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Acorda Muricy! É hora de agir, se quiser o Fluminense campeão do Brasil…

divulgação391 Acorda Muricy! É hora de agir, se quiser o Fluminense campeão do Brasil...

Hora de Muricy Ramalho agir.

Mais decepcionante do que a derrota para o Atlético Goianiense, só o clima entre seus jogadores.

O líder do Campeonato Brasileiro vive grandes problemas disciplinares.

E o clima ruim entre os atletas está influenciando em campo.

O Fluminense foi uma equipe instável, insegura, irritadiça em Goiânia.

O time começou na frente em um gol maravilhoso.

Deco descobriu Conga, que deu para Washington marcar: 1  a 0 aos 22 minutos do primeiro tempo.

Só que o time começou a errar, perder bolas fáceis, se enervar.

E rapidamente, aos 29 minutos, William empatou, depois de falha da zaga.

Tenso, o Fluminense nem parecia que estava em primeiro lugar no Brasileiro.

Jogava com desespero e não com consciência.

O Atlético Goianiense ficou com um jogador a menos, depois de justa expulsão de Gilson.

Aí o time se escancarou.

Não teve a mínima consciência tática.

Ainda mais depois que Muricy colocou o meia Marquinho no lugar do zagueiro Andre Luiz.

Ninguém teve equilíbrio emocional nem para pensar em segurar o empate.

Os jogadores sabiam que o Corinthians havia acabado de perder para o Grêmio, no Pacaembu.

O resultado não era o dos sonhos, mas o 1  a 1 dava mais um ponto de vantagem para o segundo colocado.

Só que o time aberto, tomou um outro gol infantil: e a virada aos 46 minutos, de Júlio César.

Os jogadores do Fluminense desceram para os vestiários irritadíssimos.

Nem se olhavam, de tanta raiva.

O time acabava de perder de um dos últimos colocados do Brasileiro.

E o adversário com um jogador a mais.

Foi fácil perceber que a insegurança e a raiva entre os atletas domina o Fluminense.

Já passou da hora de Muricy interferir.

Não tem cabimento a história confirmada que o goleiro Rafael faz campanha com os torcedores para criticarem Fernando Henrique.

Questionado, Rafael disse que Fernando Henrique fazia a mesma coisa com ele.

A direção do Fluminense, diante das acusações de Fred contra o departamento médico do clube, resolveu agir.

Aceitou a demissão do chefe do departamento médico.

E ainda quer trazer o fisioterapeuda do Cruzeiro só para tratar seu atacante.

Ninguém teve coragem de cobrar Fred pelo péssimo ambiente que ele criou nas Laranjeiras.

Hoje o time perdeu a chance de abrir seis pontos de vantagem contra o Corinthians.

Bastava derrotar o limitado Atlético Goianiense.

Mas o Fluminense teve um inimigo muito mais poderoso.

Os egos de seus jogadores.

Principalmente Rafael, Fernando Henrique e, lógico, Fred.

Muricy, acorda.

Está na hora de agir...

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Ceará: a dura volta à realidade…

divugação21 300x208 Ceará: a dura volta à realidade...

Os olhos da mídia esportiva estavam cravados no Sul, esperando a queda de Silas.

A demissão mais esperada do Brasileiro realmente aconteceu no Grêmio.

Só que no Nordeste outra saída se desenhava também.

Quando PC Gusmão largou o Ceará para assumir o Vasco, empresários garantiram que ele havia feito certo.

Nas primeiras rodadas do Brasileiro, o time de Fortaleza era a grande surpresa do Brasileiro.

Chegou a ficar em primeiro lugar.

Estava em segundo e ainda invicto quando surgiu a proposta do Vasco.

O clube carioca havia sido abandonado por Celso Roth.

PC Gusmão não pensou duas vezes.

E se foi.

Saiu com tanta moral que poderia se candidatar ao governo cearense.

A diretoria agiu rápido e foi buscar Estevam Soares.

O técnico paulista foi recebido com desconfiança.

Qualquer um que assumisse o lugar de PC Gusmão seria recebido da mesma forma.

E como diz um velho ditado, 'todos se acostumam rápido demais com as coisas boas'.

Até os pais dos jogadores do Ceará sabiam que seria quase impossível manter a campanha fantástica.

