviraram os corações dos flamenguistas, que estavam de ponta cabeça.

Foi a consagração de Andrade.

O ex-eterno auxiliar da Gávea.

"Comigo o Flamengo joga como Flamengo", disse Andrade ao blog.

E ele cumpriu a promessa. O time foi campeão tocando a bola, fazendo os gols que a torcida esperava.

Enquanto Palmeiras liderou por 19 rodadas o Brasileiro, ao Flamengo bastaram duas rodadas.

Justo as mais importantes e veio o merecido (por que não?) título brasileiro.

Enquanto isso, perto dali, um time atormentado teve o final que merecia.

Com seu presidente pedindo para matar bambi (sic) e seus jogadores se envolvendo em crises de ciúme por aumento de salário, vaidade.

Com o caríssimo Muricy Ramalho não justificando de maneira alguma a sua contratação.

Esse time bateu de frente com o Botafogo do milagroso Estevam Soares.

Quando precisou o treinador fez a equipe ter coragem de esquecer sua ruindade, sua dificuldade financeira e, no coração, suplantou a riqueza da Traffic.

Ganhou o jogo e a sobrevivência na Série A.

Os solteiros do Botafogo ficaram de jejum sexual desde quarta-feira passada vão poder ter uma fama homérica.

E o Palmeiras não chegou nem à Libertadores.

O quinto lugar que poderia ser visto com inveja pela maioria dos clubes brasileiro será traduzido em uma só palavra: fracasso.

O Internacional e o São Paulo fizeram seu papel.

Derrotaram o Santo André e o Sport.

Do outro lado, Luxemburgo teve a sua despedida exata do que representou no Santos.

Perdeu para o Cruzeiro e ajudou como pode a tirar a vaga da Libertadores do Palmeiras, do clube que o demitiu.

Heróica a participação de Adílson Baptista.

Só ele conseguiu recuperar um clube que perdeu a decisão da Libertadores em casa...

E no mesmo ano levou esse clube à competição mais importante da América do Sul de novo.

No Paraná, o Fluminense conseguiu a sua última façanha.

Se segurou na Série A empatando e rebaixou o Coritiba.

Fred e Cuca merecem estátuas nas Laranjeiras.

O resultado mostrou que raça, vergonha na cara e salário em dia, para todos, fazem a diferença.

O Brasileiro de 2009 deixa várias lições.

Quem tiver competência que aprenda com elas e evite repetir os mesmos erros.

O blog já sabia que o Flamengo era campeão antes mesmo da rodada começar.

Surpreendente foram os outros jogos.

Foi o campeonato de pontos corridos mais equilibrado de todos os tempos.

Não houve um supertime.

Houve o de mais coração, aquele que resgatou um aposentado, Petkovi, e fez renascer um craque, Adriano.

E o desespero dos torcedores do Coritiba.

Inconformados, bateram no trio de arbitragem e nos jogadores do Fluminense.

Uma vergonha o centenário do Coritiba.

Esses torcedores mereceram a queda para a Série B.

Uma vergonha...

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“Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi, vença o Flamengo.” Jesus Lopes, do São Paulo

Jesus te ama Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi, vença o Flamengo. Jesus Lopes, do São Paulo

"Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi deve vencer o Flamengo.

Até por uma questão de simpatia."

A brincadeira do assessor especial da presidência do São Paulo, João Paulo Jesus Lopes, revela a aliviada confiança no tetracampeonato brasileiro.

Ele comanda o futebol tricolor com Juvenal Juvêncio.

Há muito alívio pelo clube não depender de resultado de nenhuma outra partida que não seja sua para ganhar o título.

Nem a de Campinas entre Corinthians e Flamengo.

Basta ao São Paulo derrotar Goiás e Sport e o inédito tetracampeonato brasileiro está garantido.

A diretoria já tem definida até a premiação pelo título.

"Mas não daremos um tostão de mala branca para ninguém.

Não demos para o Goiás empatar com o Flamengo

O São Paulo não precisa disso.

Paga e bem aos seus jogadores.

E por isso conquistamos conseguimos tantos títulos", disse o dirigente em entrevista exclusiva.

Jesus: qual é o erro que o São Paulo não pode cometer nessas duas últimas partidas do Brasileiro?

Acreditar que já é campeão. Ficar otimista demais e perder o foco. Os jogos são muito difíceis. O Goiás merecia ter vencido o Flamengo no Maracanã. E o Sport jogará sem pressão, já rebaixado. Vencer o São Paulo seria uma façanha importante para os nossos adversários. Nós da diretoria sabemos que tudo o que não se pode fazer é perder o foco. Ficar com picuinha com qualquer outra coisa que não seja a concentração total para essas duas partidas...