O Brasileiro estava no início, vários clubes estavam desestruturados.

Tinham atenção voltada para a Copa do Brasil, vendas e compras de jogadores.

Gusmão aproveitou bem demais o início da competição e atropelou com seu time ajustado.

A estratégia usada foi a de um 'coelho' em maratonas.

O corredor que sai na frente, é filmado liderado por cinco quilômetros.

Impõe um ritmo frenético, sabe que  não chegará aos 42 quilômetros na frente.

Então para ele, os holofotes do início bastam.

Foi o que PC Gusmão fez.

O time do Ceará é bancado por empresários e com discreta ajuda do governo cearense.

Empresários querem resultados e dinheiro.

E a torcida, misturando empolgação com ilusão, desejava ver o Ceará vencendo.

Como antes da Copa do Mundo.

Como era com PC Gusmão.

Estevam Soares nunca foi de montar equipes absurdamente ofensicas.

E ele estava traumatizado pelo que aconteceu com o Botafogo.

Foi demitido depois de uma goleada por 6 a 0 diante do Vasco.

Juntou a fome com o trauma.

E dá-lhe três volantes de marcação.

Time com fraquíssimo potencial ofensivo.

Misael, Washington, Magno Alves, Clodoaldo.

Com esses jogadores na frente não havia muito estímulo para escancarar o time.

Mas empatar com o lanterna do Brasileiro, o Atlético Goianiense em casa foi demais para Estevam.

Os empresários de dominam o Ceará resolveram agir.

Depois de quatro empates e duas derrotas, mostraram a porta da rua para o técnico.

Enquanto o time está em terceiro no Brasileiro.

Querem Silas, demitido do Grêmio.

Se não conseguirem, Geninho foi oferecido.

Quietinho, PC Gusmão acompanha tudo do Rio de Janeiro.

O castelo de cartas começa a desmanchar.

Exatamente como ele havia previsto.

PC Gusmão foi o 'coelho' que melhor aproveitou o Brasileiro de 2010.

E o Ceará?

Precisará lutar muito para não despencar de vez.

O cenário mudou demais.

Acabou a festa...

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Kalil, um recado importante: o São Paulo nunca quis o seu técnico, penúltimo colocado do Brasileiro…

divulgação299 Kalil, um recado importante: o São Paulo nunca quis o seu técnico, penúltimo colocado do Brasileiro...

Tem situações que no futebol são velhas demais.

Truques usados por treinadores ameaçados na década de 60, no século passado.

Há 50 anos.

O Atlético Mineiro está sendo humilhado, massacrado em praça pública.

Cada rodada do Brasileiro é uma agonia para o apaixonado torcedor.

Já são 13 jogos.

Três vitórias.

Um empate em que a equipe deveria perder.

E nove, nine, 9, IX jogos em que o time realmente perdeu.

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez derrotas.

É a equipe que mais perdeu.

O carísssimo time montado fez 14 gols.

Tomou 25 gols.

É o penúltimo colocado, com míseros 10 pontos.

Será que o presidente Alexandre Kalil consegue reagir, tomar alguma atitude?

Vai deixar o seu clube passar por quantos vexames para acordar?

De 38 partidas que o Atlético Mineiro fará na competição, já disputou 13.

De 39 pontos possíveis, ganhou 10.

Restam 25 jogos.

O Atlético Mineiro passou por um vexatório rebaixamento.

Dirigentes ilustres juraram que nunca mais isso aconteceria na história do clube.

Na derrota por 3 a 0 para o Botafogo, a equipe foi outra vez um arremedo de time.

Jogadores amontoados, desnorteados.

O placar talvez tenha sido até humilde pela amizade que Joel Santana nutre pelo treinador do Atlético.

Se o time carioca forçasse o ritmo poderia ter chegado a cinco, seis gols.

Tudo isso fica pior quando o velho truque é utilizado pelo seu técnico.

Juvenal Juvêncio jurou que ele nunca pisaria no Morumbi enquanto fosse presidente.

O vice de futebol do São Paulo, Leco, não suporta ouvir o nome desse treinador.

Assim como o diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes.

Ou seja: seu nome não está sendo cogitado para substituir Ricardo Gomes.

Não há a menor chance.

Todos em São Paulo, no Brasil, na Austrália, talvez em Vênus sabem disso.

Mas o técnico do Atlético tem a coragem de dizer que não larga o Atlético para assumir o São Paulo.

Como assim?

Não vai para onde não o querem?

A declaração que parece sem sentido é um recado a Kalil.

Tradução google: "Olha, presidente, mesmo se o São Paulo me quiser, eu não saio do Atlético Mineiro..."

Receba outro recado, presidente do penúltimo colocado do Brasileiro: o São Paulo não quer seu técnico.

Assim como a Seleção Brasileira, o Real Madrid, Cruzeiro o Palmeiras, o Santos...

Locais de onde foi demitido e não volta.

Mas não se preocupe, Kalil, ele e sua gigantesca Comissão Técnica vão cumprir seus contratos...

Talvez quem precisa ficar preocupado é o torcedor do Atlético Mineiro.

Aquele que sofre, chora, passa vergonha a cada derrota.

Não quem fica inventando desculpas a cada rodada do Brasileira.

Lembre bem, Kalil, faltam 25 jogos para o Atlético Mineiro...

13 já se foram...

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Ser eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense é o de menos. O medo do Palmeiras é o rebaixamento no Brasileiro. Por isso a torcida sonha com Felipão…

abismo Ser eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense é o de menos. O medo do Palmeiras é o rebaixamento no Brasileiro. Por isso a torcida sonha com Felipão...

O martírio palmeirense em 2010 é assustador.

Depois da 11ª colocação no Campeonato Paulista, outro vexame.

O time foi eliminado da Copa do Brasil pelo Atlético Goianiense.

Com toda a justiça.

O time de Geninho venceu por 1 a 0 e ficou com a vaga nos pênaltis.

Marcos, em péssima noite, defendeu três pênaltis.

Ele deveria saber que não eram suficientes.

Já que seus companheiros conseguiram perder quatro de cinco penalidades.

Danilo, Figueroa, Ivo e Cleiton Xavier deram vexame.

Só Ewerthon conseguiu colocar a bola na rede.

Ironias à parte, o pior viria no vestiário.

O técnico Antônio Carlos teve a coragem de dizer que estava satisfeito.

O Palmeiras havia redescoberto o seu padrão de jogo.

O time estava melhor distribuído em campo, mais seguro.

Tudo isso e perdeu do Atlético Goianiense.

Depois da partida, Antônio Carlos falou que precisa da contratação de jogadores experientes.

O clube tem sérias dificuldades financeiras.

Não há dinheiro.

Mesmo assim, Antônio Carlos falou em Fernandão, que está saindo do Goiás e declarou estar acertando com o São Paulo.

Ou seja: falar em Fernandão tem enorme chance de discursar sobre o nada.

A realidade do Palmeiras é bem outra.

É bom Antônio Carlos saber que nem ele está assegurado no cargo.

E as notícias ruins não param.

Danilo pegou suspensão de 11 partidas por haver chamado Manoel do Atlético Paranaense de 'macaco'.

O diretor de futebol, Seraphim del Grande não tem meias palavras.

A assessoria de imprensa do Palmeiras divulgou uma nota oficial que Diego Souza sofreu uma fisgada no músculo do adutor direito.

E por isso não viajou para Goiás.

A contusão aconteceu no treinamento fechado para a imprensa.

Nenhum jornalista viu o lance.

Só que ele não apareceu no clube para fazer tratamento.

Tudo muito estranho.

Os comentários no Palestra Itália dão conta que ele não quis viajar.

Todos, do presidente ao vendedor de pipoca que fica na calçada, ouviram essa versão.

Diego Souza quer sair do Palmeiras há muito tempo.

Não é segredo para ninguém.

Mesmo antes de ter sido xingado na semana passada.

E revidado com o dedo médio e palavrões.

Esse teatro acontece por falta de propostas de clubes importantes.

O presidente Belluzzo confirmou que finalmente chegou uma: de um clube português na Traffic.

Ele não disse o nome da equipe, mas é o Sporting.

O Palmeiras não tem como segurar mais Diego Souza e, a bem da verdade, todos se cansaram dele no clube.

O jogador que a Traffic pagou R$ 10 milhões vive isolado, irritado.

Extremamente desconfortável.

Já queria ter ido para o Flamengo no início do ano, mas a Traffic não aceitou emprestá-lo para a Libertadores.