Vocês da diretoria estão aliviados pelo São Paulo não depender do jogo Corinthians e Flamengo?

Olha, estamos aliviados por dependermos de nós. Se o Corinthians quiser jogar a Libertadores no Morumbi deve vencer o Flamengo. Até por uma questão de simpatia... Mas falando bem sério agora, nós estamos focados no nosso jogo. Não queremos dar a chance de nos importar o que aconteça entre Corinthians e Flamengo. São dois clubes sérios mas o Flamengo tem o seu foco que também é ser campeão. E tem dois jogadores que estão vivendo uma grande fase. O artilheiro Adriano e Petkovic, que lembra os meias do passado, ditando o ritmo da partida, lançando, fazendo gols. O Flamengo tem um interesse maior em vencer essa partida de domingo. Isso é inegável.

Mas espera aí Jesus...O Corinthians já acionou o São Paulo para jogar a Libertadores no Morumbi?

Os comentários não param de chegar até nós. Parece que há esse desejo por parte do Corinthians. E estamos dispostos a conversar. Para nós não haverá problema algum...

Você acredita em complô do STJD para fazer do Flamengo campeão?

Não. De verdade, não acredito em nada dessas bobagens de trabalho extracampo para ajudar o Flamengo. O STJD já fez inúmeros julgamentos e nunca procurou prejudicar nenhum clube para ajudar outro. Isso é bobagem, conversinha para criar um clima ruim e prejudicar a todos nessa decisão de Brasileiro.

O que você pode falar sobre a declaração do Ronaldo Angelim que o São Paulo pagou R$ 300 mil para o Goiás não perder do Flamengo?

Um grande bobagem que serve de justificativa para um time que não ganha uma partida que precisava. Conversinha que não leva a nada. A nada. Não demos mala branca para o Goiás. O São Paulo não precisa disso. O clube paga e bem aos seus jogadores. E por isso conquistamos tantos títulos.

Mas espera um pouco, Jesus, a estrela do São Paulo também é imensa.

O clube perde para o Botafogo e o Flamengo não vence o Goiás...

A nossa estrela é o trabalho competente.

Estamos na liderança pelos pontos que acumulamos, pelas vitórias e empates.

Não somos o primeiro porque o Flamengo não venceu  o Goiás.

Somos os líderes porque mostramos trabalho duro durante todo o Brasileiro.

Trouxemos um treinador muito competente que fez a nossa equipe conseguir os resultados que precisava.

O São Paulo já tetracampeão brasileiro seguido?

De jeito nenhum.

Se não mantivermos a seriedade, nossa marca registrada, poderemos perder o título.

Repito a você, Cosme, os dois jogos contra o Goiás e Sport serão duríssimos.

Comemorar alguma coisa antecipada não combina com o São Paulo.

Só fazemos a festa quando a conquista está nas nossas mãos.

Antes não adianta.

E estão certas as contratações do Marcelinho e do Carlinhos Paraíba?

Só vamos falar em novos jogadores do São Paulo quando o Brasileiro acabar.

Até lá, nenhuma palavra sobre esse assunto, Cosme...

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Gols de Val Baiano revoltam dirigentes palmeirenses. Eles não perdoam favorecimento do Barueri ao São Paulo…

acorrentado Gols de Val Baiano revoltam dirigentes palmeirenses. Eles não perdoam favorecimento do Barueri ao São Paulo...

Os três gols que Val Baiano marcou contra o Botafogo provocaram queimação no estômago da diretoria do Palmeiras.

A relação entre o clube e os dirigentes do Barueri azedou de vez.

O presidente Belluzzo não engoliu a explicação que afastou Val Baiano e o goleiro René da partida contra o São Paulo.

O fato de ambos terem confirmado que o clube recebeu dinheiro, a famosa mala branca, do Cruzeiro para vencer o Flamengo.

Há a certeza no Palmeiras de que, se ambos tivessem atuado, o Barueri poderia ter vencido o time de Ricardo Gomes.

Ou ao menos empatado.

Não há dúvida para os dirigentes que a vida do São Paulo foi facilitada.

Como já há um enorme desgaste de Belluzzo depois das ofensas a Simon, ele resolveu se conter.

O presidente palmeirense será julgado amanhã pelo STJD e pode, na pior das hipóteses, ficar afastado do futebol por seis anos.

Mas nem seu pior inimigo acredita nisso.

O que importa é que sua imagem de dirigente moderno, que estava sendo talhada no Clube dos 13, foi muito afetada.