O Internacional acena com uma troca por Taison e Edu.

O Fluminense garante que pode comprá-lo.

Mas quem decide é a Traffic, dona do seu passe.

Antes da partida contra o Atlético Goianiense, Lincoln confirmou que o clube devia dinheiro aos jogadores.

As contas de abril que Belluzzo apresentou ao Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras foram recusadas.

O deficit no futebol só cresce.

Há muito medo do martírio de 2010 termine da pior forma possível.

Perder o Paulista e ser eliminado da Copa do Brasil não contam.

O temor é novo rebaixamento no Campeonato Brasileiro...

(Por isso as bilheterias do Palestra Itália já estão pichadas nesta madrugada.

Os desesperados torcedores escreveram.

"Fora Zago."

"Volta Felipão."

Só para lembrar, Luiz Felipe Scolari, mesmo no Uzbesquistão é um dos treinadores de maior salário no mundo.

Seu contrato, de 18 meses, vai até dezembro...)

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O São Paulo usa o angustiado Palmeiras de Muricy…

... como exemplo do que não fazer contra o Vitória

espelho O São Paulo usa o angustiado Palmeiras de Muricy...

Palmeiras.

Essa foi a palavra mais usada na preparação do São Paulo para a fundamental partida contra o Vitória.

Ricardo Gomes e os jogadores não cansaram de citar o rival na luta pelo título.

Não pela força, talento, estratégia.

O que mais foi esmiuçada foi a falta de nervos, a afobação, a ansiedade.

O time de Muricy se perdeu contra adversários mais fracos como Náutico, Santo André e Sport.

A partida contra os pernambucanos foi usada como exemplo de tudo o que não pode acontecer hoje no Morumbi.

Ricardo Gomes falou muito sobre não perder a calma e ter personalidade.

O preparador físico Carlinhos Neves e o auxiliar Milton Cruz, tricampeões brasileiros com Muricy, também fizeram questão de falar com os jogadores.

De maneira informal, com cada atleta, falaram sobre a necessidade de se impor sem nervosismo.

Todos consideraram que o grande pecado do Palmeiras foi depender de jogadores que se irritaram com a marcação adversária.

Como Diego Souza, que preferia reclamar, brigar com o árbitro, do que se concentrar na partida.

O técnico do São Paulo não quer cruzamentos inúteis da intermediária, que chegam de frente para os zagueiros adversários cabecearem.

Em vez de fazer como o chileno Figueroa que cruzou mais de 30 bolas assim que passou do meio de campo contra o Sport, a ordem é buscar a linha de fundo para atrapalhar os zagueiros do Vitória.

Adrián Gonzales e Júnior César estão mais do que avisados.

E os alas também não poderão atuar como se estivessem em uma pelada, como Armero.

Correr por setores que não são seus e deixar um corredor para os contragolpes adversários.

O essencial é não cair na loucura de tentar resolver o jogo nos primeiros minutos para agradar a torcida que lotará o Morumbi.

Rogério Ceni foi quem mais insistiu nessa situação.

Falou muito sobre raça, vontade e, principalmente, em o time ter uma hora e meia para ganhar o jogo e se isolar na liderança do Brasileiro.

Pela seqüência de três títulos nacionais seguidos e a inesperada reação do clube na competição de 2009, a torcida do São Paulo se comporta um pouco diferente da do Palmeiras.

A impressão é dos jogadores e do treinador são-paulinos.

Eles sentem que têm mais tempo para buscar o resultado.

Não há tanta tensão das arquibancadas.

Ou seja: para conseguir os sonhados três pontos, que levaria o clube a 62 pontos, o São Paulo tentará ser exatamente o contrário do Palmeiras.

E depois usufruir o bicho especial que o presidente Juvenal Juvêncio fará questão de dar pessoalmente a cada jogador em caso de vitória...

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E o Palmeiras implodiu…

 E o Palmeiras implodiu...

Marcos.

Goleiro pentacampeão do mundo.

Em qualquer momento crítico do Palmeiras é a mesma coisa.

Basta direcionar os microfones para ele e esperar.

Agora há pouco, o time perdeu de forma passiva para o Flamengo.

Em pleno Palestra Itália.

Petkovic fez o que quis em campo.

Marcou os dois gols, driblou, tabelou, provocou.

Edmílson deu todo o espaço para o sérvio.

Fez exatamente os que os volantes do São Paulo fizeram com ele no Maracanã.

Só faltou estender o tapete vermelho ao senhor de 37 anos.

Enquanto isso, Diego Souza mostrou todo o abatimento de quem acabou de fracassar na Seleção Brasileira.

Cleiton Xavier também aceitou a marcação e andou em campo.

O líder do Brasileiro pouco criou e ainda deu espaço ao adversário carioca.

Muricy Ramalho tentou, gritou, mas não conseguiu mudar a maneira do time jogar.

Taticamente, o Palmeiras foi travado pelo Flamengo de Andrade.

A diretoria contribuiu para o clima pesado deixando escapar que Valdívia está acertado para 2010.

Lembrando que o chileno saiu a mando de Luxemburgo para que Diego Souza atuasse onde gosta, no meio de campo, por onde Valdívia corre.

Mas vamos voltar ao goleiro do Palmeiras.

Marcos não pôde fazer nada no primeiro gol de Petkovic.

No segundo, o de escanteio o revoltou.

“As pessoas vão falar durante a semana que o Marcos não pode tomar um gol desses.

Mas você coloca o Robert e o Wendel e os dois furam, vai falar o quê?

Acho que acreditam que o São Marcos, o Santo Antônio é o goleiro do Palmeiras.”

Mas ele tinha uma frase engasgada que reflete o que está acontecendo com o líder do Brasileiro.

As três partidas que o clube sem vencer.

E a liderança folgada já não existe mais.

Personalidade não se treina”, cravou Marcos.

Difícil pensar quem não possa vestir a carapuça depois da decepcionante partida do Palmeiras.

E mais uma vitória espetacular do Flamengo de Andrade, Adriano e do sérvio de 37 anos...

A pergunta que atormenta Muricy: o que está acontecendo com o Palmeiras?

A derrota do São Paulo contra o Atlético Mineiro. E suas consequências…

spfc cosme A derrota do São Paulo contra o Atlético Mineiro.  E suas consequências...

Vaias no Morumbi.

Mais de 27 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio para apoiar o São Paulo.

O time jogava em casa e tinha a obrigação de vencer o Atlético Mineiro.

Era ganhar e encostar no líder Palmeiras.

Premiação especial, palestra otimista, esquema tático ofensivo de Ricardo Gomes.

Tudo certo.

Certo?

Só faltou avisar Ricardinho.

Aos 33 anos, o meia reverteu toda a expectativa.

Foi o jogador que o São Paulo não teve.

Levou segurança ao ansioso time mineiro.

Ditou o ritmo da partida.

Não se importou com Hernanes, Richarlyson e com Jean.

Fez o que quis contra o seu ex-time.

O jogador que foi sabotado em 2002 no Morumbi por ganhar mais e em dia.

E que era ironizado pelos ‘companheiro’ na época, que o chamavam pelas costas de “quatrocentinhos”, em referência ao salário de R$ 400 mil.

Ricardinho sofreu por ganhar mais do que todos os outros jogadores na época, inclusive Rogério Ceni.

Dentro da sua frieza, Ricardinho jogou e correu com toda a raiva.

Foi no limite no sábado e saiu exausto aos 35 minutos do segundo tempo.

“Eu corri à exaustão. Até não poder mais. Tinha de ajudar o meu time a ganhar do São Paulo”, disse aos repórteres mineiros outro personagem que não pode ver a camisa tricolor: Éder Luís.

O jogador não teve personalidade para enfrentar as cobranças da diretoria e a falta de apoio dos ‘companheiros’ quando esteve no Morumbi.

Éder Luís se intimidou no São Paulo e foi esquecido.

Acabou devolvido ao Atlético Mineiro, considerado pela diretoria são-paulina como um dos maiores erros nos últimos anos.

Diego Tardelli também teve motivo de sobra para não só marcar o gol como correr feito um maratonista.

Apesar das convocações para a Seleção Brasileira e perspectiva de jogar em um clube grande da Europa em 2010, ele não perdoa o São Paulo.

Diego acredita que não tiveram paciência suficiente com ele no Morumbi.

O Atlético Mineiro, que não vence o Brasileiro desde 1971, volta a ter o direito de sonhar com o título.