De que adianta apresentar maneiras de gestões modernas se um erro de juiz pode fazer com que aja como um torcedor descontrolado, prometendo dar tapas no árbitro?

O estrago ao perfil de Belluzzo como dirigente é irreversível.

E ainda seguindo por esse caminho que Palmeiras e Barueri se afastaram de vez.

Não houve o rompimento público, formal.

Mas o presidente do Barueri, Marcos Antônio Moreira de Almeida, que não precise de nada do Palmeiras.

Que negocie, de graça, o volante Ralf com o Corinthians.

Que faça o que quiser com seu bom elenco.

A ordem no clube é não ter contato com o Barueri.

A diretoria palmeirense não perdoa os afastamentos de Val Baiano e René contra a partida diante do São Paulo.

Contra o Internacional seria ‘para disfarçar’.

A revolta no Palestra Itália ainda é enorme...

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Marco Aurélio Cunha.“Eu entendo o Belluzzo. Quem está na fila, querendo ser campeão de qualquer jeito, sua, sofre mais.”

MaracuginaComposta150ml$12. Marco Aurélio Cunha.“Eu entendo o Belluzzo. Quem está na fila, querendo ser campeão de qualquer jeito, sua, sofre mais.”

Marco Aurélio Cunha.

Supervisor do São Paulo.

Na semana passada ele havia reclamado contra a arbitragem.

De uma maneira geral, sem criticar, xingar, ameaçar ninguém.

Defendeu o seu clube e conseguiu pressionar as arbitragens do Palmeiras.

Sem precisar citar o nome do rival.

Nos corredores do Palestra Itália, Marco Aurélio se tornou um dos fantasmas mais visto.

Ele teria contribuído para a confusa arbitragem de Carlos Eugênio Simon.

Seria a pressão do São Paulo que teria dado certo.

Em entrevista exclusiva ao blog, ele se defende.

E argumenta que a culpa pelo destempero de Belluzzo e da diretoria do Palmeiras tem explicação.

“A inexperiência do Belluzzo pesa.

E vou dizer mais: quem está na fila, querendo ser campeão de qualquer maneira, sua, sofre mais.

Não é o caso de um clube como o São Paulo.

Por estarmos ganhando há tanto tempo, ser tricampeões nacionais seguidos, sabemos administrar crises.

E o Belluzzo que tome cuidado porque os jogadores seguem o líder.

Se o presidente está xingando, eles entrarão em campo tensos, achando que todos querem prejudicar o Palmeiras.

Se houver um erro contra o clube, eles podem começar a distribuir pontapés e tomar cartões vermelhos.

O comando tem de dar exemplo.”

Marco Aurélio, você está sendo visto por dirigentes do Palmeiras como incendiário.

Jogou a arbitragem contra o Palmeiras...

Isso é uma injustiça.

Na semana passada eu mostrei os erros contra o São Paulo.

Que foram muito piores do que contra o Palmeiras.

Falei do pênalti que voltou depois da defesa do Rogério Ceni contra o Flamengo.

O Bruno do Flamengo já defendeu três da mesma maneira e não voltaram.

Eu protestei com toda a calma do mundo, sem xingar ninguém.

Os meus 30 anos de experiência pesaram.

Eu entendo muito bem o que acontece com o Belluzzo.

Ele mal chegou à presidência do Palmeiras.

Não tem vivência.

Não está preparado para suportar toda a pressão interna do clube.

As pessoas próximas a ele confundem o dirigente com o torcedor.

E ele, sem vivência, não se conforma com o erro da arbitragem.

Acredita que é uma coisa voltada contra ele.

E, com sangue italiano, fica revoltado.

Com os amigos cobrando uma atitude, o Belluzzo fez o que não deveria.

Xingar juiz, ameaçar árbitro se volta contra o próprio clube.

Pode haver o efeito rebote, a revanche inconsciente dos outros árbitros.

E tudo ainda piorar.

Mas é preciso anos de vivência como dirigente para adminstrar a própria raiva, o sentimento de ser injustiçado.

Porque é duro.

Eu entendo o Belluzzo.

O fato de o Palmeiras não ser campeão Brasileiro desde 1994 pesa? São 15 anos já...

Lógico que sim.

O São Paulo vem de uma sequência de inéditos três títulos seguidos.

Pegue alguém que receba bem e outra pessoa que nem tanto.

Quando essa pessoa que não ganha bem tem uma nota de R$ 500 nas mãos, sua, fica preocupada, tensa.

Por outro lado, quando a outra que tem uma boa condição financeira coloca R$ 5.000 no bolso, nem liga.

No futebol, o clube que é campeão sempre entra muito mais tranquilo nesta fase decisiva.