Do lado do São Paulo, a derrota terá consequências.

Os dirigentes que já buscam o camisa 10, como foi anunciado pelo blog, querem se livrar de dois noves que só estão deixando o clima pesado e não estão resolvendo em 2009.

Desde que começou o ano é a mesma coisa.

Washington e Borges reclamam, mostram insatisfação por não serem titulares absolutos.

E quando, durante o ano, se precisou da resposta dos dois, nas partidas decisivas ambos sumiram.

O São Paulo não venceu o Paulista, a Libertadores e não para de perder jogos importantes no Brasileiro.

Não é por acaso que Marcelinho e Carlinhos Paraíba são dados como nomes certos para 2011.

E, mesmo com o clube lutando para colocar o Morumbi abrindo a Copa, outras contratações virão.

Os dirigentes se cansaram de ver veteranos como Ricardinho e Petkovic fazer o que quiser em campo.

Os volantes do São Paulo só faltaram pedir autógrafos a eles.

O clube já caiu para terceiro e, se o Inter vencer o Flu, despenca para quarto.

As vaias de ontem no Morumbi serão vingadas...

Carlinhos Bala ou Pelé?

Quem era o Palmeiras?

Quem era o Náutico?

cosmos Carlinhos Bala ou Pelé?

Palmeiras goleado pelo Náutico.

São Paulo perdeu para o Flamengo.

Internacional empatou em casa com o Atlético Paranaense.

Atlético Mineiro foi derrotado diante do Cruzeiro.

O Goiás não conseguiu ir além do 1 a 1 diante do Sport.

Esses são os resultados dos líderes do Brasileiro.

A conclusão é óbvia.

O campeonato nacional nunca esteve tão equilibrado.

E não necessariamente por cima.

O Palmeiras é o líder, tem cinco pontos a mais do que o São Paulo.

Mas sua atuação de hoje contra o Náutico foi surpreendente.

A equipe tinha vários desfalques, mas Muricy colocou o time muito atrás.

O líder parecia o time na zona do rebaixamento.

E o time da zona do rebaixamento parecia o líder.

Se não fosse pelo goleiro Marcos, o Palmeiras teria perdido de 6, 7 a 0.

O Palmeiras estava desfalcado, mas não tinha o direito de forma tão medrosa.

Sem lateral esquerdo, com zagueiros fracos, inseguros, principalmente Marcão.

Carlinhos Bala, com toda a liberdade, parecia Pelé.

O primeiro colocado precisa reagir.

Assim como os outros melhores colocados.

O Palmeiras estará em casa contra o adversário que está no melhor momento no Brasileiro: o Flamengo.

O São Paulo e Atlético Mineiro irão se encarar.

O jogo de sábado servirá para mostrar quem pode sonhar mais.

O Internacional irá ao Rio sentir o desespero do Fluminense.

E o Goiás mostrará o seu verdadeiro potencial nos domínios do surpreendente Avaí.

Ou seja: nada está definido.

Não pela força dos primeiros.

Justamente pela falta de um grande time no Brasileiro de 2009...

Rosinei. Ou o trauma que a MSI causou nos juniores do Corinthians…

cosme1 Rosinei. Ou o trauma que a MSI causou nos juniores do Corinthians...

Rosinei.

Volante do América do México.

Nasceu no Corinthians.

Foi apontado como uma das maiores revelações do Parque São Jorge.

A expectativa era que se firmaria.

Habilidoso e inteligente taticamente, os treinadores da base apostariam seus salários no sucesso dele.

Perderiam.

O motivo para ele não ter vingado, dado certo, foi explicado ao blog pelo próprio Rosinei.

Do México falou com exclusividade.

E, relembrou, sem saudade, dos tempos da MSI.

Rosinei, muito se esperava de você no Corinthians.

Por que não deu certo?

Olha, eu sei que poderia ter ido muito mais além do que fui.

Mas faltou um pouco de sorte.

Eu surgi quando a MSI chegou.

Toda a minha geração que passou anos na base do Corinthians perdeu espaço.

O que importava era comprar jogadores de fora.

Queriam atletas de nome, conhecidos.

Os da base ficavam em último plano.

Não tínhamos apoio.

O reflexo é que entrávamos em campo pressionados.

Ninguém poderia errar.

Não havia interesse em incentivar, cuidar de quem nasceu no clube.