Quem está na fila, querendo ser campeão de qualquer jeito, sua, sofre mais.

Está mais sujeito a perder a cabeça.

Quem está acostumado a ganhar, não.

Como o São Paulo conseguiu virar o seu pior momento no Brasileiro?

O clube esteve entre os apontados como possíveis rebaixados e hoje é líder e favorito ao título...

Primeiro, Cosme, vamos deixar claro algumas coisas.

Existe um sentimento óbvio geral de que não interessa o São Paulo vencer o Brasileiro.

Não é bom para ninguém um clube conquistar quatro vezes seguidas o maior campeonato do País.

Então havia uma torcida silenciosa para que as coisas não dessem certo conosco.

Só que nós dirigentes sabíamos que tudo não poderia piorar de uma hora para outra.

O grupo era vitorioso, o Muricy, nosso treinador na época, era outro vitorioso.

Então, diagnosticamos o problema.

Nosso grupo estava viciado. No bom sentido, mas viciado.

Todos estavam acomodados, acreditavam que iriam ganhar de novo, mas sem esforço.

Bastaria colocar a camisa do São Paulo.

Então houve a necessidade de uma mudança.

Estou revelando como foi a saída do Muricy.

Por que ele teve de sair?

Pelo que estou falando. O meu lado emocional foi totalmente contrário ao Muricy.

Ele é umas pessoas mais competentes que eu conheço no futebol. E muito leal, amigo e trabalhador.

Só que o meu lado racional, como a maioria da diretoria do São Paulo, entendeu que era hora de trocar o comando do futebol.

Discordei a princípio, mas depois tive de concordar. Com a chegada de uma pessoa também vencedora como o Ricardo Gomes, o time voltou a lutar como deveria pelo título.

A mudança de comando fez bem para o time e o resultado está refletido agora, na fase decisiva.

O São Paulo é líder e favorito ao título.

O que o clube não pode fazer nesses quatro jogos?

Jogar tão bem que não deixe a arbitragem decidir o resultado do jogo.

Não fazer uma linha de impedimento arriscada.

Não reclamar porque vem o cartão vermelho.

Se preocupar em jogar futebol o melhor que puder e não dar chance aos árbitros.

Não por desconfiança, mas por precaução.

Melhor prevenir do que reclamar, xingar depois...

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O Flamengo mais vivo do que nunca. E o Atlético Mineiro?

Urubu O Flamengo mais vivo do que nunca. E o Atlético Mineiro?

O Flamengo teve o apoio que precisava no Mineirão: o respeito exagerado de Celso Roth.

O Atlético Mineiro entrou em campo com um postura defensiva demais.

Tudo o que conseguiu foi atrair os cariocas para o seu campo.

Foi tanta preocupação com marcação que os mineiros entraram tensos em campo.

Tocando a bola com inteligência, o Flamengo ganhou o domínio da partida.

A apaixonada torcida atleticana percebeu o que estava acontecendo e tentou empurrar o time com os pulmões.

E coube a Petkovic, jogador que saiu pela porta de trás do Atlético Mineiro, considerado acabado para o futebol, quem começou a dar a merecida vitória ao Flamengo.

O gol foi olímpico.

O segundo de escanteio dele no Brasileiro.

Não foi quase sem querer como contra o Palmeiras.

O sérvio cobrou para surpreender o uruguaio Carini.

Mais consciente impossível.

O 1 a 0 para o Flamengo desesperou os atleticanos.

O time de Celso Roth, que entrou para travar as importantes peças do Flamengo, teve de se abrir todo para buscar o empate.

Só que o velho conhecido Maldonado, que foi tão bem pelo Cruzeiro, marcou o segundo.

Ricardinho ainda deu esperanças descontando, 2 a 1.

Só que as esperanças foram falsas, muito falsas.

Adriano, de cabeça, calou definitivamente o Mineirão.

O placar de 3 a 1 foi mais do que justo.

Premiou a coragem.

Não é por acaso que Andrade disse a este blog que, com ele, o ‘Flamengo é Flamengo’.

Ou seja: joga no ataque onde for.

E o Atlético de Celso Roth pagou por ter respeitado demais o adversário.

Em uma decisão, jogando em casa, o clube precisa ser ousado, ter confiança.

Mesmo se não tem tanto talento.

Vários clubes foram campeões na raça.

Inúmeros.

E não adianta falar em pênalti de Pet no lateral Thiago Feltri.

Porque não foi...

A luta pelo título ainda está aberta.

Mas como gritou a reduzida torcida do Flamengo no Mineirão: o Atlético Mineiro virou poeira...

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