Isso atrapalhou muito.

Não só a mim.

Atrapalhou todos que vieram da base.

Uma geração inteira não teve o espaço que mereceria...

Na época você não reclamou...

Não porque era inexperiente, para mim estava tudo bom.

Só agora, mas vivido sei que poderia ter sido melhor.

O que aconteceu não abalou o meu carinho ao Corinthians.

Sei que poderia ter rendido mais se tivesse tido mais chances.

Não ficar entrando e saindo e atuando em várias posições.

Mas foi o momento que o clube vivia.

Aconteceu o que tinha de acontecer.

Havia tratamento diferenciado entre os jogadores da MSI e da base?

Todo mundo sabia que sim.

Mas dava para entender.

Os jogadores que a MSI comprou chegaram muito valorizados.

Tinham de estar em campo.

Muito dinheiro foi gasto para que jogassem pelo Corinthians.

Foi uma situação normal.

Qualquer clube faria o mesmo.

Infelizmente, o futebol é assim.

Eles queriam atletas de nome em campo.

Talvez por isso o clube não ganhou tudo o que poderia.

Ficaram os jogadores da MSI de um lado e os outros do outro.

Isso não poderia dar certo.

Mesmo assim você ganhou a posição de Carlos Alberto.

Mas nunca se tornou titular absoluto.

Eu já disse, faltou um pouco mais de cuidado.

Não só comigo.

Com todos que vieram da base.

Eu atuava em várias posições, não tinha tempo para ficar na minha, que é a de segundo volante.

Era sempre o primeiro a ser substituído.

Quando percebi isso, acabei pedindo para sair.

Fui para o Real Murcia.

Infelizmente o clube estava com problemas.

Não me adaptei e pedi para ser negociado.

No Internacional você também não se firmou...

Eu tive problemas de contusões.

Elas me atrapalharam no meu período de Internacional.

Não pude jogar o que sei.

Eu lamento porque lá fui tratado bem demais.

Me ofereceram ótimas condições de trabalho.

Mas não consegui render pelas contusões.

E resolvi sair.

Você tem muita sorte.

O Parreira tinha pedido a sua contratação para o Fluminense.

Aliás, ele já disse que você é um dos atletas mais versáteis e inteligentes que ele já viu.

Ainda bem que não fechou contrato com o Fluminense, o time é o último no Brasileiro.

Fico muito triste pela situação do Fluminense.

Vejo potencial alto no time e torço para que ainda se acerte e não seja rebaixado.

Eu só não fui para as Laranjeiras por falta de acordo financeiro.

Eu adoraria trabalhar com o Parreira.

Não teria medo de lutar para manter o time na Série A.

Principalmente porque sei do potencial dos jogadores que estão lá.

Só não acertei por causa da diferença financeira.

O destino lhe reservou o América do México...

É verdade.

Estou muito satisfeito com a força que o clube tem.

A infraestrutura não fica nada a dever às maiores equipes brasileiras.

Pelo contrário.

O América é uma equipe rica, não falta nada.

Estou me sentindo à vontade como nunca na minha carreira.

Venho jogando muito bem e a torcida tem gritado o meu nome durante as partidas.

Me sinto no lugar certo.

Agora você está tendo chances depois de um período tentando a adaptação.

É verdade. Quando cheguei estranhei a altitude, o time, os costumes, tudo.

Aos poucos vou me sentindo melhor, entendendo a maneira da equipe atuar.

Estou abrindo o meu caminho.

O clube tem muitos jogadores bons e caros.

Estou conseguindo o meu lugar.

Seu contrato é curto, dez meses.

Você quer ficar mais tempo?

Eu quero.

Agora estou me adaptando, entendendo como as coisas acontecem.

O Cabañas é o líder da equipe e não para de me elogiar.

Estou bem também como treinador (Jesús Ramires).

Me colocou como segundo volante, como gosto, e tenho atuado bem.

Estou animado.

O futebol mexicano é melhor do que eu imaginava.

Os times são muito competitivos.

Você sonha em voltar ao Corinthians?

Lógico que sim.

Quem joga no Corinthians não esquece nunca.

Só que eu adoraria voltar em outra situação, não mais sendo visto como prata da casa.

No futebol os clubes só valorizam quem vem de fora.

Senti isso na pele...